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JUÍZO FINAL

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O ápice da história humana é o Juízo Final. No transcorrer da epopeia humana, a balança da justiça está muito desequilibrada, os maus e desonestos, cruéis e corruptos estão em vantagem sobre os homens de bem, mas no Juízo Final os pecadores perceberão que a vantagem que tiveram na vida terrena era ilusória. Este livro pretende expor o que ocorrerá naquela Grande Dia revelado em toda a Bíblia, especialmente no Apocalipse. Os detalhes sobre o Dia do Juízo são assustadores, porque a realidade que se avizinha será terrível. O julgamento será de acordo com as atitudes e condutas que tivemos nesta existência. Não adiantará alegar que acreditava em Deus e mesmo que era cristão. Prepare-se para este dia. As sentenças proferidas serão terríveis e irreversíveis. A condenação no inferno é eterna.

Text of JUÍZO FINAL

  • JUZO

    FINAL

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 2 ]

    FINALIDADE DESTA OBRA

    Os materiais literrios do autor no tm fins lucrativos,

    nem lhe gera quaisquer tipo de receita. Os custos do livro so

    unicamente para cobrir despesas com produo, transporte,

    impostos e revendedores. Sua satisfao consiste em contribuir

    para o bem da educao uma melhor qualidade de vida para

    todos os homens e seres vivos, e para glorificar o nico Deus

    Todo-Poderoso.

    CONTATOS:

    www.youtube.com/user/storytellervaldemir

    www.facebook.com/menezes.scribe.3

    Blog: http://escatologia137.blogspot.com.br/

    E-mail: [email protected]

    www.dailymotion.com/scribevaldemir

    AUTORIZAO

    O livro pode ser reproduzido e distribudo por quaisquer

    meios, usado por qualquer entidade religiosa, educacional ou

    cultural sem prvia autorizao do autor.

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 3 ]

    SE VOC GOSTOU DESTE LIVRO DE UM A SEU

    AMIGO.

    OUTRAS OBRAS DO AUTOR NAS LIVRARIAS

    VIRTUAIS

    www.amazon.com / www.clubedosautores.com.br

    Biologia O mito da evoluo

    Escrivo de Polcia cargo tcnico cientfico

    O que a Igreja Catlica Romana?

    Biology the Myth of Evolution

    Arqueologia Bblica

    AUTOR: Valdemir Mota de Menezes licenciado em

    Cincias Biolgicas e Histria pela Universidade Metropolitana

    de Santos, possui curso superior em Gesto de Empresas pela

    UNIMONTE de Santos, e Bacharel em Teologia pela

    Faculdade das Assembleias de Deus de Santos, nasceu em

    Itabaiana/SE, em 1969.

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 4 ]

    Dados Internacionais da Catalogao na Publicao (CIP)

    PALAVRA CHAVE: Juzo Final, Fim do Mundo,

    escatologia.

    M543 Menezes, Valdemir, 1969

    Juzo Final / Valdemir Mota de Menezes, Cubato/SP,

    Amazon.com Clubedosautores.com.br, 2015

    127 p. ; 21 cm

    ISBN-13: 978-1508983545

    ISBN-10: 1508983542

    1. Escatologia 2. Juzo Final 3.Fim do Mundo 4.

    Inferno 5. Condenao eterna I - Titulo

    CDD 230

    CDU 23

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 5 ]

    INTRODUO

    Na Bblia h vrios juzos divinos que aconteceram e que

    seguem acontecendo, outros ainda acontecero no futuro. H

    juzos individuais e coletivos, assim ns vamos dissecar os

    textos bblicos para interpret-los e coloca-los na ordem do

    tempo, pois o ltimo juzo de Deus o mais importante, o

    Juzo Final. A certeza de que um dia Deus julgar a todos, e dar

    a cada um segundo as suas obras, faz parte do conhecimento

    emprico e ntimo de todos os homens, por isso, em muitas

    religies do mundo a crena em um Juzo faz parte dos seus

    respectivos credos.

    OS TRS TIPOS DE PEIXES

    Jesus Cristo ao falar do reino dos cus ele compara a

    humanidade a trs tipos de peixes, e que a mensagem do reino

    dos cus semelhante a uma rede lanada ao mar. Nem todas as

    pessoas so alcanadas com a mensagem do reino, tanto que

    apenas uma parte da humanidade se denomina crist. No fim dos

    tempos, Deus vai enviar os anjos para separar os peixes bons

    dos ruins. Os peixes bons sero colocados nos cestos e os ruins

    lanados fora. Ao final da parbola Jesus disse que os ruins

    sero lanados na fornalha de fogo. Uma parbola nunca pode

    ser interpretada ao p da letra, em cada detalhe, e Jesus deixou

    de fora a questo dos peixes que no foram pescados, mas, por

    inferncia entendemos que estes peixes no pescados so

    aqueles que no foram atrados pelo Evangelho. Certamente

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 6 ]

    estes no sero salvos, porque a Bblia no permite entender que

    h vrios caminhos que levam a Deus, somente Jesus o

    Caminho. Todos os adeptos de outras religies, agnsticos, ateus

    ou sem religio ficaro de fora do cesto (reino de Deus). O

    interessante que o simples fato de aceitar o cristianismo como

    religio, como crena, adotando seus dogmas, no ser por esta

    aceitao intelectual que uma pessoa entrar no cesto. Podemos

    dizer que todos os cristos entram no barco, mas s alguns

    entraro no cesto. No Dia do Juzo Final, saberemos quem

    quem. No podemos dizer com certeza quem hipcrita.

    47 Igualmente o reino dos cus semelhante a

    uma rede lanada ao mar, e que apanha toda a

    qualidade de peixes. 48 E, estando cheia, a

    puxam para a praia; e, assentando-se, apanham

    para os cestos os bons; os ruins, porm, lanam

    fora. 49 Assim ser na consumao dos sculos:

    viro os anjos, e separaro os maus de entre os

    justos, 50 E lan-los-o na fornalha de fogo; ali

    haver pranto e ranger de dentes. (Mateus 13.47-

    50)

    JUZO FINAL DOUTRINA PTREA

    Quando o apstolo Paulo teve oportunidade de falar com o

    representante do Imprio Romano Marcus Antonius Felix,

    governador da Judia entre os anos de 52 a 60, como procurador

    romano, ele tratou de falar sobre os pontos fundamentais do

    cristianismo, entre estes: a justia, a temperana e o juzo

    vindouro. Assim, o Dia do Juzo um dos fundamentos da

    doutrina crist. Ao ouvir Paulo, Flix ficou espavorido, cheio de

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 7 ]

    medo. A mensagem do Juzo Final deve produzir pnico, porque

    o juzo mesmo aterrador.

    25 E, tratando ele da justia, e da temperana, e

    do juzo vindouro, Flix, espavorido,

    respondeu: Por agora vai-te, e em tendo

    oportunidade te chamarei. (Atos 24.25)

    JUZO FINAL PARA CONDENAR

    A doutrina do Juzo Final estabelece a condenao dos

    mpios. Todos os que viveram de acordo com os desejos

    pecaminosos da carne sero condenados. Aqueles que falam mal

    dos servos de Deus, dizendo coisas duras e perversas sobre

    Deus, Jesus e os cristos sero severamente punidos. Aqueles

    que costumam dizer que religio s instrumento de

    manipulao de massas, vero no Dia do Juzo que suas teorias

    anticrists estavam redondamente erradas.

    15 Para fazer juzo contra todos e condenar

    dentre eles todos os mpios, por todas as suas

    obras de impiedade, que impiamente cometeram,

    e por todas as duras palavras que mpios

    pecadores disseram contra ele. (Judas 15)

    JUZO FINAL PARA QUEIMAR O JOIO

    36 Ento, tendo despedido a multido, foi Jesus

    para casa. E chegaram ao p dele os seus

    discpulos, dizendo: Explica-nos a parbola do

    joio do campo. 37 E ele, respondendo, disse-

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 8 ]

    lhes: O que semeia a boa semente, o Filho do

    homem; 38 O campo o mundo; e a boa

    semente so os filhos do reino; e o joio so os

    filhos do maligno; 39 O inimigo, que o semeou,

    o diabo; e a ceifa o fim do mundo; e os

    ceifeiros so os anjos. 40 Assim como o joio

    colhido e queimado no fogo, assim ser na

    consumao deste mundo. 41 Mandar o Filho

    do homem os seus anjos, e eles colhero do seu

    reino tudo o que causa escndalo, e os que

    cometem iniquidade. (Mateus 13.36-41)

    O Juzo Final ocorrer na consumao do mundo, isto ,

    ser o ltimo evento do planeta Terra. No tempo em que a terra

    estar sendo consumida pelo fogo, onde os elementos ardendo

    se desfaro, ocorrer colheita do joio. Conforme a parbola de

    Jesus, no mundo existe dois tipos de semente: A boa e a m. No

    transcurso da histria, os anjos quiseram por muitas vezes

    acabar com o joio, punindo com a morte as pessoas malignas e

    toda sorte de criminosos, mas Deus em sua infinita sabedoria e

    misericrdia, disse para os anjos deixarem o trigo e o joio

    crescerem, ou seja, deixar a histria desenrolar com o mnimo

    de interveno possvel, permitindo que os maus prosperassem,

    pois o desgnio divino queria dar total liberdade aos homens

    para que a humanidade tivesse total liberdade de se

    autogovernar e ao final ficasse provada incapacidade humana

    de se autogovernarem sem Deus, por esta razo Deus est sendo

    to paciente, preciso que toda forma de governo fracasse. Na

    parbola do joio e do trigo Jesus d nfase na sua explicao ao

    destino do joio. No final o joio ser queimado no fogo. O

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 9 ]

    inferno a qual os mpios esto destinados a passarem a

    eternidade de fato um lugar de fogo. A Bblia fala do inferno

    como uma fornalha ou um lago de fogo. Um lugar que queima,

    que arde, que causa dor e sofrimento. Em todas as parbolas

    sobre o destino eterno da humanidade Jesus deixa bem claro que

    nem todos os homens sero salvos, mas somente uma parte, e

    esta parte somente um remanescente. Os lderes do

    cristianismo no devem ficar preocupados em ser a maior

    religio do mundo, devemos sim, preparar um povo zeloso,

    especial e de boas obras para entrar no reino dos cus.

    ANLISE DO JUZO FINAL

    I - DIA DO JUZO (Mateus 10.15; II Pedro 3.8)

    No ser um dia de 24 horas, mas um perodo de tempo ou

    uma era. Ser um dia segundo o relgio de Deus. No ser um

    dia terrestre, em que o planeta Terra d um giro completo em

    seu prprio eixo, perfazendo um dia terrestre. O Dia do Juzo

    um dia sem pressa, ningum ter outros compromissos que

    poder justificar sua ausncia. Tanto os salvos que estaro

    presentes, como os condenados que estaro sofrendo o

    julgamento, j estaro com corpos indestrutveis. Os salvos, na

    verdade, com corpos incorruptveis. Nestas condies os salvos

    assistiro ao julgamento mais demorado da histria sem ficarem

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 10 ]

    cansados, j os rus sentiro o sofrimento a cada sentena dos

    seus pares.

