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João Alfredo Telles Melo O progresso é um elevador sem mecanismo de descida, inteiramente autônomo e cego, donde não sabemos sair, nem aonde irá parar

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  • Joo Alfredo Telles Melo
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  • O progresso um elevador sem mecanismo de descida, inteiramente autnomo e cego, donde no sabemos sair, nem aonde ir parar Serge Moscovici Natureza: para pensar a ecologia Mauad X: Instituto Gaia, 2007.
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  • Sinais da Crise - aquecimento global e mudanas climticas O 4 Relatrio de Avaliao das Mudanas Climticas do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanas Climticas, em sua sigla em ingls), de fevereiro de 2007, concluiu que o aquecimento do sistema climtico inequvoco e que suas causas, ligadas emisso de gases do efeito estufa (GEEs), so antropognicas e no naturais e que seus impactos sobre a natureza e a sociedade j se fazem sentir. Fatos: o superaquecimento da terra (cerca de 1C em 1 sculo; causa antropognica (emissso de GEEs) e desencadeamento de mudanas climticas.
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  • Elevao da temperatura mdia vs. Elevao na emisso de CO2.
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  • Elenco de fenmenos climticos e de suas resultantes sobre a vida no planeta: Acrscimo da temperatura mdia da terra (anos mais quentes nas ltimas dcadas); Derretimento das geleiras e calotas polares (vide http://oquevocefariasesoubesse.blogspot.com.br/2013 /01/mais-uma-vez-o-artico.html#more), a desapario de espcies (comprometimento das fontes); http://oquevocefariasesoubesse.blogspot.com.br/2013 /01/mais-uma-vez-o-artico.html#more Enchentes, tornados e furaces com mais freqncia; Subida do nvel do mar (desaparecimento de ilhas); Desertificao (regies ridas e semiridas) Refugiados climticos (A Cruz Vermelha Internacional, que publicou, em 2001, o Relatrio Mundial de Desastres, estima a existncia de 25 milhes de refugiados climticos atualmente, com uma projeo de mais de 200 milhes em 2050).
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  • Riscos a que o planeta est sujeito, segundo essas projees: Acrscimo de 1C: O derretimento das geleiras ameaar o suprimento de gua para 50 milhes de pessoas; cerca de 80% dos recifes de coral em todo o globo morrero; aumentam os danos costeiros causados por inundaes e tempestades; Acrscimo de 2C: A produo de cereais na frica tropical cair at 10%; at 30% das espcies de seres vivos sero ameaadas de extino e a camada de gelo da Groenlndia comear a derreter de forma irreversvel; Acrscimo de 3C: Entre l bilho e 4 bilhes de pessoas a mais enfrentaro falta de gua; entre l milho e 3 milhes de pessoas a mais morrero de desnutrio e haver incio do colapso da floresta amaznica;
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  • Riscos a que o planeta est sujeito, segundo essas projees: Acrscimo de 4C: As safras de produtos agrcolas diminuiro entre 15% e 35% na frica e at 80 milhes de pessoas a mais sero expostas malria no continente; at 40% dos ecossistemas no mundo sero afetados; Acrscimo de 5C: Grandes geleiras desaparecero; a elevao do nvel dos oceanos ameaar locais como Londres e Tquio; o sistema de sade sofrer uma sobrecarga com o aumento do nmero de casos de afetados.
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  • A distribuio desigual dos riscos e danos: Em ltima instncia, a mudana do clima uma ameaa para o mundo, como um todo. Mas so os pobres, aqueles que no tm responsabilidade pelo dbito ecolgico em que nos encontramos, que se deparam com os custos humanos mais severos e mais prementes (ONU. PNUD, 2007). o desenvolvimento desigual e combinado do sistema capitalista que acaba por gerar e distribuir, tambm de forma desigual e combinada, os impactos sociais e ambientais das mudanas climticas por todo o planeta. O consumo e a destruio de recursos da natureza por parte dos ricos entre as dcadas de 1960 e 1990 dever impor ao longo do sculo 21 uma perda de US$ 7,4 trilhes da economia de pases de renda per capita baixa e mdia. A dvida externa dos pases pobres na mesma poca atingiu US$ 1,7 trilho. GARCIA, RAFAEL. Jornal Folha de So Paulo, So Paulo, 22.01.2008.
