Grafia Braille

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MINISTRIO DA EDUCAO SECRETARIA DE EDUCAO ESPECIAL

GRAFIA BRAILLE PARA A LNGUA PORTUGUESAAprovada pela portaria n 2.678 de 24/09/2002

Braslia, 2006

Ministrio da Educao Secretaria de Educao Especial Esplanada dos Ministrios, Bloco L 6 andar, Sala 600 70047-901 - Braslia - DF Telefone: (61) 2104-8651 / 2104-8642 Fax: (61) 2104-9265 E-mail: [email protected] 2 Edio, 2006 Tiragem: 1000 unidades

ISBN: 978-85-60331-03-1Dados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP) Brasil. Ministrio da Educao. Secretaria de Educao Especial. Graa Braille para a Lngua Portuguesa / elaborao : Cerqueira, Jonir Bechara... [et al.]. Secretaria de Educao Especial. Braslia: SEESP, 2006. 106p. 1. Educao Especial. 2. Graa Braille para a Lingua Portuguesa. 3. Braille. I. Ttulo CDU 376.352

FICHA TCNICASecretria de Educao Especial Claudia Pereira Dutra Diretora do Departamento de Polticas da Educao Especial Claudia Maffini Griboski Coordenadora Geral de Desenvolvimento da Educao Especial Ktia Aparecida Marangon Barbosa Elaborao Edison Ribeiro Lemos Jonir Bechara Cerqueira Maria Gloria Batista da Mota Regina Ftima Caldeira de Oliveira Colaborao Angelin Loro Aristides Antonio dos Santos Claudia Maria Monteiro SantAnna Lusia Maria de Almeida Lda Lcia Spelta Marcio Neves Penido Maria Gloria Batista da Mota Maria Helena Franco Sena Comisso de Braille de Portugal Reviso Jonir Bechara Cerqueira Maria Gloria Batista da Mota Martha Marilene de Freitas Sousa Regina Ftima Caldeira de Oliveira

PORTARIA N 2.678 DE 24 DE SETEMBRO DE 2002 O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAO, no uso de suas atribuies e considerando o interesse do Governo Federal em adotar para todo o Pas, uma poltica de diretrizes e normas para o uso, o ensino, a produo e a difuso do Sistema Braille em todas as suas modalidades de aplicao, compreendendo especialmente a Lngua Portuguesa; considerando a permanente evoluo tcnico-cientca que passa a exigir sistemtica avaliao e atualizao dos cdigos e simbologia Braille, adotados nos Pases de Lngua Portuguesa com o objetivo de mant-los verdadeiramente representativos da escrita comum; considerando os resultados dos trabalhos tcnicos e das aes desenvolvidas pela Comisso Brasileira do Braille, em cumprimento ao que dispem os incisos II, III, V, VI, VIII, IX e do Art. 3 da Portaria 319, de 26 de fevereiro de 1999, que institui no Ministrio da Educao, vinculada Secretaria de Educao Especial - SEESP, a referia comisso; considerando os termos do Protocolo de Colaborao Brasil/Portugal nas reas de Uso e Modalidades de Aplicao do Sistema Braille na Lngua Portuguesa, rmado em Lisboa, em 25 de maio de 2000, resolve:

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Art. 1 Aprovar o projeto da Graa Braille para a Lngua Portuguesa e recomendar o seu uso em todo o territrio nacional, na forma da publicao Classicao Decimal Universal - CDU 376.352 deste Ministrio, a partir de 01 de janeiro de 2003. Art. 2 Colocar em vigncia, por meio de seu rgo competente, a Secretaria de Educao Especial - SEESP, as disposies administrativas necessrias para dar cumprimento presente Portaria, especialmente no que concerne difuso e preparao de recursos humanos com vistas implantao da Graa Braille para a Lngua Portuguesa em todo o territrio nacional. Art. 3 Esta portaria entra em vigor na data de sua publicao. PAULO RENATO SOUZA

ndiceAPRESENTAO ......................................................................................... 11 PREFCIO ..................................................................................................... 13 INTRODUO .............................................................................................. 15 CAPTULO I Sistema Braille .................................................................... 17 1. Denio ............................................................................................ 17 2. Identicao dos pontos .................................................................... 17 3. Sinais simples e compostos ............................................................... 18 4. Referencial de posio ....................................................................... 20 5. Ordem Braille .................................................................................... 20 6. Escrita Braille .................................................................................... 22 7. Aplicao Lngua Portuguesa ......................................................... 22 CAPTULO II O Cdigo Braille na graa da Lngua Portuguesa ........ 23 A. Valor dos Sinais 8. Introduo .......................................................................................... 23 1 Alfabeto ....................................................................................... 23 2 Letras com diacrticos .................................................................. 23 3 Pontuao e sinais acessrios ...................................................... 24 4 Sinais usados com nmeros ......................................................... 25 5 Sinais exclusivos da escrita Braille ............................................. 25 B. Observaes e normas de aplicao 9. Introduo .......................................................................................... 26 1 Sinal de letra maiscula ............................................................................. 26 10. Maiscula com uma ou mais letras .................................................. 26 11. Siglas ................................................................................................ 27

2 Nmeros e sinais com eles usados ............................................................. 28 12. Representao de algarismos ........................................................... 28 13. Vrgula decimal ............................................................................... 28 14. Ponto separador de classes .............................................................. 29 15. Nmeros ordinais ............................................................................. 29 16. Articulaes de nmeros e letras ..................................................... 29 17. Fraes ............................................................................................. 30 18. Cifro ............................................................................................... 31 19. Por cento, por mil ............................................................................ 32 20. Pargrafo jurdico ............................................................................ 32 21. Datas ................................................................................................ 33 22. Sinais de operao e de relao ....................................................... 33 23. Unidades de medida ......................................................................... 36 24. Medidas angulares ........................................................................... 36 25. Medidas de temperatura ................................................................... 37 26. Medidas de tempo ............................................................................. 37 27. ndice superior ................................................................................. 37 28. ndice inferior .................................................................................. 38 29. Numerao romana .......................................................................... 38 3 Sinal de itlico e outras variantes tipogrcas ........................................... 39 30. Itlico, sublinhado e negrito ............................................................ 39 4 Pontuao e sinais acessrios ..................................................................... 42 31. Introduo ........................................................................................ 42 32. Ponto ................................................................................................ 43 33. Apstrofo ......................................................................................... 43 34. Reticncias ....................................................................................... 44 35. Parnteses e colchetes ...................................................................... 45

