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Jornal de Espinho 8 JAN 13

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Jornal de Espinho online

Text of Jornal de Espinho 8 JAN 13

  • Jornal de Espinhodewww.jornaldeespinho.pt

    Gratuito

    Sai s TerasAno XI N. 324 8 de Janeiro de 2013Director Carlos Tavares

    ACTUALIDADE

    Ass. Socorros Mtuos inaugura centro pedaggicoA Associao de Anta reaproveitou o espao da creche Portugal dos Pequeninos I para abrir um centro ldico-pedaggico que vai servir o ensino bsico e secundrio, com preos mais acessveis que os ATLs privados. pag. 5

    ACTUALIDADE

    Festival Mar-Marionetas comea dia 11Na sua, 8 edio o Festival traz algumas novidades como a presena de companhias internacionais e mais aces de rua. pag. 16

    Os comerciantes esto satisfeitos com os resultados da poca de Natal, em grande parte devido programao que trouxe animao s ruas da cidade. No entanto, prevem um ano de 2013 difcil e exigem que se faa mais para se cativar clientes. Os espinhenses assumem que a cidade est parada e pedem maior dinamismo e empenhamento dos responsveis da autarquia.

    pags. 2 a 4

    REPORTAGEM

    Espinho no pode

    parar

    FUTEBOL

    Sp. Espinho continua na luta pela subida Aps a vitria sobre o Benfica de Castelo Branco por 2-1, o SCE est no terceiro lugar da tabela classificativa, a trs pontos do lder Cinfes.

    pag. 9

    VOLEIBOL

    SCE vence Benfica em jogo emotivoO SCE venceu o Benfica para o Nacional de voleibol, ocupando agora a terceira posio da tabela classificativa.

    pag. 14

    ACTUALIDADE

    Jos Raul assinala 50 anos de carreiraO cantor espinhense terminou o ano com um espectculo de variedades que reuniu em palco artistas de todo o pas pag. 8

    FUTEBOL

    Tigres reforam-se no mercado de Inverno

    pag. 9

    O centro-campista Oliveira, Bozingwa e dois jogadores da Costa do Marfim so dados como certos no plantel

  • 28 de Janeiro de 2013

    JORNALdeESPINHO

    Reportagem

    COMERCIANTES DE ESPINHO ESTO SATISFEITOS COM O NATAL, MAS ENCARAM COM ALGUM RECEIO O NOVO ANO

    poca de festas superou expectativas

    A programao de Natal deste ano, pensada pela Associao Empresarial ViverEspinho em parceria com a Cmara Municipal e a Junta de freguesia de Espinho fez a dife-rena. Segundo os comerciantes espinhenses, as pessoas foram atradas rua e viu-se mais gente do que o habitual, durante o dia e durante a noite. Jorge Tavares, proprietrio da loja de animais Joka Pet Store (Rua 23) defende que sua rua estava muito boni-ta em termos de decorao e a animao foi muito engraada e trouxe muita gente. Jos Andra-

    O Jornal de Espinho foi fazer um balano da poca de festas junto dos comerciantes e saber o que esperam do prximo ano. Em termos gerais, quase todos consideraram que o Natal superou as expectativas e que, graas animao de rua, muitas pessoas escolheram Espinho para passear e fazer as suas compras. Os comerciantes pedem mais iniciativas do gnero e temem o que novo ano poder trazer, visto que o poder de compra dos portugueses vem diminuindo cada vez mais. Criatividade e imaginao so as palavras-chave para revitalizar os negcios, numa altura em que no chega abrir as portas dos estabelecimentos.

    Daniela S

    MNICA LOPESPerles de ChocolatNa conjuntura actual do pas penso que este Natal at supe-rou as expectativas. Eu acho que Espinho tem mudado pa-ra melhor e, nestes dois anos, desde que abrimos, a poca do Natal correu melhor do que esperava. Viu-se muita gente noite, a passear e com sacos. A animao de Natal ajuda mui-to e eu acho que tem de ser mais e durante todo o ano. Por-que ns no podemos parar.

    HENRIQUE RODRIGUESS PequeninosO Natal superou as expectativas porque estvamos todos espera de um decrscimo enorme a nvel de vendas. Tive-mos resultados muito semelhantes aos do ano passado e es-tvamos a contar com uma quebra grande. Houve muita aflu-ncia nossa cidade e coube depois a cada loja cativar os clientes para entrarem. Quem conseguiu cativar os clientes, superou as expectativas e no se deixou cair no pessimismo que se esperava.

    MANUEL OLIVEIRAP VelhaO Natal no foi positivamente aquilo que nos desejaramos, mas deu para equilibrar uma certa expectativa. Penso que os eventos realizados no deviam estar centralizados somen-te na Rua 19. Tenho de salientar o Festival de Tunas pois aco-lhemos uma das tunas no nosso estabelecimento e essa pre-sena alegrou toda a esta zona envolvente, dando um ar de mais juventude que Espinho bem precisa.

