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Historia Varginha

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Text of Historia Varginha

  • OOSS PPRRIIMMEEIIRROOSS PPAASSSSOOSS PPAARRAA OO DDEESSEENNVVOOLLVVIIMMEENNTTOO Catanduva

    Define-a Bernadino Jos de Souza em seu livro Dicionrio da Terra e Gente do Brasil: " mato rasteiro, spero e espinhento; mato de pequeno porte e ruim, em geral de vegetao fechada, tambm descreve Navarro de Andrade em sua ligeira contribuio para a terminologia florestal, publicada na revista do Brasil, No 84, dezembro de 1922. Teodoro Sampaio escreve que, no

    interior de So Paulo, se d o nome de catanduva no mato rasteiro, espinhento e meio fechado, sendo a palavra oriunda do TUP ( ca-atandiba, - que se traduz matagal rijo, spero, em abundncia). A Catanduva uma formao vegetal semelhante ao carrasco. No Glossrio de Everaldo Backheuser, encontramos Catanduva como terno de So Paulo designativo de argila pouco frtil. Com o mesmo sentido, registrou A. Taunay no Lxico de Lacunas, abonando-o com a seguinte frase: "O inexperiente fazendeiro plantou dez mil ps de caf numa catanduva fraqussima. Diz-se tambm Catanduba ".

    Seu melhor significado, portanto, seria: local de mato spero, visto as decomposies da palavra: ca ou c+at ou t+dyba, uma vez considerado, como de lei, o ltimo elemento como fator primrio componente das palavras que no so simples.

    TOPONIMIA

    SURGE O NOME DE VARGINHA

    "Ant tese s i tuao topogrf ica, a cavaleiro de suave col ina, apareceu o nome Varginha, proveniente de um "valo anguloso, formado pela Ribeira Sant 'Ana, impropr iamente chamada Vargem", a um qui lmetro da atual c idade.

    Entra de figurar sua nova toponimia, desde o ano de 1816, segundose pode verificar de um registro na dita localidade:

    "aos vinte seis de janeiro de mil oitocentos e dezesseis na capela do esprito santo da varginha, o Pe. Antnio Jos dos Santos de licena assistiu ao sacramento do matrimnio que com palavras contraram Ado Jos Rodrigues Creoulo Frro e Felizarda Maria, em presena das testemunhas Jos Joaquim dos Santos e Marcos Gonalves Ferreira, todos dessa freguesia, e receberam as bnos npciais no tempo competente havendo procedido admoestaes , e proviso do ordinrio de que fiz este assento. O Vigario Manoel da Piedade Valongo de Lacerda".

    EE EESSTTAAVVAA CCRRIISSMMAADDAA AA LLOOCCAALLIIDDAADDEE.

    OS CAMINHOS PARA O DESENVOLVIMENTO

    As primeiras referncias que se tem sobre Varginha datam de 1763 e mencionam a Ermida

  • de Santo Antnio localizada na antiga estrada que liga Trs Pontas a Campanha, erguida provavelmente por bandeirantes que por ali transitavam. Em torno da capela desenvolveram-se ranchos de pouso para viajantes, com o povoado crescendo no caminho das tropas de muares provenientes de So Paulo, principalmente de Sorocaba e Taubat, que transportavam toda espcie de mercadorias em demanda da Vila de Campanha da Princesa da Beira, atual cidade de Campanha.

    Deu-se ao nascente povoado, o nome de Catanduvas ou Catandubas que significa "mato cerrado", muito encontrado naquela poca. Em virtude do padroeiro da capela, passou-se a chamar Esprito Santo das Catanduvas.

    Em 1806 o arraial contava com mais de 1000 (mil) pessoas. Neste mesmo ano foi feita a doao do territrio que constituiu o primitivo patrimnio do ncleo em desenvolvimento. Um ano depois foi oficializado o Curado do Esprito Santo, possuindo uma pequena e modesta vida agrcola. Em 1850 foi elevada freguesia com o nome de Varginha, originado do Bairro da Vargem, situada a um quilometro a nordeste do arraial e, em 22 de setembro de 1881, alcanava a categoria de Vila.

    Situa-se entre 1850 e 1881 o perodo da evoluo mais acentuado, quando foram construdas as primeiras obras destinadas ao servio pblico, como os prdios para Escolae Cadeia. O ncleo ostentava cerca de trezentas edificaes, sendo diversas de dois pavimentos, que se estendiam pela Avenida Rio Branco e pelas antigas Ruas da Chapada (Wenceslau Brz), Direita (Presidente Antnio Carlos), So Pedro (Delfim Moreira) e tambm pelas Praas So Sebastio, Largo do Pretrio (Praa Dom Pedro II) e Largo da Matriz.

    Atravs da Lei N. 2950 de 7 de outubro de 1882, a Vila de Varginha foi elevada categoria de Cidade, e confirmada pela lei Estadual No 2, de 14 de setembro de 1891.

    Instalado o Municpio em 17 de dezembro de 1882, foi, por ato de 29 do mesmo ms, criado o fro civil, dividindo-se nesta data o termo em trs distritos especiais, compreendendo o 1o a freguesia da cidade, o 2o a povoao de salto e o 3o a freguesia de Carmo da Cachoeira. No ato da instalao houve entusistico festejo, reinando geral alegria, e no dia 18 de dezembro de 1882, reuniu-se pela primeira vez a Cmara Municipal sendo eleito Presidente dela o cidado Matheus Tavares da Silva e Vice-Presidente o Tenente Jos Maximiano Batista.

    A 21 de maio de 1883 fez-se a primeira qualificao de jurados do Municpio, contando-se na respectiva relao 158 nomes, e 81 na lista suplementar, tendo lugar a 1areunio do jri no dia 21 de novembro de 1883.

    Pelo decreto do Governo Provisrio, N 34, de 2 de abril de 1890, foi criada a Cmara Municipal de Varginha, instalando-se a 20 de maio do mesmo ano, presente o Presidente da Intendncia - Jos Justiniano de Resende e Silva, Dr. Jlio Augusto Ferreira da Veiga, Marclio Jos de Andrade, Antnio da Cunha, e muitos outros. Seu termo foi suprimido pela Lei N 11, de 13 de novembro de 1891 e reestabelecida pela Lei N. 375, de 19 setembro de 1903.

    A PEQUENA CIDADE COMEA A CRESCER

    Situada em uma formosa eminncia, a cidade de Varginha deve seu nome a uma plancie baixa que existe na distncia de dois quilmetros da povoao, e que apesar de desabitada, deu o nome ao esperanoso lugar, que hoje sede de um florescente Municpio.

    Esta freguesia, de que padroeiro o Divino Esprito Santo, possui 5 Igrejas - A

  • Matriz, So Sebastio (ambas com duas torres), Nossa Senhora do Rosrio, So Miguel e Pretrio, simples e pequenas. A pouco mais de um quilmetro, em uma bela elevao, est uma capela consagrada Santa Cruz.

    A cidade conta mais de 300 casas, das quais oito ou nove so sobrados, espalhados por muitas ruas e seis praas.

    Possui uma cadeia construda de pedra com duas enxovias no andar trreo e salas no pavimento superior para as sesses do jri, da Municipalidade, audincias etc. A construo deste edifcio devida quase que exclusivamente ao prestante cidado Joo Gonzaga Branquinho, que dedicou-se esforadamente para a criao do Municpio, no se poupando a trabalhos ou despesas. Para essa obra abriu-se uma subscrio popular, que obteve a soma de 2:000$ (dois mil contos de reis), entretanto as despesas feitas por aquele digno cidado importaro em cerca de 20:000$000 (vinte mil contos de reis).

    Existe uma casa para Instruo Pblica feita com auxlio de donativos promovidos por outro cidado distinto, o estimado fazendeiro Domingos Teixeira de Carvalho, sobre quem igualmente pesou a maior parte da soma despendida com essa edificao.

    Esse prdio foi depois aumentado com as acomodaes precisas para representaes teatrais, que ali se tem realizado com o concurso de amadores.

    de justia registrar, de um modo claro, na notcia deste lugar, os inapreciveis servios que ele deve aos benemritos cidados Joo Gonzaga Branquinho e Domingos Teixeira de Carvalho, de que j acima falamos.

    O primeiro, nascido na cidade da Aiuruoca, pertence a uma importante famlia sul--mineira, conta 66 anos de idade, e chefe de uma famlia respeitvel, contando nove filhos e 16 netos. No trabalho de criar o Municpio de Varginha, nenhuma dificuldade pode diminuir sua grande energia: - Abandonou sua lavoura, sofrendo por isso considerveis prejuzos em mais de oito anos de lutas; - empreendeu penosas viagens, no deixando ao mesmo tempo esquecidas certas necessidades locais, como construo de aterros, pontes no Ribeiro Santa'Ana etc.

    O segundo, alm de meritrios servios, desinteressadamente feitos durante larga srie de anos, tem provado a sua dedicao ao lugar s com a construo da Igreja de So Sebastio e da casa destinada instruo da mocidade, asilos santos que trazem alma e ao esprito a paz e a ventura de que tanto carecem.

    Entretanto esses homens, do merecimento to sbito, no recebero ainda do Governo do Pas uma s demonstrao de reconhecimento por to assigualados servios patrioticamente prestados causa pblica.

    Nas mesmas condies est o prestimoso cidado Tenente Gaspar Jos de Paiva, um dos mais fortes auxiliares da criao do Municpio onde residiu por mais de 40 (quarenta) anos, gozando por si e por seus dignos filhos de grande e bem merecida influncia, prestgio e considerao.

    Alm desses cumpre recordar os nomes do Capito Manoel Francisco de Oliveira, um dos mais antigos habitantes e benfeitores do lugar, homem bom e chefe de excelente famlia: - Matheus Tavares da Silva, Tenente Jos Marcelino Teixeira, Domingos de Rezende, Antnio de Teixeira Rezende, Jos Justiano de Rezende Silva, Urias de Salles Cardoso, Jos Marcelino Teixeira Junior, Capito Esa Jos Nogueira, Antnio Gonalves Braga, Alferes Joaquim Antnio da Silva, Francisco Jos Gomes e outros cidades prestimosos, dedicados aos melhoramentos pblicos, exemplo de bondade, a quem toda a freguesia de imensos servios, que sem injustia no podem ser olvidados.

  • Entre os homens importantes do lugar que j descero ao tmulo recordamos os nomes de Pedro Alves Campos, fazendeiro conceituado, que estando em sua casa ocupado com os preparativos para o casamento de uma filha, foi vtima de uma trave que sobre ele caiu, vindo desse desastre a falecer, em 28 de abril de 1882, e depois dele o Vigrio Jos Paulino da Silva, a cujo zelo por largos anos esteve entregue parquia, falecendo a 5 de abril de 1883 em estado de pobreza, que honra a seus sentimentos.

    EDUCAO E CULTURA DA POCA

    A Escola pblica para sexo masculino tem 50 alunos matriculados e frequncia superior a 30. A do sexo feminino tem 40, frequncia 30. Existe mais uma escola particular que conta matriculados 25 alunos.

    quase que exclusivamente de cisterna a gua que se bebe no povoado, tendo os poos a profundidade de 40 a 120 palmos e sendo rara a casa que no possui um deles. Todavia essas cisternas so ainda de sarilho, havendo s uma de bomba. Perto da povoao passam trs crregos, onde os habitantes dos lugares mais baixo iam buscar a gua de que precisavam.

    O ensino de msica feito de modo satisfatrio em uma aula bem frequentada, havendo uma banda de msica regular.

    Nota-se, entre o povo, verdadeiro amor leitura, havendo diversos assinantes de jornal. Poucos, porm, tem sido os filhos do lugar que tm seguido carreira literria, e sentimos ter de referir a respeito somente um nome - o do cidado Guido Antnio Nogueira, que em 1881 concluiu seus estudos na Escola de Farmcia de Ouro Preto, indo residir na estao de So Sebastio da Estrela, ramal da Estrada de Ferro de Pirapetinga.

    REFERNCIA DE ESCRAVOS NAS FAZENDAS VARGINHENSES

    Cultivam-se os gneros alimentcios mais comuns; caf, fumo e algodo para consumo, sendo porm, a cana a cultura mais usada. Poucos so os fazendeiros na freguesia que possuem mais de 40 (quarenta) escravos.

    H regular criao de gado, que tambm invernado na freguesia, sendo depois exportado para a corte, assim como porcos etc. Muitos gneros-alimentcios so levados venda no mercado da Campanha e outras povoaes vizinhas, tendo aumentado a exportao de queijos, que parece destinada ao grande desenvolvimento.

