Gestao paroquial

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  • 1. OS DESAFIOS EOS NOVOSCAMINHOSDA GESTO PAROQUIALNO CONTEXTO URBANO Cn. Edson Oriolo

2. No Brasil, como em muitos paises, 80% das pessoas vivem nas cidades ao contrrio de poucas dcadas atrs, quando a maior parte vivia nas reas rurais. Nascidas no mundo urbano criam novo modo de pensar e de agir.CIDADE 3. Porm, mesmo vivendo no centro urbano, o imaginrio agrrio-pastoril acompanha a vida de muitos. CIDADE 4. A cidade uma teia de aranha tanto no seu interior como nas suas conexes com outras cidades. Ela prospera organicamente, empurrando todos os limites possveis. Nada de fronteiras, nada de interdies, nada de limites. CIDA CIDADE 5. A cidade hipertensa. Exerce um fascnio de luzes, cores, de mltiplas opes, de consumo. hibrida, dinmica, mutvel, cheia de realizaes e de esperanas. Para penetrar o corao de uma cidade, para compreender-lhe os segredos atuais to sutis, preciso agir com infinita ternura e tambm com uma pacincia, s vezes, desesperadora. CIDADE 6. urgente que a Igreja Catlica no Brasil tome com seriedade o desafio de reapropriar-se da cidade. necessrio entender a identidade e a mentalidade dos habitantes da cidade, pessoas que vivem em meio a um mundo de informaes e solicitaes que vo necessariamente modificar suas perguntas e as demandas que possam fazer Igreja. preciso entender a formao e organizao das comunidades: indivduos que buscam estar juntos por causa de suas afinidades eletivas. CIDADE 7. EVOLUO DAS CIDADES a) 5000 a.C. a 500 d.C.: estabeleceram-se grandes cidades como Jeric, Jerusalm, Nnive, Atenas, Roma. Eram as chamadas polis .Jeric Atenas Jerusalm 8. EVOLUO DAS CIDADES B) Na Renascena e na Idade Moderna: impuseram-se Roma, Florena, Constantinopla, Londres, Pariscomo nepolis . Londres Roma Constatinopla 9. EVOLUO DAS CIDADES C) Com a Revoluo Industrial, por volta de 1750: apareceram cidades-polos como Nova Iorque, Chicago, Londres, Berlim e Tquio,metrpoles- verdadeiras cidades mes.Tquio Berlin Nova York 10. EVOLUO DAS CIDADES D) Hoje: esto a asmegalpolescom cidades satlites e bairros interligados uns aos outros como Mxico, So Paulo, Rio de Janeiro, Londres e Tquio. So Paulo Mxico Rio de Janeiro 11. DESAFIOS DA GESTO PAROQUIAL A) Subjetivismo B) Individualismo C) Autonomia D) Novas formas de sociabilidade E) Fim de identidades tradicionais herdadas F) Crise da credibilidade tempo e espao G) O mundo da comunicao 12. A) SUBJETIVISMO A cidade gira em torno de interesses. Valoriza-se a pessoa como sujeito de suas atividades e no tanto a geografia condicionante. O empregado cria seu mundo de moradia parte. Trabalha-se na fbrica, mora-se em bairros diferentes conforme o nvel social. 13. B) INDIVIDUALISMO Multiplicam-se as instituies de confinamento para marginais, para miserveis, para ancios, para portadores de deficincia, para doentes fsicos e psquicos, para encarcerados, fora do mbito urbano. Cada um pensa em si e exclui quem no produz ou consome e quem no entra no ritmo frentico da vida urbana. Para a classe mdia alta, os clubes tornaram-se um meio de encontrar amigos sem ter que recebe-los em casa e depois a obrigao de pagar a visita: os clubes so reinados do individualismo disfarado em sociabilidade. 14. C) AUTONOMIA Devido ao crescimento urbano desordenado e concentrao excessiva de pessoas, o espao urbano consegue o paradoxo de gerar solido no meio da multido. Vemos aqueles que no nos veem, somos vistos por aqueles que no vemos. Crescimento urbano desordenado. Concentrao excessiva de pessoas. 15. D) NOVAS FORMAS DE SOCIABILIDADE As distncias entre bairros crescem. Os edifcios e os blocos habitacionais concentram milhares de pessoas em espaos reduzidos. Muitos no sabem quem so os vizinhos e nem querem saber para proteger a prpria privacidade. Na populao concentrada verticalmente em edifcios fechados as relaes so impessoais, formais e frias. Famlias se sentem constrangidas a abandonar a casa onde nasceram, cresceram e viram nascer e crescer seus filhos, pressionados pela transformao de seu bairro, antes residencial, para comercial ou hospitalar e clinicas mdica. Partem para outro meio social desconhecido e chegam como forasteiros. 16. E) FIM DE IDENTIDADES TRADICIONAIS HERDADAS A cidade modifica os espaos tradicionais de moradia, de comrcio, de trabalho e de trnsito. Surgem bairros de manses, condomnios fechados, centros de negcios, centros administrativos, regio bomia, distrito industrial, conjunto habitacionais populares, cidades-dormitrios, favelas, etc. 17. F) CRISE DA CREDIBILIDADE DE TEMPO E ESPAO O surgimento de espaos universais como shoppings, aeroportos, hotis cinco estrelas e certos restaurantes fazem com que as culturas locais desapaream. Fabricas de trs turnos, tantos servios disponveis de 24horas, a oferta de prazeres noturnos encurtam para muitos o tempo de descanso. 