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FICHA PARA IDENTIFICAÇÃO - Operação de …...rotulado de preguiçoso, burro e chato pelos colegas de sala e os demais o consideravam um pestinha. Porém, certo dia, apareceu uma

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  • FICHA PARA IDENTIFICAÇÃO

    PRODUÇÃO DIDÁTICO – PEDAGÓGICA TURMA - PDE/2012

    Título: (Com)fabulando: entendo e aprendendo com as diferenças

    Autor Maria Leonor de Oliveira

    Disciplina/Área (ingresso no

    PDE)

    Língua Portuguesa

    Escola de Implementação do

    Projeto e sua localização

    Colégio Estadual Dr. Gabriel Carneiro Martins- Ensino Fundamental e Médio - Rua Deputado Nilson Ribas, 520 – Jardim Bancários - Londrina- Paraná - Fone: (43) 33274141

    Município da escola Londrina

    Núcleo Regional de Educação Londrina

    Professor Orientador Prof. Dr. Paulo de Tarso Galembeck

    Instituição de Ensino Superior Universidade Estadual de Londrina

    Relação Interdisciplinar

    (indicar, caso haja, as

    diferentes disciplinas

    compreendidas no trabalho)

    Arte

    Resumo

    (descrever a justificativa,

    objetivos e metodologia utilizada.

    A informação deverá conter no

    Os alunos com TDAH, aprendem de maneira

    diferenciada, necessitam de métodos e recursos pedagógicos

    específicos que favoreçam seu potencial .

    O comportamento diferenciado desses alunos, nasce da alteração da atenção, da impulsividade e da

  • máximo 1300 caracteres, ou 200

    palavras, fonte Arial ou Times

    New Roman, tamanho 12 e

    espaçamento simples)

    velocidade da atividade física e mental.

    Essas manifestações prejudicam a realização de tarefas que exigem concentração, análise, planejamento e exercícios repetitivos como os necessários à aprendizagem do sistema ortográfico, à leitura e produção de texto.

    Essa unidade didática, foi desenvolvida inteiramente voltada para esse público, que tem potencial mas necessita de um enfoque pedagógico diferenciado que consiga atrair a atenção e melhorar seu desempenho no processo de aquisição da linguagem e resgate da leitura significativa e produção de texto.

    Metodologia: O projeto trabalhará a escrita a partir da leitura significativa de fábulas, tendo como base as fábulas de Monteiro Lobato. Faz-se necessário citar que uma das melhores formas de se trabalhar com esse gênero textual é abordar o seu caráter moralizante, ético e a cidadania.

    Objetivo: Desenvolver, nos alunos com TDAH, habilidades que ativem as estratégias de leitura e facilitem a construção de sentido dos textos e, a partir daí, conduzi-los no processo de produção escrita, para que se tornem capazes de produzir textos eficientes.

    Palavras-chave ( 3 a 5

    palavras)

    Transtorno – aprendizagem diferenciada - fábulas - linguagem

    Formato do Material Didático Unidade Didática

    Público Alvo

    (indicar o grupo para o qual o

    material didático foi desenvolvido:

    professores, alunos,

    comunidade...)

    Alunos do 6º ano, da Sala de Recursos, com TDAH (Transtorno

    de Déficit de Atenção e Hiperatividade).

  • 1. IDENTIFICAÇÃO

    1.1.PROFESSORA PDE: Maria Leonor de Oliveira

    1.2.ÁREA PDE: Língua Portuguesa

    1.3.NRE: Londrina

    1.4.PROFESSOR ORIENTADOR: PROF. DR. PAULO DE TARSO GALEMBECK

    1.5.IES: UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA

    2. TEMA DE ESTUDO

    AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM

    3. TÍTULO

    (COM)FABULANDO

    ENTENDENDO E APRENDENDO COM A DIFERENÇA

  • O patinho tormentoso

    Era uma vez uma pata que estava a chocar alguns ovos. Os dias foram se passando e chegou a hora dos patinhos nascerem.

    A mãe pata estava muito orgulhosa de sua ninhada, eram todos lindos e saudáveis.

    Mas, com o passar do tempo, um dos patinhos começou a demonstrar um comportamento um pouco diferente dos outros. Era desastrado, inquieto, impulsivo, falava demais e constantemente irritava seus irmãos e amigos com atitudes inadequadas e, por isso, não era bem vindo nem nas brincadeiras. Todos começaram a chamá-lo de patinho tormentoso e o excluíam.

  • Dona pata sentia-se cansada, triste e um sentimento de incompetência dominava seu coração, pois ouvia muitos comentários por parte dos outros animais a respeito de seu filho: “mal-educado, rebelde, biruta, cabeça de vento” etc., ela achava que a culpa devia ser sua, pois não conseguia educar o filho direito.

    Quando chegou a época de freqüentar a escola, a coisas se complicaram ainda mais para o patinho tormentoso. Ele não ficava parado na carteira, se remexia e queria conversar o tempo todo, não prestava atenção na aula e, por isso, não conseguia fazer as atividades propostas. Quando fazia alguma coisa, muitas vezes começava e não terminava porque não podia ficar concentrado por muito tempo.

    Dona pata começou a ser chamada na escola com frequência. Seu filho, o patinho tormentoso, não tinha rendimento em sala de aula e, ainda por cima, atrapalhava, pois deixava a professora e os companheiros nervosos. Ele era rotulado de preguiçoso, burro e chato pelos colegas de sala e os demais o consideravam um pestinha.

    Porém, certo dia, apareceu uma professora nova, dizendo que estava ali para fazer um trabalho especial, com crianças especiais daquela escola. Ela explicou que, o diferente só é diferente até o momento em que começamos a

  • compreendê-lo e amá-lo do jeito que ele é. Ela ensinou e ajudou os professores a trabalhar de um modo novo com o “ patinho especial” , aconselhou dona pata a procurar ajuda com um profissional especialista que desenvolveu um tratamento adequado com o patinho e, a partir daí tudo começou a melhorar e, aos poucos, foi se adequando.

    Hoje o patinho está mais feliz, tem amigos, descobriu que tem muitas habilidades e consegue aprender. Ele sabe que não é igual a seus irmãos e aos colegas, mas entendeu que todos somos diferentes e enfrentamos problemas de formas diferentes também e graças ao amor e dedicação da mãe e ao trabalho de carinho e responsabilidade dos professores, está conseguindo se desenvolver bem e tornando sua história um verdadeiro exemplo de vitória e, o mais importante, está provando que não é tormentoso e sim talentoso.

    OLIVEIRA, Maria Leonor de

  • “ A alma dos diferentes é feita de uma luz além. Sua estrela tem moradas deslumbrantes que

    eles guardam para os poucos capazes de os sentir e entender.

    Nessas moradas estão tesouros da ternura humana dos quais

    só os diferentes são capazes. Não mexa com o amor de um diferente.

    A menos que você seja suficientemente forte para suportá-lo

    depois.”

