fundacentro contru§£o civil

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  • Srie Engenharia Civil - n. 5

    MANUAL SOBRE CONDIES DE TRABALHO

    NA CONSTRUO CIVIL

    Segurana e Sade do Trabalhador

    MINISTRIO DO TRABALHO E PREVIDNCIA SOCIAL

    FUNDACENTROFUNDAO JORGE DUPRAT FIGUEIREDO

    DE SEGURANA E MEDICINA DO TRABALHO

  • MINISTRIO DO TRABALHO E PREVIDNCIA SOCIAL

    FUNDACENTROFUNDAO JORGE DUPRAT FIGUEIREDO

    DE SEGURANA E MEDICINA DO TRABALHO

    Manual sobre Condiesde Trabalho naConstruo Civil

    Segurana e Sade do Trabalhador

    Coordenador tcnico: DEOGLEDES MONTICUCOCoordenador das atividades de Engenharia de Segurana do Trabalho na Construo Civil da FUNDACENTRO

    Autora: FERNANDA GIANNASIEngenheira CMI e de Segurana to Trabalho - INSS/SP

    Ilustrador: ALFER (lvaro Ferreira Filho)

    SO PAULO 1991

  • 1 Edio - 1987 - FUNDACENTRO - Edio revisada - 1990, 1991

    Srie de Engenharia Civi n? 5 Catalogao

    da fonte: SDB/FUNDACENTRO

    UMA, Fernanda Giannasi de Albuquerque & ALFER. ilus.Manual sobre condies de trabalho na construo civil; segurana e sade do trabalhador. EcL rev. So

    Paulo. FUNDACENTRO, 1991.58p. Nus. (Srie Engenharia Civil n? 5)

    1. Construo civil - Trabalhei condies de 2. Choque eltrico - Acidente, preveno 3. Construo civil - Equipamento de proteo individual 4. Higiene e conforto civil 5. Queda - Construo civi 6. Soterramento . Acidente, preveno l. ALFER, ilus. II. FERREIRA FILHO, lvaro, Mus. IX. MONDCUCO, Oeogledes IV. FUNDACENTRO V. srie VI. Ttulo

    ndtees para o catlogo sistemtico 1. 1.Acidente, preveno - Choque eltrico 614.8:616-001.21 *

    AsNybs**2.Acidente, preveno - Soterramento 614.8:614.823*

    AsYiv**3.Choque eltrico - Acidentei preveno 616-001.21:614.8*

    NybsAs**4. Construo civil - Equipamento de proteo individual 624:614.89*

    XipT*5. Construo civil - Higiene e conforto 624:331.822 *

    XipVu**6. Construo civil - Queda 624:614.821 *

    XipYis" 7. Construo civil Trabalho, condies de 624:331.82 *

    XipKob**8. Equipamento de proteojndividual - Construo civil 614.89:624*

    TXip**9. Higiene e conforto - Construo civil 331.822:624*

    VuXip**10. Queda - Construo civil 614.821:624*

    YisXip**11. Soterramento - Acidente, preveno 614.823:614.8*

    YivAs**12. Trabalho, condies de - Construo civil 33182:624*

    KobXip**

    Permitida a reproduo total ou parcial, com meno de origem.Comentrios e sugestes relativos a esta publicao devero ser encaminhadas para:

    FUNDACENTRO. Diviso de Segurana do Trabalho Rua Capote Valente, 710 05409 - So Paulo, SP - BrasilTiragem: 45.000 exemplares

    * Classificao Decimal UniversalClassificao do "Centre International d'lnformations de Scurit et d'Hygine du Travai!"

    L698m

    OSCDU 624:331.82 331.82:624 616-001.21:614.8 614-8:616-001.21 624:614.89 614.89:624 331.822:624 624:331.822 614.823:614.8 614.8:614.823 614.821:624 624:614.821

    XipKobKobXipNyfasAsAsNybsXipTTXipVuXipXipVuYivAsAsYivVsXipXipYis

  • PREFCIO

    A Construo Civil, responsvel no Brasil por 25% dos acidentes do trabalho comu- nicados ao INPS - Instituto Nacional da Previdncia Social, aps muitos anos a estagnao, volta como um dos setores que mais atraem mo-de-obra no Pas tem absorvido de outros setores, principalmente da agricultura.

    So obras de todo o tipo: virias, metropolitanos, edifcios em geral, usinas hidreltricas, ampliao de parques industriais etc., que trazem consigo um dos maiores e mais antigos problemas de que se tm notcia - falta de condies no trabalho, gerando os acidentes do trabalho e as doenas ocupacionais.

    Com base nessa estatstica assustadora, onde entre as trs maiores causas registradas esto: quedas, riscos com eletricidade e soterramentos, que se instituiu 1987 como o Ano Nacional da Construo Civil - Segurana e Sade do Trabalhador.

    Para que no fosse mais um programa que se dilusse com o tempo, a comuni- dade (Governo, trabalhadores e empresrios) foi conclamada a participar, criando se ento uma ao conjunta, eficaz e permanente.

    A legislao pertinente ao assunto est na CLT- Consolidao das Leis do Trabalho, precisamente no Captulo V do Ttulo II. Este Captulo, alterado pela Lei 6.514 de 22/12/77, foi regulamentado pela Portaria 3.214 de 8/6/78, que criou as 28 Normas Regulamentadoras de Segurana e Medicina do Trabalho.

