II-031 - BVSDE Desarrollo ativado em batelada seqencial (RBS) ... comandos eltricos com “timers” analgicos ligados aos conjuntos elevatrios, vlvula solenide e ao

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  • 23 Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitria e Ambiental

    II-031 - TRATAMENTO DE EFLUENTES DOMSTICOS EM REATOR DE LODO ATIVADO SEQENCIAL EM BATELADA COM ENCHIMENTO

    ESCALONADO A FIM DE REMOVER CARBONO, NITROGNIO E FSFORO Tatiana Barbosa da Costa(1)Engenheira Sanitarista pela Universidade Federal do Par, Mestre em Engenharia Ambiental do PPGEA/CTC/UFSC. Heike Hoffmann Doutora em Microbiologia pela Universidade de Rostock da Alemanha, Professora e pesquisadora visitante-CNPq junto ao Departamento de Engenharia Sanitria e Ambiental da UFSC. Delmira Beatriz Wolff Engenheira Sanitarista, Mestre em Engenharia Ambiental, Doutora em Engenharia Ambiental do PPGEA/CTC/UFSC, sanduche com INSA-Toulouse/Frana. Christoph Platzer Engenheiro Sanitarista pela Universidade Tcnica de Monique, Doutor em Saneamento pela Universidade Tcnica de Berlim, consultor da Rotria do Brasil Ltda. Rejane Helena Ribeiro da Costa Engenheira Civil, Doutora em Qualidade e Tratamento das guas (INSA/Toulouse-Frana), ps doutorado na Universit de Montpellier I-Frana, Professora Titular do Departamento de Engenharia Sanitria e Ambiental da Universidade Federal de Santa Catarina. Endereo(1): Av. Almirante Barroso, n , Residencial Fernando Guilhon, Apto 103, Bloco 12-B; CEP: 66062-710; Belm-PA; Brasil; Tel: (91) 3231-1064; E-mail: tatycos@hotmail.com. RESUMO

    Neste trabalho apresenta-se o estudo do tratamento biolgico de efluente sanitrio domstico em um reator de lodo ativado em batelada seqencial (RBS) totalmente automatizado, com enchimento escalonado, a fim de alcanar remoo biolgica de carbono, nitrognio e fsforo, obtendo uma qualidade do efluente tratado para atender o recomendado pela legislao ambiental brasileira. A unidade piloto foi fabricada em chapa de ferro cilndrica de 5mm de espessura, 2,20m de altura e 0,95m de dimetro, trabalhando com uma altura til de 2,0m. O reator foi operado seguindo o funcionamento dos reatores em batelada seqencial, sendo diferenciado apenas nas fases de enchimento, que era feito de forma escalonada. O monitoramento foi realizado atravs de anlises fsico-qumicas no meio lquido e observaes microscpicas dos flocos do lodo ativado. Independente das condies operacionais impostas no reator ao longo da pesquisa, o tratamento apresentou eficincia mdia de 84% ( 6,7%) para a remoo de DQO total e 97% ( 2,5%) de remoo para DBO5. A nitrificao tambm foi bastante eficiente, pois todas as amostras coletadas do efluente final apresentaram concentraes de nitrognio amoniacal total abaixo de 20,0 mg/L, valor mximo exigido pela Resoluo CONAMA no 357/05. A desnitrificao apresentou eficincia mdia de 46% e a biodesfosfatao de 65% ( 12,5%), aproximadamente. O uso da microscopia ptica apresentou-se como uma ferramenta de avaliao rpida das condies operacionais do reator; os flocos do lodo apresentaram uma grande variedade de microrganismos. PALAVRAS-CHAVE: Biodesfosfatao, esgoto sanitrio, desnitrificao, nitrificao e. reator em batelada seqencial. INTRODUO

    Nos ltimos anos, o Brasil tem experimentado um processo de urbanizao desenfreada, bem como uma concentrao da populao e das atividades econmicas sobre o mesmo espao, o que tem causado presses sobre o meio ambiente e a conseqente alterao da qualidade ambiental dos municpios brasileiros, em virtude do modelo de desenvolvimento adotado. Vrias pesquisas so realizadas na tentativa de procurar processos de tratamento de esgotos que ocupem espao fsico reduzido, pois em geral, as grandes cidades, devido ao seu crescimento, no possuem mais espao reservado para a implantao de estaes de tratamento.

    ABES - Associao Brasileira de Engenharia Sanitria e Ambiental 1

    mailto:tatycos@

  • 23 Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitria e Ambiental O tratamento de efluentes domsticos por reator em batelada seqencial (RBS) tem despertado interesse devido : pequenas reas ocupadas pelas unidades de tratamento, reduo de custos em relao aos processos contnuos e possibilidade de remoo conjunta de matria carboncea e dos nutrientes fsforo e nitrognio, este nas suas vrias formas, em um nico ciclo de operao (SHEKER et al., 1993; MORGENROTH & WILDERER, 1998; van LOOSDRECHT & JETTEN, 1998; LEE et al., 1997; MOREIRA et al., 2002). O processo de tratamento utilizando RBS foi mais difundido e implantado em escala real quando o processo de automao foi desenvolvido com mais simplicidade e eficincia, haja vista que o tipo de processo em batelada necessita deste para efetivar todas as mudanas de fases. A caracterstica fundamental dos processos descontnuos como o reator RBS a magnitude da flexibilidade do processo, que funo da habilidade para simplificar o ajuste do tempo dos ciclos operacionais nos casos de variaes de carga (WILDERER et al., 1997). O presente trabalho apresenta estudos realizados em um RBS do tipo lodo ativado com enchimento escalonado, objetivando o desenvolvimento de uma tecnologia moderna de tratamento de esgotos para remover carbono, nitrognio e fsforo. MATERIAIS E MTODOS