    CRONOLOGIA DOS PRIMEIROS HABITANTES DE VARGINHA

    No se operou, morosamente, o progresso daquele ncleo, fundado pelos irmos Nogueira de Andrade. Houve proteo especial do Esprito Santo, at hoje principal patrono da localidade, que teve seus primeiros habitantes, em:

    1800 - Joaquim Martins Teixeira cc. Incia Teresa.

    1801 - Baslio Jos da Silva, Dionsio Pedroso de Almeida Fernandes cc. Maria Fernandes, Joaquim Lopes, Joaquim Marques Francisco, Jos Antnio de Miranda cc. Eufrsia Maria

  • de Jesus, Mateus da Costa cc. Joaquina Leite da Fonseca, Pedro Jos dos Santos cc. Maria Madalena da Conceio, Rodrigo Alves cc. Ana Francisca de Jesus.

    1802 - Alexandre Ferreira, Amaro da Costa cc. Jacinta Maria, Antnio Luiz Lopes, Antnio Gonalves de Figueiredo, Antnio Rodrigues cc. Vicncia Maria da Silva, Bernardo Jos de Lima cc. Vitria Maria de Jesus, Domingos Ribeiro Ribordes, Francisco Alves cc. Maria Joaquina, Francisco Alves da Silva cc. Teresa Maria Clara Rosa, Francisco Antnio Rodrigues cc. Ana Maria de Sousa, Francisco Corra Barbosa, Francisco Fernandes Sampaio, Francisco Machado da Cunha cc. Ana Maria da Cunha, Francisco Soares de Figueiredo, Geraldo Antnio de Siqueira, Gregrio Manso cc. Felcia Pereira, Joo Corra dos Santos cc. rsula Maria, Joo da Costa Santos, Joo Corra Dins cc. Margarida Maria da Silva, Joo Jos cc. Ana Custdia Monteiro, Joo Pedroso cc. Joaquina Emerenciana da Silveira, Cap. Joaquim Gomes Branquinho, Joaquim Pimenta de Abreu cc. Joana Maria, Jos Ferreira Cardoso, Jos Pereira de Andrade, Jos da Silva Coutinho cc. Antnia Maria da Siqueira, Jos de Sousa Pires cc. Vitria Maria de Jesus, Alferes Manoel Francisco de Oliveira cc. Antnia Corra, Manoel Gomes de Aguiar, Manoel Pereira de Andrade, Manoel da Silva cc. Anglica Antnia, Manoel da Silva Machado cc. Ana Maria, Miguel Alves de Oliveira cc. Eufrsia Feliciana de Siqueira, Miguel Carlos cc. Ana Joaquina, Cap. Venncio de Toledo Castro.

    1803 - (alm dos especificados) - Antnio Ferreira de Morais, Antnio Lus de Miranda, Antnio Maria cc. Maria Joaquina, Aureliano Marques Padilha, Bartolomeu da Silva, Bento Gonalves de Arajo cc. Benta Ferreira, Domingos Gomes do Monte cc. Maria Joaquina, Francisco da Costa cc. Jlia Maria, Francisco de Oliveira Galante cc. Maria da Silva Pereira, Francisco de Oliveira Miguel cc. Ana Maria de Jesus, Germano Jos da Silva Pereira cc. Maria de Nazar, Geraldo Antnio de Siqueira cc. Ana Incia de Oliveira, Joo Antnio de Macedo cc. Custdia Maria, Joo de Araujo, Cap. Joo Ferreira da Silva cc. Maria Ferreira do Nascimento, Joo de Souza Ramos, Joaquim Bernardes cc. Clara Maria, Joaquim Jos Cordeiro cc. Jacinta Custdia do Sacramento, Joaquim Jos de Toledo cc. Felizarda Maria, Jos Cardoso da Silva cc. Ana Joaquina, Jos Francisco dos Santos cc. Maria Tomsia do Esprito Santo, Manuel da Costa Dias cc. Josefa Maria, Manuel Jacinto cc. Antnia Maria de Jesus, Manuel Jos Rodrigues cc. Agda Maria de Jesus, Manuel Nunes da Costa, Manuel Pereira de Carvalho, Manuel Pinto Ribeiro, Manuel Rodrigues Moreira cc. Joana Maria e Nuno da Silva cc Antnia Pinheiro.

    =====> FONTE: REGISTRO DE BATIZADOS DA PARQUIA.

    SURGIMENTO DA MATRIZ DO DIVINO ESPRITO SANTO E OUTRAS IGREJAS E CAPELAS

    tido o ano de 1831 como o assinalado para a construo das obras da futura Matriz. O primeiro Templo, bastante acanhado, mostrava-se insuficiente para comportar muitos membros da comunidade crist. Urgiam providncias imediatas. Ainda mais, que a Igreja no estava em condies de oferecer garantias vida. Ento contratou-se o mestre de obras Francisco Simes Pereira que, mediante a contribuio de pessoas piedosas, tentou erguer, e o fez com muito gosto e arte, tendo a orientao do R.Pe. Bonifcio Barbosa Martins, a nova Igreja do Divino Esprito Santo, Construda "no mesmo local da antiga Capela de Catanduva".

    Em 1845, tambm os Pretos Cativos, acompanhando o costume da poca, construram, depois de valioso donativo feito pelo Cap. Antnio Jos Teixeira, a Igreja do Rosrio, na praa do mesmo nome.

    E ambas as construes, sob os olhares vigilantes da Providncia, estavam aptas para comportar, em suas naves, a populao catlica da localidade privilegiada.

  • Em 1873, muito valente a cooperao do Cel. Domingos Teixeira de Carvalho, foi levantada a Igreja do Glorioso Mrtir So Sebastio, carinhosamente venerada pelos mineiros. Esse templo, reconstrudo no ano de 1947, aguarda a ultimao de suas obras, para ser solenemente bento. O primeiro vigrio da Parquia de Varginha criada em 1o de junho de 1850, foi o Pe. Manoel Furtado de Souza, nascido em Caet, ordenado em Mariana. Pe. Manoel anteriormente j servia como capelo desde 1847. Foi tambm capelo em Nepomuceno e Coqueiral.

    Depois de 50 anos de utilidade, a Matriz novamente sofria da falta de espao. Ento o R.Pe. Aureliano Deodato Brasileiro, Vigrio da Parquia, levantou uma idia, que foi aplaudida e executada: - os fazendeiros, de acordo com suas posses e seu esprito caridoso, secundariam e reforariam as esmolas espontneas dos fiis, podendo a parquia meter ombras na empresa. Pensada e logo seguida. No dito ano de 1889, quando no Brasil se processava o movimento pr-Repblica, tambm Varginha deitava por terra seu velho templo. Os trabalhos de construo e orientao foram confiados ao Sr. Antnio Rodrigues de Sousa. E Deus abenoava os esforos da populao varginhense. O Pe. Aureliano Deodato Brasileiro, entretanto, fora chamado para outro ministrio. Esmorecem os trabalhos, prem prosseguem com mais amor e entusiasmo, sob a direo dos Padres Joo de Almeira Ferro, mais tarde Bispo da Diocese Campanhense, Jos Maria Mendes e do Cnego Pedro Nolasco de Assis.

    Depois de quase uma dezena de anos, conjugadas todas as energias para a sua sublimao, eis que surge o dia 7 de setembro de 1908. Nesse dia, S. Excia. Revma. D. Joo Batista Corra Nri, Bispo de Pouso Alegre, benze solenemente a nova Matriz, destinada ao culto pblico. Alm das autoridades civs e de grande massa popular, achavam-se presentes os Exmos. Monsenhores Joo de Almeida Ferro e Aureliano Deodato Brasileiro, os revmos. Cnegos Pedro Nolasco de Assis e Samuel Cardoso, os revmos. Padres Jos Maria Mendes, Lenidas Joo Ferreira, Marcos Torraca, Dr. Joaquim do Amaral Gomes, Ernesto Maria de Fina, Lus Beltro, Augusto de Oliveira, Ricardo Ruperes e Maurcio Garcia Souto. Pela tardinha daquele dia, houve solene procisso, nela pregando o R.Pe. Jos Maria Mendes. E assim, estava beneficiada a cidade com mais um templo.

    Nos anos de 1928 a 1929, a Matriz sofreu nova reforma, no paroquiato do R.Pe. Geraldo Claassen.

    Espera-se, para breve, ou o levantamento de uma nova Matriz, ou uma remodelao geral.

    Possue a atual Matriz 60m, 25 de comprimento (interiormente) e 19,57 (17,70 interior) de largura.

    No final da dcada de 70, a matriz do Divino Esprito Santo demolida, dando lugar a uma outra de arquitetura moderna, do Projetista Gilberto Reis Jordo.

    O PRIMEIRO CASAMENTO

    Para os casamentos, os varginhenses acorriam sede paroquial, nos primeiros tempos. Da a ausncia de registros. S em 1804 que aparece notificado o primeiro casamento, assim mesmo com uma designao vaga, que esclarecida em seu lugar, pois se registra como sendo uma capela do Esprito Santo.

    Quem se der o trabalho de verificar os velhos documentos da Parquias de Lavras e Carrancas, ter dificuldade em distinguir suas diversas Capelas sob a inovao do Divino Esprito Santo. Entre outras, no sculo XVII e princpio de XVIII, a do Divino Esprito Santo

  • das Pitangueiras, Esprito Santo do Serto, Esprito Santo do Sap, Esprito Santo do Chapu, Esprito Santo dos Dois Irmos, - todas mais ou menos contemporneas. Feita, no entanto, a deslocao virtual e eliminado o coeficiente negativo, pode-se chegar a um resultado provvel, quase sempre produto do paralelismo.

    Em um registro em 1804, encontramos: "No primeiro de junho de mil oitocentos e quatro na Capela do Divino Esprito Santo filial desta Matriz de Sant'Ana das Lavras do Funilo reverendo Gabriel de Sousa Dins de licena presentes as testemunhas abaixo assinaladas assistiu sacramento do matrimnio, que celebraram os contraentes Manuel Reblo e Maria Conga, escravos do guarda-mr Domingos Gomes e logo lhes conferiu as bnos nupciais; precederam as trs admoestaes cannicas, proviso do Ordinrio, de que fiz este assento, que assinei. O Coadj. Jos Francisco Morato.

    =====> FONTE: MITRA DIOCESANA.

    CURIOSA HISTRIA DOS IMIGRANTES

    Desde 1871, vinha a nosso pas sendo favorecido com a Lei do Ventre Livre, votado pelo Visconde do Rio Branco. Tudo fazia crer em uma promulgao, mais hoje mais amanh definida e solucionante de um objetivo humanitrio: - a liberdade para a escravatura, a exemplos de outras naes. No se cogitou, porm, de prevenir as conseqncias que poderiam ocorrer de qualquer medida violenta ou intempestiva. Onde os substitutos do brao escravo? Acaso no eram eles mais de um milho?

    Naquele ano de 1871, eram 340.000 (trezentos e quarenta mil) os escravos que viviam, Deus sabe como, no territrio mineiro. Deste trs centenas, 1.427 (725 homens e 702 mulheres) em Varginha. Dados lavoura, dela fazia grande fonte de rendas para seu senhorio. Um bom escravo, dizia destacada figura da politcnica, em 1873, "devia cuidar, em geral, de cerca de dois mil ps de caf para produzir 100 arrobas ou 25 sacas". E continua: "em 1870 a 1878, um bom escravo masculino valia 2.200$000 (dois mil e duzentos contos de reis) e uma mulher 1.600$000 (um mil e seiscentos contos de reis), girando a mdia em torno de 2.000$000 (dois mil contos de reis)". Com sua abolio, o que se deu pela Lei urea em 13 de maio, periclitariam as finanas do pas? Estariam irremediavelmente perdidas todas as lavouras mxime a cafeeira?

    "No h mal que sempre dure, porque, mas tarde cae el sereno", como dizem os portorriquenhos. Eram os Italianos que chegavam.

    Com destino a Repblica Argentina, uma leva de imigrantes Italianos apostou, em 1874, ao Rio de Janeiro. Ali deveria aguardar a desobstruo do porto de Buenos Aires, congestionado por um movimento revolucionrio. Obrigada a defender-se, deslocou-se para o estado de So Paulo onde introduzindo novos mtodos de cultura, provenientes de uma civilizao mais adiantada, pde substituir, com reais vantagens, os escravos.

    Adotou-se o pagamento aos colonos, uma de suas exigncias. E muitos deles, afeitos ao trabalho constante, fizeram suas econmias, rapidamente enriquecendo-se. Seu exemplo avassalava e contagiava os demais roceiros, agora mais amigos do trabalho e de seus direitos. Valorizava-se, simultaneamente, o homem e sua produo, enquanto se recompunham as finanas da Fazenda Nacional.

