JUSTO VALOR NA INDENIZAÇÃO POR DESAPROPRIAÇÃO

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JUSTO VALOR NA INDENIZAÇÃO POR DESAPROPRIAÇÃO. Lorili Chaves de Almeida Mestranda na UFF – Universidade Federal Fluminense Assessoria de Perícias e Avaliações na PGE – Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro. COBREAP - outubro de 2010. - PowerPoint PPT Presentation

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  • JUSTO VALOR NA INDENIZAO POR DESAPROPRIAOLorili Chaves de Almeida Mestranda na UFF Universidade Federal Fluminense Assessoria de Percias e Avaliaes na PGE Procuradoria Geral do Estado do Rio de JaneiroCOBREAP - outubro de 2010

  • O artigo aborda a evoluo urbana e a eventual desapropriao como soluo necessria para algumas interferncias na cidade. Traz uma reflexo do conceito da justa indenizao na desapropriao de imveis urbanos e rurais nas aes judiciais com base nos laudos de avaliaes Periciais a luz dos dispositivos constitucionais e das leis federais que dispem sobre o tema. Procura relacionar o conceito de justa indenizao desejado pela constituio com os objetivos a serem alcanados pela sociedade. O objeto deste trabalho o estudo do valor agregado em funo de obras Pblicas com beneficiamentos influenciadores do valor do solo pago nas desapropriaes.

  • EVOLUO URBANA GRFICO 1 - Fonte: Folha de So Paulo 29/04/2011 (Carolina Matos) - Acesso: 2012 editado por Lorili Chaves 2012Brasil como outros pases em desenvolvimento e industrializados: ndice de urbanizao elevado, mas com precariedade.O processo de urbanizao: incio no mundo pela revoluo industrial, no entanto, se intensificou s a partir da 2 metade do sculo, ocasionando, nos pases em desenvolvimento, um crescimento desordenado das cidades.Em 2012: 84% da populao em rea urbana. Evoluo urbana e rural no Brasil de 1960 a 2010. (IBGE - 2010)

    Grf1

    54.9245.08

    44.0255.98

    32.367.7

    24.5375.47

    18.7781.23

    15.6484.36

    Rural

    Urbano

    Ano

    Populao

    EVOLUO DA POPULAO URBANA E RURAL NO BRASIL

    Plan1

    196019701980199120002010

    Rural54.9244.0232.324.5318.7715.64

    Urbano45.0855.9867.775.4781.2384.36

    Para redimensionar o intervalo de dados do grfico, arraste o canto inferior direito do intervalo.

  • O processo acelerado de urbanizao nas cidades ocasionou um descompasso com a produo de infraestrutura necessria.

    Na regio Sudeste com a localizao de indstrias, aps a segunda guerra mundial, exerceu atrao migratria da rea rural para urbana, a qual incrementou a densidade populacional urbana. Este adensamento impulsionou o investimento em infraestrutura implantada pelo Poder Pblico na regio, o que reforou ainda mais a migrao, de forma cclica. O governo, devido ao baixo oramento disponvel, no conseguiu homogeneizar estruturalmente todas as regies, pois a quantidade de melhorias a fazer era maior que o oramento disponvel.

  • A crescente urbanizao se tornou um desafio para o governo de diversos pases. Segundo o relatrio anual das Naes Unidas, cerca de 160 mil pessoas abandonam todos os dias as zonas rurais e vo para as cidades. Atualmente, quase metade dos habitantes do planeta vive em zonas urbanas. As consequncias so o agravamento das condies de vida e a falta de infraestrutura adequada para satisfazer as necessidades sempre crescentes das cidades.

    . Conforme Choay,A crise da metrpole industrial espelhava, de fato, a crise da transformao da sociedade burguesa capitalista que trouxe para o centro do poder a classe trabalhadora provocando um enorme crescimento e expanso daquelas metrpoles. (apud Monte-Mr, 2000)

  • As cidades tambm so locais onde se concentram e se originam a grande maioria dos problemas de moradia, criminalidade, drogas, doenas, poluio, entre outros que atingem a humanidade, os quais os governos enfrentam sem condies oramentrias para solucion-los.

    EVOLUO URBANA

  • A rede urbana o conjunto de relaes polticas, econmicas e culturais entre cidades em um determinado espao geogrfico. Essa rede tende a aumentar por fatores atrativos oferecidos, ou seja, quanto maior o desenvolvimento capitalista, mais densa e integrada a rede urbana, acima de tudo pelo eficiente sistema de transporte e meios de comunicao interligando as cidades. No Brasil a rede no to densa, mal formada e fragmentada.Uma das funes do Poder Pblico rearticular estas redes para diminuir os gargalos na mobilidade urbana e escoamento de produo a custos mais baixos para o desenvolvimento do pas.

  • As reas de maior concentrao e industrializao contam com mais prestaes de servios e as reas distantes destas ficam isoladas pela dificuldade de extenso pelo Poder Pblico dessa rede.

