Forma Sonata

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  • Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC Centro de Artes CEART Departamento de Msica Laboratrio de Ensino da rea de Fundamentos da Linguagem Musical

    Forma Sonata1 semestre de 2006

    Srgio Paulo Ribeiro de Freitas

    A Forma Sonata Traduo e resumo por Ricardo Mazzini Bordini UFBA1 de trechos dos captulos 11 e 12 de

    GREEN, Douglas M. Form in Tonal Music: An Introduction to Analysis. New York: Holt, Rinehart and Winston, 1979 (second edition), 1965 (first edition).

    Tpicos Captulo 11: Nota histrica sobre a Sonata e a Forma Sonata (pp. 178-82) Sobre o termo sonata. Sobre os esquemas de movimentos. Sobre sonata cclica. Distino entre

    esquema de movimentos e forma sonata 11- A. O Aspecto Geral da Forma Sonata (184-6) 11- B. A Seo da Tonalidade Principal [Primeiro Tema ou Grupo de Temas]. (pp. 186-8) 11- C. A Transio (pp. 188-97) O aspecto modulatrio da transio. Transies dependentes e independentes. A funo da transio. A

    transio parcialmente modulante. A transio no modulante. Transio com modulao de engano. Omisso da transio

    11- D. A Seo da Tonalidade Relativa [Segundo Tema ou Grupo de Temas].(pp. 197-99) Relaes entre os primeiro e segundo temas A tonalidade do segundo tema 11- E. Continuao da Seo da Tonalidade Relativa [Grupo ou Tema Conclusivo] (pp. 199-202) 11- F. A Seo do Desenvolvimento (pp. 202-10) Caractersticas gerais. O desenvolvimento curto: estrutura tonal e esboo. O desenvolvimento extenso:

    esboo. O desenvolvimento extenso: estrutura tonal. Variaes da estrutura tonal usual 11- G. A Recapitulao (pp. 210-18) O propsito da Recapitulao . Reapresentaes transpostas na recapitulao. Diferenas de esboo entre

    exposio e recapitulao [Condensao. Abreviao. Variao. Rearranjo. Expanso. Variantes Usadas em Combinao.]. Estruturas tonais irregulares na recapitulao [Apario da Recapitulao Antes da Concluso do V7 Interruptivo. Comeo da Recapitulao numa Tonalidade Diferente da Tnica].

    11 - H. Sumrio (pp. 218-19) (resumo)

    Resumo | Captulo 12: Outros Aspectos da Forma Sonata (pp. 220-33) 12 - A. A Introduo Esboo da introduo. A estrutura tonal da introduo. Relaes temticas entre a forma sonata e sua introduo 12 - B. A Coda O Ps-desenvolvimento. O eplogo. Tipos de estrutura tonal na coda. Movimento harmnico adicionado

    Fuso da coda e da recapitulao 12 - C. Modificaes da Forma Sonata A forma sonatina. Fuso do desenvolvimento e da recapitulao (sonatina ampliada). A Sonata Rondo

    Outras modificaes 12 - D. Sumrio (resumo)

    Nota histrica sobre a Sonata e a Forma Sonata (pp. 178-82) Sobre o termo sonata Nos ltimos 200 anos, o termo sonata tem sido geralmente reservado para obras executadas para um ou dois instrumentistas somente. Sonatas para trs executantes so chamadas trios, aquelas para quatro: quartetos, e para orquestra: sinfonias. Embora o nmero de executantes varie, tais obras tem tantas caractersticas formais importantes em comum que podemos nos referir a todas elas como sonatas. A histria da sonata complicada pelo fato de que a histria do termo no coincide com a histria do gnero. Durante o sc. XVI e antes, a palavra "sonata", significando uma pea para ser "soada" num instrumento, podia denotar qualquer tipo de composio instrumental. Como um gnero, a sonata era uma pea em vrias sees contrastantes para um ou mais instrumentos que, no incio do sc. XVII, podia ser designada por uma variedade de termos. Ricercare, canzona, sinfonia, capriccio, alm de sonata, apareciam como ttulos para tais peas, s vezes indiscriminadamente. Por volta da metade do sc. XVI, o estilo e a tcnica da cano francesa, uma composio polifnica baseada em contraponto imitativo e compreendendo um nmero de sees distintas, foi transferido para o teclado (HAM Nos. 91 e 118) e depois para um conjunto instrumental para tornar-se a canzon da [ou per] sonar(e) (HAM Nos. 136-175). Na primeira parte do 1 Disponvel em http://www.clem.ufba.br/. Acesso em maro de 2006.