    As Testemunhas de Jeov erroneamente confundem

    milnio com Juzo Final e ainda dizem que o Juzo Final ser

    um perodo de desfrutar beno! Um leigo lendo o Apocalipse

    percebe que o milnio antecede o Juzo Final e que so eventos

    distintos.

    O Dia do Julgamento ser um perodo de

    mil anos no qual os humanos tero a

    oportunidade de recuperar o que Ado e Eva

    perderam... No h motivo para ter medo. O Dia

    do Julgamento no ser apenas um perodo de

    instruo da parte de Deus, mas tambm um

    perodo para os vivos aplicarem o que

    aprenderam e desfrutarem das bnos

    resultantes disso.

    (http://www.jw.org/pt/publicacoes/revistas/g201

    001/que-e-dia-do-julgamento/)

    II - LOCAL DO JUZO FINAL (APOCALIPSE 20.11)

    Conforme Apocalipse 20, verso 11 ... fugiu a terra e o

    cu; e no se achou lugar para eles. Isso indica que o

    julgamento ocorrer no espao sideral. Enquanto ocorre o Juzo

    Final, o Planeta Terra estar sendo totalmente destrudo:

    Porque j o primeiro cu e a primeira terra passaram, e o mar j

    no existe. (Apocalipse 21.1).

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 11 ]

    Os mortos ressuscitaro e logo o mundo destrudo, o

    Juzo Final ocorre enquanto o Planeta Terra dizimado.

    No vcuo do universo ocorrer o Dia de prestar contas a

    Deus.

    10 Mas o dia do Senhor vir como o ladro de

    noite; no qual os cus passaro com grande

    estrondo, e os elementos, ardendo, se desfaro, e

    a terra, e as obras que nela h, se queimaro 12

    Aguardando, e apressando-vos para a vinda do

    dia de Deus, em que os cus, em fogo se

    desfaro, e os elementos, ardendo, se

    fundiro?13 Mas ns, segundo a sua promessa,

    aguardamos novos cus e nova terra, em que

    habita a justia. (II Pedro 3.10, 12 e 13)

    III - MORTOS GRANDES E PEQUENOS

    (APOCALIPSE 20.12)

    Entendemos como mortos grandes, aquelas pessoas que

    foram em vida ricas, famosas e poderosas. Mas o Juzo tambm

    atingir aqueles mortos pequenos que viveram nas reas

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 12 ]

    rurais, em favelas, os pobres, os iletrados e os deficientes fsicos

    e at mentais desde que tinham certo nvel de entendimento e

    eram capazes de discernir o Bem do Mal e podiam optar por

    servir a Cristo, e no o fizeram em vida. Isso indica que a

    posio social, financeira, intelectual e fsica no sero fatores

    de incluso ou excluso do Juzo Final.

    Em p. Os mortos esto em posio de rus diante do

    Juiz. No judicirio comum na hora da sentena o ru ouvi-la

    em p. Esta posio indica que o ru presta respeito ao juiz.

    Naquele dia, as pessoas mpias sentiro profundo temor de

    Deus. Pena que j ser tarde demais.

    IV - LIVRO DA VIDA (APOCALIPSE 20.12)

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 13 ]

    No Dia do Juzo Final, ningum ser absolvido, os salvos

    constam seus nomes no Livro da Vida, os mpios no tm seus

    nomes inscritos neste livro. Ento por que o Livro da Vida

    estar sendo aberto no Dia do Juzo? Justamente para confirmar

    que todas as pessoas que esto sendo ali julgadas no constam

    seus nomes no Livro. Muitos que aceitaram Jesus em suas vidas

    terrenas, muitos que foram batizados, e que eram membros de

    congregaes, e at mesmo muitos ministros do Evangelho

    estaro no Juzo Final para serem condenados, e antes que

    protestem dizendo que tinham seus nomes no Livro da Vida e

    que deve ter ocorrido algum engano, o Livro da Vida ser aberto

    para conferir que no local onde deveria constar seu nome, no

    consta.

    Cristos, evanglicos, crentes ou quaisquer pessoas que

    professavam em vida que serviam a Deus, mas no viviam de

    acordo com a vontade do Senhor, tambm sero julgados e

    condenados, inclusive o nome de uma pessoa pode ser escrita no

    Livro da Vida, quando a pessoa se decidiu para Jesus, mas no

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 14 ]

    transcurso da vida se desviou ou vivia no pecado, e seu nome

    acabou sendo apagado do Livro.

    33 Ento disse JAV a Moiss: Aquele que

    pecar contra mim, a este riscarei do meu livro.

    (xodo 32.33)

    V - OS OUTROS LIVROS (APOCALIPSE 20.12)

    Devemos entender que a palavra LIVRO seja uma figura

    de linguagem que significa um local de registro de fatos e

    nomes. No devemos pensar que seja literalmente um livro de

    papiro, pergaminho, ou papel, um livro encadernado, nem

    mesmo um Ebook. No mundo espiritual as formas das coisas so

    mutveis e muitas vezes dinmicas, ou realidades alternadas,

    onde uma pessoa v de um jeito e outra pessoa v de outra

    forma. Mas todos que estiverem ali no Juzo Final entendero

    que aqueles registros so os livros.

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 15 ]

    A pergunta que se faz : Que livros sero estes que estaro

    sendo abertos no Dia do Juzo Final? Podemos apontar alguns

    livros que provavelmente sero usados para demonstrar que os

    que esto sendo julgados se encontram como infratores dos

    artigos penais destes livros. No nosso mundo, algum s

    levado a julgamento se ele infringiu alguma lei. Em muitos

    pases estas Leis fazem parte de alguns livros como a

    Constituio Federal, tambm chamada de carta magna, Cdigo

    Penal e outras Leis Extravagantes.

    Russel Norman Champlin comenta sobre estes outros

    livros:

    Os judeus tinham a crena realista e vlida de que a retribuio moral

    ser uma certeza absoluta; e para garantir que isso seria assim, imaginavam

    livros onde eram guardados registros sobre todos, de tal modo que nada seria

    olvidado no juzo, quer dos justos, quer dos injustos. (Ver Jubileus 30;

    Enoque 89 - 90, quanto ao simbolismo dos livros. O trecho de Enoque

    47:3, diz: E naqueles dias vi o Cabea de dias, quando ele se assentou sobre

    o trono de sua glria, e os livros dos vivos foram abertos diante de si).

    1 - LIVRO DA CONSCINCIA

    O ser humano dotado de uma conscincia que aprova e

    condena os seus atos. Quando algum faz algo errado, uma

    maldade, conta uma mentira, engana algum, trai seu cnjuge,

    rouba, mata e outras coisas mais, natural que no seu ntimo,

    em determinado momento, ela refletir e uma voz no seu interior

    a reprovar. Est voz que fala conosco, muitas vezes durante o

    dia, se trata do nosso prprio esprito acusando-nos da falta que

    cometemos. A conscincia uma evidncia que possumos um

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 16 ]

    senso natural que nos corrige, repreende como tambm nos

    elogia e nos afaga quando fazemos o bem.

    Os animais no possuem a conscincia, mas podem se

    sentirem culpados quando so condicionados a certas situaes

    ou quando adestrados ou domesticados. Muitas pessoas vivem

    por toda a vida tentando enganar suas conscincias,

    argumentando com ela e justificando seus erros e pecados.

    Cuidado, no tente enganar sua conscincia, ela o nosso maior

    ponto de contato com Deus. Muitos sero condenados porque

    viveram sufocando suas conscincias e calando sua voz!

    2 - LIVRO DA NATUREZA

    Muitas pessoas se pegam confabulando consigo mesmo

    sobre o destino eterno daquelas pessoas que viveram afastados

    da sociedade, em tempos que no havia o Evangelho chegado a

    sua comunidade, e em lugares que o Evangelho no chegou

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 17 ]

    mesmo a ser anunciado a bom tempo. Qual o destino destas

    pessoas? Bem, a Bblia e o cristianismo no chegaram a todos os

    povos, em todos os tempos e nas mesmas condies de clareza.

    Muitos morreram sem ter a oportunidade de conhecerem sequer

    o nome de Jesus. Estas pessoas no sero condenadas por

    infligirem aos mandamentos da Bblia, mas elas sero rus das

    suas conscincias, e se elas no adoraram a Deus alegando

    desconhecimento que havia um Deus Todo-Poderoso que tudo

    criou, o LIVRO DA NATUREZA ser aberto no Juzo Final

    mostrando que se as pessoas parassem para analisar o mundo em

    sua volta, elas chegariam ao conhecimento de Deus pelas obras

    da criao. Os nossos cinco sentidos nos do capacidade de

    compreender que este universo que nos cerca no obra do

    acaso, mas de um Ser Superior, e que as pessoas deveriam

    ador-lo, mesmo sem conhec-los pela Bblia.

    As evidncias da existncia de Deus pela natureza podem

    ser percebidas pelos:

    A - VISO: Quem tem o privilgio de enxergar, no pode

    ser escusvel de que no tinha como saber que Deus existia, pois

    o brilho do sol, a beleza das cores que permeiam a natureza, o

    formato magnfico das montanhas, a marcha das nuvens nos

    cus com suas mais variadas formas, tudo isso aponta que h um

    criador. Quando vemos a variedade da fauna e da flora, no

    podemos atribuir isso a uma estpida e irracional teoria da

    evoluo. Tudo isso fruto da criao divina. No Dia do Juzo

    Final, a natureza ser uma testemunha algoz e voraz contra os

    incrdulos.

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 18 ]

    A viso nos permite ver as obras de Deus na natureza.

    B - AUDIO: Por este sentido podemos ouvir o barulho

    do vento, o estrondo das ondas do mar, o cntico dos pssaros, o

    som do trovo, a voz das outras pessoas, o barulho da chuva, o

    mugido do gado, em fim, quem ouve pode perceber que h um

    Criador.

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 19 ]

    A AUDIO nos d percepo dos sons da natureza

    criada: ondas, troves, pssaros etc.

    C - PALADAR: Deus nos dotou da capacidade de sentir o

    gosto das coisas: o azedo, o amargo, o doce, o salgado e dentro

    de cada categoria de paladar, podemos identificar milhares e

    milhares de sabores. O paladar nos d a habilidade de

    reconhecer o gosto das mais variadas frutas, mesmo que nossos

    olhos estejam fechados. Percebemos o sabor inconfundvel da

    goiaba, banana, mamo, jaca, maa, uva. Estas maravilhas da

    natureza indicam que houve um criador supremo que organizou

    o universo em milhes de produtos, todos perfeitos. No h obra

    inacabada no mundo. Como voc pode dizer que no tinha como

    saber que havia Deus?

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 20 ]

    PALADAR Atravs das papilas gustatrias

    percebemos os sabores do universo.

    D - TATO: A sensibilidade do nosso sistema nervoso nos

    d a capacidade de obter vrias sensaes como o frio e o calor,

    de perceber a forma das coisas, de saber se o estado da

    substncia slido, lquido ou gasoso. O tato nos faz perceber a

    grandeza da natureza, e a natureza o espelho que reflete o

    poder criador de Deus.

