Introducao a Sociologia

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  • Curso XII de Maio - Professor Adeildo

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    INTRODUO SOCIOLOGIA

    INTRODUO SOCIOLOGIA Prof. Adeildo Oliveira

    E-mail: ad.historiatotal@gmail.com

    Cincias Naturais

    Fsica Qumica Biologia

    Cincias Sociais

    Economia Antropologia

    Sociologia

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    Socius (latim) = scio, companheiro Lgos (grego) = estudo

    Estudo da Associao

    Cincia da Sociedade

    TEMAS

    Violncia, Pobreza, Religio

    Sexualidade, Educao

    TEORIAS (Modelos

    Explicativos da Realidade)

    CONCEITOS (Linguagem da Teoria)

    Mtodos de Pesquisa

    (Qualitativos/Quantitativos)

    Funcionalismo, Marxismo,

    Ao Social, Interacionismo

    Simblico

    Fato Social, Burguesia,

    Racionalizao, Tipo Ideal

    Entrevista, Questionrio, Observao,

    Histria de Vida

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    Transformaes da sociedade europia nos sculos XVIII e XIX: momentos finais da desagregao da sociedade feudal e consolidao do modo de produo capitalista

    Ascenso do Racionalismo e Empirismo (Razo, Experimentos) Declnio do Teocentrismo (Interpretaes religiosas)

    Ps - Revoluo Francesa: instabilidade poltica e econmica gerando problemas sociais

    Revoluo Industrial + Crescimento da Populao nos Centros Urbanos = mais pobreza, suicdio, criminalidade, prostituio, alcoolismo, etc.

    Augusto Comte (1798-1857)

    Max Weber (1864-1920)

    mile Durkheim (1858-1917)

    Karl Marx (1818-1883)

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    Anthony Giddens (1938 -) Fernando Henrique

    Cardoso (1931 -)

    Manuel Castells (1942 -)

    Florestan Fernandes (1920 - 1995)

    Wright Mills (1916 - 1962)

    a capacidade de ir das mais impessoais e remotas transformaes para as

    caractersticas mais ntimas do ser humano e ver a relao entre as duas.

    Nenhum estudo social que no volte ao problema da biografia, da histria e de

    suas interligaes dentro de uma sociedade completou sua jornada

    intelectual.

    Wright Mills

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    Quando uma sociedade se industrializa, o campons se transforma em trabalhador; o senhor feudal desaparece, ou passa a ser homem de negcios. Quando as classes

    ascendem ou caem, o homem tem emprego ou fica desempregado; quando a taxa de

    investimento se eleva ou desce, o homem se entusiasma ou desanima. Quando h

    guerras, o corretor de seguros se transforma no lanador de foguetes; o caixeiro de loja,

    em homem do radar; a mulher vive s, a criana cresce sem pai. A vida do indivduo e

    a histria da sociedade no podem ser compreendidas sem compreendermos essas

    alternativas. Wright Mills

    Estrutura Social: o que a sociedade faz de ns (padres definidos

    de classe social, religio, crenas, costumes, escolaridade, etc.)

    Estruturao: o que fazemos de ns mesmos

    (ao social, escolhas individuais, diferenas, atitudes, etc.)

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    Conscincia das diferenas culturais

    Avaliando os efeitos das polticas

    Auto-esclarecimento

    Pesquisas sobre problemas sociais, mercado, comportamento coletivo

    A sociologia nunca foi uma disciplina em que h um corpo de idias que todos aceitam como vlida. A sociologia diz respeito s nossas vidas e ao nosso

    prprio comportamento, e estudar ns mesmos o mais complexo e difcil esforo que podemos empreender.

    Anthony Giddens

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    Criador do termo Sociologia (fsica social)

    Primeiro grande pensador social a utilizar o paradigma

    cientfico para explicar a realidade social;

    Pregava uma viso objetiva da realidade social.

    As Cincias Sociais usaro o mesmo mtodo das Cincias Naturais, mudando apenas

    seu objeto de estudo;

    necessrio buscar a ordem, levando a sociedade

    estabilidade e ao progresso;

    A realidade se constitui, essencialmente, daquilo que os nossos sentidos podem

    perceber.

    Explicaes do mundo baseadas no sobrenatural

    Estado Teolgico

    Estado Metafsico

    Explicaes baseadas na essncia imaterial dos corpos e fenmenos naturais

    Estado Positivo

    Explicaes racionais, baseadas em fatos comprovveis e estabelecidos por leis cientficas

    Todo o pensamento humano evolui sempre dessa

    forma e s se consolida como cincia quando

    atinge o estado positivo

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    Filosofia Positiva

    Fim da Filosofia tradicional (especulativa), no baseada em fatos.

