Folha Regional de Cianorte - Edição 1329

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Versão Impressa da Edição 1329 da Folha Regional de Cianorte com circulação na terça-feira, 10 de novembro de 2015

Text of Folha Regional de Cianorte - Edição 1329

  • CIANORTE-PR - TERA-FEIRA, 10 DE NOVEMBRO DE 2015 - ED. N 1.329 - Web: www.folhadecianorte.com - Email: folhadecianorte@gmail.com

    1 O JOrnal da famlia!

    Ano 14 - Edio n 1.329 - R$ 2,00 - Site: www.folhadecianorte.com - E-mail: folhadecianorte@gmail.com - Fone (44) 3018-2876

    Tera-feira, 10 de Novembro de 2015

    Estudo do Governo mostra setores estratgicos para atrao de investimentos

    INFRAESTRUTURA

    DESENVOLVIMENTO

    COMEMORAO

    Deputado Jonas prestigia reativao do CODESC

    Merendeirasrecebem homenagem pelo seu dia

    PG. 2

    PG. 2

    PG. 8

    PASSO ADIANTE

    Prefeitura de Cianorte inaugura quadra esportiva cobertana Escola Gonalo GutierresInfraestrutura que presta homenagem ao radialista Silvio Rogrio fruto do investimento de R$ 245 mil e beneficia toda a regio do Jardim Morada do Sol. PG. 8

    Assessoria/PMC

    Arquivo ANPr

  • CIANORTE-PR - TERA-FEIRA, 10 DE NOVEMBRO DE 2015 - ED. N 1.329 - Web: www.folhadecianorte.com - Email: folhadecianorte@gmail.com

    2 O JOrnal da famlia!

    CONSELHO

    AssessoriA pmc

    A noite da ltima quin-ta-feira (5), foi especial na sede da ACIC (Associao Comercial e Empresarial de Cianorte), quando entida-des da sociedade civil orga-nizada se juntaram para a cerimnia de reativao do Conselho de Desenvolvi-mento Econmico e Social de Cianorte o CODESC.

    O Conselho foi fundado na dcada de 1990, por ini-ciativa da instituio, reu-nindo um grande nme-ro de entidades de classe e clubes de servio, com o objetivo de ser porta-voz dos anseios da sociedade cianortense. Por meio de fruns de debates passou a auxiliar o municpio a es-tabelecer prioridades, pro-movendo iniciativas de in-teresse comum para o seu

    Deputado Jonas Guimares prestigia cerimnia de reativao do CODESC

    AeN

    Um estudo feito pelo Governo do Paran defi-niu seis setores prioritrios para atrao de investi-mentos ao Estado nos pr-ximos anos. A ideia re-forar segmentos em que o Paran j tem presena for-te e tambm desenvolver mercados com potencial tecnolgico, de gerao de valor agregado e emprego.

    Os setores estratgicos so Tecnologia da Informa-o e Eletroeletrnico, Tec-nologia da Agroindstria, Sade e Beleza, Automoti-vo e Transporte, Areoespa-cial e Defesa, e Energia.

    Em 2011 ns lana-mos o Paran Competiti-vo, programa de atrao de investimentos baseado em vetores como gerao de emprego e tecnologia e preservao do ambiente. Agora estamos dando um passo adiante em nossa po-ltica de desenvolvimento econmico, ao formular um plano direcionado a seg-mentos de alta tecnologia, nos quais temos grandes vantagens comparativas em relao a outros esta-dos, ou mesmo outros pa-ses, como expertise, recur-sos materiais abundantes, infraestrutura e localizao estratgica, explicou o go-vernador Beto Richa.

    O Paran Competitivo, lembrou Richa, cria mais de 180 mil empregos em

    curto e mdio prazo. Ago-ra, neste novo projeto, o Estado pensa mais a mdio e longo prazos.

    DIAGNSTICO O Estado desenvolveu

    um plano estratgico, por setor, para atrao de in-vestimentos, segundo Adal-berto Netto, presidente da Agncia Paran de Desen-volvimento (APD), do Go-verno Estadual.

    preciso ter em mente que precisamos gerar em-pregos de alto valor para as futuras geraes, para no corrermos o risco de perder a mo de obra especializa-da e qualificada para ou-tros Estados, afirma.

    Um diagnstico fei-to pela APD aponta para a necessidade de o Paran aproveitar a sua alta com-petitividade para atrair in-vestimentos de maior com-plexidade econmica. O Estado precisa completar sua transformao indus-trial. Hoje o Paran tem uma produo basicamente de mdia e baixa complexi-dade, diz. Quanto mais so-fisticado o produto, como avies, mquinas, compu-tadores, mais complexa e prspera a sua economia.

    Precisamos aproveitar o que temos de melhor, que a mo de obra qua-lificada, a infraestrutura, a logstica e o acesso aos grandes mercados consu-midores e um bom dilogo

    com o setor privado para atrair esse tipo de investi-mento, diz.

    O Paran um dos Esta-dos que mais atraem inves-timentos produtivos no Pas. Desde 2011, j recebeu R$ 40 bilhes em investimentos de empresas privadas e esta-tais, com a criao de 99 mil empregos, por meio do pro-grama de incentivos Paran Competitivo.

    O Estado considerado o terceiro mais competiti-vo do Pas atrs apenas de So Paulo e Rio de Janeiro -, de acordo com o ranking da consultoria britni-ca Economist Intelligence Unit. O levantamento leva em conta oito categorias decisivas para a realizao de negcios como ambien-te poltico, econmico, regi-me tributrio e regulatrio, poltica para investimentos estrangeiros, recursos hu-manos, infraestrutura, ino-vao e sustentabilidade.