36. Aspas ................................................................................................ 48 37. Travesso ......................................................................................... 50 38. Crculo .............................................................................................. 51 39. E comercial .................................................................................. 52 40. Barras ................................................................................................ 52 41. Setas horizontais .............................................................................. 53 42. Sinal restituidor ................................................................................ 53 43. Diacrticos ........................................................................................ 54 44. Sinal Braille no-codicado ............................................................ 54 CAPTULO III DISPOSIO DO TEXTO BRAILLE ......................... 55 45. Introduo ........................................................................................ 55 46. Ttulos e subttulos ........................................................................... 55 47. Referncias ao texto ......................................................................... 56 48. Pargrafo .......................................................................................... 56 49. Destaque de textos ........................................................................... 58 50. Textos em versos .............................................................................. 58 51. Estrofes ............................................................................................ 61 52. Versos em um texto em prosa .......................................................... 61 53. Separadores de textos ...................................................................... 63 54. Paginao ......................................................................................... 63 55. Sinal de transpaginao ................................................................... 64 56. Notas ao texto .................................................................................. 65 APNDICES Apndice 1 Escrita Braille em contexto informtico .......................................................... 67

Apndice 2 Alemo ............................................................................................................. 71 Dinamarqus .................................................................................................... 72 Espanhol ........................................................................................................... 72 Francs ............................................................................................................. 73 Ingls ................................................................................................................ 73 Italiano ............................................................................................................. 73 Latim ................................................................................................................ 74 Sueco ................................................................................................................ 74 Apndice 3 Alfabeto grego ................................................................................................. 75 Alfabeto hebraico ............................................................................................. 77 Alfabeto russo ou cirlico moderno .................................................................. 78 Apndice 4 Sinais convencionais usados em esperanto e outras lnguas ............................ 79 ANEXOS Anexo 1 Vocabulrio de Termos e Expresses Empregados no Domnio do Sistema Braille ............................................................................................................... 81 Anexo 2 Parecer sobre a Graa da Palavra Braille ........................................................ 91 Anexo 3 Portarias Ministeriais ....................................................................................... 95 Bibliograa .................................................................................................... 106

ApresentaoO Sistema Braille foi adotado no Brasil, a partir de 1854, com a criao do Imperial Instituto dos Meninos Cegos, hoje Instituto Benjamin Constant. Esse sistema inventado por Louis Braille, em 1825, foi utilizado em nosso pas, na sua forma original, at a dcada de 40 do sculo XX. A reforma ortogrca da Lngua Portuguesa, ocorrida poca, imps algumas modicaes no Braille, de origem francesa, aqui utilizado. Pela ausncia de uma denio governamental, as alteraes no Sistema Braille, posteriormente ocorridas, caram a merc dos esforos de professores, tcnicos especializados e de instituies ligadas educao de cegos e produo de livros em braille, que procuraram manter o sistema acessvel e atualizado at a ltima dcada do sculo XX. Com a publicao da Graa Braille para a Lngua Portuguesa, o Ministrio da Educao, alm de rearmar o compromisso com a formao intelectual, prossional e cultural do cidado cego brasileiro, contribuir signicativamente para a unicao da graa braille nos pases de lngua portuguesa, conforme recomendao da Unio Mundial de Cegos UMC e UNESCO. Este documento produto de um trabalho criterioso desenvolvido conjuntamente pelas Comisses de Braille do Brasil e de Portugal desde 1996, hoje com amparo legal no Protocolo de Colaborao Brasil/Portugal nas reas de Uso e Modalidades de Aplicao do Sistema Braille, rmado em Lisboa no dia 25 de maio de 2000. Trata-se de um documento normatizador e de consulta, destinado especialmente a professores, transcritores, revisores e usurios do Sistema Braille. As edies da Graa Braille para a Lngua Portuguesa no Brasil e em Portugal, em tinta e em braille, beneciaro, certamente, todas as pessoas cegas dos pases de lngua ocial portuguesa (PALOPS). Esperamos que esta publicao venha a atingir seus objetivos, permitindo que os educandos cegos tenham acesso aos componentes curriculares e que os prossionais da rea sintam-se preparados para atender, com qualidade, os usurios do Sistema Braille.

CLAUDIA PEREIRA DUTRA Secretria de Educao Especial MEC

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Prefcio

PREFCIO 2 EDIO BRASILEIRA DA GRAFIA BRAILLE PARA A LNGUA PORTUGUESA BRAILLE INTEGRAL

A Graa Braille para a Lngua Portuguesa Braille Integral um documento normalizador e de consulta destinado especialmente a professores, transcritores, revisores e outros prossionais, bem como a usurios do Sistema Braille. Este documento fruto de um criterioso trabalho desenvolvido conjuntamente pela Comisso Brasileira do Braille e pela Comisso de Braille de Portugal ao longo de trs anos. Alm de smbolos j consagrados na escrita braille, a Graa traz algumas alteraes, novos smbolos e um conjunto de normas para a aplicao de toda essa simbologia. Exemplos variados ilustram a Graa e fornecem aos prossionais e usurios as informaes complementares sobre o emprego adequado dos smbolos. As alteraes e a adoo de novos smbolos basearam-se principalmente nos seguintes critrios: 1. Ajustar a graa bsica nova realidade da representao braille. 2. Favorecer o intercmbio entre pessoas cegas e instituies de diferentes pases. 3. Adequar a escrita braille s modicaes realizadas nas representaes grcas decorrentes do avano cientco e tecnolgico e do emprego cada vez mais freqente da Informtica. 4. Atender s recomendaes da Unio Mundial de Cegos (UMC) e da UNESCO quanto unicao das graas por grupos lingsticos. 5. Evitar a duplicidade de representao de smbolos braille.

