Fluxo de Caixa e Controles Internos

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    24-Jun-2015

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<p>UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASILCRISTIANO MAGNUS PORTALFLUXO DE CAIXA E CONTROLES INTERNOSCanoas2004CRISTIANO MAGNUS PORTALFLUXO DE CAIXA E CONTROLES INTERNOSMonografiaapresentadacomorequisitoparaaobtenodottulodeEspecialistaemControladoriaeFinanasnaUniversidadeLuterana do Brasil.Orientador: Prof. Ms. Ronaldo SilveiraCanoas2004SUMRIOLISTA DE FIGURAS ...................................................................................................4INTRODUO............................................................................................................51 CONCEITOS............................................................................................................71.1 Fluxo de Caixa ................................................................................................... 71.1.1 Objetivos ................................................................................................... 91.2 Controles Internos ............................................................................................ 101.2.1 Tipos de Controles Internos .................................................................... 121.2.2 Controles de Processos.......................................................................... 131.3 Sistemas........................................................................................................... 152 COMPONENTES DO FLUXO DE CAIXA ..............................................................172.1 Fluxo de Caixa Projetado ................................................................................. 172.1.1 Informaes para montar o Fluxo de Caixa Projetado............................ 202.2 Fluxo de Caixa Operacional ............................................................................. 202.2.1 Ingressos Operacionais .......................................................................... 212.2.2 Desembolsos Operacionais pelo Fluxo de Caixa.................................... 222.2.3 Fluxo de Caixa Extra-Operacionais......................................................... 232.2.4 Modelo de Fluxo de Caixa ...................................................................... 233 AUDITORIA INTERNA E DE SISTEMAS...............................................................263.1 Auditoria Externa.............................................................................................. 263.2 Auditoria Interna............................................................................................... 273.3 Auditoria de Sistemas....................................................................................... 273.3.1 Auditor de Sistemas................................................................................ 283.3.2 Auditoria de Contratos de Hardware e Software..................................... 293.3.3 Auditoria do Plano Diretor de Informtica (PDI) ...................................... 314 SISTEMAS DE INFORMAO E A RELAO COM FLUXO DE CAIXA .............334.1 Dados e Informao......................................................................................... 344.2 Subsistemas..................................................................................................... 3534.3 O custo da Informao ..................................................................................... 364.4 Classificao dos sistemas de informao....................................................... 374.4.1 Sistemas de informaes Operacionais.................................................. 374.4.2 Sistemas de informaes Gerenciais...................................................... 384.4.3 Sistemas de informaes Estratgicas ................................................... 394.4.4 Sistema de informaes Gerenciais de Finanas ................................... 405AEMPRESASEUSSISTEMASECONTROLESINTERNOSDANAREAFINANCEIRA.............................................................................................................435.1 Data da Constituio / Incio das operaes .................................................... 435.2 Histrico ........................................................................................................... 435.3 Os Sistemas da Empresa................................................................................. 495.3.1 O Triton................................................................................................... 505.3.2 O sistema contbil C&amp;S .......................................................................... 525.4 A Integrao dos Sistemas............................................................................... 545.4.1 O Fluxo de Caixa Projetado.................................................................... 555.4.2 Fluxo de caixa operacional projetado...................................................... 575.4.3 Fluxo de caixa realizado ......................................................................... 