INTRODUÇÃO - .A Medicina Tradicional Chinesa é o conjunto de conhecimentos e práticas terapêuticas

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    INTRODUO

    A Medicina Tradicional Chinesa visa, atravs de suas tcnicas e

    procedimentos, estimular pontos que tenham a propriedade de restabelecer o

    equilbrio energtico de um individuo.

    pratica que pode ser associada a outras modalidades teraputicas com

    intuito de melhorar a condio imunolgica de um paciente e assim apressar a sua

    recuperao quando num perodo de ps-operatrio, por exemplo. Propicia a

    melhora da condio fsica e emocional do paciente, favorece a reduo de

    medicamentos.

    Dentre as tcnicas da Medicina Tradicional Chinesa temos a Auriculoterapia,

    que atravs da estimulao do ponto reflexo no pavilho auricular atinge o ponto que

    se relaciona com diversas partes do corpo, promovendo o desbloqueio energtico e

    restabelecimento da mesma, proporcionando a preveno ou cura de muitas

    doenas.

    Sabendo que a muitas doenas tem origem emocional, e tambm por ainda

    encontramos pessoas que tem receio do tratamento com uso de agulhas, achando

    ser doloroso, este trabalho tem a proposta de observar possveis benefcios da

    utilizao dos Cristais Radinicos na tcnica de Auriculoterapia, trabalhando o

    emocional de uma paciente em tratamento quimioterpico, aps mastectomia radical

    de mama esquerda.

    Mais uma tcnica chega para agregar-se a Medicina Tradicional Chinesa, em

    benefcio do ser humano. Sabendo-se das repostas favorveis que a mesma tem

    apresentado, faz-se necessrio colaborar com estudos em diversas patologias,

    contribuindo assim com a humanizao social, a preveno de doenas e at

    mesmo a cura.

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    CAPTULO 1

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    1. MEDICINA TRADICIONAL CHINESA

    A Medicina Tradicional Chinesa o conjunto de conhecimentos e prticas

    teraputicas que surgiu h aproximadamente 4.500 anos e tem por objetivo evitar,

    curar ou atenuar doenas atravs da aplicao, inicialmente, de agulhas e moxas.

    Com o avano da tecnologia foram introduzidas vrias outras tcnicas (Wen, 2006).

    De acordo com Yamamura (2001), na concepo da Medicina Tradicional

    Chinesa, o Universo e o ser humano esto submetidos s mesmas influencias,

    sendo partes integrantes do Universo como um todo. O corpo humano reproduz os

    mesmos fenmenos naturais.

    Atravs da MTC possvel compreender os fatores que desencadeiam o

    desequilbrio energtico de um indivduo, caracterizando determinadas doenas.

    Essa compreenso vem de uma ampla avaliao, que relaciona lngua, pulso,

    alimentao, transpirao, odores, colorao, entre outros (Wen, 2006).

    Segundo Wen (2006), dentre as tcnicas da Medicina Tradicional Chinesa, a

    acupuntura prtica popular, de materiais simples e de fcil transporte, de inmeras

    possibilidades, sendo til em qualquer doena, possibilitando a reduo da

    medicao atravs do reequilbrio do organismo. um mtodo seguro quando o

    terapeuta se utiliza da assepsia correta. possvel obter bons resultados quando

    associada a medicamentos ou somente com acupuntura. Alm disso, auxilia no

    diagnstico atravs da estimulao de determinados pontos.

    1.1. Teoria Yin-Yang

    A estrutura bsica do ser humano a mesma do universo, segundo

    observaes na China antiga. Sendo assim, classificaram-se em dois plos opostos

    todos os fenmenos da natureza. Os de caractersticas de fora, calor, claridade,

    superfcie, grandeza, dureza, peso etc. pertencem ao Yang. E os de caractersticas

    opostas a estas, pertencem ao Yin (Wen, 2006).

    Segundo Maciocia (1996) Yin e Yang a fora motriz da mudana e

    desenvolvimento dos fenmenos do universo, que se alternam nos movimentos

    cclicos de altos e baixos, onde o dia se transforma em noite, vero em inverno,

    crescimento em deteriorao e vice-versa.

    De acordo com Wen (2006), a caracterizao Yin-Yang pode modificar-se

    dependendo da situao. O Yang pode tornar-se Yin e o Yin, Yang. Um depende da

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    presena do outro, e para que se possa classificar como Yin ou Yang, necessrio

    que se observe um em relao ao outro.

    No organismo humano, os tecidos e os rgos podem ser tanto Yin como

    Yang, de acordo com localizao e funo. Os rgos que apresentam

    hiperfuncionalidade, por exemplo, so classificados como Yang. J os

    hipofuncionais so os Yin (Wen, 2006).

    1.2. Teoria dos cinco elementos

    Os cinco elementos bsicos que constituem a natureza so: Madeira, Fogo,

    Terra, Metal e gua. Atravs da compreenso e estudo da interao dessas

    energias possvel interpretar os fenmenos que ocorrem no corpo humano.

    Constatou-se ento a correlao entre a fisiopatologia dos rgos e tecidos e alguns

    fenmenos da natureza (Wen, 2006).