    (Arthur da Távola)

    A realidade das salas de aula tem se transformado rapidamente com a

    construção da educação inclusiva que vem se consolidando e a práxis

    pedagógica deve se adequar a esse novo público que tem exigido condições

    especiais de aprendizado cada vez mais pontuais e objetivas.

    Dessa forma, a partir da observação do processo de aprendizagem de

    alunos da série inicial do Ensino Fundamental II (6º ano) constatou-se que

    muitos apresentam dificuldades de aprendizado e acabam ficando retidos sem

    que os professores consigam auxiliá-los de maneira efetiva caso não tenham

    apoio especializado, que deve ser voltado para a preparação do professor e

    atendimento individualizado ao aluno.

    O Estado, preocupado em oferecer uma inclusão “responsável” aos

    alunos que estão matriculados no ensino regular, organiza, através da

    Instrução nº 16/2011, o atendimento nas Salas de Recursos Multifuncional –

    SRM. Segundo esta mesma Instrução as SRM tipo I, na Educação Básica –

  • devem atender a seguinte população: área da deficiência intelectual,

    deficiência física neuromotora, transtornos globais do desenvolvimento e

    transtornos funcionais específicos.

    Assim sendo, as SRM (Salas de Recursos Multifuncionais) oferecem um

    atendimento educacional especializado, dando apoio aos alunos e orientando

    as ações dos professores da sala regular.

    De fato, os alunos com TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e

    Hiperatividade) enquadram-se nesta última categoria e recebem esse

    atendimento especializado na SRM – Tipo I, através de uma professora

    especializada na área.

    Em suma, essa unidade didática, foi desenvolvida inteiramente voltada

    para esse público, que tem potencial, mas necessita de um enfoque

    pedagógico diferenciado que consiga atrair a atenção e melhorar o

    desempenho do aluno com TDAH no processo de aquisição da linguagem e

    resgate da leitura significativa e produção de texto.

    Para a realização do trabalho, foi escolhido o gênero textual Fábula, por

    tratar-se de um gênero de narrativa curta e de fácil compreensão que, ao

    mesmo tempo encanta e ensina. Através dela é possível trabalhar de uma

    forma lúdica que permita atrair a atenção e o interesse do aluno hiperativo.

  • “ “A palavra é o microcosmo da consciência humana”

    Vygotsky

    A língua é um lugar de interação, através dela os sujeitos se comunicam,

    interagem ou se posicionam. Para Bakhtin (1986, p. 124) ela tem vida e evolui

    e só existe em função do uso que se faz dela em situações de comunicação.

    Um enunciado é sempre adaptado pelo falante para a circunstância social e

    esse sujeito precisa se valer de conhecimentos anteriores para produzir suas

    falas e seus textos. A língua torna-se uma abstração se isolada do contexto

    social que a determina.

    Sob o mesmo ponto de vista, para Marcuschi ( 2005, p. 31), a língua é

    um conjunto de práticas sociais e cognitivas historicamente situadas,ou seja, é

    um organismo vivo que se adapta às ações humanas em seus mais variados

    contextos, de acordo com o espaço, tempo e situação social.

    Ademais, seguindo, ainda, a visão de Marcuschi existem vários

    conceitos de Língua, como os que seguem:

    Base fonética e fonológica – uso da linguagem como domínio de um

    conjunto de processos complexos.

    Base neurológica –afasias.

    Base cognitiva – conhecimento.

    Base comunicativa – interação.

    Base sociocultural –linguagem e sociedade não se separam.

  • É através do texto que o usuário da língua faz uso de seu potencial

    comunicativo, ordenando e transmitindo ideias, informações opiniões em

    situações de interação comunicativa, porém, a concepção simplista de que o

    texto seja apenas um agrupamento de frases que fazem um sentido não

    abrange a capacidade de significação do texto, conforme nos informa

    Marchuschi e Koch & Travaglia:

    ” (…) o texto deve ser visto como uma sequência de atos de linguagem (escritos e falados) e não uma sequência de frases de algum modo coesas. Com isto, entram, na análise do texto, tanto as condições gerais dos indivíduos como os conceitos institucionais de produção e recepção, uma vez que estes são responsáveis pelos processos de formação de sentidos comprometidos com processos sociais e configurações ideológicas.” (MARCUSCHI, 1983:22)

    O texto pode ser construído de maneira verbal, ou seja, o autor constrói

    o(s) sentido(s) utilizando palavras, direcionado para seu interlocutor.Pode,

    também, ser um texto não verbal, aquele que utiliza apenas imagens ou, ainda,

    pode misturar as duas manifestações: verbal e imagética.

    Para entender um texto é preciso levar em conta alguns aspectos.

    A intertextualidade é um aspecto bem importante, pois nenhum texto se

    constrói por si só, está sempre relacionado a um texto anterior e precederá

    outro(s).

    O contexto sociocultural também exerce influência no entendimento do

    texto, tanto o autor como o interlocutor estão inseridos em determinada cultura

    e isso determina o sentido que cada um faz do texto.

  • Cada texto possui, também, características próprias que se diferenciam

    de acordo com a intenção do autor em produzir determinado efeito ou

    influenciar o interlocutor com seus argumentos a respeito de determinado tema,

    tendo como exemplos a narração e a dissertação.

    Assim sendo, sobre isso Silva ( 1993, p. 4 e 5) diz:

    “Se um texto, quando trabalhado, não proporcionar o

    salto do leitor para seu contexto (isto é, para a

    intencionalidade social que determinou o objetivo, o

    conteúdo e o modo da construção do texto), e mais, se o

    contexto do texto lido não proporcionar uma

    compreensão mais profunda do contexto em que o

    sujeito-leitor se situa ou busca se situar, então a leitura

    perde a sua validade”.

    Os Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa – PCNs

    (1998, p. 21) propuseram a adoção de gêneros textuais como objeto de ensino

    da língua portuguesa, visando, através dessa prática em sala de aula,

    aproximar os alunos dos usos de linguagem fora da escola, em situações

    concretas e verdadeiras, conforme podemos observar:

    “...é preciso que as situações escolares de ensino de

    Língua Portuguesa priorizem os textos que caracterizem

    os usos públicos da linguagem. Os textos a serem

    selecionados são aqueles que, por suas características e

    usos, podem favorecer a reflexão crítica, o exercício de

  • formas do pensamento mais elaboradas e abstratas, bem

    como a fruição dos usos artísticos da linguagem, ou seja,

    os mais vitais para a plena participação numa sociedade

    letrada.”(PCNs, 1998, p. 21).

    Os gêneros discursivos manifestam diferentes intenções de comunicação :

    entreter, comunicar, sugerir, informar, convencer etc. A partir de cada intenção

    comunicativa, o texto pode ser classificado, de acordo com a função de

    comunicação a que se destina.

    Dessa forma, o trabalho com gêneros, defendido inicialmente por Bakthin,

    tornou-se alvo de estudiosos da Universidade de Genebra, que desenvolveram

    um estudo sobre o agrupamento dos gêneros.

