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Guia de Acessibilidade Ceara

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GUIA DE ACESSIBILIDADE:Espao Pblico e Edificaes

Guia de Acessibilidade: Espao Pblico e Edificaes. 1 ed./ Elaborao: Nadja G.S. Dutra Montenegro; Zilsa Maria Pinto Santiago e Valdemice Costa de Sousa. Fortaleza: SEINFRA-CE, 2009. 1. Ttulo 2. Guia de Acessibilidade 2. Pessoas com deficincia 3. Pessoas com mobilidade reduzida

Realizao Secretaria da Infraestrutura do Estado do Cear SEINFRA Associao Tcnico-Cientfica Engenheiro Paulo de Frontin ASTEF Ilustraes Davi Moreira Lopes Valdemice Costa de SousaCid Ferreira Gomes Governador do Estado do Cear Francisco Adail de Carvalho Fontenele Secretrio da Infraestrutura Otaclio Borges Filho Secretrio Adjunto da Infraestrutura Joaquim Firmino Filho Secretrio Executivo da Infraestrutura

GUIA DE ACESSIBILIDADE:Espao Pblico e Edificaes

Fortaleza-CE, 2008. Copyright 2008. Secretaria da Infraestrutura do Estado do Cear SEINFRA Todos os direitos reservados. Proibida a reproduo, armazenamento e transmisso deste guia, por quaisquer meios, sem prvia autorizao escrita da SEINFRA.

Palavra da Primeira-damaA percepo de que as diferenas entre as pessoas mereciam ateno especial dos governantes em todo o mundo fato recente. Somente a partir da dcada de 1990, as projees mundiais do envelhecimento, associadas a outras demandas sociais por acessibilidade, passaram a justificar as necessidades de interveno governamental no sentido de transformar e adequar estruturas fsicas para a universalizao dos direitos das pessoas em suas mais diversas condies de mobilidade. Desde ento, estudiosos e governantes de todo o mundo passaram a discutir e buscar estratgias para eliminar barreiras arquitetnicas e promover a acessibilidade, incluindo na pauta de agendas internacionais a busca de solues para viabilizar o direito universal das pessoas transitarem livremente em todo e qualquer espao pblico ou privado. Diante de tal realidade, nossa preocupao em promover acessibilidade fsica nos espaos pblicos do Estado do Cear concreta e encontra neste Guia um instrumento capaz de disseminar conhecimentos essenciais aos gestores pblicos e seus quadros tcnicos de engenharia e arquitetura, sensibilizando-os a promover as transformaes fsicas essenciais em suas reas de domnio e responsabilidade administrativa. O Desenho Universal para a acessibilidade plena de pessoas com mobilidade reduzida est traado neste Guia, com todas as medidas, smbolos, cores e justificativas. Adot-lo , no somente um dever cvico, mas tambm compromisso com o cumprimento da Legislao em vigor e a garantia de direitos de todo cidado que por qualquer contingncia enfrenta dificuldades de superao de barreiras arquitetnicas.

Maria Clia Habib Moura Ferreira Gomes Primeira-dama do Estado do Cear

Guia de Acessibilidade: Espao Pblico e Edificaes

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ApresentaoO presente Guia de Acessibilidade: Espao Pblico e Edificaes foi um esforo conjunto realizado entre o Governo do Estado do Cear, atravs da Secretaria da Infraestrutura do Estado do Cear (SEINFRA), e a Associao Tcnico-Cientfica Engenheiro Paulo de Frontin (ASTEF), com apoio da Universidade Federal do Cear - UFC, para tratar das questes voltadas acessibilidade em edificaes e espaos urbanos de uso pblico por pessoas com deficincia ou com mobilidade reduzida.

comunicao, bem como a outros servios e instalaes abertos ou propiciados ao pblico, tanto na zona urbana como na rural.

importante ressaltar que este Guia aborda questes gerais de acessibilidade dos espaos pblicos, tanto no que diz respeito s vias de acesso e entorno, praas, parques etc., quanto s edificaes pblicas propriamente ditas. Programas arquitetnicos que exigem legislao especfica como, por exemplo, aeroportos e hospitais, alm das recomendaes aqui referenciadas, devem observar respectiva legislao. No caso dos aeroportos, a regulamentao dada pela Empresa Brasileira da Infraestrutura Aeroporturia (INFRAERO)1; para hospitais, devem-se obedecer as resolues

Respeitando-se os quesitos normativos, que tratam da acessibilidade para pessoas com deficincia ou mobilidade reduzida, esta publicao tem a funo de orientar os profissionais das reas tcnicas da Engenharia, Arquitetura e af ins, alm de tambm servir de orientao aos gestores pblicos e demais cidados que se interessam pelo tema, numa linguagem simples e acessvel.

da Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria (ANVISA)2, observando-se as constantes atualizaes.

O desafio desta publicao , portanto, contribuir para a promoo do Desenho Universal, conceito que garante a plena acessibilidade a todas as pessoas, respeitando, assim, os princpios da diversidade humana, o que significa apresentar um dos alicerces de incluso social, obtido

A existncia de planos diretores municipais e legislaes especficas, como o Cdigo de Obras ou Edificaes, Cdigo de Posturas, Lei de Uso e Ocupao, Lei de Parcelamento do Solo e o Plano Diretor de Mobilidade Urbana e suas respectivas atualizaes, constituem um conjunto de instrumentos municipais que possibilitam a devida incluso do conceito de acessibilidade, fundamental para a construo de uma cidade acessvel.

por meio da insero das pessoas com deficincia e mobilidade reduzida aos espaos edificados.

Possibilitar o acesso fsico a todos tratar as diferenas de padres diversos, sem discriminar, por meio de solues diversas e inclusivas. tambm possibilitar a autonomia de caminhar sem riscos e, com isso, obter o direito de dividir democraticamente os espaos edificados da cidade. Tornar uma cidade acessvel permitir o fortalecimento da economia por meio da incluso

Em conformidade com a legislao federal, por meio do Decreto n 5.296/2004, a acessibilidade nos espaos urbanos e edif icaes de uso pblico ou de uso coletivo deve ser garantida. Neste sentido, este Guia de orientaes tcnicas representa uma contribuio do Governo do Estado do Cear para com o tratamento das questes de acessibilidade fsica no espao pblico construdo. Por meio dele, a incluso de pessoas com deficincia e mobilidade reduzida aos espaos edificados, sobretudo em municpios que ainda no consolidaram suas legislaes sobre o assunto, poder ser operacionalizada, possibilitando, assim, a melhoria da qualidade de vida dos cidados do Estado.

democrtica. poder gerar recursos com a sinergia promovida pela atrao de atividades e servios. E, assim, melhorar a qualidade de vida da populao.

Equipe Tcnica

Ainda, a Conveno da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Def icincia, da qual participa o Brasil, preconiza, em seu Art. 9, que os Estados-Partes devero tomar as medidas apropriadas para assegurar-lhes o acesso, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, ao meio fsico, ao transporte, informao e comunicao, inclusive aos sistemas e tecnologias da informao e1 2

http://www.infraero.gov.br/Licitaes/Normas e Regulamentos/ No stio da ANVISA (http://www.anvisa.gov.br/servicosaude/arq/normas.htm) esto disponveis os regulamentos tcnicos, portarias

e resolues elaboradas pelo Ministrio da Sade e pela ANVISA, pertinentes elaborao e anlise de projetos de edifcios de sade. Atualmente, a RDC n 50 , de modo geral, a mais abrangente sobre questes de espaos fsicos de sade.

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Sumrio1. O QUE O DESEnhO UnIvErSAL? ..........................................................................................................12 1.1 Conceito .......................................................................................................................................................................... 12 1.2 Princpios bsicos do Desenho Universal ................................................................................................... 12 2. DIMEnSES E MDULOS DE rEFErnCIA PArA PrOJETOS ........................................................13 2.1 Pessoas com Deficincia ou com Mobilidade Reduzida................................................................... 13 2.2 Mdulo de Referncia MR ................................................................................................................................ 15 2.3 rea de Giro ................................................................................................................................................................... 16 2.4 Manobras com Deslocamento .......................................................................................................................... 17 2.5 Parmetros de Alcance Manual de Pessoa em Cadeira de Rodas ............................................... 18 2.6 Larguras de Referncia para Circulao horizontal............................................................................... 19 3. SMBOLO InTErnACIOnAL DE ACESSO (SIA)......................................................................................20 4. SInALIZAO TTIL nO PISO (PISOS TTEIS DE ALErTA E DIrECIOnAL) ................................22 5. AUTOrIA DE PrOJETOS ................................................................................................................................26 6. A ACESSIBILIDADE nO ESPAO PBLICO .............................................................................................30 6.1 Caladas ........................................................................................................................................................................... 30 6.1.1 Inclinaes Transversal e Longitudinal ................................................................................................... 34 6.1.2 Faixas de Utilizao da Calada .................................................................................................................. 35 6.2 Faixa para Travessia de Pedestres ..................................................................................................................... 38 6.2.1 Rebaixamento da Calada para Travessia de Pedestres .............................................................. 39 6.3 Faixa Elevada ................................................................................................................................................................. 42 6.4 Esquinas ........................................................................................................................................................................... 44 6.5 Mobilirio Urbano...................................................................................................................................................... 46 6.5.1 Telefones Pblicos .............................................................................................................................................. 47 6.5.2 Cabines Telefnicas ............................................................................................................................................ 49 6.5.3 Bancas de Jornais e Revistas ........................................................................................................................ 50 6.5.4 Abrigos Para Espera de Transporte Coletivo ...................................................................................... 51 6.5.5 Elementos Verticais (Postes de Iluminao e Sinalizao de Trnsito)............................... 51 6.6 Circulao Vertical ..................................................................................................................................................... 52 6.6.1 Rampas ...................................................................................................................................................................... 53 6.6.2 Escadas ...................................................................................................................................................................... 56Guia de Acessibilidade: Espao Pblico e Edificaes

