Filosofia da Educação O CONHECIMENTO, A LÓGICA, A METAFÍSICA E A CIÊNCIA

  • View
    27

  • Download
    0

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Filosofia da Educação O CONHECIMENTO, A LÓGICA, A METAFÍSICA E A CIÊNCIA. Prof. Ivan Claudio Guedes prof.icguedes@gmail.com. A imaginação é mais importante que o conhecimento. Albert Einstein Físico teórico – Alemão 1879-1955. O Conhecimento. O conhecimento e os primeiros filósofos. - PowerPoint PPT Presentation

Text of Filosofia da Educação O CONHECIMENTO, A LÓGICA, A METAFÍSICA E A CIÊNCIA

Slide 1

Filosofia da Educao

O CONHECIMENTO, A LGICA, A METAFSICA E A CINCIAProf. Ivan Claudio Guedesprof.icguedes@gmail.com

A imaginao mais importante que o conhecimento.

Albert EinsteinFsico terico Alemo1879-1955

O Conhecimento

O conhecimento e os primeiros filsofos Os primeiros filsofos os pr-socrticos dedicavam-se a um conjunto de indagaes principais: Por que e como as coisas existem? O que o mundo? Qual a origem da Natureza e quais as causas de sua transformao? Essas indagaes colocavam no centro a pergunta: o que o Ser?

Desde os seus comeos, a Filosofia preocupou-se com o problema do conhecimento, pois sempre esteve voltada para a questo do verdadeiro. Desde o incio, os filsofos se deram conta de que nosso pensamento parece seguir certas leis ou regras para conhecer as coisas e que h uma diferena entre perceber e pensar. Pensamos a partir do que percebemos ou pensamos negando o que percebemos? O pensamento continua, nega ou corrige a percepo? O modo como os seres nos aparecem o modo como os seres realmente so?Scrates e os sofistas Os sofistas, diante da pluralidade e do antagonismo das filosofias anteriores, ou dos conflitos entre as vrias ontologias, concluram que no podemos conhecer o Ser, mas s podemos ter opinies subjetivas sobre a realidade.

Plato e AristtelesScrates fez a Filosofia preocupar-se com nossa possibilidade de conhecer e indagar quais as causas das iluses, dos erros e da mentira; Definir as formas de conhecer e as diferenas entre o conhecimento verdadeiro e a iluso;Plato e Aristteles introduziram na Filosofia a idia de que existem diferentes maneiras de conhecer ou graus de conhecimento e que esses graus se distinguem pela ausncia ou presena do verdadeiro, pela ausncia ou presena do falso.

Princpios gerais

Com os filsofos gregos, estabeleceram-se alguns princpios gerais do conhecimento verdadeiro:as fontes e as formas do conhecimento: sensao, percepo, imaginao,memria, linguagem, raciocnio e intuio intelectual;a distino entre o conhecimento sensvel e o conhecimento intelectual;o papel da linguagem no conhecimento;a diferena entre opinio e saber;a diferena entre aparncia e essncia;A definio dos princpios do pensamento verdadeiro (identidade, no contradio, terceiro excludo, causalidade), da forma do conhecimento verdadeiro (idias, conceitos e juzos) e dos procedimentos para alcanar o conhecimento verdadeiro (induo, deduo, intuio);

A distino dos campos do conhecimento verdadeiro, sistematizados por Aristteles em trs ramos: teortico (referente aos seres que apenas podemos contemplar ou observar, sem agir sobre eles ou neles interferir), prtico (referente s aes humanas: tica, poltica e economia) e tcnico (referente fabricao e ao trabalho humano, que pode interferir no curso da Natureza, criar instrumentos ou artefatos: medicina, artesanato, arquitetura, poesia, retrica,etc.).

Os filsofos modernos e a teoria do conhecimento

A teoria do conhecimento tornou-se uma disciplina especfica da Filosofia somente com os filsofos modernos (a partir do sculo XVII); A questo do conhecimento foi considerada anterior da ontologia e pr-condio ou pr-requisito para a Filosofia e as cincias.Essa mudana de perspectiva dos gregos para os modernos, deve-se instalao do cristianismo, trazendo problemas que os antigos filsofos desconheciam.A Filosofia precisou enfrentar trs problemas novos:1. Como, sendo seres decados e pervertidos, podemos conhecer a verdade?

2. Sendo nossa natureza dupla (matria e esprito), como nossa inteligncia pode conhecer o que diferente dela? Como seres corporais podem conhecer o incorporal (Deus) e como seres dotados de alma incorprea podem conhecer o corpreo (mundo)?

3. Os filsofos antigos consideravam que ramos entes participantes de todas as formas de realidade: por nosso corpo, participamos da Natureza; por nossa alma, participamos da Inteligncia divina. O cristianismo, ao introduzir a noo de pecado original, introduziu a separao radical entre os humanos (pervertidos e finitos) e a divindade (perfeita e infinita). Com isso, fez surgir a pergunta: como o finito (humano) pode conhecer a verdade (infinita e divina)?

AristtelesTodos os homens tm, por natureza, o desejo de conhecer. O prazer causado pelas sensaes a prova disso, pois, mesmo fora de qualquer utilidade, as sensaes nos agradam por si mesmas e, mais do que todas as outras, as sensaes visuais.

O cristianismo, particularmente com santo Agostinho, trouxe a idia de que cada ser humano uma pessoa. Essa idia vem do Direito Romano, que define a pessoa como um sujeito de direitos e de deveres.