    A partir desse estudo, Dolz & Schneuwly (1996) apud Barbosa (2000),

    estabelecem uma classificação de cinco agrupamentos:

    gêneros da ordem do narrar – cujo domínio de

    comunicação social é o da cultura literária ficcional,

    enquanto manifestação estética e ideológica que

    necessita de instrumentos específicos para sua

    compreensão e apreciação (exemplos destes gêneros

    seriam: contos de fadas, fábulas, lendas, narrativas de

    aventura, narrativas de ficção científica, romance policial,

    crônica literária, etc.). Envolvem a capacidade de

    mimesis da ação através da criação de uma intriga no

    domínio do verossímil;

    gêneros da ordem do relatar – cujo domínio de

    comunicação social é o da memória e o da

    documentação das experiências humanas vivenciadas (

    exemplos destes gêneros seriam: relatos de experiências

  • vividas, diários, testemunhos,biografia, notícia,

    reportagem, crônicas jornalísticas, relato

    histórico,autobiografia etc.). Envolvem a capacidade de

    representação pelo discurso de experiências vividas e

    situadas no tempo.

    gêneros da ordem do argumentar - cujo domínio de

    comunicação social é o da discussão de assuntos sociais

    controversos, visando um entendimento e um

    posicionamento perante eles (seriam exemplos de

    gêneros: textos de opinião, diálogo argumentativo,carta

    de leitor, carta de reclamação, carta de solicitação,

    debate regrado, editorial, requerimento, ensaio, resenhas

    críticas, artigo assinado etc.). Envolvem a capacidade de

    sustentar, refutar e negociar posições.

    gêneros da ordem do expor que veiculam o

    conhecimento mais sistematizado que é transmitido

    culturalmente – conhecimento científico e afins

    (exemplos: seminário, conferência, verbete de

    enciclopédia, texto explicativo, tomada de notas, resumos

    de textos explicativos, resumos de textos expositivos,

    resenhas, relato de experiência científica etc.).

    Envolvem a capacidade de apresentação textual de

    diferentes formas dos saberes.

    gêneros da ordem do instruir ou do prescrever – que

    englobariam textos variados de instrução, regras e

    normas e que pretendem, em diferentes domínios, a

  • prescrição ou a regulação de ações (exemplos: receitas,

    instruções de uso, instruções de montagem, bulas,

    regulamentos, regimentos, estatutos, constituições,

    regras de jogos etc.). Exigem a regulação mútua de

    comportamento. (BARBOSA, 2000, p. 170/171).

    Conforme a classificação citada, o foco deste trabalho encontra-se no

    gênero da ordem do narrar que é a Fábula, uma narrativa curta de natureza

    simbólica que, usando o recurso literário da antropomorfização, relata uma

    situação vivida por animais, que se refere a uma situação humana com o

    objetivo de transmitir certa moralidade, criticando os valores da nossa

    sociedade.

    Portanto, o objetivo básico desta unidade é desenvolver a produção

    escrita a partir da leitura significativa, tendo como suporte obras de Monteiro

    Lobato que, em seu livro “Fábulas”, reconta fábulas de Esopo e La Fontaine e,

    também, apresenta suas criações, interagindo com o pessoal do Sítio do Pica-

    Pau Amarelo.

    Esse gênero narrativo simboliza e reflete a essência humana, sua

    consciência, seus sentimentos e emoções. Através da simbologia, cada animal

    representa um aspecto do ser humano, qualidade ou defeito.

    Para tanto, as atividades propostas a serem desenvolvidas

    recorrerão às disciplinas de Arte, a Literatura infantil e ao ensino de língua

    materna, buscando conduzir o aluno ao universo das interpretações e

    preparando-o para que tenha condições e escrever seu próprio texto.

    Dessa maneira, o objeto de trabalho “Fábula”, será apresentado aos

    alunos a partir da leitura da fábula A cigarra e a Formiga de Esopo/La Fontaine

    e da releitura da mesma obra feita por Monteiro Lobato, para a discussão e

    reflexão sobre o tema, a intencionalidade, a finalidade, intertextualidade,

    informatividade e situacionalidade relacionadas com o contexto atual.

    Após esse primeiro contato com o gênero fábula, os alunos serão

    conduzidos num estudo dos níveis de interpretação de texto, estrutura do

    discurso e análise lingüística examinando outras três fábulas: O lobo e o

  • cordeiro, O leão e o ratinho e A assembléia dos ratos, que nortearão o projeto,

    culminando com a produção de textos e um vídeo.

    estudantes do 6º ano / sala de recursos

    desenvolver, nos alunos com TDAH (Transtorno de

    Déficit de Atenção e Hiperatividade), habilidades que ativem as estratégias de

    leitura e facilitem a construção de sentido dos textos e, a partir daí, conduzi-los

    no processo de produção escrita, para que se tornem capazes de produzir

    textos eficientes.

    A sala será ambientada com imagens do escritor Monteiro Lobato e

    os personagens do Sítio do Pica-Pau Amarelo, conforme consta no livro do

    autor, esta ambientação permanecerá durante o desenvolvimento do projeto.

  • ► Número aproximado de aulas: 2 ( 1h e 30min cada)

    ► Antes de iniciar qualquer atividade, informar aos alunos quais os

    objetivos desse trabalho, o que será desenvolvido nessa aula e o que se

    espera deles agora e ao final projeto. Deixar bem claro que tudo será feito

    com a sua mediação e que eles contarão com o seu apoio sempre que

    precisarem. Dessa forma, a ansiedade que acomete os alunos com TDAH,

    em virtude da insegurança desenvolvida ao longo do tempo, pode ser

    controlada.

    Por tratar-se de um serviço de apoio da educação especial/

    Atendimento Educacional Especializado, o número de alunos é limitado,

    conforme a resolução nº 16/2011 da SEED, o que torna possível o

    atendimento individualizado, permitindo assim, atender as necessidades

    educacionais especiais de cada aluno.

    ► Diagnosticar o que os alunos sabem a respeito do assunto a ser

    trabalhado.

  • ► Apresentar a biografia de Monteiro Lobato em um breve relato.

    ► Promover a reflexão através da comparação de obras e a socialização

    das opiniões de cada um.

    ► Informar os alunos sobre a estrutura das fábulas, o papel que cada

    animal/personagem pode representar na narrativa e a função da moral da

    história, de maneira que eles apreendam o conceito de fábula.

    ► Iniciar a aula promovendo uma conversa com os alunos sobre o gênero

    Fábula, perguntar o que eles sabem a respeito, se conhecem alguma fábula, se

    viram esse conteúdo na escola.

    ► A seguir, ler a versão de La Fontaine e estimular os estudantes a emitir

    suas opiniões a respeito.

    ► Logo após, passar o vídeo sobre a releitura de Monteiro Lobato sobre a

    mesma obra.

    http://www.youtube.com/watch?v=IezC65lMZKY

    A versão em vídeo é outra releitura, que acompanha o sentimento de

    solidariedade, que contraria as versões conservadoras em que a formiga se

    morde de inveja e é avarenta.

