Governança Pública: - Escola Nacional de ? Web viewNesse contexto, a governança tem por objeto de

Embed Size (px)

Text of Governança Pública: - Escola Nacional de ? Web viewNesse contexto, a governança tem por objeto de

Governana Pblica:

Governana Pblica:[Digite o subttulo do documento]

Referencial Bsico de Governana Aplicvel a rgos e Entidades da Administrao Pblica e Aes Indutoras de Melhoria

SUMRIO

APRESENTAO 7

Captulo1. PERSPECTIVA HISTRICA 13

Governana no setor pblico 15

Captulo2. PERSPECTIVAS DE OBSERVAO 19

Perspectivas de observao 20

Perspectiva sociedade e Estado 21

Perspectiva entes federativos,esferas de poder e polticas pblicas 22

Perspectiva de rgos e entidades 22

Perspectiva de atividades intraorganizacionais 23

Relao entre as perspectivas 23

Captulo3. EVOLUO DAS AES DO TCU EM CONTROLE DE GOVERNANA 27

Gesto de tica na administrao pblica 28

Avaliao de controles internos em programas pblicos 28

Governana de tecnologia da informao 29

Governana regulatria das agnciasreguladoras federais de infraestutura 30

Plano estratgico 2011-2015 31

Avaliao da maturidade em gestode riscos da administrao pblica indireta

Governana de pessoal 33

Governana em segurana pblica 33

Referencial bsico de governana 34

Cursos do Instituto Serzedello Corra 35

Projeto TCU-OCDE - estudo para fortalecimento da governana pblica 35

captulo4. CONCEITOS FUNDAMENTAIS 39

Relao principal-agente no setor pblico 41

Sistema de governana no setor pblico 41

Funes de governana e gesto 44

captulo5. PRINCPIOS, DIRETRIZES E NVEIS DE ANLISE 47

Princpios bsicos de governana para o setor pblico 47

Diretrizes para a boa governana 49

Nveis de anlise 50

Mecanismos de governana 50

Componentes dos mecanismos de governana 51

captulo6. MECANISMOS E PRTICAS DE GOVERNANA 53

Prticas relativas ao mecanismo liderana 54

Componente L1 - Pessoas e competncias 54

Componente L2 - Princpios e comportamentos 57

Componente L3 - Liderana organizacional 59

Componente L4 - Sistema de governana 61

Prticas relativas ao mecanismo estratgia 63

Componente E1 - Relacionamento com partes interessadas 63

Componente E2 - Estratgia organizacional 66

Componente E3 - Alinhamento transorganizacional 69

Prticas relativas ao mecanismo controle 71

Componente C1 - Gesto de riscos e controle interno 71

Componente C2 - Auditoria interna 73

Componente C3 - Accountability e transparncia 75

REFERNCIAS 79

APNDICE I EXEMPLOS DE INSTNCIAS DE GOVERNANA 87

APNDICE II COMPARATIVO ENTRE VERSO 1 E VERSO 2 91

APRESENTAO

A histria recente do Brasil, notadamente aps o processo de redemocratizao ocorrido no final da dcada de 1980 e a aprovao da atual Constituio Republicana, demonstra a evoluo do pas em muitos aspectos. Apesar desses avanos, a federao brasileira tem pela frente desafios colossais para completar a transio entre o subdesenvolvimento e o desenvolvimento e cumprir os demais objetivos delineados no art. 3 de nossa Carta Magna: construir uma sociedade livre, justa e solidria; erradicar a pobreza e reduzir as desigualdades sociais e regionais; e promover o bem de todos, sem quaisquer formas de discriminao.

Em nossas palestras pelo pas, temos relacionado alguns desses grandes desafios, todos atrelados atuao do Estado, ao qual nossa Constituio atribuiu um conjunto de tarefas nos campos poltico, econmico e social. Entre os desafios, destacamos: manuteno do equilbrio fiscal e estabilidade monetria; racionalizao dos gastos pblicos; e investimento em setores chave como educao, inovao tecnolgica e infraestrutura (transporte, energia, telecomunicaes etc.).

neste contexto que se insere a presente publicao do Referencial Bsico de Governana, pois ns do Tribunal de Contas da Unio (TCU) temos a firme convico de que a melhoria da governana pblica nos municpios, nos estados e na Unio, o grande desafio do Brasil, uma premissa para que sejam superados os demais desafios h pouco mencionados. Tal convico decorre do direcionamento constitucional dado ao nosso modelo de desenvolvimento, com forte participao do Estado, e dos diversos trabalhos que realizamos avaliando a qualidade dessa participao.

Neste Referencial, que ora apresentamos a todos os governantes e sociedade em geral, e que est disponvel no endereo http://www.tcu.gov.br/governanca, definimos GOVERNANA NO SETOR PBLICO como um conjunto de mecanismos de liderana, estratgia e controle postos em prtica para AVALIAR, DIRECIONAR E MONITORAR a gesto, com vistas conduo de polticas pblicas e prestao de servios de interesse da sociedade.

Trata-se de documento que rene e organiza boas prticas de governana pblica que, se bem observadas, podem incrementar o desempenho de rgos e entidades pblicas.

