Grupo 6 Filosofia, Sociologia e Redação - ?· Considerando o texto acima sobre o surgimento da filosofia…

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  • UNIOESTE - Universidade Estadual do Oeste do ParanVESTIBULAR 2013

    Grupo 6Filosofia, Sociologia e Redao

    Candidato: inscrio - nome do candidatoOpo: cdigo - nome / turno - cidadeLngua Estrangeira: nome da lngua Cotista: CotistaLocal de Prova: nome do local de provaCidade de Prova: municpio de provaSala de Prova: numero Carteira de Prova: nmero

    Observaes1. CADERNO DE PROVAS: Este caderno possui a prova de REDAO e a prova de CONHECIMENTOS ESPECFICOS do concurso vestibular, sendo esta ltima constituda por duas matrias (apresentadas em ordem alfabtica), dentre as quais podem estar Biologia, Espanhol, Filosofia, Fsica, Geografia, Histria, Ingls, Literatura, Matemtica, Portugus, Qumica, Sociologia de acordo com a escolha do curso feita pelo candidato. Cada matria possui doze questes objetivas; cada questo tem cinco alternativas (A, B, C, D, E), das quais apenas uma est correta.

    2. CARTO DE RESPOSTAS: Verifique se as informaes que constam no seu carto resposta esto corretas. Se os dados estiverem corretos, assine o carto. Caso haja algum erro, notifique imediatamente o erro ao fiscal. Oportunamente, leia as instrues para o correto preenchimento das respostas.

    3. PREENCHIMENTO DO CARTO DE RESPOSTAS: Verifique seus dados impressos nesta folha. Use caneta esferogrfica PRETA para preencher TODO o quadrculo (a marcao indevida anula a resposta dada na questo). Entregue o carto-resposta ASSINADO no local indicado. No amasse, no dobre e no suje o carto-resposta, sob pena do no-reconhecimento pelos equipamentos de leitura.

    4. PERMANNCIA NA SALA: vedado sair da sala de provas antes das 16:00 horas, sob pena de desclassificao. O trmino da prova s 17:30 horas, impreterivelmente, sob pena de desclassificao. No h previso de horrio extra para o preenchimento do carto de respostas.

    5. ENTREGA DO MATERIAL E GABARITO: Ao retirar-se da sala, voc dever entregar o carto de respostas. Pode, contudo, levar consigo o caderno de provas, onde permitido anotar as respostas dadas (para, depois, conferir com o gabarito a ser fornecido pela Unioeste).

    6. Verifique agora se a impresso deste caderno est em ordem e se contm as 24 questes que deve conter. de responsabilidade do candidato informar ao fiscal de sala os problemas de impresso para que ele providencie a troca de prova, caso contrrio, no sero aceitas reclamaes posteriores._________________________________________________________________________________________________Observao: No esquea de entregar o carto de resposta assinado e com a sua impresso digital ao fiscal de sala e pedir a assinatura dele na declarao abaixo que confirma a entrega do gabarito.

    7. DECLARO TER RECEBIDO O CARTO RESPOSTA REFERENTE INSCRIO ACIMA.

    ________________________ ___________________________NOME DO FISCAL ASSINATURA DO FISCAL

  • FILOSOFIA1. No fcil definir se a ideia dos poemas homricos, segundo a qual o Oceano a origem de todas as coisas, difere da concepo de Tales, que considera a gua o princpio original do mundo; seja como for, evidente que a representao do mar inesgotvel colaborou para a sua expresso. Em todas as partes da Teogonia de Hesodo reina a vontade expressa de uma compreenso construtiva e uma perfeita coerncia na ordem racional e na formulao dos problemas. Por outro lado, a sua cosmologia ainda apresenta uma irreprimvel pujana de criao mitolgica, que muito mais tarde ainda age sobre as doutrinas dos fisilogos, nos primrdios da filosofia cientfica, e sem a qual no se poderia conceber a atividade prodigiosa que se expande na criao das concepes filosficas do perodo mais antigo da cincia

    Werner Jaeger.Considerando o texto acima sobre o surgimento da filosofia na Grcia, seguem as afirmativas abaixo:

    I. O surgimento da filosofia no coincide com o incio do uso do pensamento racional.II. O surgimento da filosofia no coincide com o fim do uso do pensamento mtico.III. Tales de Mileto, no sculo VI a.C., ao propor a gua como princpio original do mundo, rompe definitivamente com o pensamento mtico.IV. Mitos esto presentes ainda nos textos filosficos de Plato (sculo IV a.C.), como, por exemplo, o mito do julgamento das almas.V. Os primeiros filsofos gregos, chamados pr-socrticos, em sua reflexo, no se ocupavam da natureza (Physis).

