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Guia da Noite Lx Magazine #10

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A nova edição do Guia da Noite Lx Magazine já anda por aí! Agarra o teu e fica a par de tudo o que se passa na movida lisboeta! Neste número, João Peste fala do regresso dos Pop Dell’Arte aos discos, fazemos uma antevisão ao Festival Silêncio com entrevista exclusiva a Saul Williams, damos-te a conhecer o Bairro Alto de A a Z e muito mais!

Text of Guia da Noite Lx Magazine #10

  • Joo Peste O regresso dos Pop DellArte

    Festival Silncio A Palavra ao Poder

    Holofotes Saul WilliamsFernando Ribeiro Animal social

    Bairro Alto

    A a Z

    www.guiadanoite.net

    Tendncias Cultura Urbana Msica Net Sabores Djs Entrevistas

    Guia cafs | esplanadas | restaurantes | bares | discotecas

    #10

    - 201

    0 D

    istr

    ibu

    i

    o g

    ratu

    ita

  • 101 Noites, Lg. de St Antoninho, 3 - 1200-406 Lisboa | Tel. 21 343 22 52 [email protected] | www.101noites.com | www.myspace.com/101noites

  • Guia da Noite Lx magazine 1

    Holofotes

    Pela primeira vez em Portugal, a grande

    referncia do slam Silncio fala ao Guia

    da Noite numa entrevista exclusiva

    Se h um nome que poderia ser confundido

    com o prprio conceito de spoken word,

    certamente o de Saul Williams. Actor, poeta,

    msico, foi no Nuyorican Poets Caf, em

    Manhattan, que comeou a fazer-se

    notar, na segunda metade dos anos

    noventa, ao vencer o concurso

    de Poetry Slam do emblemtico

    caf. Em 98, foi protagonista, ao

    lado de Sonja Sohn, de Slam,

    filme do realizador indepen-

    dente Marc Levin que ganhou

    o grande prmio do jri do Fes-

    tival de Sundance para melhor

    filme dramtico e a cmara de

    ouro do Festival de Cannes. Foi

    tambm ele autor do argumento

    desta histria que narra as dificul-

    dades encontradas por um jovem

    poeta afro-americano num quoti-

    diano marcado pela violncia e pelo

    trfico de drogas.

    A participao no filme veio a ser

    determinante no s para o seu per-

    curso pessoal como para a prpria

    evoluo do slam como gnero

    artstico. Uma importncia

    que pressentiu ainda

    antes da estreia.

    Texto Myriam Zaluar

    Saul WilliamsA alma da palavra

  • 2 Guia da Noite Lx magazine

    A energia que senti durante o processo

    de escrita, e durante a minha actuao no

    filme, fizeram-me sentir como uma espcie

    de Joana DArc, no sentido de estar a partici-

    par numa coisa que nos transcende e que

    maior do que ns prprios. Passei o tempo

    todo a rezar para que permanecesse sufi-

    cientemente aberto para poder continuar a

    receber essa energia positiva e para que esta

    flusse atravs de mim. O meu objectivo era

    o de inspirar o movimento e suscitar a capa-

    cidade das palavras para moldarem a nossa

    forma de vida; a vida, a realidade, afirma.

    Ainda nesse ano, o jovem artista publica

    o primeiro livro, The Seventh Octave uma

    antologia com alguns dos seus primeiros

    poemas e estreia-se na msica. Uma

    evoluo natural para quem escreve

    poesia: Quando se escuta atentamente

    a poesia, comea-se a ouvir a msica que

    ela contm. Rick Rubin, o mtico produtor

    de nomes to sonantes como Red Hot

    Chili Peppers e Beastie Boys, no o deixou

    escapar: Ele deu-me o lbum Branco dos

    Beatles e disse-me: Saul, s um grande

    escritor, isto escrever canes, aprende

    a diferena. Disse-me que gravaramos

    quando eu tivesse 20 canes e, de alguma

    forma, desapareceu. Deixou-me a pensar

    sozinho. Eu fiquei muito intimidado, afinal

    ele tinha trabalhado com todos os meus

    dolos da adolescncia. O resultado do

    tratamento de choque foi pouco menos

    que brilhante: Amethyst Rock Star (2001) foi

    recebido em braos pela crtica. Com influ-

    ncias que vo de Hendrix a Miles Davies,

    houve quem comparasse o seu estilo com

    msica de cmara moderna. Muito para

    alm do hip-hop, Saul Williams faz poesia

    sonora em que a msica recupera o que de

    mais poderoso contm as palavras ditas.

    Fugees, Erykah Badu, De la Soul so

    apenas alguns dos nomes com quem ir

    trabalhar ao longo dos anos seguintes.

    Um mergulho de cabea na msica sem

    contudo descurar o lado mais despido da

    poesia open mike (microfone aberto), que

    continua a praticar. Neste campo, desta-

    cam-se actuaes com Allen Ginsberg ou

    Sonia Sanchez. Da colaborao com Trent

    Reznor (Nine Inch Nails) nasce The Inevi-

    table Rise and Liberation of Niggy Tardust

    em 2007. Obviamente inspirado em David

    Bowie e no seu Ziggy Stardust, mas tam-

    bm em Brecht com A Resistvel Ascenso

    de Arturo Ui, o lbum representa uma sn-

    tese das suas convices polticas e do seu

    compromisso com a arte. A fim de afirmar a

    sua posio sobre a indstria musical, que,

    no seu entender, continua a subestimar a

    inteligncia dos ouvintes, Niggy Tardust

    comeou por ser lanado on-line e s mais

    tarde conheceu um formato fsico. tam-

    bm, claro, uma espcie de alter-ego.

