FLUXO DE CAIXA: IMPORTANTE ... - ?· DFC Demonstrativo Fluxo de Caixa DRE Demonstração do Resultado…

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    UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE

    CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO SERID

    DEPARTAMENTO DE CINCIAS EXATAS E APLICADAS

    CAMPUS DE CAIC

    JOS BENTO DA SILVA NETO

    FLUXO DE CAIXA: IMPORTANTE FERRAMENTA GERENCIAL

    PARA O MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL DE CAIC.

    CAIC RN

    2015

  • 1

    JOS BENTO DA SILVA NETO

    FLUXO DE CAIXA: IMPORTANTE FERRAMENTA GERENCIAL

    PARA O MICRO EMPREENDEDOR INDIVIDUAL DE CAIC.

    Monografia apresentada ao Departamento de

    Cincias Exatas e Aplicadas do Centro de Ensino

    Superior do Serid da Universidade Federal do Rio

    Grande do Norte, para obteno do ttulo de Bacharel

    em Cincias Contbeis.

    Orientador: Prof. Esp. Celso Luiz Souza de Oliveira

    CAIC RN

    2015

  • Silva Neto, Jos Bento da. Fluxo de caixa : importante ferramenta gerencial para omicroempreendedor individual de Caic / Jos Bento da SilvaNeto. - Caic: UFRN, 2015. 50f: il.

    Orientador : Celso Luiz Souza de Oliveira.

    Monografia (Bacharel em Cincias Contbeis) UniversidadeFederal do Rio Grande do Norte. Centro de Ensino Superior doSerid - Campus Caic.

    1. MEI. 2. Fluxo de caixa. 3. Gerncia. I. Oliveira,Celso Luiz Souza de. II. Ttulo.

    Catalogao da Publicao na FonteUniversidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN

    Sistema de Bibliotecas - SISBI

  • 2

    JOS BENTO DA SILVA NETO

    FLUXO DE CAIXA: IMPORTANTE FERRAMENTA GERENCIAL

    PARA O MICRO EMPREENDEDOR INDIVIDUAL DE CAIC.

    Monografia apresentada ao Departamento de Cincias Exatas e Aplicadas do Centro de Ensino

    Superior do Serid da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, para obteno do ttulo

    de Bacharel em Cincias Contbeis.

    BANCA EXAMINADORA

    ____________________________________________________

    Prof. Esp. Celso Luiz Souza de Oliveira - UFRN/CERES

    Orientador

    _______________________________________________________

    Prof. Me. Alex Sandro Macedo de Oliveira - UFRN/CERES

    Examinador

    ________________________________________________________

    Prof. Esp. Ney Fernandes de Arajo - UFRN/CERES

    Examinador

  • 3

    A Deus por toda fora dada para sua

    realizao. minha me e demais familiares,

    que acredito ser a minha base para tudo.

  • 4

    AGRADECIMENTOS

    A entrada na faculdade foi uma porta que se abriu e trouxe alm de conhecimentos e

    aprendizados outras riquezas essncias para minha formao profissional, social e acadmica.

    Agradeo a Deus por toda f e fora para a concretizao deste trabalho, sendo sempre meu

    guia e meu norte na obteno de meus objetivos.

    minha me, Francisca Benta Filha, por ser sempre exemplo para tudo em minha vida, suas

    batalhas e dificuldades enfrentadas sempre me motivaram a querer buscar o melhor pra ns

    dois. Ela foi e sempre ser a merecedora, ou melhor, o verdadeiro motivo de minhas vitrias.

    A todos os meus familiares, em especial a Nelson dos Santos e Josefa Nen pela criao e

    educao dada ao longo de todos esses anos.

    s minhas queridas e amadas irms: Francisca Nelsonete dos Santos, Maria Nelsimone dos

    Santos e Vitoria Santos. Sempre ao meu lado independentemente da situao, me motivando e

    mostrando sempre as opes mais corretas. Me faltam palavras pra definir o quo importante

    so para mim.

    A um grande amigo: Joo Paulo Lucena de Medeiros. Este desde o segundo perodo do curso

    esteve comigo, sua experincia, pacincia e companhia foi de grande importncia para o meu

    crescimento. Suas palavras de motivao apontando caminhos certos me levaram a lugares que

    acreditaria nunca chegar. Obrigado por tudo.

    Aos colegas de sala e em especial: Jsica, Mariana, Jayne, Talita, Tatiana, July, Las e Jayza.

    Estas, hoje, muito mais que amigas, so pessoas que sei que poderei contar para o resto de

    minha vida.

    Aos amigos que durante esses anos entenderam minhas ausncias e que vibraro comigo minhas

    conquistas.

    A todos os professores que no decorrer destes cinco anos muito se esforaram para nos passar

    todos os conhecimentos possveis, seus aprendizados hoje nos tornas contadores cientistas. Em

    especial, quero agradecer a Celso Luiz Souza de Oliveira, meu professor orientador que muito

    admiro desde o primeiro semestre de curso, seu talento e sua vontade de ensinar Contabilidade

    sempre me motiva a gostar cada vez mais do curso, muito obrigado por toda ajuda para a

    concluso deste trabalho.

  • 5

    A contabilidade um antdoto sade

    financeira de qualquer empresa, independente

    do porte ou da formatao jurdica.

    SCHNORR, P. W.

  • 6

    RESUMO

    O presente trabalho tem como tema a importncia do uso do fluxo de caixa na gerncia contbil

    para as empresas optantes do sistema MEI. O objetivo identificar se essa ferramenta est

    sendo utilizada na gerncia contbil destes gestores, auxiliando para fins decisrios na sua

    empresa. Alm de perceber se estes costumam registrar suas entradas e sadas monetrias, a fim

    de um maior controle dos seus gastos e ganhos e, ainda, verificar se conhece a ferramenta fluxo

    de caixa e se encontra alguma dificuldade na sua elaborao. Para enfim, diagnosticar se o MEI

    utiliza as informaes fornecidas por este mtodo na sua gerncia para a tomada de decises.

    A necessidade de entender como o MEI se utiliza de tal ferramenta para gerir seu negcio foi

    uma das motivaes da pesquisa. A metodologia utilizada foi de pesquisa bibliogrfica e o

    mtodo de abordagem foi o indutivo e estudo de campo (monogrfico), mediante aplicao de

    um questionrio, contendo treze perguntas, destinados a vinte e cinco microempreendedores

    individuais. Atualmente, a Contabilidade um grande auxlio, tanto para seu controle interno,

    quanto na orientao nas suas decises, logo, atravs de ferramentas, como o fluxo de caixa,

    que a contabilidade gerencial propicia uma maior certeza na obteno dos resultados desejado.

    Palavras-chave: MEI. Fluxo de caixa. Gerncia.

  • 7

    ABSTRACT

    This work has as its theme the importance of using the cash flow in the accounting management

    for companies opting MEI system. The goal is to identify whether this tool is being used in the

    accounting management of these managers, assisting for decision-making purposes in your

    company. In addition to understand whether these usually register their receipts and

    disbursements in order to better control of your spending and earnings, and also verify that

    knows the cash flow tool and is some difficulty in its preparation. To finally diagnose the MEI

    uses the information provided by this method in its management for decision making. The need

    to understand how the MEI uses such a tool to manage his business was one of the motivations

    of research. The methodology used was literature and the method of approach was inductive

    and field study (monograph) by applying a questionnaire with thirteen questions intended to

    twenty-five individual microentrepreneurs. Currently, Accounting is a great help for both its

    internal control, as the guidance in their decisions, so is through tools such as cash flow, which

    management accounting provides greater certainty in achieving the desired results.

    Keywords: MEI. Cash flow. Management.

    LISTA DE ILUSTRAES

  • 8

    Figura 01 Contedo do Balano ............................................................................................ 25

    Figura 02 Demonstrao de Resultados ................................................................................ 26

    Figura 03 Fluxo de Caixa. ..................................................................................................... 29

  • 9

    LISTA DE GRFICOS

    Grfico 01 Sexo ..................................................................................................................... 33

    Grfico 02 Idade .................................................................................................................... 34

    Grfico 03 Grau de escolaridade. .......................................................................................... 34

    Grfico 04 Satisfao ps-formalizao ................................................................................ 35

    Grfico 05 Possui funcionrio? ............................................................................................. 35

    Grfico 06 Sente dificuldades na gerncia? .......................................................................... 36

    Grfico 07 Todas as entradas e sadas monetrias so registradas? ...................................... 36

    Grfico 08 Conhece a ferramenta fluxo de caixa? ................................................................ 37

    Grfico 09 O fluxo de caixa realizado com frequncia? .................................................... 37

    Grfico 10 Tem dificuldades na elaborao da DFC? ........................................................... 38

    Grfico 11 Algum auxilia na elaborao da DFC? .............................................................. 39

    Grfico 12 Os dados gerados pela DFC so utilizados para tomada de decises? ................ 39

    Grfico 13 Acredita que o uso do fluxo de caixa facilita a gerncia empresarial? ............... 40

