Jornal Alerj 199

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    10-Mar-2016

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Jornal da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro

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<ul><li><p>A S S E M B L E I A L E G I S L A T I V A D O E S T A D O D O R I O D E J A N E I R O</p><p>JORNAL DA ALERJ</p><p>Deputados apontam questes a serem solucionadas at os Jogos Olmpicos e anunciam aes da Alerj em prol do maior evento j sediado pela cidade</p><p>Passada a euforia pela conquista do Rio de Janeiro, que sediar as Olimpadas e Paraolimpadas de 2016, chegada a hora de tirar o projeto vitorioso do papel e buscar a concretizao de um sonho acalentado por dcadas (a primeira tentativa da cidade foi em 1932). Os investimentos sero vultosos, de cerca de R$ 14 bilhes s em infraestrutura (ao todo, sero gastos mais de R$ 28 bilhes), altura dos ambiciosos planos de melhoria de setores como transporte e urbanismo. S o estado arcar com cerca de R$ 1 bilho do montante. Nas pginas centrais desta edio, alguns parlamentares re-latam suas expectativas, apreenses e planos de auxlio ao evento, sobretudo atravs da aprovao de leis e da fiscalizao dos projetos. </p><p>So planos que mostram que base e oposi-o esto unidas pelo sentimento comum de garantir que os jogos, que podem gerar US$ 51,1 bilhes em negcios para a cidade, tenham como legado a qualidade de vida de sua populao. Quem conheceu Barcelona pr e ps-Jogos Olmpicos sabe que o Rio de Janeiro, sobretudo pela parceria existente entre o presidente Lula, o governador Srgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes, s vai melhorar com todos estes eventos. O Legislativo far o que for necessrio, porque tenho certeza de que as competies, aliadas Copa, s traro alegrias e benefcios para a cidade e o estado, aposta o presidente da Casa, deputado Jorge Picciani (PMDB).</p><p>PGINAS 6, 7 e 8</p><p>lNESTE NMERO </p><p>Olavo Monteiro de Carvalho recebe ttulo na Alerj pela defesa do estado PGINA 3</p><p>Descarte adequado de lixo faz deputados apresentarem vrios projetos de leiPGINAS 4 e 5</p><p>Conversas com vizinhos e familiares motivam aes de Graa PereiraPGINA 12</p><p>Ano VII N 199 Rio de Janeiro, de 1 a 15 de outubro de 2009</p><p>sxc.hu</p><p>2016Preparao para</p></li><li><p>Rio de Janeiro, de 1 a 15 de outubro de 20092</p><p>FRASES CONSuLTA POPuLAR ExPEDIENTE</p><p>PresidenteJorge Picciani </p><p>1 Vice-presidenteCoronel Jairo</p><p>2 Vice-presidenteGilberto Palmares</p><p>3 Vice-presidenteGraa Pereira</p><p>4 Vice-presidenteOlney Botelho</p><p>1 SecretriaGraa Matos</p><p>2 SecretrioGerson Bergher</p><p>3 SecretrioDica</p><p>4 SecretrioFabio Silva </p><p>1a SuplenteAdemir Melo</p><p>2o SuplenteArmando Jos</p><p>3 SuplentePedro Augusto</p><p>4 SuplenteWaldeth Brasiel</p><p>JORNAL DA ALERJPublicao quinzenalda Diretoria Geral de Comunicao Social da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro</p><p>Jornalista responsvelFernanda Pedrosa (MT-13511)</p><p>Coordenao: Everton Silvalima e Pedro Motta Lima</p><p>Reportagem: Fernanda Porto, Marcela Maciel, Symone Munay e Vanessa Schumacker </p><p>Estagirios: Andr Nunes, Constana Rezende, Colin Foster, Eduardo Naddar, rica Ramalho, Maria Rita Manes, Natasha Costa, Raoni Alves e Ricardo Costa</p><p>Fotografia: Rafael Wallace</p><p>Diagramao: Daniel Tiriba</p><p>Telefones: (21) 2588-1404/1383 Fax: (21) 2588-1404Rua Primeiro de Maro s/n sala 406 CEP-20010-090 Rio de Janeiro/RJEmail: dcs@alerj.rj.gov.brwww.alerj.rj.gov.brwww.noticiasalerj.blogspot.comwww.twitter.com/alerj</p><p>Impresso: Grfica da AlerjDiretor: Leandro PinhoMontagem: Bianca MarquesTiragem: 2 mil exemplares</p><p>ALERJAssEmbLEiA LEgisLAtivA do EstAdo do Rio dE JAnEiRo</p><p>Poderamos incentivar a fabricao de equipamentos para a gerao de energia solar, uma das mais limpas e fceis de serem utilizadas. Temos que aproveitar a chegada de novas empresas ao estadoGlauco Lopes (PSDB), durante o VI Workshop da Associao Brasileira de Energias Renovveis e Meio Ambiente </p><p>Sou favorvel reforma agrria, mas sou contra a tentativa de algum, violentamente, se apossar de algo alheioCaetano Amado (PR), sobre a invaso do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, em 8 de outubro, fazenda Santa Henrique, em Boberi, no interior de So Paulo </p><p>Desde novo ouvimos dizer que o Brasil o Pas dos contrastes e nada muda. Por que no criar, ento, por exemplo, o ano da Sade, o ano do Esporte, do Adolescente, e focar nessas reas?Mrio Marques (PSDB), durante audincia pblica da Comisso de Direitos Humanos contra a reduo da maioridade penal e sobre o Departamento Geral de Aes Socioeducativas (Degase)</p><p>Rafael Wallace</p><p>Rafael W</p><p>allace</p><p>Disque Consumidor: 0800 282 7060</p><p>DISquES Foi bom ter uma resposta imediata</p><p>Temos problemas de refluxo de esgoto, e, principalmente em pocas de chuva, ele volta e alaga toda a igreja, impossibili-tando as aulas de catequese e alfabetizao de adultos. Como o problema antigo, ligamos muitas vezes para a Companhia Estadual de gua e Esgoto (Ce-dae), que dificilmente atendia e, quando recebia o pedido, raramente fazia a visita pro-metida. Cansados e querendo uma soluo para o problema, ligamos para o Disque Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa. Foi bom ter uma resposta imediata aps tantas tentativas frustradas. Eles rapi-damente notificaram a Cedae, que imediatamente veio resolver </p><p>o refluxo. E o trabalho da comis-so teve resultado mesmo aps o atendimento. Agora, todas as vezes que temos qualquer pro-blema e ligamos para a Cedae, eles aparecem em menos de duas horas para solucionar o caso. In-felizmente nosso problema com esgoto crnico, e precisamos conseguir uma soluo definitiva que evite novas chamadas. Para isso, recorreremos novamente comisso. Acredito que eles encontraro uma forma de fazer isso acontecer</p><p>Luiz Cludio Grilo, secretrio de igreja na Tijuca: Disque Consumidor notificou a Cedae, que resolveu problema de esgoto</p><p>Isaura Gomes Coutinho Itaperuna</p><p>l Gostaria de saber se existe alguma forma de garantir o livro didtico e o livro tcnico em formato digital acessvel a todos no estado.</p><p>l Felizmente, a tecnologia caminha a passos largos e vem em socorro dos deficientes vi-suais com softwares livres que executam a leitura de textos expostos na tela do computador e vocalizam seu contedo ao usurio, atravs do sistema de som. Pensando em estimular o uso deste avano tecnolgi-co, apresentei o projeto de lei 2.537/09 que dispe sobre o </p><p>livro didtico e o livro tcnico em formato digital acessvel. De acordo com minha proposta, os livros tcnicos e didticos em formato digital acessvel sero comercializados com os res-guardos necessrios proteo dos direitos do autor, devendo apresentar compatibilidade com programas leitores de tela gratuitos, distribudos ou no pelo editor da obra. Um desses softwares e talvez seja o que se torne padro no Brasil foi desenvolvido pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicaes (CPqD), com recursos de R$ 5 milhes, e poder ser utilizado em nossos programas de incluso digital do estado.</p><p>Deputado Altineu Crtes (PR)</p><p>siga a @alerj no</p><p>www.twitter.com/alerj</p></li><li><p>3Rio de Janeiro, de 1 a 15 de outubro de 2009R</p><p>afael Wallace</p><p>E le tido como um dos princi-pais lderes empresariais do Brasil. Homem de brilhante trajetria empresarial e defensor da populao. Foi como o presidente da Assembleia Legislativa do Rio, depu-tado Jorge Picciani (PMDB), definiu o empresrio Olavo Egydio Monteiro de Carvalho, presidente do Instituto Mau e do Instituto Marqus de Sala-manca, que recebeu, no dia 7, o ttulo de Cidado Benemrito do estado, no Plenrio Barbosa Lima Sobrinho. Segundo Picciani, o homenageado, alm de ter sempre contribudo para o desenvolvimento do Rio de Janeiro, trata-se de um empresrio que se man-tm sintonizado com as dificuldades enfrentadas pela populao. "Ele dessas personalidades que, pela per-sistncia, pela fora e magnetismo que possuem, conseguem reunir grandes homens em torno de grandes projetos e ajudar aqueles que precisam encontrar caminhos", destacou o peemedebista, que lembrou o importante papel do empresrio como presidente da As-sociao Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), de 2005 a julho deste ano.