    Um conhecimento positivo quando...

    Parte do real, com neutralidade do sujeito. Propicia certeza e preciso, buscando leis universais.

    Mxima Positivista: SABER para PREVER a fim de PROVER

    Positivismo

    Criao de leis imutveis sobre a vida social

    Crena na racionalidade, tecnologia e progresso

    Sociedade europia como modelo ideal

    Substituio das formas religiosas e filosficas de explicao

    Exaltao da industrializao

    Justificativa da dominao de povos menos desenvolvidos tecnicamente

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    Contribuio valiosa para a Sociologia como cincia emprica;

    Levou a Sociologia para a academia e foi seu primeiro professor;

    O contexto histrico do perodo em que viveu foi conturbado e cheio de conflitos;

    Sistematizou metodologicamente a Sociologia, definindo como seu objeto de estudo os Fatos Sociais.

    Instituies

    Todas as crenas e modos de comportamento institudos pela coletividade

    Cincia das instituies (Gnese e funcionamento)

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    Fatos Sociais

    Regras morais; Regras jurdicas; Dogmas religiosos; Sistemas financeiros; Formas de vestir; De se comunicar; De se divertir; De trabalhar; Valores sociais; Necessidade de respeitar limites

    Maneiras de ser

    Maneiras de pensar

    Maneiras de agir

    No extrapolam os limites sociais. Refletem a prtica social da maioria da populao.

    Se encontram fora dos limites permitidos pela ordem social e pela moral vigente. Transitrios e excepcionais.

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    CONSCINCIA

    Individual Coletiva

    - Representa nossa individualidade;

    - Fatos de nossa vida pessoal;

    - Aspectos psicolgicos individuais.

    - Sistema de hbitos grupais dos quais fazemos parte;

    - Prticas morais sociais ou dentro das empresas; - Tradies nacionais ou

    profissionais; - Crenas religiosas.

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    A PARTIR DA DEFINIO DE FATO SOCIAL

    Durkheim concebe a sociabilidade humana

    A MORALIDADE

    o elemento que expressa a sociabilidade humana

    Nas sociedades primitivas

    Nas sociedades complexas

    Pouca diviso social do Trabalho; Baixa especializao; Conscincia coletiva prevalente sobre a individual; SOLIDARIEDADE MECNICA

    Diviso do Trabalho acentuada; Intensa especializao; Predomnio da conscincia individual; SOLIDARIEDADE ORGNICA

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    Famlia, Escola, Religio, Estado, Casamento, Sindicatos, Gerncia etc.

    ATORES DO CONTROLE SOCIAL Pais, Educadores, Padres, Polcia Juzes, Exrcito, Fiscais etc.

    ESTADO DE ANOMIA

    ENFRAQUECIMENTO DA CONSCINCIA COLETIVA

    FALHAS NA COESO SOCIAL

    Economista e filsofo alemo cuja obra se voltou para a problemtica da explorao no capitalismo;

    Criador do Materialismo Histrico, chamado de tambm de Socialismo Cientfico;

    Obra mais famosa: O Capital (analisa as contradies econmicas do sistema capitalista);

    - As relaes de trabalho podem produzir misria e explorao, ao invs de progresso;

    - A histria da sociedade a histria das Relaes de Produo (vida material) e Luta de Classes.

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    SUPERESTRUTURA

    JURDICO POLTICO (Estado, Leis, Justia)

    IDEOLGICO (Idias e Costumes)

    INFRA-ESTRUTURA OU NVEL ECONMICO (Relaes de Produo)

    VALOR DA FORA DE TRABALHO

    TEMPO DE TRABALHO NECESSRIO PARA

    PRODUZIR OS BENS DE CONSUMO

    MAIS-VALIA

    VALOR A MAIS QUE O OPERRIO PRODUZ DURANTE O TEMPO SUPLEMENTAR EM

    QUE CONTINUA A TRABALHAR

    DEPOIS DE PRODUZIR O VALOR DA

    SUA FORA DE TRABALHO

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    Dominantes

    Dominados

    Conflito Social

    Sociedade Capitalista

    Sociedade Feudal

    Sociedade Escravocrata

    A histria de todas as sociedades at agora tem sido a histria da luta de classes. Homem livre e escravo, patrcio e

    plebeu, membro das corporaes e aprendiz, burguesia e proletariado: opressores e oprimidos.

    Necessidade, insatisfao, falta de realizao. O trabalhador fica subordinado ao objeto.

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    A procura de homens regula necessariamente a produo de homens como qualquer outra

    mercadoria. Se a oferta muito maior que a procura, ento parte dos trabalhadores cai na

    misria ou na fome. Assim, a existncia do trabalhador torna-se reduzida s mesmas

    condies que a ex