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Justiça Eleitoral Tribunal Regional Eleitoral do Ceará FORTALEZA JULHO/2002

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  • Justiça Eleitoral

    Tribunal Regional Eleitoral do Ceará

    FORTALEZA

    JULHO/2002

  • A P R E S E N T A Ç Ã OA P R E S E N T A Ç Ã OA P R E S E N T A Ç Ã OA P R E S E N T A Ç Ã O

    Os ementários elaborados pelo Tribunal Regional Eleitoral do Ceará,visando a divulgação de decisões desta Justiça Especializada sobre os pontosmais intensamente debatidos nas respectivas Cortes, vêm se revelando comoinstrumento facilitador para a formação do convencimento dos operadores doDireito, mormente dos magistrados e membros do Parquet eleitoral.

    Bem por isso, coube à Secretaria Judiciária organizar mais umacoletânea, desta feita versando temas atinentes aos Abusos de PoderEconômico e de Autoridade, Investigação Judicial Eleitoral e Ação deImpugnação de Mandato Eletivo. Nesta oportunidade, busca-se trazer àcolação, na esfera dos ementários anteriores, julgados selecionados norepertório do Colendo TSE.

    Ao anseio, cumpre-nos apontar, de logo, algumas peculiaridades doassunto, convictos de que o conhecimento é o meio mais eficaz na busca daefetiva democratização do processo eleitoral brasileiro.

    Consoante o artigo publicado na Revista Suffragium – Informativo doTRE/Ceará – da lavra do atual Diretor Geral, o Dr. José Humberto MotaCavalcanti1, a jurisprudência do colendo TSE sobre o tema é oscilante, sendopossível destacar três fases que se mostram delineadas com razoávelclarividência:

    1º Fase: exigência do nexo de causalidade entre o abuso e o voto –Acórdãos nº 12.043/91, 11.899/91 e 14.811/94)

    2º Fase: o abuso do poder econômico e de autoridade pressupõe oconseqüente reflexo no voto do eleitor e, portanto, o vício no resultado daeleição, sendo despicienda a prova do nexo. (Acórdãos: nº 13.428/93,11.841/94, 12.244/94, 12282/95 e 12394/95).

    3º Fase: O abuso praticado deve ser hábil a influenciar a lisura e alegitimidade do pleito. (Acórdãos 12.577/96, 11.469/96, 15161/98,1136/98,1314/99 e 393/99).

    Feitas estas considerações, esperamos estar colocando àdisposição da comunidade interessada nas lides eleitorais mais um instrumentopara esclarecimento de dúvidas e incremento da cultura jurídica.

    Fortaleza(Ce), 7 de agosto de 2000.

    1 “O Abuso do Poder Econômico e de Autoridade na Jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral” -.Suffragium nº 236 - Janeiro/2000 - Págs. 21 e 22.

    Des. Raimundo Hélio de Paiva CastroPRESIDENTE DO TRE/CE

  • S U M Á R I OS U M Á R I OS U M Á R I OS U M Á R I O

    Abusos de poder econômico e de autoridade ---------------------------------------------------------- 7

    Ação de impugnação de mandato eletivo --------------------------------------------------------------13

    Ação de investigação eleitoral -----------------------------------------------------------------------------15

    Aplicação da Súmula nº 1 do TSE combinada com o artigo 1º, I, g, da LC nº 64/90--------18

    Captação ilícita de sufrágio --------------------------------------------------------------------------------28

    Competência da Justiça Eleitoral quanto a questões internas dos partidos políticos-------30

    Filiação partidária ---------------------------------------------------------------------------------------------36

    Inelegibilidade e desincompatibilização ----------------------------------------------------------------40

    I. Inelegibilidades absolutas -------------------------------------------------------------------------40

    I.1. Analfabetos ---------------------------------------------------------------------------------40

    I.2. Outros casos de inelegibilidades absolutas ----------------------------------------40

    II. Inelegibilidades relativas -------------------------------------------------------------------------43

    II.1. Em razão de parentesco e matrimônio ---------------------------------------------43

    II.2. Em razão de vínculos funcionais -----------------------------------------------------48

    III. Desincompatibilização ----------------------------------------------------------------------------48

    Prestação de contas ------------------------------------------------------------------------------------------53

    I. Anual ---------------------------------------------------------------------------------------------------53

    II. De campanha ---------------------------------------------------------------------------------------54

    Propaganda eleitoral -----------------------------------------------------------------------------------------58

    I. Antecipação ------------------------------------------------------------------------------------------58

    II. Bens públicos e de uso comum ----------------------------------------------------------------60

    III. Condutas vedadas --------------------------------------------------------------------------------62

    IV. Direito de resposta --------------------------------------------------------------------------------65

    V. Emissoras de rádio e TV, e Internet --------------------------------------------------------- 67VI. Horário gratuito -------------------------------------------------------------------------------------69

    VII. Imprensa escrita ----------------------------------------------------------------------------------70

    VIII. Outdoor --------------------------------------------------------------------------------------------72

    IX. Prazos ------------------------------------------------------------------------------------------------73

    Recurso contra diplomação --------------------------------------------------------------------------------75

    Teste de alfabetização --------------------------------------------------------------------------------------77

    Votação / apuração -------------------------------------------------------------------------------------------79

  • Abusos de poder econômico e de autoridade

    7

    ABUSOS DE PODER ECONÔMICO E DE AUTORIDADEABUSOS DE PODER ECONÔMICO E DE AUTORIDADEABUSOS DE PODER ECONÔMICO E DE AUTORIDADEABUSOS DE PODER ECONÔMICO E DE AUTORIDADE

    Ação de impugnação de mandato eletivo. Abuso de poder. Eleições de 1998. Governador e vice-governador.

    Fatos que, em seu conjunto, configuram o abuso de poder econômico e político com potencialidadepara influir no resultado das eleições.

    Recurso ordinário provido para:

    (1) cassar os mandatos do governador e do vice-governador (art. 14, § 10, da CF);

    (2) declarar a inelegibilidade do governador para as eleições que se realizarem nos três anosseguintes ao pleito (LC n° 64/90, art. 1°, I, d e h).

    (TSE, RO nº 510, Ac. nº 510, de 6.11.2001, Rel. Min. Nelson Jobim)

    Recursos especiais. Impugnação de mandato eletivo. Abuso de poder econômico. Nexo decausalidade. Existência. Conseqüência: perda de mandato.

    Prática de abuso de poder econômico e político. Prova: requisições e autorizações, firmadas pelocandidato, para entrega de materiais de construção a eleitores. Nexo de causalidade entre a conduta ilícitae o resultado do pleito.

    Conseqüência: perda do mandato.

    Recursos especiais não conhecidos.

    (TSE, RESP nº 16.231, Ac. nº 16.231, de 27.6.2000, Rel. Min. Maurício Corrêa)

    Investigação judicial. Eleições estaduais.

    Consoante o entendimento do Tribunal Superior Eleitoral, cabível o recurso ordinário.

    Abuso de poder político.

    Hipótese em que se tem como verificado, com a distribuição, em comitê eleitoral, de centenas decarteiras de identidade, emitidas em função de programa governamental e entregues ao representado, paradistribuição, dada sua qualidade de funcionário público. Potencialidade de influir no resultado do pleito quese tem como presente.

    (TSE, RESP nº 16.201, Ac. nº 16.201C, de 5.6.2000, Rel. Min. Garcia Vieira)

    Recurso especial - Ação de impugnação de mandato eletivo - Alegação de não ser possível que acorte regional que julgue procedentes investigações judiciais e improcedente ação de impugnação demandato eletivo calcadas nos mesmos

    Fatos - Inexigência de prova pré-constituída para a propositura da ação - Obediência ao rito ordináriono qual cabe ampla produção e análise de provas (precedentes da corte) - Decisão que deve ser tomadanos termos do art. 23 da LC nº 64/90.

    Decisão recorrida que analisou profundamente as provas assentado que os atos tidos como abusivosnão tinham potencial para comprometer a lisura do pleito. Recurso que visa ao reexame do quadro fático -Aplicação da Súmula 279 do STF - Recurso não conhecido.

    (TSE, RESP nº 16.060, Ac. nº 16.060C, de 5.6.2000, Rel. Min. Eduardo Alckmin)

    Ação de impugnação de mandato eletivo. Alegação de abuso de poder político e uso indevido dosmeios de comunicação social. Vice-governador de estado, candidato a senador.

    Recurso ordinário. Cabimento.

    Não-ocorrência de coisa julgada. Recurso contra a expedição de diploma que feriu tema diverso.

    Não-afastamento da esposa do recorrido da presidência do serviço de assistência social do estado.

  • Abusos de poder econômico e de autoridade

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    Não-demonstração de que tenha havido uso promocional da atividade em benefício da candidatura -Doações que não eram entregues pessoalmente pela presidente da entidade. Aposição de assinatura emdocumentos concedendo benesses está incluída em atividades regulares do cargo e, por si só, não ensejaabuso de poder.

    Programa informal de apoio aos municípios para orientar prefeitos quanto à forma de obter recursosdos órgãos estaduais. Coordenação exercida pelo vice-governador, que estava no exercício do cargodevido à desnecessidade de desincompatibilização. Atos de execução do programa que competiam aossecretários de estado e ao governador. Assinatura de convênios que se insere nas atividades normais daadministração pública. Não-demonstração de que os benefícios dos convênios estariam vinculados a umaespecífica vantagem eleitoral.

    Da alegação de uso indevido dos meios de comunicação social. Noticiário das atividades do governopelo Diário Oficial do Estado. Atividade compatível com a finalidade da imprensa oficial. Inexistência depromoção pessoal. Notícias que se pautaram por forma objetiva, neutra, sem engrandecimento dos feitosou adjetivação dos atos. Não-caracterização do ilícito.

    Transmissão por emissora de TV com sede em município do interior do estado de propagandaeleitoral do candidato. Inexistência de potencialidade para desequilibrar o pleito.

    Afastamento da alegação de que o gabinete do vice-governador deu suporte à sua campanhaeleitoral, com uso das linhas telefônicas, confecção de cartões de visita, uso de servidores e pagamento dedespesas de viagem. Não demonstrada relação com atividades eleitorais.

    Recurso ordinário a que se nega provimento.

    (TSE, RO nº 399, Ac. nº 399, de 5.6.2000, Rel. Min. Edson Vidigal)

    Ação de impugnação de mandato. Eleições estaduais.

    Consoante o entendimento deste Tribunal Superior Eleitoral, cabível o recurso ordinário.

    Abuso do poder econômico e de autoridade.

    Confecção e distribuição, sem conotação eleitoral, de agendas contendo legislação, estatísticas einformações relacionadas com a educação no trânsito. Abuso do poder econômico e de autoridade nãoconfigurado. Decisão pela improcedência que se mantém.

    (TSE, RESP nº 16.226, Ac. nº 16.226, de 27.4.2000, Rel. Min. Garcia Vieira)

    Recurso especial. Corrupção eleitoral. Art. 299 do CE. Atos praticados pelo candidato a Vice-Prefeito.

    Rejeição da alegação de que crime eleitoral é crime político.

    A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e do TSE firmou-se no sentido de definir a locuçãoconstitucional "crimes comuns" como expressão abrangente a todas as modalidades de infrações penais,estendendo-se aos delitos eleitorais e alcançando, até mesmo, as próprias contravenções penais.Precedentes: Acórdão TSE 20.312 e Reclamacao STF 511/PB.

    Irrelevância de o inquérito ter sido realizado pela polícia estadual.

    A jurisprudência da Corte é no sentido de ser irrelevante ter o inquérito sido realizado pela políciaestadual, se a denúncia preenche os requisitos estabelecidos em lei. Precedente: Acórdão 8.476.