    Uma dessas correntes imigratrias, no ano de 1888, estabeleceu-se em Varginha. Foi a Italiana, ramificada de So Paulo e acrescida de novos elementos do velho mundo. Aqui se entregou cultura, sua primitiva especialidade, abastecendo os mercados do pas com preciosa rubicea. "trabalhadores, robustos, energticos, ativos e econmicos", um dia se viram "capitalistas, negociantes fortes, proprietrios abastados, industriais ativos",

  • colaborando eficazmente no soerguimento das riquezas naturais do Municpio. Varginhalhes deve no impulso econmico, e grande parte do seu progresso, quer na indstria, quer no comrcio, quer nas profisses liberais.

    A esses Italianos, agregaram-se, em diversas pocas, outros estrangeiros, habilidosos, progressistas e amigos do trabalho, de modo que, no recenseamento, era esse o seu contingente:

    6 Alemes

    7 Argentinos

    2 Asiticos

    1 Austraco

    28 Espanhis

    1 Estadunidente

    4 Francses

    806 Italianos

    119 Portuguses

    45 Turcos e Srios

    1 Uruguaio

    _____

    1.020 TOTAL

    Apraz-nos indicar o nome do 1o registro de filho de Italianos, batizados em Varginha: "Aos 22 de novembro de mil oitocentos e oitenta e oito batizei solenemente aAntnio, nascido a seis do mesmo ms, filho legtimo de Luigi Pedariva (seus descendentes assinam Pederiva) e Maria Ambili, e foram padrinhos Matheus Pedariva e Maria Pedariva (Fols. 50/v. do livro No 4).

    ECONMIA VARGINHENSE : CICLO DA CANA DE ACAR

    Para Varginha acorreram logo diversos proprietrios de fazendas e ali se entregaram cultura da cana. J no tempo de seu patrimnio (1806), encontramos, em seus autos, o depoimento do Cap. Francisco Alves da Silva "casado, que vive de engenho de cana e roa". Donde conclumos que tambm outros engenhos, primitivamente armados, recebiam as canas que plantavam as margens do Rio Verde e foram o 1o chamariz para os seus povoadores.

  • Sua produo, no Municpio, segundo estatstica do ano de 1933, foi de 2.000 toneladas. Integravam sua indstria seis engenhos. J em 1920, sua produo tinha sido de 34.221 quintais de cana, com o coeficiente de 1409 quintais de acar e 816, de aguardente.

    CAF A PRIMEIRA RIQUEZA DE VARGINHA

    Mas foi o caf a maior riqueza do Municpio, que desde 1885 teve boa acolhida e fator determinante da ocupao em arquiteturas locais. Esta descreve a prpria histria regional do caf, atravs dos seus sbrios casares ajanelados, com grossa madeiras, ps direito e varandas com suporte.

    AS FAZENDAS E SEUS FAZENDEIROS VARGINHENSES

    Por tratar a cidade como um grande corredor do caf, desde o incio da fundao, que j lemos que o Major Matheus Tavares da Silva, foi o primeiro plantador de caf de nossa cidade. O ciclo das fazendas e dos fazendeiros; os chamados "Coronis", influenciaram e muito na histria scio-poltica e econmica da cidade; aqui apresentamos umas resenhas das principais fazendas e seus proprietrios da poca: Fazenda das Posses - Propriedade : Cel. Antnio Justiniano de Paiva Junior, Stio da Serra - Capito Luiz Severo da Costa, Fazenda da Figueira - Cel. Antnio Justiniano de Paiva, Fazenda So Jos dos Curralinhos - Capito Jos Severo da Costa, Fazenda Cachoeira - Capito Francisco de Paula Reis, Fazenda da Cachoeirinha - Manoel Procpio Bueno, Fazenda Barra da Parmella - Joaquim Procpio Bueno Filho, Fazenda da Serra Negra - Jos Mossa, Fazenda do Pontal - Cel. Sylvrio Francisco de Oliveira, Chcara dos cunhas - Estevan Braga Sobrinho, Fazenda do Pinhal - Dr. Jos Pinto de Oliveira Filho, Fazenda do Campestre -Cel. Manoel Alves Teixeira e Antnio Alves Teixeira Filho, Fazenda da Cava - Cel. Alves Teixeira, Fazenda Brejinho - Cel. Manoel Alves Teixeira, Chcara Sagrado Corao de Jesus - Cel. Gabriel Penha de Paiva, Fazenda do Lageado - Capito Jos Berbares de Rezende, Fazenda Jacutinga - Sr. Francisco da Silva Paiva, Fazenda Bom Retiro - Capito Joo Baptista Bueno, Fazenda da Boa Vista - Cel. Joaquim Pinto de Oliveira, Fazenda dos Arrendados - Cel. Joo Antnio dos Reis, Fazenda das Mangueiras - Matheus Tavares da Silva, Fazenda So Domingos dos Tachos - Cel. Domingos de Paula Teixeira Carvalho, Fazenda do Tacho - Dona Clara Carolina Cardoso Resende, Fazenda da Bela Vista do Tacho - Cel. Antnio Justiniano de Resende e Silva, Fazenda dos Coqueiros - Dr. Adlio Resende, Fazenda do Morro Grande - Dona Genoveva Reis, Fazenda da Jacutinga -Capito Joo Baptista de Carvalho.

    Todas essas fazendas na verdade eram um centro de industrializao, como caf, acar, madeira, beneficiando em geral e a importncia destas no contexto poltico da cidade.

    CORONEL JOO URBANO, O PRIMEIRO INTRODUTOR DA 1a MQUINA DE BENEFICIAR O CAF.

    Foi visto que teve o caf boa acolhida no solo varginhense. Conquistou grande simpatia, no ano de 1885, quando muitos fazendeiros tentavam reerguer suas finanas. entre outros, o Cel. Jernimo Ferreira Pinto, o Cel. Joo Urbano de Figueiredo (introdutor na primeira mquina de beneficiar o caf, em 1893, na Fazenda Pouso Alegre), o Cel. Jos Justiniano de Rezende e Silva, o Major Matheus Tavares da Silva, o Capito Valrio Mximo dos Reis, o Cel. Eduardo Alves de Gouva. Seguiram-se-lhes outros, aumentando consideravelmente a safra.

  • FAZENDA DOS TACHOS UMA GRANDE CONTRIBUIO PARA A HISTRIA DE NOSSA CIDADE

    Seria injustia, na altura em que estamos, no consignssemos uma palavras sobre a Fazenda dos Tachos, no Municpio de Varginha. Injustia, porque sua existncia largamente contribuiu para a histria varginhense, desde os seus primeiros tempos.

    tradio de famlia que seu nome proveio tanto da situao topogrfica, -verdadeiro tacho, como de os seus primeiros habitantes terem, no incio do roamento das matas e capoeiras, encontrado um tacho de cobre, "talvez ali deixado pelos selvcolas".

    Prende-se, contudo, sua histria da prpria localidade. Jos de Jesus Teixeira, rico lusitano que viveu sempre solteiro, e teve vida agitada, aparece, l pelos anos de 1796, residindo na fazenda do Bom Jardim, s margens do Rio Verde. Piedoso em extremo, carter nobre e desprendido da vaidade do sculo, no sentindo vocao pela vida agrria, recolheu-se em Campanha, antes de expirar o sculo XVIII.

    Ali, "resolveu edificar um templo" (a atual Igreja de Nossa Senhora das Dores), aos operrios pagando de salrio "ouro em p, sem pes-lo". To grande quantidade possuiu desse precioso metal que .... chegou a encher de ouro alguns sacos de couro". Para administrar sua fazenda, mandou vir da corte seus dois sobrinhos: Antnio Jos Teixeira e Domingos Teixeira de Carvalho, que se estabeleceram primeiramente na fazenda da Barra, no Municpio de Lavras. Da foram chamados por seu tio, que lhes doou as terras do Rio Verde, entre cujos limites se encontra a Fazenda dos Tachos, uma das mais prspera do Municpio. Muito contriburam ambos para o desenvolvimento da antiga Catanduva, quer protegendo-lhe as iniciativas pblicas e particulares, quer na construo e conservao de seus templos.

    Retirando-se Jos de Jesus Teixeira para o convento de Santo Antnio, no Rio, podia ficar tranquilo, porquanto suas terras da fazenda dos Tachos carinhosamente seriam guardadas pelos seus afins e sua descendncia.

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  • O PRIMEIRO LOCAL DO TURISMO DO VARGINHENSE

    Um dos pontos de Turismo , sem dvida, o Rio Verde.

    Ali se ergue, desde o ano de 1871, no Prto das Farinhas, slida construo, que vem atravessando o tempo e sofrendo suas consequncias.

    "A ponte da Boca da Cachoeira, sobre o Rio Verde, na estrada de Varginha para Campanha, de vigas retas e tem o comprimento total de 93,70 m, sendo em vo central de vigas nervuradas, de 16,60 m, 9 vo de 6,30 m, e 3 de 6,80 m. Foi projetada pelo Dr. Benedito dos Santos e construda, com o auxlio da Cmara de Varginha, pelo engenheiro Pedro Rache, tendo custado 71:000$000 (setenta e um mil contos de reis). Tem 12 lances de vigas retas,e feita de cimento armado. Sofreu respeitvel reparo, no ano de 1949".

    Nos anos 70, com o desenvolvimento industrial e automobilstico, a ponte foi substituda por outra mais moderna acompanhado assim a evoluo dos tempos.

    AS PRIMEIRAS AUTORIDADES VARGINHENSES - 1882 -

    MUNICIPALIDADE - CMARA Matheus Tavares da Silva, Presidente. Jos Maximiano Baptista, Tenente, Vice-Presidente. Domingos Teixeira de Carvalho. Francisco de Paula e Silva. Joo Alves de Gouveia. Joaquim Antnio da Silva. Marcellino Jos de Carvalho. Francisco Saturnino da Fonseca, Secretrio. Joo Baptista da Fonseca, Alf., Procurador. Francisco Antnio de Oliveira, Fiscal. Joo Martins Teixeira, Alinhador. Joaquim Antnio das Chagas, Alinhador. Francisco Ribeiro da Silva Braga, Porteiro. JUSTIA Ciryllo de Guimares Corra, Adjunto do Promotor Pblico. Joo Gonzaga Branquinho, dito do Juiz Municipal e de Orfos. Jos Esteves dos Reis, 2o Suplente. Herculano Martins da Rocha, Maj., Escrivo de Orfos. Thomaz Jos da Silva, 1o Tabellio. Totila Unzer, 2o dito e Escrivo do Juri e Execues. Olimpio Gonalves de Araujo, Contador, Partidor e Distribuidor. Jos Justiniano de Paiva, 1o Juiz de Paz. Jos Maximiano Franco de Carvalho, 2o dito.

  • Antnio Justiniano de Rezende Xavier, 3o dito. Francisco Aureliano de Paiva, 4o dito. Jos Vitor da Silva, Escrivo. Joo Antnio Pereira, Oficial de Justia. Jos Braz Valerio, Oficial de Justia. Jos Tobias Tavares, Oficial de Justia. POLICIA Antnio Jos Barbosa de Faria, Alf., Delegado. Jos Camilo Tavares da Silva, 2o Suplente. Joaquim Francisco de Carvalho, Subdelegado. Joo Evangelista Ladeira, 3o Suplente. Jos Vitor da Silva, Escrivo. Eufrazio Jos de Oliveira, Carcereiro. COLLECTORIA Joo da Silva Figueiredo Galvo, Coletor Geral e Provincial. Olympio Gonalves de Araujo, Escrivo. CORREIO Francisco Jos Gomes, Agente. INSTRUO PBLICA Totila Frederico Unzer, Inspector Municipal. Benedicto Pereira de Carvalho, Suplente. Anna Cndida de Macedo, D., Professora. Francisco Dionsio Chagas, Professor. INSTRUO PARTICULAR Maria Jos Sabina, D., Professora. MATRIZ Aureliano Deodato Brazileiro, Padre, Vigario. Francisco Borges da Costa, Sacristo. Antnio Pinto de Barros, Fabriqueiro. AOUGUES Antnio da Silva Maia. Marcellino Jos de Carvalho. Matheus Tavares da Silva. ADVOGADOS Benedicto Ferreira de Carvalho. Cyrillo de Guimares Corra. Evaristo Gomes de Paiva. Joo Baptista Novaes. ALFAIATES Cassiano Camillo de Oliveira. Domingos Rodrigues do Prado. Joo Ferreira de Aguiar. Paulino Jos Ferreira.