    Niggy Tardust o meu avatar. Trata-se de

    um verdadeiro hbrido, um colectivo de ener-

    gia e som, um gerador e um condutor. Acho

    que o criei para responder a uma splica.

    Ele representa uma espcie de simbolismo

    visual e auditivo que se quer como algo que

    transcende raa, gnero e todas as limitaes

    que se interpem entre a pureza do verda-

    deiro ser atravs da msica. Ele o bombista

    suicida que descobre que no necessrio

    morrer para provar o seu ponto de vista e que

    comea por isso mesmo a explorar a verda-

    deira arte e expresso da exploso.

    Artista inquieto, no se contenta com

    uma s forma de expresso. Em palco,

    transfigura-se. Usa mscaras, veste perso-

    nagens. Encaro as minhas actuaes como

    um ritual. O traje e as pinturas faciais

    Holofotes

  • Guia da Noite Lx magazine 3

    Holofotes

    24 Jun., 18h @ Faculdade de Letras da UL Master class

    24 Jun., 21h30 @ Instituto Franco-Portugus Conversas do Silncio

    25 Jun., 23h45 @ Musicbox Lisboa Espectculo

    Saul William no Festival Silncio!

    funcionam como smbolos da transfor-

    mao que eu fao para a viagem; como

    vestir a pele do meu avatar. Mas s o fao

    quando acompanhado por msica. Com a

    poesia, sou simplesmente eu; eu em cru.

    Ainda no sabemos que dimenso ir

    subir ao palco do Musicbox onde actuar

    no quadro do Festival Silncio. Se o poeta

    em cru, se o avatar. Mas quem quiser

    acompanh-lo no seu percurso por terras

    lusas ter certamente ocasio de se cruzar

    com vrios aspectos da sua multifacetada

    personalidade artstica: alm do espec-

    tculo, Saul Williams ir ainda proferir

    uma master class e estar presente numa

    conversa que promete com Kalaf, Jos Lus

    Peixoto e Rui Miguel Abreu. A no perder!

  • 4 Guia da Noite Lx magazine

    Nota: No nos responsabilizamos por eventuais alteraes na informao sobre eventos e espaos seleccionados.

    # 40 Sabores Glamour

    # 42 Sabores Gourmet

    # 44 Sabores do Mundo

    # 46 Noites Trendy

    # 48 Noites Cool

    # 50 Noites ao Vivo

    # 52 Noites de Dana

    Be

    st O

    f Este smbolo significa que podes ler as entrevistas ou artigos na ntegra e interagir com a revista. Voa para www.guiadanoite.net ou envia um e-mail para [email protected]

    #1 Holofotes Saul WilliamsA alma da palavra

    # 5 Noite no Mundo Jos Lus Peixoto

    Isla De La Light

    # 8 Zoom Festival Silncio!A palavra ao poder

    # 12 Livre Trnsito Joo PesteDe onde saiu esta cano?

    # 15 1001 Noites Bairro Alto de A a Z

    # 20 Work in Progress A Z dos Bois alarga a sua teia

    # 24 Dj Shot Heartbreakerzs: satisfaz duas vezes

    # 27 Retratos da Noite Miss Dove

    Ela trocou o dia pela noite

    # 32 Animal Social Fernando Ribeiro

    Cada som como um grito

    # 36 Pela Estrada Fora A verdade segundo Freddy Locks

    No s rock, uma aventura!

    # 40 Best Of Restaurantes, bares e discotecas

    # 54 Guia Directrio das melhores moradas da noite de Lisboa

    # 64 Banda sonora Playlist de Lady G. Brown

  • Guia da Noite Lx magazine 5

    de um parque temtico: a

    arquitectura colonial bem

    pintadinha e, no rs-do-

    cho, Starbucks, Burguer

    Kings e Dominos Pizzas.

    Para os visitantes estrangei-

    ros, no possvel chegar a

    Vieques sem passar por San

    Juan e sem acumular um

    pouco dessa transpirao (muita humi-

    dade) que destila charutos e Bacardi.

    Depois, h tambm a memria do

    pequeno avio, motor de lambreta, que,

    em vinte minutos, aterra noutro mundo.

    Vieques uma pequena ilha ao largo da

    ilha principal de Porto Rico Isla Grande

    e, quando se chega ao aeroporto, no

    h quase nada. H, na parede, uma lista

    com o nmero de telemvel dos taxistas

    da ilha. Depois, h duas localidades:

    Isabel II e Esperanza.

    Um passo para a frente, volta ao meio e

    pra. Um passo para trs, volta ao meio

    e pra. Danar salsa no difcil mas,

    ao fim da quarta/quinta noite, torna-

    -se repetitivo. As msicas comeam

    a parecer todas as iguais e, antes de

    adormecer, s se ouve trombones na

    memria. Em San Juan Viejo, assim

    salsa, salsa, salsa.

    Na capital de Porto Rico, esse bairro o

    centro turstico e tem poucas diferenas

    Texto Jos Lus PeixotoFotografia Carlos Ferreira

    Noite no Mundo

    Isla de La Light

  • 6 Guia da Noite Lx magazine

    Noite no Mundo

    o pequeno Malecn uma rua de bares e

    restaurantes, paralela ao mar do Caribe,

    que se percorre de ponta a ponta em

    cinco minutos (andando lentamente).

    Encontrmos um quarto onde ficar

    uma penso deserta, sem

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