    Rejeição da alegação de que a ação penal deveria dirigir-se também contra o Prefeito.

    Diferentemente dos feitos que visam apurar abuso de poder, a ação penal para apuração do crime decorrupção eleitoral deve dirigir-se exclusivamente contra quem efetivamente praticou atos ilícitos, nãohavendo de se cogitar que o Prefeito figure como réu tão-somente pelo fato de que ele teria sidobeneficiado pela conduta irregular do Vice-Prefeito.

    Rejeição da alegação de que a improcedência de ação de impugnação de mandato eletivo seriasuficiente para descaracterizar o crime de corrupção.

    A caracterização do abuso de poder depende da demonstração da potencialidade que os fatostenham de influir no resultado do pleito, podendo atos isolados que não configurem abuso vir a configurarcorrupção eleitoral.

    Recurso não conhecido.

  • Abusos de poder econômico e de autoridade

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    (TSE, RESP nº 16.048, Ac. nº 16.048C, de 16.3.2000, Rel. Min. Eduardo Alckmin)

    Investigação judicial. Abuso de poder econômico.

    Hipótese em que, embora demonstradas as práticas abusivas, evidenciou-se a absoluta ausência depotencialidade de influirem no resultado do pleito.

    Decisão pela improcedência que se mantém.

    (TSE, RO nº 390, Ac. nº 390C, de 15.2.2000, Rel. Min. Eduardo Ribeiro)

    Recursos ordinários. Representação. Lei Complementar nº 64/90 e Lei nº 9.504/97.

    Não configuração de abuso de poder ou do poder de autoridade (LC 64/90).

    Não encontrada a necessária correlação entre o ato ilegal e o desequilíbrio, para influenciar aliberdade de voto.

    Aplicação correta da Corte Regional quanto ao art. 73, inciso II, parágrafo 4 da Lei 9.504/97.

    Recursos a que se nega provimento.

    (TSE, RO nº 393, Ac. nº 393C, de 26.10.99, Rel. Min. Costa Porto)

    Agravo de instrumento. Agravo regimental. Provimento. Recurso especial. Investigação judicial.Abuso de poder econômico.

    Não se exige para a configuração do abuso de poder econômico a relação de causa e efeito entre oato e o resultado das eleições (RESP nºs 11.469, 12.282, 12.394 e 12.577).

    Dissídio jurisprudencial demonstrado.

    Recurso provido para que, tornando-se insubsistente a decisão recorrida, se confirme a sentença dojuízo eleitoral.

    (TSE, RAREG nº 1.314, Ac. nº 1.314C, de 24.6.99, Rel. Min. Costa Porto)

    Agravo de instrumento. Agravo regimental. Provimento. Recurso especial. Investigação judicial.Abuso de poder econômico. Não se exige para a configuração do abuso de poder econômico a relação decausa e efeito entre o ato e o resultado das eleições (RESP ns. 11.469, 12.282, 12.394 e 12.577). Dissídiojurisprudencial demonstrado. Recurso provido para que, tornando-se insubsistente a decisão recorrida, seconfirme a sentença do juízo eleitoral.

    (TSE, AGREG nº 1.314, Ac. nº 1.314C, de 24.6.99, Rel. Min. Costa Porto)

    Abuso de poder econômico.

    Sendo a normalidade do pleito o valor a ser resguardado, a cassação do registro poderá ocorrer,ainda que, para a ilicitude, não concorra o candidato. Necessidade, em tal hipótese, da demonstração deque fortemente provável haja a prática abusiva distorcido a manifestação popular, com reflexo no resultadodas eleições.

    Imputável ao próprio candidato o procedimento ilícito, além da cassação de registro, resultará ainelegibilidade. Em tal caso, bastará a potencialidade de ser afetada a normalidade das eleições, não seexigindo fique evidenciado forte vínculo da probabilidade que se faz mister quanto a prática e deresponsabilidade de terceiro.

    Havendo abuso, mas desacompanhado de risco de perturbar-se a normalidade do pleito, poderá aconduta levar a aplicação de pena pecuniária.

    Hipótese em que não se teve como demonstrada a participação do candidato, nem se vislumbrou apossibilidade de a livre escolha do eleitorado haver sido atingida.

    Prova. Reexame. Inviabilidade de recurso especial.

  • Abusos de poder econômico e de autoridade

    10

    (TSE, AI nº 1.136, Ac. nº 1.136C, de 31.8.98, Rel. Min. Eduardo Ribeiro)

    Propaganda eleitoral realizada em época imprópria.

    A circunstância de que a propaganda houvesse cessado, após protocolizada a representação, nãobastaria, por si, para afastar a incidência da sanção prevista no art. 36 da Lei n° 9.504/97. Hipótese,entretanto, em que não demonstrado suficientemente haja ocorrido a infração.

    Abuso de poder político. Inaplicabilidade da sanção prevista no art. 22 da LC n° 64/90, em vista damínima relevância do fato, absolutamente carecedor de potencialidade de influir no resultado do pleito.

    (TSE, REP nº 45, Res. nº 20.287, de 6.8.98, Rel. Min. Eduardo Ribeiro)

    Abuso de poder econômico. Inexigível se demontre a existência de causa e efeito entre a prática tidacomo abusiva e o resultado das eleições. Necessário, entretanto, se possa vislumbrar potencialidade paratanto.

    Não reconhecendo o acórdão regional esteja suficientemente provado tenha havido a distribuição debens, prática que se pretende configuradora do abuso do poder econômico, não se pode afirmar que setenha verificado pelo fato de terem sido apreendidas cestas de alimento no comitê eleitoral. O fato mesmoda apreensão impediu houvesse a influência capaz de comprometer a legitimidade das eleições. Abusonão resulta de atos simplesmente preparatórios.

    (TSE, RESP nº 15.161, Ac. nº 15.161C, de 16.4.98, Rel. Min. Eduardo Ribeiro)

    Representação. Abuso do poder econômico não configurado. Fato isolado, de nenhuma ou, quandomuito, insignificante dimensão no cenário da disputa política, sem potencialidade para desigualar oscandidatos, segundo as regras de experiencia comum subministradas pela observação do queordinariamente acontece, não se presta a configurar abuso do poder econômico. Recursos providos.

    (TSE, RO nº 28, Ac. nº 28, de 18.6.96, Rel. Min. Costa Leite)

    Representação. Abuso do poder econômico. Inelegibilidade. Tratando-se de práticas ilegais,configuradoras de abuso do poder econômico, hábeis a promover um desequilíbrio da disputa política, nãoé de exigir-se o nexo de causalidade, considerados os resultados dos pleitos (Recursos Especiais ns.12.282, 12.394, e 12.577).

    As normas insertas nos incisos XIV e XV do art. 22 da Lei Complementar nº 64/90 não se excluem,impondo-se a sanção de inelegibilidade prevista na primeira ainda que a representação seja julgadaprocedente após a eleição do candidato, não implicando, entretanto, a cassação do mandato eletivo.Recurso conhecido em parte e, nessa parte, provido.

    O Tribunal, por unanimidade, conheceu e deu provimento, em parte ao recurso.

    (TSE, RESP nº 11.469, Ac. nº 11.469C, de 21.5.96, Rel. Min. Costa Leite)

    Abuso do poder econômico ou político.

    1. Práticas ilegais judicialmente apuradas (aliciamento da vontade popular através da distribuição dedinheiro e promoção de tratamentos médicos custeados pela máquina administrativa) hábeis a provocar umdesequilíbrio no processo de disputa política, caracterizando abuso de direito, que não exige comprovaçãode nexo entre causa e efeito.

    2. Recursos conhecidos e providos.

    (TSE, RESP nº 12.577, Ac. nº 12.577,C de 2.4.96, Rel. Min. Torquato Jardim)

  • Ação de impugnação de mandato eletivo

    11

    AÇÃO DE IMPUGNAÇÃO DE MANDATO ELETIVOAÇÃO DE IMPUGNAÇÃO DE MANDATO ELETIVOAÇÃO DE IMPUGNAÇÃO DE MANDATO ELETIVOAÇÃO DE IMPUGNAÇÃO DE MANDATO ELETIVO

    Recurso especial eleitoral. Ação de impugnação de mandato eletivo. Litisconsórcio. Se a moldurafático-jurídica não guarda correspondência com a do acórdão recorrido é incogitável o dissenso.

    Recurso não conhecido.

    (TSE, RESP nº 19.586, Ac. nº 19.586, de 12.3.2002, Rel. Min. Luiz Carlos Madeira)

    Ação de impugnação de mandato eletivo. Recurso especial. Negativa de seguimento. Agravo deinstrumento. Recebimento como agravo regimental.

    Prazo para interposição de recurso contra sentença. Aplicação do art. 258 do Código Eleitoral.Impossibilidade de adoção do prazo recursal estabelecido pelo Código de Processo Civil. Precedentes.

    Agravo a que se negou provimento.

    1. O fato de a ação de impugnação de mandato eletivo, na lacuna da lei eleitoral, seguir oprocedimento do Código de Processo Civil, dado que este se aplica, subsidiariamente, no processoeleitoral, não quer dizer que a regra inscrita no Código Eleitoral, art. 258, referente ao prazo para recurso,não deva ser observada.

    (TSE, AR em RESP nº 19.584, Ac. nº 19.584, de 21.2.2002, Rel. Min. Fernando Neves)

    Ação de impugnação de mandato eletivo. Abuso de poder. Eleições de 1998. Governador e vice-governador.

    Fatos que, em seu conjunto, configuram o abuso de poder econômico e político com potencialidadepara influir no resultado das eleições.

    Recurso ordinário provido para:

    (1) cassar os mandatos do governador e do vice-governador (art. 14, § 10, da CF);

    (2) declarar a inelegibilidade do governador para as eleições que se realizarem nos três anosseguintes ao pleito (LC n° 64/90, art. 1°, I, d e h).

    (TSE, RO nº 510, Ac. nº 510, de 6.11.2001, Rel. Min. Nelson Jobim)

    Ação de impugnação de mandato.

    De sua procedência poderá resultar, além da perda do mandato, a inelegibilidade, por três anos. Oprazo dessa se contará da data das eleições em que se deram os fatos que serviram de fundamento àação.

    (TSE, RO nº 379, Ac. nº 379C, de 5.6.2000, Rel. Min. Eduardo Ribeiro)

    Medida cautelar. Cabimento. Ação de impugnação de mandato eletivo. Artigo 15 da LeiComplementar nº 64/90. Inaplicabilidade.

    1. A medida cautelar é processualmente incabível para emprestar efeito suspensivo a recurso sequerinterposto.

    2. A execução dos julgados é, em regra, imediata uma vez que os recursos eleitorais não tem efeitosuspensivo.

    3. As disposições da Lei Complementar nº 64/90 aplicam-se tão-somente ao processo deimpugnação do registro de candidatura e à investigação judicial por abuso do poder econômico ou político,e não à ação de impugnação de mandato eletivo.

    Agravo regimental desprovido.

    (TSE, MCAREG nº 541, Ac. nº 541C, de 11.4.2000, Rel. Min. Maurício Correa)

  • Ação de impugnação de mandato eletivo

    12

    Impugnação de mandato. Despesas de campanha. Abuso de poder econômico.

    As multas julgadas por decisões ainda pendentes de recurso não constituem gastos de campanha,não configurando abuso de poder econômico, a ensejar a cassação do mandato.

    (TSE, RO nº 408, Ac. nº 408C, de 28.3.2000, Rel. Min. Garcia Vieira)

    Recurso especial. Corrupção eleitoral. Art. 299 do CE. Atos praticados pelo candidato a Vice-Prefeito.

