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Intervencao psicologica ginastica_laboral_enaf

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  • 1. A interveno psicolgica pela Ginstica Laboral MARCELO DA ROCHA CARVALHO PROFESSOR E SUPERVISOR DO CURSO DE MEDICINA COMPORTAMENTAL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SO PAULO [email protected]

2. A Psicologia no ambiente de Trabalho Embora atualmente a Psicologia desfrute de umareputao de efetividade, ainda gasta-se muitos recursos no tratamento de transtornos psicolgicos e poucos em preveno. No h formas de preveno em operao na sociedade atual, no que se refere a servios psicolgicos. 3. Recursos Humanos Para Chiavenato (1996), as empresas sofundamentalmente constitudas de inteligncia, algo que apenas as pessoas possuem, e o capital somente ser bem aplicado quando for inteligentemente investido e administrado. Para tanto, a administrao de recursos humanos torna-se prioritria em relao administrao do capital ou a qualquer outro recurso empresarial, como mquinas, equipamentos, instalaes, clientes, etc. As empresas bem-sucedidas se deram conta disso e voltaramse para seus funcionrios como os elementos alavancadores de resultados dentro da organizao, descobrindo que todo investimento em pessoas, quando bem feito, provoca retornos garantidos empresa. Chiavenato lembra que o investimento gradativo no aperfeioamento e treinamento de pessoal o principal desafio de Recursos Humanos (RH). 4. Psicopatologia A maioria das classificaes atuais de distrbiossegue o modelo tradicional, em medicina, que separa as doenas em unidades delimitadas, ou seja, categorias distintas(abordagem categorial). O outro modelo(dimensional), procedente sobretudo da psicologia e usando metodologia estatstica, concebe os distrbios de personalidade como variantes extremas de traos que existem normalmente na populao e que se distribuem de maneira contnua. 5. Os DSMs O perigo de se diagnosticardemais. O poder dos rtulos de diagnstico. A confuso entre transtornos mentais graves com problemas normais. A iluso da objetividade. 6. Exemplifiando Fazendo analogia com a classificao das cores, aabordagem categorial as classifica como: vermelha, verde, amarela, azul e assim por diante. J o modelo dimensional as divide de acordo com o comprimento e intensidade da onda de luz. 7. Treino de Controle do Stress A psicoterapia do stress proposta por Lipp(1984) e Lippe Malagris (1995), conhecida como Treino de Controle do Stress(TCS) difere da psicoterapia usual, independentemente da abordagem, em especial porque ela focaliza mtodos de manejo das tenses e de suas causas. No pretende deter-se em outros aspectos disfuncionais presentes, para cuja a resoluo a psicoterapia usual recomendada. Trata-se, na essncia, de um mtodo com forte base educacional em que mudanas de hbitos de vida potencialmente facilitadores do desenvolvimento do stress, so privilegiadas. O TCS breve e seus efeitos so comprovadamente mantidos por meio de uma preveno a recada.(Lipp e Malagris, In.: Rang, 2001) 8. Componentes do Treino de Controle do Stress 1. 2. 3.Avaliao do nvel e da sintomatologia do stress. Avaliao de estressores externos e autoproduzidos. Treino comportamental-cognitivo inclui: Mudana do estilo cognitivo; Reduo da excitabilidade emocional; Reduo da excitabilidade fsica; Treino de assertividade e afetividade; Treino em resoluo de problemas; Autocontrole da ansiedade; Manejo da hostilidade e irritabilidade; Administrao do tempo. Reduo do Padro Tipo A do comportamento. 9. Componentes do Treino de Controle do Stress Mudana de estilo de vida com relao a:4. 4. 5.Atividade fsica; Nutrio; Relaxamento.Plano de preveno a recada. Seguimento para incentivar a adeso ao tratamento. (Lipp e Malagris, In.: Rang, 2001) 10. Correlao com a TCC Lipp e Malagris(1995) descrevemdetalhadamente o TCS de Lipp(1984) e enfatizam que o TCS, baseado em princpios cognitivoscomportamentais, tem como objetivo gerar alteraes no estilo de vida a fim de que o indivduo possa obter sucesso nas diversas reas de atuao. (Lipp e Malagris, In.: Rang, 2001) O TCS foi elaborado com base no treino de inoculao stress, de Meichenbaum(1985) e Terapia Racional-Emotiva Comportamental de Ellis(1973) e pesquisas nacionais. (Lipp e Malagris, In.: Rang, 2001) 11. Correlao com a Tcnica de Resoluo de Problemas Seus objetivos so, segundo Hawton e col.(1997): 1) Ajudar pacientes a identificar os problemas como causas da disforia; 2) Ajud-lo a reconhecer os recursos que possuem para abordar suas dificuldades; 3) Ensinar-lhes um mtodo sistemtico de superar problemas atuais; 4) Incrementar seu senso de controle sobre os problemas; 5) Oferecer-lhes um mtodo para lidar com problemas futuros. 