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  • Impactos sobre o Brasil: Amaznia - Se o avano da fronteira agrcola e da indstria madeireira for mantido nos nveis atuais, a cobertura florestal poder diminuir dos atuais 5,3 milhes de km 2 (85% da rea original) para 3,2 milhes de km 2 em 2050 (53% da cobertura original). O aquecimento global vai aumentar as temperaturas na regio amaznica, e pode deixar o clima mais seco, provocando a savanizao da floresta. O aquecimento observado pode chegar at 8C no cenrio pessimista A2. Os nveis dos rios podem ter quedas importantes e a secura do ar pode aumentar o risco de incndios florestais;
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  • Impactos sobre o Brasil: Semi-rido - As temperaturas podem aumentar de 2C a 5C no Nordeste at o final do sculo XXI. A Caatinga ser substituda por uma vegetao mais rida. O desmatamento da Amaznia pode deixar o semi-rido mais seco. Com o aquecimento a evaporao, aumenta e a disponibilidade hdrica diminui. O clima mais quente e seco poderia levar a populao a migrar para as grandes cidades da regio ou para outras regies, gerando ondas de refugiados ambientais;
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  • Impactos sobre o Brasil: Recursos hdricos - A reduo de chuvas e a diminuio da vazo nos rios vo limitar os esgotos e o transporte fluvial. Poder haver transbordamento de estaes de tratamento e de sistemas de sanitrio. A gerao de energia ficar comprometida com a falta de chuvas e altas taxas de evaporao devido ao aquecimento, em algumas regies; Grandes cidades - Regies metropolitanas ainda mais quentes, com mais inundaes, enchentes e desmoronamentos em reas principalmente nas encostas de morro;
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  • Sinais da crise escassez de gua O planeta est a enfrentar escassez de gua global devido extrao de aquferos insubstituveis, os quais constituem a maior parte do abastecimento de gua fresca do mundo. Isto coloca uma ameaa agricultura global, a qual tornou-se uma economia bolha baseada na explorao insustentvel das guas subterrneas. Uma em cada quatro pessoas no mundo de hoje no tem acesso a gua potvel (Bill McKibben, New York Review of Books, 25/Setembro/2003). Veja tambm em: http://www.rede.tripoli.com.br/profiles/blogs/es cassez-de-gua-dimens-es-da-crise
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  • mapa e relatrio elaborados pelo International Water Managment Institute O relatrio Avaliao Compreensiva do Gerenciamento de gua em Agricultura do IWMI afirma que um tero da populao mundial sofre com algum tipo de escassez de gua. Segundo o relatrio e o mapa (2006) existem dois tipos de escassez de gua. A escassez econmica ocorre devido falta de investimento e caracterizada por pouca infraestrutura e distribuio desigual de gua. A escassez fsica ocorre quando os recursos hdricos no conseguem atender demanda da populao. Regies ridas so as mais associadas com a escassez fsica de gua.
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  • Sinais da crise extino das espcies A extino de espcies a mais elevada em 65 milhes de anos, com a perspectiva de extines progressivas medida que forem removidos os ltimos remanescentes dos ecosistemas intactos. A taxa de extino j est a aproximar-se 1000 vezes da "referncia" ("benchmark") ou taxa natural ( Scientific American, Setembro/2005). Cientistas localizaram 25 pontos quentes sobre a terra que representam 44 por cento de todas as espcies de plantas vasculares e 35 por cento de todas as espcies em quatro grupos vertebrados, embora ocupem apenas 1,4 por cento da superfcie da terra mundial. Todos este pontos quentes esto agora ameaados de aniquilao rpida devido a causas humans ( Nature, 24/Fevereiro/2000).
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  • Aquecimento global coloca espcies em risco de extino As implicaes negativas do comportamento do ser humano nos habitats das espcies so evidentes: 21% de todos os mamferos, 29%de anfbios, 12% das aves,, 17% dos tubares e 27% dos recifes do coral esto em risco de desaparecer. Os coalas, alerta a IUCN, so uma espcie muito sensvel, devido s necessidades alimentares muito especficas. O eucalipto a sua nica forma de alimento, mas as folhas dessa rvore tm perdido capacidade nutritiva com o aumento da concentrao de CO2. O resultado ser a extino por falta de alimento. O aquecimento global tambm tem impacto nas temperaturas dos oceanos. Os corais, por exemplo, so dos mais prejudicados.
