Jurisprudência Própria - ?· de mora e multa Encargo que tem finalidade remuneratória e ... BANCO…

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    01-Dec-2018

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<ul><li><p>JURISPRUDNCIA PRPRIA </p><p>VOTO N: 28261 APEL.N0:0047131-85.2011.8.26.0001 </p><p>COMARCA: SO PAULO APTE. : PIERRE MENEGHETTI - ME </p><p>APDO. : BANCO ITAU S/A 'PROVA Cerceamento de defesa - Inocorrncia Desnecessidade de percia contbil.Possibilidade de o julgador reconhecer a abusividade das clusulas leoninas e ilegais Recurso nesta parte imprvido. CONTRATOS BANCRIOS Relao de consumo caracterizada Possibilidade de discusso das clusulas contratuais Princpio do pacta sunt servanda que no absoluto Integrao da relao contratual pelo Judicirio para restabelecer o equilbrio contratual - Recurso nesta parte provido. JUROS REMUNERATRIOS Contratos bancrios Hiptese em que no foram juntados todos os instrumentos firmados entre as partes - Ausncia de comprovao da prvia pactuao de encargos no contrato de abertura de crdito em conta corrente - Circunstncia em que deve ser aplicada a taxa mdia de mercado desde que seja menor que o ndice efetivamente cobrado Recurso nesta parte parcialmente provido. JUROS REMUNERATRIOS Cdula de crdito bancrio - Existncia de estipulao relativa taxa a ser cobrada Manuteno de tal taxa, pois expressamente pactuada Recurso nesta parte imprvido. JUROS Contrato bancrio Capitalizao Julgamento de recurso repetitivo no E. STJ permitindo a capitalizao de juros com periodicidade inferior a um ano em contratos celebrados aps 31/3/2000, data da publicao da Medida Provisria np 1.963-17/2000, em vigor como MP n" 2.170-01, desde que expressamente pactuada Hiptese em que foram juntados alguns contratos comprovando a prvia pactuao. nos quais deve prevalecer a capitalizao Cobrana de juros sobre juros afastada somente nos contratos em que no foi comprovada tal contratao - Recurso nesta parte parcialmente provido. COMISSO DE PERMANNCIA Cdula de crdito bancrio Impossibilidade de sua cobrana de forma cumulativa com juros de mora e multa Encargo que tem finalidade remuneratria e punitiva que acarretaria 'bis in idem' Julgamento de recurso </p></li><li><p>repetitivo no STJ declarando vlida a clusula que institu a cobrana da comisso de permanncia - Possibilidade da cobrana de comisso de permanncia de forma isolada, desde que seu valor no ultrapasse o da soma dos encargos contratuais Smula 472 do STJ Recurso nesta parte parcialmente provido." </p><p>Acompanha o mesmo entendimento a recentssima deciso (Publ. em 04/02/2014) em processo que tambm atuamos, segue integra do r. decisum: </p><p> Processo n: 4021270-10.2013.8.26.0405 Classe - Assunto Procedimento Ordinrio - Contratos Bancrios Requerente: Mar de Ouro Jias e Relogios Me Requerido: BANCO BRADESCO SA Juiz(a) de Direito: Dr(a). Renata Soubhie Nogueira Borio Vistos. MAR DE OURO JIAS E RELGIOS LTDA ME, qualificada nos autos, props AO DE REVISO DE CONTRATO em face do BANCO BRADESCO S/A, tambm qualificado, alegando, em resumo, que: celebrou com o ru Instrumento Particular de Confisso, Assuno de Dvida e Outras Avenas; diante da dificuldade econmica que est enfrentando, se sentiu impelido a aceitar a confisso das dvidas da empresa; assinou Nota Promissria no valor de R$ 4.937.550,00; houve abuso na quantificao da Nota Promissria; o ru no forneceu cpia dos contratos que constam no Instrumento Particular de Confisso e Assuno de Dvida; aplica-se o CDC; h cobrana abusiva nas tarifas bancrias; spread excessivo; h anatocismo; multa excessiva; os juros devem ser limitados a 12% ao ano; pediu liminar. Requer, ao final a procedncia da ao para: que seja revisado o contrato e acessrios com a aplicao dos encargos legais; declarada a nulidade das clausulas abusivas e onerosas; limitar os juros no patamar