  • BILHAR Jos Maximiano Franco de Carvalho. CAPITALISTAS Antnio Gonalves Braga. Domingos Teixeira de Carvalho. Domingos Teixeira de Rezende. Eza Jos Nogueira, Cap. Francisco Aureliano de Paiva. Joo Cndido dos Reis. Joaquim Antnio da Silva, Alfaiate. Joaquim Severino de Paiva. Jos Justiniano de Rezende e Silva. Mariano Cardoso da Silva. Matheus Tavares da Silva. Rogaciano Francisco Coelho. Urias de Salles Cardoso.

    PRIMEIROS COMERCIANTES - INDUSTRIAIS DA POCA

    CERVEJA E LICRES, FABRS. DE Francisco Eugnio Nogueira. Joaquim Francisco de Faria. FAZENDAS, ETC., NEGTS. DE Antnio Pinto de Barros. Francisco Aurlio de Paiva. Jos Alves da Silva. Jos Maximiano Baptista. Jos Teixeira de Carvalho. Matheus Tavares da Silva & Paiva. Paiva & Irmo. FAZENDEIROS Antnio Alves Ferreira. Antnio Augusto da Silva. Antnio Gonalves Lopes. Antnio Teixeira de Rezende. Domingos Jos Pereira. Francisco Alves Ferreira. Francisco Jos Gonalves de Rezende. Gabriel Antnio de Almeida. Heitor Pinto Ribeiro. Jernimo Miranda. Joo Baptista da Silva. Joo Jos do Nascimento.

  • Joaquim Alves Ferreira. Joaquim Gonalves Lopes. Joaquim Pinto Ribeiro. Jos Camillo Tavares da Silva. Jos do Carmo e Souza. Jos Daniel Bernades Xavier. Jos Francisco de Carvalho. Liberal Antnio de Godoy. Manoel Joaquim da Silva. Marcelino Jos de Cardoso. Silvestre Francisco de Oliveira. Valrio Mximo dos Reis. COM ENGENHO MOVIDO POR ANIMAL Antnio de Oliveira Ramos. Custodio Jos Pereira. Joo Baptista Pereira. Joo Luiz da Silva. Joaquim Gonalves Lopes. Jos Antnio Penha. Jos Cornlio Pinto Ribeiro. Jos Igncio Ferreira. Luciano Antnio Pereira. Manoel Theodoro Vieira. Maria das Dores de Jesus, D. Nicolau Gonalves Mesquita. COM ENGENHO DE SERRAR Domingos Pinto Ribeiro. Domingos Teixeira de Rezende. Emerenciana Cndido das Dores, D. Joo Cndido dos Reis. Manoel Francisco de Oliveira, Cap. Rogaciano Francisco Coelho. FERRADORES Candido Zeferino de Oliveira. Francisco Riberio da Silva Barra. Jos Tobias Tavares. FERREIROS Joo Luciano Ferreira. Manoel Theodoro de Souza Vieria. Theodoro de Assis Arantes. Urbano Barbosa de Lima. Vicente Joaquim das Chagas. FOGUETEIROS

  • Francisco Jos Gomes. Francisco Ribeiro da Silva Barra. COM ENGENHO MOVIDO POR GUA Angelina Cndida de Jesus, D. Antnio Gonalves Braga. Domingos Pinto Riberio. Domingos Teixeira de Carvalho. Domingos Teixeira de Rezende. Emerenciana Cndida das Dores, D. Eza Jos Nogueira, Cap. Francisco Joaquim da Silva. Joo Gonzaga Branquinho. Joaquim Antnio da Silva, Alf. Joaquim Francisco de Carvalho. Joaquina Rosa da Silva, D. Jos Justiniano de Rezende. Jos Marcellino Teixeira, Ten. Jos Mendes de Oliveira. Manoel Francisco de Oliveira, Cap. Manoel Gonalves Braga. Manoel Paulino de Almeida. Mariano Cardoso da Silva. Matheus Tavares da Silva. Rogaciano Francisco Coelho.

    CICLO DO PROGRESSO PBLICO / ADMINISTRATIVO

    Para a histria o Major Matheus Tavares da Silva,alm de ser o Primeiro Presidente da Cmara Municipal de Varginha, era tambm capitalista e o primeiro plantador de Caf aqui em Varginha. Principal incentivador da vinda da Estrada de Ferro para a nossa cidade, chegou a emprestar 70:000$000 (setenta mil contos de ris), em 1873, para que os trilhos e a estrada traados de Trs Coraes Varginha. Segundo os arquivos histricos foram mais de 9 anos de lutas que o Presidente Matheus Tavares teve em prl da construo do ramal ferrovirio construdo por Ingleses.

    Em 1892, partindo de Trs Coraes, inaugurada a Estao Varginha atravs da estrada de ferro Muzambinho e integrada mais tarde a Rede Mineira de Viao.

    Este ramal interligava a cidade malha ferroviria do Sul de Minas e seguia at o arraial de "Tuyuti" onde encontrava a Rede Ferroviria Mogiana. Esta ligao trouxe grande impulso cidade, estimulado pelo transporte de passageiros e cargas. O trecho Varginha -Tuyuti foi desativado a partir de 1962, devido s enchentes da represa de furnas, pertencendo o restante a Rede Ferroviria Centro - Oeste SR 2, operando apenas Varginha - Trs Coraes com transporte de cargas, entre Angra dos Reis a Varginha.

    Uma das principais misses do Primeiro Presidente da Cmara, Matheus Tavares da Silva foi de organizar a mquina Administrativa e os negcios Pblicos da cidade. Seguiu-se o Alferes Jos Maximiano Batista Paiva, (1884/1885), que tambm s tinha que se ocupar com capinas de ruas, proibies de porcos espalhados por toda a cidade.

  • Todos se esforaram para fazer o melhor, mas a realidade no havia o que fazer com a renda escassa do que dispunham. Apesar disso, o Major Evaristo Gomes de Paiva em seu governo conseguiu dotar a cidade com gua encanada, fazendo o precioso lquido jorrar pela primeira vez junto ao lugar onde se acha a Fonte Luminosa na Avenida RioBranco.

    Em 1887 no governo do Presidente Joaquim Batista de Melo foi fundado o primeiro jornal de Varginha pelo Dr. Antnio de Oliveira e Pedro Rocha Braga; seu nome: "A Gazeta de Varginha".

    Em 1896, no Governo do Presidente Evaristo Gomes de Paiva, foi dada incio a construo de nova Matriz do Divino Esprito Santo. A planta foi feita pelo engenheiro da Estrada de Ferro Muzambinho.

    Em 1908, sob o Governo de Evaristo de Souza Soares foi lanada a 1a pedra do Ginsio Corao de Jesus e inaugurada a luz eltrica.

    Contando com a presena do Presidente da Repblica Dr. WENCESLAU BRAZ e do Governador do estado Dr. Delfim Moreira.

    Em 1908, no governo de Antnio Pedro Mendes foi inaugurado o 1o cinema da cidade.

    Nesta poca, foi iniciada a construo do novo Cemitrio Municipal.

    O que foi demolido, situava-se na Praa da Fonte.

    O Cemitrio atual, no final da Av. Major Venncio o mesmo construdo em 1928, sofrendo apenas com o passar do tempo reformas e ampliaes.

    A ERA DO ENSINO DE OURO DE VARGINHA

    Varginha sempre esteve na vanguarda do ensino. Como j comentamos em artigos anteriores, Varginha sempre se primou pela educao de seu povo. Se voltarmos ao passado bem distante, antes de 1875, Varginha j possua a sua primeira Escola Pblica, funcionando em um prdio doado pelo Sr. Domingos de Paula Teixeira de Carvalho. J em 1896, fundado o Colgio Varginhense, tendo como diretora Da Elisa Cndida da Fonseca mestra exemplar que educou mais de 1500 (um mil e quinhentos) alunos, dedicando suavida a instruo, ao lado de suas irms Jenny e Edith Fonseca. O Colgio Varginhense era somente destinado a moas. Para a histria da educao o Colgio Varginhense era um dos mais Respeitados de todo Sul do Estado de Minas Gerais.

    URBANIZAO E BENEFCIOS

    Varginha acompanhou, portanto, o desenvolvimento de So Paulo tanto no crescimento econmico, com o caf, como sofrendo maior influncia da imigrao italiana aps 1888, como se pode perceber na produo, nos costumes, na mentalidade e nas tcnicas construtivas em madeiramento e vo livre. A importncia desta imigrao chega a ser relevante dentre os fatores de propulso de seu progresso.

    Desde longa data, diversos beneficiamentos se notavam no Municpio. Destacamos

  • apenas alguns:

    A Arborizao - primeiramente tentada, em 1858, pelo campanhense Ten. Gaspar Jos de Paiva, Chefe de numerosa famlia, e pelo Alf. Jos Maximiano de Paiva (3oPresidente da Cmara). Prosseguiram-se os trabalhos, em outros pocas, ultimando-se em 1902, quando era Presidente da Cmara o Dr. Antnio Pinto de Oliveira, figura de grande projeo e grande benemrito de Varginha. Amigo do progresso, conhecedor da horticultura como centro de propaganda, soube dotar a cidade de numerosos e variados jardins e praas, encantos dos forasteiros.

    O calamento - iniciado em 1899 e recomeado em 1904 (na gesto do 7oPresidente da Cmara Cel. Antnio Justiniano dos Reis). Mais tarde, foram asfaltadas diversas ruas, favorecidas com um servios perfeito de gua e esgoto. Com o correr dotempo, Varginha apresentava um aspecto desolador, porquanto suas ruas, airosas e soberbas, pouco a pouco foram deslustrando a cidade e desmerecendo seu conceito, perante as suas co-irms. Aquela aparncia de declnio e depresso, ressentida por todos quantos a visitavam, foi desfeita, no ano de 1949. E a cidade vai se remoando, retemperando foras, armando-se de nova solidez, engrinaldando-se exuberantemente. Novos prdios de muitos pavimentos, dezenas de construo modernas vem retocando o aspecto da cidade fundada por Joaquim Vitoriano de Andrade.

    A inaugurao da estrada de Ferro Muzanbinho data de 28 de maio de 1892, na gesto do Presidente da Cmara Cel. Jos Justiniano dos Reis.

    A Iluminao Pblica (servindo-se de gs acetileno) foi inaugurada em 1902, na gesto do Presidente da Cmara Major Evaristo Gomes Paiva.

    PRIMEIRAS MANIFESTAES MUSICAIS

    Foi graa ao entusiasta e Maestro Marciliano Braga, que em 1901, foi fundada a Banda Musical Santa Cruz. O nome da Banda foi dada cooperao por ter ela constituda no dia 3 de maio de 1901. Sendo o seu grande entusiasta o Vigrio da poca Padre Jos Maria Mendes. A Banda Santa Cruz animava festas religiosas e acontecimentos sociais da cidade.

    O Jardim Municipal, construdo na gesto do Presidente da Cmara Major Evaristo de Sousa Soares (1912 a 1915).

    CASA NAVARRA - UMA TRADIO DA CIDADE

    A Casa Navarra, fundada em 1912 pelos irmos Francisco, Nicolino, Jos e Domingos Navarra , pode-se dizer, sem contestao, um orgulho da praa comercial de Varginha desde afastado ano que se confirmou a tenacidade de quatro espritos dinmicos que se demonstraram hericos na luta pela vida. Italianos de origem tornaram-se, afinal dignos da cidadania Varginhense e da estima da "Princesa do Sul". Seus nomes, hoje, esto escritos em letras de ouro nos anais de nossa cidade como colaboradores de sua prpria evoluo econmica pois seu fantstico empreendimento, tambm na rbita industrial, deu colocao a muitos filhos desta terra. Os irmos Navarra trabalhavam, distribuindo trabalho. E assim venceram galhardamente atravs de 47 anos, firmando-se no conceito de todo Sul de Minas.

    Verdade que no percurso dessa gigantesca existncia, no substituem os quatro pioneiros de um lindo sonho realizado: Nicolino e Domingos Navarra. O mais moo, Chico Navarra, como era conhecido, desapareceu do nmero dos vivos em 1949. Causando seu

  • pensamento o mais profundo pesar na nossa sociedade. Todavia, sua memria um padro de glrias na prpria firma comercial de que era o principal dirigente intelectual, pela sua inteligncia, como para todos os antigos funcionrios da Casa Navarra que o relembram com a mais sincera saudade. Jos Navarra mais tarde tambm falecia.

    Mais tarde, depois de uma remodelao nos componentes da firma comercial passaram a figurar como seus integrantes o Sr. Lzaro C. Magalhes e Dr. Francisco Rosenburg, ambos falecidos.