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6. Ajustar a graa bsica, considerando o Cdigo Matemtico Unicado (CMU), adotado no Brasil desde 2003 em conformidade com a Graa Braille para a Lngua Portuguesa instituida pela portaria ministerial 2.678 de 24/09/2002. 7. Garantir a qualidade da transcrio de textos para o Sistema Braille, especialmente dos livros didticos. Ao uniformizar a graa bsica, a Comisso Brasileira do Braille e a Comisso de Braille de Portugal consideraram as diversidades culturais e as legislaes vigentes em seus respectivos pases. O principal objetivo dos tcnicos que elaboraram este documento foi permitir que o Sistema Braille continue sendo o instrumento fundamental na educao, reabilitao e prossionalizao das pessoas cegas. Comisso Brasileira do Braille

Posse da 1 Comisso Brasileira do Braille, 10/06/99

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Introduo

A Grafia Braille da Lngua Portuguesa consiste no conjunto do material signogrfico e das instrues/recomendaes orientadoras da sua utilizao na escrita. O conhecimento completo do respectivo cdigo e a sua correta utilizao devem constituir um objetivo permanente para todos, porque a boa qualidade grfica dos textos exerce nos leitores uma saudvel influncia educativa, facilitando a assimilao de padres propiciadores da melhoria do nvel de desempenho, quer na leitura, quer na escrita. A matria desta Grafia est exposta em trs captulos, que compreendem 56 pargrafos, em quatro apndices e em trs anexos. O primeiro captulo, "Sistema Braille", integra 7 pargrafos. Neles se define e apresenta este Sistema, assim como se procede sua caracterizao. O segundo captulo, "O Cdigo Braille na Grafia da Lngua Portuguesa", se estende do pargrafo 8 ao 44 e compreende as seguintes partes: A. "Valor dos Sinais": inclui apenas o pargrafo 8, em que se apresentam os quadros do material signogrfico. B. "Observaes e Normas de Aplicao": estende-se do pargrafo 9 ao 42 e incorpora as regras que enquadram o emprego dos sinais constantes dos quadros apresentados no pargrafo 8. C. Alguns diacrticos necessrios escrita de palavras em outras lnguas e na prpria Lngua Portuguesa: pargrafo 43. D. Recomendaes sobre a criao de sinais no previstos nesta Grafia: pargrafo 44. O terceiro captulo, "Disposio do Texto Braille", expe, do pargrafo

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45 ao 56, as normas sobre esta matria. Vrios exemplos ajudam a interpretar as normas e ilustram a sua aplicao. Quatro apndices e trs anexos completam esta publicao: Apndice 1: inclui um conjunto de smbolos e de regras referentes escrita em contexto informtico. Apndice 2: nele figuram conjuntos de smbolos braille empregados em alemo, dinamarqus, espanhol, francs, ingls, italiano, latim e sueco, no coincidentes com os portugueses ou inexistentes na Lngua Portuguesa. Apndice 3: nele se encontram os alfabetos grego, hebraico e russo ou cirlico moderno. Apndice 4: apresenta alguns sinais convencionais usados em esperanto e em outras lnguas. Anexo I: Vocabulrio de termos e expresses empregados no domnio do Sistema Braille. Anexo II: Parecer sobre a grafia da palavra Braille Anexo III: Portarias Ministeriais que tratam da instituio e regulamento interno da CBB. Esta publicao apresenta, ainda, um ndice Geral de Assuntos.

Reglete de mesa e puno

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Captulo t Cap ulo I I Sistema Braille istema Braille Sistema Braille

1. O sistema de escrita em relevo conhecido pelo nome de "Braille" constitudo por 63 sinais formados por pontos a partir do conjunto matricial = (123456). Este conjunto de 6 pontos chama-se, por isso, sinal fundamental. O espao por ele ocupado, ou por qualquer outro sinal, denomina-se cela braille ou clula braille e, quando vazio, tambm considerado por alguns especialistas como um sinal, passando assim o Sistema a ser composto com 64 sinais. 2. Para facilmente se identificarem e se estabelecer exatamente a sua posio relativa, os pontos so numerados de cima para baixo e da esquerda para a direita. Os trs pontos que formam a coluna ou fila vertical esquerda, l, tm os nmeros 1, 2, 3; aos que compem a coluna ou fila vertical direita, _, cabem os nmeros 4, 5, 6. Os nmeros dos pontos dos sinais braille escrevem-se consecutivamente, com o sinal de nmero apenas antes do primeiro ponto de cada cela.

Exemplos:p o g x (1234) (1256) (126) (135) (16) (1245) (1346)

p \ < o * g x

t i

(1456) (2345) (345) (246) (34) (24)

? t > [ / i

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2.1 Dois ou mais sinais braille consecutivos so identificados por numerais, precedidos, cada um, pelo respectivo sinal de nmero, sem espaos.

Exemplos:

pai .a A (46 1)

pai (1234 1 24)

2.2 Uma cela vazia identificada pelo numeral 0.

Exemplo:O sinal de igualdade 7 (2356), entre palavras, deve ser representado entre celas vazias, assim: 0 2356 0.

3. Os sinais do Sistema Braille recebem designaes diferentes, consoante o espao que ocupam. 3.1 Os que ocupam uma s cela denominam-se sinais simples.