596 PRINCIPAIS PROBLEMAS NO PROCESSO DE FLUXO DE CAIXA DA MUNDIAL..................................................................................................................................656.1 Contas a Receber ............................................................................................ 656.1.1 Operaes de desconto.......................................................................... 666.1.2 Operaes de Caues .......................................................................... 686.2 Contas a Pagar ................................................................................................ 70CONCLUSO............................................................................................................72REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS..........................................................................75LISTA DE FIGURASFigura 1: Representao do Fluxo de Caixa..............................................................9Figura 2: Representao Grfica Entradas e Desembolsos no Fluxo de Caixa .......19Figura 3: Modelo Fluxo de Caixa ..............................................................................24Figura 4: Modelo de Sistemas de Informao..........................................................35Figura 5: Sistema de Informao Gerencial de Finanas. ........................................41Figura 6: Fluxo de Caixa Projetado da Mundial S/A .................................................56Figura 7: Fluxo de Caixa Projetado Operacional da Mundial S/A .............................59Figura 8: Exemplo de fluxo realizado utilizado pela Mundial....................................60Figura 9: Fluxo de Caixa Realizado Extrado do Microsoft Money........................64INTRODUOAevoluocadavezmaisaceleradadasempresas,tantonocampotecnolgicoeeconmico,temcomoconseqnciasnecessidadedeinformaesprecisas para a tomada de decises, assim como a certeza de que os controles quegarantam estas informaes estejam corretas.Acontribuiodatecnologiaparaaagilizaratomadadedecisoemumaempresaindiscutvel,porm,comoistodeveacontecerdefato?Quaissoasferramentas que devemos utilizar? Quais controles garantem que a informao estcorreta? So muitos os questionamentos a responder, porm por tratar-se de muitos,estetrabalhoestrestringidooestudodareafinanceira,analisandouminstrumentobsicoparaatomadadedecises:OFluxodeCaixa,assimcomooscontrolesnecessriosparaqueestaferramentatenhaautilizaoplena,semcomprometimento de informaes.Acrescentecomplexidadedoprocessoadministrativolevaosgestoresabuscaremincansavelmentealternativasparasuperarosdesafiosencontradosno6seudia-a-dia.Aescassezderecursosfinanceiroseoelevadocustoparasuacaptao,juntamentecom a faltadeplanejamentoecontrole,tmcontribudoparaquemuitasempresasencerremsuasatividades.Empocasdecriseogestorprecisa de informaes contbeis precisas e oportunas para apoiaroseuprocessodecisrio,enadamaisoportunodoqueseutilizarofluxodecaixaparaobterummelhor desempenho em termos de agilidade e controle.Este trabalho tem por finalidade estudar o processo de fluxo de caixa e seuscontrolesnaempresaMUNDIALS/APRODUTOSDECONSUMO,devidoasuacarncianaautomatizaodealgunsdeles,poissempreseteveferramentasdecontrole muito manuais, as quais sempre necessitaram de manuteno por parte dosusurios,comoplanilhaseletrnicaspreenchidasdiariamente,consultasdiriasnosistemaparamanuteno de planilhasde fluxodecaixa,necessidade deconsultarmais de uma fonte de informao para montar relatrios semanais e mensais.Otrabalhocomearcomalgunsconceitos,apoiando-seemliteraturarelacionadacomoassuntoemquesto,sendoqueapsserabordadoosprocessosexistenteshojenaempresaecomoelesfuncionam,paratermosnoodecomoconstitudoofluxodecaixaeseuscontroles,assimcomoentenderarelaodossistemasqueintegramareafinanceira,porfinalserfeitosugestesdecomomelhorarossistemasedecomotentarimplantarestassoluessemmaiores custos.71 CONCEITOSNestecaptuloserabordadoalgunsconceitosdeautoresconhecidosarespeito de fluxo de caixa e controles internos, atravs dos quais poderemos ter umamelhor noo de como estes elementos so vitais ao desenvolvimento de qualquerempresa.Tanto o fluxo de caixa quanto os controles internos esto relacionados entresi, pois um tem relao direta com o outro, em virtude de sua funo bsica que ocontrole,nadamaisapropriadoqueanalisarumconceitodecontroladoriaparailustrararelaodoselementoscomestaqueditaumacincia,poisdeacordocomDalMolin(2004,p.16)...Cabecontroladoriacomoramodoconhecimento,estudar o comportamento e controle econmico das riquezas das empresas, em facedasaeshumanas.Realmentejqueofluxodecaixaumaformadecontroledeveestarsubordinadoacontroladoria,algoquejacontecenaempresafocodoestudo deste trabalho. Os controles devem partir da controladoria, pois ela ir avaliara necessidade ou no de melhoria nos controles, pois isto uma funo que cabe aela, pois segundo Catelli (2001), a controladoria deve ser a introdutora de processosparaosgestoresnoquedizrespeitomelhoriadasdecises,poissuaatuaoenvolveimplementarumconjuntodeaescujosprodutosmaterializam-seeminstrumentos disponibilizados aos