HISTÓRIA - .A crise do Feudalismo foi o grande motivo que levou os povos europeus a buscarem novas

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PR-VESTIBULARLIVRO DO PROFESSOR

HISTRIA

Esse material parte integrante do Aulas Particulares on-line do IESDE BRASIL S/A, mais informaes www.aulasparticularesiesde.com.br

2006-2008 IESDE Brasil S.A. proibida a reproduo, mesmo parcial, por qualquer processo, sem autorizao por escrito dos autores e do detentor dos direitos autorais.

Produo Projeto e Desenvolvimento Pedaggico

Disciplinas Autores

Lngua Portuguesa Francis Madeira da S. Sales Mrcio F. Santiago Calixto Rita de Ftima BezerraLiteratura Fbio Dvila Danton Pedro dos SantosMatemtica Feres Fares Haroldo Costa Silva Filho Jayme Andrade Neto Renato Caldas Madeira Rodrigo Piracicaba CostaFsica Cleber Ribeiro Marco Antonio Noronha Vitor M. SaquetteQumica Edson Costa P. da Cruz Fernanda BarbosaBiologia Fernando Pimentel Hlio Apostolo Rogrio FernandesHistria Jefferson dos Santos da Silva Marcelo Piccinini Rafael F. de Menezes Rogrio de Sousa Gonalves Vanessa SilvaGeografia DuarteA.R.Vieira Enilson F. Venncio Felipe Silveira de Souza Fernando Mousquer

I229 IESDE Brasil S.A. / Pr-vestibular / IESDE Brasil S.A. Curitiba : IESDE Brasil S.A., 2008. [Livro do Professor]

696 p.

ISBN: 978-85-387-0574-1

1. Pr-vestibular. 2. Educao. 3. Estudo e Ensino. I. Ttulo.

CDD 370.71

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Expanso martima

europeia e o Mercantilismo

Navegar o Atlntico era aventurar-se no mar Tenebro-so, era dar um salto no desconhecido: monstros e se-res fantsticos eram alguns dos perigos esperados.

Dom

nio

pb

lico.

... E o mundo era quadrado, na viso dos nave-gadores daquela poca, com monstros marinhos que devoravam os navios sem piedade.

A crise do Feudalismo foi o grande motivo que levou os povos europeus a buscarem novas reas comerciais. Merece destaque uma nova classe recm-surgida chamada de burguesia, responsvel pela aliana com o rei e a promoo da formao das chamadas monarquias nacionais, consolidando o poder centralizado e acabando de vez com o Sistema Feudal da Idade Mdia.

Havia muita necessidade de descoberta de ouro e prata (metais preciosos), e tambm de terras cultivveis para o fornecimento de alimentos para a populao europia, que estava em fase de cres-cimento.

Para acabar com o monoplio das especiarias orientais, dominadas pelas cidades italianas, Portu-gal e Espanha iniciaram suas aventuras para alm do mar Tenebroso (Oceano Atlntico) em busca do caminho martimo para as ndias, com objetivo de comprarem as especiarias por um preo mais barato do que o praticado pelas cidades italianas.

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O Pioneirismo Portugus

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Expanso Martima Portuguesa.

A expanso martima exigia grandes recursos financeiros por parte dos Estados nacionais, da a grande participao da classe burguesa aliada ao rei neste episdio. Portugal foi o primeiro Estado a se consolidar politicamente, isto , centralizou o seu poder nas mos de um rei, tendo destaque para a Re-voluo de Avis ( 1383 1385 ) D. Joo de Avis iniciou a Dinastia de Avis e efetivou a expanso martima portuguesa. Portugal tinha uma posio geogrfica privilegiada em relao s demais naes. impor-tante ressaltar que esse pas chegou a conquistar a regio de Ceuta, no ano de 1415, dominando a outra extremidade do Estreito de Gibraltar, ou seja, a en-trada e a sada do mar Mediterrneo, principal rota comercial da poca.

Portugal conseguiu acumular um grande capital e, principalmente, experincia na arte de navega-o. No podemos esquecer da chamada Escola de Sagres, centro de excelncia na arte de navegao lusitana. A Escola jamais existiu como instituio fixa. Criada pelo Infante Dom Henrique, ela existia na prtica, dentro das prprias embarcaes. A Escola de Sagres foi responsvel em acelerar o processo de desenvolvimento das cartas cartogrficas, astrol-bio, bssola, e das prprias embarcaes (tcnicas navais).

O objetivo principal de Portugal era descobrir uma rota martima para a ndia, a fim de comprar as especiarias a um preo menor, objetivo este alcan-

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ado por Vasco da Gama no ano de 1498, quando atingiu a cidade de Calicute.

