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Juizados Especiais da Fazenda Pública - LEI 12.153, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2009 MARCELO DA FONSECA GUERREIRO JUIZ FEDERAL

Juizados especiais-da-fazenda-pública

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  • 1. Juizados Especiais da FazendaPblica - LEI 12.153, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2009MARCELO DA FONSECAGUERREIRO JUIZ FEDERAL

2. Lei 12.153/2009 Sistema dos JuizadosEspeciais dos Estados e do Distrito Federal Art. 1o Os Juizados Especiais da Fazenda Pblica, rgosda justia comum e integrantes do Sistema dos JuizadosEspeciais, sero criados pela Unio, no Distrito Federal enos Territrios, e pelos Estados, para conciliao,processo, julgamento e execuo, nas causas de suacompetncia. Pargrafo nico. O sistema dos Juizados Especiais dosEstados e do Distrito Federal formado pelos JuizadosEspeciais Cveis, Juizados Especiais Criminais e JuizadosEspeciais da Fazenda Pblica. 3. Juizados Especiais da Fazenda Pblica: competncia Art. 2o de competncia dos Juizados Especiais da Fazenda Pblicaprocessar, conciliar e julgar causas cveis de interesse dos Estados, doDistrito Federal, dos Territrios e dos Municpios, at o valor de 60(sessenta) salrios mnimos. 1o No se incluem na competncia do Juizado Especial da FazendaPblica: I as aes de mandado de segurana, de desapropriao, de diviso edemarcao, populares, por improbidade administrativa, execuesfiscais e as demandas sobre direitos ou interesses difusos e coletivos; II as causas sobre bens imveis dos Estados, Distrito Federal,Territrios e Municpios, autarquias e fundaes pblicas a elesvinculadas; III as causas que tenham como objeto a impugnao da pena dedemisso imposta a servidores pblicos civis ou sanes disciplinaresaplicadas a militares. 4. Juizados Especiais da Fazenda Pblica: competncia Art. 2o..................................................................... 2o Quando a pretenso versar sobre obrigaesvincendas, para fins de competncia do JuizadoEspecial, a soma de 12 (doze) parcelas vincendas ede eventuais parcelas vencidas no poder exceder ovalor referido no caput deste artigo. 3o ( vetado) 4o No foro onde estiver instalado Juizado Especialda Fazenda Pblica, a sua competncia absoluta. 5. Medidas Cautelares e de antecipaode tutela Art. 3o O juiz poder, de ofcio ou a requerimentodas partes, deferir quaisquer providncias cautelarese antecipatrias no curso do processo, para evitardano de difcil ou de incerta reparao. Art. 4o Exceto nos casos do art. 3o, somente seradmitido recurso contra a sentena. 6. Das Partes Art. 5o Podem ser partes no Juizado Especial daFazenda Pblica: I como autores, as pessoas fsicas e asmicroempresas e empresas de pequeno porte, assimdefinidas na Lei Complementar no 123, de 14 dedezembro de 2006; II como rus, os Estados, o Distrito Federal, osTerritrios e os Municpios, bem como autarquias,fundaes e empresas pblicas a eles vinculadas. 7. Citaes, intimaes e prazos Art. 6o Quanto s citaes e intimaes, aplicam-seas disposies contidas na Lei no 5.869, de 11 dejaneiro de 1973 Cdigo de Processo Civil. Art. 7o No haver prazo diferenciado para aprtica de qualquer ato processual pelas pessoasjurdicas de direito pblico, inclusive a interposiode recursos, devendo a citao para a audincia deconciliao ser efetuada com antecedncia mnimade 30 (trinta) dias. 8. Poderes para transigir Art. 8o Os representantes judiciais dos ruspresentes audincia podero conciliar, transigir oudesistir nos processos da competncia dos JuizadosEspeciais, nos termos e nas hipteses previstas na leido respectivo ente da Federao. Art. 9o A entidade r dever fornecer ao Juizado adocumentao de que disponha para oesclarecimento da causa, apresentando-a at ainstalao da audincia de conciliao. 9. Prova tcnica: prazo para o laudo Inexistncia de reexame necessrio Art. 10. Para efetuar o exame tcnico necessrio conciliao ou ao julgamento da causa, o juiznomear pessoa habilitada, que apresentar o laudoat 5 (cinco) dias antes da audincia. Art. 11. Nas causas de que trata esta Lei, nohaver reexame necessrio. 