    Das afirmativas feitas acima

    A. apenas a afirmao V est correta.

    B. apenas as afirmaes III e V esto corretas.

    C. apenas as afirmaes II e IV esto corretas.

    D. apenas as afirmaes I, II e IV esto corretas.

    E. apenas as afirmaes I, III e V esto corretas.

    2. Nada indigna mais uma cabea filosfica do que ouvir dizer que, de agora em diante, toda filosofia tem de ficar aprisionada nos grilhes de um nico sistema. Nunca esse esprito se sentira maior do que ao ver diante de si a infinidade do saber. Toda a sublimidade de sua cincia consistiria justamente em nunca poder perfazer-se. No instante em que ele prprio acreditasse ter perfeito seu sistema, ele se tornaria insuportvel para si mesmo. Nesse mesmo instante, deixaria de ser criador e se reduziria a um instrumento de sua criatura. [] nada pode ser mais pernicioso para a dignidade da filosofia que a tentativa de for-la a entrar nos limites de um sistema terico universalmente vlido

    Schelling.

    Considerando o texto acima, INCORRETO afirmar que

    A. a filosofia tem, alm de seu aspecto terico, um aspecto prtico ligado criao de sistemas.

    B. a dignidade da filosofia est em colocar-nos diante de um horizonte infinito de conhecimento.

    C. a filosofia, enquanto atividade criadora humana, tem inmeras possibilidades de expresso terica.

    D. a filosofia uma atividade que no deve atingir um acabamento definitivo por meio de um sistema terico.

    E. a filosofia, para a grandeza do esprito humano, deve realizar um sistema terico universal, perfeito e definitivo.

  • 3.... a funo prpria do homem um certo modo de vida, e este constitudo de uma atividade ou de aes da alma que pressupem o uso da razo, e a funo prpria de um homem bom o bom e nobilitante exerccio desta atividade ou a prtica destas aes [...] o bem para o homem vem a ser o exerccio ativo das faculdade da alma de conformidade com a excelncia, e se h mais de uma excelncia, em conformidade com a melhor e a mais completa entre elas. Mas devemos acrescentar que tal exerccio ativo deve estender-se por toda a vida, pois uma andorinha s no faz vero (nem o faz um dia quente); da mesma forma um dia s, ou um curto lapso de tempo, no faz um homem bem-aventurado e feliz.

    Aristteles.

    Considerando o texto citado e o pensamento tico de Aristteles, seguem as afirmativas abaixo:

    I. O bem mais elevado que o ser humano pode almejar a eudaimonia (felicidade), havendo uma concordncia geral que o bem supremo para o homem a felicidade, e que bem viver e bem agir equivale a ser feliz.II. A eudaimonia (felicidade) sempre buscada por si mesma e no em funo de outra coisa, pois o ser humano escolhe o viver bem como a mais elevada finalidade e por nada alm do prprio viver bem.III. Definindo a eudaimonia (felicidade) a partir da funo prpria da alma racional e do exerccio ativo das faculdades da alma em conformidade com a excelncia (virtude) conclui-se que, aos seres humanos, s possvel levar uma vida constituda por momentos de felicidade decorrentes da satisfao dos desejos e paixes que no se subordinam atividade racional.IV. A eudaimonia (felicidade) um certo modo de vida constitudo de uma atividade ou de aes por via da razo e conforme a ela, sendo o bem melhor para o homem o exerccio ativo das faculdades da alma em conformidade com a excelncia (virtude) que deve estender-se por toda a vida.V. A excelncia (virtude) humana, como realizao excelente da tarefa humana, reside no exerccio ativo da racionalidade, pois a funo prpria de um homem bom o bom e nobilitante exerccio desta atividade ou na prtica destas aes em conformidade com a virtude, sendo este o bem humano supremo e a ltima finalidade desiderativa humana.

    Das afirmativas feitas acima

    A. somente a afirmao I est incorreta.

    B. somente a afirmao III est incorreta.

    C. as afirmaes III e V esto corretas.

    D. as afirmaes I e III esto corretas.

    E. as afirmaes II, III e IV esto corretas.

  • 4. A necessidade prtica de agir segundo este princpio, isto , o dever, no assenta em sentimentos, impulsos e inclinaes, mas sim somente na relao dos seres racionais entre si, relao essa em que a vontade de um ser racional tem de ser considerada sempre e simultaneamente como legisladora, porque de outra forma no podia pensar-se como fim em si mesmo. A razo relaciona, pois, cada mxima da vontade concebida como legisladora universal com todas as outras vontades e com todas as aes para conosco mesmos, e isto no em virtude de qualquer outro mbil prtico ou de qualquer vantagem futura, mas em virtude da ideia da dignidade de um ser racional que no obedece a outra lei seno quela que ele mesmo simultaneamente d a si mesmo. [...] O que se relaciona com as inclinaes e necessidades gerais do homem tem um preo venal [...] aquilo porm que constitui a condio s graas a qual qualquer coisa pode ser um fim em si mesma, no tem somente um valor relativo, isto , um preo, mas um valor ntimo, isto , dignidade.

    Kant. Considerando o texto citado e o pensamento tico de Kant, seguem as afirmativas abaixo:

    I. Para Kant, existe moral porque o ser humano e, em geral, todo o ser racional, fim em si mesmo e valor absoluto, no deve ser tomado simplesmente como meio ou instrumento para o uso arbitrrio de qualquer vontade.II. Fim em si mesmo e valor absoluto, o ser humano pessoa e tem dignidade, mas uma dignidade que , apenas, relativamente valiosa por se encontrar em dependncia das condies psico-sociais e