    ► Perguntar aos alunos o que acharam dessa versão, se concordam ou

    não com ela ou se preferem a anterior e por que.

    ► Comentar a respeito dos valores contidos em uma e em outra e induzi-

    los a relacionar com a sociedade atual, traçando um paralelo com a realidade.

    ► Procurar instigá-los a refletir acerca dos valores morais contidos nos

    textos e confrontá-los com a realidade atual e a ideal.

    http://www.youtube.com/watch?v=IezC65lMZKY

  • ► Situar os alunos quanto à época em que as fábulas foram escritas – La

    Fontaine/ século XVII e Monteiro Lobato/século XX e lançar a questão se é

    possível que a época tenha influenciado na moral da história.

    ► Expor oralmente quais são os elementos que compõem uma narrativa,

    explicando-os e identificando-os nas fábulas em questão, conforme o modelo

    exposto:

    narrador – conta a história, sabe tudo o que vai acontecer e quais

    são os sentimentos de cada personagem.

    personagens – seres que vivem as ações.

    cenário – local onde se passa a história.

    tempo/ época – momento em que a história se desenrola.

    situação inicial – como se iniciam os fatos.

    conflito – fato que muda a situação inicial.

    clímax - momento de maior intensidade, suspense da história.

    desfecho – resolução da situação de conflito, encerramento.

    CONTEXTO DE PRODUÇÃO

    Produtor: Escritores

    Destinatário: Apreciadores de literatura/ficção – para adultos e crianças.

    Objetivos: Entreter. Levar à reflexão. Transmitir ensinamentos. Levar à lição moral.

    Local de Circulação: Obras Literárias Infantis. Obras Literárias Infanto-juvenis. Obras Literárias. Livros Didáticos. Internet

    CONTEÚDO TEMÁTICO

    Trata a respeito de atitudes humanas. Valores morais e

    éticos.

    CONSTRUÇÃO COMPOSICIONAL

    Narrador em 3ª pessoa - (pronome pessoal do caso reto)

  • Foco Narrativo: Narrador Observador Enredo Apresentação Desenvolvimento Desfecho Moral

    Elementos da Narrativa: Narrador (narrador observador) Personagens (quase sempre animais) Tempo – Linear - cronológico Espaço

    Físico Escrita: pode ser em verso ou em prosa.

    MARCAS LINGUÍSTICO-

    ENUNCIATIVAS

    Verbos: predomina pretérito perfeito e imperfeito e

    eventualmente pode-se encontrar o pretérito mais que

    perfeito do modo indicativo.

    Pronomes: narração pode ser 1ª pessoa do singular, ou

    plural (pronome pessoal do caso reto).

    Advérbios e locuções adverbiais.

    Adjetivos e locuções adjetivas.

    Sequências: narrativas e descritivas e apresenta uma

    certa argumentação ou crítica na moral.

    Escrita em prosa e em verso.

    Discurso: direto, indireto.

    ► Depois da exposição oral, entregar uma cópia desse quadro a respeito

    dos elementos que compõem a narrativa e pedir que colem no caderno

    (conceder um tempo para que isso seja feito de imediato).

  • ► Apresentar aos alunos, livrinhos de fábulas diversas de Monteiro Lobato

    e convidá-los para a leitura. Interagir, emitindo sua opinião a respeito das

    histórias encorajando-os a fazer o mesmo.

    ►Levar os alunos a analisar a personificação dos animais nas histórias,

    chamando a atenção para as características de cada um e o papel que

    desempenham nas fábulas, assim como os elementos da natureza.

    ► A seguir, distribuir cópias de uma lista de nomes de animais, contendo

    suas características, o papel de cada um e a simbologia presente dentro das

    fábulas, conforme a sugestão de Bruno Bettelheim (2011) abaixo:

    Coruja- sabedoria, bons conselhos, vigilância e meditação;

    capacidade de enxergar nas trevas - filosofia;

    Raposa- astúcia;

    Cavalo - força, poder;

    Lobo - os instintos maus do homem;

    Leão - símbolo da realeza, força, poder;

    Formiga - trabalho;

    Cigarra - preguiça;

    Cordeiro/ ovelha – inocência;

    Floresta- simboliza o mundo, o desconhecido e seus perigos;

    Água- símbolo da vida (quando potável);

    Branco- simboliza a inocência, a paz;

    Vermelho- simboliza a vida, sangue;

    Ainda, segundo Bruno Bettelheim (2011), as fábulas retratam: o amor,

    amizade, a afetividade, agressividade, arrependimento, auto-piedade, aflição,

    alegria, altruísmo, arrogância, altivez, ambivalência, angústia, ansiedade,

    antipatia, apatia, antecipação, bondade, carinho, compaixão, confusão,

    comiseração, ciúmes, constrangimento, coragem, culpa, curiosidade,

    contentamento, cooperação, cobiça, depressão, desencanto, desapontamento,

    deslumbramento, dó, decepção, dúvidas, egoísmo, empatia, esperança,

    euforia, esforço, entusiasmo, felicidade, fanatismo, frieza, frustração, gula,

    gratidão, histeria, hostilidade, humor, honestidade, humildade, inspiração,

    inveja, interesse, indecisão, ira, isolamento, luxúria, liberdade, misericórdia,

  • mágoa, mau-humor, medo, melancolia, nojo, nostalgia, ódio, orgulho, paixão,

    pânico, paciência, presunção, prudência, pena, piedade, prazer, preguiça,

    preocupação, prepotência, raiva, remorso, respeito, responsabilidade,

    repugnância, resignação, saudade, simpatia, soberba, sofrimento, solidão,

    surpresa, susto, tédio, timidez, tristeza, tolerância, vergonha, vaidade,

    vanglória, vício.

    ► Ler o material com a turma, explicar, entregar, para cada um, uma

    cópia desse conteúdo e orientá-los a colar no caderno logo em seguida, para

    tê-lo sempre à mão. Supervisionar a tarefa de colagem.

    Os livrinhos devem ficar expostos na sala de aula o tempo todo, em todas

    as aulas e sempre ao alcance dos alunos. O sistema de empréstimo de livros,

    também deve acontecer.

    ► Para finalizar essa primeira etapa, pedir ao alunos que escrevam o que

    lembram de uma das fábulas que leram.

    ► Esse material servirá como avaliação diagnóstica de cada um e será

    usado para comparação do resultado final

  • Ao sair do buraco viu-se um ratinho entre as patas de um leão. Estacou,

    de pelos em pé, paralisado pelo terror. O leão, porém, não lhe fez mal

    nenhum.

    .....................................................................................................................................

    . ( Monteiro Lobato, Fábulas, São Paulo, Brasiliense)

    ►Número aproximado de aulas: 3 ( 1h e 30 min cada)

    ► Orientar e acompanhar os alunos na leitura da fábula e durante os

    exercícios de interpretação do texto e análise lingüística, fazendo as

    intervenções necessárias para a explicação do conteúdo de maneira que eles

    consigam entender o que está sendo exposto e sejam capazes de

    desenvolver as atividades .