    Para as obras de Construo, Demolio e Reparos, a Norma Regulamentadora n. 18, com ltima redo dada pela Portaria 17 de 7/7/83, a que dita as normas bsicas de Segurana a serem adotadas pelas empresas e respeitadas plos trabalhadores.

    Dentro da programao do Ano Nacional da Construo Civil- Segurana e Sade do Trabalhador, procurou-se incrementar o trabalho da fiscalizao do Ministrio do Trabalho em conjunto com as lideranas sindicais, baseando-se no espirito da OIT- Organizao Internacional do Trabalho, com sede em Genebra, que, em sua Conveno 148, ratificada pelo Brasil em 15/10/86 pelo Decreto 93.413, em sua Parte II, artigo 5, item 4, prev que: "Os representantes do empregador e os representantes dos trabalhadores da empresa devero ter a possibilidade de acompanhar os Agentes da Inspeo no controle da aplicao das medidas prescritas de acordo com a presente Conveno, a menos que os Agentes da Inspeo julguem, luz das diretrizes gerais da autoridade competente, que isso possa prejudicar a eficcia de seu controle".

    Outra questo fundamental para a eficincia do programa foi a Portaria GD n 03/87 do Sr. Delegado Regional do Trabalho em So Paulo, Dr. Argeu Quintanilha de Carvalho, que em 28/1/87 delegou aos engenheiros e mdicos do Ministrio do Trabalho, lotados na Diviso de Segurana e Medicina do Trabalho da Delegacia Regional do Trabalho em So Paulo, o poder do Embargo ou Interdio, quai ocorressem situaes de grave e iminente risco no setor da Construo Civil.

    O Embargo e a Interdio, previstos na Norma Regulamentadora n. 03, da Por- tara de 9/3/83, so sanes impostas s empresas que exponham os trabalhadores a situaes de grave e iminente risco sua integridade fsica, compreendendo o Embargo a paralisao total ou parcial da obra de Engenharia (Construco, Montagem, Instalao, Manuteno e Reforma) e a Interdio a paralisao total ou parcial do estabelecimento, setor de servio, mquina ou equipamento. Durante o Embargo ou a Interdio, os trabalhadores tm garantido o seu salario em todo o perodo, como se estivessem em efetivo exerccio.

  • A FUNDACENTRO - Fundao Jorge Duprat Figueiredo de Segurana e Medicina do Trabalho - e a Delegacia Regional do Trabalho em So Paulo, rgos ligados, ao Ministrio do Trabalho, sendo, respectivamente, instituio de pesquisa e as-sessoramento tcnico na rea de Segurana, Higiene e Medicina do Trabalho e r-go de fiscalizao das condies de Segurana e Medicina no Trabalho, uniram-se, atravs de seus tcnicos, e realizaram trabalhos conjuntos, tais como este Manual, que servir de guia tanto para os Agentes da Inspeo do Trabalho, como para tcnicos da rea, empresrios, sindicalistas e trabalhadores.

    O programa do Ano Nacional da Construo Civil tambm colocou em prtica outras atividades, tais como: cursos para dirigentes sindicais sobre a NR 18, criao de comits nas principais cidades brasileiras para discusso de problemas locais e regionais no tocante Segurana do Trabalho na Construo Civil, Seminrios Regionais sobre o tema, preparao de material instrucional para auxiliar na formao e treinamento de interessados no assunto, bem como instituiu um programa de treinamento dos trabalhadores nos canteiros e frentes de trabalho, atravs de Unidades Mveis de Ensino.

    Para finalizar, no poderamos deixar de citar a 73.' reunio ocorrida em junho de 87 em Genebra, promovida pela OIT, cujas concluses, que devero tornar-se Con-veno para o setor da Construo Civil a ser adotada plos pases-membros, in-clusive o Brasil, prevem que:1) A legislao nacional dever estabelecer o direito de qualquer trabalhador recu-sar-se a trabalhar em uma situao de perigo, quando tenha motivos razoveis para crer que tal situao seja de grave e iminente risco para sua segurana e sade, devendo o mesmo informar o fato ao seu superior hierrquico.2) Quando houver um risco iminente para a segurana dos trabalhadores, o em-pregador dever adotar medidas imediatas para interromper as atividades e, con-forme o caso, proceder evacuao dos trabalhadores.3) Devem ser fornecidas a todos os trabalhadores de maneira suficiente e apro-priada:

    a) informaes sobre os possveis riscos sua segurana e sade a que possam estar expostos nos locais de trabalho;

    b) instrues e formao sobre as medidas disponveis para prevenir e con-trolar tais riscos e para proteger-se deles.

    Como Recomendao, a mesma reunio prev que o governo que ratific-la de-ver:

    a) adotar todas as medidas necessrias, incluindo a criao de sanes apro-priadas, para garantir a aplicao efetiva das disposies da Conveno;

    b) organizar Servios de Inspeo apropriados para supervisionarem a apli-cao das medidas que se adotarem, de conformidade com a Conveno, ou para certificar-se de que levem a cabo as inspees adequadas;

    c) dotar os ditos servios dos meios necessrios para realizarem sua tarefa.

    A Autora

  • SUMARIO

    PgsPREFCIO SUMRIO

    1. INTRODUO........................................................................................................12. PREVENO DE QUEDAS...................................................................................23. PREVENO DE SOTERRAMENTOS...............................................................154. PREVENO DE CHOQUES ELTRICOS .........................................................175. PREVENO DE OUTROS RISCOS..................................................................206. EPI - EQUIPAMENTOS DE PROTEO INDIVIDUAL...........