  • 10

    LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

    ABNT Associao Brasileira de Normas Tcnicas

    BP Balano Patrimonial

    CFC Conselho Federal de Contabilidade

    COFINS Contribuio Para Financiamento da Seguridade Social

    CPC Comit de Pronunciamentos Contbeis

    CRC Conselho Regional de Contabilidade

    CSLL Contribuio Social sobre o Lucro Lquido

    CVM Comisso de Valores Mobilirios

    DFC Demonstrativo Fluxo de Caixa

    DRE Demonstrao do Resultado do Exerccio

    EPP Empresa de Pequeno Porte

    FASB Financial Accounting Standards Board

    IASB Intenational Accounting Standard Board

    IASC Intenational Accounting Standard Committee

    Ibracon Instituto dos Auditores Independentes do Brasil

    ICMS Imposto Sobre Circulao de Mercadorias e Servios

    IFRS International Financial Reporting Standards

    INSS Instituto Nacional do Seguro Social

    IOSCO International Organization of Securities Commissions

    IPI Imposto Sobre Produtos Industrializados

    ISS Imposto Sobre Servios de Qualquer Natureza

    Ltda. Sociedade Limitada

    ME Microempresa

    MEI Microempreendedor Individual

    PIS Programa de Integrao Social

    PME Pequena e Mdia Empresa

    S.A Sociedade Annima

    SEBRAE Servio Brasileiro de Apoio s Micro e Pequenas Empresas

  • 11

    SUMRIO

    1 INTRODUO ................................................................................................................. 122

    2 REFERENCIAL TERICO ............................................................................................ 155

    2.1 ORIGEM DA CONTABILIDADE. ................................................................................. 155

    2.2 HISTRIA E EVOLUO DA CONTABILIDADE. ...................................................... 16

    2.3 CONTABILIDADE E GERNCIA. ................................................................................ 188

    2.4 MEI (MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL) ......................................................... 200

    2.5 DEMONSTRATIVOS CONTBEIS PARA PEQUENOS NEGCIOS. ...................... 233

    2.6 FLUXO DE CAIXA. ........................................................................................................ 267

    3 METODOLOGIA .............................................................................................................. 300

    3.1 ABORDAGEM TERICO-METODOLGICO DA PESQUISA. ................................. 300

    3.2 O CONTEXTO DA PESQUISA: ESPAO E SUJEITOS DA INVESTIGAO ........ 311

    3.3 INSTRUMENTOS DE COLETA E SELEO DE DADOS ......................................... 311

    4 ANLISE E DISCUSSO DOS RESULTADOS .......................................................... 333

    4.1 PERFIL DO MEI. ............................................................................................................. 333

    4.2 MEI E O USO DA FERRAMENTA FLUXO DE CAIXA. ............................................ 366

    5 CONSIDERAES FINAIS ............................................................................................ 411

    REFERNCIAS ................................................................................................................... 433

    APNDICE

  • 12

    1 INTRODUO

    A Contabilidade, no passado era vista apenas como um sistema tributrio e escriturrio,

    hoje, uma ferramenta de extrema importncia para o gerenciamento empresarial. Assim relata

    Katsumi (2010), At a dcada de 70, esta cincia foi marcada pela forte influncia da legislao

    tributria e, a partir de 1976, foi deixando essa finalidade fiscal em decorncia do grande

    crescimento econmico da poca e da criao da CVM. Nesse atual contexto de dificuldades

    enfrentadas, diante dos impactos da crise nos mercados financeiros, a informao contbil

    torna-se de extrema importncia para o exerccio adequado da classe administrativa

    empresarial. Para Atkinson et al. (2000, p. 37), a informao contbil gerencial um dos meios

    primrios pelo qual gestores recebem feedback sobre seus desempenhos, capacitando-os a

    aprenderem com o passado e melhorarem para o futuro. Com o Microempreendedor Individual

    (MEI) no ocorre diferente, mesmo que o porte da empresa seja micro, importante conhecer

    seus resultados.

    A criao da Lei Complementar n 128/08 que alterou a Lei n 123/06 do Cdigo Civil,

    possibilitou aos trabalhadores que permaneciam no mercado de modo informal a se legalizarem

    e, ao mesmo tempo em que possibilitou a entrada desse tipo de empresrio no mercado formal,

    criou limites para que o empreendedor pudesse permanecer usufruindo dos direitos e obrigaes

    do MEI. Uma dessas obrigaes est relacionada a um limite de lucro bruto que o MEI no

    poder ultrapassar durante o exerccio, se deseja continuar neste sistema tributrio. Em 2008 o

    rendimento bruto anual no poderia ultrapassar a faixa dos 36 mil reis, e em 2012 esse valor

    aumentou para 60 mil reais.

    A cidade de Caic, localizada no interior do estado Rio Grande do Norte, at maro de

    2015, contava com 1.817 MEIs, de acordo com o site Portal do Empreendedor. uma

    quantidade pequena se comparada ao nmero total do estado que de 64.236, atingindo um

    percentual apenas de 2,8%. Essa proporo muda quando comparada somente ao nmero de

    empresas dessa cidade, que segundo o site Empresmetro (2015), no incio de abril, havia um

    total de 4.623, levando em considerao todas as atividades. Logo, percebe-se que os MEIs

    representam 39,3% do valor total de empresas situadas em Caic/RN. Nota-se, portanto, que

    quase 40% das atividades comerciais esto ligadas a esse regime tributrio, com isso fica claro

    a relevncia desse tipo de negcio.

    Domingos (1995, p. 43-48) ressalta a importncia das pequenas empresas quando afirma

    que em grande parte do mundo, a micro, pequenas e mdias empresas representam 90% dos

    empreendimentos, contribuindo de forma expressiva na gerao de empregos e produtividade.

  • 13

    Desta forma, as micro, pequenas e mdias empresas, destacam-se no cenrio socioeconmico

    mundial. Em relao s dificuldades da permanncia no mercado, estima-se que

    aproximadamente 80% de todos os novos empreendimentos no Brasil fecham suas portas nos

    primeiros dois anos e muitos no chegam nem mesmo a completar um ano de atividade.

    (RESNIK, 1990, p. 2). Diante das estatsticas afirmadas pelos autores, nota-se que, ao mesmo

    tempo em que a maioria das empresas abertas no pas, em geral pequenas, so as mesmas que

    fecham sem obteno de xito nos seus primeiros anos de gesto, evidenciando, assim, o dficit

    na gerncia desses negcios.

    Isto posto, percebe-se a importncia dos MEIs, porm deve-se ter a necessidade de

    entender como organizado esses pequenos negcios e como estes empresrios realizam suas

    gerncias.

    O fluxo de caixa, uma demonstrao simples e grande responsvel no planejamento

    financeiro da empresa, a melhor opo para auxiliar esses gerenciadores, tendo em vista que

    nesta ferramenta est contido o registro de todas as entradas e sadas de recursos do caixa que

    tenha ocorrido em determinado tempo. Diante disto, faz-se o seguinte questionamento: o MEI

    realiza o registro de todas as suas entradas e sadas monetrias?

    Para o MEI, importante saber onde se est em termos de lucro, para que no exceda

    seus limites, nem deixe de investir em sua empresa por medo de ultrapass-los, acarretando,

    assim, num lucro abaixo do desejado. Para isso, necessrio que conhea suas receitas.

    Contudo, para chegar a essas informaes e conhecer todas as receitas, um simples fluxo de

    caixa apontaria bem todo o lucro obtido at aquele perodo.

    Conforme aponta Chiavenato (2005), o caixa o rgo responsvel pela efetivao de

    pagamentos e liquidao de dvidas, bem como dos recebimentos das receitas empresariais.

    Logo, o fluxo de caixa seria o registro dessas entradas e sadas monetrias para um maior

    controle administrativo. Partindo dessa premissa, chega-se a outra indagao: o MEI conhece

    a ferramenta fluxo de caixa; e, se conhece, encontra alguma dificuldade na hora de sua

    elaborao?

    Tratando-se de fluxo de caixa,

    O que importa o volume de caixa. Se uma empresa anuncia lucros elevados,

    mas no est gerando caixa, provavelmente no est gerando lucro nenhum.

    E bom ter em mente que as empresas no quebram por falta de lucro. Elas

    quebram por falta de caixa. (SMITH, 1994, p. 42)

  • 14

    Logo, o fluxo de caixa um demonstrativo que tem como finalidade apresentar todos

    os pagamentos e recebimentos da empresa em determinado perodo de tempo, apresentando,

    assim, a situao financeira real do empreendimento, e apontando de forma direta suas

    necessidades ou seguranas. Deste modo, esta ferramenta realizada de forma interna pelo

    prprio empresrio, seria de grande ajuda quando do confronto das receitas e despesas,

    disponibilizando entre outros fatores, o lucro.

    O auxlio deste demonstrativo torna a gerncia mais confortvel, dando o suporte

    necessrio para tomada de decises, alm de possibilitar um gerenciamento mais claro e

    confivel. Expostas tais ideais chega-se a um ltimo ponto dos objetivos do trabalho que :

    verificar se os gestores MEI esto utilizando as informaes geradas pelo fluxo de caixa para o

    auxlio nas suas tomadas de decises.