A expanso martima promoveu a explorao econmica das regies litorneas do continente afri-cano. Os interesses mercantis portugueses estavam diretamente associados ao carter de dominao territorial. A descoberta de ouro e o comrcio de marfim naquela regio, alm do trfico de escravos,

O caso espanhol

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Expanso Martima Espanhola.

fortalecia o interesse portugus pelo litoral africano, e tambm a preocupao dos lusitanos de manter o controle daquela regio contra possveis invasores. Esta regio foi denominada de Priplo Africano.

L foram criadas feitorias (pequenas fortifica-es que serviam de armazns para a realizao de comrcios entre produtos, trfico de escravos e a obteno de ouro).

A expulso dos mouros (muulmanos) da Penn-sula Ibrica, denominou-se Guerra da Reconquista (Granada ltimo reduto muulmano), consolidando o Estado Nacional de Granada (atual Espanha).

De acordo com a explicao mais tradicional sobre o descobrimento da Amrica, no ano de

1492, Cristovo Colombo tentou provar que a Terra era redonda, indo para as ndias pelo Ocidente. No meio do trajeto esbarrou numa grande poro de terras, que mais tarde receberia o nome de Amrica, graas ao navegador chamado Amrico Vespcio (1498).

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No caso da expanso martima espanhola, as reas americanas no possuam as famosas espe-ciarias, porm l foram descobertas fontes de metais preciosos, ouro e prata. A agricultura voltou-se, num primeiro momento, para a subsistncia, j que os metais preciosos eram mais importantes para a Me-trpole espanhola.

Portugal, achando-se prejudicado pela desco-berta por parte dos espanhis de um Novo Mundo, forou a Espanha a assinar um acordo mediado pelo

concedendo a Portugal a regio das Molucas e, Espanha, as regies a oeste do meridiano (Fi-lipinas).

Os casos ingls, francs e holands

Esses pases s comearam as suas expanses aps sarem de respectivas guerras das quais parti-cipavam. A Inglaterra e a Frana estavam envolvidas na chamada Guerra dos Cem Anos, que s terminou no ano de 1453.

papa Alexandre VI (espanhol). No ano de 1493, surgia a chamada bula intercoetera, que dividia o mundo recm-descoberto entre Portugal e Espanha.

A bula delimitou que ficaria a 100 lguas a Oeste da ilha de Cabo Verde a diviso das terras entre Por-tugal (leste) e a Espanha (oeste). Portugal no aceitou este acordo, pois no passava pelo Novo Mundo esta linha imaginria. Logo, foi criado no ano seguinte (1494) um novo tratado, o Tratado de Tordesilhas.

Logo aps a delimitao das terras ociden-tais do Novo Mundo entre Espanha e Portugal, a primeira observou a necessidade de delimitar tambm os limites territoriais da regio oriental tomando como base a Insulndia e Cipango (parte da Oceania e Japo, respectivamente). A partir deste ponto delimitou-se o Tratado de Saragoa (1529) que determinava a diviso daquela terra entre Portugal e a Espanha. Esse tratado traava um meridiano de 17 graus a leste daquelas ilhas,

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A regio que atualmente pertence Holanda, pertencia a Espanha, e somente veio a conseguir sua liberdade poltica no ano de 1609, com o nome de Repblica das Provncias Unidas. Temos que des-tacar que a Holanda foi responsvel pela criao da Companhia das ndias Ocidentais no ano de 1621, visando dominar o comrcio martimo e, principal-mente, participar ativamente do refino e frete do acar brasileiro.

Os ingleses e franceses fixaram-se na Amrica do Norte, e l fundaram colnias de povoamento e de explorao. Falaremos destas colnias mais frente, em tpicos exclusivos das colonizaes.

O rei Francisco I da Frana contestou o Tratado de Tordesilhas, dizendo que no existia nada disso no testamento de Ado, ou seja, a diviso do Novo Mundo entre somente Portugal e a Espanha.

No perodo da expanso martima houve gran-des transformaes dentre as quais se destacam:

Mudana do eixo econmico do Mediterrneo para o Atlntico.

Incorporao de novas terras, Amrica, litoral africano, rotas para a sia.

Declnio das repblicas italianas de Gnova e Veneza que detinham o monoplio comercial junto aos rabes do comrcio das especiarias vindas da ndias.

Ascenso das potncias mercantis (Portugal, Espanha, Inglaterra, Frana e Holanda).

Desenvolvimento do trfico de escravos.