Exemplos:

f (124) - (36)

Mquina Braille

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3.2 Aqueles em cuja constituio figuram os pontos 1 e/ou 4, mas em que NO entram os pontos 3 nem 6, chamam-se sinais superiores.

Exemplos:

c (14) j (245)3.3 Aqueles que so formados sem os pontos 1 e 4 chamam-se sinais inferiores.

Exemplos:

0 (356) 3 (25)3.4 Os que so constitudos por qualquer conjunto dos pontos 1, 2, 3, dizem-se sinais da coluna esquerda.

Exemplos:

b (12) l (123)3.5 Os que so constitudos por qualquer conjunto dos pontos 4, 5, 6, dizem-se sinais da coluna direita.

Exemplos:

. (46) _ (456)

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3.6 Chamam-se sinais compostos os que se obtm combinando dois ou mais sinais simples.

Exemplos:

.a (46 1) ''' (3 3 3)4. Quando na transcrio de cdigos, tabelas, etc., um sinal inferior ou da coluna direita aparece isolado (entre celas vazias) e h possibilidade de o confundir com outro sinal, coloca-se junto dele o sinal fundamental = (123456) que, neste caso, vale apenas como referencial de posio.

Exemplos:

=1 =3 =9 =@ =. =,5. Os 63 sinais simples do Sistema Braille, adiante apresentados numa seqncia denominada ordem braille, distribuem-se sistematicamente por 7 sries: 1 srie:

a

b

c

d

e

f

g

h

i

j

2 srie:

k

l

m

n

o

p

q

r

s

t

3 srie:

u

v

x

y

z

&

=

(

!

)

20

4 srie:

*

+

#

'

-

7 srie:

@

^

_

"

.

;

,

5.1 A 1 srie constituda por 10 sinais, todos superiores, pelo que denominada srie superior. Serve de base s 2, 3 e 4 sries, bem como de modelo 5. 5.2 A 2 srie obtm-se juntando a cada um dos sinais da 1 o ponto 3. 5.3 A 3 srie resulta da adio dos pontos 3 e 6 aos sinais da srie superior. 5.4 A 4 srie formada pela juno do ponto 6 a cada um dos sinais da 1. 5.5 A 5 srie toda formada por sinais inferiores, pelo que tambm chamada srie inferior, e reproduz formalmente a 1. 5.6 A 6 srie no deriva da 1 e desenvolve-se pelos pontos 3, 4, 5, 6, e consta apenas de 6 sinais.

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5.7 A 7 srie, que tambm no se baseia na 1, formada unicamente pelos 7 sinais da coluna direita. A sua ordem de sucesso determina-se com o auxlio da mnemnica "ablakba".

6. A escrita braille se faz ponto a ponto na reglete ou letra a letra na mquina braille ou no computador.

7. O Sistema Braille o processo de escrita em relevo mais adotado em todo o mundo e se aplica no s representao dos smbolos literais, mas tambm dos matemticos, qumicos, fonticos, informticos, musicais, etc. Na sua aplicao Lngua Portuguesa, quase todos os sinais conservam a sua significao original. Apenas algumas vogais acentuadas e outros smbolos se representam por sinais que lhe so exclusivos.

Leitura pelo Sistema Braille

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Captulo t Cap ulo IIII O Cigo Br aille na Grafia Cdigo Braille naGr a Grafi d da L gua PPortuguesa Lngua ortuguesa ortuguesa nA. VALOR DOS SINAIS 8. Os sinais que se empregam na escrita corrente de textos em Lngua Portuguesa tm a significao seguinte: 1 Alfabeto a

am

b

b n

c

c o

& p

d q

d q

e r

e r

f

f s

g t

g t

h u

h u

i

i v

j

j x

l

l z

m

n

o

p

s

v

x

z

Obs.: O c com cedilha representado pelo sinal & (12346). Obs.: As letras k, w e y encontram-se freqentemente em textos portugueses, embora no pertenam ao alfabeto portugus. 2 Letras com diacrticos Vogais Acento agudo Acento grave Acento circunflexo Til Trema a a ( $ * > e E = < i I / o o + ? [ u u ) \

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3 Pontuao e Sinais Acessrios

1 2 3 ' 5 6 ''' -[o < > ( ) 8 ,8 ;8 9 & ,1 _ 3o [3 [3o

, ; : .` ? ! ou ou

vrgula ponto-e-vrgula dois-pontos ponto; apstrofo ponto de interrogao ponto de exclamao reticncias hfen ou trao de unio travesso crculo abre e fecha parnteses abre e fecha colchetes abre e fecha aspas, vrgulas altas ou comas abre e fecha aspas angulares abre e fecha outras variantes de aspas (aspas simples, por exemplo)

a anlise decompe o complexo (= todo) no simples (= elementos)

.S>o .Paulo o .Sergipe .Faro [ .LisboaFaro < Lisboa

So Paulo > Sergipe

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23. Os smbolos das unidades de medida escrevem-se sem ponto abreviativo e ficam separados por um espao dos nmeros que, em geral, os precedem.

Exemplos:

#ae cm 15 cm #bg dm 27 dm #aej m 150 m #dgb km 472 km #b ml 2 ml #chg l 387 l

#bjj g 200 g #eid kg 594 kg #bej t 250 t #g h 7 h #ge .W 75 W #cdj m,1s 340 m/s

#c m6#f dm6#ae cm7#c1ge m3 m + 6 dm + 15 cm = 3,75 m

24. Na representao de amplitudes de arcos e ngulos, expressas em graus sexagesimais, o sinal 0 (356) emprega-se como smbolo da unidade grau; o sinal \ (1256), como smbolo da unidade minuto; o sinal \\ (1256 1256), como smbolo da unidade segundo.

