jacyan castilho de oliveira o ritmo musical da cena teatral

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  • Servio Pblico Federal

    Universidade Federal da Bahia Escola de Dana / Escola de Teatro

    Colegiado dos Cursos de Ps-Graduao em Artes Cnicas e-mail - [email protected] telefax 00 55 71 245 0714

    JACYAN CASTILHO DE OLIVEIRA

    O RITMO MUSICAL DA CENA TEATRAL: A DINMICA DO ESPETCULO DE TEATRO

    SALVADOR, 2008.

  • Servio Pblico Federal

    Universidade Federal da Bahia Escola de Dana / Escola de Teatro

    Colegiado dos Cursos de Ps-Graduao em Artes Cnicas e-mail - [email protected] telefax 00 55 71 245 0714

    JACYAN CASTILHO DE OLIVEIRA

    O RITMO MUSICAL NA CENA TEATRAL: A DINMICA DO ESPETCULO DE TEATRO

    Tese apresentada ao Programa de Ps-Graduao em Artes Cnicas, Escola de Teatro e Escola de Dana, Universidade Federal da Bahia, como requisito parcial obteno do Grau de Doutora em Artes Cnicas. Orientao: Prof. Dr. Ewald Hackler

    Salvador Escola de Teatro Escola de Dana

    UFBA 2008

  • JACYAN CASTILHO DE OLIVEIRA

    O RITMO MUSICAL NA CENA TEATRAL: A DINMICA DO ESPETCULO DE TEATRO

    Tese defendida em fevereiro de 2008 perante a Banca Examinadora constituda

    pelos seguintes professores:

    ________________________________________________________________

    Prof. Dr. Ewald Hackler (PPGAC-UFBA) - Orientador

    ________________________________________________________________

    Prof. Dr. Joel Barbosa (PPGMUS-UFBA)

    ________________________________________________________________

    Prof. Dr. Ernani de Castro Maletta (UFMG)

    ________________________________________________________________

    Prof. Dr. Cleise Mendes (PPGAC-UFBA)

    ________________________________________________________________

    Prof Dr Suzana Martins (PPGAC -UFBA)

    Salvador

    2008

  • Dedico este trabalho a

    Edson e Jlio,

    Vilavox,

    Ewald Hackler,

    Angel Vianna

    e Jacyra Castilho de Oliveira

  • AGRADECIMENTOS Meus agradecimentos, muito sinceros e nada protocolares, a Ewald Hackler, orientador e verdadeiramente um mestre. Eu j esperava pelas aulas de teatro, de arte, de vida, que resultaram de cada sesso de orientao. Por elas eu j esperava. O que me surpreendeu mesmo foram a pacincia, a confiana e o bom humor com que me esperou, simplesmente me esperou, quando eu precisei. Valeu, Mestre. Sergio Farias, coordenador do Programa de Ps-Graduao em Artes Cnicas da UFBA de 2003 a 2007, que to competentemente contribuiu para a excelncia do Programa, estimulando e carinhosamente solicitando dos alunos a dedicao necessria, com interesse e compreenso. E Antonia (Din) Pereira, que assumiu o posto em 2007 sem deixar a peteca cair. Joel Barbosa, Cleise Mendes, Suzana Martins, Ernani Maletta, pela participao na banca, inclusive no Exame de Qualificao, que deram enormes contribuies para essa pesquisa ser aprimorada. Professores e colegas alguns nos dois papis do PPGAC, que se debruaram com generosidade sobre este projeto de pesquisa, com dicas, sugestes, contatos, curiosidade. Ainda que correndo o risco de omitir algum, agradeo especialmente a Bio, Cleise, Din, Leda Muhana, Snia Rangel, Sergio (de novo), Lia Rodrigues, Leonardo Boscia, Makarios, Fernando Passos, Raimundo, Antrifo, Cssia Lopes, Alice Stefnia, Alexandra, Maurcio Pedrosa, Gil Vicente, Wlad, Miguel e todo o pessoal do Par, Mrcia Virginia, Ftima, Jussilene, Glucio, Hebe... Professores e diretores da Escola de Teatro da UFBA, incansveis, generosos e parceiros: Eliene, Meran, Iami, rico, Cac, Maria Eugnia, Harildo, Ciane, Marfuz e mais todos os que j falei acima... Marcos Barbosa, em especial. Um interlocutor de luxo! Sua pacincia e interesse no tm preo! Hector, um hermano que nem em sonho eu imaginava que tinha. Funcionrios e alunos da Escola de Teatro da UFBA: no tenho como nomear todos os amigos que tenho feito por l. Aos primeiros o meu obrigado pela gentileza e presteza em ajudar, sempre que precisei; aos alunos, muito obrigada pela disponibilidade e pela avidez pelas aulas, pela forma como me ensinam uma arte que no se aprende. A todos sou muito grata pela acolhida carinhosa em Salvador. ngela Leite Lopes, Ana Dias, Maria Thas Lima Santos, Walter Lima Torres, amigos de outras terras e outras pocas que mesmo distncia ajudaram, e muito, nessa pesquisa. Harald Weiss e Ernani Maletta, que tm olhares atentos sobre as mesmas questes, me ofereceram oportunidade de dialogar com prazer.