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    sc. XVII, compositores italianos como Fontana, Landi, e Merula, escreviam sonatas com poucas sees, cada uma delas alargada isto , sonatas em vrios movimentos (HAM Nos. 198, 208, e 210). Devido ao enorme nmero e tipos de composies sendo escritas em vrios pases por muitos compositores, a histria da sonata no sc. XVII extremamente complexa. Aqui ser suficiente apontar que por volta de 1660 duas classes principais de sonatas emergiram. Ambas eram comumentemente escritas para dois instrumentos, tais como violinos, com basso continuo (geralmente executado por um violoncelo ou viola da gamba junto com rgo, cravo, ou algum outro instrumento capaz de produzir harmonias). A diferena entre elas tem a ver com o estilo e geralmente com o nmero de movimentos. Um tipo consistia em sua maior parte de peas em ritmo de dana - essencialmente era uma suite de danas - e era chamada sonata da camera (sonata de cmara). O outro era normalmente feito de peas num estilo mais sbrio, com os movimentos rpidos geralmente em textura imitativa, e como este tipo era freqentemente tocado na igreja, ficou conhecido como sonata da chiesa. Estes tipos foram relativamente padronizados por Corelli, com a sonata da chiesa consistindo de quatro movimentos (lento-rpido-lento-rpido). Os compositores da prxima gerao, tais como dall'Abaco, Geminiani, e Telemann, bem como Handel e Bach, continuaram e desenvolveram o tipo sonata da chiesa, geralmente transferindo-o para outro meio de execuo, tal como um instrumento solo (geralmente flauta ou violino) com continuo. A sonata da camera geralmente consistia de um preldio seguido por duas ou mais danas, tendo em torno de trs a seis movimentos no todo. Tais composies guardam uma estreita relao com a suite para teclado que foi cultivada em toda a Europa durante a final do sc. XVI e no sc. XVII. Durante o sculo XVIII, os conjuntos de peas de dana vieram a ser chamados de suites ou partitas mais do que sonate da camera. Os compositores do final do sc. XVIII, incluindo Haydn e Mozart, geralmente os chamavam serenades, cassations, notturni, ou divertimenti, e os escreviam como msica para funes sociais. Como tais, elas eram de uma qualidade apropriada - alegres, agradveis, divertidas, ou meramente bonitas. Com algumas notveis excees (p. ex., Mozart, K. 563), tais obras no eram caracterizadas por um contedo profundo ou intelectual.. Os compositores austracos e sul-alemes geralmente incluam ao menos seis movimentos (dois minuetos e dois movimentos lentos alm dos movimentos rpidos externos). O Septeto, Op. 20, de Beethoven, est propriamente includo na categoria da suite, junto com as suas duas Serenades, Op. 8 e Op. 25. O Octeto de Schubert, modelado no Septeto de Beethoven, outro exemplo. Sobre os esquemas de movimentos Para a sonata propriamente dita, dois esquemas padronizados de movimentos geralmente observados, emergiram no final da primeira metade do sc. XVIII: o esquema de trs movimentos e o de quatro movimentos. O esquema de trs movimentos (rpido-lento-rpido) era comum desde o incio do sc. XVIII quando era usado no somente na msica de cmara mas como o esquema padro da abertura [overture] de pera italiana, a sinfonia. No final do sc. XVIII e no sc. XIX este esquema de trs movimentos era na maior parte restrito a obras para um ou dois executantes, por exemplo, sonatas para piano e sonatas para violino ou algum outro instrumento solo e piano. O esquema de quatro movimentos era associado desde o tempo de Beethoven com sonatas requerendo qualquer nmero de executantes, de um (sonatas para piano Op. 2 de Beethoven) a centenas (Sinfonia No. 9 de Beethoven). Quando uma sonata tem quatro movimentos, os dois esquemas a seguir podem ser encontrados. O padro lento-rpido-lento-rpido era tpico da sonata da chiesa Barroca, mas raramente ocorreu desde ento (Haydn, Sinfonia No. 34 em R menor; Brahms, Horn Trio, Op. 40; Franck, Sonata para Violino). O esquema de quatro movimentos dos compositores clssicos foi primeiramente estabelecido em algumas sinfonias de Johann Stamitz e outros compositores que trabalharam em Mannheim por volta de 1750, que podem ter sido influenciados neste aspecto por uma sinfonia de 1740 do austraco G. M. Monn. Este esquema de movimentos compreende dois movimentos rpidos circundando dois movimentos intermedirios. Um destes movimentos intermedirios geralmente lento, o outro, um minueto. Pelo aceleramento do minueto, Beethoven, em efeito, criou o scherzo e, de seu tempo em diante, o minueto normalmente cedeu seu lugar ao scherzo. De tempos em tempos, sonatas com esquemas maiores ou menores que o padro de trs e quatro movimentos so encontradas. Sonatas de um movimento so representadas pelos compositores de teclado italianos do sc. XVIII, especialmente Domenico Scarlatti. sabido hoje, entretanto, que Scarlatti ordinariamente agrupava as suas sonatas em pares de modo que a maioria delas devem ser mais propriamente pensadas como formando sonatas em dois movimentos. A sonata consistindo de um s movimento foi revivida no sc. XIX por Liszt (Sonata para Piano em Si menor) e no infreqente no sc. XX (Sibelius, Sinfonia No. 7; Berg, Sonata para Piano; Schoenberg, Trio de Cordas). Deve-se notar que geralmente uma sonata que ostensivamente em um movimento, na verdade contm vrios movimentos tocados sem pausas (Barber, Sinfonia em Um Movimento; Schoenberg, Sinfonia de Cmara No. 1). Sonatas com dois movimentos foram escritas pelos compositores Clssicos (p. ex., sonatas para violino K. 301, 302, 304 e 305 de Mozart, e as sonatas para piano Opp. 49, 54, 78, 90, e 111 de Beethoven), mas aps Beethoven elas no so encontradas entre a grande msica do sc. XIX, a menos que a Sinfonia No. 8 ("Inacabada") de Schubert seja

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