de 12% ao ano e seja declarada indevida a cobrana de multa contratual, comisso de permanncia, encargos moratrios e juros compensatrios, alm da cumulao do valor residual; a repetio de indbito dos valores cobrados indevidamente, nos termos do artigo 42 do CDC; a condenao no pagamento das custas processuais e dos honorrios advocatcios. Acostou documentos (fls. 29/84). Foi indeferida a liminar (fls. 92). Citado, o ru deixou de apresentar contestao (fls. 99). O RELATRIO. </p></li><li><p>PASSO A FUNDAMENTAR. Procedo ao julgamento conforme o estado do processo, por se tratar de matria unicamente de direito, sendo desnecessria a produo de outras provas, aliado a revelia do ru. Trata-se de ao revisional de contrato, visando a nulidade de clusulas abusivas. Citado, o ru no apresentou defesa, o que faz presumir como verdadeiros os fatos alegados na inicial. Analisando os autos, observo que aplicvel, na espcie, o Cdigo de Defesa do Consumidor, existindo relao de consumo entre as partes. Em sendo assim, o ru est submetido a todas as regras do Cdigo de Defesa do Consumidor, inclusive com inverso do nus da provas em favor do consumidor (JTACSP 180/130). Observo que no h que se falar em desequilbrio contratual, uma vez que de conhecimento do homem mdio as altas taxas de juros que so cobradas pelas instituies financeiras. Inicialmente, quanto limitao da cobrana de juros de 1% ao ano, tal alegao no prospera, uma vez que o art. 192, 3, da Constituio Federal, foi revogado pela Emenda Constitucional n 40, de 29 de maio de 2003. A multa moratria no pode ser superior a 2% (art. 52, 1, do CDC), devendo ser limitado a este patamar. No que se refere impossibilidade de juros capitalizados fora da periodicidade anual e cobrana de comisso de permanncia cumulada com correo monetria. Neste sentido: Ao de prestao de contas Mtuo bancrio- Relao de consumo existente Confisso de dvida Funo social do contrato Clusulas abusivas Existncia parcial. Sendo o muturio o destinatrio final do mtuo bancrio, est presente a relao de consumo, aplicando-se a Lei n. 8078/90. O contrato, na relao de consumo, deve ser visto em razo de sua funo social, no mais sendo atribudo primado absoluto autonomia da vontade. A existncia parcial de clusulas abusivas no invalida o negcio jurdico. Somente aquelas so invalidadas, revendo-se o contrato e assegurando os efeitos do acordo de vontade adequado lei. regular a utilizao de comisso de permanncia para atualizar dvida no mtuo bancrio desde que no seja cumulada com correo monetria. </p></li><li><p>Os juros moratrios podem ser capitalizados em periodicidade anual, conforme autoriza o art. 4 do Decreto n. 22.626/33.(TJMG 2 Cm. Cvel Ac. N. 1.0637.00.009479-6/001 So Loureno MG Rel. Des. Caetano Levi Lopes j. 1.6.2004). certo que no mtuo bancrio h incidncia dos juros compensatrios e, vista do no pagamento no vencimento, passam a correr os juros moratrios. No h que se admitir a a cumulao dos juros compensatrios com os juros moratrios, mesmo porque a indenizao pelo atraso no cumprimento da obrigao deve corresponder ao valor dos frutos do capital no restitudo. - (cf. Agravo de Instrumento n 410.659/4, de Bauru, 3 Cm. do 1 TACSP, v.u., Rel. Juiz Araujo, j. em 3/4/89; Idem Apelao n 570.036-1, 10 Cm. Esp. de Jan/96, v.u., j. em 6/2/96, deste relator). A clusula que estabelece a cumulao de juros, no caso, de ser invalidada nesse aspecto. Nula a estipulao contratual nessa esteira, pois invivel a incidncia dos juros moratrios sobre os juros remuneratrios. Com relao cobrana da TAC, a mesma no devida, uma vez que o contrato foi firmado em 2013, sendo ilegal a cobrana posterior a data de 30.04.08. (Resp n 1.255.573/RS 2 Turma do STJ, Rel. Ministra Maria Isabel Gallotti, j. 28.08.13). No h que se falar em devoluo em dobro, uma vez que as clusulas foram questionadas atravs da presente demanda. As