  • 15

    2 FUNDAMENTAO TERICA

    2.1 ORIGEM DA CONTABILIDADE

    Os primeiros indcios de Contabilidade surgem no perodo paleoltico, onde o homem

    ainda era primitivo e no tinha conhecimento da escrita. Diante disto, S (2010, p. 21)

    afirma que

    H mais de 20.000 anos, no paleoltico superior, quando era ainda primitiva a

    civilizao, mas j havia a indstria de instrumentos, como forma de uso de

    uma inteligncia j desenvolvida, segundo Morgan, surgiram as observaes

    do homem em relao as suas provises que eram sua riqueza.

    A necessidade dos registros fez com que o homem usasse a forma mais antiga de escrita:

    a artstica. Esta foi essencial para noo de patrimnio que, naquela poca, significava o que se

    tinha de utilidade.

    Ainda sobre o perodo mencionado, S (2010) descreve que o homem primitivo passou

    a evidenciar a sua riqueza patrimonial em desenhos nas paredes das grutas, onde realizavam

    pinturas referentes a seus bens. Alm disso, usavam ossos de rena na forma de risco para a

    realizao dos registros, no qual o desenho significava a qualidade e os riscos a quantidade

    pertencida. Desta forma, consegue-se entender como o homem usava essa forma de escrita

    artstica para realizar seus fatos.

    Essa prtica surge a partir do momento que o homem sente a necessidade de saber o

    resultado de suas caas, que mais na frente viria ser substituda pelo conhecimento da

    quantidade de seu rebanho. Sobre isto, Iudcibus (2004) comenta que os historiadores

    descobriram os primeiros sinais da contabilidade com os povos primitivos, que utilizavam

    mtodos da poca para fazer contagens de suas caas e pesca, mostrando que o homem no

    passado sentiu que o registro de atos e fatos ocorridos em seu patrimnio lhe dava uma certeza

    do que possua, para mais adiante perceber que a cada perodo, com o auxlio dos dados

    coletados, poderia identificar seus ganhos ou perdas.

    Num perodo mais frente, na Mesopotmia, a riqueza e a grande evoluo social

    daquela rea decorreram em um grande desenvolvimento para a contabilidade. A partir da,

    foram evidenciados atravs da evoluo do registro contbil, os primeiros documentos de

    escrita contbil. S (1997) aponta que os arquelogos, em sua maioria, esto de acordo que

  • 16

    foram as imensas riquezas da Sumria, em Uruk, no sop das montanhas Zagros, entre outras

    partes daquela regio, que constituram um ambiente propcio para as bases do desenvolvimento

    da escrita contbil, que era realizada em plaquinhas de argila. Os desenhos deram espao a

    escrita cuneiforme, utilizando-se de smbolos que serviram de suporte para muitos avanos em

    termos de escrita e registro contbil.

    2.2 HISTRIA E EVOLUO DA CONTABILIDADE

    Na verdade, o desenvolvimento inicial do mtodo contbil esteve intimamente

    associado ao surgimento do capitalismo, como forma quantitativa de mensurar acrscimo e

    decrscimo dos investimentos alocados a alguma explorao comercial ou industrial.

    (IUDCIBUS, 2010, p.1). No decorrer do tempo, a Contabilidade foi tendo que evoluir para

    cada vez mais adequar-se poca, a fim de atender as necessidades exigidas pelo

    desenvolvimento econmico, tico, ambiental, social entre outros fatores.

    Na Idade Mdia, o grande crescimento comercial pedia uma maior desenvoltura para os

    seus registros, j que simples escrituras contbeis no eram mais suficientes para tanto, atrelado,

    ainda, ao desenvolvimento do raciocnio lgico matemtico que influenciaram na criao das

    partidas dobradas. S (1997) destaca os fatos que influenciaram a criao desse mtodo: o

    crescimento do capitalismo, a aplicao de nmeros arbicos escriturao, a maior

    necessidade de relevo s contas do lucro e de fazer com que tivessem importncia at superior

    s contas de natureza creditcia, a ampliao das operaes cambiais entre outra.

    Aps esse perodo, surgiram as escolas, primeiramente, a Europeia, que tinha como uma

    de suas principais caractersticas os inmeros estudos tericos, era voltada para a criao de

    teorias. Um dos seus principais idealizadores foi o Frei Luca Pacioli, que revolucionou a

    Contabilidade na poca e algumas de suas descobertas so utilizadas at os dias atuais. Sua

    facilidade em lidar com a aritmtica fez com que muitos pesquisadores acreditassem ser o

    criador da partidas dobradas. Diante do exposto, Giminez (2011, p. 3) concorda que [...] o

    religioso franciscano Frei Luca Pacioli (1447-1517) editou a suma aritmtica, geometria,

    proporo e proporcionalidade, a quem atribuda a implementao das partidas dobradas na

    contabilidade, afirmao contestada por historiadores da contabilidade. Com a ascenso da

    escola Americana ocasiona uma declnio na Europeia, pois voltava-se para as necessidades

    prticas dos usurios, enfatizando a informao contbil e abordando a Contabilidade como

    ferramenta gerencial utilizada para a tomada de decises. Sobre isto Gimenez (2011)

  • 17

    complementa que a Contabilidade usada como linguagem dos negcios ganha grande

    relevncia no sculo XX, decorrente do pragmatismo da escola americana que se preocupava

    principalmente em tratar aspectos econmicos a se empenhar em grandes discusses tericas.

    Depois de toda evoluo terica e da preocupao em fornecer informaes aos seus

    usurios, sentiu-se a necessidade de entender a essncia dos registros, bem como buscar uma

    maior aproximao na forma de como fazer a Contabilidade, para que o registro de um no

    divergisse tanto do outro. Com isso, S (2010, p. 33) estabelece que foram criadas as doutrinas

    e princpios contbeis de modo que

    Buscou-se, evidentemente, esclarecer que a contabilidade estava preocupada

    com essncia da riqueza individualizada e no com a forma de simplesmente

    registrar e informar, assim como se preocupava bem localizar a matria

    verdadeira de estudos e seus aspectos predominantes.

    Com o avano da tecnologia, causando a sensao de que o mundo est cada vez menor

    e facilitando cada vez mais a interligao entre os mercados mundiais, foi necessrio a criao

    de rgos que regulamentassem, criassem e interpretassem esses princpios e doutrinas.

    Atualmente, depois da criao dos rgos como: International Accounting Standards Board

    (IASB); Financial Accounting Standards Board (FASB); International Organization of

    Securities Commissions (IOSCO); entre outros, e de todas as normas e princpios lanados por

    estes, a Contabilidade Internacional encontra-se em um momento maduro. Diante do

    exposto, os rgos internacionais buscam uma harmonizao mundial das normas e princpios,

    a ideia uma padronizao buscando entender as adversidades de cada lugar, a fim de facilitar

    a interligao dos mercados mundiais.

    De uma forma geral tanto em nvel de empresa, entidades profissionais,

    clientes, instituies de ensino, h um consenso favorvel para uma

    harmonizao de padres contbeis que facilite a comunicao e contribuam

    para reduzir as diferenas internacionais no financial reporting, permitindo a

    comparabilidade das informaes. (KATSUMI, 2010, p. 37)

    Ainda segundo o autor, desta vez, em relao a histria contbil no Brasil,

    imprescindvel saber que

  • 18

    A contabilidade brasileira tradicionalmente foi vinculada legislao

    (originalmente a tributria e depois societria em conjunto) e

    regulamentao por organismos governamentais (banco central do Brasil,

    superintendncia de seguros privado, comisses de valores mobilirios, entre

    outros) sendo politicamente fraca a influncia de rgo de classes ou institutos

    representativos da profisso para determinao dos procedimentos contbeis.

    (KATSUMI, 2010, p. 2)

    O Brasil perde um pouco desse perfil escriturrio a partir da dcada de 70 com a

    promulgao da Lei n 6.404/76 - Lei da Sociedade por Aes, que foi implementada na busca

    pela convergncia com as normas internacionais e assim abranger o mercado do pas. Katsumi

    (2010) aponta algumas mudanas a respeito disto: obrigatoriedade das companhias abertas

    terem suas demonstraes contbeis auditadas, padronizao e estruturao na forma de

    apresentar as demonstraes contbeis e estudos sobre os princpios contbeis. Essas

    obrigatoriedades fizeram com que a Contabilidade estivesse voltada para a informao contbil,

    deixando aquele pensamento de mera escrituraria. Ainda assim, Gimenez (2011, p. 4) aborda

    uma perspectiva mais atual:

    O grande desafio do Brasil inicia em 2010 com a aplicao das normas

    internacionais de contabilidade, a cargo do IASB, entidade constituda em

    2001, substituindo o IASC, fundado em 1973, contando inicialmente com

    rgos profissionais dos pases Alemanha, Austrlia, Canad, Estados Unidos,

    Frana, Holanda, Irlanda, Japo, Mxico, Reino Unido. Atualmente, 117 so

    signatrio deste padro contbil.

    Nesse contexto e sobre forte mudana na economia, o pas busca adequar-se s normas

    internacionais, juntamente com o Comit de Pronunciamentos Contbeis (CPC) que tem como

    responsabilidade a convergncia dessas normas, alm da emisso de pronunciamentos tcnicos

    na busca de uma uniformizao de seus procedimentos contbeis com os internacionais. O pas

    tambm investe na profissionalizao de seu contador, onde antes a maioria dos profissionais

    da rea eram apenas tcnicos, atualmente a grande maioria possui ensino superior, ficando

    ntido o investimento acadmico.

