hykx) ^vfOK^O W^ - .O TICO-TICO 30 Março — 1938 O melhor presente pava 93 creanças é um livro

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Text of hykx) ^vfOK^O W^ - .O TICO-TICO 30 Março — 1938 O melhor presente pava 93 creanças é um livro

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    ANNO XXXV (lS?9p\ v\o._^-. JL03 O* ^_S___ >V

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    Mas a rlinha. grata ao de "Zzinho" reMituin-do-lhe o lilho, com mais alcju-mas companheiras, pegou apetca e.. ,'

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    / l|f/. 6 ... foi restitui-la ao 9J

    / v>^w '5om nienino Uma ba jA77/" ao nunca fica sem re- _a|compensa..

  • O TICO-TICO 30 Maro 1938

    O melhor presente pava 93creanas um livro. Nos livrosci>jas ^mniiaturas esro dese-nliadas nesta pagina, ha mo-ti ves* de recreio e de culturapara a infncia. Bons livrosdados s creanas soTescoIasque lhes illuminam ajntelli-*gencia

    -g- ' "I

    i b^^^-V,. RECO-Ii * ~ _\ RECO.

    RECO- RECO. YV \J ^^ i I fleolo e azeitona J VV-^cy' Ll-tl

    ressantissimas ; '--^v^V*^^^^

    dos tres lonecos K ''' -^^^-^a^ , '

    *L^&Hnhecidos da inran- K C::y.y^.^Mfi/jf- p~,f:Bcia. Livro que Luiz 5 *5*2^HI^'^*ia2lSB -r*'S escreveu e il- I L^,..---.;-;,L .,;-g m*^

    MM lOTUtCA INFANTIL

    EDUCA* ENSINA: DISTRAHE I

    CONTOS DA MAE PRETA*- Historias da infncia queOswaldo Orico colligiu eadaptou leitura das cre-ania, Volume que rieve fi-gurar entre os de mais va-for na bihotheca dos pe-queninos. Contos das gera-es passadas, das gera-es que lio de vir*

    *- Aventuras inte-

    ressant issimas

    dos tres 'lonecos

    redondos lo co-*.

    nhecidos da inran-

    cia. Livro que Luiz

    S escreveu e il-

    lustrou, realizam-

    do bellissima dadi-

    va para as cre

    ancas brasileiras*mMINHA BABA Os mais

    enternecedores contos paraa infncia, escriptos e illus-

    trados pela sensibilidade deum artista como J Cario*.Cada conto desse livro

    uma lio de moral e tlebondade para a infncia.

    XQuando l{ O Ct^S&^NCrJE O

    Dl ai [O intCA H-antn O O ' n-O - ' 't(J

    QUANDO O CEO SEENCHE. DE BALES.

    Livro de lendas e

    de historias dos san-tos do mez de -Junho.

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  • Redator-Chefe: Carlos Manhes Diretor-Gerente: A. de Souza e Silva

    -i--f- r - ii - *

    ortografia oficialMeus netinhos:

    Em recente decreto, o governo tornou obrigatrio nas reparties

    pblicas e em todas as escolas o uso cia ortografia simplificada . tra-

    balho devido, na sua grande parte, s Academias de Letras do Brasil e

    de Portugal. Essa ortografia, meus netinhos, a que vocs usam nas

    escolas e que, sem desprezar por completo a razo etimolgica, tem feio

    no apenas racional, mas prtica.

    Muitas creanas. no entanto, tm encontrado dificuldade em escrever

    de modo certo pela ortografia oficial e por isso Vov vai dar aqui alguns

    esclarecimentos que serviro de base para que todos escrevam bem.

    Vov vai comear pelo alfabeto que, de acordo com a lei institutiva

    da grafia aludida, o seguinte :

    a. b c ch d e f g -*- h i j t Ih m

    n nh o p q r 3 t u v x z.

    Como vocs voem, desapareceram do alfabeto as letras K, W e Y

    e, do mesmo modo, os grupos consonantais ch (com som de k), pb rh

    th, que eram uzados na grafia das palavras de origem grega. Assim,

    de agora por deante, os nossos queridos leitores escrevero : quilo-metro (em vez de kilometro). tipo (em vez de typo) e visque (cm

    vez de whisky) porque o y foi substitudo pelo i e o w pelo v.