6.6.3 Passarelas.................................................................................................................................................................. 58 6.6.4 Corrimos e Guarda-Corpos......................................................................................................................... 58 6.6.5 Equipamentos Eletromecnicos (Plataformas, Esteiras Rolantes e Elevadores) ................................................................................................................. 61 6.7 Estacionamentos ........................................................................................................................................................ 66 6.7.1 Sinalizao Vertical e Horizontal ............................................................................................................... 69 6.8 Parques, Praas e Espaos Pblicos e Tursticos ...................................................................................... 71 7. A ACESSIBILIDADE EM EDIFICAES .....................................................................................................76 7.1 Classificao das Edificaes .............................................................................................................................. 76 7.1.1 Edificaes de Uso Privado .......................................................................................................................... 76 7.1.2 Edificaes de Uso Pblico .......................................................................................................................... 76 7.1.3 Edificaes de Uso Coletivo ........................................................................................................................ 77 7.2 Tipos de Barreiras Encontradas nas Edificaes...................................................................................... 77 7.3 Acessos ............................................................................................................................................................................. 80 7.4 Circulao Horizontal .............................................................................................................................................. 81 7.5 Desnveis ......................................................................................................................................................................... 82 7.6 reas de Aproximao de Portas ..................................................................................................................... 82 7.7 Sinalizao Ttil Para Ambientes Internos .................................................................................................. 83 7.7.1 Placas Tteis ........................................................................................................................................................... 83 7.7.2 Mapas Tteis .......................................................................................................................................................... 85 7.7.3 Comunicao em Braille................................................................................................................................ 86 7.7.4 Comunicao Sonora...................................................................................................................................... 86 7.7.5 Sinalizao Ttil no Piso .................................................................................................................................. 86 7.8 Circulao Vertical ..................................................................................................................................................... 86 7.9 Rotas de Fuga, Sadas de Emergncia........................................................................................................... 87 7.10 Portas, Janelas e Outros Dispositivos............................................................................................................ 88 7.10.1 Portas ....................................................................................................................................................................... 88 7.10.2 Janelas ..................................................................................................................................................................... 90 7.10.3 Dispositivos .......................................................................................................................................................... 91 7.11 Sanitrios ........................................................................................................................................................................ 92 7.12 Mobilirio Interno ....................................................................................................................................................101 7.12.1 Telefone ................................................................................................................................................................101

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7.12.2 Bebedouro..........................................................................................................................................................102 7.12.3 Balces de Atendimento ...........................................................................................................................103 7.12.4 Mobilirio em Bibliotecas, Escritrios ou Similares ...................................................................104 7.12.5 Mobilirio em Restaurantes e Refeitrios........................................................................................105 7.12.6 Mobilirio em Cozinhas e Copas ..........................................................................................................107 7.13 Cinemas, Teatros, Estdios, Auditrios e Similares..............................................................................107 7.14 Locais de Esporte e Lazer...................................................................................................................................111 7.15 Locais de Hospedagem ......................................................................................................................................116 7.15.1 Dormitrios ........................................................................................................................................................116 8. COnSIDErAES FInAIS .......................................................................................................................... 118 9. GLOSSrIO DE DEFInIES .................................................................................................................... 122 10. BIBLIOGrAFIA ............................................................................................................................................. 130 11. LEGISLAO E rEFErnCIA nOrMATIvA ....................................................................................... 134 11.1 Normas Internacionais ........................................................................................................................................134 11.2 Legislao Federal ..................................................................................................................................................136 11.3 Leis Estaduais.............................................................................................................................................................140 11.4 Leis Municipais (Fortaleza) ................................................................................................................................140 11.5 Associao Brasileira de Normas Tcnicas ABNT ............................................................................142 12. EnDErEOS, TELEFOnES E LInKS TEIS .......................................................................................... 146 FOrMULrIO BSICO PArA AvALIAO DAS COnDIES DE ACESSIBILIDADE................. 151

Introduo

OqueoDesenhoUniversal? Dimensesemdulosde refernciaparaprojetos Simbologiainternacional ecomunicao Sinalizaottilnopiso (pisostteisdealerta edirecional) Autoriadeprojetos

Guia de Acessibilidade: Espao Pblico e Edificaes

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1 - O que o Desenho Universal?1.1 - Conceito

2 - Dimenses e mdulos de referncia para projetosNeste Guia, sero apresentadas medidas que no so as de pessoas de padro mdio ou do homem padro, e, sim, medidas que consideram a diversidade da populao seja por condio temporria (como de grvidas, por exemplo) ou permanentes , pessoas com mobilidade reduzida, ou com alguma deficincia que acarreta peculiaridade na forma de caminhar, ou mesmo necessidades especiais diversas. Todas as dimenses indicadas nas figuras esto em metro (m).

Diante de maior nmero de estudos sobre a populao, a viso da sociedade sobre o homem-padro foi aos poucos se modificando. Na dcada de 1960, a constatao de uma parcela significativa de pessoas com deficincias e o questionamento sobre os direitos sociais e necessidades das pessoas idosas resultaram na induo de um maior entendimento social sobre as diferenas. O conhecimento da diversidade leva os profissionais das reas tcnicas a modificarem conceitualmente a concepo dos espaos edificados e objetos produzidos, apontando para um projeto mais responsvel e compromissado; ou seja, passam a trabalhar no sentido de atender a uma gama cada vez maior de usurios, a fim de criar ambientes sem barreiras. Contudo, o trabalho inicial foi de eliminar barreiras, portanto, adaptar espaos e objetos para atender parcela da populao que apresentava alguma deficincia ou mobilidade reduzida. Experincias observadas no mundo indicam o abandono do conceito de espaos e objetos projetados exclusivamente para pessoas com deficincia (ou adaptados), no sentido de se propor ambientes e equipamentos que atendam grande arranjo de pessoas. Este um elemento-chave do conceito de Desenho Universal. O Desenho Universal visa, portanto, incorporar parmetros dimensionais de uso e manipulao de objetos, de forma que alcance maior gama de pessoas, independentemente de seu tamanho, idade, postura ou condies de mobilidade, procurando respeitar a diversidade fsica e sensorial na concepo de espaos e objetos, resguardando ainda a autonomia.

2.1 - Pessoas com deficincia ou com mobilidade reduzida

Figura 1 - Grvida

Figura 2 - Pessoa obesa

1.2 - Princpios bsicos do Desenho UniversalPara concepo de um Desenho Universal, devem-se considerar os seguintes princpios: 1. Uso equitativo equipara as possibilidades de uso; 2. Uso flexvel pode ser utilizado por uma gama de indivduos; 3. Uso simples e intuitivo uso de fcil compreenso; 4. Informao de fcil percepo comunica ao usurio as informaes necessrias, de forma facilitada; 5. Tolerncia ao erro minimiza o risco e as consequncias adversas de aes involuntrias ou imprevistas; 6. Baixo esforo fsico pode ser utilizado por qualquer usurio com mnimo esforo fsico; 7. Dimenso e espao para acesso e uso espao e dimenses apropriados para interao, alcance, manipulao e uso, independente de tamanho, postura ou mobilidade do usurio.

Figura 3 - Pessoa com deficincia visual com co-guia

Figura 4 - Pessoa idosa com bengala

Guia de Acessibilidade: Espao Pblico e Edificaes

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2.2 - Mdulo de Referncia - MRO Mdulo de Referncia (MR) maior que as dimenses de uma cadeira de rodas. Adiante, as dimenses usuais de cadeiras de rodas de acionamento manual.

Figura 5 - Pessoa conduzindo carrinho de beb

Figura 6 - Pessoa em cadeira de rodas

Figura 9 (A a C) - Dimensionamento geral da cadeira de rodas

O Mdulo de Referncia considera uma pessoa utilizando a cadeira de rodas; isto pressupe que, para a utilizao da cadeira, exige-se espao maior que as medidas da mesma. Assim, em um projeto de arquitetura, deve-se considerar como MR a projeo no piso da rea de 0,80m X 1,20m ocupada por uma pessoa em cadeira de rodas.

Figura 7 - Pessoa Idosa com andador

Figura 8 - Pessoa com muletas Figura 10 (A a C) - Mdulo de Referncia

Guia de Acessibilidade: Espao Pblico e Edificaes

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2.3 - rea de GiroAs reas de giro ou rotao so espaos necessrios para os usurios de cadeiras de rodas efetuarem manobras. fundamental que esses espaos sejam considerados na elaborao do projeto arquitetnico.

2.4 - Manobras com deslocamentoPara dimensionar a rea ideal para manobras com deslocamento, deve-se considerar o raio necessrio para efetuar a rotao, de modo a permitir a passagem por corredores de diferentes dimenses.

Figura 12 (A, B, C, D) - Manobras com deslocamento Figura 11 - reas de giro ou rotao

Guia de Acessibilidade: Espao Pblico e Edificaes

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2.5 - Parmetros de alcance manual de pessoa em cadeira de rodasAs pessoas que se utilizam de cadeira de rodas possuem caractersticas especficas de alcance manual, podendo variar de acordo com a flexibilidade que possuem. As medidas apresentadas so baseadas em pessoas com total mobilidade nos membros superiores.

2.6 - Larguras de referncia para circulao horizontalNa circulao horizontal, deve-se garantir que qualquer pessoa possa se movimentar, no pavimento onde se encontra, com total autonomia e independncia. Para isso, os percursos devem estar livres de obstculos, e atender s caractersticas referentes ao piso e apresentar dimenses mnimas de largura na circulao (Figura 14). Para o deslocamento de usurios de cadeira de rodas, faz-se necessria a previso de reas de rotao (bolses) e de aproximao, possibilitando, assim, a livre circulao e a total utilizao do espao construdo. Na Tabela 1, so consideradas as dimenses para os espaos necessrios de circulao horizontal:

DIMENSO 0,90m 1,20m a 1,50m 1,50m a 1,80m

DISCRIMINAO Uma pessoa em cadeira de rodas Um pedestre e uma pessoa em cadeira de rodas Duas pessoas em cadeira de rodas

Tabela 1 Espaos necessrios para circulao horizontal

(A) Alcance manual frontal

Figura 14 Larguras de referncia para circulao horizontal(B) Alcance manual lateral

Figura 13 (A e B) - Parmetros de alcance manual de pessoa em cadeira de rodas.Guia de Acessibilidade: Espao Pblico e Edificaes

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3 - Smbolo Internacional de Acesso (SIA)A adoo do Smbolo Internacional de Acesso se deu pela Lei Federal n 8.160, de 1991. Quando se fizer necessrio, deve-se aplicar o SIA, atravs de pintura em pisos ou paredes, utilizando a malha construtiva, conforme Figura 18, de modo a preservar as propores corretas, como mostradas nas Figuras 15, 16 e 17. Da mesma forma, deve-se obedecer aos padres de cores: pictograma branco em fundo azul, pictograma branco em fundo preto ou pictograma preto em fundo branco.

Figura 18 Malha construtiva do SIA (Fonte: NBR 9050:2004)

A colocao do SIA para indicao de acessibilidade deve ser utilizada para identificar todos os locais que tm condies de acesso por pessoas com deficincia e mobilidade reduzida. Qualquer que seja o tamanho a ser utilizado para o smbolo, devem ser mantidas as propores corretas de seu desenho, e instalado em local de fcil visualizao. Quando instalado em portas, por exemplo, recomenda-se que fique a 1,70m do piso (Figura 19).