    2.3 CONTABILIDADE E GERNCIA

    Gimenez (2011, p. 2) admite que entender contabilidade ser membro de um grupo

    com diversos participantes: empresas, governos, pases, rgo reguladores, bancos e cidados

    [...]. Logo, percebe-se que funo da Contabilidade est diretamente inserido em todos os

  • 19

    departamentos da empresa e conseguir manter um elo que ligue cada um deles, alm de levantar

    conhecimentos para apoiar o desenvolvimento de informaes de mercado, financeiras,

    econmicas, governamentais, institucionais, ambientais, para que os profissionais possam dar

    continuidade a suas atividades e negcios. No tocante aos usurios da Contabilidade, Ching

    (2003, p. 4) afirma que para poder trabalhar de maneira efetiva, as pessoas em uma

    organizao precisam constantemente de informao a respeito do montante de recursos

    envolvidos e utilizados.

    Uma das ramificaes da contabilidade, a gerencial, muito importante para sade da

    empresa. Sobre este ramo, Marion (2009, p. 23) prope que

    A Contabilidade o grande instrumento que auxilia a administrao a tomar

    decises. Na verdade, ela coleta todos os dados econmicos, mensurando-os

    monetariamente, registrando-os e sumarizando-os em forma de relatrios ou

    de comunicados, que contribuem sobre maneira para a tomada de decises.

    Neste contexto, entende-se o papel da contabilidade na gerncia empresarial, pois com

    o suporte oferecido nos resultados apresentados pelos relatrios, o gestor ter mais facilidade

    em executar suas decises. Assim, este ramo da contabilidade est voltado para facilitar o

    entendimento dos usurios e dos desafios internos, alm de ser o principal suporte para a tomada

    de deciso. Ento, a partir dos relatrios elaborados que os empreendedores iro decidir o

    rumo de suas empresas. Deste modo, Gimenez (2011) afirma que a Contabilidade Gerencial se

    relaciona com o processo decisrio, preparando informaes com base nas necessidades dos

    gestores, em consonncia com a misso de sua rea de responsabilidade e a misso da empresa,

    utilizando-se do sistema contbil.

    Kuster et al. (2006) define que o mercado atual exige maior eficincia na gesto

    financeira de seus recursos, no havendo dvidas ou improvisaes sobre o que fazer a respeito

    disto. O uso econmico e eficaz dos recursos, mais do que em nenhum outro momento da

    histria, prioridade. essencial a preciso nas escolhas, sem abrir espaos para possveis erros

    ou falhas, na hora de geri-los, por isso necessrio um bom gerenciamento.

    A maior preocupao dos gestores est relacionada escassez de recursos. Sobre isto,

    Gimenez (2011, p. 23) relata que nenhum recurso em abundncia traduz-se automaticamente

    em diferencial competitivo. Este surge da habilidade dos gestores em manusear, criar ou

    transformar, e de sistemas de informao integrados aos demais recursos para atender aos

    objetivos finais. Portanto, por maior que seja a quantidade de recursos disponveis,

  • 20

    necessrio uma busca cada vez maior para a otimizao destes. Todavia, a falta de recursos

    expe a empresa situaes desfavorveis. Para que isso no ocorra, a Contabilidade trabalha

    desde o oramento, elaborando planejamentos atravs de fatos ocorridos, tentando prever a

    melhor situao futura, passando pelo controle com seus mtodos de avalies, como controle

    e auditoria e, ainda, auxiliando na melhor captao e investimentos de recursos, para, enfim,

    concluir com o produto final. Sendo este o maior suporte para elaborao do preo, fornecendo,

    assim, os valores de custos. A respeito do suporte gerencial, Gimenez (2011) ainda afirma que

    a contabilidade apoia todo o processo. Na fase de planejamento, disponibiliza informaes a

    partir de bancos de dados do sistema de informaes contbil, nutrindo os gestores com

    informaes comparativas, permitindo cortejar expectativas e fazer a extrapolao para

    perodos futuros. Assim sendo, a contabilidade com todos os seus aparatos indispensvel em

    todas as fases dos processos gerenciais, atuando como pea principal para a tomada de decises.

    2.4 MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL (MEI)

    O nmero de pessoas ou de pequenos grupos familiares que administravam e

    gerenciavam seus micro e pequenos negcios de forma irregular, ou seja, sem cadastro de

    pessoa jurdica, era bastante grande. Existem dificuldades na formalizao destas empresas, e

    uma das principais era a carga tributria cobrada exorbitantemente. Este fator era decorrente de

    uma classificao de tributos no adequada para este nvel empresarial, tendo em vista que

    somente existiam padres para empresas maiores e, assim, as micro e pequenas empresas no

    tinham como arcar com toda essa carga tributria, j que o lucro era proporcional ao tamanho

    de cada uma. Isso era muito desvantajoso para o pequeno empresariado, visto que a sua

    regulamentao no era apenas um status, e a falta de regularidade acarretava em dificuldades

    como a captao de crdito e a no participao de licitao, entre outros fatores. Nesse

    contexto, Silvera (apud Doellinger, 2011, p. 226) esclarece que o informal est nesta condio

    porque foi empurrado. Ele est ali para sobreviver; no tem como pagar esses

    impostos. Se for obrigado, pode ir falncia porque no vai conseguir competir.

    Com isso, o governo percebeu que era preciso olhar com mais ateno para os pequenos

    negcios e, ento, comeou a criar formas de envolv-los no mercado formal. Evidenciando

    essa evoluo no processo de formalizao o Sebrae Nacional (2015) explica que

  • 21

    No Brasil, o marco inicial foi a incluso, dos artigos 170 e 179 na Constituio

    de 1988, instituindo que a Unio, Estados, Distrito Federal e Municpios

    deveriam dispensar s microempresas e empresas de pequeno porte,

    tratamento jurdico diferenciado e favorecido, visando a incentiv-las pela

    simplificao, eliminao ou reduo de suas obrigaes administrativas,

    tributrias, previdencirias e creditcias.

    Nos anos 90, juntamente com a regulamentao dos artigos 170 e 179 registraram-se a

    criao do sistema simplificado de recolhimento de tributos e contribuies federais,

    denominado Simples Nacional, e a criao do Estatuto da Micro Empresa (ME) e da Empresa

    de Pequeno Porte (EPP). Na poca, as novidades trazidas por essas mudanas no foram bem

    recebidas, e os estados preferiram no aderir, instituindo seus prprios sistemas de tributao

    para as respectivas empresas. Do mesmo modo, foram poucos os municpios que adotaram esse

    regime tributrio, e aqueles que no aderiram nada criaram a fim de benefici-los.

    Desde o incio do governo de Luiz Incio Lula da Silva, apoiado por entidades de

    representao e apoio ao setor de pequenas empresas, buscava-se uma mudana constitucional

    no sistema tributrio nacional que abrangesse tantos os estados como os municpios. A respeito

    dessa mudana, o Sebrae Nacional (2015) expe que em dezembro de 2003, foi promulgada a

    Emenda Constitucional n 042/2003, modificando tal regime tributrio nacional. O artigo 146

    previu a criao de Lei Complementar para tratar das normas gerais tributrias, abrangendo o

    tratamento diferenciado e favorecido para as ME e EPP.

    O grande avano aconteceu em 14 de dezembro de 2006, quando o ento presidente

    assinou a Lei Complementar n 123/06, que tratava de vigorar imediatamente o Simples

    Nacional e seu sistema tributrio com extenso aos estados e municpios. Esta foi a porta

    principal para uma mudana que posteriormente viria a dar prioridade a uma classe ainda

    menor. Assim, a Lei Complementar n 128, de dezembro de 2008, em seu artigo 18-A apresenta

    a nova figura titulado de MEI:

    Art. 18-A. O Microempreendedor Individual MEI poder optar pelo

    recolhimento dos impostos e contribuies abrangidos pelo Simples Nacional

    em valores fixos e mensais, independentemente da receita bruta por ele

    auferida no ms, na forma prevista neste artigo.

    1 Para os efeitos desta Lei, considera-se MEI o empresrio individual a que

    se refere o art. 966 da Lei n 10.4406, de 10 de janeiro de 2002 Cdigo Civil,

    que tenha auferido receita bruta, no ano-calendrio anterior, de at R$

    36.000.00 (trinta e seis mil reais), optante pelo Simples Nacional e que no

    esteja impedido de optar pela sistemtica prevista neste artigo.

    2 No caso de incio de atividades, o limite de que trata o 1 deste artigo

    ser de R$ 3.000,00 (trs mil reais) multiplicados pelo nmero de meses

  • 22

    compreendido entre o incio da atividade e o final do respectivo ano

    calendrio consideradas as fraes de meses como um ms inteiro.

