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Informativo de dezembro

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Este é o ultimo boletim do atual mandato de Nilmário. Vem como uma espécie de balanço, mas também aponta para os novos desafios do segundo governo Dilma e aborda os desafios que virão para Pimentel e o primeiro governo progressista na história de Minas. Nilmário cumpriu apenas dois anos de mandato, mas a intensidade e a dedicação ao mandato trouxeram grande contribuição para a Câmara e para a sociedade. A atividade contemplou as mais diversas áreas, notadamente as que fazem parte da história de Nilmário como direitos humanos, minorias, direito à moradia e a reforma urbana.Isso o transformou no único deputado mineiro escolhido entre os melhores da Câmara. Fica para os apoiadores, amigos, eleitores e companheiros de caminhada e de sonhos a torcida de promissores dias para o Brasil e para Minas. Um abraço do Nilmário e um feliz 2015 para todos.

Text of Informativo de dezembro

  • 1INFORMATIVO DO GABINETE DO DEPUTADO FEDERAL NILMRIO MIRANDA

    NMERO 9 w DEZEMBRO / 2014

    Tempos promissores

    Este o ultimo boletim do atu-al mandato de Nilmrio. Vem como uma espcie de balano, mas tambm aponta para os novos de-safios do segundo governo Dilma e aborda os desafios que viro para Pimentel e o primeiro governo pro-gressista na histria de Minas.

    Nilmrio cumpriu apenas dois anos de mandato, mas a in-tensidade e a dedicao ao man-dato trouxeram grande contri-buio para a Cmara e para a sociedade. A atividade contem-plou as mais diversas reas, no-tadamente as que fazem parte da histria de Nilmrio como direi-tos humanos, minorias, direito moradia e a reforma urbana.Isso o transformou no nico deputado mineiro escolhido entre os me-lhores da Cmara.

    Fica para os apoiadores, ami-gos, eleitores e companheiros de caminhada e de sonhos a torcida de promissores dias para o Brasil e para Minas.

    Um abrao do Nilmrio e um feliz 2015 para todos.

    Nilmrio Miranda e os Direitos

    Humanos

    Nilmrio recebeu das mos da pre-sidente Dilma Rousseff em 2013 o Prmio Direitos Humanos, a mais al-ta condecorao do governo brasileiro a pessoas e entidades que se destacam na defesa, na promoo e no enfrenta-mento s violaes dos Direitos Huma-nos em nosso pas. Ele foi premiado na categoria Enfrentamento Tortura, que reconhece aes de enfrentamento e de-nncia de tortura, bem como atividades de formao de agentes para a preven-o e combate a essa prtica.

    No mesmo dia da premiao, 12 de dezembro de 2013, a presidente san-cionou a Lei n 12.847 que cria o Co-mit Nacional de Preveno e Comba-te Tortura e o Mecanismo Nacional de Preveno e Combate Tortura, originria do projeto de lei dos depu-tados Nilmrio e Nelson Pellegrino - PT/BA. O prmio foi um marco des-te mandato e tambm da trajetria de Nilmrio na militncia pelos direitos humanos. Iniciada ainda na juventude durante o combate ditadura, ele ade-riu causa e por ela seguiu seu cami-nho chegando Cmara dos Deputa-dos. Eu acho que levou a uma certa identificao do meu nome com os di-reitos humanos o fato de ter levantado, logo que cheguei Cmara, no incio dos anos 90, a questo dos mortos e de-saparecidos polticos, da tortura e da necessidade de rever a lei que anistiou

    torturadores e torturados, conta Nil-mrio.

    Na Cmara, presidiu a Comisso Externa para os Mortos e Desaparecidos Polticos e foi autor do projeto de lei que criou a Comisso de Direitos Humanos e Minorias, a qual presidiu em 1995 e 1999. Logo depois, de 2003 a 2005, foi o primeiro ministro da Secretaria Espe-cial de Direitos Humanos, designado pe-lo presidente Lula.

    Para Nilmrio, o pas teve progres-sos neste campo, mas h muito a con-quistar ainda mais frente onda con-servadora que ameaa direitos. Ns j tivemos, 20 anos atrs, 20 milhes de crianas no trabalho infantil, hoje so 3,5 milhes. muito ainda. Ainda que-ro trabalhar muito contra isso. Mas foi um dos pases que virou referncia mun-dial no combate a essa prtica. Ns so-mos um pas determinado a enfrentar o trabalho escravo, o trabalho degradante, na busca do trabalho decente. Ns dimi-numos em milhes o nmero de pesso-as que no tinham registro. Nunca como agora enfrentamos tanto a violncia con-tra crianas e adolescentes. Mas ainda h grandes passos a dar. A igualdade ho-mem e mulher, a luta contra o racismo e a questo da homofobia. Toda discrimi-nao e preconceito diminui a sociedade como um todo. uma luta bonita que te-ve muitas vitrias e que anima a buscar novos avanos, reflete.

