ficha de avaliação (ama)

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  • BEBS (3 MESES AOS 3 ANOS DE IDADE)

    A natao para bebs dever ter incio aproximadamente aos 3 meses de idade porque neste

    perodo o beb j possui um bom nmero de anticorpos e sustenta melhor a sua cabea. Essa

    maturidade cervical faz com que o beb resista bem ao transporte na piscina e a me saiba

    manusear melhor o seu corpo. Esta atividade termina aos 36 meses passando para adaptao

    ao meio aqutico

    A criana deve ser sempre acompanhada dentro e fora de gua por um dos progenitores.

    Recepo e informao A primeira aula de adaptao ao meio aqutico para bebs de recepo e fornecimento de

    informao aos pais, alusivo a:

    - Regras de funcionamento

    - Segurana

    - Desenvolvimento da atividade

    - Participao dos pais

    - Objectivos

    - Conselhos

    - Materiais utilizados

    - Espao e tempo de aula

    - Condies para a prtica da atividade

    - Importncia do aspeto ldico da atividade

    - Uso obrigatrio de fralda para os bebs que no controlam os esfncteres

    - Uso obrigatrio de touca

    Atuao durante a aula O acompanhante da criana deve estar descontrado, sorridente, radiante e feliz na atividade,

    de forma a transmitir segurana ao beb.

    Ao entrar na gua aconchegar o seu filho contra o seu corpo.

    Deve tambm proporcionar ao beb momentos de atividade e repouso, de modo, a que o beb

    tenha sempre uma participao ativa.

    O espao aqutico deve ser entendido como um espao de brincadeira e lazer.

    Quando a criana no adere s solicitaes, deve-se mudar de estratgias, recorrendo ao jogo.

    Quando surgem situaes imprevistas deve-se procurar superar o momento, atravs de um

    reforo pela positiva.

  • O optimismo e a pacincia so uma mais valia, principalmente, nos perodos de regresso,

    normais no processo de aprendizagem.

    Durao da aula Cada aula decorre em perodos de 45 minutos, uma ou duas vezes por semana (Segundas e

    Sbado).

    Nas aulas est sempre presente um professor na gua para efetuar o acompanhamento nas

    diferentes atividades. O professor tem a funo de apoiar os pais na atividade, observar o

    grupo, gesto do material e tempo de aula.

    Recursos Materiais O material utilizado na aula tem caractersticas ldicas e a sua adopo respeita os objectivos

    das etapas de adaptao em que estamos a trabalhar. Utilizamos brinquedos, como, bolas de

    diferentes dimenses, objetos de plstico e de borracha, argolas. So tambm utilizados

    tapetes com diferentes dimenses e texturas, braadeiras, palitos.

    As crianas podem nomeadamente trazer alguns dos seus brinquedos pessoais

    PROPOSTA DIDTICO-METODOLGICA Prope-se uma sequncia didtica-metodolgica para desenvolver um programa de NB. No

    a nica forma possvel de se implementar um programa de atividades aquticas neste domnio,

    limita-se a ser uma sugesto entre outras possveis.

    Nesta proposta, podem definir-se em 6 grupos de habilidades ou de contedos:

    1) Adaptao;

    2) Flutuao;

    3) Deslocamentos;

    4) Imerso;

    5) Passagens;

    6) Saltos.

    Os diferentes contedos propostos sero apresentados de forma isolada por mera facilidade

    didtica. Contudo ao longo das aulas eles devero surgir de forma interrelacionada.

  • 1) ADAPTAO AO LOCAL

    As primeiras aulas tm como objetivo adaptar a criana a todo o envolvimento das aulas. S

    aps a familiarizao da criana com o meio e com as pessoas que participam nas sesses

    que ser possvel a abordagem de outros contedos. A adaptao passa pela habituao aos

    espaos, aos rudos, aos odores, ao docente, aos outros bebs e aos pais.

    Nesta fase, tudo novo, tudo desconhecido para o beb por isso importante acarici-lo

    dando-lhe uma maior sensao de segurana e de confiana.

    1.1) Sentar no bordo da piscina prximo da pessoa significativa.

    1.2) Entrar na gua ao colo da pessoa significativa (pega vertical).

    1.3) Deslocar-se por toda a piscina ao colo da pessoa significativa.

    1.4) Ao deslocar-se, o adulto baixa gradualmente o corpo at que os seus ombros e os do beb

    ficarem imersos.

    1.5) Fazer cair algumas gotas de gua na cabea, que escorram pelos olhos, pela boca, pelo

    nariz e pelos ouvidos.

    1.6) Aumentar a quantidade de gua que se deita na cabea.

    Interveno do docente Segurar o beb, na entrada da pessoa significativa para a gua.

    Orientar a movimentao pelo espao da aula e a ao sobre o beb.

    Propor a utilizao inicial da pega ao colo.

    Ensinar a pega vertical.

  • 2) FLUTUAO

    Esta etapa tem com objetivo realizar flutuaes em diferentes decbitos e com diferentes tipos

    de apoios. Nesta faixa etria, a percentagem de tecido adiposo na criana relativamente

    elevada por isso os bebs so menos densos que sujeitos mais velhos. Em consequncia

    apresentam uma maior flutuabilidade, por isso vai facilitar a abordagem destes contedos nesta

    fase.