    O Sebrae (2015) afirma que em dezembro de 2009 j existiam mais de 49.000 MEIs

    cadastrados. evidente o quo importante e relevante foi criao dessa Lei. No entanto, tudo

    que novo precisa ser revisto para uma melhor ajuste a realidade. Em 2011, foi criada uma

    nova Lei Complementar que alterou a n 128/08, e sua principal adaptao foi o aumento da

    receita bruta mensal, passando de R$ 3 mil para R$ 5 mil. Assim, o art. 18-A 1 da nova Lei

    Complementar n 139/11 prope que,

    Art. 18-A

    1 Para os efeitos desta Lei Complementar, considera-se MEI o empresrio

    individual a que se refere o art. 966 da Lei n 10.406, de 10 de janeiro de 2002

    (Cdigo Civil), que tenha auferido receita bruta, no ano- calendrio anterior,

    de at R$ 60.000,00 (sessenta mil reais), optante pelo Simples Nacional que

    no esteja impedido de optar pela sistemtica prevista neste artigo.

    Neste mesmo ano, a Presidncia baixou duas medidas provisrias que beneficiavam as

    ME e o MEI, uma que diminuiu a alquota do INSS de 11% para 5%, e a segunda foi a criao

    do Programa Microcrdito CRESCER. A inteno deste programa que o governo federal em

    parcerias com bancos iriam oferecer crditos aos microempreendedores com juros mais baixos

    que a mdia do mercado, facilitando a captao de crdito bancrio, tudo na busca de um maior

    suporte para o MEI.

    Dentre as atividades que se enquadram no MEI, pode-se destacar: manicure,

    cabeleireiro, costureiro, adestrador, arteso, verdureiro, vigilante, entre outras. Atualmente, o

    MEI tem como dever o pagamento no percentual de 5% sobre o valor do salrio mnimo, ou

    seja, um total de R$ 39,40, acrescido de R$ 5,00 de ISS, para quem presta servios, e/ou R$

    1,00 de ICMS, para quem comercializa produtos. E, ainda, ter iseno dos tributos federais,

    como Imposto de Renda (IRPJ), Programa de Integrao Social (PIS), Contribuio para o

    Financiamento da Seguridade Social (COFINS), Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) e

    Contribuio Social sobre Lucro Lquido o (CSLL). Alm disso, ter acesso aos benefcios

    previdencirios como auxlio acidente, auxlio maternidade, aposentadoria, entre outros e,

    ainda, poder assinar a carteira de um nico empregado.

    Em se tratando de ajuda especializada, o MEI pode contar com o auxlio do Sebrae, que

    sempre disponibiliza cursos de aprendizado e aperfeioamentos, dando todo suporte necessrio

    para que este empreendedor cresa no mercado. E, ainda, ter direito a assessoria contbil

  • 23

    gratuita durante um ano, onde o contador realizar as declaraes e assessorar o negcio.

    Todavia, para isso, o escritrio de contabilidade ter que ser optante do Simples Nacional, pois

    s este est obrigado a cumprir essas exigncias.

    2.5 DEMONSTRATIVOS CONTBEIS PARA PEQUENOS NEGCIOS

    De acordo com Almeida (2014), o CPC aprovou em dezembro de 2009, no Brasil, o

    Pronunciamento Tcnico PME Contabilidade para Pequenas e Mdias Empresas, sendo o

    equivalente das International Financial Reporting Standards (IFRS) para PMEs. Entre outros

    fatores, esse Pronunciamento tratava da elaborao e publicao das demonstraes. No

    entanto, o MEI no est obrigado a divulgao de suas demonstraes contbeis em carter

    fiscal, tirando sua exigncia para fins tributrios. Mesmo assim, no interessante deix-las de

    realizar, pois essas tem a funo de auxiliar, alm da capacidade de mostrar onde se encontra o

    trampolim e o entrave da empresa. As demonstraes contbeis

    [...] so um conjunto completo de demonstraes destinadas tomada de

    deciso por vasta gama de usurios que no esta em posio de exigir

    relatrios sob medida para atender suas necessidades particulares de

    informaes. Esses usurios, segundo o escopo e necessidade informacional

    podem analisa-las em sua totalidade e obterem uma noo clara do negcio.

    (GIMENEZ, 2011, p. 92-93).

    Desta forma, entende-se por demonstraes contbeis o conjunto de informaes de

    determinada entidade referentes aos dados nela ocorridos, com o intuito de alimentar

    apresentaes aos seus usurios.

    Um aspecto importante como vantagem oferecida pelas demonstraes a funo

    comparativa. Ao confrontar demonstraes de perodos distintos, consegue-se apresentar as

    mudanas ocorridas no decorrer do tempo, fazendo assim uma anlise horizontal na trajetria

    da empresa. Diante disto, Gimenez (2011, p. 95) esclarece que o objetivo da comparao

    auxiliar ao usurio da informao a fim de entend-la melhor, acompanhar a mudana nos

    valores apresentados, inferir sobre o reflexo dos eventos passados e utiliz-los ou no para

    predio do futuro da empresa.

    A partir da, ir abordar-se dois demonstrativos que junto a Demonstrao do Fluxo de

    Caixa (DFC), que ser tratada em outro momento, poder dar uma maior clareza gerncia.

  • 24

    Esses demonstrativos formam o trip principal necessrio para o suporte que as MPEs precisam,

    pois os dados por eles gerados sero suficientes para obteno das informaes desejadas.

    Primeiramente, o Balano Patrimonial (BP) tem como funo principal mostrar uma

    viso de todo da empresa naquele momento. Quintana (2009, p. 53) comenta que um balano

    patrimonial evidencia a estrutura de todo o patrimnio ou riqueza de um empreendimento, como

    se esta estivesse parada em um dado momento. Em relao a estrutura deste demonstrativo,

    composto por dois grandes grupos: do lado direito, encontra-se o Ativo (que compem todos

    os bens e diretos referentes a empresa) e do lado esquerdo, o Passivo (constitudo por todos os

    deveres e obrigaes). Cada um desses grupos divide-se em subgrupos denominados circulante

    e no circulante.

    No modelo brasileiro, o BP segue uma ordem crescente no qual na parte superior esto

    as contas de maior liquidez e de mais rpido pagamento. Esse tambm ser o critrio para

    distinguir uma conta do circulante e do no circulante. Dentro do Passivo encontra-se uma

    terceira parte chamada de Patrimnio Lquido, que de forma resumida pode-se dizer que a

    parte que trata das obrigaes da empresa com seus scios.

    Figura 01 Contedo do Balano

  • 25

    Fonte: ASSEF, 1999, p.92

    Por sua vez, a Demonstrao do Resultado do Exerccio (DRE) outro forte auxiliador

    na gesto empresarial, Quintana (2009) mostra que observando o princpio da competncia,

    realizado o confronto entre as receitas e os respectivos custos e despesas, com a finalidade de

    obter o resultado de todas as aes da empresa em determinado perodo. A estrutura desse

    demonstrativo inicia com receita lquida, sendo deduzido o custo dos produtos vendidos, e

    somente depois, separadamente, quando j se tem o lucro bruto, que subtraem as despesas

    administrativas. Essa separao bastante importante, pois d ao gestor uma maior visibilidade

    da diferena entre os custos (diretamente ligados aos produtos) e as despesas (relacionadas a

    administrao empresarial), ficando mais fcil identificar onde pode e deve-se cortar gastos.

    Feitas as dedues, chega-se ao resultado operacional, que segundo Quintana (2009, p. 65):

    [...] um dos mais importantes elementos de anlise da situao da empresa,

    pois ele identifica o resultado efetivo somente da parte operacional da

    empresa. obtido pela diferena entre o resultado bruto e as despesas

    operacionais, podendo gerar um lucro ou um prejuzo operacional.

  • 26

    Logo aps, so confrontados com o resultado operacional todas as despesas e receitas

    financeiras, para, assim, incidir os impostos, resultando no lucro ou prejuzo do exerccio.

    Figura 02 Demonstrao de Resultados

    Fonte: ASSEF, 1999, p. 92

    Percebe-se, ento, que os demonstrativos analisados em conjunto oferecem todo aparato

    para o suporte de informaes necessrias para os gestores do MEI. Sua elaborao e anlise

    podem facilitar e esclarecer certas dvidas que talvez apenas a experincia no fosse capaz de

    perceb-las.

    2.6 FLUXO DE CAIXA

  • 27

    A funo principal deste demonstrativo a evidenciao das variaes do caixa

    decorrente das entradas e sadas monetrias. Gimenez (2011) constata que a Demonstrao

    Fluxo de Caixa representa a variao lquida do saldo de caixa e equivalente, em um perodo

    contbil, detalhando as receitas e despesas, refletindo as mudanas nas atividades operacionais,

    de investimento e financiamento. Ento, percebe-se que a grande utilidade deste est no

    detalhamento das entradas e sadas, enfatizando informaes importantes pertencentes a cada

    uma delas. Com isto, fica possvel a visualizao de onde e em qual perodo teve-se os maiores

    e menores gastos e ganhos.

    Com um olhar voltado para a gerncia, no tocante disponibilidade de recursos e viso

    futura, ambas proporcionadas pela DFC, Braga (1998, p. 124) relata que as projees dos

    fluxos de entradas e de sadas de numerrios constituem um instrumento imprescindvel na

    administrao de disponibilidades. O autor citado trata de um grande auxlio proporcionado

    pelo fluxo de caixa s informaes referentes a preveno na disponibilidade de recursos.