  • A mobilidade da populao dependente do servio de transporte pblico, o qual exerce um impacto na qualidade de vida da populao. A demanda por esses servios requer desapropriaes nas reas adensadas.A malha metro ferroviria no Brasil nfima diante das necessidades das suas cidades e surgiu tardiamente se comparado s metrpoles latino americanas, como Buenos Aires. Atualmente, em funo da Copa do mundo, das Olimpadas e do PAC Programa de Acelerao do Crescimento do governo Federal, esto sendo implantadas algumas novas vias metrovirias e extenses nas j existentes. Uma das extenses no Rio de Janeiro necessitou desapropriar algumas reas. Somente com o anncio da extenso da linha de metr para a Barra da Tijuca e o incio das obras no local houve uma valorizao substancial dos imveis na regio.

  • A poltica de desenvolvimento urbano, executada pelo Poder Pblico, conforme diretrizes gerais fixadas em lei, tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funes sociais da cidade e garantir o bem-estar de Interveno do Estado na propriedade privada:Incumbe ao poder pblico declarar de utilidade pblica os bens necessrios execuo do servio ou obra pblica, promovendo as desapropriaes, diretamente ou mediante outorga de poderes concessionria, caso em que ser desta a responsabilidade pelas indenizaes cabveis (art. 29, VIII da Lei 8987/95).

    POLTICA DE DESENVOLVIMENTO URBANO

  • DESAPROPRIAO Segundo Hely Lopes Meirelles:A desapropriao , assim, a forma conciliatria entre a garantia da propriedade individual e a funo social dessa mesma propriedade, que exige usos compatveis com o bem-estar da coletividade. A desapropriao para urbanizao ou reurbanizao, prevista no art. 5, i, do Dec.-lei 3.365/41, com a redao dada pela lei 6.602/78, complementada pelo art. 44 da Lei 6.766/79, em termos amplos que permitem ao Poder Pblico, especialmente ao Municpio, decret-la e promov-la para a correta implantao de novos ncleos urbanos, ou para fins de zoneamento ou renovao de bairros envelhecidos e obsoletos, que estejam a exigir remanejamento de reas livres, remoo de indstrias, modificao do traado virio e demais obras pblicas ou edificaes que deem ao bairro a funcionalidade compatvel com sua nova destinao no complexo da cidade. A desapropriao, em tais casos, tem como utilidade pblica a prpria urbanizao ou a reurbanizao (...)

  • Desapropriao, segundo Celso Antnio Bandeira de Mello, o conceito , procedimento atravs do qual o Poder Pblico compulsoriamente despoja algum de uma propriedade e a adquire, mediante indenizao, fundado em um interesse pblico.

  • Motivos que autorizam a desapropriao em questo so determinados por lei. O trabalho ser restriro questo da desapropriao por Utilidade Pblica. O artigo 5 do dec-lei 3365/41, entre outros, considera-se como utilidade pblica: i) a abertura, conservao e melhoramento de vias ou logradouros pblicos; para execuo de planos de urbanizao; para parcelamento do solo, com ou sem edificao para sua melhor utilizao econmica, higinica ou esttica, para a construo ou ampliao de distritos industriais. DESAPROPRIAO PARA URBANIZAO

  • O processo de interveno urbana envolve indenizaes pelas expropriaes, a qual exige viabilidade econmica para sua implantao. Os custos referentes s indenizaes devem ser contabilizados para viabilizar a obra planejada. Levantamentos so feitos na rea envolvida, assim como as avaliaes prvias no momento anterior a sua realizao, dentro da realidade local naquele momento. Esses valores, quando majorados at por fora de laudos periciais podem comprometer o oramento pblico e inviabilizar novas obras necessrias para o desenvolvimento das cidades, no intuito de melhor-las em diversos aspectos de forma a beneficiar toda a coletividade. Assim, torna-se premente uma reflexo sobre o justo valor em uma desapropriao. O que se Coaduna com as reflexes de Rabello: DESAPROPRIAO PARA URBANIZAO

  • Os custos das expropriaes urbanas podem no Brasil, paralisar projetos pblicos e sociais importantssimos, bem como comprometer oramentos pblicos de Municpios, Estados, e at da Unio. Portanto, o reexame do conceito justa indenizao - no s til, como tambm atual. pertinente, pois, indagar o que que se entende por justa indenizao. (Sonia Rabelo)

  • O estudo do instituto da desapropriao est ligado ao direito de propriedade, sendo este varivel ao longo da histria. No sculo XVIII, mais individualista, a propriedade era tida como um direito absoluto, visto como essencial para a satisfao dos indivduos e progresso da sociedade foi mitigado aps o advento do socialismo como medida para amenizar a desigualdade social. Portanto, h que se tratar de desapropriao em regime capitalista, em que existe o direito propriedade particular. Assim,apenas no regime do liberalismo, seja ele mais amplo ou mais restritivo, que pode se falar no instituto da desapropriao, pois nos regimes de socialismo radical, sequer existe direito de propriedade previsto nas respectivas Constituies. (Salles, 1992, p. 42).

  • DESAPROPRIAOA Revoluo Francesa contribuiu para a institucionalizao do instituto jurdico da desapropriao e os fatores principais para a sua consumao (a necessidade pblica e a prvia e justa indenizao) no texto da Constituio de setembro de 1791.Assim o Estado assumiu a responsabilidade de gerar o bem-estar do cidado e de equalizar as diferenas sociais, numa demonstrao clara de reaproximao com a populao. Passa-se do individualismo para o coletivo, em que a ideologia no era mais o bem singular de cada um, mas sim, o bem geral da nao.A Constituio Federal d