    Rejeição da alegação de que crime eleitoral é crime político.

    A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e do TSE firmou-se no sentido de definir a locuçãoconstitucional "crimes comuns" como expressão abrangente a todas as modalidades de infrações penais,estendendo-se aos delitos eleitorais e alcançando, até mesmo, as próprias contravenções penais.Precedentes: Acórdão TSE 20.312 e Reclamacao STF 511/PB.

    Irrelevância de o inquérito ter sido realizado pela polícia estadual.

    A jurisprudência da Corte é no sentido de ser irrelevante ter o inquérito sido realizado pela políciaestadual, se a denúncia preenche os requisitos estabelecidos em lei. Precedente: Acórdão 8.476.

    Rejeição da alegação de que a ação penal deveria dirigir-se também contra o Prefeito.

    Diferentemente dos feitos que visam apurar abuso de poder, a ação penal para apuração do crime decorrupção eleitoral deve dirigir-se exclusivamente contra quem efetivamente praticou atos ilícitos, nãohavendo de se cogitar que o Prefeito figure como réu tão-somente pelo fato de que ele teria sidobeneficiado pela conduta irregular do Vice-Prefeito.

    Rejeição da alegação de que a improcedência de ação de impugnação de mandato eletivo seriasuficiente para descaracterizar o crime de corrupção.

    A caracterização do abuso de poder depende da demonstração da potencialidade que os fatostenham de influir no resultado do pleito, podendo atos isolados que não configurem abuso vir a configurarcorrupção eleitoral.

    Recurso não conhecido.

    (TSE, RESP nº 16.048, Ac. nº 16.048C, de 16.3.2000, Rel. Min. Eduardo Alckmin)

    Agravo de instrumento. Ação de impugnação de mandato. Legitimidade. Processo eleitoral.Encerramento. Os partidos que durante o processo eleitoral eram coligados podem, individualmente, proporação de impugnação de mandato eletivo. Agravo provido. RESP conhecido e provido.

    (TSE, AI nº 1.863, Ac. nº 1.863C, de 16.12.99, Rel. Min. Nelson Jobim)

    Agravo de instrumento. Embargos de declaração. Ação de impugnação de mandato eletivo. Recursoespecial. Recebimento. O disposto no artigo 216 do Código Eleitoral pretende evitar que o candidato eleitoperca o mandato por decisão de Tribunal Regional Eleitoral que ainda poderá ser modificada pelo TribunalSuperior Eleitoral, mas não faz com que o recurso especial seja automaticamente admitido. Omissõesinexistentes. Embargos rejeitados.

    (TSE, AGED nº 1.960, Ac. nº 1.960C, de 14.12.99, Rel. Min. Eduardo Alckmin)

    Impugnação de mandato. Suplente.

    Embora não seja titular de mandato, o suplente encontra-se titulado a substituir ou suceder quem o é.A ação de impugnação de mandato poderá, logicamente, referir-se, também, ao como tal diplomado.

    (TSE, AI nº 1.130, Ac. nº 1.130C, de 15.12.98, Rel. Min. Eduardo Ribeiro)

    Recurso ordinário. AIME. Segredo de justiça. Cassação de mandato de deputada diplomada pelaseleições substitutivas de 15.11.94 do Rio de Janeiro.

    Validação das eleições originárias de 3.10.94. Subsistência do objeto da ação. Prova robusta acaracterizar fraude e descumprimento das normas de administração financeira da campanha eleitoral.

  • Ação de impugnação de mandato eletivo

    13

    A ação de impugnação de mandato eletivo deve ser processada em segredo de justiça. Todavia, oseu julgamento é publico (CF, art. 14, parág. 11 e art. 93, IX).

    Apesar de diplomada inicialmente pelas eleições substitutivas de 15.11.94/RJ, a recorrentepermaneceu no mandato com a validação das eleições originárias de 3.10.94/RJ. Como a ação diz respeitoa irregularidades na prestação da conta de campanha e a fraude ocorrida no pleito de 3.10.94, subsiste oobjeto da ação.

    Diante da prova robusta dos autos, impõe-se a cassação do mandato.

    Recurso a que se nega provimento.

    (TSE, RO nº 31, Ac. nº 31C, de 15.10.98, Rel. Min. Edson Vidigal)

    Recurso ordinário em ação de impugnação de mandato eletivo de senador, julgada procedente porTRE, concomitantemente com recurso contra expedição de diploma.

    1. Recurso de terceiro que se diz interessado, do qual não se conhece por que não demonstrada talcondição.

    2. Recurso da agremiação partidária ao qual se nega provimento, uma vez que a ausência de suacitação para integrar a relação processual não conduz, no caso, à nulidade do acórdão.

    3. Composição regular da Corte Regional, por não ser necessária a convocação de substitutos paraos juízes que declararam suspeição.

    4. Não configura irregularidade a ausência de manifestação do procurador regional eleitoral nasessão de julgamento.

    5. Implica cerceamento à defesa o julgamento antecipado da ação de impugnação de mandato cujosfatos demandam dilação probatória. A inexistência de oportunidade para o réu produzir prova, em oposiçãoaos documentos que instruíram a ação, configura ofensa aos princípios do contraditório e da ampla defesa,recomendando a nulidade da decisão. Aplicação, entretanto, da regra do art. 249, § 2°, do CPC, segundo aqual não se decreta nulidade quando é possível julgar o mérito a favor da parte a quem aquela aproveitaria.

    6. Fatos supostamente acontecidos antes da escolha e registro do candidato, que não guardamrelação direta com o pleito eleitoral e que não foram objeto de procedimento ou investigação judicial antesdas eleições, não se prestam para fundamentar ação de impugnação de mandato eletivo, com sériasconseqüências no mandato popular colhido das urnas. Recurso provido para julgar improcedente a ação.

    7. O ônus da sucumbência não se coaduna com os feitos eleitorais. Condenação em honorários quenão se acolhe.

    8. Anulação do acórdão recorrido na parte em que julgou os recursos contra a expedição de diploma,visto que a apreciação deles compete ao Tribunal Superior Eleitoral. Determinação do desapensamento detais recursos, a fim de que sejam autuados e distribuídos.

    (TSE, RO nº 61, Ac. nº 61, de 6.11.97, Rel. Min. Costa Porto)

    Recurso especial. Ação de impugnação de mandato eletivo não se reveste de natureza penal.Demonstrado o abuso do poder econômico, a corrupção e a fraude, a manifestação eleitoral torna-seviciada.

    Não conhecido.

    (TSE, RESP nº 11.136, Ac. nº 13.221, de 18.12.92, Rel. Min. Diniz de Andrada)

  • Ação de investigação judicial

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    AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO JUDICIALAÇÃO DE INVESTIGAÇÃO JUDICIALAÇÃO DE INVESTIGAÇÃO JUDICIALAÇÃO DE INVESTIGAÇÃO JUDICIAL

    Agravo regimental. Recurso especial eleitoral. Ação de investigação judicial eleitoral ajuizada contracandidato a prefeito. Abuso de poder econômico. Art. 41-A da Lei n° 9.504/97. Acórdão do TRE queextinguiu o processo por ausência de citação do vice-prefeito.

    Hipótese em que a ausência de citação de vice-prefeito, em ação de investigação judicial eleitoralajuizada contra candidato a prefeito, para a apuração de abuso de poder econômico, não constitui nulidadeapta a extinguir o processo sem o julgamento do mérito. Precedentes.

    Agravo improvido.

    (TSE, RESP nº 19.342, Ac. nº 19.342, de 4.4.2002, Rel. Min. Nelson Jobim)

    Investigação judicial eleitoral. Art. 22 da LC n° 64/90 e 41-A da Lei n° 9.504/97. Decisão posterior àproclamação dos eleitos. Inelegibilidade. Cassação de diploma. Possibilidade. Inciso XV do art. 22 da LC n°64/90. Não aplicação.

    1. As decisões fundadas no art. 41-A têm aplicação imediata, mesmo se forem proferidas após aproclamação dos eleitos.

    (TSE, RESP nº 19.587, Ac. nº 19.587, de 21.3.2002, Rel. Min. Fernando Neves)

    Recurso contra a diplomação - Inciso IV do art. 262 do Código Eleitoral - Abuso do poder econômico -Investigação judicial - Procedência - Manutenção da sentença - Trânsito em julgado - Ausência.

    1. Não é necessário que a decisão proferida em investigação judicial tenha transitado em julgadopara embasar recurso contra a diplomação fundado no inciso IV do art. 262 do Código Eleitoral.

    2. O recurso contra a diplomação pode vir instruído com prova pré-constituída, entendendo-se queessa é a já formada em outros autos, sem que haja obrigatoriedade de ter havido sobre ela pronunciamentojudicial, ou trânsito em julgado.

    3. A declaração de inelegibilidade com trânsito em julgado somente será imprescindível no caso de orecurso contra a diplomação vir fundado no inciso I do mencionada art. 262 do Código Eleitoral, que cuidade inelegibilidade.

    Agravo regimental a que se negou provimento.

    (TSE, AR em RESP nº 19.568, Ac. nº 19.568, de 12.3.2002, Rel. Min. Fernando Neves)

    Agravo de instrumento. Recurso especial. Ação de investigação judicial eleitoral. Abuso de podereconômico. Não audiência de testemunha de defesa arrolada a tempo e modo. Cerceamento de defesa.

    1. Na ação de investigação judicial por abuso de poder econômico caracteriza-se o cerceamento dedefesa pela não audiência de testemunha de defesa arrolada a tempo e modo pela defesa.

    2. Recursos conhecidos e providos.

    (TSE, AI nº 2.920, Ac. nº 2.920, de 25.10.2001, Rel. Min. Sepúlveda Pertence)

    Recurso especial. Investigação judicial eleitoral. Abuso de poder econômico. Captação de votos entrecandidatos. Atipicidade. L. 9.504/97, art. 41-A.

    1. O art. 41-A da L. 9.504/97 só tipifica a captação ilícita de votos entre candidato e eleitor, não aconfigurando a vantagem dada ou prometida por um candidato a outro, visando a obter-lhe a desistência.

    2. Recurso não conhecido.

    (TSE, RESP nº 19.399, Ac. nº 19.399, de 23.10.2001, Rel. Min. Sepúlveda Pertence)

  • Ação de investigação judicial

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    Recurso especial. Ação de investigação judicial eleitoral. Abuso de poder econômico. Julgamentoantecipado da lide (CPC, art. 330). Impossibilidade.

    1. O julgamento antecipado da lide, na ação de investigação judicial eleitoral, impossibilita a apuraçãodos fatos supostamente ocorridos, afrontando o princípio do devido processo legal.

    2. Recursos providos.

    (TSE, RESP nº 19.419, Ac. nº 19.419, de 16.10.2001, Rel. Min. Sepúlveda Pertence)

    Recurso especial contra decisão em investigação judicial - Art. 22 da LC 64/90 - Recebimento comoordinário.

    Programa de rádio apresentado por candidato a deputado distrital no período previsto no art. 45 daLei nº 9.096/97, no qual participou candidato a senador, proprietário da emissora, com elogios recíprocos ereferências diretas à eleição.

    Propaganda eleitoral vedada, por tratamento privilegiado, que se configurou pelo grande destaquedados aos recorridos pela emissora.

    O fato de terem os recorridos que se valido da condição de um deles de ser proprietário da emissorae a reiteração da conduta leva à caracterização da prática de abuso do poder econômico e dos meios decomunicação social.

    Recurso provido para decretar a inelegibilidade dos recorridos por três anos.