    Portanto, de extrema importncia que o gestor tenha recursos prprios disponveis para arcar

    com suas obrigaes, ou seja, manter-se sempre com um bom saldo (positivo) de liquidez

    (entradas menos sadas). O saldo positivo ser til para manter-lhe informado em uma mdia

    de quanto necessitar de recursos naquele momento, isso resultar numa maneira de prevenir

    os gastos, para que no tenha que buscar recursos de terceiros, informando s vezes que sero

    necessrio o uso deste. Os recursos de terceiros muitas vezes bastante onerosos, traria para o

    gestor um menor lucro decorrente do aumento das despesas, resultado dos juros pagos na

    captao destes. Para que isso no ocorra, uma projeo do fluxo de caixa demonstraria quanto

    o gestor teria para desembolsar com suas despesas naquele instante, dando a opo de estudo

    antecipado de seus recursos a fim de optar pela escolha mais saudvel a empresa. Sobre os fatos

    negativos resultantes da falta de liquidez, S (2010) aborda que o desequilbrio na liquidez tende

    a provocar desequilbrio em outras partes do sistema, por meio da falta de lucro resultando em

    aumento de cargas financeiras, limitaes de vendas por faltas de estoques, perda de

    produtividade e aumento de riscos. Por isso, a DFC demonstra sua importncia em ter

    informaes relevantes de liquidez.

    Em relao aos aspectos proporcionados por esse demonstrativo, Santos (2009) aponta

    as informaes geradas para os usurios avaliarem: a capacidade de gerao de caixa nas

    atividades operacionais, como a empresa est financiando suas necessidades de capital de giro

    e, tambm, a capacidade de pagamentos e obrigaes futuras da empresa. O autor ressalta,

    ainda, trs aspectos: o primeiro trata dos recursos gerados apenas nas atividades operacionais,

    ou seja, aquelas atividades voltadas para a funo principal da empresa, logo saberia como elas,

  • 28

    destacadas das demais, est se saindo; o segundo aborda as formas de conseguir capital de giro,

    mostrando a preocupao com o valor gasto pela empresa na obteno desse capital utilizado

    para as necessidades da empresa; e a terceira comenta em que situao se encontrar a empresa

    quanto s suas dvidas futuras. Nesse contexto, percebe-se que a DFC tem uma funo mais

    abrangente, tendo em vista que alm de expor as situaes presente, proporciona tambm uma

    percepo de como a empresa se encontrar no futuro.

    Contudo, nota-se que a DFC est direcionada ao suporte e controle de muitos passos

    dados pela a empresa, tendo em vista que at agora foi falado apenas sobre o auxlio nas

    atividades operacionais e nas informaes oferecidas para captao de recursos. Desta forma,

    necessrio que aborde-se mais um dos pontos em que o fluxo caixa essencial, formando assim

    os trs principais, por isso Salotti e Yamamoto (2004, p. 7) descreve que este demonstrativo

    uma valiosa ferramenta para analisar os efeitos das atividades operacionais, de investimento e

    de financiamento no fluxo de caixa de um determinado perodo.

    As atividades de investimentos ocorrem quando se tem um saldo positivo de caixa e este

    no ser necessrio para cobrir nenhuma obrigao de curto de prazo. Logo, para que esse valor

    no fique parado necessrio que se aplique a fim de obter um ganho futuro extra operacional.

    A respeito dos ganhos futuros decorrentes das atividades de investimentos Quintana (2009)

    esclarece os recebimentos de vendas, os ativos permanentes comprados com intuito de venda

    futura, entradas monetrias decorrentes de emprstimos a terceiros, e pagamentos antecipados

    de dvidas amortizando mais rapidamente o crdito e diminuindo, assim, os juros. Entende-se,

    ento, que o fluxo de caixa o demonstrativo que independente do estado financeiro em que se

    encontre a empresa, este sempre ser uma ferramenta gerencial de grande funcionalidade,

    esclarecendo com antecedncia o momento que ser preciso a captao de recursos de terceiros,

    dando, assim, tempo para que o gestor analise a maneira mais benfica para obteno desse

    recurso. Atuando, ainda, como ferramenta de suporte e controle para as atividades operacionais,

    indicando as efetivas entradas e sadas como, por exemplo, um pagamento de um fornecedor e

    possibilitando, tambm, as informaes referentes de quando a empresa ter capital suficiente

    para uma possvel aplicao. Segue um modelo de fluxo de caixa:

    Figura 03 Fluxo de Caixa

  • 29

    Fonte: GONALVES, 2007, p.132

    H ainda outro tipo de fluxo de caixa bem menos utilizado e conhecido pelas empresas,

    a DFC indireta. A diferena efetiva existente entre o mtodo direto e indireto a estruturao

    do fluxo de caixa das atividades operacionais, pois, no indireto, o resultado do perodo e

    ajustado pelas despesas e receitas que no interferem diretamente no caixa ou equivalente de

    caixa. (QUINTANA, 2009, p. 27). Diante do exposto, percebe-se que neste mtodo

    evidenciam-se os ajustes ao lucro lquido provenientes da DRE. Enquanto que pelo mtodo

    direto, a DFC apresenta uma forma mais clara de evidenciao das sadas e entradas de valores

    monetrios. Expostas as diferenas entre os dois mtodos, pode-se dizer que se tratando de

    semelhanas no fluxo nas atividades de investimento e financiamento, tanto uma como a outra

    se apresentam de forma igual para ambos.

  • 30

    3 METODOLOGIA

    3.1 ABORDAGEM TERICO-METODOLGICO DA PESQUISA

    Minayo (1993, p.23), define a pesquisa como

    Atividade bsica das cincias na sua indagao e descoberta da realidade.

    uma atitude e uma prtica terica de constante busca que define um processo

    intrinsecamente inacabado e permanente. uma atividade de aproximao

    sucessiva da realidade que nunca se esgota, fazendo uma combinao

    particular entre teoria e dados.

    Diante disso, o conhecimento cientfico surge da verificao de fatos reais, investigados

    e experimentados atravs dos mtodos cientficos, que iro permitir os recursos necessrios

    para que uma teoria sobre determinado tema seja posta prova e tenha sua autenticidade

    confirmada.

    No que se refere sua natureza, a pesquisa se caracteriza como bsica, pois tem como

    objetivo alcanar o conhecimentos de seus resultados, e tem como forma de abordagem a

    pesquisa quantitativa, tendo em vista que o estudo dar-se- atravs de grficos e das anlises

    dos mesmos, que segundo Richardson (1999) caracteriza-se pelo emprego da quantificao,

    tanto nas modalidades de coleta de informaes, quanto no tratamento dessas atravs de

    tcnicas estatsticas, desde as mais simples at as mais complexas.

    Desta forma, a abordagem quantitativa fundamental para assegurar a preciso dos

    resultados, evitando assim, divergncias entre a anlise e a interpretao dos dados, na busca

    pela anlise do comportamento de uma populao atravs da amostra.

    Quanto aos seus objetivos, a pesquisa caracterizada como exploratria e descritiva.

    Sendo assim, a pesquisa exploratria quando:

    Tm como objetivos proporcionar maior familiaridade com o problema, com

    vistas a torn-lo mais explcito ou a construir hipteses. Pode-se dizer que

    estas pesquisas tm como objetivo principal o aprimoramento de ideias ou a

    descoberta de instituies. (GIL, 1991, p.45)

    Consequentemente, esta pesquisa torna-se exploratria porque pretende demonstrar a

    importncia do problema, levando em considerao as mais variadas perspectivas relativas ao

    fato estudado. ainda descritiva, porque, de acordo com Gil (1991, p. 46), so juntamente

  • 31

    com as exploratrias, as que habitualmente realizam os pesquisadores sociais preocupados com

    a atuao prtica, pois, muitas vezes uma est ligada a outra.

    3.2 O CONTEXTO DA PESQUISA: ESPAO E SUJEITOS DA INVESTIGAO

    A rea de abrangncia desta pesquisa a cidade de Caic, que est localizada no estado

    do Rio Grande do Norte, com direcionamento aos microempreendedores individuais.

    De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica (IBGE) (2014), o

    municpio de Caic possui 62.709 habitantes, apresentando uma rea territorial de 1.228,583

    km, possui um clima semirido quente e seu bioma predominante a caatinga.

    Conforme o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributao (IBPT), em abril de 2015

    havia cerca de 4.623 empresas em Caic/RN, nas quais 1.817 so MEI. Deste total, foi feito

    uma amostra, para fins da pesquisa, de 25 microempreendedores.

    3.3 INSTRUMENTOS DE COLETA E SELEO DE DADOS

    A estratgia desta pesquisa definida como levantamento por amostragem. Conforme

    descreve Vergara (2003, p.50) a populao amostral ou amostra uma parte do universo

    (populao) escolhida segundo algum critrio de representatividade. Sendo assim, a amostra

    caracteriza-se como probabilstica, tendo em vista que todos elementos so selecionados

    aleatoriamente e possuem probabilidade conhecida de serem escolhidos.