Locke Visto que o entendimento situa o homem acima dos outros seres sensveis e d-lhe toda vantagem e todo domnio que tem sobre eles, seu estudo consiste certamente num tpico que, por sua nobreza, merecedor de nosso trabalho de investig-lo. O entendimento, como o olho, que nos faz ver e perceber todas as outras coisas, no se observa a si mesmo; requer arte e esforo situ-lo distncia e faz-lo seu prprio objeto.

Bacon e DescartesPara os modernos trata-se de compreender e explicar como os relatos mentais nossas idias correspondem ao que se passa verdadeiramente na realidade.Antes de abordar o conhecimento verdadeiro, Bacon e Descartes examinaram as causas e as formas do erroanlise dos preconceitos e do senso comum.Teoria de Bacon: CRTICA DOS DOLOSQuatro tipos de dolos ou de imagens que formam opinies cristalizadas e preconceitos, que impedem o conhecimento da verdade:

1- dolos da cavernaas opinies que se formam em ns por erros e defeitos de nossos rgos dos sentidos. So os mais fceis de corrigir por nosso intelecto;

2. dolos do frumSo as opinies que se formam em ns como consequncia da linguagem e de nossas relaes com os outros. So difceis de vencer, mas o intelecto tem poder sobre eles;

3. dolos do teatroSo as opinies formadas em ns em decorrncia dos poderes das autoridades que nos impem seus pontos de vista e os transformam em decretos e leis inquestionveis. S podem ser refeitos se houver uma mudana social e poltica;

4. dolos da triboSo as opinies que se formam em ns em decorrncia de nossa natureza humana; esses dolos so prprios da espcie humana e s podem ser vencidos se houver uma reforma da prpria natureza humana.

A LGICA

20/7/2011Noes de Lgica23Noes de LgicaIntroduoA filosofia, no correr dos sculos, sempre se preocupou com o conhecimento, formulando a esse respeito vrias questes: Qual a origem do conhecimento? Qual a sua essncia? Quais os tipos de conhecimentos? Qual o critrio da verdade? possvel o conhecimento? lgica no interessa nenhuma dessas perguntas, mas apenas dar as regras do pensamento correto. A lgica , portanto, uma disciplina propedutica. A LGICA20/7/2011Noes de Lgica24Noes de LgicaConceitoLgica a cincia das leis ideais do pensamento e a arte de aplic-los pesquisa e demonstrao da verdade. Diz-se que a lgica uma cincia porque constitui um sistema de conhecimentos certos, baseados em princpios universais. Formulando as leis ideais do bem pensar, a lgica se apresenta como cincia normativa, uma vez que seu objeto no definir o que , mas o que deve ser, isto , as normas do pensamento correto. A lgica tambm uma arte porque, ao mesmo tempo que define os princpios universais do pensamento, estabelece as regras prticas para o conhecimento da verdade (1).20/7/2011Noes de Lgica25Noes de LgicaAristteles, o Fundador da LgicaAristteles considerado, com razo, o fundador da lgica. Foi ele, realmente, o primeiro a investigar, cientificamente, as leis do pensamento. Suas pesquisas lgicas foram reunidas, sob o nome de Organon, por Digenes Larcio. As leis do pensamento formuladas por Aristteles se caracterizam pelo rigor e pela exatido. Por isso, foram adotadas pelos pensadores antigos e medievais e, ainda hoje, so admitidas por muitos filsofos.20/7/2011Noes de Lgica26Noes de LgicaObjetivo da LgicaO objetivo primacial da lgica o estudo da inteligncia sob o ponto de vista de seu uso no conhecimento. ela que fornece ao filsofo o instrumento e a tcnica necessrias para a investigao segura da verdade. Mas, para conseguirmos atingir a verdade, preciso raciocinarmos com exatido e partirmos de dados exatos, a fim de que o esprito no caia em contradio consigo mesmo ou com os objetos, afirmando-os diferente do que, na realidade, so. Da as vrias divises da lgica.20/7/2011Noes de Lgica27Noes de LgicaExtenso e Compreenso dos ConceitosAo examinarmos um conceito, em termos lgicos, devemos considerar a sua extenso e a sua compreenso. Quando consideramos um conceito que designa uma classe de objetos, levamos em conta extenso ou denotao: a extenso do conceito "filosfico" maior do que a do conceito "filosfico brasileiro". Quando o consideramos por um conjunto de caractersticas, consideramos sua compreenso ou conotao: a compreenso do conceito "filsofo brasileiro" maior que a do "filsofo". ExtensoCompreenso 20/7/2011Noes de Lgica28Noes de LgicaExtenso e Compreenso dos ConceitosVejamos, por exemplo, o conceito homem. A extenso desse conceito refere-se a todo o conjunto de indivduos aos quais se possa aplicar a designao homem. A compreenso do conceito homem refere-se ao conjunto de qualidades que um indivduo deve possuir para ser designado pelo termo homem: animal, vertebrado, mamfero, bpede, racional. Esta ltima qualidade aquela que efetivamente distingue o homem dentre os demais seres vivos (2).

A METAFSICAO QUE A VERDADE AFINAL?O que voc considera verdadeiro em sua vida?Existe uma verdade nica? Ou mltiplas verdades?Como pode uma mesma imagem suscitar vrias interpretaes? Como explicar isso?Quais os critrios atuais para validao do conhecimento verdadeiro?

Foi sobre perguntas como essas que os filsofos modernos se debruaram, tentando resolver os problemas do conhecimento surgidos aps