Figura 15 - Smbolo Internacional de Acesso (Fonte: NBR 9050:2004)

Figura 16 - Smbolo Internacional de Pessoas com Deficincia Visual (Fonte: nBr 9050:2004)

Figura 17 - Smbolo Internacional de Pessoas com Deficincia Auditiva (Fonte: nBr 9050:2004)

Figura 19 Localizao do SIA em portas

Guia de Acessibilidade: Espao Pblico e Edificaes

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4 - Sinalizao ttil no piso

As placas de piso ttil direcional (Figura 21) so caracterizadas por relevos que formam linhas contnuas, e so utilizadas para a identificao do trajeto a percorrer. A largura mnima recomendada pela NBR 9050:2004, tanto para as faixas de piso ttil direcional,

(Pisos Tteis de Alerta e Direcional)

A sinalizao ttil, quando instalada no piso, tem a funo de guiar o fluxo e orientar os direcionamentos nos percursos de circulao por parte da pessoa com deficincia. conhecida como PISO TTIL DE ALERTA e PISO TTIL DIRECIONAL. So compostos de faixas feitas a partir de placas com relevos, que podem ser percebidos pelo toque do basto ou bengala e tambm pelo solado do calado. Em reas externas, utilizam-se pisos do tipo pr-moldado (similar ao ladrilho hidrulico); no entanto, tambm comum o uso de pisos fabricados em PVC em locais de menor agresso, sendo estes ltimos mais recomendados para reas internas. As placas de piso ttil podem ser, em princpio, de qualquer cor desde que proporcionem contraste que as diferencie do restante do piso, de modo a ser facilmente percebido pela pessoa com baixa viso. As cores preta, cinza, vermelha, amarela e azul so as mais indicadas. IMPORTANTE! A cor amarela a mais indicada para os pisos tteis, por possuir maiores ndices de reflexo da luz, o que proporciona maior visibilidade e percepo por parte de pessoas com baixa viso; porm, no deve ser utilizada em pisos com tonalidades similares e que possam resultar em pouco contraste visual. As placas do piso ttil de alerta (Figura 20) possuem relevos na forma de pontos e so utilizadas para as mudanas de direo e para a identificao de obstculos suspensos, cuja projeo superior seja maior que a base. Exemplo: caixas de correio, telefones pblicos com orelho, lixeiras suspensas etc.Detalhe piso de ttil de alerta

quanto para as de piso ttil de alerta, de 25cm. No entanto, recomendvel que sejam utilizadas faixas com largura de 40 a 60cm, proporcionando, assim, uma melhor e mais rpida identificao por parte da pessoa com deficincia visual.

Detalhe piso ttil direcional

Figura 21 Placa de piso ttil de alerta (Fonte: nBr 9050:2004)

RECOMENDAES importante que o piso ttil seja instalado com cuidado, de modo a no apresentar salincias exageradas, para que o mesmo no prejudique o trnsito dos demais usurios, sobretudo os que apresentam mobilidade reduzida, como idosos e crianas. No restante do piso geral, deve-se utilizar material que propicie superfcie contnua, regular, antiderrapante, resistente e durvel. Nos trajetos e rotas acessveis ser feita a composio com piso ttil direcional e de alerta (Figura 22).Figura 20 Placa de piso ttil de alerta (Fonte: nBr 9050:2004)Guia de Acessibilidade: Espao Pblico e Edificaes

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Figura 22 Exemplo de composio de sinalizao ttil de alerta e direcional em rota acessvel

Figura 24 - Sinalizao ttil de alerta em obstculos suspensos

Nas escadas, tambm se utiliza o piso de alerta antes do primeiro degrau e depois do ltimo, para sinalizao da mudana de nvel, importante para pessoas com deficincia visual. Para pessoas com baixa viso, tambm feita a sinalizao em cada degrau com pequenas faixas de cor diferenciada (Figura 23).

(A) Vista lateral

(B) Vista superior

Figura 25 (A e B) - Dimensionamento da sinalizao ttil de alerta em obstculos suspensos

Figura 23 - Sinalizao ttil no incio e no final dos degraus

Quando existirem elementos suspensos acima de 60cm do piso, como telefones pblicos, caixas de correio, lixeiras, dever ser colocado o piso de alerta em torno de sua projeo como sinalizao indicativa de obstculo (importante para pessoas com deficincia visual), como mostra o exemplo da Figura 24.Guia de Acessibilidade: Espao Pblico e Edificaes

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5 - Autoria de projetosOs projetos de arquitetura e de engenharia, quando destinados construo ou reforma de edificaes e espaos pblicos ou de uso coletivo, devero incorporar as disposies de ordem tcnica consubstanciadas no Decreto Federal n 5.296/2004, a fim de facilitar o acesso de pessoas com deficincia, excetuados os prdios tombados pelo patrimnio histrico (nacional, estadual ou municipal) quando tal medida implique em prejuzo arquitetnico, do ponto de vista histrico. Para estudo de viabilidade de adaptao deste tipo de edificao, o mesmo decreto faz referncia legislao especfica3. No tocante autoria de projetos, a Lei n 5.194/66, que regula o exerccio das profisses de Engenheiro, Arquiteto e Engenheiro Agrnomo, e d outras providncias, assevera: Art. 18: As alteraes do projeto ou plano original s podero ser feitas pelo profissional que o tenha elaborado. Pargrafo nico. Estando impedido ou recusando-se o autor do projeto ou plano original a prestar sua colaborao profissional, comprovada a solicitao, as alteraes ou modificaes deles podero ser feitas por outro profissional habilitado, a quem caber a responsabilidade pelo projeto ou plano modificado. Assim, nas edificaes que venham a ser reformadas, as adaptaes necessrias atendero s posturas municipais, a preceitos tcnicos oficialmente estabelecidos, bem como anuncia do autor do projeto original. Caso inexista legislao municipal ou esta no tenha sofrido atualizaes e alteraes condizentes, deve-se atentar para o que reza o Decreto n 5.296/2004, que emprega as normas da ABNT (em maior grau, a NBR 9050). Nesse sentido, destaca-se o Art. 19 da referida Lei: Art. 19. A construo, ampliao ou reforma de edificaes de uso pblico deve garantir, pelo menos, um dos acessos ao seu interior, com comunicao com todas as suas dependncias e servios, livre de barreiras e de obstculos que impeam ou dificultem a sua acessibilidade. Art. 20. Na ampliao ou reforma das edificaes de uso pblico ou de uso coletivo, os desnveis das reas de circulao internas ou externas sero transpostos por meio de rampa ou equipamento eletromecnico de deslocamento vertical, quando no for possvel outro acesso mais cmodo para pessoa portadora de deficincia ou com mobilidade reduzida, conforme estabelecido nas normas tcnicas de acessibilidade da ABNT.

Caso o autor se negue a dar a anuncia requerida para a modificao do projeto original, deve-se recorrer ao Conselho Regional e ao Ministrio Pblico (Federal ou Estadual - para o caso do Estado do Cear), sob alegao de responsabilidade atribuda aos Conselhos Regionais observada pelo Decreto n 5.296/2004, a saber: Art. 11. A construo, reforma ou ampliao de edificaes de uso pblico ou coletivo, ou a mudana de destinao para estes tipos de edificao, devero ser executadas de modo que sejam ou se tornem acessveis pessoa portadora de deficincia ou com mobilidade reduzida. 1 As entidades de fiscalizao profissional das atividades de Engenharia, Arquitetura e correlatas, ao anotarem a responsabilidade tcnica dos projetos, exigiro a responsabilidade profissional declarada do atendimento s regras de acessibilidade previstas nas normas tcnicas de acessibilidade da ABNT, na legislao especfica e neste Decreto. De forma resumida, tem-se o seguinte fluxograma com o resumo de procedimentos para iniciar qualquer processo de reforma/adaptao do ambiente construdo:INCIO

1. vErIFICAr SE A EDIFIC AO BEM TOMBAD O

BEM TOMBADO A?SIM

nO

3. OBEDECEr LEGISLA O ESPECFICA PArA BEnS TOMBADOS (InSTrUO nOrMATIvA n 01/03)

4. PrOCUrAr AnUnCIA DO AUTOr DO PrOJETO (LEI n 5.194/66)

FIM

3. rEALIZAr A ELABOrA O DO PrOJETO COnSIDErAnDO A LEGISLAO vIGEnTE E AS nOrMAS DA ABnT (rEF. ACESSIBILIDADE FSICA)

SIM

O AUTOr DO PrOJETO AUTOrIZOU?

nO

5. EnCAMInhAr PETIO AO CrEA E MInISTrIO PBLICO

6. AUTOrIZAO COnCEDIDA ATrAvS DAS InSTITUIES

3

Atualmente, refere-se Instruo Normativa n 1, de 25 de novembro de 2003, que dispe sobre a acessibilidade aos bens culturais imveis acautelados em nvel federal, e outras categorias, conforme especifica.

Figura 26 - Fluxograma de procedimentos para projetos de autoria

Guia de Acessibilidade: Espao Pblico e Edificaes

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EspaoPblicoGuia de Acessibilidade: Espao Pblico e Edificaes

Caladas Faixaparatravessiade pedestres Faixaelevada Esquinas Mobiliriourbano Circulaovertical Estacionamento Parques,praaseespaos pblicosetursticos

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6 - A acessibilidade no espao pblicoA problemtica da acessibilidade fsica ao ambiente construdo vem sendo trabalhada j h algum tempo no Brasil. Contudo, o tema se encontra em diferentes situaes nas diversas cidades brasileiras. De modo geral, observa-se uma transformao a partir da dcada de 1990, quando alguns projetos iniciam a incorporao de elementos acessveis, e os movimentos e associaes de pais, amigos e pessoas com deficincia trabalham no sentido de garantir a todos o direito de ir e vir, sem o qual nenhuma pessoa pode realizar atividades cotidianas, obter os benefcios e usufruir o direito sade, educao, cultura e ao lazer. Atualmente, com a determinao do Decreto n 5.296/2004, que definiu prazos para atendimento das condies de acessibilidade (tanto nas vias pblicas, como nas edificaes), a insero da acessibilidade passa a ser uma questo prioritria no planejamento das cidades e nos projetos urbanos e de edificaes. A acessibilidade nas vias pblicas deve ser pensada para todos os cidados, usurios do sistema, e no somente para o veculo motorizado. Deve-se atentar para o componente mais vulnervel, em aspectos de segurana: o pedestre. Nesse sentido, vale ressaltar a definio de via pblica, segundo o Cdigo de Trnsito Brasileiro (CTB): superfcie por onde transitam veculos, pessoas e animais, compreendendo a pista, a calada, o acostamento, ilha e canteiro central. Devendo, portanto, a via pblica oferecer condies de segurana e conforto a todos os seus usurios, inclusive aos que tm deficincia ou mobilidade reduzida, com ateno especial ao pedestre.

Muitos so os obstculos encontrados nas caladas. Alguns dificultam a circulao geral de pedestres; outros afetam mais diretamente quelas pessoas com deficincia ou mobilidade reduzida. Exemplos comuns de obstculos circulao geral de pedestres: Caladasemmanutenonopiso; Degrausnascaladas,ocasionadosporrampasirregularesdegaragens; Grelha em situao irregular, com dimensionamento e posicionamento de abertura inadequados; Mudanabruscadotipodepiso,causandodescontinuidadenopasseio; Elementosmalposicionados,obstruindoopasseio(plantaservoresornamentais,postes, mobilirio urbano etc.) Inclinaoacentuadadecaladasedesnveis; Mesasecadeiras(obstculostemporrios)ocupandooespaodafaixalivredecirculao; Veculosautomotoresestacionadosnoleitodacalada; Materiaisdeconstruo,lixoseentulhoslanadosnacalada; Elementoseequipamentosnosinalizados; Bancasdecomrcio(feiras)posicionadasnacalada,restringindooespaodecirculaodo pedestre; Arbustoscomespinhose/oucomgalhosbaixosesemproteo; Canteirosdispostosinadequadamentenascaladas.