    (TSE, RESP nº 16.184, Ac. nº 16.184C, de 1º.6.2000, Rel. Min. Eduardo Alckmin)

    Investigação judicial. Abuso de poder econômico. Hipótese em que, embora demonstradas aspráticas abusivas, evidenciou-se absoluta potencialidade de decisão pela improcedência que se mantém.

    (TSE, RO nº 390, Ac. nº 390C, de 15.2.2000, Rel. Min. Eduardo Ribeiro)

    Recurso ordinário. Investigação judicial eleitoral. Decretação de revelia. Impossibilidade. Abuso dopoder econômico e político. Prova inconcussa.

    Necessidade.1. Na ação investigatória judicial, instaurada para os fins do artigo 22 da LeiComplementar 64/90, descabe a decretação de revelia e confissão, por depender a procedência darepresentação de prova inconcussa dos fatos

    Tidos como violadores do texto legal, sendo o procedimento probatório inteiramente independente daformalização tempestiva e adequada da defesa dos representados. 2. A configuração do abuso do podereconômico exige prova.

    Inconcussa. Precedentes. Recurso ordinário desprovido.

    (TSE, RO nº 382, Ac. nº 382C, de 23.11.99, Rel. Min. Maurício Correa)

    Representação que objetiva a instauração de investigação judicial para apurar abuso do podereconômico e de autoridade supostamente praticada por Governador. (LC 64/90)

    A representação não perde o objeto com a renúncia do Governador.

    Recurso provido para determinar que o Tribunal prossiga no julgamento e aprecie o mérito.

    (TSE, RESP nº 15.278, Ac. nº 15.278C, de 24.6.99, Rel. Min. Costa Porto)

    Inelegibilidade. Investigação judicial. Prazo. Termo inicial. O termo a quo da inelegibilidade decorrenteda procedência de representação, por abuso de poder econômico ou político, é a data das eleições em quese verificaram os fatos que motivaram fosse aplicada a sanção.

    (TSE, RO nº 392, Ac. nº 392C, de 15.6.99, Rel. Min. Eduardo Ribeiro)

  • Ação de investigação judicial

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    Investigação judicial. Decisão interlocutória. Irrecorribilidade.

    Das decisões interlocutórias, na investigação judicial de que cuida o artigo 22 da LC 64, não caberecurso em separado. A matéria não ficara preclusa, podendo ser objeto de exame no julgamento dorecurso que impugne o provimento de que resulte o fim do processo.

    (TSE, AI nº 1.718, Ac. nº 1.718C, de 1º.6.99, Rel. Min. Eduardo Ribeiro)

    Investigação judicial. Recurso.

    Da decisão do Tribunal Regional que dirime a investigação judicial, nas eleições federais e estaduais,cabe recurso ordinário.

    (TSE, AI nº 1.748, Ac. nº 1.748C, de 18.5.99, Rel. Min. Eduardo Ribeiro)

    Ação de investigação judicial. Prazo para propositura. Falta de promoção da citação do Vice-Prefeito.Litisconsorte necessário. Decadência consumada. Extinção do processo.

    I - A ação de investigação judicial do art. 22 da LC 64/90 pode ser ajuizada até a data da diplomação.

    II - A norma do art. 263 do CPC pressupõe o atendimento das exigências legais, inclusive as relativasao litisconsórcio.

    III - Não promovida, pelo autor, a citação de litisconsorte necessário até esta data, o processo deveser extinto em face da decadência.

    Recurso provido.

    (TSE, RESP nº 15.263, Ac. nº 15.263C, de 25.5.99, Rel. Min. Nelson Jobim)

    Investigação judicial. Representação. LC nº 64/90, arts. 1º, I, h e 19 a 23; Lei nº 8.429/92, art. 11;Cód. Eleitoral, arts. 237 e §§, 346 e 377 e parágrafo único.

    1. Legitimidade. De modo geral, o eleitor é parte legítima para se dirigir à Corregedoria (opinião dorelator). Têm legitimidade os parlamentares (opinião que prevaleceu no TSE, por maioria de votos).

    2. O partido político tem interesse e legitimidade para representar.

    3. Informações divulgadas pela imprensa são indícios bastantes para a abertura de investigação, masinsuficientes para a condenação (sanção de inelegibilidade, cassação de registro). LC nº 64/90, arts. 22, XIVe 23.

    4. Representação improcedente.

    (TSE, REP nº 30, Res. nº 20.206, de 26.5.98, Rel. Min. Nilson Naves)

  • Aplicação da Súmula nº 1 do TSE combinada com o artigo 1º, I, g, da LC nº 64/90

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    APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 1 DO TSEAPLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 1 DO TSEAPLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 1 DO TSEAPLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 1 DO TSE

    COMBINADA COM O ARTIGO 1º, I, G, DA LC Nº 64/90COMBINADA COM O ARTIGO 1º, I, G, DA LC Nº 64/90COMBINADA COM O ARTIGO 1º, I, G, DA LC Nº 64/90COMBINADA COM O ARTIGO 1º, I, G, DA LC Nº 64/90

    Agravo regimental em recurso especial. Registro de candidato. Rejeição de contas. Açãodesconstitutiva da decisão que rejeitou as contas ajuizada antes da ação de impugnação.

    Para a Justiça Eleitoral interessa o momento em que a ação foi apresentada em juízo.

    É irrelevante o fato de a ação desconstitutiva ter sido despachada, pelo juiz, depois da impugnação.

    Se a ação desconstitutiva foi protocolada antes da impugnação, isto é o que basta para aplicar aSúmula nº 1 do TSE.

    Agravo improvido.

    (TSE, AR em RESP nº 18.341, Ac. nº 18.341, de 24.4.2001, Rel. Min. Nelson Jobim)

    Recurso especial. Agravo regimental. Rejeição de contas. Propositura de ação judicial na JustiçaComum. Análise dos fundamentos pela Justiça Eleitoral. Impossibilidade.

    Proposta ação perante a Justiça Comum, com a finalidade de desconstituir a decisão que rejeitou ascontas apresentadas pelo Chefe do Executivo Municipal, não cabe à Justiça Eleitoral analisar a petiçãoinicial para concluir pela sua viabilidade jurídica. Precedentes.

    Agravo regimental desprovido.

    (TSE, AR em RESP nº 16.868, Ac. nº 16.868, de 14.11.2000, Rel. Min. Maurício Corrêa)

    Registro de candidatura. Rejeição de contas.

    A coligação que não impugnou não tem legitimidade para recorrer.

    Submetido o ato de rejeição das contas ao crivo de outro órgão do poder judiciário, antes daimpugnação, não cabe à Justiça Eleitoral perquirir sobre a natureza das irregularidades.

    (TSE, AR em RESP nº 16.850, Ac. nº 16.850, de 21.9.2000, Rel. Min. Garcia Vieira)

    Contas de ex-prefeito - Rejeição pelo Tribunal de Contas da União - Inelegibilidade - Art. 1°, inciso I,alínea g da LC n° 64/90 - Ação desconstitutiva que alega ilegitimidade do Tribunal de Contas - Vício formal -Suficiência para suspender a inelegibilidade.

    Recurso não conhecido.

    (TSE, RESP nº 17.158, Ac. nº 17.158, de 21.9.2000, Rel. Min. Fernando Neves)

    Recurso contra diplomação. Rejeição de contas. Ação anulatória. Suspensão da inelegibilidade.

    A aplicação do art. 275, § 4º do CE, depende de sua menção expressa no acórdão.

    A propositura de ação anulatória de decisão que rejeitou as contas suspende a inelegibilidade(Súmula 1 do TSE).

    Recurso improvido.

    (TSE, RCED nº 576, Ac. nº 576, de 8.8.2000, Rel. Min. Nelson Jobim)

    Registro de candidato.

    Rejeição de contas pelo TCU. Ausência de prestação de contas de verba de convênio federal.Irregularidade insanável. Alínea ‘g’ do inciso I, do art. 1º da LC nº 64/90. Recolhimento de valores aos cofres

  • Aplicação da Súmula nº 1 do TSE combinada com o artigo 1º, I, g, da LC nº 64/90

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    públicos não é suficiente para afastar a inelegibilidade. Recurso provido.

    (TSE, RESP nº 15.412, Ac. nº 15.412C, de 27.10.98, Rel. Min. Eduardo Alckmin)

    Recurso Especial. Recurso contra Expedicao de Diploma. Rejeição de contas. Art. 1º, I, "g", da LC64/90.

    Preliminar de ilegitimidade ad causam do recorrente. Rejeição.

    Tem legitimidade para propôr recurso contra a expedição de diploma aquele cujo registro decandidatura foi indeferido por decisão ainda não transitada em julgado, estando recurso extraordinario aindaem tramitação perante o eg. STF.

    A inelegibilidade prevista no art. 1, I, "g", da LC 64/90 tem natureza infraconstitucional.

    A competência para o julgamento das contas do chefe do executivo municipal e da CâmaraMunicipal, constituindo o pronunciamento do Tribunal de Contas do Estado mero parecer prévio.

    Rejeição das contas pela Câmara Municipal posterior a realização do pleito. Impossibilidade dacassação do diploma do candidato eleito.

    A rejeição de contas superveniente ao registro não enseja a cassação do diploma conferido aocandidato eleito, pois a cláusula de inelegibilidade posta na alinea "g" do inciso I do art. 1º, da LC 64/90 seaplica às eleições que vierem a se realizar e não às já realizadas.

    (TSE, RESP nº 15.204, Ac. nº 15.204C, de 2.6.98, Rel. Min. Eduardo Alckmin)

    Inelegibilidade. Rejeição de contas.

    Tratando-se de recursos do municipio, a deliberação que a respeito de sua aplicação tome o Tribunalde Contas tem natureza de parecer. Rejeição das contas só pode ocorrer por deliberação da CâmaraMunicipal.

    O ingresso no Judiciário, para impugnar decisão do Tribunal de Contas da União, não se condiciona aexaustão de eventuais recursos na via administrativa.

    Recurso especial.

    Não se viabiliza em relação à matéria de que não tenha cuidado o acórdão recorrido.

    (TSE, RESP nº 13.658, Ac. nº 13.658C, de 14.11.96, Rel. Min. Eduardo Ribeiro)

    Registro. Impugnação.

    Rejeicao de contas. Novos pronunciamentos da mesma edilidade. Possibilidade dessa revisão. Atoeminentemente político.

    Descabe à Justica Eleitoral examinar alegações de imoralidade e ilegitimidade dos atos da CâmaraMunicipal.

    Precedentes do TSE.

    Recurso conhecido e provido.

    (TSE, RESP nº 13.783, Ac. nº 13.783C, de 30.10.96, Rel. Min. Diniz de Andrada)

    Inelegibilidade. Rejeição de contas.

    Não se suspende em virtude do ajuizamento de ação em que não são atacadas todas as razões dedecidir da decisão do Tribunal de Contas, pois, subsistindo uma, manter-se-á o ato de rejeição, ainda queacolhido o pleito quanto às demais.

    Recurso especial: impossibilidade de reexaminar matéria de fato ou tratar daquela que não haja sidoobjeto de exame pelo acórdão recorrido.

    (TSE, RESP nº 14.486, Ac. nº 14.486C, de 29.10.96, Rel. Min. Eduardo Ribeiro)

  • Aplicação da Súmula nº 1 do TSE combinada com o artigo 1º, I, g, da LC nº 64/90

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    Coisa julgada. Limites objetivos.

    Indeferido o pedido de registro, por se reconhecer inelegibilidade, decorrente de rejeição de contas, acoisa julgada não atinge essa razão de decidir (CPC art 469, I).

    Ainda assim não fosse, a imutabilidade resultante da sentenca não impediria o deferimento doregistro, se alterada a situação de fato, com o ulterior ajuizamento de ação tendente a anular o ato derejeição.

