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LCA – (Letras de Crédito do Agronegócio)

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  • LCA (LETRAS DE CRDITO DO AGRONEGCIO):

    UMA ALTERNATIVA DE APLICAO FINANCEIRA PARA OS EXCEDENTES DE

    CAIXA TEMPORARIAMENTE OCIOSOS PARA INVESTIDORES COM AVERSO

    AO RISCO

    VITRIA - ES

    2010

  • 2

    SUMRIO

    CAPTULO 1 ...............................................................................................................4

    1 INTRODUO.....................................................................................................4

    1.1 CONTEXTUALIZAO.................................................................................4

    1.2 PROBLEMA ..................................................................................................6

    1.3 OBJETIVO ....................................................................................................6

    CAPTULO 2 ...............................................................................................................8

    2 REFERENCIAL TERICO ..................................................................................8

    2.1 O VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO .........................................................8

    2.2 O PLANEJAMENTO FINANCEIRO DE CURTO PRAZO ...........................12

    2.2.1 Vantagens do Planejamento Financeiro de Curto Prazo.........................14

    2.3 A IMPORTNCIA DA TESOURARIA PARA OTIMIZAO DO

    EXCEDENTE DE CAIXA .......................................................................................14

    2.4 OS SALDOS DE CAIXA E OS TTULOS NEGOCIVEIS ..........................16

    2.5 PRINCIPAIS FORMAS DE APLICAO FINANCEIRA DE BAIXO RISCO17

    2.6 TRIBUTAO DAS APLICAES FINANCEIRAS....................................19

    2.6.1 IOF Sobre as Aplicaes Financeiras .....................................................20

    2.6.2 IR Sobre as Aplicaes Financeiras........................................................21

    2.7 O IMPACTO DOS RENDIMENTOS DE APLICAES FINANCEIRAS NA

    DRE........................................................................................................................24

    2.7.1 Impacto nas Empresas de Lucro Real.....................................................24

    2.7.2 Impacto nas Empresas de Lucro Presumido...........................................26

    2.8 LCA LETRA DE CRDITO DO AGRONEGCIO....................................28

    2.8.1 Principais Benefcios e Limitaes da LCA .............................................29

    CAPTULO 3 .............................................................................................................30

    3 METODOLOGIA ................................................................................................30

    3.1 HISTRICO DAS APLICAES FINANCEIRAS DO GRUPO GUIA

    BRANCA................................................................................................................30

    3.2 CLCULO DA APLICAO FINANCEIRA.................................................33

  • 3

    3.3 ANLISE DO IMPACTO TRIBUTRIO NO RENDIMENTO DA APLICAO

    EM LCA COMPARADO AO IMPACTO NO RENDIMENTO DAS DEMAIS

    APLICAES DE RENDA FIXA NAS EMPRESAS DE LUCRO REAL ................38

    3.4 ANLISE DO IMPACTO TRIBUTRIO DO RENDIMENTO DAS

    APLICAES EM LCA, COMPARADO AS OUTRAS FORMAS DE APLICAES

    NAS EMPRESAS DE LUCRO PRESUMIDO ........................................................40

    CAPTULO 4 .............................................................................................................42

    4 ANLISE DOS RESULTADOS .........................................................................42

    4.1 ANLISE DOS RESULTADOS DE GERAO DE CAIXA ........................42

    4.2 ANLISE DO RESULTADO DOS IMPACTOS TRIBUTRIOS NAS

    EMPRESAS DE LUCRO REAL .............................................................................43

    4.3 ANLISE DO RESULTADO DOS IMPACTOS TRIBUTRIOS NAS

    EMPRESAS DE LUCRO PRESUMIDO.................................................................43

    CAPTULO 5 .............................................................................................................45

    5 CONCLUSES..................................................................................................45

    6 BIBLIOGRAFIA .................................................................................................48

  • 4

    CAPTULO 1

    1 INTRODUO

    O alinhamento do contas a pagar e do contas a receber uma dificuldade

    enfrentada pelas empresas. Esta deficincia na gesto do caixa tornam ociosos

    recursos financeiros fazendo com que ocorra perda de rentabilidade para empresa.

    Estes recursos temporariamente ociosos, na maioria das vezes ficam disponveis e

    no so aplicados no mercado financeiro, uma vez que sero utilizados em curto

    prazo.

    1.1 CONTEXTUALIZAO

    Desde a implantao do Plano Real, o Banco Central do Brasil vem

    emplacando uma poltica de reduo na taxa bsica de juros (SELIC). Em sentido

    contrrio ocorre o aumento da carga tributria, fazendo com que o governo, a cada

    ano, bate recordes de arrecadao.

    O movimento de reduo na taxa de juros desestimula a aplicao no

    mercado financeiro e o ato de poupar incentiva o consumo e o aumento do consumo

    gera inflao. A inflao coroe o dinheiro no tempo. Isto significa que para a

    empresa que no aplica os seus recursos excedentes de caixa, h perda de valor,

    mesmo que no curto prazo. Os excedentes de caixa gerados no so aplicados, no

    trazem retorno para a empresa e perde parte de seu valor.

    As incertezas percebidas do mercado quanto as decises polticas e

    econmicas principalmente, fazem com que as empresas reduzam investimentos e

  • 5

    busquem ter liquidez. Diante deste cenrio, cabe a administrao financeira reduzir

    este impacto gerindo este excedente de forma eficiente, visando a maior

    rentabilidade sem comprometer a liquidez da empresa.

    Para enfrentar a elevada carga tributria no Brasil e as mutaes do mercado,

    as empresas no Brasil vm exercitando cada vez mais o verbo planejar

    principalmente nas reas financeira e tributria. Dentro do planejamento financeiro a

    utilizao de ferramentas e mtodos so cada vez mais freqentes, como por

    exemplo, o fluxo de caixa.

    A gesto do fluxo de caixa de uma empresa envolve administrar as entradas e

    sadas de caixa, os investimentos e financiamentos de curto prazo, visando

    maximizao do retorno. Uma forma de otimizar estes recursos aplicar o

    excedente de caixa no mercado financeiro, no entanto, para investidores com

    averso ao risco o retorno muito baixo e reduzido ainda mais pela carga tributria

    brasileira. Um exemplo a antiga CPMF, que prejudicava a rentabilidade das

    aplicaes financeiras, aplicando uma alquota de 0,38% sobre o montante aplicado.

    No entanto, desde Janeiro de 2008 a CPMF foi extinta, favorecendo a aplicao de

    recursos por menores perodos.

