Introdução à Sociologia – OS POSTULADOS DA SOCIOLOGIA

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  • 5/10/2018 Introdu o Sociologia OS POSTULADOS DA SOCIOLOGIA

    ,Conscienciia o ' l r g I'-H o o t e l Urbo" 0Search

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    Introdu~ao a Sociologia - OS POSTULADOS DASOCIOLOGIAHome Biblio teca , Socio logia, Textos In trodutOrios .

    i-a realidade social ii. - 0 c ri te r io do soci al Ill.- 0 D ET ERMIN ISMO SO CIO LO GIC O

    I ntr od uc ao a S oc io lo gia - S eg un da P arteProfessor A. C l' ~i, er ( 19 39 ).

    ~

    P OST UL ADOS , M ET ODOS E H IPO TE SE SCap it ul o IVO S PO ST UL ADOS D A S OC IO LO GIAD ep ois d e h av errms v is to c om o o s p ro blema s s oc io 16 gic os c he ga rama a pr es en ta r- se s ob a fo rm a c ie ntf:fic a,p ro cu ra remo s, a go ra ,d ef in ir o s p os tu la do s q ue e xi ge a e xis te nc ia d a s oc io lo gi a c omo c ie nc ia .

    i. - a realidade socialAna lis am o s, p rim eiro , c om o a s oc io lo gia s e e sfo rc ou p or s ub tra ir -s e a s p re oc up ac oe s n orma tiv as , p ar a s e e le va r a o e sta do d e u rnc on he cim en to o bje tiv o d a re alid ad e s oc ia l N ao e xig in i e ss a o bje tiv id ad e d a c ie nc ia um a s ep ara ca o e ntr e a te oria e a p nitic a,p rim itiv am en te c on fim did as , o u, p elo m en os , uma c erta d is ju nfY aoe ntre o s d ois p on to s d e v is ta d o c on he cim en to e d a a ca o?1. Teoria eprtitica. - O bse rv em os d esd e ja q ue, n es ta m ateria , c om o d e re sto e m to da s as o utra s, e impossi ve l ap re sen ta r comoabs oh na uma d is tin 9iio d e ta l n at ur ez a. C om e re ito , em soc io lo gia , 0 ob je to da i nve st ig a9ao e a a 9i io humana c ole tiv a, a a 9a o d osh om en s v iv en do em g ru po . S eja q ual ro r 0 asp eto d a v id a so cia l d e q ue se tra ta : d a v id a economea, po1ftica,religiosa, donestca, etc,e nc on tramo -n os s em pr e em p re se nc a d e c er ta s maneiras de agir. Aqui , 0 h om emde ix a d e s er s im ple s e sp ec ta do r, c om o 0 pode sere m p rese ne a d e u rn ren om en o fis ico o u b io 16 gico , p ara s er, a o m esm o tem po , e sp ec ta do r e a to r.S eja a ss im ! c on co rd am os d a m elh or v on ta de , m as e nece s sa ri a d is ti ngu ir en tr e a r ea li dade soci al , e s senci almen te d in fun ica , e 0conhecimento, q ue p od e e d ev e m an te r-s e p ur am en te e sp ec ula tiv o, d es sa re alid ad e. N ao fb i e s sa , d e r es to , a d is tin ca o a pr es en ta dano inicio d es ta e xp os iI Ya o, qu an do s e m os tr ou q ue a p as sa gem d o p on to d e v is ta n orma tiv o p ar a 0 p on to d e v is ta p os itiv o fu i um a d ase ta pa s n ec es sa ria s d a c on sti tu i9 ao d a s oc io lo g ia c omo c ie nc ia ? P or o utr as p ala vr as , 0 s oc i6 lo go p od e s er 0 e sp ec ta do r d os f unOmenoss oc ia is e , c omo tal, pode reconhecer- lhe 0 c ar at er d in fu nic o, s em e le p ro pr io s er a to r.Em no ss a o pin iiio , e sta o bje ca o o cu ha u rnmu nd o d e ih is ce s:1 .0 - Em primei ro lugar, p orq ue se b ase ia , se gu nd o n os p arec e, n um a c on ce pca o d em asia do sim ples , d as re la co es en tre a te oria e ap ra ti ca , en tr e 0 pensam ento e a a9ao. T oda gente, ou quase toda, adm ite hoje que essas relacoes sao reciprocas, que em toda parte atecnca le vo u, p rime ir o, a o c on he cim ento te or ic o, e sp ec ul at iv o, m a s q ue , em s eg ui da , e ste ., uma v ez c on stit uid o, r ea giu s ob re a te cn ic a,a in da q ue c on tir ru an do a s up orta r, in ce ss an teme nte , a s e xig iln cia s d e to da a p ra tic a s oc ia l U rn d os m es tre s d a p sic ote cn ic a, Lahy,escreveu recentemente: "A s c ie nc ia s d er iv am d as c ria fY oe sr ea liz ad as p elo h om em n o d om fn io d a p ra tic a, E d a p nitic a, e c om 0 auxiliod e m eto do s c ad a v ez m ais a pe rfe ie oa do s, q ue n as ce a te or ia e q ue , p elo m o vim en to d ia le tic o, a pa re ce a c ie nc ia . P orta nto , a c ie nc ia n itoe a te oria p ur a, n em a s im p le s a plic ac ao , m as um a s in te se d a p ra tic a d ir ig id a p ela te or ia e d a te or ia in ce ss an teme nte e nr iq ue cid a p elapratica",