  • 2Congresso conservador pode atrasar avanos fundamentais

    O sistema poltico brasileiro est apodreci-do, est baseado no capital privado. Uma minoria social, os ruralistas, que so pou-co mais de 40 mil, tem metade das terras agricultveis do pas. Muitos so detento-res de meios de comunicao nas micror-regies onde vivem. Eles tm mdia e mui-to dinheiro. a maior fora individual do Parlamento. Os empresrios como um todo tm de 250 deputados, metade do Parlamen-to. A eu no estou incluindo a pequena, a micro nem a mdia empresa, estou incluin-do as grandes empresas. esse pessoal que controla o Congresso. J era um problema quando eu sa em 2002 e piorou de l pra c. Porque vai agravando a baixa represen-tao das mulheres, negros e trabalhadores da agricultura familiar, vai ficando uma de-fasagem. um Congresso que nesse senti-do no representa a populao que vota pra eleger Dilma e nem vota nos partidos que apoiam firmemente as minorias, o PT, o

    PC do B, por exemplo. Tambm aumentou o nmero de conservadores que so contra os direitos humanos e eles foram para a Co-misso de Direitos Humanos. Por que eles no deixaram essa comisso pra l e foram para agropecuria? Para outras? Eles que-rem aquela porque acham que tm que neu-tralizar, tm que acabar, pois uma porta de entrada no Parlamento pra milhares de pequenos conflitos por violaes de direitos humanos. a porta de entrada no aparelho do Estado. Ela encaminha pra Justia, pro Executivo ou pra outras coisas. Cheguei Cmara e a comisso que eu fundei, fui pre-sidente duas vezes, estava com fundamen-talistas para destru-la, para desmoraliz-la. Virou uma piada. E eles continuam queren-do, pode ser que ganhem em 2015. Ns re-cuperamos em 2014 por dois votos, dez a oi-to, contra Bolsonaro. A maior vitria minha foi isso: ter ajudado a articular para retomar a Comisso de Direitos Humanos.

    Aps dez anos fora da Cmara dos Deputados, como voc encontrou o Congresso quando retornou em 2013?

    Volta de Nilmrio ao Congresso marcada por intensa atividade

    legislativa

    ENTREVISTA

    Em entrevista, Nilmrio Miranda faz um balano sobre seu mandato, a situao do Congresso Nacional, Minas Gerais e temas de destaque na agenda poltica nacional, como a democratizao da mdia e a reforma poltica. Confira:

  • 3Nilmrio anuncia a aprovao da PEC

    90 no Plenrio da Cmara dos

    Deputados

    Mesmo assim, com um quadro mais adver-so, ns tivemos algumas coisas interessan-tes. Por exemplo, um PL para definir a tor-tura e seus mecanismos de enfrentamento foi um projeto meu de 2001, quando eu sa. E quando eu voltei, 13 anos depois, foi apro-vado em definitivo. O projeto que transfor-ma o CDDPH, Conselho de Defesa dos Di-reitos da Pessoa Humana, o rgo colegiado mais antigo do pas. um rgo importan-te, mas que no tem meios de implantar su-as decises. Ele foi substitudo pelo Conse-lho Nacional de Direitos Humanos, que tem paridade com a sociedade civil e um pou-co mais de poder que o CDDPH. Ficou 20 anos tramitando e quando voltei foi aprova-

    do. Sempre foi uma prioridade minha. Tam-bm relatei um projeto, est em fase final, que acaba com as revistas vexatrias para visitas em presdios. Mes, filhos, mulher e parentes so penalizados, sem ter nenhuma culpa, com revistas vexatrias, com cons-trangimentos profundamente humilhantes. Pesquisas esto mostrando que via visitas um nmero nfimo de casos em que drogas ou armas foram detectadas. No entram por visita. E voltei s minhas origens parlamen-tares ao presidir a Frente Parlamentar pela Reforma Urbana, que teve pelo menos um grande feito: aprovar na Cmara a PEC 90, que inclui o transporte como direito social na Constituio.

    Voc assumiu o atual mandato em 2013, foi um tempo curto, mas produtivo. Qual sua avaliao desse perodo?

    ENTREVISTA

    um Congresso que no representa a populao que vota pra eleger Dilma e nem vota nos partidos que

    apoiam firmemente as minorias, o PT, o PC do B.