    Com o intuito de contribuir para a maximizao dos rendimentos dos recursos

    excedentes de caixa e as implicaes tributrias sobre os rendimentos de aplicao

    financeira, este estudo tem como objetivo avaliar uma alternativa para a aplicao

    dos recursos excedentes de caixa temporariamente ociosos para os investidores

    com averso ao risco, tomando como referncia as empresas do Grupo guia

    Branca. Neste estudo sero avaliados produtos de aplicao financeira de curto

    prazo, disponveis nos bancos de relacionamento do Grupo guia Branca e os

  • 6

    impactos tributrios sobre os rendimentos de aplicao financeira nas empresas de

    regime de tributao de lucro real e de lucro presumido.

    1.2 PROBLEMA

    As empresas do Grupo guia Branca possuem um elevado valor de

    excedentes de caixa. Estes recursos ficam disponveis e temporariamente ociosos

    nas contas correntes sem rendimentos, perdendo o seu valor. O Bacen, atravs da

    Resoluo n2475/98, veda a oferta premiao ou vantagens aos seus clientes na

    captao de recursos pblicos. Portanto, os problemas levantados referente este

    assunto nas empresas do Grupo guia Branca e a vedao do Bacen so refletidos

    nos seguintes questionamentos:

    possvel rentabilizar estes recursos temporariamente ociosos, considerando

    que este grupo econmico aveso a riscos?

    Considerando a elevada carga tributria do Brasil entre o regime de lucro real

    e lucro presumido, qual o regime de tributao que gera menor impacto sobre os

    rendimentos das aplicaes financeiras no curto prazo?

    Qual a aplicao financeira de no curto prazo que permite aos investidores

    com averso ao risco uma maior rentabilidade para os excedentes de caixa

    provocados pelo desalinhamento das contas a pagar e das contas a receber?

    1.3 OBJETIVO

    O principal objetivo deste trabalho comparar a rentabilidade da aplicao

    financeira em LCA com as formas de aplicao financeira de baixo risco disponveis

  • 7

    no mercado, e praticadas pelo Grupo guia Branca, avaliando os impactos

    tributrios nas empresas de lucro real e lucro presumido. Assim o trabalho justifica-

    se a propor a LCA Letras de Crdito do Agronegcio, como alternativa de

    aplicao de curto prazo, para os excedentes de caixa temporariamente ociosos,

    aos investidores com averso ao risco, observando o regime de tributao,

    proporcionando maior rentabilidade destes recursos.

    Este estudo est estruturado em cinco partes: a primeira, neste captulo foi

    contextualizado o problema e apresentado os objetivos e delimitao do estudo. O

    captulo dois apresenta estudos literrios pertinentes a: i) demonstrao do valor do

    dinheiro no tempo; ii) mostra a importncia planejamento financeiro; iii) retrata a

    importncia do papel da tesouraria nas empresas na otimizao dos recursos de

    caixa. Ainda neste captulo, so apresentadas algumas formas de aplicao

    financeira de baixo risco no mercado, a tributao sobre os rendimentos de

    aplicao, analisado o impacto dos rendimentos tributrios na DRE das empresas de

    lucro presumido e lucro real e apresentao das vantagens e limitaes quanto a

    aplicao em LCA. No captulo trs, descreve a metodologia de pesquisa: o tipo de

    pesquisa e modelo proposto, as limitaes do mtodo e realizado o teste emprico,

    atravs de simulaes de aplicao. No captulo quatro, realizado a anlise dos

    resultados de gerao de caixa e anlise dos impactos tributrios. Por fim, no

    captulo cinco, so apresentadas as concluses da pesquisa, referendando a LCA,

    como a melhor alternativa para rentabilizar os recursos excedentes de caixa

    temporariamente ociosos.

  • 8

    CAPTULO 2

    2 REFERENCIAL TERICO

    2.1 O VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

    O principal papel do administrador financeiro maximizar o retorno do

    acionista. Segundo SANVICENTE (1987, p.21), o objetivo bsico da administrao

    financeira a maior rentabilidade possvel sobre o investimento dos proprietrios,

    visando a rentabilidade mxima, sem comprometer a liquidez da empresa.

    Para Gitman, o valor do dinheiro no tempo , de certa forma, a linguagem

    das finanas, um denominador comum para discutir transaes e oportunidades

    financeiras. (Gitman, 2002, p.150)

    ... o dinheiro vale mais agora do que no futuro. As trs razes maisimportantes pelas quais o valor do dinheiro decresce progressivamente aolongo do tempo so as seguintes: inflao, risco e preferncia pelaLiquidez. (Groppelli, 2002, p.51)

    ... existe um saldo excedente de caixa, e presume-se que qualquer

    excedente ser investido em ttulos bancrios a curto prazo. (Gitman, 2002, p.595)

    Normalmente os excedentes de caixa so temporrios e uma forma de gerir

    estes recursos aplicando no mercado monetrio. O excedente de caixa aplicado

    no mercado monetrio com a expectativa de que no tempo seja obtido um retorno

    financeiro.

  • 9

    Este retorno financeiro, mais conhecimento como juros ou dividendos

    justificado pela matemtica financeira que estuda o valor do dinheiro no tempo. So

    duas variveis so fundamentais para a matemtica financeira.

    Segundo Zentgraf(1999, pg.2), a matemtica financeira pode ser definida

    como o estudo da evoluo do dinheiro ao longo do tempo, visando estabelecer

    relaes formais entre quantias expressas em datas distintas. (Zentgraf, 1999, pg.

    2)

    PUCCINI, define como objetivos principais da matemtica financeira:

    a) a transformao e o manuseio de fluxos de caixa, com aaplicao de taxas de juros de cada perodo, para se levar em conta o valordo dinheiro no tempo;

    b) a obteno da taxa interna de juros que est implcita no fluxode caixa;

    c) a anlise e a comparao de diversas alternativas de fluxosde caixa. (PUCCINI, 2000, p.4)

    O prmio recebido pela postergao de um investimento ou valor pago pela

    antecipao de um recurso em caixa, chamamos de juros. No mercado financeiro,

    os juros, quando realizada uma aplicao financeira (investimento), recebem o

    nome de rendimento.

    O valor do dinheiro no tempo relaciona-se a idia de que ao longodo tempo o valor do dinheiro muda, quer em funo de ter-se aoportunidade de aplic-lo, obtendo-se assim, remunerao (juros) sobre aquantia envolvida, quer em funo de sua desvalorizao devido inflao,quer em funo dos riscos ocorridos e das possibilidades de perda. (Bruni,2003, pg.18)

    Para calcular o valor do dinheiro no tempo devero ser observados dois

    princpios:

    a) A comparao de valores somente pode ser feita se estiverem

    em uma mesma data;

  • 10

    b) Operaes algbricas somente podero ser aplicadas em

    valores que estiverem em uma mesma data, ou seja, se um dos valores

    estiver em data diferente, dever ser movimentado at a data desejada aps

    aplicao de uma taxa de juros corretamente;

    O valor futuro de um montante presente encontrado pela aplicao de juros

    compostos durante um perodo especfico de tempo. (Gitman, 2002, p.155). Ou

    seja, quando o ganho adicional incorporado ao principal, em um determinado

    perodo.

