Folha Maçônica 391

  • View
    218

  • Download
    0

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Revista de conteúdo de interesse para os iniciados da Arte Real

Text of Folha Maçônica 391

GRANDES INICIADOSLivro destaca a atuao de trs importantes maons negros na luta por igualdade de direitos para negros e brancos

Maonaria : os maons negros na histria do Brasil. Ontem e hojeHelio P. Leite (09.02.2011)

Novo estudo da historiadora paulista Clia Maria Marinho de Azevedo revela o papel central que maons negros tiveram nas lutas por cidadania e igualdade de direitos para as 'pessoas de cor', que aconteceram quando o Brasil ainda estava em formao. E, como importantes protagonistas do processo abolicionista, o que fazem, atualmente, os negros vinculados a essa ordem para ajudar a populao negra a superar os problemas decorrentes da existncia do racismo em nosso pas?

Fortemente influenciada pelo iluminismo, a maonaria moderna adota o lema Liberdade, Igualdade, Fraternidade, imortalizado pela Revoluo Francesa. Em suas lojas, que so seus organismos de base, os 'irmos' se renem regularmente para discutir os mais variados temas e, de alguma forma, tornar-se melhores cidados e contribuir para uma sociedade melhor.

Presente no pas desde o perodo colonial, a maonaria por longo tempo exerceu forte influncia sobre os rumos polticos do pas. O que havia de comum entre Andr Rebouas, Jos do Patrocnio; Joo Maurcio Wanderley - Baro de Cotegipe, Luiz Gama; Antonio Carlos Gomes, Rui Barbosa de Oliveira, Francisco Glicrio, Nilo Peanha e Castro Alves? Todos eram afrodescendentes e maons: a presena de muitos homens negros de elite entre os maons brasileiros do sculo XIX chamou a ateno da historiadora Clia Maria Marinha de Azevedo, que percebeu a importncia de estudar de uma forma articulada as histrias da maonaria e das 'pessoas de cor' na poca da escravido.

Desse estudo nasceu o livro Maonaria, Anti-Racismo e Cidadania, lanado pela editora Annablume. A obra coloca seu foco em trs personagens: Francisco Ge Acaiaba Montezuma, o Visconde de Jequitinhonha; Francisco de Paula Brito - tipgrafo, jornalista e editor, fundador da afamada sociedade literria Petalgica; e Joaquim Saldanha Marinho - lder republicano e gro-mestre do Grande Oriente do Brasil. "Foi pesquisando as vidas e os escritos de maons ilustres que percebi haver uma dimenso antirracista importante em suas lutas pelos direitos de cidadania", diz Clia, acrescentando que para Paula Brito, assim como para muitos outros brasileiros afro- descendentes que viveram entre 1830 e 1870, era fundamental fazer valer os direitos gravados na Constituio de 1824, que no distinguia as 'cores' de seus cidados, mas to somente os 'seus talentos e virtudes'. " claro que aqui no se incluam os escravos, ou seja, uma imensa parte da populao que no tinha existncia naquela constituio monrquica", ressalva a historiadora.

A luta antirracista daqueles maons negros de meados do sculo XIX procurava impedir a reafirmao de uma hierarquia racial pblica, herdada dos portugueses. Eles se posicionavam contra a classificao das cores dos cidados justamente por temerem que esses fossem impedidos de ocupar cargos, de fazer carreiras administrativas e profissionais. "Na poca dos portugueses, alm dos regimentos militares segregados (pretos, pardos e brancos), era preciso pedir dispensa de 'defeito de cor' para ocupar determinadas posies pblicas e isto, claro, ainda estava bem fresco na memria daqueles que atuaram nessas primeiras dcadas do Brasil independente", informa Clia.Fonte: http://www.formadoresdeopiniao.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=9648:maconaria--os-macons-negros-na-historia-do-brasil-ontem-e-hoje&catid=66:templo&Itemid=136 SMBOLOSDa Maonaria testa Maonaria desta (I)

Escrito por Rui Bandeira (repassado pelo Irmo Paulo Cunha)

Definido o que se deve entender por desmo e por tesmo, estamos ento em condies de indagar se existe uma Maonaria testa e uma Maonaria desta, quais os significados destas expresses e as diferenas entre elas.

Na poca da Maonaria Operativa, no havia discusses na Europa. Era-se cristo ou judeu e ponto final. A religio entrava na vida de cada indivduo, no atravs de uma busca racional, mas como uma caraterstica essencial. E a religio era o que os responsveis da Igreja diziam que era. Analisar questes teolgicas era encargo de muito poucos de entre os pouqussimos que sabiam ler e escrever. A grande massa dos Povos tinha a religio do Estado onde se encontrava ou do senhor a quem servia. No era, sequer, uma questo de escolha. Era de sobrevivncia. Literalmente falando. No se punha, pois, a questo de se ser desta ou testa. O conceito de desmo nem sequer existia. Todos eram testas, porque todos eram crentes. E quem no fosse, calava e fingia s-lo, se queria continuar integrado na sociedade, vivo e de boa sade...