6.1 - CaladasTambm de acordo com o CTB, calada a parte da via, no destinada circulao de veculos, reservada ao trnsito de pedestres e, quando possvel, implantao de mobilirio, sinalizao, vegetao e outros afins. As caladas proporcionam, alm do trnsito exclusivo de pedestres, o seu acesso s edificaes e, de forma integrada, ao mobilirio e demais equipamentos urbanos dos espaos pblicos. Porm, faz-se necessrio que este trnsito seja realizado atravs de rotas acessveis, independentemente de possurem ou no algum tipo de restrio de mobilidade. As rotas acessveis so trajetos contnuos, com piso, inclinao e dimenses adequadas, de fcil identificao e livres de qualquer tipo de obstculos (NBR 9050:2004).Guia de Acessibilidade: Espao Pblico e Edificaes

Foto 01 Caixa de inspeo (tampa retirada)

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Tambm desaconselhvel o emprego de material com superfcie escorregadia, como cermica lisa, mrmore e granito polido, cimento queimado, pastilhas, pedra ardsia, esta ltima quando polida, dentre outros de caractersticas semelhantes. Apedraportuguesa,oumosaicoportugus,formadodefragmentosderochascalcrias, por suas caractersticas de assentamento, s aceitvel quando em dimenses de aproximadamente 3x3cm, e altura varivel de 4 a 6cm, seguindo os devidos procedimentos de assentamento conforme prescrio do Guia de Reconstruo de Caladas/Projeto Calada Cidad-Vitria/ES4.

OBSERVAO:Foto 02 Objetos ocupando o passeio, diminuindo a faixa livre de circulao

Conforme Art 68, 6 do Cdigo de Trnsito Brasileiro, onde houver obstruo da calada ou da passagem para pedestres, o rgo ou entidade com circunscrio sobre a via dever assegurar a devida sinalizao e proteo para circulao de pedestres. Alm disso, a NBR 9050 considera que As obras eventualmente existentes sobre o passeio devem ser convenientemente sinalizadas e isoladas, assegurando-se a largura mnima de 1,20m para circulao. Caso contrrio, deve ser feito desvio pelo leito carrovel da via, providenciando-se uma rampa provisria, com largura mnima de 1,00m e inclinao mxima de 10%.

FOTO 03 Banca de comrcio obstruindo a faixa livre de circulao de pedestres

Neste caso, o proprietrio da obra dever fazer desvio e sinalizao adequados a todos, inclusive s pessoas com deficincia ou mobilidade reduzida (Figura 27).

RECOMENDAES Nasreasdecirculaodepedestres,recomenda-seautilizaodemateriaisquepropiciam superfcie contnua, regular, antiderrapante, resistente e durvel. Exemplos: pavimento em blocos intertravados, placa pr-moldada de concreto, ladrilho hidrulico, concreto moldado in loco, cimento desempenado (no queimado), observando-se, todavia, o adequado assentamento. Desaconselha-se o uso de materiais lisos, como cermica vitrificada, e nem to speros, como a pedra tosca, por exemplo, visto que podem causar problemas na passagem de cadeira de rodas ou de dificultar o uso da bengala;Guia de Acessibilidade: Espao Pblico e Edificaes4

Assentamento conforme o seguinte procedimento: 1. Verifique as pedras no ato do recebimento, para garantir dimenses uniformes; 2. Aps a

execuo da camada de regularizao, com espessura de 8cm, lance sobre ela argamassa de cimento e areia mida de consistncia seca (farofa). A medida (trao) recomendada de 1:7 (cimento/areia), aceitando, no mximo, 1:5; 3. As pedras devero ser colocadas pelo calceteiro, de forma que fiquem travadas entre elas, compactando-as com um martelete. O vo resultante entre as pedras, a ser preenchido com argamassa, deve ser o menor possvel; 4. Aps a colocao, inicie o rejuntamento com o emprego de argamassa de cimento e areia mdia lavada, no trao 1:1 e na consistncia seca; 5. Regue o conjunto com auxlio de vassoura de piaava para que a argamassa de rejunte penetre nos vos. Apiloar com soquete de madeira especfico para esse servio at o piso ficar nivelado, obedecendo o caimento previsto no projeto; 6. Espalhe sobre as pedras uma camada de areia mida, que assim deve permanecer, no mnimo, por cinco dias. No perodo, no permita o trnsito sobre o piso; 7. Finalmente, lave o piso com asperso de gua, vassoura e detergente para eliminar as crostas de argamassa que podem ter ficado sobre as pedras.

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A inclinao longitudinal mxima admissvel para circulao de pedestres de 8,33% (1:12), e deve acompanhar a mesma inclinao das vias lindeiras. Caso a inclinao seja superior recomendada, a circulao no ser considerada como rota acessvel.

6.1.2. - Faixas de utilizao da caladaPara melhor entendimento e planejamento de usos na calada, faz-se sua diviso em trs faixas distintas: faixa de servio, faixa livre e faixa de acesso. Os valores mximos admissveis para cada faixa dependero da rea disponvel de calada.

Figura 27 Desvio e sinalizao de calada em obra

6.1.1. - Inclinaes transversal e longitudinalA inclinao transversal de caladas deve ser de, no mximo, 3% (para drenagem de guas pluviais). As caladas com percentual maior de inclinao resultam em dificuldades e insegurana na locomoo. Recomenda-se, de acordo com a NBR 9050:2004, que qualquer ajuste de soleira, degraus e rampas para o acesso de veculos deve sempre ser executado dentro da rea do lote, lembrando que a faixa de guia rebaixada na calada para acesso do veculo, constante no Cdigo de Obras de Fortaleza, de 50cm, permanecendo uma faixa livre para trnsito de pedestres de, no mnimo, 1,20m (Figura 28).Figura 29 - Faixas de utilizao da calada

FAIXA DE SERVIO: o espao da calada situado entre o passeio e a pista de rolamento, onde devero estar localizados os elementos de servio e de mobilirio urbano, devidamente autorizados pelo poder pblico local, os quais podem ser: jardineiras, rvores e plantas ornamentais, lixeiras, telefones pblicos, bancas de jornal, abrigos e pontos de nibus, sinalizao de trnsito, semforos, postes de iluminao e caixas de inspeo de concessionrias de servios pblicos. RECOMENDAES: Afaixadeserviocomeaa50cmdabordaexternaedeveteradimensomnimade1,00m para larguras maiores ou iguais a 2,00m; dever adotar a dimenso mnima de 0,70m paraFigura 28 - Inclinao transversal de caladas (acesso ao lote)

caladas com largura at 1,90m; Deveterpermeabilidade;

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Mobiliriosurbanosdemaiorporte,comotelefonespblicos,cabinestelefnicas,bancas de jornal e bancas de revistas, devem ser instalados somente em caladas mais amplas, com dimenso superior a 4m, de modo a no interferir na faixa livre de circulao.

RECOMENDAES: Afaixalivredevepossuirlargurade1,50m,sendoadmissvelalarguramnimade1,20me altura de 2,10m livre de obstculos para uma circulao confortvel; A superfcie do piso na faixa livre deve apresentar-se de forma regular, firme, contnua e antiderrapante; Devesermaisretilneapossveledeveestarlivredequalquerobstculo,sejaelepermanente (rvores ou postes de iluminao pblica, por exemplo) ou temporrio (mesas e cadeiras de bar, por exemplo). FAIXA DE ACESSO: a faixa localizada entre a faixa livre e o limite das edificaes. Utilizada exclusivamente em caladas com maior dimenso de largura; serve de apoio para a projeo de marquises, toldos, podendo acomodar tambm itens como jardineiras, floreiras, mesas e cadeiras, contanto que os mesmos no dificultem o acesso edificao e que estejam de acordo com a legislao municipal local. RECOMENDAES:

Figura 30 Mobilirio urbano na faixa de servio

Aexistnciaounodafaixadeacesso,bemcomooseurespectivodimensionamento,darse- a partir de caladas com larguras acima de 2,50m ou seja, aps a reserva de 1,00m para a faixa de servio e de 1,50m para a faixa livre; Elementosqueseprojetamsobreacalada,comotoldos,marquises,luminososeplacasde fachada do tipo bandeira, devem respeitar a altura mnima livre de 2,10m.

FAIXA LIVRE: a rea da calada destinada exclusivamente circulao de pedestres (ABNT, NBR 9050:2004). Ainda de acordo com a referida Norma, admite-se que a faixa livre pode absorver, com conforto, um fluxo de trfego de 25 pedestres por minuto, em ambos os sentidos, a cada metro de largura. Para a determinao da largura da faixa livre em funo do fluxo de pedestres, a Norma recomenda utilizar a seguinte equao:

Onde: a largura da faixa livre o fluxo de pedestres estimado ou medido nos horrios de pico (pedestre por minuto por metro) = 25 pedestres por minuto o somatrio dos valores adicionais relativos aos fatores de impedncia. Os valores adicionais relativos de impedncia (i ) so: a) 45cm junto a vitrines ou comrcio no alinhamento; b) 25cm junto ao mobilirio urbano; c) 25cm junto entrada de edificaes no alinhamento.Guia de Acessibilidade: Espao Pblico e Edificaes

Figura 31 Altura livre mnima para elementos projetados sobre a calada

IMPORTANTE! A faixa de acesso s dever existir quando a calada dispuser de largura maior que 2,50m.

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6.2 - Faixa para travessia de pedestresDe acordo com a NBR 9050:2004, as faixas de travessia de pedestres devem ser executadas conforme o Cdigo de Trnsito Brasileiro Lei n 9.503, de 23 de setembro de 1997. A implantao das faixas de pedestres deve ser feita sempre que houver demanda de travessia, devendo estas ser aplicadas diretamente nas pistas de rolamento, no mesmo alinhamento da calada. Normalmente, implantada em esquinas com semforos e prximo a equipamentos com grande fluxo de pedestres, como escolas, centros comerciais etc. A largura mnima para a faixa de pedestres deve ser de 4,00m, podendo ser determinada a partir do fluxo de pedestres pela seguinte equao, conforme a NBR 9050:2004:Figura 33 Faixa para travessia de pedestres

IMPORTANTE! Onde: a largura da faixa livre; o fluxo de pedestres estimado ou medido nos horrios de pico (pedestre por minuto por metro); = 25 pedestres por minuto. Itens de drenagem, como caixa coletora de gua pluvial, grade ou boca-de-lobo, no devero ser instalados no espao destinado faixa de pedestres.