    A equao utilizada para calcular o valor futuro de um investimento : VF =

    VP x (1+ i )n , onde:

    VF = Valor Futuro, ou valor montante ao final do perodo

    VP = Valor do montante inicial

    i = taxa de juros, e

    n = perodo

    Uma observao importante na aplicao da taxa de juros deve estar em

    referncia de tempo em que os valores esto aplicados.

    A taxa de juros, expressa a razo entre juros recebidos/pagos ao final do

    perodo da operao e o valor originalmente aplicado. (Roberto Zentgraf, 2003,

    pg.3).

  • 11

    O fluxo de caixa utilizado pelas organizaes como instrumento de gesto

    financeira, para planejamento financeiro. As entradas so todos os recebimentos da

    empresa e as sadas, todos os desembolsos financeiros.

    Um exemplo prtico, o fluxo de caixa o instrumento utilizado pela tesouraria

    da empresa, com a finalidade de detectar se o saldo inicial de caixa adicionado ao

    somatrio de ingressos, menos o somatrio de desembolsos em determinado

    perodo, apresentar excedentes de caixa ou escassez de recursos financeiros pela

    empresas. No nosso caso, estaremos avaliando a indicao de excedentes de caixa.

    Segundo Gitman, o mercado monetrio existe devido existncia de recursos

    ociosos.

    O mercado monetrio existe porque certos indivduos, empresas, governose instituies financeiras possuem, temporariamente, fundos ociosos, quedesejam aplicar em algum tipo de ativo lquido ou de curto prazo que rendajuros. (Gitman, 2002, p.34)

    O mercado financeiro auxilia na alocao destes recursos excedentes de

    caixa, transferindo estes recursos para empresas que buscam oportunidades de

    obteno de capital. Em troca desta transferncia temporria a empresa recebe

    juros que quanto maior a incerteza de recebimento exigir um maior valor.

    De acordo com a Teoria da Preferncia pela Liquidez as taxas de juros de

    longo prazo tendem a ser mais altas que as taxas de curto prazo, isto porque as

    negociaes de curto prazo esto menos sensveis s oscilaes das taxas de juros.

    Segundo Gitman (2002), os investidores vem menos risco em ttulos de

    curto prazo do que em ttulos de longo prazo e por isso so propensos a aceitar

    rendimentos mais baixos sobre eles. (Gitman, 2002, p.47)

  • 12

    Para realizar uma aplicao dos excedentes e no comprometer a liquidez

    dos recursos necessrio realizar um planejamento financeiro eficiente, ou seja,

    realizando uma previso e um acompanhamento de caixa preciso prevendo desta

    forma, o valor e o perodo de disponibilidade dos excedentes, possibilidade analisar

    e optar pela melhor forma de aplicao e buscar uma maior rentabilidade.

    2.2 O PLANEJAMENTO FINANCEIRO DE CURTO PRAZO

    O processo de planejamento financeiro mostra os caminhos para: guiar;

    coordenar e controlar as aes da empresa para atingir seus objetivos. Comea com

    planos financeiros de longo prazo (estratgicos), que por sua vez guiam a

    formulao de planos e oramentos a curto prazo (operacionais). Geralmente, os

    planos e oramentos a curto prazo implementam os objetivos estratgicos da

    empresa a longo prazo. As empresas utilizam-se de planos financeiros para

    direcionar suas aes com vistas a atingir seus objetivos imediatos e a longo prazo.

    (GITMAN, 2002, p.588)

    O planejamento financeiro um aspecto importante para o funcionamento e

    sustentao da empresa, pois fornece roteiros para dirigir, coordenar e controlar

    suas aes na consecuo de seus objetivos. (GITMAN, 2002, p.588)

    O processo de planejamento financeiro inicia-se com planos financeiros a

    longo prazo, ou estratgicos, que por sua vez direcionam a formulao de planos e

    oramentos operacionais a curto prazo. (GITMAN, 2002, p.588)

    A elaborao do oramento de caixa uma ferramenta importante para o

    planejamento de curto prazo. O oramento de caixa permite a empresa prever suas

  • 13

    necessidades de caixa a curto prazo, geralmente no perodo de um ano, subdividido

    em intervalos mensais. (GITMAN, 2002, p.588).

    O principal papel do oramento de caixa administrar a liquidez da empresa,

    partindo do princpio, que a falta de caixa para saldar as obrigaes financeiras da

    empresa sempre a pe em perigo.

    Como trata de valores estimados, quando maior for o perodo de

    planejamento maior ser o nvel de incerteza.

    importante a empresa trabalhar com um planejamento mnimo para trsmeses. O fluxo de caixa mensal dever, posteriormente, transformar-se emsemanal e por fim em dirio. O modelo dirio fornece a posio dosrecursos em funo dos ingressos e desembolsos de caixa, constituindo-seem poderoso instrumento de planejamento e controle financeiros para aempresa. (ZDANOWICZ, 2002, p.128)

    Devido s incertezas necessrio um constante acompanhamento do

    oramento de caixa, de forma a avaliar os valores previstos com os valores

    programados para os perodos. Toda e qualquer empresa necessita manter o nvel

    de caixa para fazer frente, dentre outras razes a incerteza associada ao seu fluxo

    de caixa.

    O fluxo de caixa o instrumento utilizado pela tesouraria da empresa, com a

    finalidade de detectar se o saldo inicial de caixa adicionado ao somatrio de

    ingressos, menos o somatrio de desembolsos em determinado perodo,

    apresentar excedentes de caixa ou escassez de recursos financeiros pela empresa.

    Excedente de Caixa: a empresa pode planejar investimentos a curto prazo (ttulos

    negociveis).

  • 14

    Deficincias de Caixa: a empresa com expectativa de carncia de caixa deve

    buscar financiamentos a curto prazo.

    2.2.1 Vantagens do Planejamento Financeiro de Curto Prazo

    Auxilia na identificao de escassez de recursos ou de possveis

    excedentes de recursos no caixa no mercado financeiro;

    A projeo financeira mais ntida quanto menor o prazo do

    planejamento reduzindo o nvel de incertezas das informaes

    financeiras projetadas.

    Permite avaliar antecipadamente a vulnerabilidade da empresa;

    Auxilia no dimensionamento do nvel de saldo de caixa da empresa

    para manter sua liquidez;

    2.3 A IMPORTNCIA DA TESOURARIA PARA OTIMIZAO DOEXCEDENTE DE CAIXA

    A funo financeira exercida por dois cargos executivos nas empresas: o

    tesoureiro e o controller.