    ► Conduzir os alunos em uma atividade lúdica/concreta a respeito dos

    níveis de interpretação do texto.

  • ► Promover uma leitura significativa da fábula em questão, de maneira

    que os alunos sejam capazes de:

    ► Identificar os valores presentes no texto.

    ► Compreender a diferença entre discurso direto e indireto e aprender

    a utilizá-lo dentro do texto.

    ► Escrever narrativas, usando parágrafos e travessões nas falas.

    ► Exercitar a mudança dos tempos verbais na formação dos discursos

    direto e indireto.

    ► Por meio de uma atividade lúdica consigam internalizar o conceito de

    leitura significativa ( informações explícitas, implícitas e ideologias do leitor).

    ► Distribuir cópias da fábula O leão e o ratinho (LOBATO, 2011,

    p.104-105) para os alunos, pedindo que leiam silenciosamente e com atenção.

    A seguir, sugerir que algum deles leia a narrativa em voz alta.

    ► Entendendo e retendo informações específicas:

    Ouça cada sentença com atenção. Então responda a pergunta

    sobre a sentença.

    Exemplos:

    a) Em janeiro, Roberto foi viajar de avião e extraviaram sua bagagem. Quando extraviaram a bagagem de Roberto?

    b) Pedro não quer prestar vestibular para Engenharia nem

    Odontologia. Ele quer ser engenheiro ou dentista?

  • Esses exercícios aqui adaptados e exemplificados fazem parte do LIMONGI, Fernanda Papaterra. Manual PAPATERRA, de Habilidades de Compreensão e Expressão. São Paulo: Pancast, 2004, p. 21-22.

    ► Leitura silenciosa

    1- Quem é o narrador desta história?

    2- De acordo com D. Benta, o que é um ditado popular?

    3- A vovó cita outros nomes que podemos dar ao ditado popular,

    quais são eles?

    4- A figura do leão, na história, simboliza o quê?

    5-O que simboliza a figura do ratinho?

    6- Se o leão e o rato fossem substituídos por um macaco e um sapo,

    o efeito de sentido da história seria o mesmo?

    7- A atitude do leão em relação ao rato revela:

    a) ( ) indiferença.

    b) ( ) superioridade.

    c) ( ) piedade.

    d) ( ) desprezo.

    8- A atitude do ratinho em relação ao leão revela:

    a) ( ) surpresa.

    b) ( ) gratidão.

  • c) ( ) frieza.

    d) ( ) prazer.

    Comprove sua resposta com um trecho do texto.

    9-Há nesse texto dois ditados populares bastante

    conhecidos,quais são eles?

    10- Se fôssemos representar o leão e o ratinho com pessoas da

    nossa sociedade atual. Diga quem seria representado por qual o personagem .

    11- Na sua opinião, por que havia uma rede na mata?

    12- Um dos personagens da fábula também é símbolo de algo na

    sociedade atual, qual é o personagem e o que ele simboliza?,

    ► Explicar aos alunos o que é a intertextualidade (a influência de

    um texto sobre outro) e mostrar a relação entre o leão da fábula (poder físico) e

    o leão do Imposto de Renda ( poder monetário).

    O discurso direto caracteriza-se pela reprodução fiel da fala do

    personagem e para isso utiliza travessões.

    Ex: _Isso é verdade_ comentou Narizinho.

    O discurso indireto ocorre quando o narrador utiliza suas próprias

    palavras para reproduzir a fala de um personagem.

  • Ex: Narizinho comentou que isso era verdade.

    Verbos de elocução - são aqueles que anunciam ou precedem uma

    fala.São verbos de elocução: dizer, falar, responder, retrucar,

    argumentar, informar, completar, questionar etc..

    1- Os travessões servem para marcar o quê no texto?

    2- Passe o trecho abaixo do tempo presente para o tempo passado:

    Lá na cachoeira há um buraco na pedra feito por um célebre pingo

    d’água que cai, cai, cai há séculos.

    3- Reescreva a fala de Pedrinho, usando o discurso indireto

    _Quem faz os ditados populares vovó?

    4- Reescreva outra fala de Pedrinho, agora usando o discurso direto:

    Pedrinho disse que a Cuca não tinha medo de coisa nenhuma

    porque era poderosa.

    5- O uso do diminutivo pode indicar carinho (amorzinho), desprezo

    (advogadozinho), tamanho (pardalzinho). No substantivo ratinho, o diminutivo

    foi empregado em qual sentido?

  • ► Número aproximado de aulas: 4 ( 1 h e 30 min cada)

    ► Confeccionar, junto com os alunos, uma caixinha que representará os

    níveis de leitura significativa do texto (conforme Anexo I).

    ► Através do concreto, eles poderão visualizar e internalizar os

    procedimentos da leitura significativa que, de acordo com Platão & Fiorin

    (1995, p.37), a leitura deve abarcar três planos distintos na estrutura do texto:

    1- o leitor constrói o significado com base nos dados do texto, faz pouca leitura

    nas entrelinhas; 2- A partir de seu próprio conhecimento, o leitor apreende as

    ideias essenciais do texto, faz a leitura nas entrelinhas; 3- baseado no que o

    texto diz, o leitor elabora sua opinião a respeito do assunto.

    O quadro abaixo apresenta estes planos de leitura em forma de passos.

    Procedimentos de leitura e a formação do leitor

    competente

    1º passo

    Decodificação lingüística – informações explícitas do texto.

    Leitura estruturalista/ tradicional.

    Leitura superficial.

    Informações explícitas no texto.

    Educação informativa.

    2º passo

    Análise dos sentidos imanentes do texto.

    Revelar sentidos do texto (sentidos ocultos).

    Buscar informações explícitas e implícitas do texto.

    Procedimento reflexivo.

  • Aprendizagem.

    Transformação de informação em conhecimento.

    Educação formativa.

    3º passo

    Leitura ideológica argumentativa.

    Contextualização do leitor.

    Ideologia do leitor.

    ►Depois da leitura de cada fábula e da realização das atividades

    propostas, sob a orientação da professora, os alunos analisarão as questões a

    respeito da interpretação do texto e classificarão em: perguntas explícitas ( 1º

    passo), implícitas (2º passo) e ideologia do leitor( 3º passo).

    ► Entregar aos alunos uma folha com as perguntas da interpretação do

    texto analisado que eles recortarão, separando cada uma e depositando na

    caixinha, fazendo a classificação dos níveis de leitura (Imagem – AnexoI),

    sempre com a orientação da professora, que conduzirá os alunos para a

    reflexão e análise de cada questão.

  • ►Número aproximado de aulas: 2 ( 1 h e 30 min cada)

    ► Esclareça aos alunos, do que se trata a intertextualidade.