10. Cumprimento de acordo ou desentena com trnsito em julgado Art. 12. O cumprimento do acordo ou da sentena,com trnsito em julgado, que imponham obrigaode fazer, no fazer ou entrega de coisa certa, serefetuado mediante ofcio do juiz autoridade citadapara a causa, com cpia da sentena ou do acordo. 11. Cumprimento de acordo ou de sentenacom trnsito em julgado: quantia certa ( art.13) Art. 13. Tratando-se de obrigao de pagar quantia certa, aps o trnsito em julgado da deciso, o pagamento ser efetuado: I no prazo mximo de 60 (sessenta) dias, contado da entrega da requisio do juiz autoridade citada para a causa, independentemente de precatrio, na hiptese do 3o do art. 100 da Constituio Federal; ou II mediante precatrio, caso o montante da condenao exceda o valor definido como obrigao de pequeno valor. 12. Cumprimento de acordo ou de sentena com trnsito em julgado: quantia certa ( art. 13) 1o Desatendida a requisio judicial, o juiz, imediatamente,determinar o sequestro do numerrio suficiente aocumprimento da deciso, dispensada a audincia da FazendaPblica. 2o As obrigaes definidas como de pequeno valor a serempagas independentemente de precatrio tero como limite o quefor estabelecido na lei do respectivo ente da Federao. 3o At que se d a publicao das leis de que trata o 2o, osvalores sero: I 40 (quarenta) salrios mnimos, quanto aos Estados e aoDistrito Federal; II 30 (trinta) salrios mnimos, quanto aos Municpios. 13. Cumprimento de acordo ou de sentena com trnsito em julgado: quantia certa ( art. 13) 4o So vedados o fracionamento, a repartio ou a quebrado valor da execuo, de modo que o pagamento se faa, emparte, na forma estabelecida no inciso I do caput e, emparte, mediante expedio de precatrio, bem como aexpedio de precatrio complementar ou suplementar dovalor pago. 5o Se o valor da execuo ultrapassar o estabelecido parapagamento independentemente do precatrio, o pagamentofar-se-, sempre, por meio do precatrio, sendo facultada parte exequente a renncia ao crdito do valor excedente,para que possa optar pelo pagamento do saldo sem oprecatrio. 14. Cumprimento de acordo ou de sentena com trnsito em julgado: quantia certa ( art. 13) 6o O saque do valor depositado poder ser feitopela parte autora, pessoalmente, em qualquer agnciado banco depositrio, independentemente de alvar. 7o O saque por meio de procurador somentepoder ser feito na agncia destinatria do depsito,mediante procurao especfica, com firmareconhecida, da qual constem o valor originalmentedepositado e sua procedncia 15. Juizados Especiais e Juizados Especiais Adjuntos Art. 14. Os Juizados Especiais da Fazenda Pblicasero instalados pelos Tribunais de Justia dosEstados e do Distrito Federal. Pargrafo nico. Podero ser instalados JuizadosEspeciais Adjuntos, cabendo ao Tribunal designar aVara onde funcionar. 16. Conciliadores e Juzes Leigos Art. 15. Sero designados, na forma da legislao dosEstados e do Distrito Federal, conciliadores e juzesleigos dos Juizados Especiais da Fazenda Pblica,observadas as atribuies previstas nos arts. 22, 37 e 40da Lei no 9.099, de 26 de setembro de 1995. 1o Os conciliadores e juzes leigos so auxiliares daJustia, recrutados, os primeiros, preferentemente,entre os bacharis em Direito, e os segundos, entreadvogados com mais de 2 (dois) anos de experincia. 2o Os juzes leigos ficaro impedidos de exercer aadvocacia perante todos os Juizados Especiais daFazenda Pblica instalados em territrio nacional,enquanto no desempenho de suas funes. 17. Conciliadores Art. 16. Cabe ao conciliador, sob a superviso do juiz,conduzir a audincia de conciliao. 1o Poder o conciliador, para fins deencaminhamento da composio amigvel, ouvir aspartes e testemunhas sobre os contornos fticos dacontrovrsia. 2o No obtida a conciliao, caber ao juiz presidir ainstruo do processo, podendo dispensar novosdepoimentos, se entender suficientes para o julgamentoda causa os esclarecimentos j constantes dos autos, eno houver impugnao das partes. 18. Turmas Recursais: composio Art. 17. As Turmas Recursais do Sistema dos JuizadosEspeciais so compostas por juzes em exerccio noprimeiro grau de jurisdio, na forma da legislao dosEstados e do Distrito Federal, com mandato de 2 (dois)anos, e integradas, preferencialmente, por juzes doSistema dos Juizados Especiais. 