    A tesouraria preocupa-se com a obteno e utilizao dos recursos, ou seja,

    se possui dinheiro para pagar as contas ou no, aonde vou captar ou aonde vou

    aplicar. De acordo com HOJI (2001, p.113), a administrao eficiente do caixa

    (disponibilidades) contribui significativamente para a maximizao do lucro das

    empresas.

  • 15

    O fluxo de caixa de suma relevncia para que o tesoureiro ou o

    administrador financeiro possam prever antecipadamente seu excedente de caixa

    para a escolha da melhor forma de aplicao.

    Quando a tesouraria recebe ou paga as suas contas, as decises que geram

    os fluxos financeiros j foram tomadas por outras reas e nada ou pouco restar ao

    tesoureiro para que possa influir sobre esses fluxos de caixa.

    As principais contas patrimoniais operacionais que exercem forte impacto no caixa

    so: contas a receber, estoques, contas a pagar

    O tesoureiro tem como responsabilidade fatores internos da empresa, ou

    seja, a manuteno do caixa da empresa e contas; recebimentos e pagamentos

    dirios da empresa, negociao com bancos (aquisio de recursos de curto prazo

    para capital de giro), aplicaes a curto prazo. Ou seja, a finalidade do tesoureiro

    garantir recursos, aplicaes a curto prazo, recebimentos necessrios para a

    manuteno dos negcios da empresa.

    De acordo com Hoji (2006, p.144) as funes da tesouraria se dividem da

    seguinte forma: Planejamento Financeiro: elaborar projeo de fluxo de caixa;

    analisar estrutura de capital e propor alternativas de financiamento; estabelecer

    poltica de aplicao financeira, estabelecer poltica de financiamento de capital de

    giro.

    Ainda segundo HOJI (2001; 137);

    a tesouraria de empresa no financeira, por ser uma rea de apoio aunidades de negcios, no tem como finalidade a gerao de lucro, maspode ser estruturada de forma a agregar valores e contribuirsubstancialmente para a gerao de lucro, com a viabilizao econmica deprojetos, obteno de recursos a custos adequados, maximizao darentabilidade das aplicaes financeiras, etc.

  • 16

    2.4 OS SALDOS DE CAIXA E OS TTULOS NEGOCIVEIS

    Manter o nvel ideal de saldo de caixa da empresa um desafio para o

    administrador financeiro. Empresas com grande volume excedente de caixa,

    ociosos por determinados perodos, tm uma menor rentabilidade do que as

    empresas que conseguem manter este nvel ideal, devido a no existir uma sincronia

    entre as suas contas a pagar e suas contas a receber.

    Segundo Gitman (2002), s empresas mantm excedentes de caixa por trs

    motivos: 1) transacional, ou seja, para suprir as necessidades de sadas de fluxos de

    caixa do dia-a-dia da empresa; 2) precauo, para suprir sadas no previstas de

    caixa, e 3) especulao, com o objetivo de poder retirar algum benefcio de

    situaes inesperadas que possam surgir.

    Para rentabilizar estes recursos temporariamente ociosos, existem no

    mercado financeiro os ttulos negociveis, que so instrumentos a curto prazo no

    mercado financeiro que proporcionam juros. (Gitman, 2002, p.664)

    Os ttulos negociveis tm como principais caractersticas: liquidez, ou seja, a

    capacidade deste ttulo ser convertido em dinheiro; e garantia de principal, que a

    probabilidade de perda do valor negociado no ttulo.

    Os ttulos negociveis mais comuns so as Letras do Tesouro e os CDBs.

  • 17

    2.5 PRINCIPAIS FORMAS DE APLICAO FINANCEIRA DE BAIXORISCO

    Segundo o site pt.wikipedia.org/wiki/aplicao financeira, aplicao financeira

    a compra de um ativo financeiro, na expectativa de que, no tempo, produza um

    retorno financeiro, ou seja, espera-se no s obter o capital investido,como tambm

    um excedente, a ttulo de juros ou dividendos.

    As aplicaes financeiras como menor risco, so as aplicaes de renda fixa.

    Nestas aplicaes, quando a remunerao definida no momento da aplicao,

    dizemos que pr-fixada e quando a remunerao est atrelada algum ndice,

    normalmente acompanhando a inflao (IGP-M) ou a taxa de juros (CDI, SELIC),

    dizemos que a aplicao ps-fixada. Nas aplicaes ps-fixadas somente

    possvel reconhecer o rendimento no momento do resgate. As principais formas de

    investimentos so:

    Poupana Remunerada pela TR (Taxa Referencial) da data de

    aniversrio da aplicao, acrescida de 0,5% ao ms. Caso seja

    efetivado o resgate antes da data de aniversrio da aplicao

    perdida toda a rentabilidade do montante resgatado no perodo. Desta

    forma como estaremos tratando de curtssimo prazo, a poupana no

    est aderente a proposta do estudo realizado devido a perda da

    rentabilidade.

    CDB (Certificado de Depsito bancrio) so ttulos emitidos por

    bancos e podem ter remunerao pr-fixada ou ps-fixada. O risco do

    CDB o risco do banco que emitiu tornar-se inadimplente.

  • 18

    Fundos de Investimentos cobrada uma taxa de administrao do

    fundo. Os fundos podem ser: Referenciado DI e Fundo de Renda Fixa

    que so considerados conservadores, ou mais arriscados, Renda Fixa

    de Crdito, Renda Fixa Multi-ndices ou Alavancados. Neste estudo,

    estaremos considerando a rentabilidade dos fundos conservadores.

    Debntures so ttulos emitidos por empresas no financeiras, com

    capital aberto. As empresas que lanam debntures esto buscando

    normalmente quitar ou alongar suas dvidas.

    As aplicaes financeiras de baixo risco tm uma rentabilidade menor que

    aplicaes mais arriscadas. Estas aplicaes mais seguras so influenciadas pelos

    juros da economia (SELIC), visto que altera o custo das relaes interbancrias.

    A diferena entre o valor aplicado e o valor resgatado no momento da

    aplicao o retorno, ou seja, pode ser positivo ou negativo. A possibilidade de no

    ser obtido o rendimento esperado de uma aplicao ao final de um perodo o risco.

    Nas aplicaes em CDB ou em poupana o risco um pouco menor devido

    garantia de R$20.000,00 atravs do Fundo Garantidor, sendo de maior relevncia

    este detalhe para a micro e pequena empresa.

    No caso de grupos econmicos e grandes empresas o volume financeiro

    aplicado elevado, uma forma de reduzir o risco conhecer a solidez do banco

    antes de aplicar o recurso. Uma forma avaliar o patrimnio lquido do banco, esta

    informao est disponvel no site do banco central no qual permite retirar a

    ordenao dos bancos por diversos tipos de informao.