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    2 .0 - Se ha u rn d om fn io o nd e s eja b er n v is iv el e ssa in te ra c; :a o d a t eo ria e d a p ra tic a, 1 5,c ertame nt e, 0 dom fnio social M ais do que emq ualq uer o utra p arte, seria q uim era p reten der estab elecer aq ui, en tre 0 pensamento e a acao, um a separacao que, na verdade, niioex iste em p arte alg um a. 0 fi1 6so OG ustav e B elo t co nsag ra alg um as p ag io as d os seu s Etudes deMor ale positive a e sse s re n6me no sd e 'reco rren cia" , como eie files c ham a, q ue c on sistem rruma ''relac;:ao d e reacao so bre si m esm a" , e q ue d istin gu em p ro fim dam en te a'tecn ica so cial" d e to clas as o utras tecneas, N a verdade - escreve eie - "a concepcao mecanista de uma "natureza social" 0 tantom ai s v er if ie av el (a in da q ue n un ca 0 seja in teg ra hn en te) q uan to m ais p rim itiv as fo rem as eras e ru dim en tares as so cied ad es a (J uerem ontarm os". D esd e qu e no s elevem os urn pou co acirna dessa fuse, essa co ncepcao torna-se to talm ente fu lsa. E, em especal, "0co nh ec im en to q ue ad qu irim os d e n os m esm os tran s Orm a-n os e n iio n os d eix a tais como e rarm s an tes d esse co nh ecim en to ".U ma das fo rm as dessa reacao do homem so bre si m esm o 15 ,co m efeito , esse con hecim ento que eie adq uire d a sua vid a coietiv a p elasocio log ia . Enti io , apropria ciencia toma-se afao: modijica 0seu proprio objeto. - Me lh or a in da , 0 co nh ecim en to q ue asociolo gia n os d a da evoluc;:ao h um ana reage sobre a propria noc;:ao q ue no s p odem os ter da ciencia po sitiva. Se h a a 1gum r es ul ta do queh oje p ossa ser co nsid erad o como d efin itiv am en te o btid o, 1 5q ue q ua lq uer fo rrra d e p en sa men to , tanto a ciencia com o as outras, 15s em pr e u rn p ro du to h is to ri co d e d ete rm in ad as c on di l( oe s s oc ia is .3.0 - C heg am os ag ora a m aio r ilu sao co ntid a n a o bjec; :ao acim a ex po sta. N ao ba , emnoss a o pin iiio , n ad a m ais a nt i- so cio 16 gi co q ueessa p retensao do so ciO logo de se erig ir em p uro "espectador", e assim abstrair, are certo pon to, da historia, 0 sociologo 15,necessariamente, 0 hom em d e uma certa ep oca e de urn certo m eio : niio p oderia v iver, com o o s d euses d e E picuro, n os in term undo s.D e re st o, a p ro pr ia h is t6 ria d a s oc io lo gia p ro va -o su :f ic ie nteme nte . E certo que so 0 ma rx is rno a fi rmou e xp li ci tamen te e ss a s ol id ar ie da dein tim a en tre q ualq uer teo ria e a resp etiv a p ratica, a tal po nto que, por o casiiio d a discussiio qu e em 1902 teve Iugar na SocieteFrancoise de Philosophie, oi po r ai que G eorges S oreljulgou po der d efinir 0 ''m ate ria lismo h is t6 ric o" . Mas p od e d iz er- se q ue , s emd isso n em sem pre terem claram en te co nscien cia, to das as teo rias, m esm