    Girando sobre a nova firma Navarra Irmos Ferragens Ltda., integrou-se na os Srs. Nicolino Navarra, Jos Tales Magalhes, Jlio Paulo Marcellini, Dona Clotilde Pinto Rosenburg, Carlos Granha, Antnio Pernambuco Chaves, Domingos Navarra, Jos Olnem Marcellini, Alberto Salles, Elias Esteves Alves, Adalberto Massa, Martins de Oliveira, Edmundo Barra e Olvio Caldonazo, dados (56/60).

    A Casa Navarra, uma das mais completas nos ramos a que se dedica muitas seces a saber: Ferragens, louas, materiais de construo, de eletricidade e artigos domsticos, oficinas mecnicas, serralheria, calderaria e etc. Era estabelecimento deprimeira grandeza na rbita comercial de Varginha como de toda essa regio. Tal a sua importncia, que a firma em apreos se tornou importadora atacadista e representante das melhores fbricas nacionais e estrangeiras. Com o advento da industrializao a firma Heatmaster, de propriedade de Carlos Geillser, incorporou toda a linha de produo da Casa Navarra.

    Nos anos 60/70, o empresrio Carlos Granha, era o novo proprietrio da Casa Navarra, apenas vendendo material de construo e tintas. Mais tarde a empresa era vendida a Elton Pssaro, passando da rua Alves e Silva para praa Getlio Vargas, com novo proprietrio Robertson Rodrigues Pereira em 84. Em agosto de 91, o empresrio Fabiano Vitor Braga adquiriu a Casa Navarra vendendo material de construo e tintas. Para o seu proprietrio o mais importante disto preservar o nome Casa Navarra que desde 1912, sempre atendeu com carinho e esmero a cidade de Varginha.

    PIONEIRISMO NO SISTEMA DE TELEFONIA VARGINHENSE

    Jos Lisboa de Paiva, foi o primeiro proprietrio do sistema telefnico da nossa cidade. Fundado em 1913, a companhia j contava com 300 (trezentos) clientes. Suas linhas telefnicas com distncias de 200 kilmetros, ainda atendia as seguintes localidades:

    - Vila Eloy Mendes, Paraguau, Machado, Alfenas, Carmo da Cachoeira, Cabo Verde, Campos Gerais, Trs Coraes, Boa Esperana, Carmo do Rio Claro, Trs Pontas, Campanha, So Gonalo do Sapuca, Cambuquira ...

    Sua inaugurao foi no ano de 1913, beneficiando a diversas localidades do Sul deMinas, na gesto do Presidente da Cmara Manoel Joaquim da Silva Bittencourt.

    O Mercado Municipal (l914 a 1915) na gesto do Presidente Manoel Joaquim da Silva Bittencourt.

    A Luz Eltrica (12 de abril de 1914), na gesto do Presidente Manoel Joaquim da Silva Bittencourt.

    O SUCESSO DO PRIMEIRO AUTOMVEL NA CIDADE

  • Um veculo Ford de propriedade do Sr. Zeferino Augusto de Paiva, foi a sensao dos anos de 1915, quando o veculo desfilava pelas ruas da cidade. O saudoso pai do jornalista Mariano da Silva Campos, contou ao seu filho que na poca a circulao do Fordinho era a coqueluche, pois ningum at aquela data no conhecia e no tinha imaginao de como era um carro em funcionamento. Na poca at mesmo o Presidente da Cmara o Sr. Antnio Rotundo, poltico, de grande prestgio na cidade foi convidado a passear pelas ruas da cidade naquele robusto veculo.

    O ESPORTE VARGINHENSE

    O primeiro time de futebol que se teve notcia em nossa cidade foi o Varginha Esporte Clube. Fundado em 3 de outubro de 1915, sendo seu primeiro Presidente Coronel Gabriel Penha de Paiva. Na sua diretoria participavam: Joo Reis Meirelles, Joo Liberal e Jos Augusto de Lima.

    De 1915 a 1918, o Varginha Esporte Clube, foi a grande paixo do varginhense disputando acirrados campeonato com a suas respectivas Madrinhas em Trs Coraes, Alfenas e Caxambu.

    COLGIO CORAO DE JESUS,SEUS PRIMEIROS MESTRES

    Verdadeiros amigos da Juventude, aprimorados mestres, os Irmos Maristas. Sua histria na vida Varginhense principia a 26 de fevereiro de 1917, quando dois irmos (Adorator-provincial e Jos Borges) ali chegaram para estabelecer as bases de um contrato com o Ginsio. Tudo demonstrava muita esperana. Eis que, a 2 de fevereiro de 1918, sete irmos professores iniciam, oficialmente as aulas do dito Ginsio. A Histria Varginhense guardou com carinho o nome desses 7 (sete) pioneiros do progresso, em que descansava a juventude Varginhense: Irmo Jos Borges (Reitor), Francisco, Pedro, Paulo, Damio, Francisco de Sales e Francisco de Paula. J no trmino do segundo ms de aulas, a matrcula conseguia o nmero de 150 alunos.

    Sobre esses filhos do venervel Padre Champagnat, deixou D. Joo de Almeida Ferro, quando de sua visita parquia de Varginha, os seus melhores louvores: " No podemos calar a boa impresso que nos causou o Ginsio Sagrado Corao de Jesus, sabiamente dirigido pelos irmos Maristas Jos Borges - Reitor - e seus dignos companheiros de hbito, agradecendo-lhes a mimosa festa que to gentilmente nos ofereceram. Fazemos ardentes votos Divino Corao pela sua conservao e incessante progresso para o bem da religio Catlica e da Ptria brasileira.

    REDE BANCRIA ACOMPANHA O PROGRESSO ECONMICO E O CICLO INDUSTRIAL DE VARGINHA

    Foi o Banco do Brasil a segunda instituio bancria de nossa cidade, inaugurada em 29 de julho de 1918, situada na Praa Don Pedro II, e o seu primeiro gerente foi Sr. Gualter Oliveira. Em 1915, o Banco Hipotecrio e Agrcola de Minas Gerais, abria as suas portas e acreditando no potencial econmico da cidade. O seu primeiro gerente foi Francisco Eugnio Ferraz e Joel Reis. Tendo como funcionrios Antnio Nunes Filho, Jos Macedo Ferraz, Armando Paiva (caixa), Raymundo Xavier e Otto Loureuri.

  • UM HOTEL BEM TRADICIONAL EM NOSSA CIDADE QUE PERMANECE NA HISTRIA

    Ainda na dcada de 20, o Hotel do Comrcio, foi o primeiro hotel de nossa cidade, fundado pelo Sr. Armnio Ferreira Porto. O Hotel do Comrcio permanece ainda hoje no mesmo local, na rua Delfim Moreira. Com passar dos anos o antigo Hotel do Comrcio, foi demolido, dando lugar ao mesmo hotel com novas instalaes.

    OS ASTROS DA TELA

    O Varginhense sempre gostou de cinema, e o primeiro surgido aqui em Varginha, estava localizado na Rua da Chapada (hoje Wenceslau Braz), O Cine Brasil, cujo o programador cinematogrfico era o conhecido e respeitado farmacutico Pedro da Rocha Braga. Os filmes preferidos do pblico Varginhense era o ator e comediante americano Tom Mix contracenado pela atriz Francisca Bertini. Na poca o cinema era mudo, e o motor que gerava o aparelho cinematogrfico era o leo diesel, e fazia tanto fumaa na sala de projeo que entre uma parte e outra do filme era preciso fazer um intervalo e jogar gua na tela, para que a projeo ou a luminosidade melhorasse.

    Mais tarde na dcada de 20 surge o Iris Cinema de propriedade dos italianos Jos Navarra e Nicola Napoli. Ainda no sonoro, algumas exibies especiais eram feitos com discos de acetatos que continham as vozes dos artistas.

    Mais tarde surge o Cine Teatro Capitlio que posteriormente comentaremos.

    CICLO INDUSTRIAL DE VARGINHA

    O incio da dcada 20, contavam-se 113 estabelecimentos de beneficiamento de caf em Varginha. Posteriormente a esse perodo de crescimento da atividade cafeeira, impluso das atividades urbanas e ricas construes, houve um declnio entre as duas grandes guerras, que coincide com o retardamento no crescimento da cidade, num contexto de empobrecimento nacional. Mas mesmo assim um motivao ainda existia por parte de Varginhense, com a instalao da Fbrica de Malhas Colibri, seguida pela Cervejaria rtica. Alm de outras pequenas fbricas de caf torrado, manteiga, couro, peles, etc.. A Indstria de malhas Colibri era de propriedade do Padre Lenidas Joo Ferreira. Outras indstrias nestas dcada apareceram: beneficiamento do milho (fub), fbrica e velas, licores, beneficiamento da mandioca (farinha de mandioca).

    Mesmo com a crise que comeava a impor em todo o Brasil e tambm em Varginha, o Municpio conquistou o 19o lugar no estado em produo de caf e o 6o lugar com suas indstrias manufatureiras de caf modo.

    A INAUGURAO DO HOSPITAL REGIONAL DO SUL DE MINAS E A SUA IMPORTNCIA NO CONTEXTO DA SADE REGIONAL

    Hospital Regional do Sul de Minas, que foi inaugurado a 1o de agosto de 1923, com o nome de Hospital de Varginha. em 1928, foi feita sua doao ao estado, que nele instalou o Hospital Regional do Sul de Minas. Durante dois anos, o Governo do Estado financiou suas despesas e melhorou sua situao. A 4 de setembro de 1931, as irms de caridade tomaram a direo da casa. No ano seguinte, foi devolvido Municipalidade. Tem de patrimnio edifcios e mveis (aparelhagem cirrgica, raios X, etc.), casa para empregados,

  • cento e quinze aplices de 1.000 (mil) cruzeiros da dvida pblica. subvencionado pelo Governo Federal. Foi o seu primeiro diretor o Dr. Geraldo Viana de Paula.

    E por muitos anos as Irms da Irmandade Santa Teresa de Jesus, participaram tambm da administrao. A Primeira Superiora do Hospital Regional, foi a Irm Paula. No decorrer dos anos e com a modernidade, as irms afastaram da direo do Hospital, e atualmente administrada por um conselho curador, que dinamizou e modernizou todo o hospital, com equipamentos de alta tecnologia como Tomografia Computadorizada e Hemodilise.

    Seu corpo clnico conta com quase 150 mdico, alm de enfermagem e administrao, incluindo dois modernos centros de tratamentos intensivos (UTI/CTI).

    MAONARIA E OS SAGRADOS PRINCPIOS

    Em 18 de novembro de 1923, Affonso Malzone, Erlindo Costa, Joo de Miranda, Joo Batista Braga, Joo de Vastro Megda, Luz Perrupato, Vicente Dsio e Zeferino da Silva, instituram em Varginha, a Loja Manica Unio e Humanidade, Celestino Pires, foi o principal construtor do prdio, que est localizado na Av. So Jos. Dentro dos Sagrados Princpios que Norteiam a Filosofia de trabalho da Sublime Ordem, at hoje a Loja Manica, presta anonimamente relevantes servios a cidade de Varginha. Com o passar dos anos outras Lojas Manicas instalaram na cidade como a Accia do Sul de Minas e a 20 de Agosto. Todo o grupo de Maons, tem como principal filosofia o bem comum. Para Erley Guimares a maonaria uma das mais antigas instituies do pas.

    A ESCOLA NORMAL DOS SANTOS ANJOS - FUNDAO E AS PRIMEIRAS ATIVIDADES

    Para a mocidade feminina, reservou a providncia, nos seus sbios desgnios, as Irms dos Santos Anjos. Verdadeiros Anjos tutelares das alunas, continuam e aperfeioam no seu Ginsio (estabelecido a Rua Silva Bittencourt) educao materna. Para a sua consecuo, muito valeu a interferncia do R. Padre Lenidas Joo Ferreira, hoje galardoado com o ttulo de monsenhor. S. Excia. na qualidade de proco, velando sobre os destinos educacionais da mocidade que lhe confiada, cuidou logo de construir um edifcio, altura de to renomada empresa. E foi benta a pedra fundamental do novo prdio, a 21 de maio de 1923. J ali se achavam, desde 9 de fevereiro, trs religiosas (Maria Cndida, Vernica e Matilde), acompanhadas de suas auxiliares. Ignorou-se a nova construo em outubro de 1924, quando lhe foi dada solene beno por S. Excia. Revma. D. Joo de Almeida Ferro. Rezam as crnicas que esse prdio andou pelo seus 135 contos, para ele concorrendo o povo com 70, as irms com 43 e o excedente angariado fora da parquia. E a sua primeira superiora foi a Irm Maria Luiza.

    A Escola Evanglica Americana, fundada em 1921, pelo Dr. Horcio Allyn e sua espsa Ema Allyn. Desde 1932, estava instalado no prdio Rua Presidente Jos Paiva, No 100. A Escola mantinha um Jardim da Infncia, com uma mdia de 130 alunos, Extinto.