  • 19

    Como o retorno esperado baixo, o tesoureiro e o administrador da empresa

    devem ter como objetivo proteger o recurso financeiro da empresa da inflao, no

    deixando com que o dinheiro da empresa perca o poder de compra.

    Para que o recurso excedente do caixa possa ser otimizado, alm de planejar

    o fluxo de caixa para identificar o montante disponvel e o tempo da aplicao

    favorecendo uma boa negociao, hoje o administrador financeiro e o tesoureiro da

    empresa devem conhecer os impactos tributrios incidentes sobre os rendimentos

    obtidos, para que no ocorra um resgate antes do momento ideal e traga prejuzos

    para empresa.

    2.6 TRIBUTAO DAS APLICAES FINANCEIRAS

    A globalizao, a competitividade do mercado e a alta carga tributria

    brasileira sufocam as empresas e exigem cada vez mais dos profissionais prticas

    de gerenciamento eficazes. Procurar formas de otimizar recursos, pagar menos

    impostos e estar atentos s mudanas do mercado e da legislao, so

    necessidades fundamentais para maximizao do lucro da empresa.

    Em alguns momentos realizar aplicao no mercado financeiro pode se tornar

    invivel devido carga tributria aplicada sob os seus rendimentos. No caso das

    aplicaes de baixo risco, que o objeto deste estudo, ainda mais impactada

    devida sua pequena rentabilidade.

  • 20

    2.6.1 IOF Sobre as Aplicaes Financeiras

    O nome correto do IOF Imposto sobre Operaes de Crdito, Cmbio,

    Seguro e Relativo a Ttulos ou Valores Mobilirios. regulamentado pelo Decreto

    6.306, de 14 de dezembro de 2007. O fato gerador do IOF o momento do resgate

    da aplicao, tendo como base de clculo o rendimento da aplicao, obedecendo a

    tabela regressiva anexada ao Decreto 6.306/07.

    O art. 28, em seus incisos I, II e III, do Decreto 6.306/07, estabelece como

    base de clculo do IOF de quaisquer operaes consideradas como de renda fixa:

    O valor de aquisio, cesso, resgate, repactuao de ttulos e valores

    mobilirios;

    O valor da operao de financiamento realizadas em bolsa de valores,

    de mercadorias, de futuros e assemelhadas; e

    O valor de aquisio ou resgate de cotas de fundos de investimento e

    clubes de investimento.

    A responsabilidade do recolhimento do IOF sobre aplicaes financeiras

    dos bancos, conforme previsto no artigo 27, inciso I do Decreto 6.306/07:

    Art. 27. So responsveis pela cobrana do IOF e pelo seu recolhimentojunto ao Tesouro Nacional:I as instituies autorizadas a operar na compra e venda de ttulos evalores mobilirios. (Decreto 6.306/07, art. 27)

    O art. 32, em seu pargrafo primeiro e inciso I, estabelece a aplicao de IOF

    para as operaes consideradas como renda fixa, conforme tabela abaixo, retirada

    do anexo do Decreto:

  • 21

    Tabela 1: Alquota de IOF

    Fonte: Decreto 6.306/07 - Anexo I

    O IOF cobrado sobre os rendimentos de forma regressiva at o 29

    (vigsimo nono) dia, ou seja, quanto menor o perodo o recurso ficar aplicado maior

    ser a carga tributria aplicada.

    2.6.2 IR Sobre as Aplicaes Financeiras

    O imposto de renda sobre as aplicaes financeiras tem sua alquota variando

    de 15% a 22,5%, considerando o perodo de aplicao financeira. Este imposto

    retido no momento do resgate, exceto para Fundos. A tabela abaixo demonstra s

    alquotas de Imposto de Renda (IR), aplicados sobre os rendimentos de aplicao

    financeira.

    Tabela 2: Alquota de Imposto de Renda (IR)sob rendimentos de aplicao financeira.

    Fonte: o autor

    Prazo de aplicao AlquotaAt 180 dias 22,5%De 181 at 360 dias 20,0%De 361 at 720 dias 17,5%Acima de 720 dias 15,0%

  • 22

    Na aplicao em fundos de investimentos, o recolhimento do imposto feito

    de forma diferenciada considerando a composio da carteira de ttulos do Fundo.

    De acordo com a Instruo Normativa RFB 1.022/10, no art. 3, pargrafo primeiro,

    so considerados fundos de investimento de curto prazo, os fundos que tenham na

    sua composio da carteira ttulos com prazo mdio inferior a 365 dias, e os fundos

    de investimentos de longo prazo quando o prazo mdio da carteira de ttulos for

    superior a 365 dias. So cobrados alquotas deste imposto semestralmente, e

    complementar no momento do resgate. Esta alquota complementar conhecida

    como come-cotas. A forma de tributao demonstrada de forma simplificada nas

    tabelas seguinte.

    Tabela 3: Alquota de IR. nos Fundos de Curto PrazoPrazo de aplicao Alquota

    SemestralAlquota

    ComplementarAlquota Total

    At 180 dias 20,0% 2,5% 22,5%De 181 at 360 dias 20,0% 0,0% 20,0%

    Fonte: o autor

    Tabela 4: Alquota de IR. nos Fundos de Longo PrazoPrazo de aplicao Alquota

    SemestralAlquota

    ComplementarAlquota Total

    At 180 dias 15,0% 7,5% 22,5%De 181 at 360 dias 15,0% 5,0% 20,0%De 361 at 720 dias 15,0% 2,5% 17,5%Acima de 720 dias 15,0% 0,0% 15,0%

    Fonte: o autor

    A alquota semestral recolhida no ltimo dia til dos meses de maio e

    novembro e a alquota complementar no momento do resgate.

    O IR s/ aplicao financeira no momento do resgate incide sobre o

    rendimento obtido deduzido do IOF retido, conforme estabelecido no pargrafo

    primeiro do art. 37. da Instruo Normativa RFB 1.022/10: a base de clculo do

    imposto constituda pela diferena positiva entre o valor da alienao, lquido de

  • 23

    IOF, quando couber, e o valor da aplicao financeira. Ainda no pargrafo quarto,

    do art. 37, definido que os rendimentos peridicos produzidos por ttulo ou

    aplicao, bem como qualquer remunerao adicional aos rendimentos pr-fixados,

    sero submetidos incidncia de imposto sobre a renda na fonte por ocasio de seu

    pagamento, aplicando-se as alquotas previstas neste artigo, conforme a data de

    incio da aplicao ou de aquisio do ttulo ou valor mobilirio. Abaixo

    demonstrada uma forma simplificada da tributao sobre as aplicaes financeiras

    de renda fixa.