Na Europa de ento, opes religiosas havia duas: o cristianismo (primeiro apenas sob a batuta do papa de Roma; depois, com a Reforma, com dois grandes campos de escolha: o catolicismo ou, com diversas variantes, o que se convencionou chamar de protestantismo) e o judasmo, aquele amplamente maioritrio. Todos os maons eram, por definio, crentes. E cristos. A Maonaria Operativa, como instituio eminentemente profissional, no destoava do resto das instituies existentes. E todos eram testas. Nem se concebia que pudesse ser diferente! O tempo e a evoluo social, porm, vieram a alterar esta situao.

A partir de finais do sculo XVI, incios do sculo XVII, gradualmente as Lojas manicas operativas comearam a admitir elementos no integrantes da profisso de construtores em pedra. Foram senhores que mandavam construir igrejas e contratavam e pagavam, para esse efeito, os oficiais construtores, exercendo sobre estes manifesta influncia econmica, que demonstravam interesse em compartilhar dos segredos da Arte Real da construo, foram influentes cavalheiros ou nobres que assumiam o papel de protetores das corporaes de maons, enfim, a pouco e pouco foram sendo Aceites no construtores nas Lojas. E as Lojas passaram a ser locais de congregao de maons livres e aceites. Maons livres, os oficiais construtores que no dependiam de senhores, que eram livres de trabalhar e exercer o seu ofcio onde quisessem e pudessem. Maons aceites, aqueles que, no sendo oficiais construtores, tinham sido aceites no seio das Lojas.

Os maons aceites eram mais letrados do que os maons livres. Uma vez inteirados dos segredos da arte de construir - particularmente as tcnicas ancestrais aplicando princpios geomtricos -, tinham a vantagem competitiva da sua maior instruo, do seu mais profundo e alargado conhecimento, da sua maior influncia social. A pouco e pouco, os maons aceites foram-se sobrepondo aos maons livres, quer em nmero, quer na conduo dos destinos das Lojas, quer na escolha dos trabalhos de Loja, dos ensinamentos a transmitir em Loja. E, ao longo de pouco mais de um sculo, a Maonaria transformou-se de Operativa em Especulativa, de simples agremiao de construtores em instituio de discusso livre, de especulao filosfica, de aperfeioamento moral e no j de mera aprendizagem profissional.

Paralelamente, vivem-se os tempos do Iluminismo, da emergncia do racionalismo, da popularizao das ideias de Kant, de Locke, de muitos outros. A Royal Society, sociedade dedicada ao avano e divulgao das cincias constituda e muitos dos seus fundadores e elementos impulsionadores so maons aceites.

Por outro lado, viveram-se e ainda esto bem inseridos na memria coletiva britnica tempos de profundos e dolorosos conflitos polticos e religiosos. Stuarts contra Oranges e depois Hanovers, catlicos contra anglicanos, jacobinos contra realistas. Viveram-se na Gr-Bretanha tempos revolucionrios, lutas ferozes e sangrentas, prises e decapitaes, que em nada ficaram a dever mais famosa das Revolues, a Revoluo Francesa. De tudo isto, acabou por resultar o fim do Estado Confessional, a aceitao, primeiro tmida, depois crescentemente consensual, da Liberdade de Religio. O Homem podia j pensar sobre os fundamentos da sua crena. E f-lo.A postura de cada um em face do Divino j no dependia exclusivamente da aceitao da Revelao das Escrituras e dos ensinamentos dos profetas e ministros religiosos. Kant indicou o caminho, os acontecimentos romperam o dique e muitos foram progressivamente percorrendo a vereda da descoberta do divino atravs da Razo. J no havia apenas o caminho exclusivo da F para a Crena. Outro tambm se abriu, o caminho da Razo. J no havia s tesmo, tambm apareceu e autonomizou-se o desmo.

Atravs do seu desassossego intelectual, os maons aceites no se limitaram a "colonizar" a Maonaria Operativa e a transform-la em Maonaria Especulativa. Tambm na Maonaria introduziram os princpios e o conceito do desmo. Sobre uma pr-existente Maonaria testa construram uma Maonaria desta. Num dos prximos textos, espero conseguir explicar como.

Fonte:In Blog "A Partir Pedra" - Texto de Rui Bandeira (04.11.2008)A POLMICA NA FOLHAA vulnerabilidade dos grupos da internet (II_II)

Ser que o(s) moderador(es) do Grupo perceberam a presena do hacker manico?

Relativamente tensos enviamos no mesmo dia, o questionrio preenchido ao Moderador do grupo. Dois dias depois a reposta: um e-mail com o seguinte contedo (real, porm com outra formatao).

Ol,

O seu pedido para entrar no grupo EmbromationsBraziu no foi aprovado. Os moderadores grupos do Yahoo! podem escolher restringir a associao ao grupo ou no. Os moderadores que optam por grupos estritos tambm escolhem quem pode ser admitido no grupo.

Observe que esta deciso final e que o Yahoo! Grupos no tem controle sobre a deciso dos proprietrios ou moderadores de grupos.

Voc pode encontrar outros grupos interessantes fazendo buscas, ou navegando pelo diretrio de grupos: http://br.groups.yahoo.comSe voc quiser criar o seu prprio grupo, visite: http://br.groups.yahoo.com/startObrigado por escolher o Yahoo! Grupos.

Saudaes,

Equipe do Yahoo! Grupos

O uso que voc faz do Yahoo! Grupos est sujeito aoshtt