gestores.1.1 FLUXO DE CAIXAOfluxodecaixaapresenta-secomoumaferramentadeaferioeinterpretao das variaes dos saldos do Disponvel da empresa. o produto finalda integrao do Contas a Receber com o Contas a Pagar, de tal forma que, quando8secomparamascontasrecebidascomascontaspagastem-seofluxodecaixarealizado, e quando se comparam as contas a receber com as contas a pagar, tem-se o fluxo de caixa projetado. Esta uma viso bem simplista do fluxo de caixa, masque na verdade retrata aquilo que realmente importa.Esteinstrumentodegestofinanceiratovitalparaaadministraofinanceira da empresa que de acordo com Zdanowicz (1998:19):Ofluxodecaixaoinstrumentoquepermiteaoadministradorfinanceiroplanejar,organizar,coordenar,dirigirecontrolarosrecursosfinanceiros de sua empresa para um determinadoperodo", j nas palavrasdeoutrosautorescomoRayH.Garrinson,D.B.A,afirma:Humaduralioquetodostemosqueaprenderquandoentramosnomundodosnegcios voc: vive ou morre com o fluxo de caixa.Norestadvidadaimportnciadofluxodecaixanavidadequalquerempresa, tanto que segundo Yoshitake e Hoji(1997:149), osanalistas de balanoscomvisomodernadomaisimportnciaaofluxodecaixadoqueaoprpriobalano:...nomuitoimportantesaberseumaempresatevelucroouprejuzoemdeterminadoexerccio,poisoresultadopodetersidoalteradoporalgumartifciocontbilpermitidopelaleie,portanto,semconhecerofluxo de caixa, no se pode saber que capacidade a empresa tem em gerarreceita.Uma forma simples de representar o fluxo de caixa esta abaixo:9Figura 1: Representao do Fluxo de CaixaFonte: Zadanowicz, (1998 p.25)Otesoureiroguardaosvaloresmonetrios,manejaonumerrioeasduplicatas, fazendo com que gire o sistema financeiro da empresa, ou seja, a partirdeumanecessidadeidentificada,comea-seumesforoparasupri-la.Deacordocomoquesetemparapagaravalia-seodisponvel,ecasohajanecessidadebusca-se no mercado financeiro a complemento para pagar os compromisso atravsde desconto de duplicatas ou emprstimos.1.1.1 ObjetivosUmdosprincipaisobjetivosdofluxodecaixaproporcionarumpanoramadasatividades,assimcomoasoperaesfinanceirasquesorealizadasdiariamente,nogrupodoativocirculante,dentrodasdisponibilidades,equerepresentam o grau de liquidez da empresa.Na viso de Zdanowicz (1998) dentro os mais importantes objetivos do fluxode caixa podem arrolar-se:TESOUREIRODINHEIRODUPLICATASCAIXABANCOSAPLICMERCFINANARECEBERAPAGAR10-facilitaraanliseeoclculonaseleodaslinhasdecrditoaseremobtidos junto s instituies financeiras;-programarosingressoseosdesembolsosdecaixa,deformacriteriosa,permitindodeterminaroperodoemquedeverocorrercarnciaderecursoseomontante, havendo tempo suficiente para as medidas necessrias;-permitiroplanejamentodosdesembolsosdeacordocomasdisponibilidadesdecaixa,evitando-seoacmulodecompromissosvultososempoca de pouco encaixe;-determinarquantoderecursosprpriosaempresadispeemdadoperodo,eaplica-losdeformamaisrentvelpossvel,bemcomoanalisarosrecursos de terceiros que satisfaam as necessidades da empresa;- proporcionar o intercmbio dos diversos departamentos da empresa com area financeira.Emresumoumdosprincipaisobjetivosdofluxodecaixaotimizaraaplicaoderecursosprpriosedeterceirosnasatividadesmaisrentveispelaempresa.1.2 CONTROLES INTERNOSAntes de falarmos propriamente de controles internos, precisamos entenderoquecontrole,poisbem,overbocontrolarpodeterdiversossignificados,mas11todoselesconvergememumponto,necessrioterparmetroparasetercontroles,algunsfalamquecontrolarassegurarqueosresultadodaquiloquefoiplanejado, organizado e dirigido se ajustem aos objetivos estabelecidos.O meu conceito sobrecontrole quecontrolarsignifica monitorar, avaliaremelhoraras diversasatividadesque ocorremdentro de umaempresaparagarantirqueoquefoiplanejadoaconteaefetivamente,destaformapodemosavaliarquetodos os processos existentes dentro da empresa necessitam de controle, pois semos mesmos a empresa corre srios riscos de que algo no esteja de acordo com oplanejado,comprometendo desta forma todooplanejamento etalvezat mesmo aatividade da empresa.O sistema de controle interno de uma empresa deve atender principalmenteao controle de seu patrimnio, a eficincia operacional e a exatido e confiabilidadedos registros e informaes contbeis, logo o controle interno deve atender a quatrograndes objetivos:1) Assegurar que as transaes estejam sendo adequadamente registradasdemodoapermitiraelaboraodedemonstraesfinanceirassegundoosprincpioscontbeisgeralmenteaceitosououtroscritriosaplicveisemanteraresponsabilidade pelos bens.2) Assegurar que o acesso aos bens e informaes e que a utilizao destesocorra com autorizao formal da administrao.123)Garantirqueastransaessejamfeitascomautorizaoformaldaadministrao.4)Possibilitar,comfreqnciarazovel,oconfrontoentreosregistroscontbeis-financeiros e os respectivos bens, direitos e obrigaes.Desta forma tem-se que todas as transaes contbeis constituem objeto decontrole,poisemumaltimaanlisecadatransaoumprocessoquepodeserdependente ou independente um do outro.Para que o controle interno contribua para transaes adequadas e segurasnecessrioquehajaautorizaoparaquesefaaqualquertransao,queseve...</p>

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