    Rendimento: R$100,00

    IOF: R$100,00 x 96% = R$96,00

    IR s/ aplicao financeira: (R$100,00 R$96,00) x 22,5% => 4 x 22,5 % = R$0,90

    Isto significa que um rendimento bruto de R$100,00 contribui no caixa da

    empresa em R$ 3,10, ou seja, 3,10% do rendimento obtido, o que demonstra o

    desafio deste trabalho.

    No entanto, o imposto de renda retido na fonte em aplicaes financeiras

    pode ser compensado pelas empresas de lucro real, presumido ou arbitrado,

    conforme o pargrafo 10 e no caput do art. 55, da Instruo Normativa RFB

    1.022/10: A compensao do imposto sobre a renda, retido em aplicaes

    financeiras da pessoa jurdica dever ser feita de acordo com o comprovante de

    rendimentos, mensal ou trimestral, fornecido pela Instituio Financeira.

  • 24

    2.7 O IMPACTO DOS RENDIMENTOS DE APLICAESFINANCEIRAS NA DRE

    O rendimento de aplicaes financeiras reconhecido nas apresentaes de

    Demonstrao do Resultado de Exerccio (DRE) como uma receita no operacional.

    O valor de IOF cobrado nas aplicaes financeiras considerado como uma

    despesa tributria. Para uma melhor anlise dos rendimentos das aplicaes

    financeiras, sero analisados os impactos separadamente nas empresas de regime

    de tributao no Lucro Real e no Lucro Presumido, considerando alquota de 25%

    para Imposto de Renda e adicional, partindo do pressuposto que todas as empresas

    possuem um faturamento superior a R$20.000,00 e alquota de 9% para

    Contribuio Social sobre o Lucro Lquido.

    De acordo com o art.220, do Decreto 3.000/99, o imposto ser determinado

    com base no lucro real, presumido ou arbitrado, por perodos de apurao

    trimestrais, encerrados nos dias 31 de maro, 30 de junho, 30 de setembro e 31 de

    dezembro de cada ano-calendrio. (Decreto 3.000/99, art.220)

    2.7.1 Impacto nas Empresas de Lucro Real

    Atualmente, nas empresas de lucro real, em regime no cumulativo, os

    rendimentos das aplicaes financeiras de renda fixa no compe base para clculo

    de PIS e COFINS, conforme o Decreto n 5.442/05.

    Os rendimentos sobre aplicaes financeiras de renda fixa so reconhecidos

    contabilmente pelo regime de competncia. Sendo uma receita, est sujeita a

    tributao do imposto de renda, conforme redao do art.373, do Decreto 3000/99:

  • 25

    Art.373 Os juros, o desconto, o lucro na operao de reporte e osrendimentos de aplicaes financeiras de renda fixa, ganhos pelocontribuinte, sero includos no lucro operacional e, quando derivados deoperaes ou ttulos com vencimento posterior ao encerramento do perodode apurao, podero ser rateados pelos perodos a que competirem.(Decreto 3.000/99, art. 373,)

    O valor do imposto de renda determinado atravs da aplicao de uma

    alquota de 15% sobre a base de clculo, e sobre o valor superior a R$240.000,00

    ao ano, uma alquota de 10%.

    Art.2. A pessoa jurdica sujeita a tributao com base no lucro real poderoptar pelo pagamento do imposto, em cada ms, determinado sobre a basede clculo estimada, ...dos percentuais....: 1 - O imposto a ser pago mensalmente na forma deste artigo serdeterminado mediante a aplicao, sobre a base de clculo, da alquota dequinze por cento. 2 - A parcela da base de clculo, apurada mensalmente, que exceder aR$20.000,00 (vinte mil reais) ficar sujeita incidncia de adicional deimposto de renda alquota de dez por cento. (Lei 9430/96, art. 2)

    O IOF, retido pelo banco, no momento do resgate das aplicaes financeiras

    pode ser utilizado como deduo na apurao do lucro real.

    Art.344 Os tributos e contribuies so dedutveis, na determinao dolucro real, segundo o regime de competncia (Decreto 3.000/99, art.344)

    Segundo Gitman (2002, p.824) poder ser deduzido do imposto apurado o

    imposto de renda pago ou retido na fonte sobre as receitas que integram a base de

    clculo do imposto.

    O art.773 do Decreto 3.000/99 prev em seu inciso I a deduo do imposto de

    renda sobre os rendimentos de aplicao financeira em renda fixa.

    Art.773 - O imposto de renda retido na fonte sobre os rendimentos deaplicaes financeiras de renda fixa e de renda varivel ou pago sobre osganhos lquidos mensais ser:I deduzido do devido no encerramento de cada perodo de apurao ouna data da extino, no caso de pessoa jurdica tributada com base no lucroreal, presumido ou arbitrado. (Decreto 3.000/99, art.773)

  • 26

    Caso a empresa apresente prejuzos fiscais poder ser feito compensao ou

    o pedido de restituio receita federal conforme previsto na Instruo Normativa

    900.

    Art.2 - Podero ser restitudas pela RFB as quantias recolhidas a ttulo detributo sob a sua administrao, bem como outras receitas da Unioarrecadadas mediante DARF ou GPS nas seguintes hipteses:I cobrana ou pagamento espontneo, indevido ou em valor maior que odevido.(Instruo Normativa 900, art.2)

    e,

    Art.34 O sujeito passivo que apurar crdito, inclusive por deciso judicialtransitada em julgado, relativo a tributo administrado pela RFB, passvel derestituio ou de ressarcimento, poder utiliz-lo na compensao dedbitos prprios, vencidos ou vincendos, relativos a tributos administradospela RFB, .... (Instruo Normativa 900, art.34)

    O clculo e o recolhimento da CSL seguem os mesmos regimes de tributao

    do imposto de renda com alquota de 9% sobre o lucro lquido, e no dedutvel para

    determinao da base do imposto de renda.

    O valor da despesa com a contribuio social sobre o lucro no dedutvelpara fins da determinao do imposto de renda a pagar sobre o lucro real.(Gitman, 2002, p.837)

    2.7.2 Impacto nas Empresas de Lucro Presumido

    No lucro presumido, regime cumulativo, os rendimentos de aplicao

    financeira no compem a base de clculo de PIS e COFINS, conforme revogao

    do 1 art.3 da Lei 9.918/98 atravs do inciso XII, art. 79 da Lei 11.941/09.

    Nas empresas tributadas no regime de lucro presumido, a apurao da base

    de clculo do imposto de renda feita mediante a aplicao de um percentual fixo,

    previsto no art. 15, da Lei 9.249/95, de acordo com a atividade da empresa, sobre a

    receita bruta do ms.