  • INAUGURAO DO FORUM DR.ANTNIO PINTO DE OLIVERIA

    Assumiu Presidncia da sesso inaugural, s 13 horas do dia 26 de abril de 1925, o Sr. lvaro de Paula Costa, Presidente da Cmara, ladeado pelo Dr. Pinto de Oliveira, Juiz de Direito, Dr. Paulino de Arajo Filho, Promotor de Justia, convidando para tornarem assento mesa, Vereadores, autoridades, pessoal forense, as representaes, Imprensa. Declarou ser objeto daquela reunio a entrega do Edifcio do Frum 1a autoridade da Comarca e a inaugurao no

    salo nobre, dos retratos que l j se achavam pendentes das paredes. Deu a palavra ao orador oficial Dr. Joaquim Afonso Ferreira que disse ser insigne honra para ele, saudar nesta hora marcante aos que dignificam a solenidade com as suas presenas, e fazer a entrega com as formalidades do estilo, ao Exmo. Sr. Dr. Antnio Pinto de Oliveira, dignssimo Juiz de Direito da Comarca, do prdio que vai servir para os nossos trabalhos forenses. A cerimnia de hoje representa um passo gigantesco que Varginha d, na senda do progresso, que devemos incontestavelmente aos obreiros do progresso, Filho dessa terra, homens modestos, de elevada estatura moral, mineiros da velha tempera, conhecedores profundos das mais prementes necessidades do povo, com uma srie volumosa de servios prestados coletividade, servios esses to conhecidos de todos ns.

    Refiro-me ao Dr. Antnio Pinto de Oliveira, integrrimo Juiz de Direito da Comarca, Cel. Domingos Ribeiro de Rezende, dignssimo Deputado ao Congresso Mineiro, e Cel. Jos Augusto de Paiva, ilustre Presidente da Cmara.

    Varginha culta e reconhecida, ufana-se em prestar culto e homenagens aos seus benfeitores, embora plida, mas cordial homenagem, no vacilou em colocar no salo nobre desta Casa, Santurio da Justia, os retratos dos vultos exponenciais daqueles que se esforaram e no pouparam sacrifcios para o complexo xito desta tarefa.

    Dr. Antnio Pinto de Oliveira e os Coronis Domingos Ribeiro de Rezende e Jos Augusto de Paiva, todos nascidos nesta comarca, de famlias tradicionais. O Primeiro nunca se afastou de Varginha, a no ser para estudar humanidades em Mariana e diplomar-se pela tradicional Academia de Direito de So Paulo, onde voltou para dedicar-se, sem soluo de continuidade, aos servios da comunidade, ocupado neste momento, com grande glria para o seu nome, o posto de Juiz de Direito da Comarca, gozando do respeito e administrao de seus jurisdicionados. O Cel. Domingos Ribeiro de Rezende Chefe dos Chefes, poltico hbil e querido do povo, tendo galgado o honroso posto de congressista, por merecimento prprio.

    Finalmente, Jos Augusto de Paiva o administrador incansvel e honesto Presidente da Cmara Municipal de Varginha, durante seis anos, devendo-lhe esta cidade os seus ltimos e mais modernos melhoramentos, notadamente o Grupo Escolar Afonso Pena. Ao lado destes benemritos filhos desta cidade, figuram os retratos de Wenceslau Braz Pereira Gomes, Artur Bernades, Raul Soares, Melo Viana, Afonso Pena Junior, Jlio Octaviano Ferreira, Sandoval de Azevedo e Daniel de Carvalho. Todos cooperaram com os seus valiosos prstimos para a instalao da casa do Frum. E o orador, fazendo a entrega do prdio, em nome da Cmara Municipal de Varginha, ao Dr. Antnio Pinto de Oliveira, DD. Juiz de Direito, fez votos sinceros pela sua felicidade pessoal e para a todos os seus auxiliares e funcionrios forenses, que acham-se de parabns por este grandioso acontecimento.

    Em seguida, o Sr. lvaro de Paula Costa, convidou o Dr. Juiz de Direito a assumir a

  • presidncia da mesa, o que fez, sob vibrantes palmas da assistncia, e uma vez, na Presidncia, proferiu o Venerando Magistrado incisiva orao, na qual externo os sentimentos de gratido, pela distino de presidir aquela memorvel reunio, e como o de inaugurar o seu retrato no salo nobre do Frum. E como representante mximo dos interesses da Justia na comarca, ver concretizada uma antiga aspirao sua, qual a de possuir a sua cidade aquele prdio com o nobre fim a que se destina.

    Levantou-se ento, de novo, o Dr. Antnio Pinto de Oliveira. Visivelmente emocionado, agradeceu, em palavras repassadas de gratido, o brinde oferecido e que guardaria carinhosamente, como penhor da sincera amizade dos funcionrios forenses de Varginha, em cada um dos quais contava um amigo. Agradecia as palavras bondosas dos ilustres oradores. A valiosa caneta serviria em primeiro lugar para a assinatura da ata da inaugurao, que ia ser lavrada, facultando o seu uso a todas as pessoas que a quisessem assinar.

    Numeroso representantes da autoridades locais e vizinhas, funcionrios, advogados, a assinaram.

    A Cmara Municipal ofereceu aos presentes, frios, doces, e bebidas servidos em uma das salas do Frum, e noite s Famlias um animado baile no Clube de Varginha. Durante a sesso inaugural, preenchendo os intervalos, a banda de msica Santa Ceclia, e durante o baile o Jazz-Band internacional cedido gratuitamente pelo Sr. Pedro Beltro, proprietrio do Hotel Represa, de Cambuquira, para o qual esse grupo musical foi contratado.

    Transcrito "Arauto do Sul edio 28 abril 1925".

    MARCO NA HISTRIA DA CIDADE : A INAUGURAO DO TEATRO CAPITLIO

    A inaugurao do Teatro Capitlio, no dia 12 de outubro de 1927, certamente surpreendeu a muitos que no acreditavam na possibilidade de Varginha conquistar uma casa cultural de to elevado nvel artstico.

    O seu maior idealizador, Jos Navarra, no estaria presente ao acontecimento, retornara Itlia, transmitindo aos seus irmos Domingos, Francisco e Nicolino Navarra, a misso de conquistar to importante projeto.

    A construo havia demorado 02 anos e gasto a importncia de 403 contos de ris. De estilo Toledino foi construdo pelos irmos Antnio e Celestino Pires, cuja planta levantada pelo engenheiro Frizoti Agostini, foi modificada, pedido da Empresa. Os portes, grades e demais ferragens, foram fabricados na Industria Navarra por Luiz "Almofadinha". A decorao da fachada e do interior atribuda ao Italiano Alexandre Vallati.

    A expectativa em torno da inaugurao era intensa e o Jornal " O Capitlio " em sua edio de 14/08/27 j anunciava: " Correspondendo expectativa, logo que a empresa Navarra fez ciente aos interessados de que j se achavam abertas as assinaturas para as frisas e camarotes do novo Teatro, de sua propriedade, logo apareceram inmeros pretendentes que ansiosos disputavam lugares permanentes. A Empresa Navarra, fazendo levantar este monumental Teatro que o Capitlio, dotou Varginha de melhoramento de acordo com o nosso vertigioso desenvolvimento, e que levar alm de nossas fronteiras o renome de Varginha, como cidade culta e cujo gosto artstico est correndo parelha com o seu desenvolvimento material ".

    Na edio de 28 de agosto, o mesmo jornal dizia que a inaugurao no seria mais em setembro, mas, nos primeiros dias de outubro, resoluo tomada pela Empresa Navarra,

  • " para que se elevasse mais alguns metros a cobertura do palco", comunicando que foram adquiridos lindos cenrios, no Rio de Janeiro e ainda continuavam chegando de vrias partes do Sul de Minas pedidos de camarotes para o espetculo". A festa e o Teatro, portanto, estavam sendo preparados com muita dedicao e carinho pela Empresa Navarra.

    "A aurora do dia 12 foi saudada por uma forte bateria que repercutiu nas verdejantes colinas circundantes, acordando os ecos adormecidos ...". Exaltava no dia 16 de outubro, o jornal "Arauto do Sul" fazendo uma reportagem especial sobre o acontecimento, que repercutiu favoravelmente em todo o estado. A mesma edio publicava a ata de inaugurao e o seguinte comentrio: " Raramente temos presenciados em Varginha festa como essa to cheia de animao e elegncia. Quer no ato inaugural, quer no espetculo da noite, notamos verdadeiros requintes. Varginha pode orgulhar-se hoje do seu teatro, pode orgulhar-se de possuir um soberbo templo de arte, inegavelmente digno de seu progresso, de sua cultura .... O Teatro Capitlio levanta-se rua Direita, ao lado da estao distribuidora da Companhia Sul Mineira de Eletricidade. Atualmente o Teatro Capitlio est localizado entre a CEMIG (ex-Sul Mineira) e o Edifcio Oswaldo Costa.

    s 15:00 hs deu-se o ato de inaugurao, com a presena de vrias autoridades locais, de outras cidades e at representantes de pases como Portugal e Itlia, que, ao lado de outras personalidades, comemoravam o lanamento da pedra fundamental, a base slida para o ressurgimento cultural do Municpio. Os paraninfos, para to importante momento, seriam escolhidos com bastante critrio. Representando a mulher varginhense a Sra. Dona Ambrosia de Paiva Figueiredo, "Dona Zinoca Figueiredo, figura cativante, toda doura e virtude, uma feliz escolha" (Jornal O Capitlio, 12 de outubro de 1927) e o povo pelo executor de justia, Dr. Antnio Pinto de Oliveira, certamente bastante orgulhoso pela homenagem. Havia sido o Dr. Pinto de Oliveira quem ordenou a construo do Teatro Municipal e o inaugurou em 1904, como Presidente da Cmara. "Homem de ampla viso, esprito progressista e democrata, preocupado com a preservao do meio ambiente e com a evoluo cultural da comunidade". Dotou a infra-estrutura bsica para o seu desenvolvimento scio-econmico e cultural. Como cidado e magistrado era considerado um dos mais integros em todo o estado, amigo e protetor das camadas pobres da populao.

    O Prefeito farmacutico lvaro de Paula Costa, tambm participava no escondendo a emoo ao ver o Teatro inaugurado. A imprensa estava representada pelos jornalistas Carlos Silva (O Capitlio), Leopoldo de Melo (Arauto do Sul) de Varginha e Manoel de Almeida (Correio da Manh) do Rio de Janeiro. A mesa foi presidida pelo Deputado Domingos Ribeiro de Rezende e como secretrios foram convidados o Sr. Joo Evangelista da Silva Frota e o Sr. Joo Alves de Miranda, sendo orador oficial o Dr. Walfrido do Mares Guia.

    O Hino Nacional, tocado pela orquestra do Teatro, sob a direo do Maestro Riccioti Volpe, era ouvido de p, pelos presentes, que se comprimiam, ansiosos e emocionados, do interior do prdio at a rua. Grande era o nmero de pessoas que se dirigiam ao local. O fotgrafo Sr. Massote registrava o momento solene.

    O primeiro espetculo do Capitlio iniciou as 19:00 hs e constou duas partes: a primeira cinematogrfica, com extensa e bem confeccionada fita "Cabaret" da Paramount Pictures, a segunda com variedades do trio "Esperana Diez", muito tem evidncia nos Teatros do Rio de Janeiro, com os cenrios luxuosos e uma representao cmico-dramtica, empolgando o pblico presente, que lotavam o Teatro.

    GRANDES ASTROS ESTIVERAM NOS PALCOS

    Como era de praxe, as sesses eram antecipadas por apresentaes de orquestra. Pelo seu palco passaram vrios artistas nacionais como ALDA GARRIDO, EVA TODOR,

  • PRCOPIO FERREIRA, ANGELA MARIA, EMILINHA BARBOSA, JUCA DE OLIVEIRA, DEBORA DUARTE E BIBI FERREIRA, e diversos astros do Rdio e do Cinema Nacional. O Teatro marcava presena e mudava os costumes. O "Footing" manifestava-se em seus domnios, todas as classes sociais desfilavam por sua fachada artisticamente elaborada, com olhar de admirao e respeito, ocupando o seu interior: Frizas, Camarotes, Galerias e at o famoso "Galinheiro": o ltimo andar dependurando no teto.

    O CINEMA FALADO

    O Cinema falado foi inaugurado em 12 de outubro de 1930, com a instalao de um aparelho sonoro R.C.A. Photophone - sincronizao do som com a imagem projetada na tela, um dos primeiros em Minas Gerais. O filme exibido, como novidade extasiava a todos, mas, com valor artstico era pssimo.