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  • Sinais da crise poluio do ar Poluio do ar mata mais que Aids e Malria juntas, afirma rgo da ONU A poluio do ar tem causado mais mortes do que doenas graves, como o HIV e a malria juntas", afirmou o diretor geral da Organizao para o Desenvolvimento Industrial (Unido), Kandeh Yumkella, em uma conferncia da ONU ocorrida em Oslo, na Noruega, em abril de 2013. Em 2011, a Aids matou 1,7 milho de pessoas, enquanto 660 mil morreram com malria. A Organizao Mundial de Sade (OMS) aponta que 6,8 milhes de pessoas morrem anualmente devido a complicaes relacionadas poluio do ar. As concluses expressas acima forma obtidas em um estudo realizado pela prpria OMS, que avaliou a qualidade do ar de 1,1 mil cidades em 95 pases, todas com mais de 100 mil habitantes.
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  • Sinais da crise quebra da capacidade regenerativa da Terra De acordo com um estudo publicado em 2002 pela National Academy of Sciences, a economia mundial excedeu a capacidade regenerativa da terra em 1980 e em 1999 ultrapassou-a em 20 por cento. Isto significa, segundo os autores do estudo, que "seriam precisas 1,2 terras, ou uma terra por cada 1,2 anos, para regenerar o que a humanidade utilizou em 1999" (Matthis Wackernagel, et. al, "Tracking the Ecological Overshoot of the Human Economy," Proceedings of the National Academy of Sciences, 09/Julho/2002).
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  • O carter da crise planetria e sua superao Morin e Kern (2005, p. 94), ainda na dcada de 90, do sculo passado, ao analisar a agonia planetria conceituam o estado da arte da Terra-Ptria e da Humanidade-comunidade de destino comopolicrise ou conjunto policrstico, num entrelaamento das crises do desenvolvimento, da modernidade e das sociedades; uma crise civilizatria, portanto. A crise do sistema capitalista: de seus valores, de seu modo de produo, de seu modelo de desenvolvimento, de seu modo de vida.
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  • A crise da civilizao do capital engendra a um s tempo: 1..A destruio acelerada das bases naturais que sustentam a vida em nosso planeta. 2. Uma desigualdade social cada vez mais abissal entre uma oligarquia global- cuja renda de seus 500 mais ricos supera a dos 416 milhes mais pobres e os mais de 1 bilho de humanos que sobrevivem com menos de 1 dlar por dia; 2
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  • Manifesto Ecossocialista Internacional: o atual sistema capitalista no pode regular, muito menos superar, as crises que deflagrou. Ele no pode resolver a crise ecolgica porque faz-lo implica em colocar limites ao processo de acumulao uma opo inaceitvel para um sistema baseado na regra cresa ou morra (Lwy, 2005, p. 86).
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  • Alm desse paradoxo a imposio de limites a um sistema, cuja lgica o crescimento sem limites, da o surgimento do atualssimo debate sobre decrescimento, sero encontradas, pelo menos, mais duas outras grandes contradies entre o ethos do sistema produtor de mercadorias e os processos ecolgicos naturais: a apropriao privada da natureza vista apenas como recurso natural e sua incorporao como mercadoria, o que s possvel se ela se tornar escassa (valor de uso X valor de troca)
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  • Movimentos ecolgicos e a crise: como se propem a super-la?