  • 27

    Tabela 5: Relao de atividades e % de presuno da receita brutaReceita bruta das atividades Percentual

    a) comerciais e industriais em geral, e as atividades de loteamento de terrenos,incorporao imobiliria, venda de imveis construdos ou adquiridos para revenda,atividade rural, atividade grfica industrial ou comercial e da industrializao deprodutos em que a matria-prima, o produto intermedirio e o material de embalagemtenham sido fornecidos por quem encomendou a industrializao, venda demercadorias e produtos;

    8%

    b) prestao de servios hospitalares e de transporte de cargas; 8%c) demais servios de transporte; 16%d) de prestao de servios, cuja receita remunere essencialmente o exercciopessoal por parte dos scios, de profisses que dependam de habilitao legalmenteregulamentada;e) de intermediao de negcios, administrao, locao ou cesso de bens imveis,mveis e direitos de qualquer natureza;f) construo por administrao ou empreitada unicamente de mo-de-obra;g) de prestao de servios em geral, exceto os citados nas letras b e c, inclusive aatividade grfica de prestao de servios, assim entendida aquela feita porencomenda, com ou sem fornecimento de material;

    32%

    h) revenda, para consumo, de combustvel derivado de petrleo, lcool etlicocarburante e gs carburante natural.

    1,6%

    Fonte: (GROPELLI, 2002, Pg. 33)

    Os rendimentos de aplicao financeira so adicionados a esta base de

    clculo sem o benefcio da presuno da receita. Segundo Higuchi (2007):

    Os rendimentos de aplicaes financeiras e as receitas e osganhos de capital, no decorrentes da atividade operacional da pessoajurdica, so includos na base de clculo de IRPJ, sem aplicao dospercentuais de presuno de lucro, isto , o valor j a base de clculo.(Higuchi, 2007, p.45)

    A partir de 01/01/1997, o Imposto de renda retido na fonte das aplicaes

    financeiras passou a ser retido a ttulo de antecipao, ou seja, poder ser

    compensado no momento do pagamento do imposto de renda da empresa.

    No clculo da Contribuio Social, o rendimento de aplicao financeira

    tambm adicionado base de clculo sem o benefcio da reduo de 12% da base

    de clculo.

    As empresas de lucro presumido, como as empresas de lucro real, podero

    utilizar da restituio, compensao do valor de imposto de renda recolhido a maior

  • 28

    ou da deduo do imposto de renda retido na fonte das aplicaes financeiras de

    renda fixa.

    2.8 LCA LETRA DE CRDITO DO AGRONEGCIO

    A LCA Letra de Crdito do Agronegcio foi institudo pela Lei n. 11.076, de

    30 de dezembro de 2004. A LCA ttulo de crdito nominativo, de livre negociao,

    representativo de promessa de pagamento em dinheiro e constitui ttulo executivo

    extrajudicial. (art.25, Lei 11.076/04).

    A LCA somente pode ser emitida por instituies financeiras lastreadas em

    operaes de financiamentos concedidas aos clientes da cadeia do agronegcio.

    Como funciona a LCA?

    Figura 01: Ilustrao de funcionamento da LCA

    Fonte: o autor

    1) Banco concede emprstimo ou compra ttulo relacionado cadeia do

    agronegcio;

    2) Banco registra o ativo/lastro em Cmara de Clearing (CETIP ou BBM);

    3) Banco emite o ttulo para o investidor. Neste momento o investidor assume

    o risco do banco;

  • 29

    4) Banco registra o ttulo em cmara de registro (CETIP ou BBM).

    As operaes em LCA so registradas na CETIP e Bolsa Brasileira de

    Mercadorias, com remunerao fixa ou flutuante, podendo inclusive realizar resgates

    parcelados, porm, a LCA no poder ter seu valor superior ao valor dos ttulos de

    agronegcio a eles vinculados.

    O fato do CRA Certificado de Recebveis do Agronegcio deixado em

    garantia da operao ser limitado um ano, a LCA no poder exceder este prazo.

    A LCA, para pessoa jurdica est sujeita a mesma caracterstica da tributao

    de Imposto de Renda sobre o rendimento das aplicaes em renda fixa, ou seja,

    seguindo a faixa de tributao de acordo com o prazo da aplicao.

    Com a Portaria MF n 019, de 11 de fevereiro de 2008, o art.33, no seu caput

    e inciso I, reduz a zero a alquota de IOF das operaes de LCA, conforme redao

    abaixo:

    Art. 33. A alquota fica reduzida a zero:I nas operaes com Certificados de Direitos Creditrios do Agronegcio CDCA, com Letra de Crdito do Agronegcio LCA e com Certificado deRecebveis do Agronegcio CRA, criados pelo art. 23 da Lei n 11.076, de30 de dezembro de 2004;

    2.8.1 Principais Benefcios e Limitaes da LCA

    A principal vantagem da LCA comparada s demais aplicaes a reduo

    da alquota de IOF a zero, este fator favorece a otimizao do rendimento. No

    entanto, a LCA possui a limitao de dependncia de lastro de ttulos em

    agronegcios, que ainda so escassos no mercado financeiro e poucos bancos

    terem este produto disponvel em seu portiflio de servios.

  • 30

    CAPTULO 3

    3 METODOLOGIA

    A metodologia de estudo uma pesquisa descritiva e aplicada. No

    desenvolvimento foi realizada uma pesquisa bibliogrfica na fundamentao do

    marco terico e uma anlise da legislao vigente relacionada tributao dos

    rendimentos de aplicao financeira de renda fixa, para avaliar o impacto provocado

    no resultado da empresa. Desta forma, a auxiliando na elaborao de uma proposta

    para o problema de excedentes de caixa temporariamente ociosos analisando as

    formas de aplicaes financeiras de baixo risco e os impactos tributrios sobre os

    seus rendimentos nas empresas de lucro real e lucro presumido.

    Desenvolvida nas empresas do Grupo guia Branca, foi considerado no

    estudo a caracterstica de investimento de averso ao risco do grupo e as

    caractersticas de tributao das empresas de lucro real e de lucro presumido, para

    avaliao do impacto tributrio, indicando a LCA como a melhor opo para

    rentabilizar estes recursos financeiros temporariamente ociosos, originados pelo

    desalinhamento do contas a pagar e contas a receber causando perda de valor para

    a empresa.

    3.1 HISTRICO DAS APLICAES FINANCEIRAS DO GRUPOGUIA BRANCA

    Fundado em 1946, o Grupo guia Branca hoje um dos maiores

    conglomerados de transporte do pas. Com sede no Esprito Santo e atuao em

    todo o Brasil, o Grupo guia Branca, administrado por uma holding, guia Branca

  • 31

    Participaes S.A. tem como objeto social a gesto de participaes societrias. A

    gesto do Grupo guia Branca realizada atravs do acompanhamento das reas

    de atuao que so intituladas na empresa como unidades de negcio. So 3 as

    Unidades de Negcios: Passageiros, Logstica e Comrcio de Veculos.