6.2.1 - Rebaixamento da calada para travessia de pedestresA NBR 9050:2004 recomenda que os rebaixamentos das caladas devem ser construdos na direo do fluxo de pedestres e, quando localizados em lados opostos, devem estar alinhados entre si. Os rebaixamentos devem ser feitos sempre que houver foco de pedestres e, mesmo no havendo a faixa de pedestres (geralmente, em ruas com baixo volume de trfego), estas caladas devero ter suas guias rebaixadas junto s esquinas. Os rebaixamentos das caladas podem, tambm, ser implantados nos canteiros centrais divisores de pista, no meio das quadras e em vagas reservadas, devidamente regulamentadas e sinalizadas para o estacionamento de veculos que transportam ou que sejam conduzidos por pessoa com deficincia. Segundo a NBR 9050:2004, os rebaixamentos das caladas devem possuir uma rampa central de 1,50m de largura recomendvel, podendo ser admissvel uma largura mnima de 1,20m, com inclinao mxima de 8,33% (1:12). Tambm devem possuir rampas ou abas laterais de inclinao

Figura 32 Faixa para travessia de pedestres Vista

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mxima de 10% (1:10), ou, conforme as restries de largura da calada, podero ser utilizadas as solues de rebaixamento previstas (Tipo A, B, C e D), representadas pelas Figuras 36, 37, 38, 39 e 43. Todos os rebaixamentos devero ser sinalizados, utilizando-se o piso ttil de alerta, localizados a 50cm da pista de rolamento, como mostra a Figura 36 (Tipo A1), contornando a borda externa, de acordo com a Figura 37 (Tipo A2), ao final da rampa, situao ilustrada nas Figuras 38, 39 e 40 (Tipo B, C e D). recomendvel que se instale uma faixa de piso ttil direcional no final da rampa, concordando perpendicularmente ao da faixa de pedestres para a orientao de pessoas com deficincia visual, em rotas acessveis.

de largura de rampa (observar a Figuras 36: rebaixamento de calada Tipo A1 e a Figura 37: Tipo A2). Alm disso, as abas laterais dos rebaixamentos Tipo A devem ter projeo horizontal mnima de 0,50m e compor planos inclinados de acomodao com inclinao mxima recomendada de 10%. Esta soluo de rebaixamento tambm utilizada nas esquinas (Ver item 6.4, Figura n. 43).

Figura 36 Rebaixamento de calada com piso de alerta a 50cm do final da rampa Tipo A1

Figura 37 Rebaixamento de calada com piso de alerta contornando o rebaixamento Tipo A2

As abas laterais s sero dispensadas quando a superfcie imediatamente ao lado dos rebaixamentos contiver obstculos. Neste caso, deve ser garantida faixa livre de, no mnimo, 1,20m, sendo o recomendvel de 1,50m, conforme Figura 38 rebaixamento Tipo B.Figura 34 Rampa para rebaixamento da calada

Figura 35 Detalhe da guia rebaixada

A NBR 9050:2004 considera que a largura dos rebaixamentos deve ser igual largura das faixas de travessia de pedestres quando o fluxo de pedestres (calculado ou estimado) for superior a 25 pedestres/min/m. Contudo, em locais onde o fluxo de pedestres for igual ou inferior a 25 pedestres/ min/m e houver interferncia que impea o rebaixamento da calada em toda a extenso da faixa de travessia, admite-se rebaixamento da calada em largura inferior at um limite mnimo de 1,20mGuia de Acessibilidade: Espao Pblico e Edificaes

Figura 38 Rebaixamento de calada Tipo B

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Onde a largura do passeio no for suficiente para acomodar o rebaixamento e a faixa livre (Figuras 36, 37 e 38 rebaixamentos Tipos A1, A2 e B), deve ser feito o rebaixamento total da largura da calada, com largura mnima de 1,50m e com rampas laterais com inclinao mxima de 8,33%, conforme Figura 40 rebaixamento Tipo D.

A utilizao da faixa elevada recomendada nas seguintes situaes: Em travessias com fluxo de pedestres superior a 500 pedestres/hora e fluxo de veculos inferior a 100 veculos/hora; Travessiaemviascomlargurainferiora6,00m; Em reas prximas a escolas, como recurso para aumentar a segurana dos escolares, conforme Manual de Sinalizao de reas Escolares do Denatran.

Figura 39 Rebaixamento de calada Tipo D

Observao: Todas as dimenses indicadas nas Figuras 36 a 39 esto em metro.

Figura 40 Faixa elevada para travessia de pedestres

6.3 - Faixa elevada a elevao do nvel da pista de rolamento, conectando duas caladas opostas em um mesmo nvel que, alm de dar preferncia, facilita o trfego de pedestres; tambm serve para reduzir a velocidade dos veculos, aumentando, assim, a segurana da travessia; muito empregada em tcnicas de moderao de trfego (traffic calming). A declividade transversal mxima de 3%, e as rampas de concordncia do plat da faixa com o nvel da pista devem possuir inclinao entre 1:8 e 1:10. Do mesmo modo que a faixa de pedestres com guia rebaixada, tambm deve ser instalado o piso ttil direcional, perpendicular faixa elevada, alm do piso ttil de alerta, localizado a 50cm da pista de rolamento, sinalizando o incio ou o fim do trajeto, de modo a orientar pessoas com deficincia visual.Figura 41 Faixa elevada para travessia de pedestres

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6.4 EsquinasAs esquinas so caracterizadas pelo encontro de duas ou mais vias de circulao, constituindo-se num ponto de convergncia e de mudana de direo para pedestres e veculos. Para facilitar o trfego de pedestres e a visibilidade de motoristas, necessrio que no haja barreiras fsicas, como imveis sem o devido recuo e/ou mobilirio urbano. Estas interferncias visuais comprometem, de modo significativo, a visibilidade e o deslocamento de pessoas, sobretudo no caso de pessoas com deficincia. Conforme o Cdigo de Trnsito Brasileiro e a NBR 9050:2004 (ou Norma tcnica oficial superveniente que a substitua), devero os equipamentos ou mobilirios, colocados na proximidade de esquinas, seguir critrios de localizao, verificadas as condies de tamanho e a influncia na obstruo da visibilidade. Obstculos, placas, postes, rvores e demais mobilirios urbanos devem ser locados preferencialmente fora da faixa de travessia e esquina. A NBR 9050:2004 admite o rebaixamento total da calada na esquina, quando a faixa de pedestres As esquinas precisam comportar uma demanda de pedestres, oferecendo um espao transitvel com conforto e segurana. Para isso, devem atender aos seguintes requisitos: Possuirrebaixamentodecaladaseguiasparapossibilitaratravessiadetodososusurios com conforto e segurana, igualitariamente (utilizando os tipos de rebaixamento de calada do item 6.2.1, Figuras 36, 37, 38 e 39); Estarlivredeinterfernciasvisuaisefsicasatadistnciade5,0mdoalinhamentodobordo do alinhamento da via transversal. estiver alinhada com a calada da via transversal, conforme Figura 43 rebaixamento Tipo C.Figura 42 (A, B, C) Esquina - Vista superior

Figura 43 Rebaixamento de calada Tipo C

Algumas tcnicas podem ser utilizadas para melhorar o conforto do pedestre. Tratar a esquina, dentro das condies especficas de fluxo de veculos, com tcnicas utilizadas no Traffic Calming, como, por exemplo, o alargamento das esquinas em vias locais, um mecanismo que reduz o tempo de travessia dos pedestres e aumenta a rea do passeio, acomodando um maior nmero de pedestres diante da travessia, alm de impedir possveis estacionamentos irregulares nas esquinas.

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Este tipo de desenho urbano recomendado pelo DENATRAN, como interveno fsica em reas prximas a escolas, servindo para aumentar a acessibilidade e a segurana dos escolares.

RECOMENDAES: Equipamentosdeusopblicoedepequenoportecomolixeira,jardineira,caixadecorreio, telefone pblico, hidrante, postes de iluminao, semforos, placas de sinalizao etc. devem ser instalados dentro dos limites da faixa de servio, deixando a faixa livre exclusiva para circulao de pedestres. Deve-segarantiraintervisibilidadeentrepedestreseveculos.Assim,adistnciamnimade 10m do bordo do alinhamento da via transversal para instalao de mobilirio urbano de maior porte, como bancas, quiosques e abrigos, deve ser respeitada5. Deve-seinstalarpisottildealerta,sinalizandoespecialmenteosmobiliriossuspensosque tiverem sua projeo superior maior que a sua base, como, por exemplo, lixeiras suspensas, caixas de correio e telefones pblicos do tipo orelho.

Figura 44 Alargamento de esquina (Traffic Calming)

6.5 - Mobilirio urbanoTodo mobilirio urbano deve ser projetado com base nos princpios do Desenho Universal, de modo a permitir a aproximao e o uso seguro e confortvel por qualquer pessoa, inclusive as que possuem algum tipo de deficincia fsica ou de comunicao. Da mesma forma, a acessibilidade deve ser considerada tambm no planejamento de implantao deste tipo de equipamento. Apesar de sua importncia para o espao pblico aberto, o mobilirio urbano constitui-se, por si s, em uma barreira fsica, principalmente se o mesmo no for devidamente sinalizado, podendo se tornar num obstculo perigoso, sobretudo para pessoas com deficincia visual. Outros exemplos de barreiras fsicas, comumente encontradas no espao pblico aberto, so os objetos inesperados, tais como escadas salientes e trechos baixos de rampas em circulaes, cabos (estais) de apoio para postes, caambas de lixo e entulho dispostos de forma inadequada na calada, veculos estacionados irregularmente nos passeios, postes metlicos e balizadores em praas, dentre outros. Todos esses itens oferecem risco potencial a todas as pessoas, independente de sua condio fsica de locomoo.Guia de Acessibilidade: Espao Pblico e Edificaes5

Foto 04 Telefone pblico sem piso ttil de alerta

Foto 05 Lixeira suspensa sem piso ttil de alerta

6.5.1 - Telefones pblicosDecreto Federal n 5296/2004 prev que a concessionria do servio telefnico fixo comutado, na modalidade local, dever assegurar que, no mnimo, dois por cento do total de telefones de uso pblico, sem cabine (orelhes),

O municpio de So Paulo adota a distncia mnima de 15m (quinze metros) (Art. 52 do Decreto n 45.904/2005)