    (TSE, RESP nº 14.416, Ac. nº 14.416C, de 29.10.96, Rel. Min. Eduardo Ribeiro)

    Registro de candidato. Rejeição de contas de presidente da Câmara Municipal pelo Tribunal deContas estadual. Aprovação pela edilidade local. Ausência de ação desconstitutiva. Inelegibilidade.Ausência de prequestionamento relativa à questão de intempestividade da impugnação à candidatura.

    Tratando-se de julgamento das contas de ex-presidente da Câmara Municipal, há que prevalecer oparecer do Tribunal de Contas, sendo irrelevante a decisão da Câmara Municipal.

    Recurso não conhecido.

    (TSE, RESP nº 13.475, Ac. nº 13.475C, de 22.10.96, Rel. Min. Ilmar Galvão)

    Recurso especial. Registro de candidato. Rejeição de contas pelo TCU. Art. 71, inciso VI, daConstituicao.

    Cabe ao TCU o julgamento das contas do prefeito relativas a recursos repassados pela União.

    Caso em que a corte de contas teve por descabida a inclusão do nome do responsável na lista deinelegíveis.

    Hipótese em que não se pode ter por incidente a norma do art. 1º, I, "g", da LC nº 64/90.

    Recurso não conhecido.

    (TSE, RESP nº 13.209, Ac. nº 13.209C, de 22.10.96, Rel. Min. Ilmar Galvão)

    Inelegibilidade. Rejeição de contas. Convênio.

    Impossibilidade de discutir-se, no procedimento de registro de candidatura, eventual vício da decisãodo Tribunal de Contas. Tal pretensão haverá de ser deduzida em ação direta perante a Justiça Comum.

    (TSE, RESP nº 14.624, Ac. nº 14.624C, de 2.10.96, Rel. Min. Eduardo Ribeiro)

    Recurso especial. Inelegibilidade (art. 1, I, "g", da LC 64/90). Órgão competente para rejeição dascontas.

    Só com relação às contas dos chefes do executivo é que o pronunciamento do Tribunal de Contasconstitui mero parecer prévio, sujeito à apreciação final da Câmara Municipal, antes do qual não háinelegibilidade (STF, RE nº 132.747). As contas de todos os demais responsáveis por dinheiros e benspúblicos são julgadas pelo Tribunal de Contas e suas decisões a respeito geram inelegibilidade (CF, art. 71,I). Inconstitucionalidade dos arts. 95, II, "d" e seu parágrafo 1º, "in fine", da Constituicao do Estado da Bahia,quando estendem as contas das mesas das Câmaras Municipais o regime do art. 31, parágrafo 2º, daConstituicao Federal, que é exclusivo das contas dos prefeitos.

    Precedentes do TSE (Acs. 12.645 e 12.694, Rel. Min. Sepúlveda Pertence).

    Recurso não conhecido.

    (TSE, RESP nº 13.174, Ac. nº 13.174C, de 30.9.96, Rel. Min. Francisco Rezek)

    Rejeição de contas. Aplicação de verbas obtidas mediante convênio com o Estado. Hipótese em queo Tribunal de Contas profere julgamento e não apenas parecer prévio.

  • Aplicação da Súmula nº 1 do TSE combinada com o artigo 1º, I, g, da LC nº 64/90

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    (TSE, RESP nº 13.299, Ac. nº 13.299C, de 30.9.96, Rel. Min. Eduardo Ribeiro)

    Recurso especial.

    Inviabilidade em relação a temas a cujo respeito não houve prequestionamento.

    Rejeição de contas. Inelegibilidade. Matéria passível de conhecimento de ofício pelo juiz. Irrelevânciade eventual ilegitimidade do impugnante, o que só importaria na hipótese de haver ele formulado recurso.

    (TSE, RESP nº 13.886, Ac. nº 13.886C, de 30.9.96, Rel. Min. Eduardo Ribeiro)

    Inelegibilidade. Contas de ex-prefeito (Lei Complementar nº 64/90, art. 1º, inciso I, letra "g").

    1. Caso em que o TSE já reconhecera a inelegibilidade, por ocasião do julgamento do recurso nº12.114, em relação às eleições de 1994.

    2. A aprovação das contas pela Câmara, voltando recentemente atrás, não pode ter a qualidade detornar elegível o ex-prefeito. Admitir-se que pode, seria a admissão do ato de rescisão do acórdão, a todasas luzes inadmissível.

    3. Recurso não conhecido.

    (TSE, RESP nº 12.899, Ac. nº 12.899C, de 23.9.96, Rel. Min. Nilson Naves)

    Recurso especial. Registro de candidato. Inelegibilidade. Rejeição de contas pelo Tribunal de Contas.Ausência de prestação de contas de recursos provenientes de convênio.

    O posterior reembolso do débito não tem o condão de afastar a LC nº 64/90.

    Recurso da Procuradoria Regional Eleitoral provido.

    Recurso da Coligação União por Brejo Grande prejudicado.

    (TSE, RESP nº 12.978, Ac. nº 12.978C, de 23.9.96, Rel. Min. Ilmar Galvão)

    Registro de candidato. Rejeição de contas. Ação anulatória ajuizada anteriormente à impugnação.Hipótese de aplicação da Súmula nº 1 do Tribunal Superior Eleitoral. Decisão da Câmara Municipalproferida há mais de cinco anos não acarreta inelegibilidade. Argüição de nulidade. Prejuízo nãodemonstrado. Recurso não conhecido.

    (TSE, RESP nº 12.871, Ac. nº 12.871C, de 23.9.96, Rel. Min. Eduardo Alckmin)

    Registro de candidato. Inelegibilidade. LC 64/90, art. 1, I, g. Rejeição de contas. Recurso de convêniocom o Governo do Estado. Decisão do TCE.

    Falta de questionamento judicial da decisão do Tribunal de Contas.

    É inelegível o candidato que, na qualidade de prefeito administrou recursos a conta de convênio como Governo do Estado, tendo o TCE rejeitado a prestação de contas, diante de irregularidades insanáveis,com nota de improbidade.

    Precedente do TSE (Ac. 12.070, Rel. Min. Flaquer Scartezzini).

    Recurso a que se nega conhecimento.

    (TSE, RESP nº 12.918, Ac. nº 12.918C, de 17.9.96, Rel. Min. Francisco Rezek)

    O simples parecer desfavorável do Tribunal de Contas do Estado, sem o correspondente acolhimentopela Câmara de Vereadores, não afasta a elegibilidade do candidato, porquanto aquele órgão não dispõede competência para aprovar ou rejeitar as contas, função esta conferida ao poder legislativo municipal.

    (TSE, RESP nº 12.936, Ac. nº 12.936C, de 17.9.96, Rel. Min. Francisco Rezek)

  • Aplicação da Súmula nº 1 do TSE combinada com o artigo 1º, I, g, da LC nº 64/90

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    Recurso especial. Inelegibilidade de ex-prefeito. Rejeição de contas pela Câmara Municipal.

    1) Caso em que a referida decisão foi impugnada na via judicial.

    2) Decisão contrária a orientação jurisprudencial do TSE, na Súmula nº 1.

    (TSE, RESP nº 13.267, Ac. nº 13.267C, de 16.9.96, Rel. Min. Ilmar Galvão)

    Recurso especial. Rejeição de contas. Inelegibilidade. Ação anulatória. Abrangência.

    O afastamento da inelegibilidade previsto no art. 1, I, "g" da LC 64/90 abrange também a açãoproposta para declarar a nulidade da decisão da rejeição de contas por vicio formal do processoadministrativo encaminhado pelo Tribunal de Contas e Câmara Municipal.

    Recurso provido.

    (TSE, RESP nº 13.009, Ac. nº 13.009C, de 12.9.96, Rel. Min. Francisco Rezek)

    Registro de candidato. Inelegibilidade. LC nº 64/90, art. 1, I, "g". Câmara Municipal. Prestação decontas. Tribunal de Contas do Estado. Parecer prévio. Rejeição. Irregularidades formais. Em relação àscontas de Câmara Municipal, basta o parecer prévio do Tribunal de Contas do Estado, à vista do caráterdefinitivo que lhe empresta a Constituição Federal (CF, art. 71, II), sendo despicienda a decisao da CâmaraMunicipal sobre a mesma matéria. Inexistindo, como motivo determinante da rejeição, irregularidadeadministrativa, é de ser afastada a hipótese de inelegibilidade prevista na LC nº 64/90, art. 1, I, "g". Recursoordinário provido.

    (TSE, RO nº 12.014, Ac. nº 12.014C, de 17.8.94, Rel. Min. Flaquer Scartezzini)

    Inelegibilidade. LC nº 64/90, art. 1, I, "g". Rejeição de contas pela Câmara Municipal. Parecer doTribunal de Contas do Estado. Irregularidades insanáveis. Inexistência de propositura de ação. Restandocomprovado que a irregularidade apontada é de caráter insanável, e que nenhuma ação foi proposta, torna-se evidente a inelegibilidade da Lei Complementar nº 64/90, art. 1, I, "g".

    Recurso a que se nega provimento.

    (TSE, RO nº 12.127, Ac. nº 12.127C, de 9.8.94, Rel. Min. Marco Aurélio Mello)

    Inelegibilidade. Lei complementar nº 64/90, de 1990, art . 1, I, "g".

    I - o candidato ajuizou, antes da impugnação ao seu registro, ação declaratória de rejeição de contaspela Câmara Municipal, achando-se ao amparo da Súmula nº 01, desta Corte.

    II - quanto as irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas da União inexistem nos autoselementos que permitam aquilatar sobre a sua insanabilidade. Acha-se esclarecido, porém, que o candidatoquitou o débito e recebeu quitação quanto a sua responsabilidade.

    III - recurso especial conhecido como ordinário, a que se nega provimento.

    (TSE, RO nº 12.110, Ac. nº 12.110C, de 9.8.94, Rel. Min. Pádua Ribeiro)

    Inelegibilidade. LC nº 64/90, art. 1, I, "g". Rejeição de contas pela Câmara Municipal. Parecer doTribunal de Contas do Estado. Irregularidades insanáveis. Inexistência de propositura de ação. Restandocomprovado que a irregularidade apontada é de caráter insanável, e que nenhuma ação foi proposta, torna-se evide nte a inelegibilidade da Lei Complementar nº 64/90, art. 1, I, "g".

    Recurso a que se nega provimento.

    (TSE, RO nº 12.127, Ac. nº 12.127C, de 9.8.94, Rel. Min. Marco Aurélio Mello)

    Inelegibilidade. LC nº 64/90, art. 1, I, "g". Rejeição de contas pela Câmara Legislativa. Irregularidadesinsanáveis. Parecer do Tribunal de Contas do Município. Ação ajuizada após a impugnação. Não incidênciada ressalva contida na Súmula nº 1 TSE.

  • Aplicação da Súmula nº 1 do TSE combinada com o artigo 1º, I, g, da LC nº 64/90

    22

    A irregularidade que enseja a inelegibilidade prevista na alinea "g", inc. I, o art. 1º, da LeiComplementar nº 64/90, e a insanável, tem a ver com a improbidade administrativa (CF, art. 15, V e 37,parágrafo 4).

    O ingresso em juízo somente se mostra despiciendo quando ocorre após a impugnação. PrecedenteAc. nº 11.977/94.

    Recurso a que se nega provimento.

    (TSE, RO nº 12.138, Ac. nº 12.138C, de 9.8.94, Rel. Min. Flaquer Scartezzini)

    Eleitoral. Inelegibilidade. Prefeito. Contas: rejeição. Irregularidades insanáveis. Improbidadeadministrativa. Lei Complementar 64/90, art. 1, I, "g".