Exemplos:

#ij0 90 #dj\ 40' #eg\\ 57''

90 graus 40 minutos 57 segundos

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25. O sinal 0 (356) emprega-se tambm como smbolo da unidade grau, na representao de temperaturas, e pode ser combinado com outros smbolos.

Exemplos:

0.c C graus centgrados #j0 0 0 grau -#be0.c 25C menos 25 graus Celsius #gg0.f 77F 77 graus Fahrenheit #ajj0.c7#bab0.f 100C = 212F100 graus centgrados igual a 212 graus Fahrenheit

cal,1g,10.c

cal/g/C caloria por grama e por grau centgrado

26. As medidas de tempo e de arcos e ngulos se escrevem com espaos intermedirios.

Exemplos:

#cfia s 7 #a h #a min #ca s3691 s = 1 h 1 min 31 s

#hi0 #cj\ #aj\\27. O sinal

89o 30' 10''

* (16) confere aos elementos que o seguem o significado de

expoente ou ndice superior.

Exemplos:

#g*#b 72 #b*n 2n cm*#c cm3

7 elevado ao quadrado 2 elevado a n centmetros cbicos

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28. O sinal / (34) confere aos elementos que o seguem o significado de ndice inferior.

Exemplos:

#d/#b 42 a/#a a1 x/n xn

4 ndice 2 a ndice 1 x ndice n

29. Para escrever a numerao romana empregam-se letras maisculas.

Exemplos:

.V

(5)

.X

(10)

.L

(50)

.C

(100)

.D

(500)

.M

(1000)

29.1 Quando o nmero constitudo por duas ou mais letras, empregase o sinal .. (46 46) antes da primeira.

Exemplos:

..II II 2 ..XL XL 40 ..CDXIX CDXIX 419 ..MCMXXXV MCMXXXV

1935

29.2 O trao horizontal que multiplica por mil a parte coberta do nmero romano, e o duplo trao que a multiplica por um milho, representam-se, respectivamente, pelos sinais 3 (25) e 33 (25 25), colocados imediatamente depois da ltima letra afetada pelo(s) trao(s).

Exemplos:

..v33x3dxx

VXDXX

5.010.520 9.004.014

..ix33iv3xiv38

IXIVXIV

Impressora Braille computadorizada (face nica)

3 Sinal de Itlico e outras Variantes Tipogrficas 30. O sinal 9 (35) o correspondente braille do itlico, sublinhado, negrito e da impresso em outros tipos (cursivo, normando, etc.). Antepe-se e pospe-se imediatamente a texto, fragmento de texto, palavra ou elemento de palavra a destacar.

Exemplos:

a 9crise de #aehj9 a crise de 1580 as letras 9a1 b9 e 9c9 s>o as 9primeiras9 em muitos alfabetosas letras a, b e c so as primeiras em muitos alfabetos

9m>o-de-obra9 mo-de-obra guarda-9mor9 guarda-mor comparar3 comparar: co9s9er e co9z9er coser e cozer 9e9minente e 9i9minente eminente e iminente 9enx9ada e 9inch9ada enxada e inchada 9i9m9>9 e 9/9m9an9 i m e man39

30.1 Se o texto a destacar constitudo por mais de um pargrafo, o sinal 9 (35) antepe-se a cada um deles e pospe-se apenas ao ltimo.

Exemplo:

.Escreve .Albuquerque e .Castro1 relativamente $ revolu&>o operada pelo .Braille3 9.N>o levou s=culos -- muitos s=culos mesmo -- a penetrar as camadas humanas que havia de interessar ou vencer os obst(culos que se erguiam no seu caminho' 9.Mas1 em menos de cem anos1 tendo galgado fronteiras de na&[es e de ra&as1 envolvia em seus bra&os gigantes o mundo inteiro'9Escreve Albuquerque e Castro, relativamente revoluo operada pelo Braille: No levou sculos muitos sculos mesmo a penetrar as camadas humanas que havia de interessar ou vencer os obstculos que se erguiam no seu caminho. Mas, em menos de cem anos, tendo galgado fronteiras de naes e de raas, envolvia em seus braos gigantes o mundo inteiro.

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30.2

_ Quando uma variante tipogrfica se emprega em todo um excerto e este se _ compe de um ou mais pargrafos, o sinal 9 (35) substituvel com vantagem _ por barra vertical, simples ou dupla, que acompanhe na margem esquerda o _ conjunto de linhas necessrias para transcrever o texto. = Se duas variantes tipogrficas so alternadamente aplicadas em todo o excerto, = uma com carter mais geral (por exemplo, letra mida) e outra em apenas alguma = ou algumas das suas palavras (por exemplo, letra inclinada), o correspondente braille = do itlico 9dever continuar a empregar-se9, em conjunto com a barra vertical, = como se observa neste pargrafo. _l O texto do presente nmero encontra-se ilustrado com _l trs modalidades de barra vertical. Note-se a necessidade _l de texto e barra ficarem suficientemente afastados.

Thermoform duplicador de textos e formas em relevo em lminas de PVC

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4 Pontuao e Sinais Acessrios

31. Ressalvadas as excees referidas em algumas normas desta alnea, os sinais de pontuao e acessrios no devem separar-se da palavra a que dizem respeito.

Exemplos:

.Brasil1 .Portugal'Brasil, Portugal.

.Ora alegre1 ora triste2 ora af(vel1 ora indiferente'Ora alegre, ora triste; ora afvel, ora indiferente.

.Bravo6Bravo!

.Por que-d'(gua m>e-d'(gua

me-d'gua me-d'gua

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34. As reticncias, representadas pelo sinal composto ''' (3 3 3), podem aparecer isoladas quando significam omisso de texto; podem tambm ser antecedidas ou seguidas de outros sinais.

