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Jornal Vitrine Lageana

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Jornal de Lages e Região

Text of Jornal Vitrine Lageana

  • Lages, 08 de Fevereiro de 2013 - Ano 3Ano 3 - Edio 65 - Lages, 08 de Janeiro de 2013

    R$ 2,00

    Marcelo Vieira (Pakinha)

    Lages ter um novo cenrio na cultura

    Saiba onde aproveitar o carnaval em Lages e regio

    Pgina 12

    Marcelo Vieira(Pakinha)

    Maro ltimo prazo para pagar IPTU com desconto

    Economia

    Pgina 14Geral

    Paulo Afonso, fotgrafo Liesjho

    Espao tambm agregar, aprendizado, turismo e lazer | PG. 06

  • Lages, 08 de Fevereiro de 2013 - Ano 3

    Um dos mais significativos ndices de desenvolvimento de uma cidade pode ser observado na quantidade de lixo que recolhido para reciclagem. Ao contrrio do que apregoam os ambientalistas, a reciclagem de lixo no um indicador confivel de boa educao forte ndice de pobreza. Muitas vezes, de pobreza extrema. Basta prestar ateno no nmero crescente de catadores informais que invadem as lixeiras dos edif-cios lageanos. Para essas pessoas conseguir boa quantidade de papelo, alumnio e garrafas de plstico muitas vezes determi-na a qualidade da refeio de amanh.

    Enquanto em um passado no muito distante catar lixo era considerado uma atividade trabalhista inferior (coisa de pobre), atualmente tem se revelado a nica forma possvel de sustento para famlias (nor-malmente numerosas) que no dispem de escolaridade ou de um emprego formal.

    Lages uma cidade pobre. A disparidade econmica muito grande. Enquanto em uma ponta da corda esto aqueles que dis-pem de todas as comodidades e confortos oferecidos pela mo-dernidade; no lado oposto esto

    02Opinio

    Apesar de o faturamento ter registrado alta de 2,4%, na comparao com o ano anterior, a Confederao Nacional da In-dstria (CNI) avalia que 2012 foi um ano de desempenho ruim para a indstria de transforma-o. Os indicadores industriais divulgados pela entidade apon-tam queda de 1,5% nas horas trabalhadas e recuo de 0,9 pon-tos percentuais na utilizao da

    capacidade instalada. Com isso, a CNI avalia o ano para o setor como perdido.

    Em 2012, a massa real de salrios apresentou aumento de 5,1%, e o rendimento mdio real subiu 5,3%. Este ltimo inclui, alm do salrio, abonos, participao nos lucros e demais ganhos do trabalhador. Talvez para o trabalhador o ano no tenha sido to ruim assim.

    Aguarda deciso da Comisso de Direitos Humanos e Legisla-o Participativa (CDH) o proje-to de lei que estabelece medidas de socializao e de proteo a casos de violncia contra pro-fessores. A proposta, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), foi aprovada pela Comisso de Educao, Cultura e Esporte (CE). Segundo Paulo Paim, a iniciativa da proposta deve-se a

    dados apresentados em estudo das pesquisadoras Tnia Men-des e Juliana Mousquer, que mostram a violncia contra pro-fessores e o sentimento de inse-gurana que enfrentam na sala de aula. Esse estudo, indica que 89% dos docentes gostariam de contar com normas legais que os protegessem de agresses por parte dos estudantes. , os tempos mudaram mesmo.

    Ano perdido

    Proteo ao professor

    Opinio do LeitorA pobreza e a reciclagem

    Espao reservado opinio de nossos leitores. Caso voc queira tambm se ex-pressar, nos envie um email com sua opinio ou sugesto para:[email protected]

    Raul Arruda FilhoEscritor

    Nossa OpinioA morte dos mais de 230 jovens

    vtimas do incndio na boate Kiss, em Santa Maria (RS) ainda assun-to dos jornais, foco das conversas no trabalho e nas reunies familia-res. Tambm, no teria como ser diferente. O incidente ou acidente comoveu uma cidade, um estado, um pas, o mundo. E provocou o que pode se rotular de uma caa s bruxas.

    Poucos dias depois da notcia da morte de tantos jovens causadas, conjectura-se, por falta de ade-quao s normas de segurana, boates por todo o pas comearam

    a ser interditadas por tambm no estarem adequadas.

    A fiscalizao deflagrada pelos rgos competentes pelas cidades do pas afora tambm aconteceu em Lages. E tivemos a grata surpresa de saber que 95% das casas noturnas da cidade seguem o que determina a lei. Mesmo assim, a Cmara de Ve-readores vai realizar uma Audincia Pblica para falar sobre esta mesma questo, justo quando o assunto parecia estar encerrado ao menos para ns. Com isso, uma pergunta surge: ser mesmo necessrio? O primeiro mpeto dizer que no.

    E outra: preocupao de fato ou puro oportunismo, para se manter no centro dos holofotes? primeira vista, parece ser mais a segunda op-o. Ainda mais uma: ter o que se debater nesta audincia? A resposta parece ser que no. E por ltimo: haver pblico interessado? Essa realmente uma dvida.

    Porm, estes questionamentos s encontraro a resposta verdadeira quando a Audincia for, de fato, re-alizada. Enquanto ela no acontece, deixamos para voc, leitor, refletir sobre o tema e tirar as prprias concluses.

