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EMPRESA BRASILEIRADE PESQUISA AGROPECUARIA -EIVIBRAPA :..

~~:~I;:a ~:~::i::r~oDd; :::i~~;~:DE SOJA \t[:::1:j:j[j~j!j!:![::!:!j!ji1jjj:!:j:!:!:jI:lj!:::ij:::j::::::::::[):~~:~:::jI:j:jj::::j[~~;::)jj:l::!:ii:~tl*~~~l;~j:j;J:t11~i,Ij*:l.~~~111:!h:~:Rodovia Celso Garcia Cid km 375Fones: [04321 23-9850 e 23-9719 (PA8XITelex: (0432) 208

Caixa Postal 106186100 - Londrina - PR

CALAGEM PARA SOJARECOMENDAAO PARA O'ESTADO DO PARAN

Ca1agem para soja recomendacao1984 FL-2952

1111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111112158-1

tJoo 8. Palhano1Gedi J. Sfredo1

Rubens J. CampolAureo F. Lantmann1Clovis M. Borkert1

A acidez do solo e um dos principais fatores que 1 imi tam o crescimentodas plantas em sol~s tropicais e;sbtrop'i:aiS.O seu efeito e caracterizado,principalmente, pela 501~bilizao de grandes quantidades de elementos t6xi coss plantas, tais como o alumTnio, o mang~n~s elo ferro. Alem disso, h~ o efeitoindireto da acidez sobre a disponibilidade de nutrientes, onde a maior solubilidade de grande parte destes nutrientes ocorre na faixa de pH entre 5,5 e 6,5.H~ ainda!, os efeitos negativos da acidez sobre a vida microbiana do solo, bemcomo sobre a fixao simbi6tica de nitrog~nio.

De todos os fatores que influenciam o bom desenvolvimento de uma lavourade soja (preparo e adequao da ~rea, escolha da cultivar mais adequada, etc.),a correo da acidez do solo e de fundamental importncia e e um fator limita~te para o sucesso da cultura.

Na grande maioria dos solos do Paran~ nnde a soja e cultivada, a acideze capaz de comprometer o desenvolvimento da cultura. Desta forma, quantidadesadequadas de calc~rio devem ser aplicadas, anulando'totalmente os efeitos nocivos da acidez e melhorando as condies quTmicas do solo, para o pleno aproveitamento dos nutrientes.

Algumas observaes feitas na regio produtora de soja do Estado do Parna mostraram que as quantidade de calcario recomendadas pel a metodologia ate

lEng9 Agr9, Pesquisador da EMBRAPA - Centro Nacional de Pesquisa de Soja. CaixaPostal 1061 86.100 - Londrina, PR.

.: .. \,: .. ,~~. EMBRAP/\

COMUNICADO TCNICOCT/28 - CNPS - Nov/84 - p.2

ento em uso (Al+++ x 2) no tm sido suficientes para a eliminao total daacidez. Como conseqDncia disso, o potencial miximo de rendimento. em solos comproblemas de acidez, no tem sido alcanado plenamente.

Trabalhos de pesquisa foram conduzidos para estudar uma metodologia derecomendao de calcirio que eliminasse totalmente a acidez e proporcionasse asmelhores condies de crescimento da soja. O objetivo deste documento e mostraros resultados de pesquisa relativos resposta da soja calagem em solos do p~ran, bem como apresentar a metodologia proposta para recomendar a quantidadede calcrio em funo de componentes da acidez do solo.

A acidez, em soluo aquosa, e devida presena de Tons hidrognio (H+)livres, cuja concentrao dimensiona o grau de acidez. Quanto maior a concentr~o de H+, mais cida a soluo. O pH e a medida da quantidade de H+, ~efinidocomo o 10garTtmo do inverso da concentrao de H+.

A equa9 de definio de pH e:

A escala de pH tem valores de O a 14 e a interpretao dos valores de pHdo solo para fins agrTcolas e dada na Tabela 1.

< 5,05,0 - 5,96,0 - 6,9

7,0> 7,0

acidez elevadaacidez mediaacidez fracaneutroalcalino

Volkweiss e Ludwick (1971) afirmam que a medida de pH do solo tem ornesmo valor para o agrnomo que a medi da da temperatura das pessoas tem para o me

COMUNICADO TCNICO -----.CT/28 - CNPS - Nov(84 - p.3

dica. Da mesma forma que a temperatura do homem da uma idia do seu estado desade, tambm o pH da uma ideia do lIestado de saudell do solo. Se o pH do solo baixo (solo acido), sabe-se que ele esta "doentell porque uma srie de propri~dades qUlmicas do solo, que afetam a nutrio das plantas, esto diretamente l~gadas ao pH e, portanto, ha necessidade de corrigir essa situao atravs deuma calagem. Todavia, o pH um parmetro que indica somente uma situao do s210; no es clarece qual a verdadei ra causa da aci dez e nem determi na a quanti d9de de calcaria a aplicar para corrigir a acidez. Para melhor entender este pr2cesso deve-se definir Acidez Ativa, Acidez Potencial e Capacidade Tampo do so10 (Poder Tampo)"

A Acidez Ativa a concentrao de 10ns H+ na soluo do solo que sao liberados pelas substncias que compem a chamada Acidez Potencial.