    Para Yamamura (2001), cada elemento possui movimentos caracterizados

    fenmenos naturais:

    gua: possui caractersticas de retrao, profundidade, frio, declnio, queda,

    eliminao. Ponto de partida e chegada da transmutao dos movimentos;

    Madeira: representa aspecto de crescimento, movimento de florescimento,

    sntese;

    Fogo: fenmenos naturais que se caracterizam por ascenso,

    desenvolvimento, expanso, atividade;

    Terra: transformaes e mudanas;

    Metal: purificao, seleo, anlise e limpeza.

    De acordo com Wen, (2006), todos os fenmenos dos tecidos e rgos, da

    fisiologia e da patologia do corpo humano podem ser interpretados atravs desses

    elementos. Ocupa portanto, lugar importante na Medicina Tradicional Chinesa.

    Segundo Maciocia (1996), os cinco elementos so cinco processos bsicos

    da natureza, as qualidades e as fases de um ciclo ou a capacidade inerente de

    modificao de um fenmeno.

    1.3. Ciclo de gerao e controle

    No ciclo que gerao, temos o processo de produo, crescimento e

    promoo. Sendo assim, cada elemento gerado d existncia a outro elemento.

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    Madeira gera Fogo, pois combustvel para esse elemento; ao queimar madeira,

    Fogo gera Terra; Terra sob efeito de grandes presses gera Metal; entre metais e

    rochas brotam gua, por isso Metal gera gua; gua gera Madeira, pois d vida aos

    vegetais (Wen, 2006).

    Outra relao entre os cinco elementos o de controle, segundo Wen (2006),

    onde ocorre a inibio de um elemento para outro. A Madeira cresce absorvendo os

    nutrientes da Terra; esta absorve a gua; a gua inibe o Fogo; este, por sua vez,

    derrete Metal; que por fim, corta Madeira.

    De qualquer forma, para gerar ou inibir um elemento, necessrio que o

    elemento inibidor ou gerador esteja numa boa condio energtica, caso contrrio,

    ocorrer a contra-dominncia (Wen, 2006).

    1.4. Substancias Fundamentais

    Para a Medicina Tradicional Chinesa, a funo do corpo e da mente o

    resultado da interao de determinadas substancias vitais. Substancias estas muito

    rarefeitas e outras totalmente imateriais. So elas: Qi, Xue (sangue), Jing (essncia),

    Jin Ye (fluidos corpreos) e o Shen (mente) (Maciocia, 1996).

    O conceito Qi na Medicina Chinesa, de acordo com Maciocia (1996), a

    energia que se manifesta simultaneamente sobre os nveis fsico e espiritual. Tem

    seu fluxo em estados variveis de agregao. Quando se condensa, o Qi se

    transforma e se acumula em forma fsica.

    Xue se origina da transformao do Qi dos alimentos. O Rim tambm

    contribui para sua formao, pois armazena a essncia que produz a Medula e esta

    auxilia na gerao do sangue. O Qi proporciona vida ao sangue. Sem ele, o sangue

    seria inerte (Maciocia, 1996).

    Jing a substancia conhecida como essncia do individuo. Tem sua origem

    na concepo e tambm, aps o nascimento, na extrao refinada dos alimentos.

    Estas duas essncias derivam a essncia que estocada no Rim, que determina o

    crescimento, reproduo, desenvolvimento, maturao sexual, concepo e

    gravidez (Maciocia, 1996).

    Jin Ye constituem os fludos corpreos. Jin so puros, claros e aquosos. Tem

    funo de umedecer e nutrir parcialmente a pele. So eliminados no suor e

    manifestam-se como lgrima, saliva e muco.Tambm faz com que o sangue fique

    menos espesso, prevenindo a estase. J o Ye so mais turvos, pesados e

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    densos.Tem como funes umedecer articulaes, espinha, crebro e medula

    ssea. Tambm lubrificam os rgos dos sentidos (Maciocia, 1996).

    1.5. Teoria dos meridianos

    At hoje se desconhece a criao da Teoria dos Meridianos, mas acredita-se

    que a acupuntura e as artes marciais tenham contribudo para sua formao. Fora

    constatado que numa doena os sintomas podem se manifestar em lugares

    diferentes, seguindo uma via de inter-relacionamento (Wen, 2006).

    A Teoria dos Meridianos fruto da experincia e da observao de muitos

    desde os primrdios, que atravs de estimulaes de certos pontos de acupuntura

    constataram as sensaes de calor e parestesias, que seguem direes

    predeterminadas (Wen, 2006).

    O sistema de canais colaterais composto por vrios conjuntos de

    meridianos. So 12 meridianos principais, em pares. Cada meridiano principal est

    relacionado com a funo um rgo ou vscera (zang/fu) e recebe o nome ao qual

    est ligado. Esto divididos em 3 canais yin da mo e 3 canais yin do p, de

    conduo energtica ascendente; 3 canais Yang da mo e 3 canais yang do p, de

    conduo energtica descendente. H tambm os dois meridianos centrais,

    impares, chamados de Vaso Governador e Vaso Concepo (Wen, 2006).

    1.6. Zang Fu

    O termo zang-fu na medicina chinesa tradicional refere-se s principais

    entidades anatmicas dos rgos internos. Ele tambm a generalizao das