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 21 ]

    O tato nos faz perceber formas (slido, lquido

    e gasoso) e temperatura.

    E - OLFATO: As milhares de clulas nervosas do nosso

    olfato nos d a capacidade de distinguir o cheiro e odor do

    universo em nossa volta. Tudo o que solta molculas de cheiro

    pode ser captada pelos sensores do nosso olfato e podemos

    classificar como perfumado ou fedido, em um leque de milhares

    e milhares de odores. A percepo do universo pelos nossos

    sentidos tem o propsito de mesmo sem ver Deus, nos d a

    convico de que Ele existe. Acontece que muitas pessoas no

    param para refletir e vivem apenas buscando saciar seus desejos

    naturais como fome, sede, sono, e sexo, esquecendo de pensar e

    refletir sobre o sentido da vida.

    O olfato nos faz perceber os cheiros das coisas

    criadas. Segundo a tradio judaica, Abrao teria

    conhecido Deus por este raciocnio ao observar a

    natureza. Abrao observando a natureza teria

    concludo que havia um Deus que tudo criou.

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 22 ]

    3 - LIVRO A BBLIA

    Os que tiveram a oportunidade de conhecer e ter uma

    Bblia, sero julgados tambm pelas Escrituras Sagradas. Sero

    horrveis os gritos e prantos dos cristos que tinham uma Bblia

    em sua estante e frequentemente as carregavam debaixo do

    brao quando iam para os cultos, todavia, negligenciaram em ler

    e em praticar seus ensinamentos. Muitos ministros que sabiam

    manusear a Bblia com tanta destreza, recintando com fidelidade

    os textos bblicos, citando o livro, captulo e versculo, mas que

    no viviam o Evangelho de verdade, vivendo de aparncias,

    praticando o que no convinha, sendo um hipcrita, tambm

    enfrentaro o trono branco. O Dia do Juzo Final vai mostrar

    quem quem. Naquele dia entenderemos que o importante o

    quanto obedecemos e no o quanto conhecemos. Fico

    imaginando muitos cristos pondo a culpa nos seus lderes que

    no lhe pregaram o Evangelho de santidade como deveriam,

    mas estes cristos no sero escusveis, porque tinham a Bblia

    na mo e no procuraram viver intensamente para Deus. Estes

    deixaram de por em prtica as ltimas advertncias do livro do

    Apocalipse captulo 22, versculo 11: quem justo, faa justia

    ainda; e quem santo, seja santificado ainda.

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 23 ]

    A Bblia ser usada para julgar os que conheceram

    a Palavra de Deus.

    4 - O LIVRO DA MEMORIA

    A memria completa com a lembrana de todos os atos,

    palavras e pensamentos ser uma virtude de todos os

    ressuscitados, ningum poder alegar que no se lembra deste

    ou daquele pecado. Na verdade todos ns carregamos no nosso

    subconsciente todas as lembranas de tudo o que fazemos. A

    nossa dificuldade hoje trazer estas lembranas para a

    conscincia. Atravs do mtodo da hipnose, se consegue, em

    muitos casos, trazer lembranas da infncia e lembranas de

    detalhes insignificantes ocorridos h muito tempo. O

    desesperador do Juzo Final, entre tantas coisas, que todos os

    rus lembraro com perfeito detalhes todos os seus pecados.

    VI - O MAR DEU OS MORTOS (APOCALIPSE 20.13)

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 24 ]

    Existem muitas confabulaes sobre o significado desta

    passagem. Porque Joo, na viso do Juzo Final, fala que o mar

    deu os mortos que nele havia? Alguns supem que as pessoas

    que morrem no mar iriam para um lugar diverso dos que

    morrem na terra. Mas no haveria lgica para isso. At porque a

    Bblia no faz qualquer meno sobre a maneira que a pessoa

    morre, isso irrelevante para o destino eterno de cada pessoa. O

    que a Palavra de Deus adverte sobre as condies espirituais e

    morais que a pessoa morre, isto sim, pode influenciar nosso

    destino para sempre. Achar que as pessoas que morrem em

    determinado lugar vai ter um destino diverso totalmente

    assimtrico com a Palavra de Deus. Local da morte no serve de

    parmetro para o destino das almas. Por que haveria de algum

    morrer no mar afogado ir para um destino diferente de quem

    morre na terra? E mais, e quem morre em um rio, um lago no

    vai para o mesmo lugar do que morre no mar? Por qu? certo

    que o mar desperta no imaginrio humano os mais diversos

    temores, histrias dos deuses mitolgicos que habitam as guas,

    em especial, o mar, crenas em fantasmas que caminham sobre

    o mar, regies assombrosas do mar, como o Triangulo das

    Bermudas, tudo isto gera um cisma sobre o mar, mas no pode

    nos levar a supor em destino diferente para os que morrem no

    mar.

    O mar citado aqui deve ser literal:

    No importa como ou quando ou onde algum morreu. Isso ser

    achado no julgamento do grande Trono Branco. O mar literal, entretanto,

    tem servido de sepulcro para muitos marinheiros e outros. No entanto,

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 25 ]

    devolver a todos eles, no ficando ali oculto qualquer indivduo. As naes

    perturbadas e pecaminosas tm produzido um nmero imenso de mortos, mas

    nenhum deles ser olvidado. Todos sero conduzidos presena de Deus.

    Assim tambm Pirke Aboth iv.32 declara: No permitas que tua imaginao

    te assegure que o sepulcro um asilo. (Champlin, 2002)

    A interpretao desta passagem est na anlise simples do

    texto. Imagine voc assistindo a ressurreio dos condenados de

    todos os tempos, desde Ado e Eva, o que mais chamaria a

    ateno de Joo? Milhes de pessoas ressuscitando e saindo das

    guas, especialmente do mar, e pessoas, aos bilhes, saindo dos

    cemitrios de toda a terra, mesmo dos cemitrios pequenos ou

    abandonados. Acho que a viso de milhes de pessoas saindo do

    mar e tomando conta das praias em todo o mundo chocou Joo,

    at porque em algumas culturas havia o hbito de sepultar os

    mortos no mar. At hoje muitos cadveres so cremados e as

    cinzas jogadas nas guas. Outras religies tinham muito cuidado

    em conservar os cadveres, preocupados com as condies do

    corpo para a ressurreio, evitando lanar os cadveres no mar.

    O mar provavelmente mencionado para

    mostrar que todos os mortos no salvos sero

    levantados para serem julgados, mesmo aqueles

    que morreram no mar e que no tm local de

    sepultura. (http://solascriptura-

    tt.org/Sermoes/E9C-

    julgamentoGrandeTronoBranco-DCloud.htm)

    VII - SEGUNDO AS SUAS OBRAS (APOCALIPSE

    20.13)

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 26 ]

    ... e foram julgados cada um segundo as suas obras.

    (Apoc 20.13)

    Podemos dizer que somos salvos pela f, mas tambm

    podemos ser condenados no Juzo Final pelas nossas obras.

    Ningum se engane, s a f no salva, se as suas obras no

    corresponderem com a f que voc professa voc est engando a

    si mesmo.

    A doutrina da Graa e da salvao pela f um baluarte da

    doutrina protestante, porque as Escrituras falam da salvao

    como uma produo de Deus, pelo sacrifcio expiatrio de Jesus

    que morreu por ns na cruz. Mas a partir do momento que

    aceitamos pela f o sacrifcio de Jesus, devemos viver de acordo

    com esta f, produzindo naturalmente obras dignas de

    arrependimento. Na epstola de Tiago 2.14-26 h uma extensa

    explicao sobre a necessidade das obras acompanharem a f.

    Em diversas passagens das Escrituras falam do julgamento

    divino baseado na conduta e prtica das pessoas durante suas

    vidas.

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 27 ]

    No erreis; nem os devassos, nem os idlatras, nem os adlteros, nem

    os afeminados, nem os sodomitas, nem os ladres, nem os avarentos, nem os

    bbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdaro o reino de Deus.

    (I Corntios 6.10)

    O texto acima nos fala de algumas condutas e prticas, isto

    , obras, que no permitiro que os seus praticantes entrem no

    reino de Deus, assim, por deduo, os que tais atos praticam so

    fortes candidatos a estarem em p diante do Trono Branco sendo

    julgados e condenados por Deus. O contexto de I Corntios no

    captulo cinco e seis mostra que o apstolo Paulo est

    preocupado com aqueles que se dizem cristo e praticam tais

    coisas. O que eu mais temo no Dia do Juzo Final que muitos

    cristos evanglicos que em vida estavam to seguros que

    seriam salvos, porque faziam parte de uma igreja, se vejam

    condenados, recebendo a sentena de castigo eterno, por no

    viverem uma vida santa.

    Segui a paz com todos, e a santificao, sem a

    qual ningum ver o Senhor. (Hebreus 12.14).

    Sinceramente eu fico assustado com a possibilidade do

    Senhor Jesus colocar em prtica a ameaa que consta em Mateus

    7.21-27:

    21 Nem todo o que me diz: Senhor,

    Senhor! entrar no reino dos cus, mas aquele

    que faz a vontade de meu Pai, que est nos cus.

    22 Muitos me diro naquele dia: Senhor,

    Senhor, no profetizamos ns em teu nome? e

    em teu nome no expulsamos demnios? e em

    teu nome no fizemos muitas maravilhas? 23 E

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 28 ]

    ento lhes direi abertamente: Nunca vos conheci;

    apartai-vos de mim, vs que praticais a

    iniquidade. 24 Todo aquele, pois, que escuta

    estas minhas palavras, e as pratica, assemelh-lo-

    ei ao homem prudente, que edificou a sua casa

    sobre a rocha; 25 E desceu a chuva, e correram

    rios, e assopraram ventos, e combateram aquela

    casa, e no caiu, porque estava edificada sobre a

    rocha. 26 E aquele que ouve estas minhas

    palavras, e no as cumpre, compar-lo-ei ao

    homem insensato, que edificou a sua casa sobre a

    areia; 27 E desceu a chuva, e correram rios, e

    assopraram ventos, e combateram aquela casa, e

    caiu, e foi grande a sua queda. (Mateus 7.21-27)

    Esta advertncia para aqueles cristos pentecostais,

    carismticos que acreditam que, pelo fato de suas igrejas serem

    conhecidas na comunidade, ou no pas como uma igreja de

    poder, eles estaro salvos e que entraro no reino de Deus. Os

    milagres, expulsar demnios, profecias e revelaes so

    manifestaes relacionadas com a f, mas a salvao tem

    relao com uma conduta crist exemplar, pelo repdio a

    iniquidade. Prestem ateno no final do versculo 23: apartai-

    vos de mim, vs que PRATICAIS a iniquidade. a conduta e a

    prtica do cristianismo puro que determinar o seu destino

    eterno. Ser terrvel escutar Jesus enxotando-o no Juzo Final,

    mandando-o para escurido eterna.

    Russel Norman Champlin em seu comentrio da Bblia

    diz:

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 29 ]

    ...segundo as suas obras... Isso dito novamente no versculo

    seguinte, para efeito de nfase. Isso tambm declarado em Rom. 2:6, onde

    aparece a nota expositiva expandida sobre esse tema. (Ver II Cor. 5:10 acerca

    do fato que o crente tambm ser julgado segundo as suas obras. Isso pode

    ser comparado ao conceito da lei da colheita segundo a semeadura, em Gl.