  • 4Se depender do Congresso vo sair sempre reformas limitadssimas, sob forte presso popular. Uma verdadeira reforma polti-ca tem que passar por uma consulta pbli-ca. Eu at sou mais favorvel ao referendo. Sou favorvel constituinte exclusiva eleita para funcionar durante um ano com consti-tuintes que s vo fazer isso, que no pode-ro ser candidatos depois durante um per-odo grande de quarentena para evitar que ajam em benefcio prprio. Tem uma ban-cada, por exemplo, que ameaa voltar atrs no desarmamento no Brasil. uma banca-da financiada por empresas que produzem armas e munies e querem alargar o mer-cado. Isso deveria ser proibido, mas no .

    Tem um problema tico nisso. H pessoas financiadas por mineradoras e que predo-minam na comisso especial para o marco regulatrio da minerao. Pessoas financia-das pelo poder econmico depois vo legis-lar em favor do poder econmico. Claro que isso cria distores e aumenta a desigualda-de na sociedade brasileira. O financiamento o ponto central, proibir o financiamento privado de eleies. E o sistema de votos fundamental. Os partidos tm que compor listas e tem que existir uma restrio a es-sa proliferao de partidos. Agora, tero acesso a rdio, televiso e fundo partidrio, bancadas e algumas prerrogativas do Parla-mento aqueles que tiverem alcanado o per-centual mnimo de votos. Proibir coligaes partidrias. Se o PT no fosse compelido a fazer coligaes para fechar coligao em nvel nacional, teria elegido 102 parlamen-tares federais e elegeu 70 por causa das co-ligaes. Isso a uma questo que tem que ser enfrentada tambm. Suplente de sena-dor. Um tero dos senadores no teve um nico voto e eles tambm tm um papel de-cisivo, podem aprovar ou desaprovar leis. Muitas vezes so os financiadores do titu-lar, o que piora ainda a questo, porque se fossem candidatos no se elegeriam.

    A reforma poltica uma bandeira que faz parte de sua trajetria. Qual sua expectativa em relao ao futuro dessa reforma?

    Lanamento do Projeto de Lei de Iniciativa Popular da Mdia Democrtica no auditrio Nereu Ramos, na Cmara dos Deputados, em agosto de 2013

    ENTREVISTA

    Ela est falando da regulao eco-nmica, que importante. No tu-do, mas importante. Todos os se-tores so regulados, a aviao, os portos, as ferrovias, menos a mdia. E a Constituio prev a regulao da mdia. Empresas tm redes de te-leviso que alcanam o pas todo, tambm tm grande controle das te-levises pagas, tm jornais e rdios em grande escala. H empresas que dominam quase tudo o que se ven-de nas bancas. So oligoplios pode-rosos, bilionrios em alguns casos. E mostram uma viso da poltica, da sociedade, dos costumes. Isso est errado, a Constituio no permite a propriedade cruzada. A regulao isso: impedir a formao de oli-

    goplios, distribuir melhor o espec-tro magntico entre muitos atores. O projeto que a sociedade defende um tero para a comunicao es-tatal, um tero comunicao pbli-ca, TVs no controladas pelo Estado nem pelo mercado, e um tero para o mercado. Isso uma forma cor-reta de regulao. Nunca envolven-do contedo, nunca a censura ou o controle da informao. Mas essa proposta que a Dilma tem j resolve 70% dos problemas. Temos outros, por exemplo, o direito de resposta e o direito de antena. Mas a regulao econmica j desmantela os oligop-lios que hoje so verdadeiros parti-dos polticos que querem impor uma agenda ao pas.

    A democratizao da mdia uma luta antiga do PT e de movimentos sociais. A presidente Dilma Rousseff j disse que vai defender a regulao do setor.

    Estamos mais prximos da democratizao da mdia?

    Nilmrio apoia a iniciativa do Frum Nacional Pela Democratizao da Comunicao (FNDC)

  • 5Caravana da Anistia realizada na

    Faculdade de Direito da UFMG em maio

    de 2013

    Isso fundamental. Causa algumas ten-ses, natural, porque quebra a inrcia so-cial. Mas houve violaes graves, 21 anos de ditadura muita coisa. Trouxe srios danos democracia, acabou com o regime demo-crtico nacional, censurou, demitiu gente, exonerou civis e militares, levou milhares e milhares s prises, tortura, clandestini-dade e ao exlio, cassou mandatos popula-res, interveio em sindicatos, espionou a vida das pessoas e causou prejuzos que at ho-je tm reflexos no pas. Trazer toda a ver-dade tona um direito humano, uma ga-rantia, um direito fundamental que o Brasil conquistou: o direito verdade, histria no ser manipulada para manter opresses presentes. E a memria e a verdade como instrumentos do avano da democracia pa-ra evitar repeties no futuro das mesmas

