Julian Ochorowicz - A Sugestأ£o Sugestao Mental (Julian Ochorowicz).pdfآ  divulgadas, de Milan Rizl,

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    Julian Ochorowicz

    A Sugestão Mental

    Título original em francês

    Julian Ochorowicz - De la Suggestion Mentale Paris

    Octave Doin, Éditeur 8, Place de L´ Odéon,8

    (1889)

    Conteúdo resumido

    Ochorowicz foi um dos mais competentes e metódicos

    investigadores da sugestão mental, também conhecida como comando telepático.

    Esta obra pode ser considerada como um clássico na literatura

    parapsicológica. Nela o autor faz um minucioso relato das suas

    investigações acerca das diferentes modalidades de fenômenos

    telepáticos por ele estudados, quais sejam: sugestão mental aparente, provável e verdadeira, simpatismo orgânico e contágio,

    transmissão dos estados emotivos e das ideias, ação da vontade,

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    a importância da “relação psíquica”, sugestão mental a prazo ou

    à distância, etc.

    Não obstante ter sido Ochorowicz contrário à argumentação

    espírita, sua obra é um importante documento histórico para o Espiritismo, já que suas importantes pesquisas são citadas nas

    obras de grandes autores espíritas, como Léon Denis, Gabriel

    Delanne, Ernesto Bozzano, Camille Flammarion, Gustave Geley, entre outros.

    Prefácio de Alberto Lyra ............................................................. 4 Prefácio de Charles Richet .......................................................... 9

    PRIMEIRA PARTE – À procura de um fenômeno ................... 13

    I – A sugestão mental aparente .......................................... 15 II – A sugestão mental provável .......................................... 53

    III – A sugestão mental verdadeira ....................................... 72

    IV – As experiências de Havre ............................................. 82 V – Novas experiências ....................................................... 93

    SEGUNDA PARTE – Fatos observados por outros.

    – Evolução da sugestão mental. – Analogias físicas ..... 100

    I – O simpatismo orgânico ............................................... 100 II – Simpatismo e contágio ................................................ 109

    III – Transmissão dos estados emotivos ............................. 121

    IV – Transmissão das ideias ............................................... 134 V – Transmissão direta da vontade .................................... 145

    VI – Sugestão mental a prazo ............................................. 151

    VII – Sugestão mental à distância ........................................ 163

    TERCEIRA PARTE – Teorias, conclusões e aplicações ......... 194

    I – A hipótese da percepção exaltada ............................... 194

    II – A hipótese da exaltação do cérebro ............................ 201 III – A hipótese de uma ação psíquica direta ...................... 206

    IV – A hipótese de uma ação física direta .......................... 211

    V – A hipótese de um fluido universal .............................. 217 VI – A hipótese de uma transmissão psicofísica ................. 226

    VII – Os elementos de uma explicação científica ................ 229

    VIII – A lei da reversibilidade ............................................... 245

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    IX – Últimas suposições ..................................................... 250

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    Prefácio de Alberto Lyra

    Em A Sugestão Mental, Ochorowicz apresenta-nos um roteiro

    completo e as bases metodológicas para uma pesquisa psíquica.

    Pesquisador já aos 17 anos, quando publicou o trabalho “Métodos de estudos psicológicos”, ele acabou tornando-se um

    observador tenaz, metódico, extremamente minucioso e

    cuidadoso e crítico sagaz, imune ao entusiasmo e levado exclusivamente pela reflexão lógica.

    Desta forma, ele inicia o livro expondo as suas buscas

    preliminares e as de alguns observadores da sugestão mental

    aparente, caminhando pela sugestão provável, até terminar com

    as suas próprias observações de sugestão mental verdadeira, com as experiências que fez com a Sra. M. e com as de Janet e Gibert

    com a Sra. B., as quais ele acompanhou de perto.

    Ochorowicz estuda magistral e profundamente os diversos

    estados de transe, desdenhados pela ciência acadêmica atual.

    Aponta esses diversos estudos tendo em vista os mecanismos neuro e psicofisiológicos e psicológicos, assinalando assim a a-

    ideia, a monoideia e a poli-ideia de Janet e seus mecanismos cerebrais e psíquicos.

    Na Hipnologia e na Sofrologia de Caycedo (Barcelona,

    1960), os estados de transe têm sido abordados mais no sentido

    de alguma pesquisa especializada ou para se obter resultados

    terapêuticos.

