FIAT LUX - Comunidade Teúrgica Portuguesa .LIVRE-ARBÍTRIO – VONTADE ... Tríade Superior (Atmã-Budhi-Manas),

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  • Comunidade Tergica Portuguesa Caderno Fiat Lux n. 6 Roberto Lucola

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    FIAT LUX

    ROBERTO LUCOLA

    CADERNO 6 DEVAKAN NIRVANA FEVEREIRO 1996

  • Comunidade Tergica Portuguesa Caderno Fiat Lux n. 6 Roberto Lucola

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    PREFCIO

    O presente estudo o resultado de anos de pesquisas em trabalhos consagrados de

    luminares que se destacaram por seu imenso saber em todos os Tempos. Limitei-me a fazer

    estudos em obras que h muito vieram a lume. Nenhum mrito me cabe seno o tempo

    empregado, a pacincia e a vontade em fazer as coisas bem feitas.

    A prpria Doutrina Secreta foi inspirada por Mahatms. Dentre eles, convm destacar

    os Mestres Kut-Humi, Morya e Djwal Khul, que por sua vez trouxeram o tesouro do Saber

    Arcano cujas fontes se perdem no Tempo. Este Saber no propriedade de ningum, pois tem a

    sua origem no prprio Logos que preside nossa Evoluo.

    Foi nesta fonte que procurei beber. Espero poder continuar servindo, pois tenciono, se os

    Deuses ajudarem, prosseguir os esforos no sentido de divulgar, dentro do meu limitado campo

    de aco, a Cincia dos Deuses. O Conhecimento Sagrado inesgotvel, devendo ser objecto de

    considerao por todos aqueles que realmente desejam transcender a inspida vida do homem

    comum.

    Dentre os luminares onde vislumbrei a Sabedoria Inicitica das Idades brilhar com mais

    intensidade, destacarei o insigne Professor Henrique Jos de Souza, fundador da Sociedade

    Teosfica Brasileira, mais conhecido pela sigla J.H.S. Tal foi a monta dos valores espirituais

    que proporcionou aos seus discpulos, que os mesmos j vislumbram horizontes de Ciclos

    futuros. Ressaltarei tambm o que foi realizado pelos ilustres Dr. Antnio Castao Ferreira e

    Professor Sebastio Vieira Vidal. Jamais poderia esquecer esse extraordinrio Ser mais

    conhecido pela sigla H.P.B., Helena Petrovna Blavatsky, que ousou, vencendo inmeros

    obstculos, trazer para os filhos do Ocidente a Sabedoria Secreta que era guardada a sete

    chaves pelos sbios Brahmanes. Pagou caro por sua ousadia e coragem. O polgrafo espanhol

    Dr. Mrio Roso de Luna, autor de inmeras e valiosas obras, com o seu portentoso intelecto e

    idealismo sem par tambm contribuiu de maneira magistral para a construo de uma nova

    Humanidade. O Coronel Arthur Powell, com a sua inestimvel srie de livros teosficos,

    ajudou-me muito na elucidao de complexos problemas filosficos. Alice Ann Bailey, tesofa

    inglesa que viveu nos Estados Unidos da Amrica do Norte, sob a inspirao do Mestre Djwal

    Khul, Mahatma membro da Grande Fraternidade Branca, tambm contribuiu muito para a

    divulgao das Verdades Eternas aqui no Ocidente. E muitos outros, que com o seu Saber e

    Amor tudo fizeram para aliviar o peso krmico que pesa sobre os destinos da Humanidade.

    Junho de 1995

    Azagadir

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    DEVAKAN NIRVANA

    NDICE

    PREFCIO ..... 2 DEVAKAN AVITCHI CASCES .. 5 DISSOLUO DOS VECULOS NO DEVAKAN .. 5 PERODO DEVAKNICO .. 6 O DEVAKAN SEGUNDO KUT-HUMI ...... 8 DIFERENA ENTRE NIRVANA E DEVAKAN ...... 9 AS DIVERSAS MODALIDADES DE DEVAKANS .... 10 A VIDA DEVAKNICA NO PLANO MENTAL SUPERIOR ... 11 CONSCINCIA DOS MUNDOS SUPERIORES .. 11 ILUMINAO, FRUTO DE UM ESFORO INDIVIDUAL .... 12 FONTE DA INSPIRAO ..... 13 RODA DOS NASCIMENTOS .................................................................................................... 14 SENTIDO OCULTO DO TEMPO ......... 15 MISTRIO DO CORPO FSICO ...... 15 ALIMENTOS DOS VECULOS .... 16 PRIMEIRA POLARIZAO DO HOMEM ....... 17 SEGUNDA POLARIZAO DO HOMEM ..... 18 FUNO DAS ESPRILAS ....... 19 ELECTRICIDADE ...... 20 NIRVANA NO MORTE NEM SONO .... 20 MATRIA E ESPRITO NO PRALAYA E NO MANUNTARA 21 ACTIVAO DAS MNADAS NO NOVO MANUNTARA 22 INTUIO E INTELIGNCIA .... 23 INTUIO ....... 24 INTUIO INSTINTO INTELIGNCIA ...... 24 DEVAKAN E KARMA ........... 25 NIRVANA E IMORTALIDADE ................ 26

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    MUNDOS PARALELOS ............ 27 VONTADE E DESEJO ....... 27

    LIVRE-ARBTRIO E LIBERTAO .. 28 RELAO DAS GLNDULAS COM OS CORPOS SUBTIS ...... 29 RAJA-YOGA ............ 30 TNICA SONORA DA MNADA ............... 31 LIVRE-ARBTRIO VONTADE ... 31 DEVAKAN E LIVRE-ARBTRIO ........ 32