    Intertextualidade é a relação entre dois textos em que um cita o outro. Assim, qualquer texto que se refere a assuntos abordados em outros textos é exemplo de intertextualização. A intertextualidade pode ocorrer em textos escritos, músicas, pinturas, filmes, novelas etc. Esclareça que, dependendo da situação, a intertextualidade tem funções diferentes que dependem dos textos/contextos em que ela é inserida.

    ► Introduza o conceito de intertextualidade, explicando as diferenças entre paráfrase, paródia e plágio.

    Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u487420.shtml

    ► Apresente aos alunos, um vídeo contendo um painel com imagens de

    propagandas em que ocorre a intertextualidade.

    ► Separe cópias de algumas imagens de propagandas para entregar

    aos alunos.

    ►Desenvolver a capacidade de relacionar textos diversos, identificando um intertexto.

    http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u487420.shtml

  • ►Levar os alunos a observarem cada imagem, instigando-os a

    expressar suas opiniões oralmente, direcionando-os e orientando-os na

    interpretação.

    ►Fazer a leitura dos textos das propagandas.

    Apresentar as imagens e comentá-las com os alunos, fazendo as

    interpretações devidas e identificando as intertextualidades.

    Este exercício trata-se de uma adaptação de uma atividade exposta no portal do professor, conforme link abaixo:

    http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=19919

    ► Chame a atenção dos alunos para a criatividade das marcas nas campanhas publicitárias e esclareça que todas as propagandas basearam-se em textos já existentes. Ajude-os a chegarem aos textos originais.

    ► Pergunte aos alunos se eles imaginam qual teria sido a intenção do autor das propagandas ao utilizar intertextos.

    ► Como eles chegaram a essa conclusão.

    ► Se o autor atingiu ou não os objetivos esperados.

    ► Apresente uma imagem (charge) em que apareça o leão do Imposto de renda e pergunte aos alunos se eles se lembram dessa figura e que tipo de intertextualidade há entre a imagem e a fábula estudada.

    http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=19919

  • ► Peça que os alunos colem em uma folha de papel almaço as imagens que você entregou e depois respondam as perguntas a respeito de cada uma delas. (Imagens diferentes para cada um)

    a) Qual o assunto da propaganda?

    b) A que outra situação a propaganda faz lembrar?

    c) A que público se destina essa propaganda?

    d) Qual é o propósito a ser alcançado com a propaganda?

    e)Você acha que a propaganda atingiu seu objetivo? Justifique.

    ► Corrigir individualmente os exercícios e depois oralmente com todos, em seguida recolher as atividades que farão parte de um portfólio individual.

  • ► Número aproximado de aulas: 2 ( 1h e 30 min cada)

    ► Propor aos alunos, na aula anterior, que tentem descobrir com sua

    família o que é um ditado popular e que tragam um ( ou mais) ditados para a

    sala de aula.

    ► Preparar o vídeo sugerido nesta unidade acerca de ditados populares

    .

    ►Preparar cópias da História em quadrinhos sugerida nesta unidade,

    sobre ditados populares.

    ► Promover a reflexão acerca dos ditados populares.

    ► Orientar os alunos nos trabalhos de escrita.

    ► Convidar os alunos a explicarem o que entendem por ditado popular

    e, após os relatos, esclarecer o que é o ditado popular informando da sua

    importância para cada cultura.

    ► Conduzir os alunos em uma produção de texto do gênero fábula,

    onde utilizarão um ditado popular como moral da história.

    ► Identificar diferentes ditados populares presentes em nossa cultura.

    ► Entender os significados dos ditados populares.

    ► Empregar o discurso direto e indireto na composição de texto.

    ► Produzir texto do gênero Fábula, usando ditado popular como

    moral.

  • ► Convidar os alunos a explicarem o que entendem por ditado popular

    e, após os relatos, esclarecer o que é o ditado popular informando da sua

    importância para cada cultura.

    ► Pedir que os alunos falem os ditados populares que trouxeram e

    expliquem o que entenderam deles.

    ► Assistir ao vídeo acerca de ditados populares.

    objetoseducacionais2.mec.gov.br/handle/mec/10770

    ► Entregar para cada aluno uma cópia de uma HQ do Chico Bento

    intitulada Sabedoria Popular que contém vários ditados populares e pedir que

    eles identifiquem e escrevam no caderno os ditados que encontrarem. A seguir,

    conferir, oralmente, se conseguiram encontrar todos os ditados e verificar se

    eles entenderam o significado de cada um.

    ► Entregar para cada aluno, uma folha contendo exercícios conforme

    estes exemplificados abaixo, para que pratiquem o reconhecimento de alguns

    ditos populares e entendam seu significado.

    1- Reconhecendo e entendendo o uso de ditos populares

    a) Ficar pensando no que já aconteceu, não muda nada.

    ( ) Água mole em pedra dura tanto bate até que fura.

    ( ) Águas passadas não movem moinhos.

    b) A ordem natural dos acontecimentos não deve ser alterada.

  • ( ) Não coloque a carroça na frente dos bois.

    ( ) A união faz a força.

    2- Completando provérbios

    Exercício em que há figuras representando palavras que faltam em

    provérbios relacionados. Os alunos leem os provérbios e escolhem a figura que

    representa a palavra que falta.

    Esses exercícios , 1 e 2, aqui adaptados e exemplificados fazem parte do:

    LIMONGI, Fernanda Papaterra. Livro Roxo, p.121-124 e Livro Abóbora, p.74-79.

    ► Após a correção do exercício escrito sobre ditos populares solicitar aos

    alunos que escolham um dito popular e depois criem uma fábula, relembrando

    com eles as características do gênero fábula, onde o ditado popular figurará

    como moral da história.

    Lembrar que toda narrativa possui início, meio e fim. Recordar a

    importância da apresentação do local onde acontece a história, quando

    acontece, a apresentação das personagens, a complicação da história e a

    solução encontrada.

    ► Ao terminar a escrita, cada aluno apresentará a história para toda a

    turma. A professora fará as considerações a respeito dos textos, conduzirá

  • a reestruturação de cada um e, em seguida, os alunos redigirão os textos

    finais, que serão entregues para a professora.

    Um gato de nome Faro-Fino deu de fazer tal destroço na rataria duma

    casa velha que os sobreviventes, sem ânimo de sair das tocas, estavam a

    ponto de morrer de fome.

    ...................................................................................................................................

    ( Monteiro Lobato, Fábulas, São Paulo, Brasiliense)

    ► Número aproximado de aulas: 3 ( 1h e 30 min cada)

  • ► Preparar cópias do texto e das normas referentes ao estudo de

    análise linguística para os alunos.

    ► Trazer dicionários para pesquisa de vocabulário e material literário

    de apoio ( jornais e revistas) como exemplo de “literatura aspada”, conforme é

    citado no texto.

    ► Promover a reflexão sobre a mensagem do texto.

    ► Orientar um estudo a cerca das vozes presentes do texto.

    ► Propor as questões escritas de interpretação do texto e análise

    linguística, orientando e expondo as teorias necessárias a respeito dos verbos

    de elocução, emprego das aspas, dos pronomes demonstrativos e vocativos.