    LAR SO VICENTE DE PAULO

    Fundado em 23 de outubro de 1927, at hoje em funcionamento. Tem por finalidade o amparo a velhice. administrado pela conferncia de So Vicente de Paulo e pelas suas religiosas. O terreno foi uma doao do comerciante Jos Gonalves Pereira, que doou a rea para a construo de pequenas casas para abrigar os idosos. Participaram da comisso de implantao os Senhores: Francisco Limboro, Alberico Gazzola e Urias Barroso de Resende. Mais tarde as primeiras casas foram demolidas e o Lar, passou a ter no final da dcada de 70/80, novas instalaes no local de origem Avenida Francisco Navarra, no Bairro Jardim Andere.

    VILA BARCELONA O PRIMEIRO BAIRRO VARGINHENSE

    Pode-se assim dizer que o bairro da Vila Barcelona, considerado o primeiro bairro urbanizado de nossa cidade. O bairro operrio foi fundado em 1928, Jos Francisco de Oliveira - conhecido por Barcelona, que loteou os terrenos e os vendeu aos interessados cuja a grande maioria eram operariados. Na poca o Presidente da Cmara era o Dr. Alvaro de Paula Costa, que apoiou e tambm incentivou a construo daquele bairro.

    SURGIMENTO DO PARTIDO DEMOCRTICO DE VARGINHA

    As necessidades da cidade e o clamor do povo, foi nestas bases que surgiu em 1930 o Partido Democrtico em Varginha, Wladimir Pinto, com Dr. Jos Marcos Xavier de Resende e Plnio Pinto, fundaram o Partido Democrtico de Varginha, lanando um programa de ao que foi transcrito e elogiado por toda a imprensa brasileira. Com o advento da revoluo de 30, diminudas as atividades partidrias sob o governo, os fundadores verificaram a necessidade de ainda mais motivar o partido.

    Desta forma o seu diretrio varginhense poltico estava assim composto: Dr. Jos de Marcos Xavier de Resende, Wladimir Pinto, Plnio Pinto, Cel. Manoel Alves Teixeira, Antnio Rodrigues de Souza e Amrico Teixeira, representando o povo.

    Wladimir Rezende Pinto, advogado, jornalista, escritor mineiro e poltico, nasceu em Varginha, em 16/10/1901, filho do Dr. Pinto de Oliveira, que j ocupou o cargo de Diretor

  • desta Comarca, e de Dona Hermenegilda de Rezende Pinto.

    Em sua infncia gostava de chegar tarde s aulas para ficar brincando com os colegas, embora tenha se revelado exmio aluno e profissional. Sonhava, um dia, ser oficial do Exrcito. Despertava-lhe ardente interesse pela leitura de obras sobre estratgicas militares. Encantava-o o barulho dos tambores, a farda, o som dos clarin. Era muito tmido, e buscava o isolamento, o passeio pela solido dos campos e matas.

    Iniciou seus estudos de instruo nesta cidade, na escola de Dona Hortncinha Ferreira e Colgio de Antnio Domingos Chaves, passando depois a frequentar o Colgio Nossa Senhora do Carmo sob a competente direo de Eduardo Plnio Motta, em Conceio do Rio Verde e al destacou-se como aluno exemplar.

    Em 1916 matriculou-se no Liceu Municipal de Muzambinho, onde revelou vocao pelas letras e um entusiasmo sinsero pelo jornalismo. Em Muzambinho produziu alguns trabalhos literrios como : "A Eloquncia", que foi publicada em folheto e obteve nobres apreciaes da crtica. Desde nesta poca j escrevia na imprensa e redigia jornais manuscritos, noticiosos e humorsticos, que causavam sensao nos meios estudantis. Em 1920 foi a Belo Horizonte prestar exame vestibular. Cursou o 1o e o 2o ano na Capital Mineira, onde foi colega de Gustavo Capanema, Mrio Casassanta, Abgar Renaut e tantos outros. Cursou o 3o e o 4o em So Paulo; concluiu o curso de Bacharel em Cincias jurdicas em 17/11/1924.

    Desde o ano de sua formatura, Dr. Wladimir, amante das letras, escritor imaginoso, jornalista de frases terso, passou a publicar uma srie de trabalhos interessante sobre vrios assuntos, sempre com elevao de idias. Em 1945, editou "Agraos", livros de contos humorsticos que conseguiu francos sucessos, graas vivacidade singular dada s suas narrativas, baseada em fatos reais. Em 1926, o "Jornal do Comrcio" R. J. publicou alguns de seus contos, ou melhor, crnicas, tais como: O Batalho Patritico, Cheio de Verde e Verdade, O Lobisomem, Dentista Americano, Um Republicano Histrico, Amigos, Saias Curtas e muitos outros.

    Seu livro "Agraos", segundo a crtica de "O Malho" R. J., no de incipiente, mas de um esprito afoito s letras, de um observador percuciente, que aprecia o que bom, que investiga o meio em que vive e que bituriza a face de qualquer fato com a hironia dos humoristas finos e inteligentes". Recebeu congratulaes de Professores famosos como Carlos Ges e de jornalistas do Brasil, porque foi um homem engraado e um professor ameno: castigou os costumes rindo.

    Como advogado, Dr. Wladimir Pinto trabalhou algum tempo na Noroeste de So Paulo e Rio Preto, na araraquarense, onde cuidou de negcio de compra de terras, colaborando ardentemente na imprensa paulistana. Mudou-se para a Paulicia, So Paulo, onde lutou heroicamente pela advocacia.

    No Governo Jlio Prestes, foi nomeado Promotor Pblico por duas vezes, mas no aceitou as nomeaes por sentir-se, na poca animado com os servios de sua profisso.

    Em 1928, com a morte de seu pai, fechou o escritrio em So Paulo e retirou-se para Varginha a fim de substituir o progenitor no governo do lar. Aqui a firma comissria de caf Pinto & Rezende que recebeu baixa em 1929 por motivos fiscais, por isso perdeu tudo o que tinha, mas no perdeu a coragem e a serenidade necessria nos embates da vida. Batalhou na defesa de seus direitos e ganhou uma deciso favorvel, porm o Decreto No19.473 conseguiu anul-la.

    Dr. Wladimir Pinto sempre demonstrou por Varginha em especial carinho, tanto que desde os 16 (dezesseis) anos discutia pela imprensa todos os assuntos de grande interesse local. Ativamente, atacava os erros e elogiava os mritos.

  • Fundou o Partido Democrtico de Varginha, cujas idias, elaboradas por ele, mereceram os elogios da imprensa do Pas e o apoio dos prprios polticos afluentes na situao. Os trs lderes do Partido assinaram o manifesto de 18/01/1928 e criaram o Direito de promover combate corrupo e irresponsabilidade; exercer com critrio e justia o direito de crtica e uma fiscalizao mais rigorosa sobre a atuao poltica e administrativa do Municpio; prestigiar, de comum acordo com os integrantes do Partido, os candidatos aos cargos no programa do Partido; empregar nas campanhas polticas as armas de inteligncias e da razo, orientadas sempre pelo cavalheirismo e cortesia; condenar os exploradores de situaes, fomentadores de discrdia, cultivar o esprito de fraternidade por meio de cooperao e da assistncia; trabalhar, enfim, o engrandecimento do Municpio.

    Lanou o jornal "O Democrtico" em 1929, com colaborao farta e escolhida de intelectuais mineiros e paulistas. Publicou em seu jornal, redatoriado pelo irmo Dr. Plnio Pinto, estudos admirveis de crtica e ironia, subordinadas aos ttulos de administrao e Artilharia Grossa.

    Revolucionrio de corao, batalhou valentemente pela vitria de seus princpios, publicando diversos ardorosos, e, atravs da imprensa e do rdio, exps os seus princpios pelos quais sacrificou estudos, interesses, amizades e correu risco de vida ao acolher os perseguidores e socorr-los em tudo o que precisassem. Com a vitria do Movimento Outubrista, teve a primeira decepo ao ver-se arruinado pelo Decreto Federal 19.473, com efeito retroativo, do Governo provisrio que anulou a sentena e os grandes conhecimentos ferrovirios, com bancos e os grandes comissrios do caf.

    Quando Dr. Wladimir Pinto fundou o Partido Democrtico de Varginha, o Estado de Minas publicou : "A Poltica de Varginha". Orientada h 16 anos pela faco de que chefe o Coronel Domingos Ribeiro de Resende, Deputado Estadual e importante fazendeiro, o Municpio de Varginha foi nestes ltimos anos agitado pela fundao do Partido democrtico de Varginha, que contrape quele corrente e composto de figuras de influncias locais, na indstria, no comrcio, na lavoura, nas carreiras liberais e no jornalismo".

    Porm, com a vitria da Revoluo, vigorando o regime descricionrio, Dr. Wladimir Pinto dissolveu o Partido Democrtico de Varginha e abandonou a Poltica. Sem dinheiro, sem trabalho, procurou com afinco uma colocao de acordo com suas habilitaes, nada conseguiu, nem mesmo com amigos influentes; pleiteou o cargo de Inspetor Federal de Ensino, ou de outro qualquer, mas nada conseguiu; custou-lhe muito alto a derrota poltica.

    Para os integrantes do Partido Democrtico de Varginha, Varginha um grande vulco democrtico em fresca ebulio cuja ao democrtica est caminhando por todo o Sul de Minas. O manifesto de 18 de janeiro de 1929, convocava todo o povo para uma verdadeira reunio democrtica e no citado boletim espalhado por toda a cidade mestrava a ideologia do partido em 10 itens. A criao do partido recebeu importantes apoios no cenrio poltico da poca como: Dr. Antnio Carlos, Pedro Aleixo, Gustavo Capanema, Noraldino Lima.

    NOVAS AGNCIAS BANCRIAS ERAM INSTALADAS EM VARGINHA

    Em 24 de abril de 1933, no governo do Presidente Jos Augusto de Paiva, Varginha, ganhava mais uma agncia bancria, o Banco Comercial e Industrial de Minas Gerais, cuja agncia estava situada na rua Presidente Antnio Carlos. Seu primeiro gerente foi Sr. Cornlio Moura.

    Em 1935, ainda na administrao do Presidente da Cmara, Jos Augusto de Paiva, era instalado outro estabelecimento de crdito o Banco Mineiro da Produo, sendo seu gerente Ludovico Loyola.

  • VARGINHA J CONTAVA COM A CAIXA ECONMICA FEDERAL

    Varginha foi a pioneira com a implantao da Caixa Econmica Federal, inaugurada a 5 de julho de 1939, na gesto do Presidente Manoel Rodrigues. Seu primeiro gerente foi o Sr. Joo Figueiredo Frota.

    Orfanato Dr. Jos de Resende Pinto, fundado a 22 de fevereiro de 1943 e tambm confiado s filhas de So Vicente de Paulo. Inaugurou-se seu edifcio a 30 de abril de 1944, comeando a funcionar a 1o de maio. Muitas meninas pobres, de 17 a 18 anos, ali receberam educao, ensino e amparo, a exemplo de outros estabelecimentos congneres, no Estado abrigava 36 internas. O internato foi extinto na dcada de 70.

    RADIO CLUBE DE VARGINHA UMA ESCOLA DE ASTROS E ESTRELAS VARGINHENSES

    A Sociedade Rdio Clube de Varginha, inaugurou, no dia 19 de Julho de 1941, prefixada de ZYB-2 - ZYV56 - Onda Mdia. Em sua primeira fase a Sociedade Rdio Clube de Varginha transmitia 2 vezes ao dia de 09:00H at as 14:00H e de 16:00H s 20:00H. Os fundadores da Rdio Clube de Varginha, foram o Tenente Antnio Bittencourt, Francisco Souza Pinto e o Jornalista Armando Nogueira.

    A Rdio Clube de Varginha, foi uma verdadeira escola. De l nasceram diversos programas, cujo os apresentadores tornaram-se na poca de ouro, grandes dolos. Foi nesta dcada que nasceu os Programas: Rdio Variedade B2 e Varginha em Foco, Correio Musical Eucalol, Carrosel Musical, Romances Kolinos, Al Sucessos.