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com capacidade para originar e receber chamadas locais e de longa distncia, nacional e internacional, estejam adaptados para o uso de pessoas com deficincia auditiva e para usurios de cadeira de rodas. A NBR 9050:2004 prev que, em espaos externos, pelo menos 5% dos telefones, com no mnimo um do total de telefones, devem ser acessveis para pessoas de baixa estatura ou em cadeira de rodas, alm de apresentar amplificador de sinal. Os telefones pblicos acessveis, localizados em via pblica ou em espaos abertos, devem seguir as seguintes recomendaes: Oaparelhodeveestarsuspenso,instaladoaumaalturalivreinferiorde,nomnimo,0,73m do piso acabado sua base; Ofiodotelefoneacessveldeveter0,75mdecomprimento(nomnimo); Quandohouversuportedeproteo(orelho),estedevepossuiralturalivrede2,10m,de modo a proporcionar o seu uso universal; Oespaofrontalelateraldevesersuficienteparaaproximaodecadeiraderodas; Devehaversinalizaottildealerta,comlarguraentre0,25me0,60m,noentornodotelefone ou conjunto de telefones pblicos, iniciada a uma distncia de 0,60m de sua projeo; Oscomandosdevemestarsituadosaumadistnciade1,20mparaousoconfortvelde uma pessoa em cadeira de rodas. Atecla5deveestaremrelevo,demodoafacilitarasuaidentificaopordeficientesvisuais; Os telefones acessveis para pessoas em cadeira de rodas ou com baixa estatura devem ser identificados pelo Smbolo Internacional de Acesso (SIA), inclusive os telefones para deficientes auditivos.Figura 46 (A e B) Dimensionamento da sinalizao ttil de alerta no telefone pblico

6.5.2 - Cabines telefnicasNas cabines telefnicas acessveis, esta deve observar as seguintes recomendaes: O interior da cabine deve possuir dimenses que comportem o Mdulo de Referncia (MR) de 0,80m x 1,20m, relativo ao espao ocupado por uma pessoa em cadeira de rodas, posicionado para a aproximao frontal ao telefone, sendo que o aparelho pode estar contido nesta rea (Figura 47). Oacessodeveserfeitopeloladodemenordimenso,privilegiandoaaproximaofrontal por parte da pessoa em cadeira de rodas; Otelefonedeveserinstaladosuspenso,naparedeopostaentrada(Figura47); Opisointernodacabinedeveconcordarcomnveldopisoexterno,admitindo-sedesnveis mximos de 15mm, devendo estes ser tratados como rampas, com inclinao mxima de 1:2 (50%). Aportadeveabrirparaforaepossuirlarguradovolivrede,nomnimo,0,80m;

Figura 45 Telefone pblico acessvel com suporte de proteo (orelho)

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6.5.4 - Abrigos para espera de transporte coletivoDa mesma forma que as bancas de revistas e jornais, os abrigos para espera de transporte coletivo no devem dificultar o trnsito de pedestres pela faixa livre da calada, sendo recomendvel o seguinte: Serinstaladoemcaladascomlargurasuficientequepermitadeixarafaixalivrerecomendvel de 1,50m, necessria circulao de pedestres, especialmente de pessoas com deficincia; Preveracomodaes,comobancosouapoios,paraummaiorconfortodeespera; Preverespaoparacadeiraderodas,obedecendosdimensesdoMdulodeReferncia de 0,80m x 1,20m; Asplacasdesinalizaodopontodeparadadevempossuiralturamnimade2,10m;Figura 47 (A e B) Cabine telefnica

Implantar,aolongodopontodeembarqueedesembarqueeaumadistnciade0,50mdo meio fio, uma faixa de piso ttil de alerta, com largura de 0,25m a 0,60m.

6.5.3 - Bancas de jornais e revistasAs bancas tambm devem ser acessveis a pessoas com deficincia ou mobilidade reduzida, mas no devem se caracterizar como obstculos nos passeios. As recomendaes para este tipo de mobilirio urbano so as seguintes: Serinstaladonafaixadeservioe,depreferncia,emcaladascomlarguraigualousuperiora 4m, de modo a no comprometer a circulao da faixa livre de 1,50m, (e mnima de 1,20m); Deveestarposicionadoa10mdasesquinas,deformaanointerferirnaintervisibilidade entre pedestres e veculos; No devem existir desnveis entre o piso e o interior do equipamento, e o balco para atendimento deve possuir altura mxima de 0,90m; Devempossuirsinalizaottildealerta,comfaixasapresentandolarguraentre0,25me0,60m.Figura 49 Abrigo para espera de transporte coletivo

6.5.5 - Elementos verticais (postes de iluminao e sinalizao de trnsito)Postes telefnicos, eltricos e de iluminao pblica devero ser implantados de acordo com as seguintes regras: Fixaonafaixadeservio6 distantes, pelo menos, 5m do bordo do alinhamento da via transversal (para que no haja interferncia na intervisibilidade das esquinas); Fixaorespeitandooafastamentomnimode0,50mdabordaexternadaguiadacalada;6

Figura 48 Banca de jornais e revistasGuia de Acessibilidade: Espao Pblico e Edificaes

Devem, contudo, ser observados os quesitos mnimos de largura da faixa livre da calada, de forma a no interferir na circulao do pedestre,

tomando por base a passagem de uma cadeira de rodas.

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Nodeveminterferirnosrebaixamentosdepasseioseguiasparatravessiadepedestres; Alocalizaonodeveinterferirnosrebaixamentosdeacessodeveculos. A sinalizao de trnsito dever estar disposta de maneira a ocupar minimamente o espao pblico, devendo ainda: Localizar-seentre0,50-0,60mdabordaexternadaguia ;7

6.6.1 - Rampas Asrampaserotasacessveisnodevempossuirressaltosoudegrausemseutrajeto; Alarguradasrampas(L)deveserdeterminadapelovolumedofluxodepessoas,recomendandose largura mnima livre de 1,50m; sendo a largura mnima admissvel de 1,20m; Deve-seinstalarpisottildealerta,comfaixasdelarguraentre0,25e0,60m,distando-seat 0,32m antes do incio e aps o final da rampa, para orientao de pessoas com deficincia visual (como exemplificado nas Figuras 50 e 51); Devemexistirpatamaresnoincio,nofinaleemcadasegmentoderampa,comcomprimento recomendado de 1,50m; sendo a largura mnima admissvel de 1,20m; Quandoarampativersuaprojeocomalturainferiora2,10msobreacirculao,constituindose em obstculo para deficientes visuais, faz-se necessrio sinaliz-la com a implantao de um piso ttil de alerta ou outro tipo de elemento que identifique essa projeo; Ainclinaotransversal(Figura52)deveserde,nomximo,2%emrampasinternase3%em rampas externas. IMPORTANTE! Conforme Cdigo de Obras e Postura do Municpio de Fortaleza, a largura mnima de rampas e escadas de 1,50m em edificaes do tipo: hospitais, clnicas e similares, escolas, locais de reunies esportivas, recreativas e sociais ou culturais.

Usarnmeromnimodefixadores; No interferir na intervisibilidade das esquinas, respeitando-se as distncias mnimas adotadas pelo CONTRAN, as quais variam com o tipo de sinalizao; Noocuparafaixalivredecirculaodopedestre. Na implantao de semforos com tempo de travessia para o pedestre e dispositivos de acionamento, deve-se observar: A implantao de sinais sonoros em reas de concentrao de pessoas com deficincia visual; Naexistnciadedispositivosdeacionamento,estesdevemestarnafaixadealcancepadro (entre 0,80m e 1,20m do piso).

6.6 - Circulao verticalDe acordo com o Decreto n 5.296, as rampas, escadas, passarelas, elevadores e plataformas devem atender integralmente ao disposto nas normas brasileiras vigentes: NBR 9050:2004; NBR 13.994:2000 e NM313:2007.

A inclinao longitudinal da rampa deve ser definida de acordo com a seguinte equao, indicada pela NBR 9050:2004.

IMPORTANTE! As recomendaes que se seguem so teis para circulaes verticais, que ocorrem tanto no espao urbano, como nas edificaes. Onde: = percentual de inclinao (%) = altura a vencer (em metros) = comprimento da projeo horizontal da rampa (em metros)

7

O afastamento lateral das placas de sinalizao varia com o formato/dimenses maiores informaes no VOLUME I do caderno de Sinalizao

Vertical de Regulamentao (CONTRAN, 2005).

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Inclinao admissvel em cada segmento de rampa ( )

Desnveis mximos de cada segmento de rampa ( )

Nmero mximo de segmentos de rampa ( )

5,00% (1:20) 5,00% (1:20) 6,25% (1:16) 6,25% (1:16) 8,33% (1:12)

1,50m 1,00m 0,80m

Sem limite Sem limite 15

Tabela 2 Inclinao admissvel longitudinal em rampas

A NBR 9050:2004 prev, no caso de situaes atpicas em reformas, quando esgotadas as possibilidades de solues que atendam integralmente a tabela anterior, podem ser utilizadas inclinaes superiores a 8,33% (1:12) at 12,5% (1:8). Devero, assim, ser considerados os seguintes ndices:Figura 51 Dimensionamento e inclinao longitudinal de rampas Vista superior Inclinao admissvel em cada segmento de rampa ( ) Desnveis mximos de cada segmento de rampa ( ) Nmero mximo de segmentos de rampa ( )

8,33% (1:12) 10,00% (1:10)

10,00% (1:10) 12,5% (1:8)

0,20m 0,075m

4 1

Tabela 3 Inclinao admissvel longitudinal em rampas em situaes atpicas

Figura 50 Vista geral de rampa acessvel

Figura 52 Dimensionamento e inclinao transversal de rampas Corte frontal

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Asrampasemcurvadeveroterinclinaomximaadmissvelde8,33%(1:12)eraiomnimo de 3,00m, medido no permetro interno curva.

Asdimensesdospisoseespelhosdevemserconstantesemtodaaextensodaescada, atendendo s seguintes condies (Fonte: NBR 9050:2004):

Figura 53 Dimensionamento e inclinao de rampas em curva

Figura 54 Vista geral de escada acessvel

6.6.2 - Escadas Asescadas,tantoemespaosabertoscomonasedificaes,fazempartederotasacessveis, associadas a rampas e elevadores; por isso, devem apresentar condies mnimas de conforto e segurana; Emescadasfixas,alarguralivrerecomendveldeveserde1,50m;sendoalarguramnima admissvel de 1,20m; Deveserinstaladopisottildealertacomlarguraentre0,25me0,60m,localizadoat0,32m antes do incio e aps o final da escada; Devem existir patamares de descanso a cada 3,20m de desnvel e sempre que houver mudana de direo; Os patamares localizados nas mudanas de direo devem possuir a mesma largura da escada, obedecendo ao mnimo, de 1,20m; Devemserinstaladasfaixasdesinalizaodecorcontrastantejuntosbordasdetodosos degraus, de forma a identificar os limites da escada (Figura 55); Depreferncia,noutilizardegrausvazados,principalmenteemrotasacessveis; Oprimeiroeoltimodegrausdaescadadevemestaradistnciade30cmdacirculaopara no prejudicar o cruzamento entre circulao vertical e horizontal;Figura 55 Dimensionamento de pisos e espelhos e detalhe das faixas de sinalizao junto s bordas dos degraus

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6.6.3 - Passarelas Todoacessospassarelasdeveserfeitoatravsderampas,escadasouelevadores,podendo, inclusive, utilizar-se de mais de um destes recursos; Aprojeodapassarelasobreacalada,inferiora2,10mdealturalivre,deve,obrigatoriamente, ser sinalizada com piso ttil de alerta, alm de outro anteparo de proteo. Esta mesma recomendao feita no caso de passagem sob escada em edficaes (Figura 56). Alarguradapassareladeveserdeterminadaemfunodovolumedepedestres,estimado para os horrios de maior fluxo, utilizando-se os mesmos critrios de dimensionamento da faixa livre (largura recomendvel de 1,50m; sendo a largura mnima admissvel de 1,20m);

A distncia da altura do piso de 0,92m, medidos da geratriz superior para corrimo em escadas fixas e degraus isolados (Figura 58); Somente devero ser instalados no centro de escadas e rampas quando estas possurem largura superior a 2,40m (Figura 57); Emrampaseescadas,ocorrimodevepossuiralturasassociadasde0,70mede0,92mdo piso, medidas da geratriz superior; a altura menor destinada principalmente ao uso de pessoas em cadeiras de rodas e pessoas com baixa estatura (Figura 58); Nos dois lados de escadas fixas, devem ser instalados degraus isolados e rampas, ambos contnuos; Os corrimos centrais podem ser interrompidos quando instalados em patamares com comprimento superior a 1,40m; neste caso, deve ser garantido o vo mnimo de 0,80m entre o final de um segmento de corrimo e o incio do seguinte, para que se possibilite a passagem de uma pessoa (Figura 59); Deve-se deixar um espaamento mnimo de 4,0cm em torno do corrimo, de modo a proporcionar uma boa empunhadura e deslizamento contnuo (Figura 60).