    ► Fazer uma leitura significativa do texto;

    ► Identificar os valores transmitidos pelo texto;

    ► Reconhecer vocativos;

    ► Aprender o que são verbos de elocução;

    ► Diferenciar diferentes tipos de literatura;

    ► Analisar o emprego do pronome demonstrativo;

    ► Produzir texto do gênero fábula.

    ► Depois da leitura silenciosa, promover a leitura oral, em grupo,

    onde cada aluno representa uma voz diferente presente no texto.

    ► Leitura do texto/fábula.

  • ►Leitura de jornais e revistas que exemplifiquem a “literatura

    aspada” citada no texto em estudo.

    ►Leitura de pesquisa de vocabulário no dicionário.

    1- Logo no início do texto, algo, em relação ao gato, adianta-nos que se trata de um bom caçador. O que é?

    2- Essa fábula tem, como objetivo principal, apresentar um tema que é:

    a) a sobrevivência;

    b) a esperteza;

    c) o medo;

    d) uma boa ideia.

    3- Quais palavras no texto, indicam que os ratos gostaram da idéia de atar um guizo no pescoço do gato?

    4- O que significa o adjetivo casmurro?

    a) ( ) Chato/desconfiado

    b) ( ) velho/acabado

    c) ( ) fechado/quieto

    d) ( ) inteligente/ esperto

    5- Procure no dicionário o significado das palavras: dissolver, consternação, ornamento e ebúrneo, depois, elabore um trecho em que apareçam essas quatro palavras.

    6- A expressão “silêncio geral” (último parágrafo) apresenta a mudança no comportamento dos ratos. Por quê?

  • a) ( ) Precisam ficar em silêncio para ouvir o comentário;

    b) ( ) Eles tomam consciência do perigo;

    c) ( ) Trata-se de uma opinião diferente;

    d) ( ) Assembléia é lugar de silêncio.

    7- De acordo com D. Benta, o que é “literatura aspada”?

    8- Segundo o texto, o que quer dizer a expressão “merece pau”?

    9-Pesquise e apresente para os colegas um exemplo de “literatura aspada”.

    ► Após a correção dos exercícios de interpretação, os alunos

    selecionarão as perguntas para colocar na caixinha, seguindo a classificação

    dos níveis de leitura significativa.

    1-Transcreva do texto, pelo menos dois trechos que exemplifiquem o emprego dos verbos de elocução.

    2-Copie do texto dois exemplos de emprego das aspas e justifique seu uso.

    3-Procure e copie do texto, três exemplos de vocativo.

    4-No trecho: “_Meu filho, há duas espécies de literatura, uma entre aspas e outra sem aspas. Eu gosto desta e detesto aquela.” Os pronomes destacados referem-se a quais termos do discurso?

    ► Após a correção dos exercícios, os alunos produzirão um texto do

    gênero fábula, procurando usar : discurso direto e indireto, verbos de elocução,

  • vocativo e tudo o mais que foi estudado até o momento e utilizando um ditado

    popular como moral da história.

    ► Observar a classificação das perguntas de interpretação, que serão

    colocadas na caixinha seguindo os níveis de leitura significativa do texto.

    ►Conduzir a reestruturação dos textos que os alunos ilustrarão. Em

    seguida, recolher os textos para o portfólio e avaliação do processo em

    construção.

  • ►Apresente situações em que os alunos precisem refletir e

    construir uma argumentação para convencer seu interlocutor, conforme os

    exemplos abaixo:

    Faça de conta que você está nas seguintes situações e escreva

    o que se pede:

    a) Você e seu amigo estão passando perto de um cemitério à noite.

    Ele diz que tem pavor de cemitério. Assegure-lhe que não há razão para ter

    medo.

    b) Você vai até um supermercado e compra uma caixinha de

    achocolatado. Quando chega em casa percebe que está vencida. Volte até o

    supermercado e reclame.

    Esses exercícios aqui adaptados e exemplificados fazem parte do

    LIMONGI, Fernanda Papaterra. Manual PAPATERRA, de Habilidades de Compreensão e Expressão, Pancast, p. 104.

  • Estava o cordeiro a beber num córrego, quando apareceu um lobo

    esfaimado, de horrendo aspecto.

    ..........................................................................................................................

    (Monteiro Lobato, Fábulas, São Paulo, Brasiliense)

    ► Número aproximado de aulas: 3 ( 1h e 30 min cada)

    ► Distribuir cópias do texto para os alunos e dicionários para pesquisa

    de vocabulário.

    ► Providenciar o material para a atividade lúdica.

    ► Fazer uma leitura significativa do texto;

    ► Identificar as características dos personagens;

    ► Reconhecer os verbos de elocução;

  • ► Identificar os tipos de discurso dentro do texto;

    ► Refletir a respeito dos valores transmitidos pelo texto.

    ► Levar os alunos a meditar a respeito dos valores transmitidos pela

    fábula e pelas diferentes vozes presentes no texto, orientando a reflexão

    a respeito da moral da história.

    ► Fazer uma primeira leitura individual e silenciosa e em seguida

    promover uma leitura oral em grupo.

    1- Cite três características de cada personagem da fábula.

    2- O lobo é uma criatura esperta?Como chegou a essa conclusão?

    Justifique sua resposta com um trecho do texto.

    3-O quê, no texto, revela que o cordeiro trata o lobo com educação?

    4-O que quer dizer a expressão “não deu o rabo a torcer”?

    5-Nessa história quem é o herói e o que acontece com ele no final?

    6-Nesta fábula, o cordeiro e o lobo poderiam representar também:

    (assinale com um X as opções corretas)

    ( ) bondade/ maldade ( ) tristeza/ alegria

  • ( ) fragilidade/ inteligência ( ) inocência/ malandragem

    ( ) virtude / vício ( ) opressão/ submissão

    ( ) ingenuidade/ esperteza ( ) sinceridade/piedade

    7-A moral dessa fábula transmite um valor positivo ou negativo?

    Justifique sua resposta.

    8-Na sua opinião, qual seria o melhor desfecho para essa história?

    9-De acordo com as falas da Emília, como ela classifica o cordeiro?

    10-Segundo Dona Benta, por que esta fábula é a mais famosa de

    todas?

    11- Por que motivo você acha que o autor não fez um final feliz para

    esta fábula?

    1-Retire do texto um exemplo de discurso direto e outro de

    discurso indireto

    2- Transcreva do texto, três exemplos de verbo de elocução.

    3-Encontre no texto, dois exemplos de onomatopéia (palavra que

    reproduz um som).

    4- Nas falas da Emília as aspas foram usadas para substituir o

    quê?

    ► Após a correção dos exercícios, solicitar aos alunos que

    produzam uma fábula, relembrando as características do gênero textual e

    colocando em prática o que aprenderam até o momento.

  • ► Orientar os alunos na classificação das questões de

    interpretação seguindo os níveis de leitura significativa usando a caixinha.