    Nos anos de 50 o cast da Rdio Clube de Varginha era completo: contendo diversos programas de auditrio (localizado na Rua Presidente Antnio Carlos), de onde pelos palcos, participaram Mauro Teixeira, Jos Braga Jordo, Jos Galvo Conde, Sebastio Rodrigues (Z Picu - um dos grandes divulgadores da msica sertaneja, e conhecido em quase todo o Brasil, pela quantidade de correspondncia que a Rdio Clube recebia, em virtude de sua poderosa onda de 49 metros. Atingia, grande parte do territrio Brasileiro). Outros locutores tambm participaram do cast da rdio clube, como Otacilio Viana Teixeira, Galvo Conde, Rafael Barros, Jos de Souza Pinto, Joo Procopio (esportiva), Adjalma Guimares, Joel Sales, Rogerio Maia, Ana Lucia, Jos Bento Reis, Z Tramela, Afranio de Paula, Esmnia Azevedo, Moacir Martins Nilson Lemos, Welington Barbosa Venga, Carlos Frias e tantos outros. Programas como Petizada Alegre, cujo programa infantil, descobriu-se o talento do compositor/cantor Silvio Brito, era apresentado por Gilberto Lima (que mais tarde mudou-se para o Rio de Janeiro), onde na Rede Globo, narrava o Fantstico.

    Deve-se a estes 50 anos de existncia e sucessos a Rdio Clube de Varginha, ao seu incansvel diretor artstico e gerente Sylas Sampaio Moraes, que com toda a sua maestria, foi um dos maiores professores, na arte de criar e ensinar seus alunos funcionrio.

    Hoje a Sociedade Rdio Clube de Varginha, pertence aos scios, Luiz Fernando Bittencourt - Morvan A. de Resende e Joaquim Gonalves Ramos. A atual diretora a radialista Edna Rainato. Na dcada de 70/80 - a Sociedade Rdio Clube de Varginha, mudou o prefixo para ZYL238 AM e 90 metros, na dcada de 90, a sociedade, tambm criou mais uma emissora de seu grupo, a CLUBE FM, em seu prdio prprio na Praa Cleber de Holanda no Bairro Sion.

  • O DIA DE GLRIA DO ESPORTE ESPECIALIZADO

    A PRAA DE ESPORTE, uma das melhores do estado, foi idealizada e realizada pelo Governo do Estado na gesto do Dr. Benedito Valadares. Coletou-se, entre a populao, a importncia de Cr$ 100.000.00 (cem mil cruzeiros). Aprovado pelo Governo o respectivo prospero, a 4 de dezembro de 1939, em breve espao de tempo ultimaram as obras, que tiveram a assistncia do Dr. Oscar Ricardo. Compe-se de duas partes: sede social, piscina, duas quadras de tnis, um campo de basquete, um campo de vlei, um campo de educao fsica, teatro da natureza, pista de corrida e praa de saltos, rinque de patinao, campo de peteca, piscina para crianas, "Playground" e demonstrativos e utilidades. Para dirigi-la, constituiu-se, o Varginha Tnis Clube ( VTC - atletismo, basquetebol, educao fsica em geral, natao, patinao, tnis, tnis de mesa, voleibol, xadrez ), fundado no dia 25 de janeiro de 1942. Foi seu primeiro Presidente o Dr. Manuel Rodrigues de Souza - Prefeito Municipal. Funcionou, vrios anos, no antigo Clube de Varginha, atualmente nos altos do Bar Capitlio, sua sede.

    O Clube, fornecendo distraes e habilitando seus membros para torneios e disputas, registra duas campes brasileiras no voleibol, alm de diversos trofus, honrosamente conquistados. Possui ainda um parque infantil para os filhos dos scios, em local propcio e confortvel.

    Na viso histrica poucos foram os Presidentes que de uma maneira ou de outra, administram o Varginha Tnis Clube como um Clube que merecia ser tratado. Na dcada de 90, o Sr. Paulo Victor Freire, seu atual Presidente, dinamizou todo o Clube Esportivo, construindo novas piscinas, campo de futebol socity, kiosques, novas quadras de voley, lanchonetes panormicas, saunas, alm de um novo Ginsio Poli Esportivo, com capacidade para Trs mil pessoas. Situado no mesmo local de 42, hoje considerado um dos cartes de visitas da cidade. O primeiro Ginsio Poliesportivo da cidade no Varginha Tnis Clube, foi construdo na dcada de 70. Dentro dos seus 50 anos, o Varginha Tnis Clube, no setor do esporte especializado foi motivo de orgulho para a cidade, despontando dezenas e centenas de atletas que chegaram a receber medalhas em competies em Campeonatos Sul-Americanos

    Educandrio Olegrio Maciel, doado pelo governo Federal. Foi fundado a 22 de junho de 1941, pela sociedade de assistncia aos Lzaros, instalando-se a 8 de agosto do ano seguinte. Sua direo foi confiada, at o ano de 1949, s revdas, Irms Franciscanas. Destina-se a proteger e educar os filhos de hansenianos. No fim do ano de 1949, eram 169 os internados (92 do sexo masculino e 77 do feminino). Nele funcionam oficinas de aprendizagem (alfaiataria, carpintaria, sapataria e servio agrcola). Com o passar do tempo, o Educandrio Olegrio Maciel, foi transformado em Sociedade Eunice Werner.

    A FUNDAO DA PRIMEIRA FACULDADE SUL MINEIRA DE COMRCIO E OUTRAS ENTIDADES EDUCACIONAIS

    A Faculdade Sul Mineira de Comrcio, dirigida pelo Dr. Alaor Nogueira. Achava-se estabelecida rua Santa Cruz, Extinto.

    O Externato Regina Pacis, ministrando aulas a diversos alunos, desde sua fundao a 15 de fevereiro de 1945; com 4 classes (4 professores e 70 alunos), Extinto.

    A Escola Tcnica de Comrcio Sul Mineiro, fundada a 15 de dezembro de 1942 (Curso de Tcnico e Contabilidade), com 17 professores e 128 alunos, Extinto.

    A Escola Remington, em 1937 (Curso de Datilografia), Extinto.

  • Dois Grupos Escolares (Afonso Pena, fundada a 1o de janeiro de 1924, 450 alunos, distribudos em 12 classes e Brasil, a 28 de junho de 1934), ministram os primeiros ensinos e centenas de crianas, Extinto.

    Funcionaram ainda, e com boa frequncia, a Escola Modelo de Corte e Costura (1943), Escola Musical Santa Ceclia (1934) e Escola de Corte e Costura (1946).

    Diversas Escolas Rurais, Estaduais, Municipais e Particulares com um elevado nmero de alunos, determinam o valor da educao e da instruo no Municpio.

    Varginha era a sede da 15a Circunscrio da Inspetoria Regional do Ensino, superintendendo, alm da sede, as seguintes localidades: Alfenas, Areado, Boa Esperana, Campos Gerais, Carmo da cachoeira, Carmo do Rio Claro, Eloi Mendes, Nepomuceno, Paraguau, Serra Negra, Serrania, Trs Coraes e Trs Pontas. A 15a Circunscrio de Inspetoria de Ensino, foi transformado em 27a Delegacia Regional de Ensino, atendendo a dezenas de Municpios da micro regio do baixo Sapuca, sua atual diretoria a Professora Lydia Maria Braga Foresti.

    A IMPRENSA VARGINHENSE E SEUS JORNALISTA - JORNAIS

    O primeiro Jornal da localidade teve o nome de Gazeta de Varginha. Saiu a lume a 1o de janeiro de 1890. Foram seus fundadores o Dr. Antnio Pinto de Oliveira e o Capito Pedro de Alcntara da Rocha Braga. "Foi um jornal que fez sucesso. Folha de feio independente, nascida numa poca de agitao poltica, prestou relevantes servios ao Municpio condenando com uma linguagem severa os abusos e corrigindo maus costumes".

    Tribuna Popular - 1894 - Maj. Francisco Quintino da Costa e Silva. Correio do Povo - Maj. Francisco Quintino da Costa e Silva. Vanguarda - Jos Joaquim de Miranda. O Bandeirante - Cel. Ernesto Carneiro Santiago. Correio do Sul - Jorge da Silveira. O Progresso - Jorge da Silveira. A Ptria (Dirio) - Dr. Joaquim Batista de Melo Filho. Aurora - 1904. O Momento - 1916 - Joo Liberal. Arauto do Sul - 1923 - Leopoldo Melo. O Independente. ris Democrtico - 1929 - Dr.Wladimir Pinto e Dr.Plnio de Resende Pinto. Revista de Medicina e Cirurgia. - 1929 - Dr. Vicente Modena. Sanitrista - 1932 - Dr. Donato Vale, Dr. Srgio Vale e Carlos Silva. O Sul Mineiro - 1930 - Armando Nogueira. O Capitlio - 1930 - Carlos Silva. O Binculo - 1934 - Carlos Silva e Benedito Domiciano. Correio do Sul - 1945 - Francisco Rosenburg e Carlos Silva. O Trabalho - Orgo da Associao Operria. Arauto Cristo - 1949 - Mrio Barbosa.

    Circulavam, atualmente, as seguintes dirios:

    . O Correio do Sul . Gazeta de Varginha

  • . A Folha de Varginha . Jornal do Sul de Minas . A Voz. A Tribuna Varginhense, encerrou atividades no incio dos anos 80 sendo seu diretor Oscar Pinto.

    UM JORNAL SRIO E RESPEITADO: CORREIO DO SUL

    Em 14 de julho de 1945, nascia um jornal forte, com idias definidas avanadas e com firme propsito de atender a todos os anseios de nossa cidade. O Jornal Correio do Sul, desde a sua implantao, sempre imps por sua qualidade tcnica profissional, quer no setor editorial, paginao, diagramao, impresso, etc.. O Correio do Sul, acompanhou todas as diferentes fases de impresso de um jornal, ainda quando suas instalaes todas as diferentes fases de impresso de um jornal, ainda quando suas instalaes na Praa Quintino Bocaiuva, o Jornal Correio do Sul, era composto numa impressora plana e o jornal composto linha por linha no monotipo. Somente mais tarde chegaram os equipamentos em linotype, e diversas mquinas impressoras automticas, alm das compositoras. A exemplo disto o jornal Correio do Sul comeou como semanrio, depois veio o bi-semanrio o tr-semanrio e na poca cobrindo j quase toda a regio Sul-Mineira passou a ser dirio, com noticirio, local, nacional, e regional. alm de diversos suplementos, culturais, literrios, sociais, etc.. Hoje com 47 anos , O Jornal Dirio Correio do Sul, acompanhou e muito a tecnologia, suas edies atualmente so compostas em computadores a Laser e impressos em Off-set, graas a eficcia de seus diretores: Mariano Tarcisio Campos, Antnio Carlos Medes Campos e Eduardo Campos. Nascido do ideal de Francisco Rosenburg, hoje o Jornal Correio do Sul tem a mesma filosofia de sua fundao, promover e incentivar todos os seguimentos de nossa cidade. Personalidades ilustres e diversos colaboradores j passaram por aquele jornal/escola: Correa Neto, Carlos Silva, Flodoaldo Rodrigues, Edgard de Brito, Dr. Francisco Limboro, Wladimir Pinto, Jos Adlio Resende, Jos de Assis Ribeiro, Luiz Teixeira da Fonseca e Duntalmo Prazeres, alm de dezenas de colaboradores como: Anibal Alburquerque e Jos de Souza Pinto (setor literrio), Pe. Antnio Marcondes, Mary Fat, Mariangela Kalil, Rafael Barros Filho, Neusa Csar, Mirene Alves, Gustavo Tavares, Maria Martha Moreno, Targino Valias, Bob III, M.R. Gomide, Renato Paiva, Erley de Souza, Jos Marcos de Oliveira Resende, Morvan Acayaba, Marcos Mangiapelo (Atualmente 2o redator-coordenador), atualmente 15 profissionais fazem parte da equipe de reportes, editores de arte e fotocomposio, e tantos outros colaboradores e amigos daquele jornal.

    Atualmente o Dirio Correio do Sul tem sucursais em diversas localidades a mais recente em Trs Pontas. Hoje em Prdio prprio o Parque grfico est localizado na Avenida Francisco Navarra.

    A INAUGURAO DAS INDSTRIAS LENTINI

    As Indstrias Lentini horam sobre modo o nosso nascente parque industrial. Ningum diz que realmente sejam, dada a aparncia modesta de suas entradas - todo um muro com apenas trs portas. No tm externamente a suntuosidade das grandes fbricas nas suas linhas arquitetnicas. Todavia, a sua planta nos mostra, em sucessivas dependncias, o valor de um verdadeiro estabelecimento tcnico na sua especialidade. a realizao de um ideal na tenacidade de muito trabalho, e mais do que isto; da capacidade de uma inteligncia mpar para os grandes negcios.

    Falar da Indstrias Lentini, dizer algo de extraordinrio do Sr. Nicola Lentini, italiano de nascimento, mas varginhense de corao e na obra gigante que legou est

  • terra! Modesto, simples, homem da oficina, no deixa transparecer qualquer vislumbre de vaidade, mas o prazer intenso de uma vitria bem ganha. Alm disso no se esquece do passado, auxiliando os que querem progredir na vida, como ele progrediu. Em cada empregado tem um a