    6:7,8) [...] O fato que os homens sero julgados segundo suas obras no faz

    contradio com o principio neotestamentrio da salvao pela f. Pois a f

    a fonte das obras retas; de outro modo, as obras nada valem, exceto que sero

    levadas em considerao no tocante extenso do juzo, ou no tocante sua

    natureza em geral. Espiritualmente falando, obras e f so sinnimos,

    porquanto as verdadeiras obras so feitas pelo Espirito Santo em ns, e no

    coisas feitas mediante o poder e o mrito humano. (Ver Fil. 2:12,13 quanto a

    esse conceito, juntamente com Ef. 2:8-10).

    VIII A MORTE E O INFERNO (APOCALIPSE 20.14)

    A mitologia apresenta a Morte como uma pessoa, um

    personagem sombrio, vestido de preto, com uma gadanha na

    mo. Nesta passagem bblica a Morte e o Inferno so

    arremessados no lago de fogo, a Geena eterna. O texto

    figurativamente representa a Morte e o Inferno como pessoas.

    Em J A Perdio (Inferno) e a Morte so novamente citadas

    como personagens que falam:

    A perdio e a morte dizem: Ouvimos com os nossos ouvidos a sua

    fama. (J 28.22)

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 30 ]

    Fenmeno e lugar, no so pessoas.

    A Morte e o Inferno so os dois maiores temores do ser

    humano. Todos os homens devem morrer UMA S VEZ, se a

    pessoa no servia a Deus, ela sofre o Juzo imediato aps a

    morte e lanada no Hades (Inferno). No dia do Juzo Final,

    todos os que morreram sem a salvao sero expelidos do

    inferno (Hades), ressuscitaro, sero julgados e lanados no

    inferno eterno (Geena).

    E como aos homens est ordenado morrerem

    uma vez, vindo depois disso o juzo. (Hebreu

    9.29).

    A histria do rico e Lzaro representa o Juzo imediato

    aps a morte. Lzaro foi levado para o seio de Abrao (paraso

    temporrio) e o rico foi lanado no inferno temporrio (Hades).

    Este rico, como os demais que no so salvos ressuscitaro aps

    o milnio, no Juzo Final.

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 31 ]

    O hades o mundo dos espritos desencarnados, e um mundo

    intermedirio. Esse tambm entregar todos os seus habitantes para o juzo.

    A morte e o hades so companhias constantes no Apocalipse. (Ver tambm

    Apo. 1:18; 6:8; 20:14). Em Mat. 16:18, as portas do hades ou portas do

    inferno, apontam para o poder da morte, biolgica ou espiritual. (Quanto ao

    hades, no Apocalipse, onde h notas expositivas, ver Apo. 1:18 e 6:8. Ver

    tambm Atos 2:27,31; Mat. 11:23; 16:18; I Cor. 15:55 e I Ped. 3:18, acerca

    da descida de Cristo quele lugar). Conforme diziam as tradies judaicas, o

    hades era o lugar dos mortos, embora houvesse ali dois campos

    separados. O N.T. reflete essa ideia. Mas, desde a ressurreio de Cristo,

    os crentes no vo mais para aquele lugar, ao falecerem, e, sim,

    diretamente, ao mundo" celestial (ver Efsios 1:3). Contudo, no caso dos

    incrdulos, esse lugar intermedirio de punio no foi eliminado.

    (Champlin, 2002)

    Mas os outros mortos no reviveram, at que os mil anos se acabaram.

    (Apocalipse 20.5).

    Ao dizer que a Morte e o Inferno sero lanados no lago

    de fogo, a Palavra de Deus nos garante que estas duas ameaas

    estaro para sempre aniquiladas, que no sero mais um motivo

    de preocupao para ns. Contudo, para os que experimentaram

    a morte e o inferno (Hades), o sofrimento ser eterno. Assim,

    podemos entender tambm que a morte e o inferno so aqui

    citados para dizer que todos os mpios que passaram pela morte

    e pelo inferno sero lanados no lago de fogo.

    O termo Hades usado no Novo Testamento como sendo

    o lugar dos mortos e no sepultura, pois no Antigo Testamento o

    termo hades alterna entre sepultura e mundo espiritual dos

    mortos.

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 32 ]

    Alguns estudiosos pensam que a morte significa estar sepultado na

    terra; e que o mar indica estar sepultado no mar. Mas ambos os lugares,

    que perfazem a terra, entregaro seus mortos, por meio da ressurreio, nas

    mos do Juiz sentado no grande Trono Branco. Hades poderia significar

    apenas sepulcro, conforme algumas vezes se l no A.T. Mas dificilmente

    isso tem tal significado, nas mos de um autor sagrado do N.T., e nem

    est em consonncia com as tradies do judaismo helenista,

    desenvolvidas em tomo desse lugar espiritual. Alguns homens morrem

    felizes, pensando que no sobrevivero a ela. Imaginam que a morte os

    proteger do juzo. (Champlin, 2002)

    IX LAGO DE FOGO (APOCALIPSE 20.14)

    O lago de fogo a Geena, o inferno eterno, no hades a

    alma fica em sofrimento aguardando a ressurreio. Aps a

    ressurreio, ocorre o Juzo Final, a condenao, e a alma e o

    corpo indestrutvel ressurreto lanado no inferno eterno, a

    Geena. Quem mais pregou sobre a Geena foi Jesus, ele sempre

    falava do corpo e da alma lanado na Geena. As duas passagens

    bblicas a seguir falam de algo pior do que a morte. Ora o

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 33 ]

    inferno de sofrimento eterno pior do que a morte, mas se o

    inferno aniquilamento, inexistncia, e estado de inconscincia

    o inferno no pior do que a morte, mas a mesma coisa! Se

    Jesus nos advertiu que devemos temer a Deus porque Ele

    lanar na geena os corpos e almas dos infiis, ento, a geena

    bem pior do que a morte. Jesus tambm ensinou que um

    assassino s tem poder de matar o corpo, no pode matar a alma.

    As Testemunhas de Jeov falam que com a morte do corpo, a

    alma no sobrevive, ficando a pessoa em estado de

    inconscincia, em outras palavras, a alma morre... Portanto,

    acreditar que o inferno um lugar de aniquilamento e no de

    sofrimento um engodo de Satans.

    E no temais os que matam o corpo, e no

    podem matar a alma; temei antes aquele que

    pode fazer perecer no inferno, a alma e o corpo.

    (Mateus 10.28).

    Mas eu vos mostrarei a quem haveis de

    temer: Temei aquele que, depois de matar, tem

    poder de lanar-vos na geena. Sim, digo-vos:

    Temei a este. (Lucas 12.5)

    Muitas pessoas com mente pequena, que pensam como

    humanos e no com a compreenso do universo e da eternidade,

    acha a doutrina do inferno uma das coisas mais estpidas

    produzidas pela religio. Ok, Minhoca pensa como minhoca,

    humanos pensam como humanos. Mas Deus em sua infinita

    sabedoria sabe que a infinidade de criaturas e seres celestiais

    que esto espalhados por todo o universo vero no castigo

    eterno dos condenados, uma lio de moral e exemplo para

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 34 ]

    todos que a rebelio contra Deus resulta em muito sofrimento.

    Passados bilhes de anos depois do Juzo Final, se alguma

    criatura racional do universo, anjos, homens e outros seres que

    desconhecemos, pensar em novamente incitar outra rebelio

    como a de Lcifer, e como a desobedincia de Ado e Eva, eles

    vero que o resultado ser terrvel. O medo do castigo um freio

    para os impulsos pecaminosos e criminosos. Na esfera humana,

    muitos pases adotam a priso perptua como forma de inibir as

    pessoas a cometerem crimes hediondos. A geena tambm ter

    esta funo de desestimular novas rebelies no decorrer da

    eternidade. Deus nos garantiu livre arbtrio, mas impunidade

    no!

    A priso perptua um instituto para desestimular

    as pessoas a cometerem crimes. Assim tambm a

    geena, ficar de exemplo eterno para quem ousar

    se rebelar contra Deus.

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 35 ]

    Reflita bem no texto de Apocalipse 14.11 para depois no

    se lamentar eternamente. Fico bestificado ao ler textos das

    literaturas das Testemunhas de Jeov dizendo que o Juzo Final

    um momento de receber beno e que Deus bom e no vai

    permitir ningum sofrendo para sempre no inferno.

    11 E a fumaa do seu tormento sobe para todo o

    sempre; e no tm repouso nem de dia nem de

    noite os que adoram a besta e a sua imagem, e

    aquele que receber o sinal do seu nome.

    (Apocalipse 14.11)

    X - A SEGUNDA MORTE (APOCALIPSE 20.14)

    Assim como h uma vida superior, depois desta, assim tambm

    haver uma segunda e mais profunda morte. E j que aps esta vida no h

    mais morte (ver Apo. 21:4) assim tambm, aps essa morte no haver mais

    vida (ver Apo. 20:10 e Mat. 25:41) (Alford, in loc.).

    Os sentenciados no Juzo Final sero lanados no lago de

    fogo e ali sofrero a segunda morte. As Testemunhas de Jeov

    acreditam que as pessoas lanadas no lago de fogo voltaro a

    morrer, razo porque o texto diz: Segunda morte. Todavia, o

    contexto bblico nos revela que o sofrimento no inferno eterno.

    Se a pessoa deixa de existir, ela tambm para de sofrer. Ento, a

    segunda morte no pode ser a extino da pessoa, mas a

    separao eterna do condenado que nunca mais poder retornar

    a Deus. A palavra morte, no grego : thanatos e esta palavra

    significa separao. Portanto, segunda morte, a separao

    eterna de Deus. O homem sem Deus est morto espiritualmente,

    mas quando ele aceita Jesus, este vivificado. Interessante que,

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 36 ]

    o inferno pregado pelas Testemunhas de Jeov equivale ao

    nirvana, o cu dos budistas. Deixar de existir a meta dos

    budistas e o temor infernal das Testemunhas de Jeov.

    A expresso segunda morte, embora encontrada somente no

    Apocalipse, em todo o N.T., de origem RABlNICA. Que Rben viva nesta

    era e no morra a segunda morte, com a qual morrem os mpios no mundo

    vindouro. (Targum sobre Deut. 33:6). O Targum sobre Jer. 61:39,57 diz:

    Que eles morram a segunda morte e no vivam no mundo vindouro.

    Curiosamente, o trecho do Targum sobre Isa. 22:14 diz: Esse pecado no te

    ser perdoado, at que morras a segunda morte, subentende que haver o

    perdo do pecado, por intermdio da segunda morte. Em Enoque 99:11 e

    108:3, os espritos dos mpios so declarados mortos no Seol. Isso, claro,

    no o aniquilamento, mas uma morte espiritual, a perda espiritual, a falta de

    participao na verdadeira vida, segundo ela definida na Bblia. (Champlin,

    2002)

    Outro detalhe sobre o lago de fogo, que ao final da

    batalha de armagedom, a Besta e o Falso Profeta sero lanados

    no lago de fogo, sendo estes os primeiros a serem lanados na

    geena. Mil anos iro se passar e no final do milnio, o Diabo e

    os seus anjos sero lanados na geena, e l estaro a Besta e o

    Falso Profeta vivos e sofrendo, e mais, o texto de Apocalipse

    20.10 diz que eles continuaro atormentados para todo o sempre.