    violaes. Esse um grande momento que o Brasil est vivendo. As tenses precisam ser enfrentadas com compreenso, tolerncia, pacincia. As Foras Armadas atuais no participaram disso, mas no pediram des-culpas nao. A Polcia Federal no pediu desculpas nao por ter violado direitos. As polcias militares no pediram desculpas nao. Tem que tirar o nome de quem par-ticipou, ordenou ou liderou torturas e viola-es de direitos dos viadutos, praas, ruas, avenidas, cidades e escolas. uma manei-ra de a sociedade saber. E tem tambm, a partir do relatrio da Comisso Nacional da Verdade, que mudar os currculos escolares e o ensino de quem faz a segurana ou a de-fesa do pas, nos casos as polcias, de toda natureza, inclusive a federal e as foras ar-madas.

    Este ano o golpe de 64 completou 50 anos. Como voc avalia a reviso que o Brasil est fazendo se sua histria?

    ENTREVISTA

    Lanamento da Comisso da Verdade dos Jornalistas Mineiros no Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais

  • 6Acho que uma mudana espetacular. A sociedade vai sentir ao longo dos pr-ximos anos o quanto ela foi privada de direitos, de avanos, de progressos. A sociedade foi libertada de grilhes. Gri-lhes so o controle de opinio e a difu-so de uma ideia falsa da prpria reali-dade. A verdade vai emergir agora e vai colocar desafios. Eu vou participar disso.

    Eu tive esse convite do governador para participar na rea que eu sempre traba-lhei: direitos humanos, cidadania e parti-cipao social. Ele quer dar uma enorme importncia a isso, me convidou e estou honrado. Espero aproveitar minha expe-rincia adquirida nesses anos todos, mais de 50 anos de militncia, para colocar a servio dessa causa.

    Pela primeira vez Minas vai ser governada por foras progressistas. O que voc acha que pode mudar?

    ENTREVISTA

    Isso ns vamos ver. No campo dos direi-tos humanos eu notei que tem pouca coisa realizada. Existem subsecretarias, coorde-nadorias, superintendncias, mas com bai-xssimos oramentos, com pouco pessoal e com pouco impacto na vida da sociedade. Ento, no que no existiam, havia in-clusive pessoas dedicadas a isso, deve ser reconhecido, mas o impacto foi pequeno. Minas o Estado que tem mais analfabetos no pas, 1,2 milho. Minas ainda tem de-zenas de milhares de crianas no trabalho infantil, poderia ter avanado muito mais. Ainda h milhares sem registro civil. Tem trabalho escravo, degradante. Ainda falta humanizar as prises, at para cumprir o

    objetivo de ressocializar. Minas no im-plantou o Sistema Nacional de Atendimen-to Socioeducativo, no implantou o Estatu-to da Criana e do Adolescente, que existe h mais de 30 anos e no foi transposto em polticas reais no Estado. Tem muito a fa-zer nesse campo em Minas Gerais. Ento qual o choque de gesto? O choque de gesto que beneficia o povo uma gesto participativa, transparente, com polticas construdas coletivamente, mas que te-nham gestes boas. Com probidade, res-peito ao dinheiro pblico e eficincia para alcanar o mximo de gente. Isso o que eu chamo de choque de gesto, no res-tringir direitos.

    Os tucanos governaram Minas nos ltimos 12 anos. Qual o saldo dessa administrao a que deram a marca de choque de gesto?

    Audincia pblica da CDHM em Milho

    Verde. Nilmrio esteve em diversas

    cidades mineiras em contato direito com a

    populao

    Minas ainda tem dezenas de milhares de crianas no trabalho infantil, poderia ter avanado muito mais

  • 7Trabalho com foco, dedicao e intensidade

    Nilmrio participou intensa-mente das atividades legisla-tivas representando seus eleitores e as causas que defende. No primeiro ano da Comisso de Cultura, cria-da em 2013, foi escolhido vice-pre-sidente em um momento marcado pela maior valorizao do tema na Casa. No ano seguinte, aps uma polmica gesto de fundamentalis-tas, retornou como vice-presidente para a Comisso de Direitos Hu-manos e Minorias, garantindo as-sim que o colegiado retomasse seu verdadeiro papel: contribuir para a afirmao dos direitos humanos.