o aq uelas cu ias p reten so es fo ram 0 mai s obj et iv as pos sf ve l,sofreram, rnais o u m en os, em d iv erso s sen tid os, essa p ressao d as p reo cu paco es praticas, A p ro pria criacao d a so cio lo gia co in cid e como p eriodo de tran sforrracao econ 6m ica e de perturbacoes p oliticas da segu nda m etad e do seculo X VIII e, sobretu do, do in icio doseculo X IX . Esb ocada pelo s encicloped istas, p rim eiro, em Saint-S irm n, esta no cao de um a "ciencia do h om em " em sociedade estarelac io nad a com a p reo cu pac ao d e rem ed iar, " org an i:zan do " a p ro du cao , a crise rev olu cio naria e.a " an arq uia" d o in du strialism onascente; 0 seu p lano de um a ordem social hierarq uiea, fu ndad a sobre um a org anizacao d os ban cos e a preem inencia do s "co ndes" edo s "baroes" d a in dU stria, trad uz b ern as in qu ietaco es d a g ran de p ro du cao en treg ue as co ntin gen cias d a liv re concorrencia, E ra a m esm ap reo cu pacao d e ''term in ar a R ev olc cao '' e d e fu nd ar so bre a so cio lo gia uma ''p olitica p ositiv a" , q ue rea1 i:zaria a " ord em " ao m esm otem po qu e 0 ''prog resso'', qu e obcecara A ugu sto C om te. U rn po uco m ais tarde, en contrarno s, n a do utrin a de S pen cer, u rn eco dasten den cias in div id ua listas d a eco nomia lib eral, 0 o rg an icism o, ao q ual esta lig ad o are certo p on to , 1 5,d e resto , 0 p ro tctp o d essas teo ria sem que n oc oe s d e a pa re nc ia c ie ntf :fi ca s ao u ti li: za da s p a ra f ins prateos: a id eia-m ae 1 5m uito an tig a, pois foi em pregad a, em 4 93 an tes danossa era, pelo patricio M e-nen ius A gripp a, p ara persuadir o s pleb eus d e qu e os interesses de todas as classes d a cid ade erams ol id ar io s, D e e nt iio p ara c a, a s c on sid er ac oe s b io 16 gic as o u p se ud ob io 16 gic as r e m , fr eq ii en teme nte , si do a pr ov eita da s p or f or rr aid en tica: n o cap itu lo V I, rm stra-lo -em os a p ro po sito d a teo ria d as racas, Apontamo s a in da 0 carater ten den cio so d as teo rias d oVolksgeist, como tam bem o d e certas in terp retaco es d a ''p sico lo gia d as m ultid oes" . Q uan to a so cio lo gia am erican a, as citac;:o es q ueParodi fuzemL'Annee Sociologique (1925) do livro de F. W . Roman, Laplace de la sociologie dans I'education aux Etats-Unis, sa o su :f ic ie nteme nte e xp re ss iv as. Q u an do Rom an c on sta ta : ''Em cad a an o, 0 en sin o secu nd ario p od e o rg an iza r a lista d osp ro fe ss or es q ue p er de ram 0 seu lugar, em virtu de das opiniO es qu e professav am o u en sinavam e q ue niio foram apro vadas p elas classescap italistas" , comp reen dern os q ue estam os b em lo ng e d a seren id ad e d a " cien cia p ura" . A esco la so cio 16 gica fran cesa , ap esar d e ser d ee sp iri to m ais te oric o, n iio s e m an te ve e str an ha a seme ll ia nt es preocupacoes, D avy d