    O sistema experimental em escala piloto foi desenvolvido no Laboratrio de Efluentes Lquidos e Gasosos (LABEFLU) do Departamento de Engenharia Sanitria e Ambiental, Centro Tecnolgico (ENS/CTC), localizado em anexo ao Restaurante Universitrio da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O sistema experimental piloto foi operado de maio a agosto de 2004. O efluente proveniente da rede coletora de esgotos da Companhia Catarinense de guas e Saneamento (CASAN) era bombeado de um poo de visita por um conjunto motor-bomba submerso e levado a um tanque de armazenamento com volume de 5m3, para ento ser novamente encaminhado para o reator piloto atravs de uma bomba com deslocamento positivo de marca Netzsch modelo 2NP15A. Era realizado retirada de lodo de fundo deste tanque de armazenamento 3 vezes por semana. Na base do reator foi instalado um difusor de ar do tipo membrana, marca Nopol, alimentado por um compressor de ar com capacidade para 257L, marca Schulz. Para garantir uma boa mistura no RBS, a tubulao de entrada do efluente foi prolongada at a parte inferior do reator. A figura 1 mostra o esquema de todo o sistema piloto estudado. O efluente do reator era removido por meio de um conjunto de compressor semelhante ao da alimentao. O sistema era todo automatizado. Para o controle do tempo de cada fase dos ciclos, existia um painel de comandos eltricos com timers analgicos ligados aos conjuntos elevatrios, vlvula solenide e ao sistema de agitao. Em se tratando de um projeto piloto, tornou-se necessrio levar em considerao o descarte do efluente tratado de forma que o mesmo no afetasse nenhum corpo receptor, por isso a deciso adotada foi de descartar o efluente tratado na mesma rede coletora da CASAN.

    ABES - Associao Brasileira de Engenharia Sanitria e Ambiental 2

  • 23 Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitria e Ambiental

    Figura 1: Esquema do sistema piloto do RBS

    A retirada de lodo em excesso do sistema piloto era realizada 2 vezes por semana. As retiradas eram feitas atravs da troca da mangueira utilizada para a retirada do efluente tratado, possibilitando a utilizao do mesmo compressor de ar. A cada retirada eram coletados 80 litros de lodo concentrado (lodo aps a decantao) em uma bombona e posteriormente encaminhado a um sumidouro. Foram efetuados 4 ensaios envolvendo mudanas das condies operacionais do reator com o objetivo de alcanar a remoo de carbono, nitrognio e fsforo. O perodo de experimentao foi de maio de 2004 at agosto de 2004. Todo procedimento utilizado seguiu o funcionamento dos reatores em batelada seqencial descrito por ARTAN et al. (2001): Fase de enchimento: entrada do esgoto bruto no reator. O oxignio dissolvido geralmente baixo, prximo de zero, uma vez que o efluente vem de pr-tratamento anaerbio em tanque sptico. O reator em estudo trabalhou com enchimento do tipo escalonado, onde ocorria a distribuio de esgoto ao longo do ciclo, para ento otimizar as condies propcias a nitrificao, desnitrificao e biodesfosfatao. Ao longo da pesquisa foram modificadas as cargas volumtricas de esgoto, alterando-se o volume de enchimento dos ciclos. Fase anaerbia/anxica: Logo aps cada enchimento realizado durante o ciclo ocorria a fase anxica, para a desnitrificao do nitrato j existente do ciclo anterior e a liberao do fosfato pelas bactrias, como descrito na reviso bibliogrfica. Os tempos das fases anxicas foram modificados ao longo da pesquisa, com a finalidade de encontrar as melhores condies para a remoo dos nutrientes. Fase aerbia: O compressor de ar era ligado, provocando a aerao de todo lquido contido no reator. Nesta fase ocorria a nitrificao e a oxidao do carbono remanescente da fase anxica. Os tempos das fases aerbias tambm foram modificados durante este estudo. Fase de Decantao: No final da ltima fase aerbia, o compressor de ar era desligado, havendo ento a separao dos flocos de lodo ativado do meio lquido j tratado. Fase de Retirada: O efluente tratado era retirado do reator. O volume de esgoto tratado que era retirado do sistema era igual a soma dos volumes de todos os enchimentos do ciclo. Todo o lodo ativado ficava retido no reator, sendo ento iniciado um novo ciclo. O reator RBS foi fabricado de forma cilndrica, em chapa de ferro com 5mm de espessura, altura de 2,20m e dimetro de 0,95 m, sendo utilizado para o tratamento uma altura til de 2 m, que significa um volume mximo de 1,43 m3, volume este prximo do correspondente a contribuio diria de despejos de uma residncia com 5 a 8 habitantes. A figura 2 mostra foto do reator piloto estudado e o princpio de funcionamento do processo.

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    Figura 2: Foto do piloto RBS e do princpio de funcionamento do processo. As amostras do esgoto bruto foram coletadas com frasco coletor no mome