1o A designao dos juzes das Turmas Recursaisobedecer aos critrios de antiguidade e merecimento. 2o No ser permitida a reconduo, salvo quandono houver outro juiz na sede da Turma Recursal. 19. Pedido de uniformizao de interpretao de lei Art. 18. Caber pedido de uniformizao de interpretao de leiquando houver divergncia entre decises proferidas por TurmasRecursais sobre questes de direito material. 1o O pedido fundado em divergncia entre Turmas do mesmoEstado ser julgado em reunio conjunta das Turmas emconflito, sob a presidncia de desembargador indicado peloTribunal de Justia. 2o No caso do 1o, a reunio de juzes domiciliados emcidades diversas poder ser feita por meio eletrnico. 3o Quando as Turmas de diferentes Estados derem a leifederal interpretaes divergentes, ou quando a decisoproferida estiver em contrariedade com smula do SuperiorTribunal de Justia, o pedido ser por este julgado. 20. Turmas de Uniformizao:contrariedade a smula do STJ Art. 19. Quando a orientao acolhida pelas Turmas deUniformizao de que trata o 1o do art. 18 contrariar smula doSuperior Tribunal de Justia, a parte interessada poder provocar amanifestao deste, que dirimir a divergncia. 1o Eventuais pedidos de uniformizao fundados em questesidnticas e recebidos subsequentemente em quaisquer das TurmasRecursais ficaro retidos nos autos, aguardando pronunciamento doSuperior Tribunal de Justia. 2o Nos casos do caput deste artigo e do 3o do art. 18, presente aplausibilidade do direito invocado e havendo fundado receio de danode difcil reparao, poder o relator conceder, de ofcio ou arequerimento do interessado, medida liminar determinando asuspenso dos processos nos quais a controvrsia esteja estabelecida. 21. Turmas de Uniformizao: contrariedade a smula do STJ 3o Se necessrio, o relator pedir informaes ao Presidente daTurma Recursal ou Presidente da Turma de Uniformizao e, noscasos previstos em lei, ouvir o Ministrio Pblico, no prazo de 5(cinco) dias. 4o ( vetado) 5o Decorridos os prazos referidos nos 3o e 4o, o relator incluiro pedido em pauta na sesso, com preferncia sobre todos os demaisfeitos, ressalvados os processos com rus presos, os habeas corpus eos mandados de segurana. 6o Publicado o acrdo respectivo, os pedidos retidos referidos no 1o sero apreciados pelas Turmas Recursais, que podero exercerjuzo de retratao ou os declararo prejudicados, se veicularem teseno acolhida pelo Superior Tribunal de Justia. 22. Pedidos de uniformizao: normas regulamentadoras Art. 20. Os Tribunais de Justia, o SuperiorTribunal de Justia e o Supremo TribunalFederal, no mbito de suas competncias,expediro normas regulamentando osprocedimentos a serem adotados para oprocessamento e o julgamento do pedido deuniformizao e do recurso extraordinrio. 23. Julgamento de RE e instalao dos Juizados Especiais da Faz. Pblica Art. 21. O recurso extraordinrio, para osefeitos desta Lei, ser processado e julgadosegundo o estabelecido no art. 19, alm daobservncia das normas do Regimento. Art. 22. Os Juizados Especiais da FazendaPblica sero instalados no prazo de at 2 (dois)anos da vigncia desta Lei, podendo haver oaproveitamento total ou parcial das estruturasdas atuais Varas da Fazenda Pblica. 24. Limitao da competncia: possibilidade at 5 anos Art. 23. Os Tribunais de Justia podero limitar,por at 5 (cinco) anos, a partir da entrada em vigordesta Lei, a competncia dos Juizados Especiais daFazenda Pblica, atendendo necessidade daorganizao dos servios judicirios eadministrativos. Art. 24. No sero remetidas aos Juizados Especiaisda Fazenda Pblica as demandas ajuizadas at a datade sua instalao, assim como as ajuizadas fora doJuizado Especial por fora do disposto no art. 23. 25. Disposies finais Art. 25. Competir aos Tribunais de Justia prestar osuporte administrativo necessrio ao funcionamento dosJuizados Especiais. Art. 26. O disposto no art. 16 aplica-se aos JuizadosEspeciais Federais institudos pela Lei no 10.259, de 12 dejulho de 2001. Art. 27. Aplica-se subsidiariamente o disposto nas Leis nos5.869, de 11 de janeiro de 1973 Cdigo de Processo Civil,9.099, de 26 de setembro de 1995, e 10.259, de 12 de julhode 2001. Art. 28. Esta Lei entra em vigor aps decorridos 6 (seis)meses de sua publicao oficial.