Exemplos:

8.Zum''' zum''' zum''' .L( no meio do mar''' .= o vento que nos atrasa .= o vento que nos atrapalha .Para no porto chegar''' .Zum''' zum''' zum''' .L( no meio do mar'''8 ( )

abre e fecha parnteses abre e fecha colchetes

Nos contextos literrios, para manter a uniformidade com o Cdigo Matemtico Unificado (CMU), se empregam as formas simples em duas circunstncias: a) Se o sinal de abertura for seguido imediatamente por um numeral e o sinal de fechamento for precedido por um numeral. b) Se o sinal de fechamento suceder um numeral, geralmente indicando uma enumerao ou enumeraes de itens.

Exemplos:

.Resolver o exerc/cio #a>Resolver o exerccio 1)

.Acertou os itens #b> e #c>Acertou os itens 2) e 3)

.Como = sugerido em #bc)3 #e>1 #f> e #g> Como sugerido em 23]: 5), 6) e 7) .Louis .Braille nasceu na .Fran&a'Louis Braille (1809-1852) nasceu na Frana.

45

Impressora Braille computadorizada grande porte

(#bjjj = s=c' #bj) [2000 sc. 20] .As notas e s>o esclarecedoras'As notas (5) e (6) so esclarecedoras.

.Discar para .Bras/lia'Discar (0xx61) para Braslia. 35.2 Formas compostas:

1 b,> e c,>'Nos termos das alneas a), b) e c).

.Atentem para as notas 'Atentem para as notas (b) e (d).

.EstimadoEstimado(a) amigo(a)

.Prezado("O Casaro") ["telenovela"]

Prezado(s) colega(s)

o,> 8 .Deitado eternamente em ber&o esplo ele -- entre outras coisas -- disse que lhe do/a'Ento ele entre outras coisas disse que lhe doa.

.Cada um tinha seu estatuto1 conforme a sua classe social -clero1 nobreza ou povo'Cada um tinha seu estatuto, conforme a sua classe social clero, nobreza ou povo. 38. O sinal [o (246 135) representa um crculo e serve para destacar certa forma de enumerao.

Exemplos:

.Os t/tulos que se seguem correspondem a publica&[es peri+dicas em braille3 [o 8.Revista .Brasileira para .Cegos8 [o 8.Poliedro81 revista de tiflologia e cultura [o 8.Pontinhos81 revista infanto-juvenil [o 8.Ponto e .Som81 cultura e informa&>o

51

Os ttulos que se seguem correspondem a publicaes peridicas em braille: "Revista Brasileira para Cegos" "Poliedro", revista de tiflologia e cultura "Pontinhos", revista infanto-juvenil "Ponto e Som", cultura e informao 39. O e comercial (&) representa-se por meio do sinal deve ficar sempre entre espaos.

& (12346), que

Exemplos:

.Silveira & .Cia' Silveira & Cia. .Brito & .Gomes Brito & Gomes40. Os sinais ,1 (6 2) e _ (456) representam, respectivamente, a barra e a barra vertical. Em geral, no h espaos antes ou depois das barras, sendo que a barra vertical deve ser seguida de, pelo menos, meia cela em branco.

Exemplos:

.Rio,1.LisboaRio/Lisboa

..MEC,1..SEESP,1.Comiss>o .Brasileira do .BrailleMEC/SEESP/Comisso Brasileira do Braille

.Matem(tica_.L/ngua .PortuguesaMatemtica|Lngua Portuguesa

empregado_ empregadorempregado| empregador

52

40.1 Se as barras ocorrerem em final de linha, torna-se necessrio repetilas no incio da linha imediata.

Exemplo:

.Decreto-.Lei .N'o #dif,1 ,1#ggDecreto-Lei N 496/77 41. As setas horizontais para a direita (246 25) e de sentido duplo incio da linha seguinte.

3o (25 135), para a esquerda [3 [ 3 o (246 25 135) empregam-se

isoladamente e, se ocorrerem no fim de uma linha, no se repetem no

Exemplos:

cloro 6 brometo de pot(ssio 3O CLORETO de pot(ssiocloro + brometo de potssio cloreto de potssio

direitos [3O deveresdireitos deveres 42. O sinal restituidor do significado original de um smbolo braille representa-se por

;

(56). Emprega-se em contexto estenogrfico,

imediatamente antes de palavras para indicar que todos os seus caracteres tm o valor original.

53

42.1 Quando necessrio, emprega-se igualmente para fazer cessar um significado atribudo a novos sinais, criados em conformidade com o disposto no pargrafo 44, restituindo assim a qualquer sinal o seu significado prprio.

43. Na escrita de textos em lnguas estrangeiras emprega-se a Grafia Braille dos respectivos idiomas. (V. Apndices.) Porm, em palavras estrangeiras isoladas e pouco freqentes, ou ainda na grafia de palavras portuguesas que contenham vogais acentuadas para as quais no haja sinal braille correspondente neste Cdigo, antepem-se s letras os diacrticos seguintes:

9 5 @ ^ "

acento agudo acento grave acento circunflexo trema til

Ex.: Ex.: Ex.: Ex.: Ex.:

c9omo cmo fr5ere frre para@itre paratre f^ur fr nenh"ua nenhu a ~

44. Sempre que em alguma obra a transcrever ocorram sinais cuja grafia no haja sido prevista e normalizada neste Cdigo, deve o transcritor atribuirlhes o correspondente sinal braille, evitando toda a possibilidade de confuso com os sinais e as normas aqui determinados. Os sinais que tiverem de ser criados devero ser objeto de nota de rodap em que se indique o seu significado, quando se empreguem pela primeira vez; sendo muitos estes sinais, devem figurar em lista prpria e em pgina(s) exclusiva(s) no incio do volume onde se encontram.