    Segunda morte no aniquilamento, pense bem nisso!

    No h espao para o sono da alma, para algum estado intermedirio,

    para uma segunda oportunidade, ou para o aniquilamento dos mpios

    (Robertson)

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 37 ]

    Morte no significa aniquilamento, deixar de

    existir. Deus falou para Ado que se ele pecasse,

    iria morrer. Uma tradio antiga da literatura

    judaica diz que Eva aps comer do fruto do bem

    e do mal, teria dito para Ado que ela no havia

    morrido como Deus havia advertido, e que ele

    tambm poderia comer, assim, seduzindo Ado a

    comer do fruto proibido. Eles no morreram

    fisicamente naquele dia, mas morreram

    espiritualmente. A palavra morte significa

    separao. A morte que Ado sofreu naquele

    mesmo dia foi a separao de Deus, a quebra da

    comunho. Quase mil anos depois, aconteceu a

    separao da alma e do corpo de Ado. Quando a

    Bblia fala da segunda morte na geena, esta se

    referindo a separao eterna de Deus, separao

    irreversvel.

    XI GRAUS DE SOFRIMENTO

    No cu e no inferno no haver igualdade, Deus no criou

    a igualdade, igualdade um imaginrio humano. Os homens

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 38 ]

    constituem leis para os regerem e TODOS SO IGUAIS

    PERANTE A LEI. Mas no assim que funciona no mundo

    espiritual. Cada pessoa ser julgada com exclusividade, no se

    levando somente em conta o que dizia o mandamento, mas as

    condies pessoais do pecador e o grau de tentao sofrido.

    E o servo que soube a vontade do seu senhor, e

    no se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, ser

    castigado com muitos aoites; Mas o que a no soube, e

    fez coisas dignas de aoites, com poucos aoites ser

    castigado. E, a qualquer que muito for dado, muito se

    lhe pedir, e ao que muito se lhe confiou muito mais se

    lhe pedir. (Lucas 12.47-48).

    Quem ficar aoitando os condenados no inferno? As

    Escrituras Sagradas no falam de demnios torturando

    pessoas, mas falam que haver torturadores. Quem so

    eles? Pode ser que os demnios fiquem espancando as

    pessoas na Geena, mas outra possiblidade plausvel que

    os prprios condenados em meio a tanta dor se espanquem

    mutuamente e os merecedores de mais aoites, ficaro em

    situao de inferioridade, apanhando mais do que batendo.

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 39 ]

    Outra possibilidade que Deus crie mecanismo automtico

    para aoit-los. A Palavra de Deus no d detalhes, por isso

    devemos crer no que est escrito e o que no est explcito,

    somente conjecturar.

    O texto supracitado mostra que o grau de conhecimento de

    Deus e da sua vontade ser determinante para cada um passar

    em um julgamento pessoal e particular com Deus. Quem sabia

    muito da vontade de Deus, mas no obedecia, sofrer mais no

    inferno, mas aqueles que conheciam pouco a vontade de Deus,

    tambm sero condenados, mas sofrero no inferno em menor

    intensidade. Uma das regras do Juzo de Deus que a quem

    mais for dado mais ser cobrado; isto inclui no somente o

    conhecimento teolgico, mas a experincia pessoal com Deus,

    se a pessoa era batizado ou no no Esprito Santo. Esta

    passagem bblica do livro de Lucas nos fala de pessoas que

    conhecem e no obedecem, se tornando mais grave o fato da

    pessoa conviver no meio cristo, sendo membro de uma igreja e

    persistindo no pecado.

    Russel Norman Champlin acredita em graus de punio,

    mas tambm acredita que depois de algum tempo a condio do

    condenado ao inferno possa ser melhorada. Esta ideia

    consoladora, mas no encontro apoio bblico.

    Este versculo [Apoc 20.12] ensina que haver graus de punio.

    (Comparar com Mat. 11:21-24). Cremos que nos lugares dos perdidos, no

    haver estagnao. Em outras palavras, quando algum houver pago suas

    dividas, sua condio melhorada. O alvo que ate mesmo as almas

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 40 ]

    perdidas possam redundar em glria para Cristo, encontrando nele o centro

    de toda a sua vida e existncia, certamente isso fica implcito em I Ped. 4:6 e

    no primeiro captulo da epstola aos Efsios, apesar que aos perdidos no

    prometida a participao na vida dos eleitos. Aqueles esto perdidos, e a sua

    perda ser infinita, porquanto no participam da vida e da imagem de Cristo

    (ver II Cor. 3:18) que o alvo infinito da existncia humana. Estar perdido

    muito mais do que o sofrimento eterno, embora isso tambm seja um fator

    importante. (Champlin, 2002)

    XII - JULGAMENTO DOS ANJOS DEMONACOS

    3 No sabeis vs que havemos de julgar os

    anjos? Quanto mais s coisas pertencentes a esta

    vida? (I Corntios 6.3).

    Os cristos julgaro os anjos cados (I Corntios 6.3). No

    texto central do livro do Apocalipse nada se fala do momento

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 41 ]

    em que os servos de Deus iro julgar os anjos. Acreditamos que

    logo aps a Batalha Final, o Diabo lanado no Lago de Fogo,

    onde j se encontra a Besta e o Falso Profeta, neste momento

    que os anjos demonacos sero tambm julgados e lanados com

    o Diabo no lago de fogo, veja que este acontecimento ocorrer

    antes do julgamento dos infiis (Apocalipse 20.10). Acreditamos

    que os anjos cados sofrero muito mais que os humanos infiis,

    afinal, os anjos tiveram contato mais ntimo com Deus e baseado

    no princpio de a quem mais for dado, mais ser cobrado, Os

    anjos cados sero severamente punidos. Alm do mais, estes

    anjos se tornaram demnios e durante toda a histria da

    humanidade, eles tentavam os homens, colocando armadilhas

    em suas vidas. Portanto, os demnios cometeram muitas

    maldades para serem punidos.

    Os nefilins, anjos que nos dias anteriores a No,

    materializaram corpos humanos, tiveram filhos com as

    mulheres, desta relao nasceram os gigantes da antiguidade,

    chamados de tits, ciclops e por outros nomes de acordo com as

    tradies antigas. Na Bblia eles so chamados de os filhos de

    Deus que tiveram relaes com as filhas dos homens. Desta

    relao proibida nasceram hbridos gigantes que corromperam

    moral e geneticamente a humanidade, provocando a deciso

    divina de destruir aquela espcie com o dilvio, restando

    somente No sua famlia. O livro de Enoque conta com detalhes

    sobre este evento e que ao final, Deus capturou os anjos rebeldes

    que tiveram a audcia de deixar seus principados para terem

    relao com as mulheres e os encarcerou em prises eternas at

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 42 ]

    o dia do juzo. Estes anjos rebeldes no vivem tentando os

    homens, porque se encontram preso no abismo, ou trtaro.

    Quando Jesus morreu, Ele esteve em esprito no trtaro

    (Abismo) e l pregou o juzo a estes espritos. Quando o

    apstolo Pedro fala que Jesus foi e pregou aos espritos em

    prises, alguns pensam que ele foi salvar as pessoas que j

    morreram, como acreditam os mrmons, ou os catlicos com a

    doutrina do purgatrio. Mas a triste realidade que aps a morte

    no h nova oportunidade de salvao. A palavra grega usada

    para pregar no eveggeliste que quer dizer pregar o

    evangelho, as boas-novas, mas pregar o juzo, levar a sentena

    de condenao. Portanto para estes anjos o Dia do Juzo j

    comeou com a morte de Jesus.

    4 Havia naqueles dias gigantes na terra; e

    tambm depois, quando os filhos de Deus

    entraram s filhas dos homens e delas geraram

    filhos; estes eram os valentes que houve na

    antiguidade, os homens de fama.(Gnesis 6.4)

    E aos anjos que no guardaram o seu principado,

    mas deixaram a sua prpria habitao, reservou

    na escurido e em prises eternas at ao juzo

    daquele grande dia; (Judas1:6)

    18 Porque tambm Cristo padeceu uma vez

    pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-

    nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne,

    mas vivificado pelo Esprito; 19 No qual

    tambm foi, e pregou aos espritos em priso; 20

    Os quais noutro tempo foram rebeldes, quando a

    longanimidade de Deus esperava nos dias de

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 43 ]

    No, enquanto se preparava a arca; na qual

    poucas (isto , oito) almas se salvaram pela gua;

    (I Pedro 3.18-20)

    A vinda de Jesus em carne a este mundo tambm deu

    incio ao julgamento dos demnios e de Satans.

    Agora o juzo deste mundo; agora ser

    expulso o prncipe deste mundo. (Joo 12:31)

    E do juzo, porque j o prncipe deste mundo est

    julgado. (Joo 16:11)

    XIII - JULGAMENTO DE TODOS OS NO SALVOS

    Os justos ressuscitaro em duas etapas: Uma no

    arrebatamento (I Tessalonicenses 4.16-17) e outra no incio no

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 44 ]

    milnio (Apocalipse 20.4). Os mpios iro ressuscitar ao final do

    milnio, logo aps a Batalha Final, isto , no Juzo Final

    (Apocalipse 20.5). O Juzo Final um julgamento destinado aos

    mpios, a todos os que no se converteram a Deus e no foram

    fiis. No havero salvos, ou absolvidos neste julgamento.

    7 Mas os cus e a terra que agora existem pela

    mesma palavra se reservam como tesouro, e se

    guardam para o fogo, at o dia do juzo, e da

    perdio dos homens mpios. (II Pedro 3.7)

    XIV AUDINCIA ABERTA A TODOS

    Os pecados de todos sero expostos publicamente para

    todas as pessoas, os salvos, os condenados e os anjos assistiro

    ao infame espetculo, na qual os pecados mais secretos sero

    vistos por todos para vergonha e desprezo eterno.

    22 Porque nada h encoberto que no

    haja de ser manifesto; e nada se faz para ficar

    oculto, mas para ser descoberto. (Marcos 4.22)

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 45 ]

    As fugas para encontros sexuais proibidos, as conversas

    indecorosas, os pensamentos malignos, os pecados nunca

    confessados, as maldades nunca vistas, as prticas imorais

    secretas, os acessos aos sites pornogrficos da internet, os

    crimes nunca solucionados, as intrigas contra o prximo, os

    furtos jamais descobertos, nada, absolutamente nada que

    fizemos de errado e no foi resolvido, perdoado e abandonado,

    ficar escondido. Finalmente ser revelado para todos, em

    transmisso em tempo real para todos os seres celestiais do

    universo.

