Juventude e Violência no Mundo Moderno Giane Carvalho

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  • Juventude e Violncia no Mundo Moderno Giane Carvalho
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  • Violncia o que vm a ser Violncia o que vm a ser? ? ? ? ? ? ?
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  • Entre as diversas definies sobre violncia possvel dizermos que a violncia fundadora de uma sociedade dividida e desigual, fundada em relaes de dominao e de submisso. (Tavares dos Santos, 2002).
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  • Existem vrias abordagens sobre diferentes violncias, como por exemplo:Existem vrias abordagens sobre diferentes violncias, como por exemplo:
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  • 1. Violncia Fsica
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  • Violncia fsica o uso da fora com o objetivo de ferir, deixando ou no marcas evidentes.
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  • 2. Violncia Psicolgica
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  • A violncia psicolgica ou agresso emocional, to ou mais prejudicial que a fsica, caracterizada pela rejeio, depreciao, discriminao, humilhao, desrespeito e punies exageradas. uma violncia que no deixa marcas corporais visveis, mas marcas emocionais.
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  • humilhao, desrespeito, opresso...
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  • 3. Violncia verbal
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  • A violncia verbal no uma forma de violncia psicolgica. A violncia verbal normalmente utilizada para importunar e incomodar a vida das outras pessoas. Pode ser feita atravs do silncio que muitas vezes muito mais violento que os mtodos utilizados habitualmente, como as, ofensas morais (insultos), depreciaes e os questionrios infindveis.
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  • 4. Violncia sexual
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  • Violncia na qual o agressor abusa do poder que tem sobre a vtima para obter gratificao sexual, sem o seu consentimento, sendo induzida ou obrigada a prticas sexuais com ou sem violncia fsica.
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  • 5. Violncia estrutural Esta relacionada tanto s estruturas organizadas e institucionalizadas como aos sistemas econmicos, culturais e polticos que conduzem opresso de determinadas pessoas a quem se negam vantagens da sociedade, tornando-as mais vulnerveis ao sofrimento e morte.
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  • A precariedade das condies de vida e a falta de acesso aos benefcios do progresso econmico uma das principais caractersticas da violncia estrutural.A precariedade das condies de vida e a falta de acesso aos benefcios do progresso econmico uma das principais caractersticas da violncia estrutural.
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  • Essas estruturas determinam igualmente as prticas de socializao que levam os indivduos a aceitarem ou a infligirem sofrimentos [a outros] de acordo com o papel que desempenham.
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  • Violncia estrutural e senso comum: O silncio da mdia e do senso comum retifica a violncia estrutural e dissolve a revolta contra a ineficincia das polticas pblicas, que acaba assumindo, pelo senso comum, uma aparncia de fatalidade:
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  • inclinao Senso Comum _ "O filho deixou a escola? que ele no tinha inclinao pros estudos.
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  • Senso comum :_ "Morreu na fila do Pronto Socorro? Chegou a hora dele, fazer o que?"
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  • Senso comum _ "Est desempregado? acomodado, preguioso, no se especializa.
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  • Senso comum _ Sofreu constrangimento ou abuso da autoridade policial? Ficou dando "sopa" na rua at tarde da noite.
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  • Segundo a UNESCO nos ltimos anos, a sociedade brasileira entrou no grupo das sociedades mais violentas do mundo. Hoje, o pas tem altssimos ndices de violncia, pois a cada 13 minutos um brasileiro assassinado e a cada 7 horas uma pessoa vtima de acidente com arma de fogo no Brasil.
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  • Mas, em se tratando da juventude como podemos perceber o jovem neste cenrio de violncia?
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  • As estatsticas comprovam que os jovens so os mais atingidos pela violncia, com maioria nos registros de homicdio e nas prises. Mais de 70% dos que esto presos no Estado de SP, por exemplo, tem menos de 25 anos. (Mapa da Violncia, 2004)
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  • A violncia juvenil pode ser vista sob dois ngulos: O jovem como vtima O jovem como protagonista ou ator
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  • A questo que precisamos descobrir porque esses ndices aumentaram tanto nos ltimos anos? Quais as causas da violncia que afeta a populao brasileira, principalmente os jovens?
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  • No h um causa nica para a violncia, porm possvel refletir sobre as mltiplas causas:
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  • Misria e Pobreza Social
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  • Ineficcia do Estado
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  • VIOLADOS
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  • Explorao no trabalho, inclusive trabalho infantil
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  • M distribuio de renda e desigualdade social
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  • Discriminao
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  • Como o jovem percebe ser vtima da violncia?
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  • Inconformidade com a vida social mais fcil assaltar do que trabalhar, tem muita gente que j se humilhou pedindo esmolas, mas no conseguiu. E o neguinho, tambm, no quer ficar atrs do carrinho de papelo.
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  • Excluso social Trabalha quem quer, vai a luta quem quer, e questiona, por que quando vou a luta no consigo? Se eu for procurar um emprego e disser que sou daqui eu sei que eu no vou conseguir. Por isso, eu nunca digo que sou daqui.
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  • Necessidade de auto-afirmao, insegurana e construo de identidade Se ficar me olhando atravessado assim (...) Eu vou intimar ele, pra ver qual , n. Na hora d em briga, com a cabea quente (...) Tem uns que ficam cochichando. Eu digo olha esto olhando atravessado.
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  • Sonhos e estticas da vida impostos pela sociedade de consumo, porm distantes da realidade dos jovens O meu sonho ser traficante, ser dono da comunidade, ter uma arma bem potente, botar medo em todo mundo, quebrar tudo, mandar aqui, pegar todas as mulheres, estar num carro importado.
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  • Fuga da realidade atravs das drogas A o que acontece, eu percebo a situao e vou atrs de outro mundo. E ACHO, consigo fugir da realidade. bom enquanto dura, mas depois que termina, como tudo na vida, n, tudo acaba. A o que sobra?
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  • Desestrutura Familiar Meus pais... no se importam por mim.
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  • Cultura da violncia... assim, de momento, entende. Assim de uma hora para a outra, um olhou para o outro, j no gostou... e a, partimos pra porrada.
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  • CONSIDERAES FINAIS A gerao juvenil que se encontra em formao social, cultural psicolgica e biolgica, vulnervel s questes cclicas da violncia que perpassa: Primeiramente, o plano das carncias, que desencadeia a indignao, diante das imposies de cima para baixo, da impotncia do Estado, da falta de perspectivas; E o segundo plano ocorre quando o jovem no encontra meios sociais, morais e psquicos para lidar com este processo de assujeitamento, reagindo com a prtica da violncia e do crime.
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  • Contudo, procuramos refletir sobre alguns contextos de violncias para que seja possvel ampliar a conscincia social e poltica dos jovens no sentido de despertar o senso crtico, bem como possibilitar a preveno e conscientizao sobre os males sociais da violncia.
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  • Reconhecemos que o jovem passa por momentos cruciais de formao e transformao. a fase de vida que diz respeito s escolhas decisivas para a vida em sociedade, o momento das tentativas sem futuro, das vocaes ardentes, mas mutveis, da busca e das aprendizagens incertas, marcadas por uma alternncia de xitos e fracassos, passando por situaes de crises individuais e coletivas, mas, tambm de compromissos e de entusiasmos.