</p><p>Para o empresrio, a homenagem um incentivo para que possa continuar o trabalho de promoo do estado e do povo fluminense. "Estou vivendo um dos maiores momentos da minha vida. Hoje, recebo com orgulho o reconhe-cimento pelo meu trabalho ao longo dos anos. um incentivo para que eu tenha fora e possa trabalhar cada vez mais", ressaltou Monteiro de Carvalho, que integrou o Conselho Executivo do Projeto Rio 2016. "Com a escolha da cidade do Rio de Janeiro, a esperana do povo renasceu e a confiana dos empresrios voltou. Ns trabalhamos unidos, sociedade e governantes, num mesmo objetivo. Foi um dos trabalhos mais importantes da minha vida", concluiu o empresrio.</p><p>Durante a sesso solene, o presi-dente da Associao Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ) e presidente da Light, Jos Luiz Alqures, desta-cou o esprito de cooperao de seu antecessor. "Ele tem o dom especial de reunir pessoas e inspir-las a agir com conscincia coletiva. Foi funda-mental sua participao no projeto Rio 2016, promovendo a unio entre empresrios, gestores pblicos e a sociedade", ressaltou. Ao parabenizar o homenageado, o secretrio de Estado de Desenvolvimento Econmico, Ener-gia, Indstria e Servios, Jlio Bueno, destacou a importncia do empresrio na economia f luminense. " o elo entre representantes da sociedade civil e as lideranas dos governos estadual e </p><p>municipais. Ele est sempre presente nas lutas em prol do progresso econ-mico e social", finalizou Bueno.</p><p>Olavo de Carvalho presidente do Conselho de Administrao do Grupo Monteiro Aranha (o Grupo membro da Associao Comercial do Rio de Janeiro h 51 anos, sendo que Olavo Monteiro de Carvalho, pessoa fsica, benemrito h 15 anos). O Grupo Monteiro Aranha, onde o homena-geado exerceu o cargo de presidente executivo de 1978 a 1996, uma tra-dicional holding, fundada h mais de 90 anos. Alm da famlia Monteiro de Carvalho, que detm 60% do capital social da companhia, seus principais acionistas so o Grupo Bradesco e o Grupo Esprito Santo.</p><p>hOMENAgEM</p><p>Symone munay</p><p>Empresrio homenageado na Assembleia Legislativa pela extensa trajetria em defesa do desenvolvimento do estado</p><p>Cidado persistente</p><p> Ele dessas personalidades que, pela persistncia, pela fora e magnetismo que possuem, conseguem reunir grandes homens em torno de grandes projetos e ajudar aqueles que precisam encontrar caminhos Deputado Jorge Picciani (PMDB)</p><p> Estou vivendo um dos maiores momentos da minha vida. Hoje, recebo com orgulho o reconhecimento pelo meu trabalho ao longo dos anos. um incentivo para que eu tenha fora e possa trabalhar cada vez mais Olavo Monteiro de Carvalho</p><p>Monteiro de Carvalho (esq.) recebe de Picciani o Ttulo de Cidado Benemrito do estado</p></li><li><p>Rio de Janeiro, de 1 a 15 de outubro de 20094</p><p>MEIO AMBIENTE</p><p>Em tempos de consenso quanto urgncia da preservao am-biental, o discurso pr jogar-lixo-no-local-adequado ganha outros contornos. J no cabe mais a defesa do mero descarte; ele deve ter especifi-caes e obedecer a regras que evitem o dano que os produtos, txicos ou de degradao muito lenta, causam ao solo e gua. Esta nova concepo do des-carte adequado dita as regras tambm na Alerj, onde extensa a produo de propostas que buscam garantir a correta inutilizao de alguns produtos.