demais afirmaes envolvendo nulidade de clusulas contratuais improcedem, visto que o autor teve prvio conhecimento delas e manteve a utilizao do crdito por anos, sem impugn-las. Determina-se, em consequncia, que em liquidao de sentena seja recalculado o saldo devedor, obedecidos os critrios acima fixados, ou seja, fazendo a capitalizao dos juros de forma anual apenas. D E C I D O. Posto isto, JULGO PARCIALMENTE PROCEDENTE a presente ao de reviso contratual para o fim de determinar o reclculo do saldo devedor, devendo ele ser reajustado ante o reconhecimento da ilegalidade da cumulao de juros fora da periodicidade anual. Em liquidao de sentena, o saldo devedor ser revisto pelo critrio acima desde o incio da contratao. Condeno o ru no pagamento das custas processuais e dos honorrios advocatcios que fixo em 10% sobre o valor da causa. P.R.I. Osasco, 30 de janeiro de 2014. Link:https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/abrirPastaProcessoDigital.do?origemDocumento=P&amp;nuProcesso=402127010.2013.8.26.0405&amp;cdProcesso=B90001AB70000&amp;cdForo=405&amp;tpOrigem=2&amp;flOrigem=P&amp;nmAlias=PG5GRU&amp;cdServico=190101&amp;ticket=wQ3zBhUFTWFDTOlfozq4HTbDmGLf%2FMwTyeWqRiDkbRiCy4IUZbNOKN4F0xYudKlv2XxgUckntAW8eS5jallWuZElur%2Bk8m8uHYKEq9vnBjyqSA7flGRkiQ6YRolbKx32IWiPKODmaqHk%2B%2FibFL%2BJqOTcB</p></li><li><p>8ShWVG4Ov0Q4ISbcX1XJ7m4UFNQhxOc5g8zW%2F%2FkzaYWzuGs8aT%2BRyWA6zVxDA%3D%3D# </p><p> Segue nesse mesmo sentindo, deciso em processo que tambm atuamos no Foro Regional Nossa Senhora do So Paulo/SP: </p><p>Processo n: 020.08.700929-3 Classe - Assunto Execuo de Ttulo Extrajudicial - Assunto Principal do Processo &gt; Exeqente: BANCO BRADESCO S/A Executado: Michel da Silva Braga Juiz(a) de Direito: Dr(a). Nilson Wilfred Ivanhoe Pinheiro Vistos. MICHEL DA SILVA BRAGA, qualificado nos autos, oferece exceo de pr-executividade execuo fundada em ttulo extrajudicial que em face dele promove BANCO BRADESCO S/A, tambm qualificado, alegando, em sntese, que o contrato de emprstimo que serve de supedneo pretenso jurissatisfativa do exeqente no dotado de fora executiva, citando jurisprudncia a respeito da matria, pugnando pela extino da execuo (fls. 17/35).E Recebida a exceo (fls. 38), o exeqente foi intimado e ofereceu impugnao, aduzindo, preliminarmente, o descabimento da exceo de prexecutividade aps o advento da Lei n. 11.382/2006 e, no mrito, alegou, em resumo, a legitimidade de seu crdito, sob o argumento de que a execuo tem por fundamento os artigos 585, VIII e seguintes do Cdigo de Processo Civil, com as alteraes introduzidas pelas Leis 11.382/2006 e 10.931/2004 e concluiu pugnando pela rejeio da exceo (fls. 47/51). a sntese do necessrio. DECIDO. Conheo da exceo de pr-executividade, porquanto no vedada pela legislao processual em vigor. Ademais, a jurisprudncia admite a exceo de pr-executividade nos casos em que o juzo, de ofcio, pode conhecer da matria, a exemplo do que se verifica a propsito da higidez do ttulo executivo (STJ-Bol. AASP 2.176/1.537j e STJ-RF 351/394: 4 T. Resp. 180.734). Nesse sentido, confira-se o julgado apontado por THEOTONIO NEGRO, na obra Cdigo de Processo Civil e Legislao </p></li><li><p>Processual em Vigor, Ed. Saraiva, 39 ed., na nota 1b ao artigo 618, pg. 807: "No se revestindo o ttulo de liquidez, certeza e exigibilidade, condies basilares exigidas no processo de execuo, constitui-se em nulidade, como vcio fundamental; podendo a parte arg-la, independentemente de embargos do devedor, assim como pode e cumpre ao juiz declarar, de ofcio, a inexistncia desses pressupostos formais contemplados na lei processual civil (RSTJ 40/447)". Satisfeito, pois, o juzo de admissibilidade, passo ao exame do mrito da exceo e o fao para acolhe-la. da leitura dos autos que as partes firmaram contrato de emprstimo pessoal com taxa pr-fixada, juntado