    I - As irregularidades que tipificam crime contra administração pública são insanáveis e traduzemimprobidade administrativa.

    II - Agravo regimental não provido.

    (TSE, RAREG nº 12.087, Ac. nº 12.087C, de 7.8.94, Rel. Min. Carlos Velloso)

    Recurso especial. Impugnação de registro. Duplicidade de filiação e rejeição de contas.

    Não caracteriza duplicidade de filiação se o eleitor comunica ao partido e à Justica Eleitoral suadesfiliação e na mesma data promove sua filiação em outro partido.

    O ajuizamento de ação anulatória de deliberação de Câmara Municipal que rejeita as contas docandidato, suspende sua inelegibilidade, nos termos do art. 1 - inciso I - alinea "g" da Lei nº 64/90 e doenunciado nº 1 da Súmula do e. TSE, ainda que diga respeito apenas aos aspectos formais de decisãolegislativa.

    Eleitoral. Inelegibilidade. Ex-prefeito. Contas: rejeição irregularidades insanáveis. Improbidadeadministrativa. Parecer do TC: aprovação por decurso do prazo.

    I - Necessidade de apreciação quanto aos motivos que levaram o Tribunal de Contas a rejeição.

    II - As irregularidades que tipificam crime contra a administração pública são insanáveis e traduzemato de improbidade do administrador.

    III - Recurso provido.

    (TSE, RESP nº 12.114, Ac. nº 12.114C, de 6.8.94, Rel. Min. Carlos Velloso)

    Registro de candidato. Indeferimento. Inelegibilidade. LC nº 64/90, art. 1, I, "g". Prestação de contas.Irregularidades. Rejeição pelo Tribunal de Contas do Municipio. Decisão da Câmara Municipal. Inexistênciade ajuizamento de ação. Mandado de seguranca contra decisão do legislativo. Não alcance da ressalva daalínea "g" da LC 64/90.

    Pacífica jurisprudência da Corte tem sido no sentido que não basta a existência da ação judicialvoltada a desconstituir a decisão da Câmara Municipal, para ter-se como presente a ressalva da parte finaldo art. 1º, I, "g" da Lei de Inelegibilidade, e imprescindível que a ação judicial ataque todos os fundamentosque embasaram o decreto de rejeição, além do que, a medida deve anteceder a ação de impugnação deregistro de candidato.

    Recurso a que se nega provimento.

    (TSE, RO nº 12.001, Ac. nº 12.001C, de 5.8.94, Rel. Min. Flaquer Scartezzini)

    Registro de candidato. Inelegibilidade. LC nº 64/90, art . 1, I, "g". Rejeição de contas. Recurso deconvênio. Governo do Estado. TCE. Decisão. Ação própria. Erário público. Ressarcimento. É inelegível ocandidato que, na qualidade de prefeito administrou recursos a conta de convênio com o governador doestado, tendo o TCE rejeitado a prestação de contas, diante de irregularidades insanáveis, com nota deimprobidade. O fato de ter havido o recolhimento de valores aos cofres públicos não é o suficiente para

  • Aplicação da Súmula nº 1 do TSE combinada com o artigo 1º, I, g, da LC nº 64/90

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    afastar a inelegibilidade apontada. Recurso a que se neg a provimento.

    (TSE, RO nº 12.070, Ac. nº 12.070C, de 4.8.94, Rel. Min. Flaquer Scartezzini)

    Registro de candidato. Inelegibilidade. Ex-prefeito cujas contas foram consideradas irregulares pelaCâmara Municipal, com base em parecer do Tribunal de Contas do Estado.

    A irregularidade que enseja a aplicação da alinea "g", inc. I, do art. 1 da LC nº 64/90 e a "insanável",que tem a ver com atos de improbidade (CF, art. 15, V e 37, parágrafo 4) não se prestando para talfinalidade aquela de caráter meramente formal.

    A ação judicial que elide a inelegibilidade pode ser proposta a qualquer tempo antes da impugnação,se ainda dentro do prazo prescricional de cinco anos (Precedentes: Recursos nºs. 9.816, 10.136, sessão de17.09.92).

    Recurso a que se nega provimento.

    (TSE, RO nº 11.976, Ac. nº 11.976C, de 27.7.94, Rel. Min. Flaquer Scartezzini)

    Registro. Candidato a deputado estadual. Inelegibilidade. Contas de prefeito municipal julgadasirregulares pelo Tribunal de Contas.

    I - Se o Tribunal de Contas cingiu-se a declarar irregulares as contas do prefeito, em razão de saldomínimo, recolhido aos cofres públicos, não exsurgindo dos fatos dolo ou fraude a viciar a candidatura, nãohá lugar para a inelegibilidade ensejadora do indeferimento do registro.

    II - Recurso conhecido como ordinário e provido para fins de determinar a efetivação do registroimpugnado.

    (TSE, RO nº 11.973, Ac. nº 11.973C, de 26.7.94, Rel. Min. Pádua Ribeiro)

    Candidato a prefeito. Inelegibilidade: Lei Complementar nº 64/90, art. 1, I, "g".

    Demonstradas as irregularidades apontadas pela Câmara Municipal, relativas às contas do recorridoe considerando-se a "contrario sensu", o teor da Súmula/TSE 1.

    Recurso conhecido e provido para declarar inelegível o recorrido.

    (TSE, RESP nº 10.934, Ac. nº 13.067, de 27.10.92, Rel. Min. Flaquer Scartezzini)

    Contas. Prova de rejeição. Inexistência. Prazo de cinco anos extrapolado. Impugnação inconsistente -LC nº 64/90, art. 1, I, "g".

    Cabe ao impugnante apresentar prova da rejeição das contas do candidato. Em caso de rejeição de"contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável e pordecisão irrecorrível do órgão competente", o prazo de inelegibilidade atinge as eleições que se realizaremnos 5 (cinco) anos seguintes, contados a partir da data da decisão.

    (TSE, RESP nº 10.517, Ac. nº 12.957, de 1º.10.92, Rel. Min. José Cândido)

    Recurso especial. TRE/SP. Decisão que negou provimento ao recurso.

    Registro de candidatos. Aprovação de contas. Inelegibilidade.

    Rejeição de contas de empresa pública ou mista do município não é causa, por si só, suficiente paraassinalar a inelegibilidade prevista no art. 1, I, letra "g", da Lei Complementar nº 64/90, qualquer liame deresponsabilidade entre o candidato e as irregularidades que promoveram a rejeição das contas.

    Recurso conhecido e provido.

    (TSE, RESP nº 10.467, Ac. nº 12.850, de 28.9.92, Rel. Min. Sepúlveda Pertence)

  • Aplicação da Súmula nº 1 do TSE combinada com o artigo 1º, I, g, da LC nº 64/90

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    Recurso especial. Inelegibilidade. Prefeito que teve contas rejeitadas pelo TCM e CM. Art. 1, inc. I, 'g',LC nº 64/90. Improbidade administrativa. Confirmado, através das provas do processo, bem examinadas emjuízo, que o ex-prefeito teve as suas contas rejeitadas por irregularidade insanável, sem apelo ao PoderJudiciario, no devido tempo, reafirma-se a sua inelegibilidade pela prática de improbidade administrativa.Recurso que não se conhece.

    (TSE, RESP nº 10.120, Ac. nº 12.817, de 27.9.92, Rel. Min. José Cândido)

    Inelegibilidade. Art. 1, I, 'g', da Lei Complementar nº 64/90. A rejeição de contas pelo Tribunal deContas da mesa da Câmara de Vereadores torna inelegível o candidato por elas responsável.

    (TSE, RESP nº 10.399, Ac. nº 12.822, de 27.9.92, Rel. Min. Eduardo Alckmin)

    Recurso especial. Inelegibilidade. Art. 1, inciso I , 'g', LC nº 64/90. Rejeição das contas de ex-prefeito.Ação ordinária que não responde ao Tribunal de Contas e à Câmara Municipal. A jurisprudência do TribunalSuperior Eleitoral tem entendido, que a ação de nulidade proposta pelo ex-prefeito deve trazer a discussão,todos os pontos atacados pelo Tribunal de Contas do Estado, e que merecem aprovação da CâmaraMunicipal. Não pode ela limitar-se a questão relativa ao cerceamento de defesa, que não houve, porqueamplamente exercida perante a Corte de Contas. Hipótese que se confirma a inelegibilidade do candidato,por esse motivo, desde que comprovadas as irregularidades insanáveis. Recurso que não se conhece.

    (TSE, RESP nº 10.414, Ac. nº 12.811, de 27.9.92, Rel. Min. José Cândido)

    Registro de candidatura. Inelegibilidade. Lei complementar nº 64/90, art. 1, I, "g".

    Conforme entendimento desta Corte, as irregularidades que motivaram a rejeição das contas docandidato não caracterizaram improbidade administrativa capaz de gerar inelegibilidade.

    Recurso conhecido e provido.

    (TSE, RESP nº 10.497, Ac. nº 12.765, de 25.9.92, Rel. Min. Eduardo Alckmin)

    Recurso Especial. TRE/CE. Registro de candidato. Presidente da Câmara de Vereadores. Rejeiçãode contas. Inelegibilidade.

    O Tribunal de Contas dos Municipios competente para apreciar e julgar as aplicações dos recursosorcamentários das Câmaras Municipais.

    Quando rejeitadas gera a inelegibilidade prevista no art. 1, I, "g", da Lei Complementar nº 64/90.

    Recurso conhecido e provido.

    (TSE, RESP nº 10.547, Ac. nº 12.801, de 25.9.92, Rel. Min. José Cândido)

    Registro de candidatura. Candidato a prefeito. Inelegibilidade: LC nº 64/90, art. 1, I, "g".

    A Câmara Municipal é o órgão competente para rejeitar as contas de prefeito consideradas comirregularidades insanáveis.

    Inexistência, nos autos, de provas do exame das contas do candidato pelo legislativo municipal.Recurso não conhecido.

    (TSE, RESP nº 10.678, Ac. nº 12.803, de 25.9.92, Rel. Min. Américo Luz)

    Registro de candidatura. Inelegibilidade. Lei complementar nº 64/90, art. 1, I, "g".

    Conforme entendimento desta Corte, as irregularidades que motivaram a rejeição das contas docandidato não caracterizaram improbidade administrativa capaz de gerar inelegibilidade.

  • Aplicação da Súmula nº 1 do TSE combinada com o artigo 1º, I, g, da LC nº 64/90

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    Recurso conhecido e provido.

    (TSE, RESP nº 10.320, Ac. nº 12.767, de 25.9.92, Rel. Min. Eduardo Alckmin)

    Registro de candidatura. Candidato ao cargo eletivo de prefeito. Inelegibilidade. Lei Complementar nº64/90.

    Contas rejeitadas pelo órgão competente, irregularidades consideradas insanáveis, e comprovaçãode improbidade na gestão das coisas públicas, gera a inelegibilidade prevista na Lei Complementar nº64/90, art. 1, I, "g".

    Recurso não conhecido.

    (TSE, RESP nº 10.049, Ac. nº 12.745, de 24.9.92, Rel. Min. Carlos Velloso)

    Inelegibilidade (LC nº 64/90, art. 1, I, "g"): órgão competente para a rejeição de contas.

    Só com as contas dos chefes do executivo é que o pronunciamento do Tribunal de Contas constituimero parecer prévio, sujeito à apreciação final da Câmara Municipal, antes do qual não há inelegibilidade(STF, RE 132.747); as contas de todos os demais responsáveis por dinheiros e bens públicos são julgadospelo Tribunal de Contas e suas decisões a respeito geram inelegibilidade; (CF, art. 71, I):inconstitucionalidade dos arts. 95, II, "d" e seu parágrafo 1º, "in fine" da Constituição do Estado da Bahia,quando estendem as contas das mesas das Câmaras Municipais do regime do art. 31, parág. 2, daConstituição Federal, que é exclusivo das contas dos prefeitos.