    O ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, disse que o governo federal pretende terminar 2013 superando a meta do Programa Minha Casa, Minha Vida de contratar 642 mil unidades habitacionais este ano. Tivemos um janeiro muito bom em contratao e

    nossa ideia que vamos bater a meta de contratao, talvez em percentual at maior que o de 2012, disse Ribeiro. No ano passado, a meta foi ultrapas-sada em 27%. Superar metas bom, mas que isso no custe ao cidado a aquisio de um imvel de pouca qualidade.

    Minha Casa, Minha Vida em 2013

    Fiscalizao nas boates

    aqueles que no conseguem, dia-riamente, resolver os problemas mais elementares. Os catadores de lixo esto no segundo grupo. E, como no poderia deixar de ser, esto condenados margi-

    nalidade socioeconmica como se a pobreza fosse uma espcie de crime.

    Algum precisa dizer NO para esse tipo de discriminao social. Mas, quem?

    Divulgao

  • Lages, 08 de Fevereiro de 2013 - Ano 3 03

    Capo AltoTrata-se de uma das regies do enorme e

    antigo municpio de Lages, mais rica, bonita, bela e de infindveis tradies. Quando eu aqui cheguei, em janeiro de 1952, o municpio de Lages, no sentido sudoes-te, ia at o atual municpio de Celso Ramos, alm de Anita Garibaldi (SC). Isto, por aqui, era um verdadeiro pas. Mesmo assim, depois das inmeras emancipaes poltico-administrativas, algumas desnecessrias e inoportunas, o nosso muni-cpio ainda o maior do Es-tado em extenso territorial. E o ento distrito de Capo Alto pertencia ao municpio de Lages.

    Uma das mais exu-berantes florestas nativas de araucria estava localizada em Capo Alto. Sem qualquer exagero, posso afirmar que ali a gente podia usufruir de uma bela vista, linda, bonita e invejvel, mas, lamentavelmente, a ganncia do homem, a ambi-o, o desejo de lucro rpido e fcil, e a falta, na poca, de uma poltica ambienta-lista adequada, adaptada realidade da nossa regio e de uma conscincia ecolgica moderna, levou os madeirei-ros e os prprios fazendeiros sua quase exausto. Mas, assim mesmo, aos poucos, suas florestas de araucria esto se regenerando, renas-cendo e se refazendo.

    Capo Alto era um gran-de produtor de pinho de excelente qualidade. Fe-lizmente ainda continua pro-duzindo pinho, o qual serve de alimento para os animais silvestres e tambm muito apreciado e consumido pelo homem, constituindo-se tambm no vetor de repro-duo da rvore smbolo da nossa regio.

    Na dcada de 50 o ento 2. Batalho Rodovirio era responsvel pela construo do trecho da BR de Passo do Socorro Santa Ceclia (SC). A rodo-via atravessava o permetro urbano da cidade de La-ges, adentrando sentido norte-sul pelo atual Aces-so Norte, seguindo pelas atuais avenidas Lus Vaz de Cames, indo em frente pela Dom Pedro II, depois pela Santa Catarina, pas-sando pela Curva da Morte e chegando ao topo do atual Acesso Sul. Ali pendia para a esquerda, indo em direo ao pequeno povoado de Vi-gia, passando por fazendas de criao de gado, muitos animais de alta linhagem, cujo visual deslumbrava qualquer pessoa pela beleza. Um exemplo a fazenda do Dr. Accio Ramos Arruda, renomado mdico e grande estancieiro.

    A BR seguia pelo lado direito da inconfun-dvel e rica Coxilha Rica, nossa Regio Amaznica Sulista, ento o Afonso Augusto Albuquerque Lima, Comandante do 2 BRv, encaminhou o bem elabo-rado projeto pela majoria tcnica, constituda pelos competentes Major Sabino Neves Vieira, Chefe da Seo Tcnica, Major Delphos, Adjunto, e Major Srgio Sch-midt Neves, lageano, DIF e tambm ao antigo Departa-mento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), pro-pondo a alterao do antigo traado da antiga BR para um novo e moderno traado que a atual BR - 116, que depois de cumpridas todas as etapas seria asfaltada. O projeto previa sua passagem pela atual rea industrial, agora inserida no bairro da Cidade Alta, rumando pelo

    lado esquerdo da antiga sede do velho distrito de Capo Alto, at alcanar a Serra do Pelotas e atingir Passo do Socorro. O projeto foi inte-gralmente aprovado, sem restries e sem reparos.

    Ato contnuo, o ento 2. Batalho Rodovi-rio comeou a executar os trabalhos aerofotogram-tricos, explorao, locao, terraplenagem e, claro, o devido asfaltamento, alm da construo de obras de artes correntes e especiais. Na Serra do Rio Pelotas, acreditem se quiserem, o Cear deixava-se ser picado por cascavel e em seguida vi-nha sede do Batalho, em Lages, procurar o Servio de Sade do Batalho, e ento o mdico, capito Dr. M-rio Bacha, uma das pessoas mais ruins que eu conheci na minha vida, dizia: Cear, se voc deixar novamente, propositalmente, uma cas-cavel te picar, eu no te dou mais soro.

    Capo Alto uma enor-me lavoura, altamente produtiva, onde j colheram e ainda se colhem frutos humanos da melhor qualida-de. Vou citar de memria o nome de algumas persona-lidades que se destacaram e outras que ainda continuam brilhando e contribuindo para o bem da coletividade, dos muncipes e brasileiros nas diversas reas de conhe-cimento humano, tais como no Direito, na poltica, esta no bom sentido, na Econo-mia, nas atividades banc-rias, na pecuria e em