54

CaptuloIII Cap ulo III t Disposio do Texto Braille Braille isposi Disposio do Texto Braille

45. Na transcrio para braille deve seguir-se o mais possvel a disposio de qualquer texto em tinta, tendo sempre em conta, no entanto, as especificidades da leitura ttil. 46. Os ttulos, subttulos, etc. devem ficar bem destacados em relao aos respectivos textos. O destaque pode ser-lhes conferido atravs de uma ou mais linhas em branco ou de trao para sublinhar, processos que substituem, com vantagem, o itlico e a caixa alta, correntemente usados nas edies em tinta.

Exemplos:(ttulo centralizado):

.O .Direito .Sucess+rioO Direito Sucessrio

.GeneralidadesGeneralidades (ttulo escrito a partir da margem):

.O .Direito .Sucess+rio .Generalidades(ttulo sublinhado): Generalidades

O Direito Sucessrio

.O .Direito .Sucess+rio O Direito Sucessrio 33333333333333333333333 .Generalidades Generalidades55

46.1 Os ttulos, subttulos, etc. no devem ser escritos em pgina diferente daquela em que os respectivos textos comeam; pelo contrrio, devem ser seguidos de, pelo menos, duas linhas de texto. 46.2 Um texto s deve terminar num princpio de pgina, se nela figurarem, pelo menos, duas linhas de texto. A observncia deste preceito de particular importncia, se na mesma pgina comear novo texto, pois assim se evitar tomar por ttulo deste o final do texto anterior.

47. Especiais cuidados devem ser tomados para a insero de referncias no final de textos. Assim, autores, obras de onde os textos foram extrados, etc., nunca devero ficar em pgina diferente daquela em que o texto terminar.

48. Os pargrafos devem ser claramente destacados. A abertura pode variar, mas tem de fazer-se pelo menos no terceiro espao. O pargrafo americano, que consiste em no fazer qualquer abertura e deixar uma linha em branco entre pargrafos, embora muito utilizado em tinta, no recomendvel em braille, por provocar a descontinuidade do texto e prejudicar a economia de espao. 48.1 Quando h necessidade de economizar espao (em apontamentos, publicaes peridicas, etc.), pode usar-se o "pargrafo compacto". O sinal de pontuao pelo qual um pargrafo termina seguido de trs espaos em branco; o novo pargrafo principia a seguir, na mesma linha, e a linha imediata comea, pelo menos, no terceiro espao.

56

Exemplo:

8.A primeira tentativa conhecida para construir um sistema de escrita em relevo foi feita1 $ volta de #aeag1 por .Francisco .Lucas1 de .Sarago&a1 que inventou uma s=rie de letras gravadas em pranchas delgadas de madeira' .Levado para a .It(lia1 cerca de #aege1 este sistema foi aperfei&oado por .Rampansetto1 de .Roma1 mas falhou por ser de leitura dif/cil'8"A primeira tentativa conhecida para construir um sistema de escrita em relevo foi feita, volta de 1517, por Francisco Lucas, de Saragoa, que inventou uma srie de letras gravadas em pranchas delgadas de madeira. Levado para a Itlia, cerca de 1575, este sistema foi aperfeioado por Rampansetto, de Roma, mas falhou por ser de leitura difcil." 48.2 O processo de pargrafo compacto no se aplica circunstancialmente quando o incio de cada pargrafo no puder ser claramente assinalado pela reentrncia da linha imediata e quando os pargrafos estiverem referenciados com nmeros, letras, etc. Faz-se ento a abertura do pargrafo conforme se estabelece no nmero 48 e retoma-se depois o pargrafo compacto.

57

49. As molduras (caixas) em que se destacam pequenos textos podem e devem ser reproduzidas em relevo, utilizando para isso linhas horizontais e verticais.

Exemplo:

.= regra fundamental para o bom funcionamento de um fich(rio que3 633333333333333333333333333334 l .Quando se tiver de _ l retirar uma ficha por _ l per/odo longo1 fique _ l no seu lugar uma indica- _ l &>o com o nome da pessoa _ l que o fez1 a se&>o onde _ l trabalha e a data em que _ l a retirada se verificou' _ h3333333333333333333333333333j regra fundamental para o bom funcionamento de um fichrio que: Quando se tiver de retirar uma ficha por perodo longo, fique no seu lugar uma indicao com o nome da pessoa que o fez, a seo onde trabalha e a data em que a retirada se verificou.

50. A transcrio dos textos em versos comea-se na margem, procurando sempre seguir a disposio do texto em tinta. Se o verso for muito extenso e ocupar mais de uma linha em braille, o excesso no dever comear, na linha imediata, antes do terceiro espao.

58

Educando com mquina Braille

Exemplo:

8.Auriverde pend>o de minha terra1 .Que a brisa do .Brasil beija e balan&a1 .Estandarte que $ luz do .Sol encerra .As promessas divinas da .Esperan&a'''8"Auriverde pendo de minha terra, Que a brisa do Brasil beija e balana, Estandarte que luz do Sol encerra As promessas divinas da Esperana..." 50.1 Quando um texto tem versos que se iniciam mais direita e versos comeados mais esquerda, aqueles no devero iniciar-se antes do quinto espao. Se forem muito extensos, a sua continuao no dever ter lugar antes do stimo espao.

59

Exemplo:

.Bailai sobre as lagrimosas .Estrelinhas misteriosas1 .Cintila&[es1 nebulosas1 .Fro de como .Ino do .Fingimento1 ,1 ,1 .Cantados pela voz da .Dependo por excel (5 135) 2. Observaes e Normas de Aplicao 246) menor "[ < (5 parnteses: abrir "< ( (5 126) 2.1 O sinal "1 (5 2) delimita a expresso informtica que enquadra. No fechar "> ) (5 345) incio desta, tem de ser precedido de espao, se no ocorrer no princpio restituidor ; (56) de uma linha; no fim da.- _ expresso, tem de ser seguido de espao, caso sublinhado autnomo (46 36) no coincida com fim de linha. sublinhado: incio _- __ (456 36) Exemplos: fim _3 __ (456 25) til"1www'acapo'pt"1 www.acapo.pt (2346) autnomo ! ~ translineao " (5)http://www.perkins.pvt.k12.ma.us

"1http344www'perkins'pvt'k#ab'ma'us"1 "1ibc>infolink'com'br"[email protected]

68

2.2 O sinal

.