</p><p>Uma das principais representantes desta tica a Lei 5.131/ 07, da deputada Beatriz Santos (PRB). A norma, que j foi regulamentada pelo Poder Executivo, busca evitar a contaminao do solo por mercrio com a determinao de que os fabricantes, importadores, revendedores e comerciantes de lmpadas fluorescentes disponibilizem recipientes para coleta do produto. A norma vem sendo alvo de reunies da deputada com um grupo de </p><p>trabalho formado por membros da Secreta-ria de Estado do Ambiente e representantes da Fecomr-cio e Firjan. A inteno do grupo, que j realizou cinco reunies, debater um meio de fiscalizar a lei e analisar propostas de empresas para o descarte ideal das lmpadas. Para isso, o estado est ofe-recendo benefcio fiscal para atrair empresas com boas propostas. Se no forem apre-sentadas propostas concretas, o Executivo comear a aplicar punio s empresas que no agirem de acordo com a lei multas dirias de 100 Ufirs, sujeitas a duplicao em caso de reincidncia. </p><p>Vamos pressionar as em-presas para que elas nos ofeream uma soluo e se regularizem. Pre-tendemos j estar com tudo resolvido, com a fiscalizao em prtica, postos de entrega e de reciclagem at o final do primeiro semestre de 2010. E estamos criando facilidades para </p><p>Fernanda Porto e maria rita maneS</p><p>Busca pela preservao de solo e gua motiva deputados a apresentar propostas de descarte adequado de resduos</p><p>Fabiano Veneza</p><p>No lugar certo</p></li><li><p>5Rio de Janeiro, de 1 a 15 de outubro de 2009</p><p>Eduardo Naddar</p><p>que as empresas de reciclagem tenham interesse de se instalar no Rio", explica a secretria do Ambiente, Marilene Ra-mos, que elogia a insistncia da autora da lei, presente na ltima reunio. "O interesse pela execuo da lei raro. Mas refora a importncia do tema", afirma. Beatriz Santos explica por que a preocupao nascida na poca do racionamento de energia, por conta do crescimento da fabricao das lm-padas no se extinguiu. "Comecei a pesquisar sobre elas e descobri que elas possuem grande quantidade de mercrio, que altamente corrosivo e poluente e causa srios danos sade. Esta lei precisa valer", defende.</p><p>Tambm j est em vigor a norma que determina que os leos lubrificantes, usados ou contaminados, e seus respec-tivos filtros sejam recolhidos, coletados e tenham destinao final que no afete o meio ambiente. Sancionada recentemente, a Lei 5.541/09 assinada pelo deputado Luiz Paulo (PSDB), que se baseou em resoluo do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) sobre o tema. A norma retrata o nosso desejo de que o leo lubrificante usado ou contaminado seja sempre recolhido em ambiente que propicie a recuperao de seus constituin-tes. Ao mesmo tempo, probe o descarte de leo lubrificante nos corpos hdricos, nos terrenos naturais, nas galerias de guas pluviais, enfim, em todos os locais inadequados, explica o parlamentar, lembrando que a regra tambm se aplica ao resduo de lavagem. Assim estaremos preservando o nosso bem mais valioso, que a gua, aposta. </p><p>Mas no s o leo lubrificante alvo da preocupao dos parlamentares. Assim como nem s o descarte seu objetivo. De olho na reciclagem do leo comestvel, que pode ser utilizado na fabricao de sabo, sabonete, massa de vidraceiro e at de biodiesel, o de-putado Jos Nader (PTB) apresentou o projeto de lei 2882/05, em tramitao, que busca, ao mesmo tempo, impedir a reutilizao excessiva do leo nas </p><p>cozinhas de bares e restaurantes e garantir seu descarte adequado. Para Nader, alm de um cuidado ambiental, a proposta oferece uma soluo econ-mica. A coleta do leo por cooperativas viabiliza a insero dos catadores na cadeia produtiva, funcionando como uma nova fonte de renda para elas, afirma, lembrando que a medida tam-bm evita o despejo do produto nos rios e no mar, o que cria uma camada sobre a gua que impede a entrada de raios solares e a oxigenao das guas, o que acaba com a vida subaqutica. Na terra, o leo tambm impermeabi-liza o solo, o que torna os locais mais propcios s enchentes.</p><p> H ainda os projetos que buscam garantir o descarte atravs da conscienti-zao da populao. Em uma dobradinha com o deputado Paulo Melo (PMDB), a deputada Cidinha Campos (PDT) apre-...</p></li></ul>