Alm de esclarecer e incentivar os agentes pblicos na adoo de boas prticas de governana, este Referencial se torna um guia para as aes do prprio TCU na melhoria de sua governana interna. Com efeito, algumas de nossas aes se pautaram nas referidas boas prticas ou mesmo inspiraram a sua definio.

No incio de nossa gesto em 2013, por exemplo, promovemos uma ampla evoluo na estrutura das secretarias de controle externo localizadas em Braslia, que passaram a ser especialistas em determinada funo de governo. Agora, em 2014, revimos o modelo das unidades localizadas nos estados, especializando e regionalizando sua atuao. Criamos, para todas elas, quatro coordenaes-gerais para facilitar o direcionamento e monitoramento de sua atuao.

Assim, seguindo um modelo de sucesso das Secobs, especializadas em obras, e das Sefids, especializadas em processos de privatizao e de concesses de servios pblicos, todas as nossas secretarias passam a focar sua atuao em temas de grande interesse ao nosso desenvolvimento, como sade, educao, meio ambiente, entre outros. Com maior especializao, as unidades adquirem melhores condies de avaliar o ambiente de governana em que esto inseridas, contribuindo para a apresentao de propostas que contribuam para o seu aprimoramento.

Ainda para melhorar nossa capacidade de avaliar o ambiente e os cenrios, bem como a receptividade da sociedade em relao ao nosso novo direcionamento estratgico, estamos promovendo encontros e palestras com a classe poltica, empresrios e com representantes da sociedade organizada. Reativamos tambm os Dilogos Pblicos, por meio dos quais mantemos um estreito contato com Prefeitos, Governadores, gestores e servidores pblicos de todos os entes federados.

As avaliaes colhidas nesses encontros so utilizadas para direcionar ou redirecionar nossa estratgia e a atuao de nossos gestores. Uma dessas avaliaes, que muito honrou este Tribunal, foi encaminhada pelo empresrio, Dr. Jorge Gerdau Johannpeter, atual Coordenador da Cmara de Gesto e Planejamento do Governo Federal, com elogiosos comentrios a respeito do Referencial Bsico de Governana, transcritos a seguir:

Fiquei encantado com o contedo, que realmente de grande dimenso e profundidade, e, embora o material seja voltado para o setor pblico, os principais conceitos mencionados tambm se aplicam ao setor privado.

O que tambm me encantou que venho reforando que o conceito de Governana do setor pblico est muito pouco presente em nosso Pas, e essa uma das partes mais importantes do processo de gesto.

Parabns pela qualidade do trabalho e pela riqueza das referncias nele citadas. Estou muito feliz e acredito que um trabalho desse nvel devesse ser divulgado no Brasil, j que o pas est muito carente de informaes sobre o tema.

Conceitos de governana j esto sendo utilizados para avaliar temas relevantes para o servio pblico. Realizamos, por exemplo, amplas auditorias que avaliaram a governana da rea de tecnologia da informao TI (Acrdo n 2.308/2010 Plenrio), de pessoal (Acrdo n 3.023/2013 Plenrio) e de aquisies pblicas. Em todos esses trabalhos, os rgos pblicos avaliados so agrupados em trs estgios de governana - Inicial, Intermedirio e Aprimorado de modo a permitir um diagnstico de fcil visualizao que contribua para o seu aperfeioamento e acompanhamento.

Atentos ao nosso modelo federativo e necessidade de avanarmos uniformemente nas trs esferas de governo, o TCU tem direcionado seus esforos para realizar auditorias coordenadas, de forma que os diagnsticos produzidos sejam os mais abrangentes possveis. Nessa linha, podemos destacar duas auditorias coordenadas: a primeira, com foco na educao bsica, a ser relatada em breve; e a segunda, nas unidades de conservao da Amaznia (Acrdo n 3.101/2013 Plenrio).

Essas auditorias coordenadas esto sendo viabilizadas tambm com os rgos de controle externo das naes vizinhas. Frise-se que o TCU assumiu a presidncia da Organizao Latino-Americana e do Caribe de Entidades de Fiscalizao Superiores (OLACEFS) para o perodo de 2013 a 2015, tendo em vista a posio de liderana do Brasil no Continente e depois de nossa intensa articulao junto aos pases membros. J foram auditadas as receitas provenientes da explorao de petrleo e gs e a gesto de recursos hdricos e est em fase de planejamento a ampliao da avaliao feita na Amaznia brasileira.

Para avaliarmos os cenrios e o ambiente alm de nossas fronteiras, estamos liderando estudo internacional, com a participao de 12 pases, em parceria com a Organizao para a Cooperao e Desenvolvimento Econmico (OCDE), destinado identificao de boas prticas de governana pblica adotadas por rgos centrais dos governos nacionais Fazenda, Planejamento e Casa Civil e Entidades Fiscalizadoras Superiores, no mbito de um grupo de pases selecionados.

Essas so algumas das prticas e projetos de iniciativa do TCU para melhorar sua capacidade de governar, de implementar suas estratgias e torn-las mais aderentes ao que espera do Controle a sociedade brasileira, e mesmo a latino-americana.