2. Observaes e Normas de Aplicao (46) deve preceder o diacrtico autnomo. Considera-se

diacrtico autnomo delimitar a no afeta qualquer que enquadra. 2.1 O sinal "1 (5 2) serve para aquele que expresso informticacaractere. Escrevese, portanto, no Brasil. No incio da expresso, tem de ser precedido de Emprega-se sempre,explicitamente. espao, se no ocorrer no princpio de uma linha; no fim da expresso, tem de Exemplos: ser seguido de espao, caso no coincida com fim de linha.Obs.: Em Portugal, s se usa quando nessa expresso existir qualquer smbolo http://www.rit.edu/~easi/ deste apndice, cujo significado no seja o que j estava normalizado nesta grafia.

"1http344www'rit'edu4."easi4"1

"1http344intervox'nce'ufrj'br4" Exemplos: a) "1WWW'ACAPO'PT"1 www.acapo.pt ."amuniz4"1 htpp://intervox.nce.ufrj.br/~amuniz/ b) "1HTTP344WWW'peRKINS'PVT'" K#AB'MA'US"1 http://www.perkins.pvt.k12.ma.us 2.3 O sinal .- (46 36) representa o caractere "sublinhado" que no afeta c) "1IBC:IBC'GOV'BR"1 [email protected] outro caractere. 2.2 Considera-se til autnomo aquele que no afeta qualquer caractere. Escreve-se, Exemplos: portanto, explicitamente.

"19'ex.-"1 *.ex_ Exemplos: "1www'braillenet'jussieu'fr4" a) "1HTTP344WWW'RIT'EDU4!EASI4"1 http://www.rit.edu/~easi/ navigateur4braillesurf.-" b) "1HTTP344intervox'nce'ufrj'" avec.-ie'exe"1br4!amuniz4"1 http://intervox.nce.ufrj.br/~amuniz/ www.braillenet.jussieu.fr/navigateur/braillesurf_avec_ie.exe 2.3 O sinal .- (46 36) representa o caractere sublinhado que no afeta qualquer "1http344www'lerparaver'com4" outro caractere.

mailinglist.-querersaber'html"1

http://www.lerparaver.com/mailinglist_querersaber.html

2.4 O sinal

"- (5 36) indica o incio e o fim de sublinhado, seja de um

caractere, seja de uma expresso.

69

Exemplos: Exemplos: a) "19'EX.-"1 *.ex_ b) "1www'braillenet'jussieu'fr4" .Para copiar os arquivos com navigateur4braillesurf.-" extens>o "1'ex.#"1 da unidade avec.-ie'exe"1 .A3 para a unidade .c3 escreva1 www.braillenet.jussieu.fr/navigateur/braillesurf_avec_ie.exe na linha de comando do c) "1http344www'lerparaver'com4" ..DOS1 a express>o abaixo sublinhada3 mailinglist.-querersaber'" html"1 "1"-copy a3"'9'ex.# c3"-"1 http://www.lerparaver.com/mailinglist_querersaber.html Para copiar os arquivos com extenso .ex# da unidade A: para a unidade C:

escreva, na linha de comando do DOS, a expresso abaixo sublinhada: 2.4 Os sinais _- e _3 (456 36) e (456 25) indicam, respectivamente, o incio e o fim copy a:\*.ex# c: seja de um caractere, seja de uma expresso. de sublinhado,Exemplos: .O comando3 a) Para copiar os arquivos com extenso ex# da "1titulo7,"-.Ap [ *

ae acoplados o cortado a com pequeno crculo por cima ( da famlia dos circunflexos)

Espanhol

! ] -< > ( ) 5 5 6 6 > < [

a com pequeno crculo por cima ( da famlia dos circunflexos) a com trema () o com trema ()

Mquina de Esteriotipia para produo de matrizes em liga de alumnio

74

Apndice 3 Ap ndic e

Alfabeto Grego Alfabeto Hebraico Alfabeto Russo ou Cirlico Moderno

1. Alfabeto Grego Clssico 1. Alfabeto Grego Clssico1.1 nome da letra

minscula 1.1. alfanome de letra maiscula

maiscula

alfa beta beta gama gama delta delta psilon psilon zeta zeta eta eta teta teta iota iotacapa capa lambda lambda mi mi mu mu ou ou ni ou nu nu ni ou xi

^a ^b ^g ^d ^e ^z ^: ^? ^i ^k ^l ^m ^n

minscula @a @a @b @b @g @g @D @d @E @e @Z @z @: @: @? @? @I @i @K @k @L @l @M @m @N @n @X

^A ^B ^G ^D ^E ^Z ^: ^? ^I ^K ^L ^M ^N ^X75

omicron xi pi omicron r pi sigma r tau sigma psilon tau

psilon fi fi chi khi psi psi mega mega 1.2 Letras Arcaicas digama stigma

^x ^o ^p ^r ^s ^t ^u ^f ^& ^y ^w

@O @x @P @o @R @p @S @r @T @s @U @t @u @F @f @& @& @Y @y @W@w

^O ^P ^R ^S ^T ^U ^F ^& ^Y ^W

_v _)

copa sampi

_q _!

1.3 Sinais Diacrticos O sinal = (123456) tem aqui a funo de referencial de posio. iota subscrito iota adscrito koronis ou crase esprito suave esprito spero

=9 ^=i 0= 0= h=

direse ou trema longa breve longa ou breve

"= 3= ,= 5=

76

1.4 Vogais Acentuadas Vogais Agudas: Graves: Circunflexas: a ` ^

A > ( *

e `

e $ C

` ^

: = !