    de, da Olivinus Mercearia (Rua 23 com Rua 18) elogiou o traba-lho da Associao ViverEspinho e considerou que no se pode pa-rar por aqui: A programao de Natal foi diferente e claro que bom e traz mais gente. Ns temos escolas de msica que gravitam nossa volta que poderiam ani-mar estas pocas festivas por um preo simblico. s vezes preci-so pensar. Henrique Rodrigues, da S Pequeninos (Rua 23) de-fendeu que ver pessoas na rua um incentivo para os comercian-tes e que a existncia de uma pro-gramao vital para que as lojas

    no andem nora. Houve !nal-

    mente um elo de ligao entre todos ns desde o ano passado, e este ano foi reforado e melho-rado. Houve muitas actividades e muita gente na rua. Vieram pes-soas do Porto propositadamente e podem no ter comprado, mas criaram-se expectativas para vol-tarem noutra altura porque apre-sentamos uma cidade apelati-va. Em termos de negcio no foi proporcional, mas foi animador para os. Sentimo-nos mais moti-vados para o ano queremos fa-zer mais porque Espinho tem po-tencial e quando acorda, acorda bem. Por outro lado, Manuel Car-valho, da loja Contraste (Rua 19),

    considera que em termos de ne-gcio a animao de rua no te-ve re"exos: A animao de Natal traz sempre gente e se no hou-vesse nada por ventura seria pior. Este ano at tivemos dias bons e houve muita gente em Espi-nho, mas notou-se que as pesso-as andavam a passear sem com-prarem muito. Em termos de ne-gcio, a animao no se re"ecte.

    ANO NOVO EXIGE MAIS CRIATIVIDADEAOS COMERCIANTES

    Quanto s expectativas do prximo ano, os comerciantes

    confessam estar assustados, mas defendem que altura de mostrem ainda mais a sua cria-tividade e corrigir algumas fa-lhas na cidade. Para Manuel Car-valho as expectativas so muito ms e confessa estar com mui-to medo. A nossa loja grande e obriga a uma renovao de stock muito grande. um inves-timento imenso e no estamos a trabalhar para o cobrir. Se eu tivesse metade da casa chega-va-me perfeitamente. Manuel Oliveira, proprietrio da P Ve-lha (Rua 23 com Rua 16) adivi-nha um ano difcil e sugere algu-mas mudanas na cidade que

    O desfile de Pais Natal foi um dos momentos altos da programao

  • 38 de Janeiro de 2013

    JORNALdeESPINHO

    Reportagem

    COMERCIANTES DE ESPINHO ESTO SATISFEITOS COM O NATAL, MAS ENCARAM COM ALGUM RECEIO O NOVO ANO

    poca de festas superou expectativas

    MANUEL CARVALHOContrasteTodos os anos dizemos que as coisas podiam ser melho-res, mas este ano foi mesmo andar para trs e sentimos uma quebra bastante acentuada nas vendas e tivemos de come-ar a promoes mais cedo. O Natal passado as coisas j era difceis mas acabaram por se compor, mas este ano no. At se comprou menos mercadoria a penar que as coisas iam es-tar mal, mas foi pior do que o que as expectativas fariam su-por.

    JOS ANDRADEOlivinusAbrimos a loja h pouco tempo, mas comparado com o ra-mo anterior sinto que o Natal correu melhor, e as pessoas aderiram e gostaram do que viram. H algumas coisas que falharam, como as ruas um pouco sujas como foi o caso da vspera de Natal, e isso no pode acontecer na minha terra, no centro de Espinho. Portanto, o problema dos negcios no correram bem muitas vezes no tem s a ver com a crise.

    JORGE TAVARESJoka Pet StoreEm termos de vendas de produto conseguimos vender mais do que o ano passado, mas com menos margens de lucro. Ti-vemos de antecipar os descontos para conseguir cativar o cliente e ter movimento dentro da loja. As pessoas esto mui-to espera dos descontos. Curiosamente o Natal foi bastante movimentado, e em termos de receitas no me posso quei-xar e ficou dentro do que tinha pensado.

    poderiam fazer a diferena: Pe-dimos a quem de direito que fa-a alguma coisa pela cidade pa-ra ver se contrariamos a dificul-dade que as pessoas vo sentir. Temos de arranjar forma de ca-tivar as pessoas para visitarem a nossa terra e o nosso comr-cio. Aqui em Espinho temos um grave problema que a questo do estacionamento. O trabalho que fazemos dentro do nosso estabelecimento para receber-mos bem os nossos e sermos ca-rinhosos no resulta pela ques-to do estacionamento.

    Tambm Mnica Lopes, da Perles de Chocolat (Rua 23) cri-

    tica a questo do estaciona-mento pago: Em Espinho tem de haver uma grande mudan-a a nvel dos parcmetros. Eu sou a favor dos parcmetros, mas acho inadmissvel o pre-o deles, e o facto de se pagar ao sbado. um abuso. Ao s-bado, que quando podemos fazer mais um pouco de neg-cio acabamos por perder clien-tes para os shoppings por cau-sa dos parcmetros. Apesar de tudo, esta comerciante man-tm uma viso positiva e acre-dita que com imaginao as di-ficuldades podero ser supera-das. As expectativas, de acordo com o que vemos, no so mui-to boas, mas temos de traba-lhar, de lutar e no podemos pa-rar. Eu acho que a crise veio difi-cultar a vida a muita gente, mas tambm veio fazer com que as pessoas tenham mais imagina-o, renovem mais as lojas que no fundo o que faltava ao nos-so comrcio, defende. Manuel Oliveira tambm apologista desta forma de encarar o seu negcio: Ns achamos que vai ser um ano muito mau, mas a P Velha uma casa de referncia em Espinho e temos de traba-lhar para que se mantenha co-mo tal.

    Este ano alguns negcios po-dem vir a ser prejudicados por causa da exigncia da coloca-o mquinas registadoras e de facturao, como acontece no estabelecimento de Jorge Tava-res: Fomos obrigados a fazer o investimento das POS, mas um investimento no escuro, porque no sei quanto tempo aguenta-rei. Eu trabalho dia a dia, e fao encomendas de semana e no de

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