    Os parapsicólogos modernos têm dado um enfoque diverso ao

    de Ochorowicz. Não me é possível consultar a imensa literatura sobre o assunto. Posso dizer apenas que não vi nada equiparável

    aos estudos de Ochorowicz. Assim, há experiências não bem

    divulgadas, de Milan Rizl, nos E.U.A., de Lozanov, na Bulgária, e de Raikov, na U.R.S.S.

    Entretanto, falta-me ter acesso às pesquisas da Escola

    Sofrológica de Kioto (Japão), que empreendeu o estudo dos

    estados de transe nos aspectos filosófico, neurofisiológico,

    eletroencefalográfico e psicológico.

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    De qualquer forma, parece-me ainda válido repetir as

    observações de Ochorowicz, utilizando-nos dos recursos instrumentais da eletroencefalografia, da tomografia

    computadorizada, da kirliangrafia, do polígrafo, dos estudos

    modernos sobre o sono, sobre os movimentos oculares rápidos e as variedades do reflexo psicogalvânico.

    O problema do inconsciente, que Ochorowicz menciona em

    diversos pontos de seu livro, não lhe foi estranho, embora o

    tenha entrevisto por um ângulo totalmente diferente do de Freud,

    que o abordou tendo em vista os aspectos psicodinâmicos e psicoterápicos da Psicanálise, e Ochorowicz, sob o ponto de

    vista psicofisiológico e psicológico clássicos. Ele descreve, de

    maneira atraente, os seus tateamentos, as suas dúvidas e perplexidades e compara as suas pesquisas com as de outros

    observadores. É admirável a sua capacidade de observação e de

    apreciação dos fenômenos abordados, em todas as partes de seu livro.

    Ochorowicz recapitula as pesquisas dos hipnotizadores e

    magnetizadores do século XIX que o antecederam, os quais, com

    a paciência e o tempo de que não dispomos hoje em dia,

    observaram fenômenos que, de tão insólitos, foram desprezados pelos cientistas acadêmicos, que os atribuíram à mistificação,

    fantasia, coincidência fortuita, má observação, sugestão, má

    interpretação, quando não a causas psicopatológicas (ilusões e alucinações de doentes mentais).

    Provado o fenômeno da sugestão mental, que pode ser

    denominado com mais propriedade de comando telepático, em

    presença ou na ausência do paciente, de efeito imediato ou

    retardado, Ochorowicz mostrou os seus mecanismos e as suas causas e, enfim, procurou explicar o fenômeno que, no seu dizer,

    significa:

    “... reduzir o desconhecido para o conhecido, indicando as condições pelas quais o fenômeno se manifesta e sem as

    quais não pode manifestar-se.”

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    Seria a ação da vontade? Ou de fluidos (nervoso, vital

    eletromagnético e outros)? Ou de um fluido universal, aventado por Mesmer? Ou resultante da força do olhar, em certos casos?

    Que mecanismos neuro e psicofisiológicos estariam em ação?

    Ochorowicz, então, além de estudar todos esses fatores e as

    hipóteses lançadas anteriormente, mostra-nos as vacilações e receios, dele e de seus predecessores, porque tratar de tais

    fenômenos, naquela época, representava um desafio à ciência

    estabelecida. Era um ato de grande coragem moral mexer em tais assuntos.

    Quando a comissão presidida por Husson pareceu provar a

    existência do chamado magnetismo animal (discutido até hoje),

    Castel opôs-se à publicação do relatório exclamando: “Se a

    maior parte dos fatos consignados neste relatório fossem reais, eles destruiriam a metade dos conhecimentos fisiológicos e seria

    perigoso propagar estes fatos imprimindo-os...”

    O mesmo se aplicaria às pesquisas de Ochorowicz, na

    ocasião. Ele foi tão fundo em sua pesquisa e em seu estudo

    crítico, analisando os achados de seus antecessores (Deleuze, Morin, Bertrand e outros), que até hoje pode servir de modelo

    para as pesquisas modernas. O capítulo VII, “Os elementos para

    uma explicação científica”, é magnífico e merece mais de uma leitura, o que ainda pode ser aplicado ao livro todo.

    Ochorowicz mostrou que o comando telepático existe

    irrefutavelmente (embora o mestre Richet em seu prefácio não o

    ache), porém que é muito raro – ele levou anos para encontrá-lo

    –, pois depende de um conjunto de circunstâncias:

    a) do sensitivo;

    b) da sensibilidade