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  • A 3 grandes vertentes: Culto Vida Silvestre, Credo da Ecoficincia e Ecologismo dos Pobres (Alier) Em termos cronolgicos, a primeira corrente a da defesa da natureza intocada, o amor aos bosques primrios e aos cursos dgua: o Culto da Vida Silvestre (o mesmo Conservacionismo) No ataca o crescimento econmico (?)... Mas visa preservar e manter o que resta dos espaos da natureza original situados fora da influncia do Mercado
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  • A sacralidade da Natureza (religies orientais, Francisco de Assis, crenas indgenas, Ecologia Profunda etc.) tm importncia pelo papel do sagrado em algumas culturas e pq leva incomensurabilidade dos valores. A Lei da Me Terra (Pachamama) na Bolvia: http://www.ihu.unisinos.br/noticias/517692-a-lei- da-mae-terra-um-novo-momento-da-luta-na- bolivia http://www.ihu.unisinos.br/noticias/517692-a-lei- da-mae-terra-um-novo-momento-da-luta-na- bolivia Principal proposta: manter reservas naturais (parques, p. ex.) livres da interferncia humana. Ex: WWF - http://www.wwf.org.br/wwf_brasil/http://www.wwf.org.br/wwf_brasil/
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  • O Credo (ou Evangelho) da Ecoeficincia (Ecocapitalismo ou Capitalismo Verde) defende o crescimento econmico, mas, no a qualquer custo; acredita no desenvolvimento sustentvel, na modernizao ecolgica e na boa utilizao dos recursos naturais. No falam em Natureza (que perde a sacralidade), mas, em recursos naturais, capital natural e servios ambientais,
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  • A modernizao ecolgica caminha sobre duas pernas: econmica (taxas, subsdios, mercados de licenas de emisses) e tecnolgica (economia de energia e matrias primas). A Ecologia se converte em uma cincia gerencial para limpar ou remediar a degradao causada pela industrializao. Vnculo empresarial com o Desenvolvimento Sustentvel. Ex: CEBDS http://www.cebds.org.br/
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  • O Ecologismo dos Pobres, Ecologismo Popular ou movimento de Justia Ambiental assinala que desgraadamente o crescimento econmico implica maiores impactos no meio ambiente, chamando ateno para o deslocamento das fontes de recursos e das reas de descarte dos resduos. Sua tica nasce de uma demanda por justia social Os grupos indgenas e camponeses, por exemplo, tm co-evolucionado sustentavelmente com a natureza e tm assegurado a conservao da biodiversidade.
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  • Nos EUA, a luta por Justia Ambiental um movimento organizado contra casos locais de racismo ambiental. No 3. Mundo, os movimentos populares lutam contra os impactos ambientais que ameaam os mais pobres. (Socioambientalismo Aliana dos Povos da Floresta; Movimento de Atingidos pro Barragens etc.) O Ecologismo popular denuncia que as novas tecnologias no representam necessariamente uma soluo para os conflitos entre a Natureza e a economia (ex.: o caso das elicas em nosso litoral).
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  • Liminar paralisa parque elico em Flecheiras, Trairi: http://www.pgj.ce.gov.br/servicos/asscom/destaq ues.asp?cd=1173 http://www.pgj.ce.gov.br/servicos/asscom/destaq ues.asp?cd=1173 http://4.bp.blogspot.com/- cn4hXgG86zo/T0WHhS6BzGI/AAAAAAAAAGo/tb Yd_D-vokc/s1600/Tractebel+Energia+- +Destrui%C3%A7%C3%A3o+de+dunas+(96).jpg O Ecologismo Popular nasce de conflitos ambientais (socioambientais) em nvel local, regional, nacional ou global, causados pelo crescimento econmico e pela desigualdade social.