    AES Alm de fazer o diagns-

    tico da atual situao des-sas cadeias produtivas, a APD prepara estudos para guiar aes para o desen-volvimento, que envolvem desde capacitao de mo de obra e criao de novos cursos universitrios at rodadas de visitas a pos-sveis investidores. Alm disso, negocia com insti-tuies financeiras interna-cionais parcerias com a Fo-

    mento Paran para apoio a investimentos.

    O Paran j tem uma base consolidada na maio-ria dos setores includos no plano estratgico, mas a ideia adensar a produo.

    AUTOMVEIS E TRANPORTE No setor automotivo, o

    Estado j o terceiro maior polo do Pas, atrs de So Paulo e Minas Gerais. Atu-almente so cerca de mil in-dstrias ligadas produo automotiva e de transporte no Estado, que responde-ram por 11% da produo nacional em 2014, de acor-do com a Associao Nacio-nal de Fabricantes de Vecu-los Automotores (Anfavea)

    Nesse segmento, a mo de obra paranaense trs vezes mais competitiva do que a dos outros Estados. um segmento estratgico, diz Adalberto Netto.

    SADE E BELEZA A inteno atrair no-

    vas empresas e investidores tambm para o setor de sa-de e beleza. O Brasil o ter-ceiro maior mercado consu-midor de produtos de beleza do mundo, atrs dos Estados Unidos e da China. O fatura-mento do setor foi de R$ 101 bilhes em 2014, de acordo com dados da Associao Brasileira da Indstria de Hi-giene Pessoal, Perfumaria e Cosmticos (Abihpec). O Pa-ran gera 6% da receita do

    setor no Pas. Segundo Marina Spe-

    rafico, assessora tcnica da APD, uma das vanta-gens da indstria da bele-za que ela menos sus-cetvel aos efeitos da crise econmica e vem apresen-tando taxas de crescimento elevadas nos ltimos anos. Dados da Abihpec mostram que nos ltimos 19 anos, o setor registrou crescimento real (j descontada a infla-o) de 10%.

    AEROESPACIAL E DEFESA O Paran assinou um

    acordo com a fabricante de aeronaves russa Irkut para implantar em Maring uni-dades de fabricao de pe-as e partes de aeronaves e centros de operao para atender o Brasil e a Amrica Latina. A Irkut vai funcionar como uma espcie de n-cora para atrair novos in-vestimentos no setor. Entre as propostas est a criao de um curso de engenharia aeronutica e de mecatrni-ca aplicada na Universidade Estadual de Maring (UEM) para formar mo de obra especializada para as inds-trias do setor. Uma parte da rede de fornecedores do setor automotivo tambm pode vir a integrar essa ca-deia de produo.

    TECNOLOGIA DA AGROINDSTRIA Considerado um dos se-

    tores mais competitivos do Paran e com uma partici-pao de 30% na economia paranaense, o agronegcio considerado prioritrio para investimentos, com enfoque principalmente em inovao. O objetivo desenvolver a rea de bio-tecnologia.

    ENERGIA Maior gerador de ener-

    gia do Pas e dono do 43% do potencial energtico do Sul do Pas, o Estado quer atrair novos projetos, prin-cipalmente na rea de ener-gia renovvel e novas tecno-logias. Entre os alvos esto biomassa e energia solar.

    TI Com mo de obra qua-

    lificada disponvel, o setor de Tecnologia de Informa-o (TI) outro estratgico para investimentos no Esta-do. As regies de Curitiba, Londrina e Pato Branco, se consolidaram no desenvol-vimento de empresas do setor. O Paran responde por 10% do faturamento do setor de TI no Brasil e 7,4% do nmero de em-pregados. De acordo com Adalberto Netto, o Gover-no do Paran prepara uma nova lei para conceder be-nefcios para desenvolvi-mento de TI na rea de e--commerce. Duas lderes mundiais do setor esto negociando sua instalao no Estado, afirma.

    Estudo do Governo do Paran mostra setores estratgicos para atrao de investimentosIdeia reforar segmentos em que o Paran j tem presena forte e tambm desenvolver mercados com potencial tecnolgico

    desenvolvimento. Outro objetivo, foi exercer ao poltica junto aos poderes Municipal, Estadual e Fede-ral, visando atender os an-seios da comunidade. Em 1999, pela Lei 2.010/99, o CODESC foi declarado de utilidade pblica. Entre as conquistas do CODESC na dcada de 1990, foi a auto-rizao junto ao Ministrio do Oramento da Unio, por meio da Secretaria de

    Patrimnio da Unio, a ces-so de uso dos Armazns do IBC, localizado no Par-que Industrial de Cianorte.

    A cerimnia de reati-vao do conselho contou com a presena do deputa-do estadual Jonas Guima-res, vereadores, lideran-as, entidades de classe e representantes das univer-sidades e estudantes. O pre-sidente da ACIC, Luiz S-rio Cascardo, relembrou o

    passado do Conselho e afir-mou a importncia da rea-tivao. O CODESC ser um importante porta voz da populao, realizaremos fruns, debates, e estabele-ceremos prioridades junto aos poderes municipais, es-taduais e federais, de forma que, pensando juntos, nos-sa cidade cresa mais, dis-se Cascardo.

    O deputado Jonas Gui-mares afirmou que, com

    a sociedade pensando em conjunto, se pensa me-lhor. O Conselho se jun-tar ao poder constitudo e as lideranas do muni-cpio devem se unir para somarmos ideias, todos os segmentos da nossa socie-dade e, assim, discutiremos o que ser feito para o cres-cimento e desenvolvimento de Cianorte, afirmou.