    Em relao aos procedimentos tcnicos utilizados, fez-se uma pesquisa bibliogrfica

    para oferecer definies e explicaes sobre termos utilizados durante a anlise, que de acordo

    com Marconi e Lakatos (2007, p.71), [...] colocar o pesquisador em contato direto com tudo

    o que foi escrito, dito ou filmado sobre determinado assunto, inclusive conferncias seguidas

    de debates que tenham sido transcritos por alguma forma, quer publicadas, quer gravadas.

    Utilizou-se tambm, um estudo de caso, que conforme Santos (2004, p.30), consiste em

    selecionar um objeto de pesquisa, restrito, com o objetivo de aprofundar-lhe os aspectos

    caractersticos.

    Este tipo de procedimento possibilita maior complexidade do estudo dentro do que se

    prope, alm de oferecer procedimentos simples. Porm, h uma dificuldade na generalizao

    dos dados obtidos.

    Os dados foram coletados atravs de questionrios aplicados com os MEI do municpio

    de Caic/RN, cuja inteno verificar se o fluxo de caixa est servindo de ferramenta gerencial

  • 32

    para os empreendimentos destes. Logo, os resultados obtidos sero demonstrados por meio de

    grficos devidamente comentados.

  • 33

    4 ANLISE E DISCUSSO DOS RESULTADOS

    Neste captulo sero abordados os dados que foram obtidos na pesquisa, com a ajuda

    dos 25 MEI que se disponibilizaram a responder o questionrio, tornando possvel a coleta

    destes dados. Aps a anlise dos resultados, ser identificado a importncia do fluxo de caixa

    na gerncia MEI e o entendimento de algumas de suas dificuldades.

    4.1 PERFIL DO MEI

    Grfico 01 Sexo

    Fonte: Dados da pequisa (2015).

    O grfico acima aponta o sexo dos entrevistados, portanto, pode-se observar que o sexo

    feminino compe quase 70% da totalidade. Isso demonstra que a criao do MEI de grande

    importncia para a formalizao dessas mulheres que fazem do microempreendimento, seu

    meio de vida.

    32%

    68%

    Masculino

    Feminino

  • 34

    Grfico 02 Idade

    Fonte: Dados da pequisa (2015).

    O segundo grfico mostra uma boa distribuio de idades entre os entrevistados, a parte

    em que mais se destaca a que representa os jovens entre 18 e 24 anos representando apenas

    4% do total entrevistado. notrio que a maior procura por tornar-se MEI parte das pessoas

    acima de 25 anos.

    Grfico 03 Grau de escolaridade

    Fonte: Dados da pequisa (2015).

    Os dados referentes ao 3 grfico esto relacionados ao nvel de formao escolar dos

    entrevistados. Pode-se observar que a maioria destes estudaram at o ensino mdio,

    percentualizando um total de 52%, ou seja, pouco mais da metade concluiram o segundo grau.

    Somando-se os nveis mdio e fundamental, tem-se um total de 68%, enquanto que apenas 32%

    possuem nvel tcnico ou superior. Portanto, faz-se necessrio o incentivo ao estudo para uma

    melhor formao desses MEI, a fim de que cada vez mais os gestores sintam-se preparados para

    gerenciar seus negcios.

    4%

    28%

    12%28%

    28%18 a 24 anos

    25 a 30 anos

    31 a 35 anos

    36 a 40 anos

    Acima de 41 anos

    16%

    52%

    12%

    20%

    Fundamental

    Mdio

    Tcnico

    Superior

  • 35

    Grfico 04 Satisfao ps-formalizao

    Fonte: Dados da pequisa (2015).

    No 4 grfico percebe-se que os benefcios da formalizao faz com que nenhum

    entrevistado sinta-se insatisfeito com ela, pois mostra que 88% esto satisfeito e apenas 12 %

    satisfeito em parte. Isso mostra uma excelente aceitao pelo empresariado MEI, enfatizando o

    quo benfico foi a criao do referido nvel empresarial.

    Grfico 05 Possui funcionrio?

    Fonte: Dados da pequisa (2015).

    O grfico acima apresenta que quase 70% dos MEIs no possuem funcionrio, sendo os

    prprios gestores quem administram e trabalham na empresa. Isto quer dizer que, em sua

    maioria, os MEIs no contam com a ajuda de algum empregado para colaborar nos seus

    negcios.

    88%

    0%12%

    Sim

    No

    Em parte

    32%

    68%

    Sim

    No

  • 36

    Grfico 06 Sente dificuldades na gerncia?

    Fonte: Dados da pequisa (2015).

    Os dados esclarecem que apenas 12% dos entrevistados afirmaram sentir dificuldades

    em gerir seus negcios, e que 32% sentem, porm com menos frequncia. Assim sendo, pode-

    se observar que mais da metade dos MEIs tem confiana em sua gerncia, visto que 56%

    relatam no sentir dificuldades em gerir seus empreendimentos.

    4.2 O MEI E O USO DA FERRAMENTA FLUXO DE CAIXA

    Grfico 07 Todas as entradas e sadas monetrias so registradas?

    Fonte: Dados da pequisa (2015).

    O grfico acima revela que 60% dos entrevistados costumam registrar todas as suas

    receitas e despesas. Isto um ponto positivo, pois o registro das entradas e sadas monetrias

    o incio para a realizao do fluxo de caixa. Quanto aos 40% que no realizam esse mtodo,

    podem comprometer a gerncia do seu negcio, logo, estes no tem o suporte para as decises

    e, no caso de uma possvel crise ou at mesmo a entrada de concorrentes no mercado, ficaria

    difcil manter o equilbrio diante da falta de informaes sobre seu prprio empreendimento.

    12%

    56%

    32%Sim

    No

    As vezes

    60%

    40%Sim

    No

  • 37

    Grfico 08 Conhece a ferramenta fluxo de caixa?

    Fonte: Dados da pequisa (2015).

    Observando o grfico, percebe-se que a maioria dos entrevistados conhecem ou j

    ouviram falar sobre a ferramenta fluxo de caixa. Portanto, pode-se dizer que eles tm uma idia

    e/ou at mesmo sabem da importncia de realizar esse mtodo. Enquanto que apenas 4% da

    amostra no conhece o demonstrativo, um valor muito pequeno se comparado com a totalidade

    que conhece ou j ouviu falar. Deste modo, se todos esses que conhecem a ferramenta tambm

    utilizarem-a, o trabalho estar completo, seno, fcil faz-los utilizar, visto que bem mais

    prtico ensinar algo que j se conhece do que apresentar algo novo.

    Grfico 09 O fluxo de caixa realizado com frequncia?

    Fonte: Dados da pequisa (2015).

    Apesar do grfico anterior mostrar estatsticas satisfatrias, o 9 grfico no demonstra

    o mesmo. Esse apresenta que apenas 24% dos entrevistados realizam a ferramenta fluxo de

    caixa, um valor considerado muito baixo, menor at mesmo dos que alegam no realizar, j que

    representam 32% da totalidade. O maior percentual deu-se nos que declararam realizar com

    84%

    4% 12%

    Sim

    No

    J ouvi falar

    24%

    32%

    44% Sim

    No

    As vezes

  • 38

    menor frequncia o uso deste demonstrativo, perfazendo um total 44%. Isso visto como um

    ponto negativo, pois o fluxo de caixa deve ser usado continuamente, ou seja, sua realizao tem

    que manter-se constante, deixar de realiz-la em determinado momento um risco, afinal,

    perder informaes referente a algum perodo poder fazer falta no planejamento mais frente.

    Logo, percebe-se que apesar da grande maioria conhecer a ferramenta e, possivelmente, saber

    de seus benefcios, 76% dos entrevistados no utilizam-a ou pelo menos no usam da forma

    correta, perdendo os ganhos oferecidos por esse demostrativo.

    Grfico 10 Tem dificuldades na elaborao da DFC?

    Fonte: Dados da pequisa (2015).

    O 10 grfico expe que quase metade de toda amostra tem dificuldades na elaborao

    do fluxo de caixa, o que perfaz um total de 48%. Essa estatstica pode ser a explicao para o

    resultado negativo do grfico anterior, visto que as pessoas no elaboram o demonstrativo por

    no sentirem-se preparadas. Enquanto que apenas 28% no sentem nenhuma dificuldade em

    elabor-lo, 72% afirmam sentir, por isso, necessrio um trabalho de divulgao da importncia

    do uso da DFC e ainda de como elabor-la. Isto poderia ser desenvolvido por entidades de apoio

    ao MEI, como o caso do Sebrae.

    48%

    28%

    24%

    Sim

    No

    As vezes

  • 39

    Grfico 11 Algum auxilia na elaborao da DFC?

    Fonte: Dados da pequisa (2015).

    Este grfico explana que 48% dos entrevistados no possuem nenhum auxlio para

    elaborao do fluxo de caixa, enquanto que 52% buscam ajuda para execut-lo. Deste modo,

    entende-se que para auxiliar nas dificuldades, pouco mais da metade dos MEIs questionados,

    procuram ajuda para a realizao deste demonstrativo. Destes, apenas 24% recorrem ao

    contador, por isso, observa-se a necessidade da proximidade deste profissional junto aos

    microempresrios, que tanto podem precisar de sua colaborao.