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  • Justia Ambiental a condio de existncia social atravs do tratamento justo e do envolvimento de todas as pessoas (independente de cor, raa, classe etc.) no que diz respeito elaborao, desenvolvimento, implementao e aplicao de polticas, leis e regulaes ambientais (H. Acselrad). Justia ambiental implica pois o Direito a um M. A. seguro, sadio e produtivo para todos, onde este (M.A) considerado em sua totalidade (dimenses ecolgicas, sociais, polticas, estticas e econmicas) Mapa de conflitos envolvendo injustia ambiental e sade no Brasil: http://www.conflitoambiental.icict.fiocruz.br/http://www.conflitoambiental.icict.fiocruz.br/ Boletim Combate ao Racismo Ambiental: http://racismoambiental.net.br/ http://racismoambiental.net.br/
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  • M. Lwy: Ecossocialismo O Ecossocialismo uma proposta estratgica que resulta da convergncia entre a reflexo ecolgica e a reflexo marxista, socialista. Critica a ecologia no socialista (capitalismo verde), que considera possvel reformar o capitalismo, desenvolver um capitalismo mais respeitoso ao meio ambiente. Crtica ao socialismo no ecolgico (URSS, China), tanto pelo autoritarismo burocrtico, como pela destruio da natureza
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  • Ecosssocialismo: novo modo de produo + sociedade mais igualitria, solidria e democrtica + modo de vida alternativa: nova civilizao, alm do reino do dinheiro, dos hbitos de consumo perdulrios e da produo infinita de mercadorias inteis. Baseia-se na agroecologia, nas cooperativas agrrias, nos transportes coletivos, nas energias alternativas e na satisfao democrtica e igualitria das necessidades sociais de todos. O Ecossocialismo envolve uma transformao social revolucionria, que implique a limitao do crescimento e a transformao das necessidades por uma mudana profunda dos critrios econmicos quantitativos para os qualitativos, com nfase no valor de uso em vez do valor de troca (Declarao de Belm). /
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  • Estes objetivos exigem a tomada de deciso democrtica na esfera econmica, permitindo a sociedade definir coletivamente seus objetivos do investimento e da produo, e a coletivizao dos meios de produo. Somente a tomada de deciso e a posse coletiva da produo podem oferecer a perspectiva a longo prazo que necessria para o equilbrio e a sustentabilidade de nossos sistemas sociais e naturais (Declarao de Belm). MANIFESTO ECOSSOCIALISTA: http://www.mma.gov.br/educacao-ambiental/politica- de-educacao-ambiental/documentos- referenciais/item/8075 BLOG ECOSSOCIALISMO OU BARBRIE: http://ecossocialismooubarbarie.wordpress.com/
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  • Pontos para um programa de transio ecossocialista 1. O reconhecimento da dvida ecolgica dos pases desenvolvidos com o planeta, atravs da criao de um mecanismo financeiro integral para apoiar os pases em desenvolvimento na implementao de seus planos e programas de adaptao e mitigao da mudana climtica, com um aporte, no mnimo, de 1% do PIB dos pases desenvolvidos, alm de impostos sobre combustveis, transnacionais financeiras, transporte martimo e areo e bens de empresas transnacionais; 2. A transferncia de tecnologias relacionadas com a mudana climtica aos pases em desenvolvimento sem cobrana de direito de propriedade intelectual. As inovaes e tecnologias relacionadas com a mudana climtica devem ser de domnio pblico e no estar sob um regime privado de monoplio de patentes (Carta de Evo Morales XIV COP do Clima, dezembro de 2008).
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  • 3.Aplicar critrios socioambientais a todos os emprstimos; 4. Acabar com os benefcios fiscais para os combustveis fsseis e empresas produtoras de energia nuclear; 5. Introduzir tarifas e impostos sobre as importaes de bens de luxo; 6. Reduzir drasticamente os gastos militares; 7. Investir maciamente no aumento da eficincia energtica, nos transportes pblicos com baixa produo de emisses de carbono, nas energias renovveis e na recuperao ambiental.
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  • 8. Introduzir um sistema global de compensao para os pases que no explorem reservas de combustveis fsseis no interesse global; 9. Pagar indenizao aos pases do Sul pela destruio ecolgica provada pelo Norte; 10. Parar a expanso de empresas de monocultura que so social e ambientalmente destrutivas; e 11. Introduzir a gesto democrtica de todos os mecanismos de financiamento internacional para a reduo das mudanas climticas, com forte participao dos pases do Sul e da sociedade civil. (Frum dos Povos da sia-Europa, Pequim, outubros de 2008)
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  • Blogvideobibliografia ecossocialista Bibliografia ecossocialista: http://ecossocialismooubarbarie.wordpress.com/bibli ografia-e-videoteca-ecossocialista/ http://ecossocialismooubarbarie.wordpress.com/bibli ografia-e-videoteca-ecossocialista/ Vdeo ecossocialista: http://ecossocialismooubarbarie.wordpress.com/video -ecossocialista/ http://ecossocialismooubarbarie.wordpress.com/video -ecossocialista/ Ecossocialismusic: http://ecossocialismooubarbarie.wordpress.com/ecoss ocialismo-para-os-ouvidos/ http://ecossocialismooubarbarie.wordpress.com/ecoss ocialismo-para-os-ouvidos/
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