    Recurso ordinário. Não-conhecimento por faltar na petição recursal menção dos nomes dosrecorrentes substituindo-se pela expressão "e outros". Estando todos os recorrentes representados, desde acontestação, pelo mesmo advogado, tal fato não enseja o não conhecimento do apelo.

    Inelegibilidade. Candidato analfabeto. Alegação de ocorrência de preclusão, entendendo que aobjeção deve ser feita na fase de alistamento. Improcedência.

    (TSE, RESP nº 10.407, Ac. nº 12.694, de 24.9.92, Rel. Min. Eduardo Alckmin)

    Candidato a prefeito. Inelegibilidade. LC nº 64/90, art. 1, I, "g".

    Alegação de irregularidades insanáveis. Contas rejeitadas pela Câmara de Vereadores. Ação denulidade proposta depois de apresentada a impugnação.

    Recurso conhecido e provido para que seja declarada a inelegibilidade do recorrido.

    (TSE, RESP nº 10.003, Ac. nº 12.597, de 19.9.92, Rel. Min. Hugo Gueiros)

    Recurso especial. Inelegibilidade. Candidato a prefeito que teve contas rejeitadas pela CâmaraMunicipal. Art. 1, inciso I, letra g, da Lei Complementar nº 64/90. Improbidade.

    Comprovada pela Câmara Municipal, na sua tarefa constitucional de fiscalização do município, que ascontas do prefeito apresentavam irregularidades insanáveis, comportando o reconhecimento de atos deimprobidade, torna-se ele inelegível, suportando os efeitos das sanções que lhe são impostas pelo art. 37,parág. 4º, da Constituição Federal.

    Hipótese em que não houve ofensa a lei, ou contrariedade jurisprudencial, por parte do acórdão doTribunal a quo.

    Recurso Especial de que não se conhece.

    (TSE, RESP nº 9.890, Ac. nº 12.538, de 16.9.92, Rel. Min. José Cândido)

    Agravo. Recurso Especial. Decisão do TRE/RS. Candidato a prefeito. Aprovação de contas.Inelegibilidade.

    Contas rejeitadas pela Câmara Municipal por irregularidades insanáveis, gera inelegibilidade.

    Agravo conhecido e negado provimento.

  • Aplicação da Súmula nº 1 do TSE combinada com o artigo 1º, I, g, da LC nº 64/90

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    (TSE, RESPAG nº 9.833, Ac. nº 12.536, de 16.9.92, Rel. Min. Hugo Gueiros)

    Constitucional. Eleitoral. Inelegibilidade. Contas recusadas. Lei nº 64, de 1990, art. 1, I, "g".

    I - Contas de prefeito consideradas irregulares pela Câmara Municipal com base em parecer emTribunal de Contas. A irregularidade que dá nascimento a inelegibilidade do art. 1, I, "g", da LeiComplementar nº 64/90, e a insanável, que tem a marca da improbidade administrativa, não a irregularidadepuramente formal.

    II - Inelegibilidade reconhecida.

    III - Recurso especial não conhecido.

    (TSE, RESP nº 9.697, Ac. nº 12.517, de 15.9.92, Rel. Min. Carlos Velloso)

    Pleito municipal. Candidato a prefeito. Aprovação de contas. Irregularidades. Inelegibilidade.

    Não se configurando irregularidades insanáveis, não há que se falar em inelegibilidade com fulcro noart. 1, I, "g", da Lei Complementar nº 64/90.

    Recurso não conhecido.

    (TSE, RESP nº 9.928, Ac. nº 12.524, de 15.9.92, Rel. Min. Américo Luz)

    Inelegibilidade (Lei Complementar nº 64/90, art. 1, I, g ): é ônus do impugnante - não satisfeito nocaso - declinar e comprovar os motivos da rejeição das contas do candidato impugnado, base empíricanecessária à verificação do caráter de insanabilidade e da conotação de improbidade das irregularidadesapuradas, que são pressupostos de inelegibilidade argüida.

    (TSE, RESP nº 9.791, Ac. nº 12.516, de 15.9.92, Rel. Min. Sepúlveda Pertence)

  • Captação ilícita de sufrágio

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    CAPTAÇÃO ILÍCITA DE SUFRÁGIOCAPTAÇÃO ILÍCITA DE SUFRÁGIOCAPTAÇÃO ILÍCITA DE SUFRÁGIOCAPTAÇÃO ILÍCITA DE SUFRÁGIO

    Consulta – Instrução n° 55 – Registro de candidatura – Art. 56, parágrafo único – Res./TSE n° 20.993– Processos de registro de candidatura – Cassação de registro ou de diploma com base nos arts. 41-A, 73ou 77 da Lei n° 9.504/97.

    1. O parágrafo único do art. 56 da Res./TSE n° 20.993 aplica-se somente aos processos de registrode candidatura, não alcançando as decisões proferidas em representação fundada nos arts. 41-A, 73 ou 77da Lei n° 9.504/97.

    2. Na hipótese de representação fundada nos artigos referidos, o prosseguimento da campanhaeleitoral é admitido pela Justiça Eleitoral para evitar dano irreparável, mas isso se dá por conta e risco docandidato e do partido político que prefira não substituir seu candidato, sem nenhuma garantia de suadiplomação.

    (TSE, Cons. nº 786, Res. nº 21.087, de 2.5.2002, Rel. Min. Fernando Neves)

    Cassação de registro de candidato - Art. 41-A da Lei n° 9.504/97 - Efeito imediato - Permanência naurna eletrônica - Prosseguimento da campanha - Possibilidade.

    1. A permanência, na urna eletrônica, do nome do candidato que tenha seu registro cassado combase no artigo 41-A da Lei n° 9.504, de 1997, bem como o prosseguimento de sua propaganda eleitoral - oque se dá por conta e risco do candidato e/ou de seu partido político em virtude da interposição de recurso -não significa retirar o efeito imediato da mencionada decisão, que, entretanto, não pode ser tido comodefinitiva, antes de seu trânsito em julgado.

    (TSE, Inst. nº 55, Res. nº 21.051, de 26.3.2002, Rel. Min. Fernando Neves)

    Recurso especial. Inelegibilidade. Arts. 22 da LC n° 64/90 e 41-A da Lei n° 9.504/97. Caracterização.Cassação de diplomas. Prova. Enunciados sumulares do STF e STJ. Imprescindibilidade ou não de revisor.CPC, art. 397. Desprovimento.

    I. Resta caracterizada a captação de sufrágio prevista no art. 41-A da Lei n° 9.504/97, quando ocandidato praticar, participar ou mesmo anuir explicitamente às condutas abusivas e ilícitas capituladasnaquele artigo.

    II. Para a configuração do ilícito previsto no art. 22 da LC n° 64/90, as condutas vedadas podem tersido praticadas antes ou após o registro da candidatura.

    III. Quanto à aferição do ilícito previsto no art. 41-A, esta Corte já decidiu que o termo inicial é opedido do registro da candidatura.

    IV. Em ação de investigação judicial, irrelevante para o deslinde da matéria se a entidade assistencialé mantida com recurso público ou privado, sendo necessário aferir se houve ou não o abuso.

    V. Na legislação eleitoral há intervenção de revisor, essa intervenção é mais restrita e expressamenteprevista, como, verbi gratia, quando se trata de recurso contra expedição de diploma, nos termos do art.271, § 1°, do Código Eleitoral - a respeito, REspe n° 14.736-RJ, rel. Min. Eduardo Alckmin, DJ de 7.2.97.

    (TSE, RESP nº 19.566, Ac. nº 19.566, de 18.12.2001, Rel. Min. Sálvio de Figueiredo Teixeira)

    Direitos eleitoral e processual. Foro especial. Inocorrência. Sufrágio. Captação. Inelegibilidade. Art.41-A da Lei n° 9.504/97, c/c art. 22 da Lei Complementar n° 64/90. Dissídio e prequestionamento. Não-caracterização. Precedentes. Recurso desacolhido.

    I. O prefeito não goza de foro especial, por prerrogativa de função, quando se tratar de representaçãoou investigação judicial.

    II. Na linha de entendimento do Tribunal, a execução de decisão fundada no art. 41-A da Lei n°9.504/97 é imediata, diversamente da execução com arrimo no art. 22 da Lei Complementar n° 64/90.

    III. A ausência de prequestionamento inviabiliza o conhecimento de tema ventilado no recursoespecial.

  • Captação ilícita de sufrágio

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    IV. A caracterização do dissídio jurisprudencial, salvo quando notório, requer não só o devidoconfronto analítico, como também a identidade ou semelhança entre o julgado e o paradigma.

    (TSE, RESP nº 19.552, Ac. nº 19.552, de 13.12.2001, Rel. Min. Sálvio de Figueiredo Teixeira)

    I. CASSAÇÃO DE REGISTRO DE CANDIDATURA: L. 9.504/97, ART. 41 - A: EFICÁCIA IMEDIATA.

    Ao contrário do que se tem entendido, com relação ao art. 15 da LC 64/90, a eficácia da decisãotomada com base no art. 41-A da L. 9.504/97 é imediata, ainda quando sujeita a recurso: trata-se, portanto,de causa de urgência, para cujo julgamento o Regimento Interno do Tribunal a quo faculta a dispensa depublicação de pauta.

    II. CAPTAÇÃO ILÍCITA DE SUFRÁGIOS (L. 9.504/97, ART. 41-A): NÃO-CARACTERIZAÇÃO.

    Não configura a captação ilícita de sufrágios, objeto do art. 41-A da L. 9.504/97, o fato, documentadono "protocolo de intenções" questionado no caso, firmado entre os representantes de diversas igrejas dedeterminado Município - travestidos de membros do Conselho Ético de um partido político - e certoscandidatos a prefeito e vice-prefeito, que formalmente se comprometem, se eleitos, ao atendimento dereivindicações imputadas à "comunidade evangélica" e explicitadas no instrumento, entre elas, a doação deum imóvel do patrimônio municipal, se não voltadas as promessas a satisfazer interesses patrimoniaisprivados.

    (TSE, RESP nº 19.176, Ac. nº 19.176, de 16.10.2001, Rel. Min. Sepúlveda Pertence)

    Benefício - Órgão público - Promessa de continuidade - Art. 41-A da Lei nº 9.504/97 - Não-aplicação.

    Não configura conduta vedada pelo art. 41-A da Lei nº 9.504/97 promessa de campanha no sentidode manter programa municipal de benefícios.

    Recurso conhecido e provido.

    (TSE, AI nº 2.790, Ac. nº 2.790, de 8.5.2001, Rel. Min. Fernando Neves)

    Representação pela prática da conduta vedada pelo artigo 41-A da Lei n.º 9.504, de 1997. Cassaçãode registro. Termo inicial do interregno previsto na norma indicada. Finalidade eleitoral necessária paracaracterização da conduta punível.

    1. O termo inicial do período de incidência da regra do artigo 41-A da Lei n.º 9.504, de 1997, é a dataem que o registro da candidatura é requerido, e não a do seu deferimento.

    2. Para a caracterização de conduta descrita no artigo 41-A da Lei n.º 9.504, de 1997, éimprescindível a demonstração de que ela foi praticada com o fim de obter o voto do eleitor.

    (TSE, RESP nº 19.229, Ac. nº 19.229, de 15.2.2001, Rel. Min. Fernando Neves)

    Consulta. "boca de urna" e "captação de sufrágio". Distinção.