12. Codo, 2004 A busca de fatores de risco caracteriza umaabordagem epidemiolgica, segundo a OMS(Kalino, 1987), um fator de risco toda caracterstica determinvel de uma pessoa ou grupo de pessoas que se sabe estar associado a um risco anormal de aparecimento ou evoluo de um processo patolgico. (Rouquayrol, 1988) 13. A dvida real... Em sntese: qual a probabilidade de que estetrabalho, ou desta caracterstica do trabalho, tem de instalar esta ou aquela psicopatologia? (Codo, 2004) 14. Quais so os fatores de risco? Todos aqueles que so importantes paraconstruo da personalidade e da identidade, ou ainda a interao entre elas. (Codo, 2004) 15. relevante saber... Trabalhos so diferentes na probabilidade deprovocar psicopatologias. (Codo, 2004) 16. Perdendo um foco importante Uma decorrncia dessa mudana que as doenasrelacionados ao trabalho, a partir deste momento, passam a ser consideradas como doenas do trabalho e no mais como doenas do trabalhador. 17. Aspectos gerais O presentesmo primo(de primeiro grau) doabsentesmo Health Promotion Practitioner. Segundo George Pfeiffer: Com o presentesmo, as pessoas esto fisicamente presentes, mas devido aos conflitos do trabalho e/ou da vida, ou mesmo por problemas de sade, no esto completamente engajados em seus trabalhos. Ou seja, estar de corpo presente, mas no de corpo e alma. 18. Stress e o presentesmo Vamos dizer que uma pessoa est passando poruma difcil separao com seu cnjuge. Estas pessoas no estaro aptas em separar o stress emocional e mental para trs quando vo ao trabalho, e sua distrao compete com sua habilidade de se concentrar em suas atividades. Pfeiffer, George. 19. 6 formas de combater o PRESENTESMO 1.2.3.Encorajar os empregados para o autogerenciamento: aumentado informaes sobre qualidade de vida e controle do stress. Treinar os empregados em tcnicas de resoluo criativa dos problemas, aliados aos esforos de auto-gerenciamento. Criar um grupo de capital humano. 20. 6 formas de combater o PRESENTESMO 4. 5.6.Identificar os custos organizao com a sade precria e baixa produtividade do empregado. Avaliar o que o empregado est fazendo agora para promover sade e decises assertivas no trabalho.(promover treinamentos, fornecer recursos) Modificar um ambiente txico de trabalho. 21. Alienao: uma conseqncia Essa mudana implica, de um lado,positivamente, assumindo a relao existente entre condies de trabalho e adoecimento. Permite a concretizao de toda um srie de pesquisas e aes, principalmente no que se refere s normas de segurana e higiene do trabalho, favorecendo a preveno e o controle de alguns destes problemas. Por outro lado, ao colocar o problema no trabalho, afasta o sujeito da ao, ou seja, retira o indivduo do foco. O problema passa a ser tratado coletivamente, alienando o sujeito do processo de adoecimento. 22. Preveno A preveno passa a ser trabalhada no mais pelatica da preservao da sade, mas da evitao do acidente do trabalho, do infortnio. 23. O Ginstica Laboral e a sade do trabalho O treinamento tem a capacidade de empoderar oindivduo para sua vida, sua sade e sua competncias para viver. Inverte os aspectos alienantes da noo sadetrabalho, posicionando ativamente o indivduo. 24. Treinar adequadamente ... Estimular Proteger Capacitar Gerar autocontrole 25. Promoo da sade e QVT A idia de QVT baseia-se numa viso integral depessoas, que chamado enfoque biopsicossocial. Este enfoque origina-se das idias lanadas pela medicina psicossomtica, que prope a viso integrada, holstica(ou sistmica), do ser humano. 26. Complicadores apontados pela Psicologia a Sade Mental do Trabalhador Estresse emocional Perfeccionismo Procrastinao Comportamentos inassertivos Falta de habilidades sociais Presentesmo Absentesmo Burn out Indivduos workaholics Indivduos Tipo A de personalidade Sedentarismo Outros 27. Elementos estressgenos Tarefas de responsabilidade. Reaes a eventos inesperados. Situaes de expectativa e contato com o novo. 28. Mecanismo do Estresse Resposta fsica. Resposta psquica. 29. Crebro Trinico/MacLean(1973) Crebro Crebro MamferoCrebro ReptlicoNeo-mamfero 30. Porque entender o Stress? Se o Stress for bem compreendido econtrolado, pode, at certo ponto, ser favorvel, pois prepara o organismo para lidar com situaes difceis da vida. Do contrrio propicia o adoecimento. A pessoa com nveis altos de estresse no raciocina com clareza, irritada e com pouca pacincia, prejudicando sua tomada de decises e com baixa resoluo de problemas. (Marilda Novaes Lipp) 31. Stress e sua breve histria 1926 - Selye nota a "sndrome de simplesmenteestar doente" 1936 - Selye conduz experimentos com ratos e descobre que a reao de alarme leva a: O crtex das suprarenais sofre aumento de tamanho e fica hiperativo. O timo, ndulos linfticos, bao diminuem em tamanho. lceras aparecem nas paredes do estmago e intestinos. 32. O Stress e sua histria 1936 - Selye publica na Revista Nature o primeiro artigosobre a sndrome do stress e chamou de "alarme a primeira fase do stress. 1952 - Selye descobriu que o organismo no ficava para sempre em estado de alarme, ou ele morria ou se adaptava. Ele chamou este estagio de "resistncia. Descobriu tambm que aps um perodo prolongado em resistncia, o organismo no mais consegue resistir. A resistncia se quebra e ele cai em exausto. 33. Com definir o Stress excessivo? O stress passa a ser excessivo quando a pessoa nopossui, no