Figura 56 Projeo da passarela sobre a calada Figura 57 Vista de escada com corrimo central

6.6.4 - Corrimos e guarda-corpos Oscorrimosdevemserconstrudoscommateriaisrgidoseresistentes,osquaisofeream condies seguras de utilizao; Devemser,preferencialmente,deseocircular; Alargurarecomendadavariade3,0a4,5cmenodevepossuirarestasvivas; Devepossuirprolongamentomnimode0,30mnoincioenotrminodeescadaserampas, sem que venha a interferir no fluxo das reas de circulao; Nasextremidades,oseuacabamentodeveserrecurvado,conferindomaiorseguranadas pessoas;Guia de Acessibilidade: Espao Pblico e Edificaes

Figura 58 Dimensionamento de corrimo em escada

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6.6.5 - Equipamentos eletromecnicos (plataformas, esteiras rolantes e elevadores)Para garantir acessibilidade a todas as pessoas, os equipamentos eletromecnicos so uma alternativa a ser utilizada, principalmente, em casos em que h impossibilidade da existncia de rampa, ou de edificaes com vrios pavimentos. Em edifcios de uso pblico, estes equipamentos proporcionam maior autonomia pessoa com deficincia ou mobilidade reduzida.

PLATAFORMASELEVATRIAS As plataformas, de utilizao nos planos verticais e inclinados, atendem atualmente s seguintes normas tcnicas internacionais: ISO9386-1/2000, para plataforma de elevao vertical, e ISO 93862/2000, para plataforma de elevao inclinada. Podem ser de percurso vertical e inclinado.

Figura 59 Dimensionamento de corrimo central Vista superior

a PLATAFORMA DE PERCURSO VERTICAL A utilizao deste equipamento deve seguir s seguintes recomendaes da NBR 9050:2004: Aplataformadevevencerdesnveisdeat2,0memedificaesdeusopblicooucoletivo,e desnveis de at 4,0m em edificaes de uso particular, para plataformas de percurso aberto.(A) Vista superior

Para este ltimo caso, devem ter fechamento contnuo, sem vos, em todas as laterais at a altura de 1,10m do piso da plataforma. Aplataformadevevencerdesnveisdeat9,0memedificaesdeusopblicooucoletivo, somente com caixa enclausurada (percurso fechado). A plataforma deve possuir dispositivo de comunicao para solicitao de auxlio nos pavimentos atendidos para utilizao acompanhada e assistida.

(B) Corte

a PLATAFORMA DE PERCURSO INCLINADO A plataforma elevatria de percurso inclinado pode ser utilizada como soluo alternativa em edificaes de uso pblico ou coletivo. A utilizao deste equipamento deve seguir s seguintes recomendaes da NBR 9050:2004: Percursocomparadaprogramadanospatamaresou,pelomenos,acada3,20mdedesnvel; Previsodeassentoescamotevelparausodepessoascommobilidadereduzida;

Figura 60 (A e B) Detalhe do corrimo em paredes

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Sinalizaottilevisualnareadeesperaparaembarquedestaplataforma,informandoa obrigatoriedade de acompanhamento por pessoal habilitado durante sua utilizao; Sinalizaovisualdemarcandoareaparaesperanoembarqueeolimitedaprojeodo percurso do equipamento aberto ou em funcionamento.

deficincias, porm, no devem dificultar o trajeto das pessoas que no tm deficincias. Com relao instalao ou troca de novos elevadores e/ou sua adaptao em edificaes de uso pblico ou de uso coletivo, cabe a observncia do Decreto n 5.296/2004, no artigo 27, que exige a observncia das normas tcnicas da ABNT vigentes. Assim, o elevador vertical atender integralmente ao disposto na ABNT NBR 13.994, bem como NM 313:2007 (ou novas normativas vigentes), quanto sinalizao, dimensionamento e caractersticas gerais, sendo que, externamente ao elevador, deve haver sinalizao ttil e visual informando: a) instruo de uso, fixada prximo botoeira; b) indicao da posio para embarque; c) indicao dos pavimentos atendidos; d) sinalizao ttil de alerta no piso; e) sinalizao visual e ttil de alerta na parede; f ) sinalizao sonora.

Fotos 06 e 07 - Plataforma basculante tipo inclinado

A NBR 13.994:2000 recomenda que este tipo de elevador apresente as seguintes caractersticas: Aentradadeveatenderlarguralivremnimade0,80m; Emtodosospavimentos,areafrontalaoelevadordeveestarlivredeobstculos; Acabinedeveatendersdimensesmnimasde0,90mx1,30m; Naopodecabine que no permite o giro de cadeira de rodas, tem-se que: a distncia entre painis laterais deve ser, no mnimo, 1,10m; e a distncia mnima entre o painel de fundo e o frontal deve ser 1,40m, conforme Figura 61.

ESTEIRASROLANTES Para atender a pessoas com deficincia ou com mobilidade reduzida, as esteiras rolantes devem seguir s seguintes recomendaes: Tersinalizaovisualettil,informandoasinstruesdeuso; Quando a inclinao for superior a 5%, deve haver sinalizao visual, informando a obrigatoriedade de acompanhamento, por pessoal habilitado, durante sua utilizao por pessoas em cadeira de rodas; Larguramnimade0,80m; Pisoantiderrapante; Nospavimentosatendidospelaesteirarolante,devehaverdispositivodecomunicaopara solicitao de auxlio. ELEVADORES Conforme a NBR 13994:2000, a acessibilidade aos elevadores deve ser garantida a pessoas com deficincia, o que significa ser essencial que o edifcio e os acessos aos elevadores atendam aos requisitos das Normas (por exemplo: entrada, rampas, reas de giro, largura de porta etc.). Alm disso, deve haver especificao precisa, clara e apropriada para os elevadores, contendo smbolos, alertas sonoros e pictogramas grandes. As necessidades, anteriormente mencionadas, devem cobrir a diversidade de

Figura 61 - Arranjo de cabine (elevador) sem permitir o giro de cadeira de rodas (Fonte: NBR 13994:2000)

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Naopodecabine que permite o giro de cadeira de rodas, tem-se que: a distncia entre os painis laterais deve ser de, no mnimo, 1,725m; a distncia mnimo entre o painel do fundo e o frontal deve ser de 1,30m (Figuras 62 e 63).

Osbotesdechamadadevemterumadimensomnimade19mm,comreamnimade 360mm2, excluindo-se a aba, devendo ser saliente sem aresta cortante, ou faceado em relao placa da botoeira. Quando operados, a profundidade no deve exceder 5mm; devem ser providos de indicao visual para cada chamada registrada, que deve extinguir-se quando a chamada atendida; Oregistrodachamadadeveservisveleaudvel,ajustvelentre35e50dBA,comfrequncia no superior a 1500Hz, medidos a uma distncia de 1m do boto acionado; Osinalaudveldeveserdadoacadaoperaoindividualdoboto,mesmoqueachamadajtenha sido registrada. Alm disso, permitido dar uma resposta mecnica do registro da chamada; Abotoeiradacabinedevesercolocadanopainellateraldireitodequemestdefrentepara o elevador; Paratodosospavimentosservidos,devesoarautomaticamenteumanncioverbalacada parada da cabine;

Figura 62- Arranjo de cabine (elevador) para permitir o giro de uma cadeira de rodas (Fonte: NBR 13994:2000)

O revestimento do piso da cabine deve ter superfcie dura e antiderrapante, permitindo uma movimentao fcil da pessoa com deficincia. As cores do piso da cabine devem ser contrastantes com as do piso do pavimento. As soleiras no so consideradas; Devehaverumcorrimonacabine,fixadonospainislateraisenodefundo,demodoque a parte superior esteja a uma altura entre 89 e 90cm do piso acabado, com espao livre de 40mm entre o painel da cabine e o corrimo, com tolerncia de 2mm; Ocorrimodevesuportarumaforade700N,aplicadaemqualquerposiodesuasuperfcie, sem flexionar-se mais do que 6mm e sem deformao permanente; O corrimo deve terminar junto botoeira da cabine, ter extremidade com acabamento recurvado e ter contraste com os painis da cabine; Senohouvercontinuidadeentreoscorrimosinstaladosentreospainislateraiseodefundo, a distncia entre os mesmos deve ser entre 40mm e 45mm, e no deve haver cantos vivos; Oespelho,seinstalado,deveestarsituadoacimadocorrimo,e OcorrimodeveterseotransversalconformeaFigura64.

Figura 63 - Arranjo de cabine (elevador) para permitir o giro em trs pontos de uma cadeira de rodas (Fonte: NBR 13994:2000)

Quanto ao interior da cabine (para orientao, vide Figura 65), a NBR 13994:2000 no que trata sobre os comandos, recomenda que: Alinhadecentrohorizontal,daparteativadobotomaisbaixo,deveestarlocalizadaauma altura de 0,89m; e, a linha de centro horizontal, da parte ativa do boto mais alto, a 1,35m, medidas a partir do piso da cabine, com tolerncias de 25mm; Alinhadecentrovertical,daparteativadobotomaisprximodaporta,deveestar,no mnimo, a 0,40m do painel frontal; e a linha de centro vertical da parte ativa do boto mais prximo do painel de fundo da cabine deve estar, no mnimo, a 0,50mm deste painel; eFigura 64 (A e B) - Seo transversal de corrimo da cabine. Dimenses em milmetros

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Brasileiro e as Resolues do Conselho Nacional de Trnsito (CONTRAN). De forma idntica, as cores e dimenses das faixas de sinalizao devem seguir as especificaes do CONTRAN.