    As vogais, meus netinhos, continuam a ser as mesmas e a terem

    mesmo uso na grafia atual. No alfabeto acima enumerado variaram apenas

    as consoantes, que foram aumentadas. O pequeno espao desta pagina

    no permite que Vov prosiga hoje no assunto mais demoradamente.

    Na prxima semana, Vov dar a vocs esclarecimentos relativos si-

    labao e o modo de escrever as palavras obedecendo s regras da

    ortografia oficiak

    V V

    SAUDADE...A saudade no apenas esta

    flrzinba roxa, branca ou cr devinho que existe nos canteirosdos jardins, mas tambm umarecordao melanclica do que j |se foi !. . . A lembrana de entes

    queridos que se acham distantes,cujas imagens no desaparecemim s momento do nosso pensa-mento. . . tambm se chama sau-

    dade...Saudade! palavra que pouco

    a pouco mata um corao. . . pa-lavra que lembra lgrimas e me-lancolias !. ..

    Saudade, s companheira detodo o mundo, pois velhos, cre-ancas, todos, te sentem invadir ocorao ! As creanas percebem-te recordando um passeio quepassou, um brinquedo que seacabou... os velhos, dos quais ssempre inseparvel companheira,relembrando a mocidade quepassou, revivendo assim, em re-cordaes os que viveram empocas que os anos levarampara nunca mais trazer!...

    Saudade. . . palavra doce queamarga... Saudade... quizeraeu nunca te sentir inv3dir-me ocorao...

    Recordaes do que passou...reviver dias felizes da nossavida j vivida... o que sechama saudade!

    Mareia Roriz Macedo

  • O TICO-TICO 4 30 Maro -r- 1938

    V

    I \L

    Conto QricntaiNo I O 11 R i li-

    quo deserto deSaara, em plenoosis, habitavaorgulhosamente osenhor absolutodaquela regio,chamado Abdo II-Carim, em com-panhia de sua es-posa, possuidorade inigualvel eestonteante for-

    mosura. Quando, muitas vezes, saia passeiar, era admirada por todos,principalmente pelos rapazes, quelhe dirigiam frases meigas e bonitas,somente para apreciar o seu encanta-dor sorriso e a bela fileira de dentes,que mais pareciam prolas. Certodia, o lar rico do soberano amanhe-ceu festivo. que viera ao mundoum garoto lindo . . . muito lindo,mesmo.

    A rainha no sabia o que fazer,tal era o contentamento que sentia,e pensava, de si para si : Um me-nino . . . exatamente um menino queDeus me deu ! O sexo preferido portodos. Se fosse mulher?. . . Seriaobandonada por meu real esposo ...seria jogada ao relento ...

    '. privada

    de todos os prazeres do mundo.E . . . os festejos prolongavam . ..milhes de presentes eram ofertadosao pequenino herdeiro, que no seubercinho branco, todo coberto de se-das e rendas, era abstrato tudo omais. Tratado com todo o carinho,no saia um s instante dos braosde sua mezinha, a no ser nos mo-mentos de maior necessidade, fican-do, ento, no regao do rei, pai ex-tremoso c esposo amanlissimo. E opequenito parecia compreender ogrande amor que lhe era dedicado,agitava os gorduchos bracinhos, sor-rindo, numa alegria sem fim. Mas,um dia . . . (na nossa vida tem sem-pre um mas), o destino . . . esse ava-ro' judeu, estendeu sobre aquele lar,onde ha tanto tempo morava a feli-cidade, as suas mos. O principe-zinho, que se achava enfermo, acha-va-sc nos braos do pai, e este, em-balando-o, caminhava de um ladopara outro, do aposento. O pequer-nicho, no suportando tamanha agi-tao, (pois seu coraozinho acha-va-se seriamente abalado), tomboulevemente a loura cabecinha, parano mais ergu-la. Assustado, o reisentiu um desejo imenso de gritar ...de gritar limito . . . chamar por todaa criadagem . . . todos qc o quizes-sem ouvir. No emtanto ... a vozda conscincia lhe disse : Quementisse I Seria melhor mentir !...E o soberano ouviu a voz da. conscien-cia praticando a mentira.

    P, anie-p, dirigiu-se al o apo-sento real, e cuidadosamente no lu-xuoso leito, deitou o cadaverzin