  • Luiz Alberto Sanz, um mestre doce e anarquista, de quem um verdadeiro privilgio ser amiga. Companheiros da ABRACE, especialmente do GT Processos de Criao e Expresso em Artes Cnicas, que navegam as mesmas ondas criativas, laboratoriais e de pesquisa. Gigi e Daniel, minha famlia em Salvador. Alis, minha famlia h tantos anos... Silvana, os braos direito e esquerdo em Salvador. Jorge e Ellen, do Dimenti, pessoas especiais, valeu pela torcida e pelo carinho. Todos, realmente todos os artistas, funcionrios e tcnicos do Teatro Vila Velha, em Salvador, que me abriram as portas desse ponto cultural, aceitando minha experimentao, ofertando espao, tempo, muitas vezes suas prprias foras criativas e de trabalho, apoio institucional; e o mais importante, apoio afetivo. Amigos, hoje. O assunto dessa pesquisa foi escolhido tambm por causa do Vilavox, meu grupo de teatro. A esse grupo que me convidou, me acolheu, me escolheu, aos que ficaram ou j se foram, eu dedico meu maior carinho. Todo mundo que passou por Canteiros de Rosa passou por este trabalho. Muito obrigada, de corao. Gordo e Jarbas e Claudinho grandes encontros que Salvador guardava pra mim. E ajudou muito, em horas de cansao e de saudade, lembrar de Duaia e Joaquim, Gustavo Ottoni, Nilvan e Dayse, Anabela e Marcel, Claudia Valli, Susanna Krueger, Rosi e Victor, Luciana Salles, o pessoal do bem da FIOCRUZ, Joo Salles, Claudinha Oliveira, Claudia e Mauricio, Angel Vianna, Eldio Perez-Gonzalez, minha me, meus irmos, minha famlia... e outros tantos que ficaram no Rio, mas esto sempre comigo. TUDO o que eu fao porque tenho dois marinheiros dispostos a encarar comigo qualquer bom ou mau tempo: Edson e o pequeno grande Jlio, companheiros de viagem at o fim da vida. Como que eu posso agradecer a eles, ou por eles?

  • RESUMO Esta pesquisa se debrua sobre os aspectos musicais que impregnam a feitura do

    ato teatral, especificamente as noes de ritmo e de dinmica (no que esta contribui

    para a constituio do ritmo) que permeiam, muitas vezes de forma intuitiva, o processo

    de composio da cena. A partir da busca de definies dos conceitos nos campos do

    Ensino Musical e da Psicologia da Msica, e luz de consideraes da Semiologia e da

    Pedagogia Teatral, buscou-se lanar um olhar interdisciplinar sobre alguns elementos

    essenciais da prtica e da reflexo cnica que so constantemente alvo de equvocos e

    entendimentos dspares quanto s suas delimitaes: as noes de musicalidade,

    dinamismo e plasticidade do espetculo teatral. Estes elementos, essenciais porque so

    verdadeiramente estruturantes do fenmeno teatral, so ainda hoje frequentemente

    relegados a segundo plano como constituintes da potica do espetculo, considerados

    como aspectos ornamentais ou complementares da composio. A hiptese norteadora

    deste trabalho a de que o ritmo, que engloba a dinmica da obra teatral, ferramenta

    de produo de sentido, alado da condio de significante a pleno signo na constituio

    da obra. Para lograr comprovar tal hiptese de forma conceitual, foram buscados

    tambm na Teoria Literria e em prticas reflexivas provenientes de campos artsticos

    afins, como as Artes do Corpo e o Cinema, os paradigmas que confirmam a suposio

    de que a linguagem artstica , em si, essencialmente musical, conquanto nem sempre

    conte com referncias explicitamente pertinentes ao universo da msica. Ao longo dos

    seis captulos desse trabalho, so reconhecidos e analisados exemplos de procedimentos

    e metodologias de composio teatral, no que toca organizao rtmica do espetculo,

    em diversas fases e campos de operao do mesmo: a dinmica do texto teatral em

    verso e prosa, a articulao das cenas ou partes do espetculo no processo de encenao,

    a modelagem do tempo e da energia psicofsica do ator no trabalho com partituras. No

    Apndice, consta o relato da experincia de montagem do espetculo teatral

    Canteiros de Rosa, uma homenagem a Guimares cuja encenao, a cargo desta

    pesquisadora, baseou-se nos pressupostos apresentados nesse trabalho.

    Palavras-chave: Ritmo. Dinmica. Partitura. Musicalidade. Teatro. Meyerhold.

  • ABSTRACT

    The aim of the present research is the appreciation of the musical aspects which are

    concerned to theatrical practice, specifically the notions of "rhythm" and "dynamics" (as

    this one contributes to the formation of rhythm) and their pervading, often in a intuitive

    way, the putting-on-stage process. Initially gathering definitions of such concepts in the

    disciplines of Musical Education and Psychology of Music, as well as relating some

    considerations from Semiology and Theatre Teaching, it was taken an interdisciplinary

    look on some key elements of the theatrical practice and reflection that are constantly

    subject to misunderstanding about their boundaries: the notions of musicality,

    dynamism and plasticity of theatrical performing. These elements are quite essential to

    the extent that they really support theatrical phenomenon; nevertheless they are still

    often relegated to the background as poetic constituents, regarded as ornamental or

    complementary aspects of the composition. This work assumes that rhythm, which

    encompasses the dynamics of theatrical work, is

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