Aci dez Potenci a1 so os 10ns de H+ que podem vi r a ser 1iberados por umconjunto de substncias ou compostos para a soluo do solo. Os principais co~postos que constituem a Acidez Potencial em solos acidos so: a) o alumlnio tr2cavel nos seus diversos estados de hidratao; b) os diversos xidos e hidrxidos de ferro e alumlnio que existem nassuperficies das argilas ou nos seus espaos interlaminares; e c) os acidos e fenis da matria orgnica, atravs deseus radicais carboxila e hidroxila. Assim, a capacidade de liberao de H+ emum determinado solo vai depender da quantidade de substncias que compe a Ac1dez Potencial contida nesse solo. Quanto maior for a Acidez Potencial, maior sera a quantidade de H+ que podera ser liberada soluo do solo, aumentando a".Acidez Ativa. A Acidez Ativa esta na dependncia lntima da Acidez Potencial.

O Poder Tampo definido, quimicamente, como a capacidade de uma mist~ra de solues em resistir a mudanas no pH. A soluo do solo, formada por umamistura de substncias uma soluo complexa que confere ao solo sua capacidde tamponante. Assim, a Capacidade Tampo de um solo a resistncia que ele of~rece ~ mudana de pH, pela aplicao de calcaria ou qualquer outro material queneutralize a acidez. A resistncia mudana de pH de um solo sera tanto maior,quanto. maior for a quantidade de compostos que tm a capacidade de liberar H+.Estes compostos so todos aqueles enumerados como fazendo parte da Acidez Poten

, -cial.Assim, dois solos que tenham o mesmo valor de pH, mas um com o dobro dematria orgnica do que o outro, necessitaro de diferentes quantidade de calcario para corrigir a acidez. O solo com mais matria orgnica necessitara umaquantidade de calcaria maior, porque a sua Capacidade Tampo maior. O mesmo valido para solos com diferentes concentraes de alumlnio trocavel e de xidos

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e hidrxidos de ferro e alumnio. Portanto, um metodo para recomendao da qua~tidade de calcrio deve medir e levar em considerao todas as formas que compoem o complexo acidez do solo.

Os ons H+ encontrados normalmente nos solos cidos nao sao por si s txicos para as plantas. O efeito desfavorvel da acidez do solo sobre as plantase devido indiretamente ao controle que esta exerce sobre as propriedades qum!cas e sobre a flora microbiana do solo. A melhor resposta de uma cultura a elevao do pH do solo, adequando-o ao crescimento das plantas, deve-se aos segui~tes fatores:1) eliminao ou diminuio parcial da solubilidade de elementos txi cos como

o alumnio (A13+) e o mangans (Mn2+) trocveis, pela formao de compostosinsoluveis;

2) diminuio da adsoro do fsforo aplicado (fixao de fsforo) e aumento dadisponibilidade do fsforo j existente no solo;

3) aumento da disponibilidade de clcio e magnesio para as plantas e os microorganismos;

4) melhoria e aumento da atividade microbiana, acelerando a mineralizao da m~teria orgnica, proporcionando com isto maior disponibilidade de todos os n~itrientes que se encontravam imobilizados na forma orgnica, principalmente onitrognio e o enx~fre, cujos ciclos no solo so extremamente dependentes daatividade microbiana;

5) melhoria de condies para o funcionamento da simbiose Rhizobiwn-leguminosa.Um metodo para determinao da necessidade de calagem de um solo deve es

tabelecef a quantidade necessria para neutralizar a acidez ate nveis adequ~dos para'o bom desenvolvimento das plantas.

Existem vrios metodos para determinar a quantidade de calcrio a seraplicadaaos solos. Trs deles so baseados em princpios qumicos e filosofiasdiferentes, sendo os outros variaes destes trs metodos, que so:1) Neutra1izao do alumnio trocvel

Este mtodo preconiza que a quantidade de calcrio a ser aplicada deve

COMUNICADO TCNICO ----,CT /28 - CNPS - Nov/84 - p. 5

ser somente a suficiente para neutralizar o a1uminio trocve1. Segundo Quaggio(1983), este criterio est'ligado ao conceito de capacidade de troca de ctionsefetiva (CTC) e, ainda, assume que abaixo de pH 5,4 a Capacidade Tampo do soloseja devida exclusivamente ao a1uminio trocve1 (A13+).

No Estado do Paran, e utilizada a seguinte frmula para determinar aquantidade necessria de ca1crio (NC):

NC = 2 x meq A13+ = toneladas de calcrio por hectare, onde 2 e um fatorconstante e meq A13+e a quantidade em mi1iequivale~tes/100m1 de solo de aluminio trocve1 dada pe1 aan1ise.

Segundo Muzilli & Igue (1976), por este metodo, o pH do solo deve subirpara prximo de 5,5, alem de elevar a niveis adequados o clcio e o magnesio.

Este meto do ini ci a1mente util izava o valor 1,5 como fator constante a sermultiplicado pelo numero de miliequivalentes de aluminio trocvel. Como as qua~tidades de calcrio recomendadas muitas vezes eram insuficientes, por no levarem considerao o Poder Tampo do solo, foram introduzi das adaptaes para 2 xA13+ e ate 3 x A13+, em determinados solos com mais de 3% de materia orgnica.Alem destas, so utilizadas outras variaes procurando garantir teores de clcio mais magnesio acima de 2 meq/100ml de solo. Outra adaptao e feita considerando as duas alternativas acima, de acordo com a frmula:

2) Soluo Tampo SMPNos Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina e utilizado o meto

do conhecido como SMP, sigla que tem as iniciais dos autores Shoemaker, McClean& Pratt (1961). Este metodo e baseado na utilizao de uma soluo tampo nada