Folk Magazine Nº 12 - À Camponesa

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Uma mistura de pessoas, tradições, artes, música, moda, gastronomia e tudo o que você espera em uma revista como você nunca viu. Folk Magazine!

Text of Folk Magazine Nº 12 - À Camponesa

  • Ano 2 Edio 12 R$ 5,90

    ManbolO pas do futebol resolveucriar seu prprio esporte

    VINILO charme est no rudo

    Festival de TeatroCuritiba no perde a tradio

    uma vida como antes: simplesmente linda

    CAMPONESA

    SOROBANMuito mais do que uma calculadora antiga

  • Origens.

  • Expediente

    Contato para assinaturas, aquisio de exemplares avulsos e anncios:andre@folkmagazine.com.brwww.folkmagazine.com.br

    (41) 9644 9677

    Ano II, Edio n. 12, Maro 2013

    Periodicidade: MensalCirculao: Editor-chefe: Andr Fiorani Diagramao: Andr FioraniColaboradores:

    Fotgrafa: Nina Vilas BoasGrca: Phalcom

    So Jos dos Pinhais e Curitiba

    * Todos os direitos do material impresso so reservados. O uso parcial ou integral do material publicado somente ser permitido com a autorizao prvia da FOLK magazine.

    Amanda Malucelli (Viajo), Carla Franco, Julia Alcntara,Felipe Belo (Fala Mestre), Naiana Silva, Ligia Fiorani, Naiara Fachini, Vitor Malmann, Camila Collita, Andreia Pisco,Flvia Cruz, Camila Carbornar, Jorge Camargo, Annelize Ortega

    FOLKmagazine

    editoria

    O espao urbano cresce e toma conta da paisagem com seus belos monumentos de concreto, deixando nossas cidade maiores, mais populosas. A economia agradece. O desenvolvimento tambm. Todavia, importante que seja olhado para o lado verde natural ao redor da selva de pedra para que lembremos das beleza proporcionada pela natureza. Enquanto planejamos o crescimento para o futuro, de suma importncia perceber que o passado pede uma reflexo sobre a vida que levamos hoje e a vida que nossos antepassados tinham. A FOLK traz, neste ms, uma edio com o lado mais simples da vida. Distante das badalaes, das grandes festas. Neste ms quem manda o campo. Mas, mais do que isso, neste ms, quem manda mesmo so as mulheres. Maro, ms da mulher. E ns no poderamos deixar de prestar homenagem. Alm disso, nesta edio voc encontra um guia para o Festival de Curitiba, com as principais peas e atraes. Tem tambm a nossa fotgrafa abrindo um pouco de seu lado profissional no Cases de Sucesso. Falando em passado e falando em sucesso, uma matria super legal sobre vinil, explicando porque tanta gente ainda ama esta mdia. No suficiente? Ento tem China, tem Inglaterra, tem gastronomia vegetariana, tem cerveja importada, tem dieta, corrida. No perca as contas. Mas, se perder, tem soroban tambm, para facilitar a matemtica. Agora sim. Espero que seja o suficiente. Que o ar do campo renove suas esperanas para que os meses deste ano seja refletos de boas novidades. tima leitura para todos.

    Andr Fiorani, Apreciador urbano e da natureza.

    Origens.

    FOLK

    magazine

  • sumrio

    6 tecnologia

    33 CAPA

    MARO 2013

    44 cidade

    FOLKmagazine

    40 sociedade

    8 cases de sucesso

    19 msica

    42 colunas

    38 tendncias39 estilos

    12 entretenimento

    26 esportes22 beleza

    28 viagem30 gastronomia

    43 educao

    48 sade

    sua vida, seus espaos

    Cozinhas | Dormitrios | Salas | Escritrios | reas de Servio | Banheiros60 lojas exclusivas em todo o Brasil | 0800 702 8500 | www.evviva.com.br

    Rua Saldanha Marinho, 1325 - Batel - Curitiba - PR - evviva@evvivacuritiba.com.br - T (41) 3324.2346

    Ambientes Personalizados

    vert

    icec

    om.c

    om.b

    r

    10 negcios

    20 cultura

    FOLK

    magazine

  • frog

    sua vida, seus espaos

    Cozinhas | Dormitrios | Salas | Escritrios | reas de Servio | Banheiros60 lojas exclusivas em todo o Brasil | 0800 702 8500 | www.evviva.com.br

    Rua Saldanha Marinho, 1325 - Batel - Curitiba - PR - evviva@evvivacuritiba.com.br - T (41) 3324.2346