    1) A "boca de urna" é caracterizada pela coação, que inibe a livre escolha do eleitor (Lei nº 9.504/97,artigo 39, parágrafo 5º).

    2) A "captação de sufrágio" constitui oferecimento ou promessa de vantagem ao eleitor, com o fim deobter-lhe o voto (Lei nº 9.504/97, artigo 41-A, acrescido pela Lei nº 9.840/99).

    Consulta respondida negativamente.

    (TSE, Cons. nº 552, Res. nº 20.531, de 14.12.99, Rel. Min. Maurício Corrêa)

  • Competência da Justiça Eleitoral quanto a questões internas dos partidos políticos

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    COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ELEITORAL QUANTO ACOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ELEITORAL QUANTO ACOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ELEITORAL QUANTO ACOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ELEITORAL QUANTO AQUESTÕES INTERNAS DOS PARTIDOS POLÍTICOSQUESTÕES INTERNAS DOS PARTIDOS POLÍTICOSQUESTÕES INTERNAS DOS PARTIDOS POLÍTICOSQUESTÕES INTERNAS DOS PARTIDOS POLÍTICOS

    Medida Cautelar Inominada - Arts. 17, § 1°, da CF, e 3° da Lei n° 9.096/95 - Pretensão de declaraçãode nulidade de ato interventivo em Diretório Municipal de Partido Político - Preliminar de falta de interesseprocessual acolhida pela decisão regional para extinção do feito.

    Não compete à Justiça Eleitoral o julgamento de ação anulatória de ato de intervenção entre órgãosdo mesmo partido.

    Recurso especial não conhecido.

    (TSE, RESP nº 16.413, Ac. nº 16.413, de 16.8.2001, Rel. Min. Sepúlveda Pertence)

    Recurso especial. Registro de candidatura. Hipótese na qual o TRE anulou intervenção no diretóriomunicipal e indeferiu o registro do candidato escolhido pela comissão provisória.

    É pacífica a incompetência da Justiça Eleitoral para dirimir controvérsia que envolva órgãos departido político.

    A competência é da Justiça Comum (RESP nº 13.212, GALVÃO; RESP nº 13.456, ALCKMIN).

    Recurso prejudicado.

    (TSE, RESP nº 16.829, Ac. nº 16.829, de 24.4.2001, Rel. Min. Nelson Jobim)

    Recurso especial. Agravo regimental. Registro de candidatura. Diretório municipal. Intervenção.Efeitos.

    Não compete à Justiça Eleitoral anular decisão judicial proferida pela Justiça Comum, que mantém ouinvalida ato interventivo em Diretório Municipal de Partido Político. Precedentes.

    Agravo Regimental desprovido.

    (TSE, AR em RESP nº 18.764, Ac. nº 18.764, de 14.12.2000, Rel. Min. Maurício Corrêa)

    Mandado de segurança. Partido político. Expulsão de filiado.

    Admissível a segurança contra a sanção disciplinar, se suprimida a possibilidade do filiado disputar opleito, por não mais haver tempo de filiar-se a outro partido político.

    Não há vício no ato que culminou com a expulsão quando, intimado de todas as fases do processodisciplinar, o filiado apresentou ampla defesa.

    As razões que moveram o partido a aplicar a sanção disciplinar constituem matéria interna corporis,que não se expõe a exame pela Justiça Eleitoral.

    Segurança denegada.

    (TSE, MS nº 2.821, Ac. nº 2.821, de 15.8.2000, Rel. Min. Garcia Vieira)

    Recurso Especial. Convenção Partidária. Credenciamento de delegados. Controvérsia a respeito daobservância das normas estatutárias. Alegação genérica de violação das normas da Lei nº9.504/97 e deprincípios constitucionais. Inviabilidade de conhecimento do recurso a teor da Súmula 284 do STF.Divergência jurisprudencial a respeito da possibilidade de ser submetida à apreciação do judiciário questõespartidárias interna corporis.

    1. A eventual violação à norma estatutária de partido não dá ensejo ao conhecimento do recursoespecial.

    2. A alegação genérica de negativa de vigência de dispositivos legais que tratam de formação decoligações, das convenções partidárias e do registro das candidaturas e ainda de princípios constitucionaispelo fato de ter o aresto recorrido entendido - em face de normas estatutárias – que não houve tempestivo

  • Competência da Justiça Eleitoral quanto a questões internas dos partidos políticos

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    e legítimo credenciamento de convencionais impede a exata compreensão da controvérsia – Súmula 284 doSTF.

    3. Não tendo o aresto recorrido perfilhado o entendimento de que são excluídos da apreciação pelopoder judiciário os atos partidários interna corporis, não prospera a alegação de dissídio jurisprudencial comarestos que adotaram tese oposta.

    Recurso não conhecido.

    (TSE, RESP nº 15.791, Ac. nº 15.791, de 04.03.99, Rel. Min. Eduardo Alckmin)

    Impugnação à composição parcial de coligação. Legitimidade de representação da comissãoreconhecida pelo diretório nacional e pelo TRE. Violação à lei nº. 9.504, art.8º, e divergência jurisprudencial.Inocorrência.

    1. A pretensão de anulação de chapa por facção que não possui legitimidade para representar opartido, carece da demonstração de efetivo prejuízo. Incidência do CE, art. 219.

    2. Questões pertinentes ao cumprimento do estatuto partidário não são passíveis de apreciação nestaesfera recursal.

    (TSE, RESP nº 15.441, Ac. nº 15.441C, de 04.09.98, Rel. Min. Edson Vidigal)

    Mandado de Segurança. Recurso Ordinário. 2. Ato do diretório regional do PFL de Santa Catarina,consistente na expulsão e cancelamento da filiação partidária dos deputados estaduais, ora recorrentes. 3.Decisão do TRE que extinguiu o processo sem julgamento do mérito, por impossibilidade jurídica do pedido,por não se considerarem autoridades os representantes ou órgãos dos partidos políticos, para efeito demandado de segurança - parag. 1º, art. 1º, Lei nº. 1.533/51, com a redação dada pela Lei nº. 9.259/96. 4.Hipótese especialíssima em que o órgão partidário afastou a possibilidade de os recorrentes disputarem aeleição, por não mais haver tempo, antes do pleito, para se filiar a outro partido político. Caracteriza-se, naespécie, ato de autoridade pública, impugnável pela via do mandado de segurança. 5. Recurso conhecido eprovido para que o TRE-SC julgue o mérito do mandado de segurança como entender de direito.

    (TSE, RO nº 79, Ac. nº 79C, de 09.06.98, Rel. Min. Néri da Silveira)

    Fundo partidário - Quotas não repassadas ao diretório regional pelo diretório nacional.

    Distribuição dos recursos - Matéria a ser disciplinada nos estatutos.

    Submissão à Justiça Comum em caso de possível infração.

    (TSE, PROC nº 380, Res. nº 20.119, de 10.03.98, Rel. Min. Costa Porto)

    Agravo regimental - Medida cautelar preparatória de ação principal - Dissolução de diretório regionalpor determinação de diretório nacional - Pedido de liminar para dar efeito suspensivo a recurso interpostoperante o órgão nacional do partido - Impossibilidade - Inocorrência do "fumus boni juris".

    Agravo não provido.

    As medidas cautelares devem ser deferidas a fim de garantir a eficácia das decisões judiciais e nãode outras esferas de deliberação.

    Cabe ao requerente pleitear às instâncias superiores do partido a medida cautelar pretendida.

    (TSE, MCAREG nº 319, Ac. nº 319C, de 18.11.97, Rel. Min. Eduardo Alckmin)

    Intervenção de diretório regional de partido político em diretório municipal, com designação decomissão provisória. Alegada afronta aos princípios da ampla defesa e do contraditório.

    Incompetência da Justiça Eleitoral para dirimir conflito instaurado entre órgãos do mesmo partidopolítico.

    Legitimidade da escolha de candidatos efetuada por convenção partidária convocada por comissão

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    provisória cuja nomeação decorreu do ato interventivo não impugnado perante os órgãos competentes daprópria agremiação política.

    Recurso conhecido e provido.

    (TSE, RESP nº 13.212, Ac. nº 13.212C, de 04.11.97, Rel. Min. Ilmar Galvão)

    Intervenção de diretório regional em órgão municipal. Mandado de Segurança.

    Com o advento da Lei nº. 9.259/96, que deu nova redação ao art. 1º, parágrafo 1º da Lei nº 1.533/51,os representantes e órgãos dos partidos políticos não mais podem ser considerados autoridades, para oefeito de impetração de mandado de segurança. Precedentes do TSE.

    Agravo provido. Recurso especial conhecido e provido.

    (TSE, AI nº 708, Ac. nº 708C, de 23.10.97, Rel. Min. Costa Leite)

    Diretório Municipal. Anotação. Órgão que teria sido escolhido em convenção convocada e realizadapor comissão executiva que se achava com seu prazo de validade vencido. Alegada ofensa aos arts. 17, daCF; 1º, 2º e 3º, da Lei nº. 9.096/95. Pretenso dissídio jurisprudencial.

    Havendo-se limitado a comissão executiva a cumprir instruções do diretório nacional do partido,expedidas por intermédio do diretório regional, não havia a Justiça Eleitoral de cogitar do respectivo prazode validade sem, aí sim, adentrar no vedado campo da matéria "interna corporis". Dissídio jurisprudencialnão demonstrado. Ausência de violação do princípio da autonomia partidária, consagrada nos dispositivosconstitucionais e legais invocados.

    Recurso não conhecido.

    (TSE, RESP nº 14.796, Ac. nº 14.796C, de 22.04.97, Rel. Min. Ilmar Galvão)

    Mandado de Segurança impetrado contra órgão de partido político.

    Aplicação da Lei nº. 9.259/96. Precedentes do TSE (RMS nº. 21 - Min. Diniz de Andrada; idem, nº.30).

    Recurso provido, com cassação da segurança.

    (TSE, RESP nº 12.774, Ac. nº 12.774C, de 13.03.97, Rel. Min. Ilmar Galvão)

    Partido Político - Autonomia Partidária - Princípio da inafastabilidade do controle jurisdicional.

    Os atos partidários que importem lesão a direito subjetivo não estão excluídos da apreciação pelojudiciário, não importando a prestação jurisdicional violação da autonomia constitucional conferida aospartidos.

    (TSE, RESP nº 13.750, Ac. nº 13.750C, de 12.11.96, Rel. Min. Eduardo Alckmin)

    Autonomia partidária - Preceito constitucional.

    Dissolução de órgao partidário procedida sem respeito ao devido processo e sem garantia docontraditório e da defesa - Garantias constitucionais.

    Situação fática que afasta a aplicação da autonomia partidária, cujo objetivo e dignificar os partidos.

    Recurso não conhecido.

    (TSE, RESP nº 14.713, Ac. nº 14.713, de 4.11.96, Rel. Min. Diniz de Andrada)

    Diretório municipal. Intervenção. Matéria "interna corporis". Precedentes do TSE. Segurançadenegada. Caso em que figura como autoridade coatora dirigente partidário.

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    Recursos ordinários não providos.

    (TSE, RMS nº 40, Ac. nº 40C, de 02.10.96, Rel. Min. Nílson Naves)

    Competência - Ação Ordinária Anulatória - Ato de órgão de direção de partido político - Intervenção.

    Versando a ação à insubsistência de ato de intervenção a envolver órgãos de partido político, acompetência para julga-la não é da Justiça Eleitoral, mas sim da Justiça Comum.

    (TSE, RESP nº 13.456, Ac. nº 13.456C, de 30.09.96, Rel. Min. Eduardo Alckmin)

    Autonomia partidária. Constituição, art. 17, parágrafo 1º .

    A autonomia assegur