    XV A BESTA E O FALSO PROFETA

    29 vezes o livro do Apocalipse fala da pessoa da Besta,

    inmeros livros e artigos j foram publicados por estudiosos e

    curiosos tentando identificar a pessoa da Besta e do Falso

    Profeta. Pessoa ou instituio, no faltam argumentos contra a

    Igreja Catlica. Algumas naes tambm so apontadas como

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 46 ]

    sendo a Besta ou o Anticristo, como os Estados Unidos,

    Inglaterra, e o Imprio Romano. Pessoas como Hitler, Napoleo,

    Nero e Maom tambm fazem parte dos que so especulados

    como sendo o Anticristo. Em todos estes e outros mais, h

    indcios que encaixam com a descrio da Besta (Anticristo). Os

    textos do Apocalipse reforam-me a ideia que a Besta e o Falso

    Profeta so espritos malignos que sempre atuaram na histria,

    mas que no fim dos tempos alcanaro o apogeu do seu poder e

    influncia sobre a terra. Provavelmente estes espritos possuiro

    duas pessoas no fim dos tempos.

    13 E da boca do drago, e da boca da

    besta, e da boca do falso profeta vi sair trs

    espritos imundos, semelhantes a rs.

    (Apocalipse 16.13)

    "E a besta foi presa, e com ela o falso

    profeta, que diante dela fizera os sinais, com que

    enganou os que receberam o sinal da besta, e

    adoraram a sua imagem. Estes dois foram

    lanados vivos no lago de fogo que arde com

    enxofre." (Apocalipse 19:20)

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 47 ]

    10 E o diabo, que os enganava, foi

    lanado no lago de fogo e enxofre, onde est a

    besta e o falso profeta; e de dia e de noite sero

    atormentados para todo o sempre. (Apocalipse

    20.10)

    O texto bblico fala que a Besta e o Falso Profeta tinham

    dois espritos malignos que os possuam, e no fim da Grande

    Tribulao, estes espritos sero presos e lanados no lago de

    fogo. Ao que parece o Anticristo (A Besta), e o Falso Profeta

    (Segunda Besta) so humanos que se entregaram com tal

    intensidade ao Diabo (Drago) que no Armagedom, tanto os

    personagens humanos como os respectivos espritos malignos

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 48 ]

    semelhantes a rs que os possuam sero lanados os quatro no

    lago de fogo (geena), pois o texto bblico fala que os dois sero

    lanados vivos no lago de fogo (Apoc 19.20). Se esto sendo

    lanados vivos, isto quer dizer que so os dois homens

    possudos, porque se fossem os demnios que os possuam no

    falaria em lanados vivos, j que no h o que se falar em

    demnios mortos ou vivos. Os adjetivos vivos ou mortos

    so aplicados para pessoas e no para demnios. Mas porque eu

    creio que os espritos que os possuam tambm esto

    incorporados nos corpos da Primeira e da Segunda Besta?

    Por mais que as Bestas do Apocalipse faro barbaridades,

    no h como seres humanos serem igualados em maldades com

    os espritos malignos. Porque os homens possuem poucos anos

    para atuarem, e os espritos malignos esto influenciando a

    humanidade para o mal, desde o princpio. Afinal, foram os ex-

    anjos que tentaram e derrubaram os humanos do seu estado

    perfeito que tinham no princpio. Agora, se a Besta e o Falso

    Profeta sero os primeiros a inaugurarem o lago de fogo,

    presume-se que estes sejam as mais altas patentes do reino das

    trevas. Nem mesmo Lcifer ser lanado na geena aps o

    Armagedom. Lcifer ao final do Armagedom vai ser preso no

    Abismo, que outro lugar, e ao final do milnio solto por um

    pouco de tempo, e s depois da Batalha Final que Lcifer

    lanado na geena, onde ainda esto sofrendo a Besta e o Falso

    Profeta. (Apoc 20.10).

    Sintetizando este captulo podemos dizer que:

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 49 ]

    1 Duas Bestas, mas se tratam de quatro espritos, os

    espritos dos dois homens possudos e dos dois demnios

    possuidores.

    2 As Bestas Apocalpticas do entrada na geena antes do

    milnio, e o Diabo e os seus anjos aps o milnio e a Batalha

    Final.

    3 As Bestas, o Diabo e os demnios sero julgados e

    condenados no Dia do Juzo Final, mas estes no precisaro

    ficar diante do trono branco como os homens ficaro. (Apoc

    20.11-12).

    XVI O JUZO DAS NAES

    31 E quando o Filho do homem vier em

    sua glria, e todos os santos anjos com ele, ento

    se assentar no trono da sua glria; 32 E todas as

    naes sero reunidas diante dele, e apartar uns

    dos outros, como o pastor aparta dos bodes as

    ovelhas; 33 E por as ovelhas sua direita, mas

    os bodes esquerda. 34 Ento dir o Rei aos que

    estiverem sua direita: Vinde, benditos de meu

    Pai, possu por herana o reino que vos est

    preparado desde a fundao do mundo; 35

    Porque tive fome, e destes-me de comer; tive

    sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e

    hospedastes-me; 36 Estava nu, e vestistes-me;

    adoeci, e visitastes-me; estive na priso, e fostes

    ver-me. 37 Ento os justos lhe respondero,

    dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te

    demos de comer? ou com sede, e te demos de

    beber? 38 E quando te vimos estrangeiro, e te

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 50 ]

    hospedamos? ou nu, e te vestimos? 39 E quando

    te vimos enfermo, ou na priso, e fomos ver-te?

    40 E, respondendo o Rei, lhes dir: Em verdade

    vos digo que quando o fizestes a um destes meus

    pequeninos irmos, a mim o fizestes. 41 Ento

    dir tambm aos que estiverem sua esquerda:

    Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo

    eterno, preparado para o diabo e seus anjos; 42

    Porque tive fome, e no me destes de comer; tive

    sede, e no me destes de beber; 43 Sendo

    estrangeiro, no me recolhestes; estando nu, no

    me vestistes; e enfermo, e na priso, no me

    visitastes. 44 Ento eles tambm lhe

    respondero, dizendo: Senhor, quando te vimos

    com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu,

    ou enfermo, ou na priso, e no te servimos? 45

    Ento lhes responder, dizendo: Em verdade vos

    digo que, quando a um destes pequeninos o no

    fizestes, no o fizestes a mim. 46 E iro estes

    para o tormento eterno, mas os justos para a vida

    eterna. (Mateus 25.31-45).

    Aps a Grande Tribulao, Jesus voltar para estabelecer

    o reino milenar na terra, e para isso haver a guerra do

    Armagedom, na qual a maioria das naes do mundo lutar

    contra Israel (os pequeninos irmos de Jesus). Todos os que

    tiveram atitudes antissemitas e antisionistas, sero considerados

    bodes e sero mortos, j sabendo que iro para o tormento

    eterno. Aquelas naes, povos ou pessoas que trataram

    condignamente os judeus e o Estado de Israel herdaro o reino

    de Deus, podendo entrar no reino milenar com todas as bnos

    preditas para este tempo.

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 51 ]

    Algumas consideraes sobre esta passagem:

    1 Este texto fala do Juzo das Naes e no do Juzo

    Final.

    2 As ovelhas esto sendo agraciados no por sua atitude

    com relao a Jesus, mas com relao aos judeus e ao prximo

    em geral. Muitas destas pessoas ditas ovelhas provavelmente

    nem so convertidos a Cristo, mas agora tero oportunidade de

    servi-lo. Estas ovelhas no esto entrando no cu, mas no reino

    messinico na terra.

    3 Os bodes so as pessoas, naes e povos que se

    mantiveram contra Israel e os judeus, e por isso sero mortos

    (Apoc 19.21) e j destinados ao inferno. Devemos lembrar que o

    evento de grande proporo que estamos tratando neste texto o

    Armagedom, que em sntese a maior guerra da humanidade, na

    qual Israel e os seus aliados lutaro contra a Besta e os seus

    aliados. No pice da guerra, Jesus Cristo voltar e vencer a

    guerra como est predito no captulo 19 do Apocalipse.

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 52 ]

    XVII - O BICHO NO MORRE E O FOGO NO

    APAGA

    42 E qualquer que escandalizar um destes

    pequeninos que crem em mim, melhor lhe fora

    que lhe pusessem ao pescoo uma m de atafona,

    e que fosse lanado no mar. 43 E, se a tua mo

    te escandalizar, corta-a; melhor para ti entrares

    na vida aleijado do que, tendo duas mos, ires

    para o inferno (Geena), para o fogo que nunca se

    apaga, 44 Onde o seu bicho no morre, e o

    fogo nunca se apaga. 45 E, se o teu p te

    escandalizar, corta-o; melhor para ti entrares

    coxo na vida do que, tendo dois ps, seres

    lanado no inferno (Geena), no fogo que nunca

    se apaga, 46 Onde o seu bicho no morre, e o

    fogo nunca se apaga. 47 E, se o teu olho te

    escandalizar, lana-o fora; melhor para ti

    entrares no reino de Deus com um s olho do

    que, tendo dois olhos, seres lanado no fogo do

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 53 ]

    inferno (Geena), 48 Onde o seu bicho no

    morre, e o fogo nunca se apaga. 49 Porque

    cada um ser salgado com fogo, e cada sacrifcio

    ser salgado com sal. (Marcos 9.42-49)

    Esta passagem bblica uma das mais srias advertncias

    contra o pecado. Jesus foi a pessoa que mais pregou sobre o

    inferno. Os membros do corpo que mais usamos para se dirigir

    na direo do pecado so as mos, os ps e os olhos. Com as

    mos pegamos em coisas que no deveramos pegar, com os ps

    nos dirigimos para lugares que no deveramos ir, e com os

    olhos vemos coisas que no deveramos olhar. Se a nossa

    disposio de evitar o pecado no for com tal zelo como se fosse

    a prpria amputao dos membros, estaremos correndo srios

    riscos de sermos condenados ao inferno. Sobre a relao do

    pecado com o inferno um articulista comentou esta passagem do

    livro de Marcos:

    Um ponto mais do que importante tem que ser

    ressaltado: o texto nos diz que a condenao

    resultado do pecado, exclusivamente. Ningum

    vai para o inferno por causa de Satans (at

    porque ele tambm ser jogado l), mas

    unicamente por seus prprios atos. O Diabo no

    tem nenhum poder de nos condenar, mas apenas

    de nos influenciar para que caiamos em

    condenao. por isso que o tema do estudo a

    seriedade do pecado: devemos temer mais o mal

    que cometemos do que o prprio Satans. (ADM

    So Carlos)

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 54 ]

    O FOGO

    Os sentenciados no Juzo Final estaro l, diante do Trono,

    sabendo que foram seus atos que o levaram a runa. A desgraa

    do inferno (geena) semelhante ao Vale de Hinon que havia em

    Jerusalm, nos tempos de Jesus. Este local era uma espcie de

    lixo na qual se jogava lixo e resto de carne podre, animais

    mortos e criminosos que em vez de sepultados eram jogados no

    fogo para serem consumidos. O enxofre era jogado no local para

    manter o fogo sempre aceso. O enxofre um elemento qumico

    perigoso que em contato com o oxignio pode causar exploso.

    Sua fumaa, o dixido de enxofre altamente txica. Quando a

    Bblia fala do inferno como um lago de fogo enxofre, a Palavra

    de Deus quer dizer que realmente um lugar de dor que no

    acaba.