RECOMENDAES (de acordo com a NBR 9050:2004) Asvagasdeveropossuirlarguramnimade2,50m; Deve existir uma rea livre de circulao com largura mnima de 1,20m, devidamente sinalizada horizontalmente, atravs de faixas inclinadas (zebras), a qual pode ser compartilhada entre duas vagas (Figura 66); Deverexistirumarampacomacessonacalada,atravsdeguiarebaixada,juntorea livre de circulao; Asvagasdeveropossuirsinalizaohorizontalevertical,utilizandooSmboloInternacional de Acesso (SIA); Asvagasreservadasdevemestarvinculadasrotaacessvel,interligando-asaospolosde atrao e devem estar localizadas de forma a evitar a circulao entre veculos; Somente podero utilizar as vagas os veculos que estiverem devidamente cadastrados perante a esfera sobre circunscrio da via, apresentando selo ou dispositivo que possibiliteFigura 65 Vista do posicionamento da botoeira da cabine no painel lateral direito. Dimenses em milmetros.

identificao. As infraes sero tratadas como rege o CTB.

6.7 - EstacionamentoDe acordo com o Decreto Federal n 5296/2004, nos estacionamentos externos ou internos das edificaes de uso pblico ou de uso coletivo, ou naqueles localizados nas vias pblicas, sero reservados, pelo menos, dois por cento (2%) do total de vagas para veculos que transportem pessoa portadora de deficincia fsica ou visual definidas neste Decreto, sendo assegurada, no mnimo, uma vaga, em locais prximos entrada principal ou ao elevador, de fcil acesso circulao de pedestres, com especificaes tcnicas de desenho e traado conforme o estabelecido nas normas tcnicas de acessibilidade da ABNT. Essas vagas devero se apresentar devidamente sinalizadas (horizontal e verticalmente). Ainda para o clculo do nmero de vagas reservadas, o Estatuto do Idoso prev uma reserva de 5% dessas vagas destinadas ao idoso (acima de 60 anos). Sendo assim, a quantidade reservada sobe para 7%. Deve ser observada a regulamentao para o caso de estacionamento nas vias pblicas, conforme critrios do rgo de trnsito com jurisdio sobre a via, respeitando-se o Cdigo de TrnsitoGuia de Acessibilidade: Espao Pblico e Edificaes

Figura 66 Vaga reservada para pessoa com deficincia

IMPORTANTE! Na cidade de Fortaleza, para ter direito de usufruir da reserva de vaga, o veculo transportando pessoa com deficincia deve ser cadastrado na Autarquia Municipal de Trnsito, Servios Pblicos e de Cidadania de Fortaleza (AMC) e ter, em seu vidro dianteiro, o adesivo fornecido pelo referido rgo, o qual fornecido mediante apresentao de laudo mdico, com o procedimento de tambm observar se o veculo tem as adaptaes devidas (no caso de o motorista ser o condutor).

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Figura 67 Vaga paralela calada (Fonte: Manual Brasileiro de Sinalizao de Trnsito Vol IV CONTRAN)

Figura 69 Vaga inclinada (45) (Fonte: Manual Brasileiro de Sinalizao de Trnsito Vol IV CONTRAN)

6.7.1 - Sinalizao vertical e horizontal

A sinalizao nos estacionamentos em via pblica deve ser pintada no piso, conforme desenhos anteriores, com Smbolo Internacional de Acessibilidade (nas propores definidas na NBR 9050:2004 dispostas na Figura 18, pgina 20), bem como de sinalizao vertical conforme especificaes de placa a seguir (Figura 70):

Figura 68 Vaga perpendicular calada (Fonte: Manual Brasileiro de Sinalizao de Trnsito Vol IV CONTRAN)

Figura 70 Placa de regulamentao para sinalizao vertical de vaga reservada de estacionamentos em via pblica

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Nos estacionamentos internos de plos geradores de viagens (PGVs), como shoppings, centros comerciais, aeroportos e qualquer outra edificao de uso coletivo, a sinalizao deve constar de pintura do SIA no piso (conforme Figuras 67 a 69) e placa vertical com Smbolo Internacional de Acesso, nas seguintes propores (Figura 71):

Foto 09 Sinalizao com pictograma para vaga reservada. Fortaleza, 2008.

IMPORTANTE!Figura 71 Placa para sinalizao vertical de vaga reservada em estacionamentos internos

Deve-se evitar qualquer referncia adjetiva ao Smbolo Internacional de Acesso como, por exemplo, termos como Deficiente fsico, Paraplgico, dentre outros. Ela pode transformar espao acessvel em espao discriminatrio.

Para o caso das vagas reservadas ao idoso (previstas na Lei n 10.741/2003, Estatuto do Idoso), as imagens que seguem trazem exemplos adotados em algumas cidades brasileiras.

6.8 - Parques, praas e espaos pblicos e tursticosNo planejamento de parques, praas, locais pblicos e tursticos, devem ser previstas condies de acesso e utilizao por pessoas com deficincia permanente ou temporria ou com mobilidade reduzida. Para isto, faz-se necessrio observar as mesmas recomendaes das normas de acessibilidade s caladas, como garantia de uma rota livre de obstculos, devidamente sinalizada. Nos locais onde as caractersticas ambientais sejam legalmente preservadas, deve-se buscar o mximo grau de acessibilidade com mnima interveno no meio ambiente. Saliente-se, ainda, a importncia da sinalizao dos espelhos dgua, hidrantes, bem como esttuas e esculturas, que devem estar demarcados em todo seu permetro pelo piso ttil de alerta, evitandose acidentes.

Foto 08 Exemplo de placa de vaga preferencial para idoso (Fonte: SOCICAM, So Paulo, 2008)

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Ao longo das rotas acessveis, juntamente com os bancos tradicionais (assentos fixos), devem ser previstos espaos reservados para pessoas em cadeira de rodas, os quais devem possuir as dimenses mnimas de um Mdulo de Referncia de 80cm x 1,20m. Estes espaos devero estar ao lado de, pelo menos, 5% dos bancos tradicionais existentes. Recomenda-se, alm disso, que pelo menos outros 10% sejam adaptveis para acessibilidade.

Figura 72 Espao para pessoa em cadeira de rodas (Mdulo de Referncia) Foto 10, 11 e 12 Borda de espelho dgua, hidrante e luminria sem piso ttil de alerta (situaes de perigo).

As bilheterias de parques, praas e locais pblicos e tursticos devem ser acessveis s pessoas com Sinalizao de canteiros com balizadores nas praas ou passeios amplos com canteiros, estes devem ter em seu permetro balizadores para sinalizar e prevenir acidentes para as pessoas com deficincia visual. deficincia fsica ou de baixa estatura, tendo a altura mxima de 1,05m do piso. Devem permitir o posicionamento de um Mdulo de Referncia para a aproximao lateral bilheteria e garantir rea de manobra com rotao de 180, conforme NBR 9050:2004 (Figura 73).

Foto 13 Canteiro de rvores sem balizadores

Figura 73 (A e B) Altura de balces de bilheteria em parques, praas, locais pblicos e tursticos

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AacessibilidadeemedificaesGuia de Acessibilidade: Espao Pblico e Edificaes

Classificaodasedificaes Tiposdebarreirasencontradas nasedificaes Acessos Circulaohorizontal Desnveis reasdeaproximaodeportas Sinalizaottilparaambientes internos Circulaovertical Rotasdefuga,sadasdeemergncia Portas,janelaseoutrosdispositivos Sanitrios Mobiliriointerno Cinemas,teatros,estdios, auditriosesimilares Locaisdehospedagem

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7 - A acessibilidade em edificaesO espao construdo tem, nos ltimos anos, passado por muitas mudanas, tanto no tocante insero de novas tecnologias, quanto a questes de segurana, de novas formas de comunicao, na busca de atender diversidade de necessidades e solicitaes da sociedade.

7.1.3 - Edificaes de uso coletivoAs edificaes de uso coletivo so aquelas destinadas s atividades de natureza comercial, hoteleira, cultural, esportiva, financeira, turstica, recreativa, social, religiosa, educacional, industrial e de sade, inclusive as edificaes de prestao de servio de atividades da mesma natureza. Esses equipamentos arquitetnicos, na sua construo, reforma ou ampliao, devero incorporar

Hoje, portanto, preciso projetar com vistas ao Desenho Universal. Assim como as cidades esto se adaptando a novas realidades e exigncias de mercado e comportamento social, muito mais os ambientes internos devem e esto sendo modificados para acomodar melhor as pessoas, inclusive as com deficincia e mobilidade reduzida, em suas atividades dirias (de deslocamento, trabalho, estudo, compras, tratamento de sade, lazer etc).

os princpios do Desenho Universal, alm de atender ao disposto na legislao vigente e estar em conformidade com o padro tcnico do conjunto de normas da ABNT sobre acessibilidade. Assim, na existncia de desnveis nas reas de circulao interna ou externa nas edificaes, estes devero ser transpostos atravs de rampa ou, quando no for possvel outro acesso mais cmodo para pessoas com deficincia ou mobilidade reduzida, dever ser instalado equipamento eletromecnico para deslocamento vertical (elevador, plataforma escamotevel, dentre outros), sempre obedecendo aos padres tcnicos das normas da ABNT. Observao quanto acessibilidade aos Bens Culturais Imveis: De acordo com o Art. 30 do Decreto n 5.296/2004: As solues destinadas eliminao, reduo ou superao de barreiras na promoo da acessibilidade a todos os bens culturais imveis devem estar de acordo com o que estabelece a Instruo Normativa n 1 do Instituto do Patrimnio Histrico e Artstico Nacional - IPHAN, de 25 de novembro de 20038.

7.1 - Classificao das edificaesDe acordo com o Decreto Federal n 5.296/2004, as edificaes so classificadas como de uso privado, uso pblico e de uso coletivo, e devem possuir todas as condies necessrias para o acesso e o uso universal de todas as pessoas, principalmente as que possuem algum tipo de deficincia ou mobilidade reduzida.

7.1.1 - Edificaes de uso privadoAs edificaes de uso privado so aquelas destinadas habitao, que podem ser classificadas como unifamiliar e multifamiliar.

7.2 - Tipos de barreiras encontradas nas edificaesDeve ser garantida a acessibilidade na interligao de todas as partes de uso comum ou abertas ao pblico, sejam elas internas ou externas ao conjunto arquitetnico, como acessos, piscinas, playgrounds, salo de festas e reunies, saunas e banheiros, quadras esportivas, portarias, estacionamentos e garagens. No que diz respeito s questes sobre acessibilidade fsica, comum encontrarmos obstculos que dificultam ou atrapalham o deslocamento de pessoas com deficincia, constituindo-se assim, em barreira para a mobilidade. Os tipos de barreiras comumente encontradas nas edificaes podem ser: fsicas (arquitetnicas) e de comunicao (informao).

7.1.2 - Edificaes de uso pblicoAs edificaes de uso pblico so aquelas administradas por entidades da administrao pblica, direta ou indireta, ou por prestadoras de servios pblicos, destinadas populao em geral. Estas edificaes devem garant