    Ambientes Personalizados

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  • tecnologia

    Quem nunca usou Comic Sans que atire a primeira pedra. Sem dvidas, essa a fonte que tem o maior histrico no quesito discusses e polmicas. Uma conversa entre um designer e o dono do estabelecimento que insiste em usar Comic Sans no seu logotipo to intensa que fica fcil comparar com a rivalidade de brasileiros e argentinos discutindo sobre futebol. No seria exagero imaginar que esse assunto esteja quase entrando para a lista de temas sociais que devem ser evitados, como religio, futebol e poltica. Neste caso, foi a criao de um movimento para exterminar o uso da fonte e viver como se ela nunca tivesse existido. Mas, para entender melhor como toda essa confuso comeou, vamos voltar para 1994. Foi nesse ano que a Microsoft lanou a Comic Sans, para complementar um pacote de comic software que fazia parte do sistema. Quando aberto, ele era apresentado por um cachorrinho chamado Rover que, no incio, comunicava-se com os usurios usando bales escritos em uma fonte chamada Times New Roman. Criada ento para suprir uma necessidade e voltada para o universo infantil, a Comic Sans era usada em quadrinhos e materiais, que antes estavam sendo feitos com tipografias que no se ajustavam ao tema. Porm, com o passar do tempo, ela ganhou destaque e ficou to conhecida que hoje possvel encontr-la em cardpios, logotipos, projetos cientficos e, acredite se quiser, em lpides. Para os que odeiam, o seu grande problema vai alm de qualquer preconceito j estabelecido. Estudos mostram que o desenho da letra inadequado para leitura, mesmo quando usado para materiais infantis. E a que entram os designers e seu dio cultivado pela vida toda. Estudam em mdia quatro anos diversos assuntos como semitica, sintaxe visual e, claro, tipografia, matria focada no estudo das fontes.

    Em agncias de design e propaganda, por exemplo, muito comum selecionar de 20 a 80 fontes antes de escolher a ideal ou at mesmo criar uma nova do zero. At a escolha definitiva, so realizados estudos aprofundados e criteriosos para garantir identidades visuais impecveis. A vem algum e usa Comic Sans pelo fcil acesso, como se ela fosse a nica fonte bonitinha do computador.

    Mas, como para toda regra h sua exceo, vemos muitos designers por a que defendem e tentam salvar sua boa imagem. Na Frana, dois deles usaram a Comic Sans nos quadrinhos do Homem Aranha e do Quarteto Fantstico da Marvel, uma das empresas mais antigas e bem conceituadas nessa rea. Tudo para provar que bem usadas elas no deixam qualquer outra fonte ocupar o seu lugar. Um trabalho bem interessante, e diria radical, do Comic Sans Project, que defende o seu uso causando a transformao dos logotipos das marcas mais famosas.

    No final das contas, fcil entender porque o seu uso exagerado acaba trazendo tanta revolta. Alm de ser uma soluo fcil e de certa forma barata para leigos no assunto, acaba no trazendo para a marca a seriedade e comprometimento necessrios. Ento, o grande problema imposto pelos odiadores oficiais no est na prpria Comic Sans, mas na maneira como ela usada, que em 99% das vezes da forma tecnicamente incorreta.

    por: Annelize Ortega

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    FOLK

    magazine

  • cases de sucesso: nina vilas boas

    Em meados de 2009, surge no mercado curitibano de fotografias uma nova marca, um novo conceito. Janana Vilas Boas, a fotgrafa, lana a Nina Vilas Boas Fotografia. Tudo partiu de uma necessidade. Em 2009, quando comecei a me dedicar mais a fotografia, senti a necessidade de nomear minhas fotos e um amigo que trabalhava com publicidade me presenteou com a logo. Da em diante, todas as fotos que eu fazia agregavam minha marca. Desta mesma maneira, surgiu a necessidade de ter um blog ou site.Ento apareceram alguns clientes e eu precisava de um espao mais profissional do que o Flickr (rede social para fotgrafos), explica. A princpio, a ideia era ser fotgrafa de moda e fotografar para grandes veculos, a exemplo, a revista Vogue. Gosto da idia de me estabilizar como fotografa autnoma focada em fotos de pessoas, moda, books e trabalhos autorais, completa. Nina que tem seu trabalho bastante definido e marcante, pois expressa estilo e personalidade. reconhecida tambm pela alta qualidade de imagem, pelo uso da criatividade, inovao e tratamento marcante. Segundo ela, de acordo com dados da fanpage, cerca de 61% do seu pblico feminino e 38% masculino. Atinjo com mais fora a faixa etria de 18 aos 24 anos e em seguida a faixa de 25 aos 32 anos, pondera a fotgrafa.

    Paixo pela arte

    Para a fotgrafa, sua paixo pela arte sempre foi essencial para apresentar o melhor resultado de seu trabalho. Sempre gostei muito das artes. Desde pequena passava horas olhando livros de fotografia. Na escola, minha matria preferida era, com certeza, artes. Em relao mquina fotogrfica, entretanto, eu nunca tinha acesso. Afinal era filme, e filme tinha no mximo 36 poses e era caro demais pra eu ficar testando. Enquanto isso eu nutria uma paixo inexplicvel por Photoshop. Adorava seguir tutoriais e aprender tcnicas novas. Fui finalmente pegar uma cmera de verdade e ter acesso aos controles manuais de fotografia quando entrei no curso de publicidade, em 2007, onde uma das matrias era tcnicas bsicas de fotografia. Consegui um patrocnio paterno e comprei um mquina semi-profissional. Dai por diante fotografar se tornou meu hobby. Adorava montar cenas, produzir e chamar familiares e amigos cobaias para participar. E quanto mais produo, mais colorido e mais inesperadas se tornavam minhas fotografias, mais eu gostava. Isso sempre foi um incentivo.

    Referncias

    As principais referncias de Nina Vilas Boas vieram do Flickr. Eram pessoas como eu, que comeavam a se aventurar na fotografia, mas que inovavam com estilo e personalidade. A russa Anastacia Volkova e a inglesa Rosie Hardy eram duas profissionais que eu amava seguir. Me inspiravam com aqueles trabalhos. Depois que comecei a olhar alm do Flickr, o trabalho de grandes fotgrafos