    A abordagem das flutuaes sem apoios externos o fim de um programa de NB, o objetivo

    principal desta atividade a promoo do autossalvamento.

    2.1) Flutuao em decbito dorsal com dois apoios.

    2.2) Flutuao em decbito dorsal com um apoio.

    2.3) Flutuao em decbito dorsal com apoio no ombro.

    2.4) Flutuao em decbito dorsal sem apoios.

    2.5) Flutuao em decbito ventral com dois apoios.

    2.6) Flutuao em decbito ventral com um apoio.

    2.7) Flutuao em decbito ventral sem apoios.

    2.8) Rotao da posio vertical para a posio horizontal (decbito ventral ou dorsal) com ou

    sem apoios.

    2.9) Rotao da posio horizontal (decbito ventral ou dorsal) para a posio vertical com ou

    sem apoios.

    2.10) Rotao de decbito ventral para decbito dorsal com ou sem apoios.

    2.11) Rotao de decbito dorsal para decbito ventral com ou sem apoios.

    Interveno do docente Propor o tipo de flutuao a ser realizada.

    Orientar a utilizao do material.

    Ensinar as respetivas pegas para cada tipo de flutuao.

    Ajudar e orientar quando o beb recusa a posio dorsal.

  • 3) DESLOCAMENTOS

    Nesta etapa o objetivo introduzir e exercitar os deslocamentos em diferentes decbitos, com

    diferentes tipos de apoios.

    Os deslocamentos consistem na trao do beb pelo adulto em vrias posies. A criana tem

    um papel mais passivo, sendo o deslocamento efetuado pelo adulto.

    Os deslocamentos podem ser realizados com diferentes trajetrias, como por exemplo, em

    linha reta, em crculo, em zig-zag ou em oito, entre muitas outras possibilidades. Os materiais

    auxiliares podem ser uma ajuda preciosa durante os deslocamentos.

    Em fases mais avanadas, pode-se colocar no raio de ao do beb um objeto, estimulando-o

    deslocar-se no meio aqutico com o intuito de o atingir. A criana deixa de ter um papel passivo

    e passa a ter um papel mais ativo na sua propulso.

    3.1) Deslocamento em decbito dorsal com dois apoios.

    3.2) Deslocamento em decbito dorsal com um apoio.

    3.3) Deslocamento em decbito dorsal com apoio no ombro.

    3.4) Deslocamento em decbito dorsal sem apoios.

    3.5) Deslocamento em decbito ventral com dois apoios.

    3.6) Deslocamento em decbito ventral com um apoio.

    3.7) Deslocamento em decbito ventral sem apoios.

    Interveno do docente Interagir com o beb.

    Estimular o deslocamento usando materiais auxiliares.

    Sempre que possa promover tarefas em grupo.

    Relembrar as pegas ventrais com um e dois apoios.

  • 4) IMERSO

    As primeiras imerses so para os pais um momento especial das aulas de NB. Para se

    efetuar a introduo das imerses deve-se respeitar os seguintes pressupostos:

    - O beb deve estar relaxado no meio aqutico;

    - No demonstrar alteraes de comportamento quando tem gua em abundancia na face;

    - Encontra-se descontrado na posio ventral com os ouvidos imersos;

    - As primeiras imerses so executadas na posio vertical, s depois que se abordam as

    imerses ventrais e raramente se executa a imerso dorsal;

    - As imerses ventrais num primeiro momento so realizadas do docente para a pessoa

    significativa, sem nunca perder o apoio de um dos adultos (imerso assistida);

    - Mais tarde estimula-se a execuo de imerso onde o beb numa curta distancia no ter o

    apoio de nenhum adulto por isso ir pelos seus prprios meios promover a sua propulso

    (imerso livre). Dominadas estas imerses bsicas podem-se executar tarefas onde a durao

    de imerso seja maior, imerso de maior profundidade.

    4.1) Imerso simultnea na posio vertical da pessoa significativa e do beb, at ao nvel dos

    olhos.

    4.2) Imerso simultnea na posio vertical da pessoa significativa e do beb.

    4.3) Imerso na posio vertical do beb.

    4.4) Imerso de curta durao em decbito ventral, do docente para a pessoa significativa, o

    beb tem sempre um dos adultos a pegarem nele (imerso assistida).

    4.5) Imerso em decbito ventral, do professor para a pessoa significativa, sendo largado a

    meio do trajeto (imerso livre).

    4.6) Imerso em decbito ventral, da pessoa significativa para o docente, tendo o beb sempre

    um dos adultos a pegar nele (imerso assistida).

    4.7) Imerso em decbito ventral da pessoa significativa para o docente, sendo largado a meio

    do trajeto (imerso livre).

    4.8) Imerses profunda, indo buscar objetos ao fundo da piscina.

    4.9) Imerses aumentando a distncia entre os dois adultos.

    Interveno do docente (imerso vertical) Determinar quando o beb est pronto para executar a primeira imerso vertical.

    Orientar a pessoa significativa sobre os procedim