    Conduzir a reestruturação dos textos que serão reescritos e ilustrados

    pelos alunos.

    ► Número aproximado de aulas: 2 ( 1h e 30 min cada)

    ►Orientar os alunos na decoração da lata que servirá de embalagem

    para os textos produzidos por eles, que se intitulará: “Fábulas enlatadas” (

    Conforme ANEXO II)

  • Criação de um vídeo sobre o texto produzido pela professora, o

    qual consta na apresentação desta Unidade Didática.

    ► Número aproximado de aulas: 3 ( 1h e 30 min cada)

    ► Definir, junto com os alunos, qual será a moral da história;

    ► Encaminhar os alunos na criação das imagens para ilustrar a história;

    ► Fotografar as imagens criadas;

    ► Levar os alunos até o laboratório de informática, onde as imagens

    serão digitalizadas;

    ► Orientar a digitação das legendas de acordo com as imagens;

    ► Escolher, junto com os alunos, o fundo musical para o vídeo.

    ► Envolver os alunos numa atividade prazerosa e interessante para

    eles, pois o mundo digitalizado faz parte de seu cotidiano e eles possuem

    habilidades naturais para desenvolver a tarefa. Além de que, o contato com o

    texto da professora, que trata do contexto de vida do qual eles fazem parte,

    fará com que se sintam acolhidos e compreendidos.

  • ► Os alunos farão suas reflexões e escolherão um ditado popular para

    representar a moral da história ou poderão criar sua própria moral para a

    história criada pela professora.

    ► Os alunos serão direcionados numa leitura significativa do texto, de

    maneira que percebam o contexto e identifiquem-se com ele.

    ► Criação das legendas para as imagens do vídeo.

    ► Produção do vídeo que servirá como divulgação do texto produzido

    pela professora a respeito dos alunos com transtorno de Déficit de Atenção e

    Hiperatividade.

  • Essa é a parte mais importante de todo o processo, onde a validade do

    trabalho se situa e a intencionalidade social da escrita se efetiva.

    Depois de tudo pronto, montar uma exposição na sala dos professores,

    para que eles conheçam o trabalho desenvolvido com os alunos na sala de

    recursos e certifiquem-se das potencialidades dos mesmos.

    Após a exposição, deixar os trabalhos na biblioteca, onde os demais

    alunos poderão ver e ler os textos produzidos.

  • REFERÊNCIAS

    BAKHTIN, M./VOLOCHINOV, V. N. Marxismo e Filosofia da Linguagem. (1986).Trad. Michel Lahud e Yara Frateschi Vieira. 3. ed. São Paulo: Hucitec (1ª edição,1929). BARBOSA, J. P. Do professor suposto pelos PCNs ao professor real de Língua Portuguesa: são os PCNs praticáveis? In: ROJO, Roxane (Org.). A prática de linguagem na sala de aula: praticando os PCNs. São Paulo: EDUC, 2000, p. 149-182. BETTELHEIM, Bruno. A psicanálise dos contos de fadas. São Paulo: Paz e Terra, 2011. BRASIL. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. SECRETARIA DE EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL. Parâmetros curriculares nacionais de Língua Portuguesa.Ensino Fundamental. Brasilia: MEC/SEF, 1998. DOLZ, J. e B. SCHNEUWLY. Gêneros e progressão em expressão oral e escrita: elementos para reflexões sobre uma experiência suíça (francófona). Enjeux 31-49, Genebra, 1996. Tradução de R. H. R. Rojo. Circulação restrita. GREGÓRIO, Regina Maria e NANTES, Eliza Adriana Sheuer. O gênero texto de divulgação científica: uma proposta de trabalho. In: IV Simpósio Internacional de Estudos de Gêneros Textuais – SIGET, 2007, Tubarão. Anais IV Simpósio Internacional de Estudos de Gêneros Textuais – SIGET, 2007. p. 975-987.

    KOCH, Ingedore; TRAVAGLIA, Luiz C. Texto e Coerência.São Paulo: Cortez, 1992.

    LIMONGI, Fernanda Papaterra. Manual PAPATERRA, de Habilidades de Compreensão e Expressão. São Paulo: Pancast, 2004.

    ___________________________. Manual PAPATERRA – Livro Abóbora: de treinamento das habilidades de memória, atenção, criatividade e raciocínio lógico para pessoas de 8 a 100 anos. São Paulo: Livro Pronto, 2006

    __________________________. Manual PAPATERRA - Livro Roxo: de treinamento das habilidades de memória, atenção, criatividade e raciocínio lógico para pessoas de 8 a 100 anos. São Paulo: Livro Pronto, 2007.

    LOBATO, Monteiro. Fábulas. São Paulo: Editora Globo, 2011.

    MARCUSCHI, Luiz A. Linguística textual: o que é e como se faz. Recife, UFPE. Séries DEBATES.V1, 1983.

  • PLATÃO & FIORIN. Para entender o texto: leitura e redação. São Paulo: Ed. Ática, 1995.

    SILVA, Ezequiel Theodoro da. Elementos de Pedagogia da Leitura. 2a ed.

    São Paulo: Martins Fontes, 1993.

    Sites e links pesquisados:

    http://apaixonadaporeducar.blogspot.com.br/2011/01/livro-enlatado-do-projeto-fabulas-2010.html

    http://portuguese.alibaba.com/product-gs/bscc-2182-cute-cat-child-party-costume-513274680.html

    http://www.brasilescola.com/gramatica/pronomes-demonstrativos.htm

    http://www.fotosdahora.com.br/clipart/cliparts_path/734/patinho_desenho_06/

    http://mariareciclona.blogspot.com.br/2012_08_01_archive.html

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    objetoseducacionais2.mec.gov.br/handle/mec/10770

    http://www.fotosdahora.com.br/clipart/cliparts_path/734/patinho_desenho_06/

    http://apaixonadaporeducar.blogspot.com.br/2011/01/livro-enlatado-do-projeto-fabulas-2010.htmlhttp://apaixonadaporeducar.blogspot.com.br/2011/01/livro-enlatado-do-projeto-fabulas-2010.htmlhttp://portuguese.alibaba.com/product-gs/bscc-2182-cute-cat-child-party-costume-513274680.htmlhttp://portuguese.alibaba.com/product-gs/bscc-2182-cute-cat-child-party-costume-513274680.htmlhttp://www.brasilescola.com/gramatica/pronomes-demonstrativos.htmhttp://www.fotosdahora.com.br/clipart/cliparts_path/734/patinho_desenho_06/http://mariareciclona.blogspot.com.br/2012_08_01_archive.htmlhttp://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=23209http://www.psicologia.org.br/internacional/pscl26.htmhttp://www.youtube.com/watch?v=IezC65lMZKYhttp://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u487420.shtmlhttp://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=19919

  • ANEXO I

    Caixa representativa dos níveis de leitura significativa

  • ANEXO II

    Lata decorada para guardar as fábulas produzidas pelos alunos.

    “Fábulas Enlatadas”