18. G) MUNDO DA COMUNICAO A praa, a casa, os lugares pblicos do precedncia aos chats, aos BBs, aos provedores de internet. A televiso e a internet tiraram as pessoas das ruas e as confinaram dentro de suas casas. 19. DOCUMENTO DE APARECIDA Vivemos uma mudana de poca e seu nvel mais profundo cultural (DAp. 44) e mudana de poca implica no nascimento de novas estruturas de pensamento e de relacionamento humano. Isto se d nas cidades, pois as grandes cidades so laboratrios dessa cultura contempornea complexa e plural (DAp. 509)..DAp-44 e 509 20. IGREJA E CIDADE A fim de que a ao evangelizadora, no contexto urbano, seja eficaz necessrio que a Igreja:- Reaproprie-se da cidade; - Reaproprie-se da misso; - Redescubra sua vocao missionria e peregrina. 21. GESTO PAROQUIAL A parquia como uma determinada comunidade de fiis, sob o cuidado pastoral do proco como seu pastor prprio, em unio com o bispo diocesano (Cn. 515), lugar da visibilizao da Igreja, no pode ser indiferente ao mundo em mudana. Faz-se necessrio uma gesto paroquial nova para repensar, organizar, comandar, coordenar, controlar os paradigmas da estrutura eclesial a fim de que respondam significativamente aos apelos atuais . 22. PARQUIA RE-ESTRUTURADA DE JEITO NOVO - Acolhedora e solidria; - Lugar da iniciao crist, da educao e da celebrao da f; - Aberta variedade de carismas, servios e ministrios; - Comprometida com os movimentos de apostolado e atenta s distintas culturasdos habitantes (cf. EA, 41). 23. NOVAS POSTURAS DOPADRE-GESTOR 24. 1 - OBSERVADOR ATENTO E DISCRETO Conhecer com preciso, objetividade a realidadeorganizacionalparoquial para estabelecer diretrizes, deixando claras as regras e suas expectativas a quem delegar responsabilidades. 25. 2 - EMPTICO Estar emocionalmente aberto para novas relaes. No perder a viso de que a parquia deve ser antes de tudo uma famlia, a famlia de Deus. Acolher novas pessoas com seus carismas e qualificaes, abrindo espao para elas entre os que j lotearam o espao pastoral da parquia. 26. 3 - EXCELENTE OUVINTE Compreender as motivaes humanas, seus interesses, asdiferenas entre as pessoas, a natureza e a complexidades das relaes. 27. 4- EMOCIONALMENTE FLEXVEL Saber conviver bem com as diferenas individuais e culturais de valores e atitudes a fim de respeitar a pluralidade e diversidade sociais. Muitos dos que assumem uma parquia encontram uma realidade cristalizada, com histrias antigas e pessoas resistentes ao novo. O proco necessitar de habilidade para imprimir seu estilo e estabelecernovas e eficientes dinmicas. 28. 5- BOM PENSADOR ANALTICO E SISTMICO Percepo e inteligncia nacompreenso das mltiplas variveis e dos processos organizacionais. Precisar definir reas a serem evangelizadas, definir grupos de evangelizao, estabelecer metas e alvos, bem como ter subsdios. 29. 6- PACIENTE E PERSEVERANTE Saber lidar com as incertezas, para tolerar a ambiguidade e as resistncias muito comuns nos processos de mudana, isto , ser resiliente. 30. 7- BOM EDUCADOR Estimular, incentivar as pessoas a incorporarem novos conhecimentos, desenvolverem novas atitudes, trabalharem em equipes, revelando seus talentos e democratizando suas conquistas. Descobrir novos lideres comprometendo-os em seu campo especifico de ao. 31. 8 - INTELIGENTE E CRIATIVO Ser criativo para a percepo de oportunidades, combinao inusitada e producente de recursos, elaborao de solues alternativas para problemas existentes. Saber planejar. Saber trabalhar em equipe. Investir nas pastorais e na infraestrutura da parquia. Investir em materiais humanos (formao tcnica, pastoral, teolgica, espiritual dos agentes). Modernizar a parquia, oferecendo um espao atraente aos fiis. 32. 9 - DISCIPLINADO E BOM ADMINISTRADOR DO TEMPO Cumpridor de rotinas e prazos e uso inteligente de recursos no projeto de consultoria. 33. 10 MSTICO E CULTIVADOR DE UMA ESPIRITUALIDADE PRPRIA DE SEU MINISTRIO Deixar-se conduzir pelo Esprito de Deus e beber sempre deste poo para realizar suamisso sempre com novo ardor, com entusiasmo, contagiando os outros, mais do que com palavras com seu testemunho de seguidor primeiro do Mestre Jesus, o Bom Pastor que d a vida pelo seu rebanho. 34. Muito agradecidopor sua participao. Cn. Edson Oriolo Email: edsonoriolo@uol.com.br