    Nilmrio coordenou a criao da Frente Parlamentar pela Erra-dicao da Hansenase e Doenas Eliminveis, que tem como objeti-vo acompanhar e propor aes pa-ra o enfrentamento e a erradicao das referidas doenas, alm de tra-

    balhar pela reparao do Estado aos filhos de hansenianos que fo-ram separados de suas famlias. Pa-ra o parlamentar, essas dvidas pre-cisam ser saldadas por um processo civilizatrio. So alguns milhares de pessoas, mas para os direitos hu-manos no importa se muita ou pouca gente. Se a violao grave ela tem que ser enfrentada, afirma Nilmrio.

    O deputado tambm presidiu da Frente Parlamentar pela Refor-ma Urbana, reativada com o obje-tivo de acompanhar os projetos de lei que dizem respeito s cidades, alm de ser espao para os debates sobre o direito cidade e cidada-nia. Nesse contexto, foi relator da PEC 90, que incluiu o transporte no rol dos direitos sociais da Constitui-o. Tambm participou da Comis-so Parlamentar de inqurito (CPI)

    que investigou a explorao do tra-balho infantil, tema ao qual sempre se dedicou durante sua trajetria.

    Protocolou a PEC 320/2013 em defesa dos povos indgenas. A pro-posta visa a criao de vagas para ndios na Cmara dos Deputados. De acordo com a PEC, as comu-nidades indgenas recebero trata-mento anlogo de um territrio, condio que lhes dar direito a eleger quatro parlamentares. O ob-jetivo aperfeioar a democracia brasileira ampliando a participa-o poltica qualificada de um im-portante segmento da sociedade. Como reconhecimento desse tra-balho, Nilmrio Miranda foi esco-lhido um dos melhores deputados federais de 2013 pelo Prmio Con-gresso em Foco, sendo o nico re-presentante de Minas Gerais na lis-ta de 25 nomes.

    Lanamento da Frente Parlamentar pela Erradicao da Hansenase e Doenas Eliminveis

  • 8INFORMATIVO ELETRNICO DO MANDATO DEP. FEDERAL NILMRIO MIRANDA w Edio e Redao: Mar-lia Cndido w Produo: Expoente Editora Ltda. w www.nilmariomiranda.com.br / www.facebook.com/nilmario.miranda / twitter: @nilmariomiranda / www.blogdonilmario.com.br

    Direitos humanos, foco da ao parlamentarPEC 320/2013Autor: Nilmrio Miranda - PT/MG

    D nova redao ao art. 45 da Cons-tituio Federal, criando vagas es-peciais de Deputado Federal para as comunidades indgenas e d outras providncias.

    Situao: Apresentada em outubro de 2013. Em tramitao.

    PL 7685/2014Autor: Nilmrio Miranda - PT/MG

    Altera a Lei n 10.257, autodenomina-da como Estatuto da Cidade, preven-do medidas voltadas a assegurar a jus-tia social no acesso terra urbana.

    Situao: Apresentado em junho de 2014. Em tramitao.

    PL 5546/2001 - Transformado na Lei Ordinria 12847/2013 Autores: Nilmrio Miranda - PT/MG e Nelson Pellegrino - PT/BA

    Institui o Sistema Nacional de Pre-

    veno e Combate Tortura; cria o Comit Nacional de Preveno e Combate Tortura e o Mecanismo Nacional de Preveno e Combate Tortura.

    Situao: Apresentado em 2001 e aprovado na Cmara dos Deputa-dos em abril de 2013. Sancionado pela presidente Dilma Rousseff em agosto de 2013.

    PEC 90/2001Autora: Luiza Erundina PSB/SP

    Relator na Comisso Especial: Nilmrio Miranda PT/MG

    D nova redao ao art. 6 da Cons-tituio Federal, para introduzir o transporte como direito social.

    Situao: Aprovada na Cmara dos Deputados em dezembro de 2013. Em tramitao no Senado.

    PL 5020/2013Autor: Senador Antonio Carlos Va-ladares - PSB/SE

    Relator na Comisso de Desenvol-vimento Urbano: Nilmrio Miran-da - PT/MG

    Torna obrigatria a medio indivi-dualizada do consumo hdrico nas novas edificaes condominiais.

    Situao: Aprovado na Comisso de Desenvolvimento Urbano em maio de 2014. Em tramitao.

    PL 7764/2014Autora: Senadora Ana Rita - PT/ES

    Relator na Comisso de Direitos Humanos Minorias: Nilmrio Mi-randa - PT/MG

    Regulamenta as revistas pessoais para acesso aos estabelecimentos penais, garantindo o respeito dig-nidade humana, vedando qualquer forma de desnudamento e tratamen-to desumano ou degradante.

    Situao: Aprovado na Comisso de Direitos Humanos e Minorias em novembro de 2014. Em trami-tao.