    Grfico 12 Os dados gerados pela DFC so utilizados para tomada de decises?

    Fonte: Dados da pequisa (2015).

    Os dados acima apresentam com maior destaque que 44% dos MEIs nunca utilizaram

    os dados gerados pelo fluxo de caixa, ou seja, sequer buscaram informaes na DFC para algum

    suporte gerencial. Logo, entende-se que quase metade dos entrevistados gerenciam seus

    estabelecimentos sem nenhum auxlio desta ferramenta. Dessa forma, deixam de obter

    informaes bastante relevantes para o desenvolvimento de seu negcio, impedindo-os de

    24%

    28%

    48%Sim, meu contador.

    Sim, conhecidos.

    No

    28%

    44%

    28%

    Sempre

    Nunca

    S quando necessrio

  • 40

    realizar um bom planejamento. Enquanto que 28% tiram proveito dos dados gerados por esse

    demonstrativo para a tomada de decises, o restante utiliza-os quando acham necessrio o uso

    destes.

    Grfico 13 Acredita que o uso do fluxo de caixa facilita a gerncia empresarial?

    Fonte: Dados da pequisa (2015).

    Apesar de alguns resultados anteriores apresentarem percentuais negativos quanto ao

    registro, realizao e utilizao dos dados gerados, neste ltimo grfico pode-se perceber um

    resultado bem diferente. O grfico mostra que 92% dos entrevistados acreditam que a

    ferramenta fluxo de caixa pode sim facilitar a gerncia, tornando, assim, o resultado bastante

    satisfatrio para a pesquisa, pois aponta que os MEIs acreditam nos benefcios que essa

    ferramenta prope e reconhecem que o seu uso ajudaria no suporte necessrio para gerenciar

    seu empreendimento. Os demais afirmaram no acreditar que esta ferramenta pode facilitar

    pouco.

    92%

    0%

    8%

    Sim

    No

    Pouco

  • 41

    5 CONSIDERAES FINAIS

    O trabalho teve como objetivo mostrar a relao entre o MEI e a DFC, tendo em vista

    que a proposta era apontar este demonstrativo como uma ferramenta indispensvel para uma

    gesto empresarial eficiente, buscando entender at que ponto o gestor utilizava-a como suporte

    no auxlio de suas decises.

    Para alcanar os resultados, foi necessrio a colaborao de 25 microempreendedores

    da cidade de Caic/RN que se dispuseram a responder o questionrio, contribuindo, assim, com

    a arrecadao dos dados. Sobre microempresas Gomes (2004) discorre que um fator importante

    caracterstico deste tipo de empresa a estratgia utilizada, geralmente formulada pelo seu

    dirigente principal, que por sua vez, tambm o proprietrio que na maioria das vezes no tem

    acesso a tcnicas modernas de administrao e planejamento financeiro. O MEI como sendo

    tambm um tipo de microempresa, no foge a essas caractersticas, por isso a DFC, como

    ferramenta de uso simples e prtico, um instrumento se encaixa bastante com tais empresas.

    Portanto, o motivo dessa pesquisa verificar o grau de utilizao, compreenso e aplicao de

    tal ferramenta por parte dessa classe empresarial a favor da gesto empresarial.

    Os dados revelaram algumas situaes adversas quanto ao uso do demonstrativo.

    Iniciando pelos registros, foi possvel perceber que grande parte armazena todo o seu

    movimento financeiro em uma agenda de uso pessoal, utilizada para essa finalidade. A partir

    disso, cria-se uma boa expectativa, visto que 84% dos entrevistados afirmam conhecer a

    ferramenta, assim, atrelado a efetivao do registro, seria um bom comeo para a realizao

    deste demonstrativo.

    No entanto, outros dados mostram o inverso, apontado que menos de dos

    entrevistados realizam com frequncia a DFC. Pode-se, ento, perceber que esse baixo ndice

    decorrente das dificuldades encontradas na elaborao desta, visto que 72% das respostas

    afirmaram isso. Esse resultado desfavorvel, diante das informaes perdidas que poderiam

    benefici-los.

    Foi possvel perceber, ainda, que os registros so realizados apenas por motivo de

    controle do patrimnio. Esse entendimento surgiu a partir da declarao de alguns

    entrevistados, que utilizam os dados gerados apenas para ter um suporte gerencial, ou seja,

    aquelas informaes so armazenadas somente para saber o movimento ocorrido durante o

    perodo. Ainda assim, os dados coletados mostram que h um interesse pela DFC por parte dos

    MEIs. Este fato comprovado quando 52% demonstraram procurar ajuda na busca da

  • 42

    efetivao deste demonstrativo, e reafirmado no instante em que 92% acreditaram que esta

    ferramenta facilita a gerncia empresarial.

    Por fim, chegou-se concluso que mesmo acreditando que o uso da DFC facilita a

    gerncia empresarial ajudando na tomada de decises, os MEIs, em sua maioria, no realizam

    o demonstrativo com frequncia. Logo, deixam de usar os resultados gerados pela anlise dos

    dados fornecidos por essa ferramenta. Observa-se, ento, que necessrio um apoio maior dos

    rgos de incentivo a essa classe empresarial, como o Sebrae, casa do empresrio e tambm de

    seus contadores na divulgao, elaborao e conscientizao de um bom planejamento,

    utilizando sempre os meios disponveis como o fluxo de caixa. O intuito tentar fazer com que

    o MEI consiga cada vez mais manter sua continuidade, aprendendo a superar os momentos

    difceis com um melhor desempenho, e tirar o mximo de proveito nos picos de vendas. Espera-

    se, ainda, que essa pesquisa tenha despertado um pouco mais de interesse em todos os

    envolvidos, principalmente os MEIs, quanto a importncia da ferramenta fluxo de caixa e seus

    benefcios para gesto eficiente.

  • 43

    REFERNCIAS

    ALMEIDA, Marcelo Cavalcante. Curso de Contabilidade Introdutria em IFRS e CPC. 1

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    e execuo de pesquisas, amostragens e tcnicas de pesquisas, elaborao, anlise e

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    MINAYO, Maria Ceclia de Souza. O desafio do conhecimento. So Paulo: Hucitec, 1993.

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    empresa e ser muito bem-sucedido. So Paulo: McGrraw-Hil, 1990.

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    das Operaes Representa o Real Fluxo de Caixa das Operaes? Revista Contabilidade e

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  • 46

    VERGARA, S. C. Projetos e Relatrios de Pesquisa em Administrao. 4 ed. So Paulo:

    Atlas, 2003.

  • 47

    APNDICE A

    UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE

    CERES - CAIC

    CURSO DE GRADUAO EM CINCIAS CONTBEIS

    QUESTIONRIO APLICADO AOS MEI MICROEMPREENDEDORES INDIVIDUAIS

    Caro MEI,

    Esse questionrio faz parte de um estudo realizado com empresas do MEI Caic/RN, como

    parte do trabalho de concluso de curso. Os dados aqui adquiridos so exclusivamente de uso

    acadmico.

    Segundo Chiavenato, o caixa o rgo responsvel pela efetivao de pagamentos e liquidao

    de dividas, bem como dos recebimentos das receitas empresariais. Logo, fluxo de caixa seria o

    registro dessas entradas e sadas monetrias para um maior controle administrativo.

    Nome da empresa (fantasia):

    Ramo da empresa:

    01) sexo?

    ( ) Masculino ( ) Feminino

    02) Idade?

    ( )18 a 24anos ( )25 a 30anos ( )31 a 35anos ( )36 a 40anos ( )Acima de 41anos

    03) Qual seu grau de escolaridade?

    ( ) Fundamental ( ) Mdio ( ) Tcnico ( ) Superior

    04) Est satisfeito aps sua formalizao?

    ( ) Sim ( ) No ( ) Em Partes

  • 48

    05) Possui funcionrio?

    ( ) Sim ( )No

    06) Senti dificuldades de gerir seu prprio negcio?

    ( ) Sim ( ) No ( ) s vezes

    07) Costuma registrar todas as entradas e sadas de dinheiro da empresa?

    ( ) Sim ( )No

    08) Conhece a ferramenta Fluxo de Caixa?

    ( ) Sim ( ) No ( ) J ouvi falar

    09) Realiza com frequncia seu Fluxo de Caixa?

    ( ) Sim ( ) No ( ) s vezes

    10) Senti dificuldade na elaborao e atualizao de dados do fluxo de caixa?

    ( ) Sim ( ) No ( ) s vezes

    11) Algum te auxilia na elaborao do fluxo de caixa?

    ( ) Sim, meu contador ( ) Sim, conhecidos ( ) No

    12) Utiliza os dados gerados pela ferramenta fluxo de caixa para a tomada de decises?

    ( ) Sempre ( ) Nunca ( ) S quando necessrio

    13) Acredita que o uso da ferramenta fluxo de caixa facilita a gerncia empresarial?

    ( ) Sim ( ) No ( ) Pouco

  • 49

    Modelo 01 - Fluxo de Caixa

    REFERNCIA

    CHIAVENATO, Idalberto. Administrao Financeira. Rio de Janeiro: Editora Elsevier,

    2005.

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