    O BICHO

    No Vale de Hinon era comum em meio aquela imundcia,

    os vermes ficarem passeando em meio aos cadveres. Aqueles

    gusanos tornavam o lugar mais tenebroso. Muitos telogos

    ficam se perguntando o que significa o bicho no morre;

    alguns acham que se trata da conscincia do condenado que

    durante toda a eternidade ficar revolvendo, pensamentos que

    ficam passando pr l e para c na mente do condenado, no se

    conformando como pode deixar escapar a salvao por causa de

    mseros prazeres temporais. Acredito na literalidade dos bichos

    assim como o fogo tambm literal, e como os corpos

    ressurretos tambm so reais.

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 55 ]

    XVIII A SEVERIDADE DO JUZO DIVINO

    O que vai surpreender muita gente com certeza a

    severidade do Juzo Final. Segundo algumas estimativas j

    passaram pelo planeta terra cerca de 107 bilhes de humanos,

    imaginemos que segundo as prprias previses de Jesus, a

    maioria escolheria o caminho da Porta Larga e que na verdade

    poucos se salvariam. Ao longo de toda a Bblia lemos que

    muitos dos que eram contados como sendo do povo de Deus

    sero condenados. Examinando a ns mesmos e as nossas

    fraquezas, ns temos uma ideia como a nossa hipocrisia uma

    sria ameaa a nossa salvao. Ningum quer pensar e muito

    menos admitir que sua vida no corresponde com a vontade de

    Deus. Passamos a viver confiando na misericrdia de Deus, mas

    medida que o temor de Deus vai diminuindo, mais e mais

    passamos a viver moda do mundo. Passamos a aceitar o errado

    como certo, comeamos a nos conformar com o mundo para no

    sermos aborrecidos e odiados por todos. Para no sermos

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 56 ]

    taxados de fanticos passamos a nos comportar como as pessoas

    sem Deus. Em nossas mentes se desenvolvem um intrincado

    sistema lgico que est sempre nos absolvendo e justificando

    nossos atos impuros e pecaminosos, e assim, milhes de cristos

    vo pelo caminho da perdio. Se Deus nos abenoa com

    alguma benevolncia, passamos a acreditar que Deus est

    concordando com a nossa vida errada, ou no mnimo est nos

    perdoando e aceitando-nos como estamos. Uma vida de pecado

    e sem fervor espiritual... At que chegue o dia fatdico da morte.

    Quando abrimos os olhos no mundo espiritual, ficamos

    estarrecidos, nada de luz, nada de Jesus, nada de anjos, um

    silncio sepulcral, escurido, logo, passamos a ouvir gritos e

    gemidos de dor, e mais um pouco passamos a sentir um calor

    insuportvel. A verdade parece inacreditvel, mas no estamos

    no paraso, estamos no inferno. Em meio a tanta dor de

    queimadura, os pensamentos so: o que deu errado? Por que

    Deus no me salvou? Milhes de cristos que estavam contando

    com a salvao e a eternidade no paraso, despertam do outro

    lado da morte no inferno, e ficam se perguntando onde foi que

    eu errei? Com o passar dos dias, meses, anos, dcadas, logo vo

    se convencendo da triste verdade, eram cristos hipcritas!

    Nunca morreram de verdade para o mundo, nunca viveram para

    Deus.

    1 BONDADE E SEVERIDADE

    Considera, pois, a bondade e a severidade de

    Deus: para com os que caram, severidade; mas

    para contigo, benignidade, se permaneceres na

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 57 ]

    sua benignidade; de outra maneira tambm tu

    sers cortado. (Romanos 11:22)

    Telogos, religiosos e qualquer pessoa que reflete sobre o

    tema do juzo de Deus e condenao do inferno, sempre vai

    parar em uma encruzilhada onde a bondade e a severidade, a

    justia e a misericrdia precisam se tornar distintas e bem

    definidas. Acho uma misso muito difcil para o ser humano

    conseguir entender todos os meandros da fronteira entre a

    bondade e a severidade de Deus. A bondade de Deus sem

    limites, at que esta chegue s fronteiras da justia divina. Deus,

    pela sua natureza santa e perfeita no pode tolerar o pecado.

    O livro Pseudo-apgrifo de Gnesis encontrado nas

    cavernas de Qumrn nos revela o grande dilema de Deus que

    amava suas criaturas angelicais com divino amor, que tudo vez

    para persuadir Lcifer para desistir da rebelio. Vrias vezes

    Deus teria chamado Lcifer para conversar e mostrar para ele

    que o universo estava em ordem e todos os seres felizes, que a

    tentativa de Lcifer de instaurar um reino independente de Deus

    s iria causar dor, mas Lcifer cada vez mais estava convencido

    da sua teoria sobre o bem e o mal. Deus teria reunido os anjos e

    disse que no abriria mo de dar livre arbtrio as suas criaturas,

    mesmo sabendo dos riscos da rebelio, pois segundo este escrito

    antigo, Deus preferia ser amado pela livre vontade das suas

    criaturas do que por uma imposio predeterminada. Aps

    advertir Lcifer e os anjos rebeldes quais seriam as

    consequncias finais, deu-lhe autonomia para conduzir as coisas

    ao seu jeito, mas s por um tempo determinado. Este tempo est

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 58 ]

    esgotando. O Dia do Juzo Final encerrar as atividades

    demonacas no mundo. A bondade de Deus chegar nica

    fronteira que ela conhece: A justia divina. Deus bom e ama a

    todos, mas sua natureza perfeita o obriga a impor limites ao mal.

    2 O JUZO DESPERTA TEMOR A DEUS

    Quem te no temer, Senhor, e no magnificar

    o teu nome? Porque s tu s santo; por isso todas

    as naes viro, e se prostraro diante de ti,

    porque os teus juzos so manifestos.

    (Apocalipse 15:4).

    Se tem uma coisa que devemos sentir por Deus temor. O

    temor o princpio da sabedoria. O temor o instinto bsico que

    preserva toda a vida animal na terra. O instinto de sobrevivncia

    acima de tudo um temor de perecer. Se criaturas irracionais

    sentem medo e por isso tem as reaes que garantem a

    preservao das suas respectivas espcies. Os homens como

    criaturas racionais e espirituais sempre trouxeram em sua

    herana gentica o temor de Deus. Por razes culturais, este

    temor em muitos povos se tornou superstio e instrumentos

    para sacerdotes religiosos manipulares as massas. Mas o temor

    de Deus algo latente, que os homens j nascem com este

    instinto e que devem preserv-lo e desenvolve-lo na forma de

    respeito e devoo para que sirva de freio moral para que

    controlemos a tendncia ao pecado. Todos os cristos devem

    sempre pensar no juzo divino, e agradecer quando sentir que

    esto sofrendo castigos neste mundo, bem melhor ser

    castigado agora, do que no mundo vindouro.

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 59 ]

    3 PECAM E NO SO CASTIGADOS NESTA VIDA

    Os pecados de alguns homens so manifestos,

    precedendo o juzo; e em alguns manifestam-se

    depois. (I Timteo 5:24)

    Quem explorou o prximo vai pagar no Dia do Juzo.

    Muitas pessoas cometem graves crimes, vivem no luxo

    custa de fortuna acumulada de maneira desonesta, desviando

    dinheiro pblico, ou explorando trabalhadores, ou mesmo por

    furto e roubo. Em tempos antigos, outros com ttulos nobres

    como reis, bares, duques, califas, marajs, sacerdotes, prncipes

    tambm viveram com todo o luxo e a glria que o ouro pode

    proporcionar, viveram em orgias sexuais, bebendo os vinhos

    mais caros, morando em manses e outros em castelos.

    Debochavam dos pobres, dos miserveis, dos iletrados, dos

    plebeus, do povo. Ainda muitos destes tiveram sade e viveram

    longos anos sobre a Terra. No bastasse tudo isso, ainda so

    venerados pela posteridade como personagens importantes da

    histria da sua nao, citados em livros, perpetuados em esttuas

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 60 ]

    e honrados emprestando seus nomes as ruas, cidades, parques e

    etc. Verdadeiramente alguns pecam e cometem crimes e no so

    manifestas as suas iniquidades. Por causa destas injustias da

    vida, alguns chegam a duvidar da justia divina, mas a Bblia

    nos revela que os pecados de alguns homens somente se

    manifestaro depois. Assim, o Dia do Juzo vai fazer equilibrar a

    balana e aqueles que fizeram o mal na vida e no foram

    castigados por Deus, iro receber com juros e correo por todos

    os malefcios que fizeram em vida.

    Porquanto no se executa logo o juzo sobre a m

    obra, por isso o corao dos filhos dos homens

    est inteiramente disposto para fazer o mal.

    (Eclesiastes 8:11)

    O castigo de Deus nesta vida uma beno, porque ela

    nos faz refletir sobre os nossos caminhos. Ainda que na hora do

    castigo, sofremos e choramos. O castigo do Pai uma grande

    demonstrao de amor. O corretivo um instrumento de amor.

    Os psiclogos modernos que descartam o castigo como forma de

    educao no sabem nada da natureza humana. Quando o mal

    feito no rapidamente punido, o pecador se dispe a fazer

    ainda mais perversidade. Mas aqueles que no so filhos, Deus

    os abandonam as suas prprias vontades. Quando voc v

    algum vivendo fazendo o mal e no punido, Deus no

    executa juzo sobre sua vida, a deste homem! Deus est

    reservando-o para o Juzo Final.

    4 OS MPIOS NO SUBSISTIRO

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 61 ]

    "Por isso os mpios no subsistiro no juzo, nem

    os pecadores na congregao dos justos."

    (Salmos 1:5)

    No Dia do Juzo os mpios no sero poupados, Deus trar

    a conta de seus atos impiedosos. Muitas pessoas brincam com os

    sentimentos do prximo. Homens que seduzem mulheres, e

    mentindo dizendo que as amam, apenas querendo leva-la para

    cama, depois de us-las sexualmente por um tempo as

    descartam, no tinham nenhum sentimento sincero, apenas

    queriam sexo. Outras pessoas so conquistadoras por pura

    vaidade, para se sentirem com o ego l em cima, jogam charme

    sobre outras pessoas, s para despertar o interesse daquele

    corao, e logo, faz questo de dizer que no quer nada.

    Mulheres que se vestem para provocar a libido sexual dos

    homens, apenas pela vaidade de se sentirem desejadas pelos

    seus atributos fsicos. Provocar o sexo oposto pela sensualidade,

    pela roupa curta, pela roupa decotada, pela roupa transparente,

    pela roupa apertadinha estimulando o outro a pecar (se

    masturbar) e mesmo a cometer loucuras. Tais homens e

    mulheres que brincam com os sentimentos dos outros no

    subsistiro no Dia do Juzo. A sensualidade e a seduo s

    uma das centenas de formas de impiedade, mas o Dia do Juzo

    por fim a toda sorte de impiedade.

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 62 ]

    Seduzir, provocar, excitar a libido.

    5 - OS HOMICIDAS SERO RUS NO JUZO

    "Ouvistes que foi dito aos antigos: No matars;

    mas qualquer que matar ser ru de juzo."