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    DEVAKAN NIRVANA

    DEVAKAN AVITCHI CASCES

    As almas, aps o seu torpor post mortem, so encaminhadas, consoante a sua evoluo,

    para o Devakan ou para o Avitchi, que os cristos associam, respectivamente, ao Cu e o

    Inferno. Estes dois estados mentais variam infinitamente. Os graus ascendentes so designados

    por Lokas. Assim, temos:

    a) Kama-Loka Morada que est relacionada ao Plano Astral. A as entidades

    purificam-se no fogo das suas emoes e desejos.

    b) Rupa-Loka Est relacionada ao Plano Mental Inferior, ou seja, aos quatro Sub-

    Planos inferiores do Plano Mental. Aqui, nesta Loka, as entidades realizam as suas aspiraes

    mais elevadas.

    c) Arrupa-Loka Est relacionada aos trs Sub-Planos superiores do Plano Mental. a

    morada das almas evoludas, o local das Individualidades.

    Os chamados casces no tm acesso ao Devakan. Os mesmos, uma vez desligados da

    Trade Superior (Atm-Budhi-Manas), nada mais tm em comum com a espiritualidade da

    Essncia Imortal. Esto destinados a fenecerem.

    O Devakan e o seu oposto Avitchi so estados, no localidades. Segundo a Tradio

    Esotrica fala-se em trs Lokas, que so as acima apontadas. Kama-Loka o mundo dos desejos

    e paixes, das atraces passionais no satisfeitas levadas para esse mundo dos casces, das

    egrgoras elementares, dos suicidas e das vtimas envolvidas em crimes passionais. Rupa-Loka

    o mundo das formas, das sombras mayvicas ou formas subjectivas mentais, mas sem nenhuma

    essncia de natureza espiritual. Formas-pensamento concretas, na maioria de fundo egosta. O

    terceiro mundo Arrupa-Loka, estado de pura subjectividade sem formas definidas,

    incorpreo, onde as almas de natureza espiritual encontram o repouso a que tm direito.

    O TEMPO E O ESPAO NO DEVAKAN O Tempo e o Espao nos Mundos Celestiais

    so incompreensveis para o nosso mental concreto, para ns que ainda estamos exclusivamente

    ligados s informaes recebidas atravs dos sentidos fsicos. A perde-se toda a noo do correr

    do tempo e das limitaes do espao em virtude de se operar em Mundos extremamente

    subjectivos, onde no h referncias ou marcos de comparaes. As entidades ficam sem um

    norte orientador, que coisa criada pela mente humana quando encarnada. Mas mesmo

    encarnados a noo de tempo varia muito, pois depende do estado de esprito em que nos

    encontramos. Minutos h que mais parecem horas e vice-versa. Como s o Homem, na

    superfcie da Terra, que possui o mental comparativo em plena actividade, s ele tem noo do

    Tempo e do Espao. Nenhum animal, por mais evoludo que seja, capaz de conceber o Tempo;

    tal acontece em virtude de carecer da faculdade de pensar analiticamente.

    DISSOLUO DOS VECULOS NO DEVAKAN

    O Devakan no um lugar no Plano Mental. O homem no estado devaknico fica isolado

    por uma aura no participando de qualquer vida activa em quaisquer um dos Planos, pois j no

    possui nenhum veculo para faz-lo. Assim sendo, no participa de modo algum da vida do Plano

    Mental. No tendo veculo, fica impossibilitado de transitar livremente no podendo comunicar-

  • Comunidade Tergica Portuguesa Caderno Fiat Lux n. 6 Roberto Lucola

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    se com outrm, como possvel fazer quando ainda se possui um corpo astral que pertence ao

    Mundo Formal.

    Considerando-se que a Personalidade no mais existe, s restando dela os tomos

    Permanentes que encerram em si todas as experincias da encarnao passada, qualquer

    resqucio da matria astral no pode ser levada para um Plano superior como o Mental. Assim,

    desaparecer qualquer sentimento personalista. No tendo mais veculos, cessa qualquer meio de

    comunicao que possibilite responder aos impulsos vindos dos Mundos inferiores. Assim,

    praticamente todos os Mundos mayvicos deixaro de existir para o ser.

    A extino dos veculos inferiores, principalmente a separao do Corpo Astral do Corpo

    Mental, no implica em qualquer trauma ou sofrimento para o homem, pois trata-se de um

    evento natural na Histria da Mnada em sua longa peregrinao. Segundo os Iniciados, a

    passagem faz-se como se fosse uma viagem suave, semi-consciente. Como interregno, mergulha-

    se numa inconscincia algo parecida ao que sucede quando da morte fsica.

    PERODO DE GESTAO No estado pr-natal o ser passa por um perodo de vida

    latente sem conscincia, como que adormecido, embora animado pela fora vital, desfrutando de

    uma vida vegetativa sem nenhuma possibilidade de aco e sem vontade prpria, pelo menos

    para o homem comum. Segundo os entendidos, esse perodo de inconscincia que antecede o

    Devakan a fase de gestao necessria, a fim de que o tomo Permanente Astral assimile

    tudo quanto for positivo da vida emocional para ser transferido para a vida futura, quando o

    momento for chegado.

    Segundo o ilustre sbio Alfred Percy Sinnett, os casces, uma vez desligados dos

    Princpios Superiores, nada mais tm em comum com os mesmos. O Ego perde assim qualquer

    vnculo com o passado, no sendo mais a