com a inicial a fls. 7 e garantido por nota promissria assinada pelo devedor, ora excipiente. Inicialmente, impende consignar que a nota promissria, enquanto ttulo de crdito abstrato, sujeita-se ao princpio da literalidade, segundo o qual o ttulo de crdito vale pelo que nele est escrito. Todavia, quando tal ttulo est vinculado a contrato, descaracteriza-se a sua literalidade, porque traz a necessidade de se buscar aliunde elementos relativos obrigao, sua existncia, sua exigibilidade e seu montante. No caso dos autos, contudo, o exeqente no instrui a petio inicial da execuo com a nota promissria referida, mas junta planilha com o clculo do dbito exigido (fls. 8). Em que pesem os argumentos expendidos pelo excepto, contudo, deve ser acolhida exceo, porquanto conforme iterativo entendimento jurisprudencial arespeito da matria, o contrato de emprstimo pessoal em conta corrente no constitui ttulo executivo. Esse entendimento, alis, cristalizou-se na Smula 233, do Egrgio Superior Tribunal de Justia, cujo enunciado o seguinte: Smula 233. O contrato de abertura de crdito ainda que acompanhado de extrato da conta corrente no ttulo executivo (DJU 27-E: 264, 08/02/2000). Segundo esse entendimento, portanto, ficou assentado que o contrato de abertura de crdito no ttulo executivo extrajudicial. Impende, portanto, seja analisada a possibilidade de o contrato de abertura de crdito servir de base propositura de ao monitria. Segundo o professor NELSON ABRO, a abertura de crdito o contrato pelo qual o banco se obriga a manter disposio da outra parte certa quantia em dinheiro, por tempo </p></li><li><p>determinado ou no (Curso de Direito Bancrio, Ed. Revista dos Tribunais, 1988, pg. 91). Trata-se de contrato consensual, oneroso, bilateral, de execuo continuada e no solene. Consensual, na medida em que, para seu aperfeioamento, no se requer a dao da soma creditada, bastando o consenso das partes. Enquanto o creditado no manifesta a vontade de utilizar o crdito na forma por ele escolhida, mesmo no mbito contratual, nada devido pelo banco, que j cumpriu sua obrigao ao colocar disposio do creditado a soma convencionada. Oneroso e bilateral porquanto implica em deveres e direitos para ambas as partes: o banco tem a obrigao de colocar a soma disposio do creditado, fazendo jus, por isso ao recebimento da comisso e dos juros, em caso da efetiva utilizao da quantia e o creditado, em troca da comisso e eventuais juros que paga, fica com a disponibilidade do dinheiro colocado sua disposio. A execuo continuada do contrato de abertura de crdito decorre do fato de que, destinando-se a cobrir as necessidades econmicas do creditado, durante um certo tempo, vai esse se utilizar do crdito mediante retiradas parceladas. Trata-se, como acima dito, de contrato no solene porque no requer forma especial para a sua constituio. Na abertura de crdito conjugada conta corrente, como ocorre no caso dos autos, quando a utilizao do fundo se d por meio do pagamento de cheques, o creditado tem o direito de efetuar reembolsos, utilizando novamente o crdito reintegrado. A escriturao do contrato de conta corrente se faz nos mesmos moldes da conta corrente contbil, em que h um s devedor, que o cliente em nome do qual foi a mesma aberta, de modo que a conta corrente reflete em partidas de dbito e crdito os ingressos que o cliente realizar e os saques que efetuar. Conforme ensina o magistrado ARNALDO RIZZARDO, a conta corrente compreende lanamentos de entradas e retiradas, ou seja, de operaes ativas e passivas. Em outros termos, o saldo ativo ser sempre conseqncia da compensao das dvidas. Os lanamentos passivos envolvem, outrossim, o pagamento de ttulos apresentados ao banco, desde que haja autorizao. H uma real compensao de valores, diz o autor, que ingressam com as despesas creditadas e os pagament...</p></li></ul>