    (Mateus 5 : 21)

    No Brasil as taxas de homicdios so altssimas, ocorrem

    cerca de 60 mil homicdios por ano, em pleno sculo XXI. Mas

    em muitos outros pases a criminalidade tambm alta,

    principalmente na Amrica Latina. Ao longo da histria da

    humanidade o homem sempre tem matado o seu prximo por

    diversos motivos como cimes, inveja, para roubar, para se

    vingar, para punir um devedor. Os latrocnios so crimes

    horrveis, ladres que saem as ruas para roubar e que no

    transcurso do roubo decide matar a vtima, ou por que a vtima

    reagiu, ou fez algum movimento brusco, e outros matam por

    prazer e para se sentirem poderosos. Muitos homicdios so

    previsveis, pessoas que vivem no mundo das drogas e vivem

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 63 ]

    em gangues de criminosos, facilmente eles se desentendem entre

    eles, ou por causa de dvida de drogas, ou por causa de partilha

    do produto do roubo, ou por simples antipatia que surge entre os

    marginais. Em todas as hipteses, o mandamento de Deus

    expressamente probe um homem de matar outro. Somente se

    tolerando quando o Estado tem previso legal de pena de morte

    e uma pessoa investida com a funo de executor mata o

    criminoso sentenciado, ou o agente do Estado (policial) em troca

    de tiro mata o criminoso que resistiu a priso, ou qualquer

    cidado por legtima defesa prpria, da sua famlia ou de

    terceiros.

    Matar um ser humano algo srio, Deus deu ao Estado o

    poder e autoridade para executar o homicida como est escrito

    em Gnesis 9.6: Quem derramar o sangue do homem, pelo

    homem o seu sangue ser derramado; porque Deus fez o homem

    conforme a sua imagem. Todavia, a maioria dos pases nos dias

    de hoje no prev pena de morte aos homicidas, mas isso no

    quer dizer que o assassino estar livre do juzo de Deus. Muitos

    dos que matam, acabam no transcorrer da vida, sendo

    assassinados porque a Justia Divina no o deixa viver.

    Contudo, alguns escapam da mo do vingador e da mo da

    justia humana, mas no Dia do Juzo Final Deus trar o tal para

    sentar no banco dos rus. No esqueamos, porm, que mesmo o

    pecado de homicdio pode ser perdoado por Deus, se em vida, o

    criminoso se arrepender profundamente e convencer Deus do

    seu arrependimento. Uma demonstrao verdadeira de

    arrependimento se entregar a justia.

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 64 ]

    Todo sangue inocente derramado ser punido no Juzo.

    6 MAIOR SEVERIDADE PARA OS

    EVANGELIZADOS

    20 Ento comeou ele a lanar em rosto s

    cidades onde se operou a maior parte dos seus

    prodgios o no se haverem arrependido,

    dizendo: 21 Ai de ti, Corazim! ai de ti, Betsaida!

    porque, se em Tiro e em Sidom fossem feitos os

    prodgios que em vs se fizeram, h muito que se

    teriam arrependido, com saco e com cinza. 22

    Por isso eu vos digo que haver menos rigor para

    Tiro e Sidom, no dia do juzo, do que para vs.23

    E tu, Cafarnaum, que te ergues at aos cus,

    sers abatida at aos infernos; porque, se em

    Sodoma tivessem sido feitos os prodgios que em

    ti se operaram, teria ela permanecido at hoje. 24

    Eu vos digo, porm, que haver menos rigor para

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 65 ]

    os de Sodoma, no dia do juzo, do que para ti.

    (Mateus 11.20-24)

    Aqueles que foram evangelizados, ou que frequentavam os

    cultos das igrejas, ouvindo os sermes e pregaes crists, mas

    no optaram em ter um compromisso real com Cristo, e muitas

    vezes deixam de frequentar a igreja, falando mal dos lderes e

    dos irmos. Estes tero julgamentos mais severos no juzo. No

    texto acima, Jesus exorta severamente as trs cidades onde ele

    mais operou milagres, e o Senhor disse que Corazim, Betsaida e

    Cafarnaum sero julgadas rigorosamente no dia do juzo. Jesus

    chegou a dizer que mesmo a m afamada cidade de Sodoma,

    capital da depravao sexual e homossexualismo nos tempos

    antigos, esta ser tratada no Juzo Final com menor rigor do que

    as cidades que viram os milagres de Jesus. Ento, vejam bem

    como o Juzo Final complexo, algumas pessoas que em vida

    cometeram graves pecados podem ter penas mais brandas,

    sofrendo menos no inferno, do que aqueles que conheceram

    Jesus e no o seguiram.

    7 A LTIMA BALADA SER NO INFERNO

    Alegra-te, jovem, na tua mocidade, e recreie-se o

    teu corao nos dias da tua mocidade, e anda

    pelos caminhos do teu corao, e pela vista dos

    teus olhos; sabe, porm, que por todas estas

    coisas te trar Deus a juzo. (Eclesiastes 11:9)

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 66 ]

    O sbio Salomo com ironia fala aos jovens, dizendo que

    eles podem curtir a vida, fazendo o que querem, beberem,

    passarem a noite na balada, se flertarem, as moas podem passar

    a noite beijando. Faam tudo o que der vontade, se quiser usem

    drogas ou energticos para ficarem ligado, e s voltem para

    casa quando o dia amanhecer. Vai, vivam com quiser, mas

    saibam de uma coisa, este tipo de vida de hbito noturno, como

    os espritos malignos da escurido, se entregando aos prazeres

    da carne, iro leva-los para a ltima balada, organizada no

    inferno. Todas estas coisas te trar Deus a juzo.

    8 O INFERNO QUESTO DE JUSTIA

    Justo s, Jav, e retos so os teus juzos.

    (Salmos 119:137)

    A ofensa do pecado algo to grave, que o homem natural

    que vive no pecado, acha que a condenao do inferno

    desproporcional e injusta. Alegam que os erros cometidos em

    alguns anos, no podem ser punidos com castigos por bilhes e

    bilhes de anos, por toda a eternidade. Pensando humanamente

    eu tambm concordo. Queimar no inferno eternamente

    sofrimento demais por causa das faltas cometidas neste mundo.

    Todavia, a glria que est reservada aos salvos tambm

    desproporcional. Algum entrega uma msera vida curta de

    algumas dcadas para servir a Deus, e como recompensa

    ganhar uma vida eterna ao lado de Deus para viver com todos

    os prazeres do mundo celestial, sem nunca mais sofrer, chorar,

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 67 ]

    ou passar por privaes. Assim a balana esta equilibrada e

    aferida. Aos rebeldes haver recompensa inversamente

    proporcional ao galardo que os fiis recebero. Com j disse, a

    severidade do juzo tem finalidade pedaggica, os seres

    celestiais que assistirem os sofrimentos do inferno, ficaro

    temerosos de se rebelarem, porque agora vero que as

    consequncias da rebeldia so terrveis. Nem tudo entendemos

    dos propsitos de Deus, mas o que Ele nos pede somente

    obedincia. A nossa mente humana no tem estrutura para

    entender todos os desgnios de Deus.

    Ainda tenho muito que vos dizer, mas vs no o

    podeis suportar agora. (Joo 16.12)

    Bandas de Rock chamando para Festival no Inferno

    9 NA IGREJA H MUITOS MPIOS

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 68 ]

    Dentro das igrejas existem muitos que so cristos s

    nominalmente, professam a f crist, conhecem os dogmas do

    cristianismo e os aceita como verdades eternas, mas vivem de

    acordo com o mundo. Mais do que nunca, vemos nos dias atuais

    crentes que vivem como os mpios, praticam as mesmas coisas,

    falam das mesmas coisas, concordam com as mesmas coisas, se

    divertem com as mesmas coisas, e por ai vai. A Palavra de Deus

    adverte que tais crentes iriam viver no pecado, alegando que

    esto debaixo da graa e no debaixo da Lei, por isso, o apstolo

    Judas, inspirado pelo Esprito Santo disse que os tais iriam

    converter a doutrina da graa, em pretexto para viverem no

    pecado. A maneira como a igreja esta agindo, somente pensando

    no crescimento da membresia est destruindo a integridade

    moral da igreja crist que havia em outros tempos.

    4 Porque se introduziram alguns, que j antes

    estavam escritos para este mesmo juzo, homens

    mpios, que convertem em dissoluo a graa

    de Deus, e negam a Deus, nico dominador e

    Senhor nosso, Jesus Cristo (Judas 4)

    10 PIEDOSOS SE LIVRAM DO JUZO

    Assim, sabe o Senhor livrar da tentao os piedosos, e reservar os

    injustos para o dia do juzo, para serem castigados; (II Pedro 2:9)

    A palavra piedade aparece cerca de 40 vezes na Bblia,

    sendo duas palavras gregas mais empregadas para descrever a

    piedade crist, so elas: Euzebeia e hosios. Estas palavras

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 69 ]

    querem dizer que um piedoso uma pessoa devota a Deus, pura

    e que vive em santidade. Os que procuram viver na presena de

    Deus, em constante orao, abandonando os costumes das

    naes para se separarem para Deus, amando a Deus sobre todas

    as coisas e o prximo como a si mesmo, estes so piedosos, aos

    tais Deus no deixar que sejam castigados no Dia do Juzo.

    Quanto aos injustos, isto , aqueles que no viveram segundo a

    justia de Deus, estes j esto reservados para serem castigados

    no Dia do Juzo. O Dia do Juzo comeou ao mesmo tempo que

    surgiu o pecado, com a expulso de Satans das hostes

    celestiais, depois se estendeu para a humanidade com a queda da

    humanidade e sua consequente expulso do paraso, e as outras

    etapas do juzo se seguem at o dia da ressurreio dos mortos,

    depois com a sentena final e depois entrar eternidade adentro,

    porque o castigo dos injustos ser um dia sem fim.

    11 O CONHECIMENTO PESA NO JUZO

    MEUS irmos, muitos de vs no sejam mestres, sabendo que

    receberemos mais duro juzo. (Tiago 3.1)

    O apstolo Tiago chega mesmo a aconselhar que muitos

    cristos no queiram ser mestres, sabendo que recebero mais

    duro juzo. Aqui ele quer nos dizer que aqueles que tem poder e

    autoridade sobre a doutrina pregada na igreja devem ter especial

    ateno, porque se o tal ensinar erradamente a Palavra de Deus,

    o mesmo ser julgado rigorosamente, porque um mestre da

    Palavra pode levar a perder todo um rebanho. A falta de

  • JUZO FINAL, por ESCRIBA VALDEMIR

    [ 70 ]

    preocupao com a doutrina e com o ensinamento da Palavra de

    Deus levar muitos lderes cristos ao juzo. Esta ganncia em

    constituir uma igreja grande com muitos adeptos e no se

    preocupar com a vida moral e espiritual da igreja, pode servir

    apenas para aumentar ainda mais a condenao de muitos e

    principalmente dos que tinham poder para impor a doutrina na

    sua igreja ou denominao evanglica e alargaram demais a

    porta das suas igrejas, esquecendo eles que no tem poder para

    alargarem a porta de entrada no cu.

    12 CONDENAO DO JUZO POR CAUSA DAS

    ATITUDES