    Embora o Grupo tenha a holding, cada empresa possui uma estrutura

    financeira, cabendo a ela a administrao das atividades do dia-a-dia da tesouraria.

    A Holding do grupo atua com o papel de assessorias, tendo: assessoria financeira,

    assessoria de oramento e custos, assessoria contbil e tributria, assessoria

    jurdica e assessoria de comunicao interna e externa.

    Foi avaliada a aplicabilidade deste estudo de rentabilizao dos recursos

    excedentes de caixa no curto prazo nas empresas do Grupo Econmico guia

    Branca, visto que este grupo nas suas informaes dirias de saldo de caixa dispe

    de montante considervel e de aproximadamente 21% do saldo de caixa no

    rentabilizado. Esta informao foi obtida atravs dos relatrios dirios de saldo de

    caixa do grupo apresentados ao pesquisador junto a Holding do Grupo durante o

    perodo de desenvolvimento do trabalho.

    Todos os dias, as empresas do grupo enviam as informaes de caixa para a

    assessoria financeira do grupo, que consolida as informaes para os acionistas. Foi

    atravs destas informaes de caixa consolidado que foi identificada a ociosidade

    dos recursos de caixa e tomados como base para este estudo.

    Os produtos avaliados neste estudo, sero produtos bancrios no qual o

    grupo j efetua aplicaes financeiras e tidas como de baixo risco estando em

    sintonia com a diretoria da empresa.

  • 32

    Pelo fato do Grupo guia Branca ser conservador em suas aplicaes,

    historicamente suas aplicaes so realizadas em sua grande maioria no CDB.

    Quando so aplicados recursos em Fundos de Investimento, apenas fundos

    conservadores, ou seja, fundos que tenham sua carteira composta por 80% de

    ttulos de renda fixa. As aplicaes em debntures, somente so feitas quando so

    debntures das empresas de leasing dos prprios bancos, como por exemplo,

    Bradesco arrendamento Mercantil S.A. Todas estas aplicaes com remunerao

    atrelada ao CDI, com meta de rendimento de 100% do CDI, buscando manter uma

    reciprocidade junto as principais instituies financeiras que financiam os

    investimentos do grupo.

    No entanto, este grupo econmico, possui empresas que no conseguem

    uma gesto eficiente do seu caixa devido a questes operacionais e incertezas de

    pagamentos no seu caixa. Por questes de confidencialidade no informaremos o

    montante disponvel diariamente nas posies dirias de caixa divulgada aos

    acionistas. No entanto, podemos afirmar que o valor expressivo e em mdia 21%

    do saldo dirio de caixa no aplicado.

    Embora o planejamento financeiro seja praticado no grupo, importante

    ressaltar que para otimizar os recursos excedentes caixa necessrio um exerccio

    dirio do planejamento financeiro comparando os recebimentos e pagamentos

    previstos e programados para adequar a melhor forma de aplicar os recursos

    excedentes.

    Aps identificar as principais formas de aplicaes financeiras praticadas

    pelo Grupo e os bancos de relacionamento, para favorecer a questo da

  • 33

    reciprocidade foi realizado um contato com os bancos de relacionamento do grupo

    buscando identificar quais teriam a opo de aplicao financeira em LCA.

    Os bancos de relacionamento que possuem esta forma aplicao

    apresentaram propostas de rentabilidade variando de 20% a 60% do CDI.

    Com base nestas informaes de remunerao, tivemos a sensibilidade da

    disposio de preo do mercado para compararmos ao rendimento das demais

    formas de aplicaes utilizadas pelo Grupo guia Branca.

    3.2 CLCULO DA APLICAO FINANCEIRA

    O teste inicia-se com uma simulao de clculo da rentabilidade de

    aplicao financeira com remunerao vinculada ao CDI (ps-fixada) e considerando

    na sua anlise a tributao de IOF e IR s/ aplicao financeira, retidas na fonte no

    momento do resgate.

    Antes de definir qual a aplicao, a empresa deve definir o valor a ser

    aplicado. O montante aplicado corrigido diariamente pela taxa do CDI mdio das

    operaes interbancrias realizadas no dia anterior, ou seja, em D 1. O valor

    mdio do CDI disponibilizado no site da CETIP (www.cetip.com.br). Como a taxa

    disponibilidade anual, dever ser transformada a um fator dirio, com base em 252

    dias, antes de ser efetuado a correo do montante aplicado. A frmula para

    descapitalizao do CDI ((1 + ( cdi / 100))^(1/252)) -1) *(% remunerao do cdi)

    *100. Como exemplo, para descapitalizar um CDI anual de 10,14 para dirio, com

    remunerao de 100% do CDI seria:

    Taxa cdi = (((1 + (10,14/100))^(1/252)) -1) * (1,0) *100

  • 34

    Taxa cdi = (((1,1014)^ (1/252))-1)* (1,0) *100

    Taxa cdi = 0,0383336%

    Aps descapitalizar a taxa, multiplica-se pelo saldo da aplicao no dia

    anterior, sendo que em D0, o saldo da aplicao igual ao montante aplicado. Desta

    forma obtido o valor bruto do rendimento dirio de cada aplicao:

    Rendimento = Montante *(Taxa cdi )

    O valor da aplicao corrigido igual ao montante aplicado acrescido do

    rendimento:

    Sdo aplicao = montante + rendimento

    A correo da aplicao feita sempre sobre o saldo do dia anterior da

    aplicao, para ter um efeito de capitalizao de juros sobre juros. Desta forma

    lgica de correo da aplicao fica da seguinte:

    Sdo D0 = Montante

    Sdo D1 = Montante x Taxa cdi

    Sdo D2 = Sdo D1 x Taxa cdi

    Sdo D3 = Sdo D2 x Taxa cdi

    No momento do resgate da aplicao o primeiro encargo que aplicado o

    IOF. A alquota do IOF regressiva, de acordo com a quantidade de dias corridos

    deste a data da aplicao at a data do resgate (verificar a tabela de IOF na pgina

    26). importante ressaltar que a aplicao com rendimento vinculado ao CDI, tem

    sua rentabilidade corrigida com base em dias teis e o IOF com base em dias

  • 35

    corridos. A alquota aplicada sobre o montante de rendimentos obtidos e que est

    sendo resgatado.

    A alquota do imposto de renda aplicada sobre o valor do rendimento j

    deduzido do IOF. A alquota de IOF aplicada com base em dias corridos a partir da

    data da aplicao conforme demonstrado tabela 1, pgina 26. A forma de correo

    da aplicao em LCA a mesma das aplicaes corrigidas pelo CDI normais de

    mercado, no entanto, na aplicao em LCA a alquota de IOF igual a 0,00%.

    Neste estudo, como o perodo inferior a 180 dias, a alquota aplicada de 22,5%.

    IR s/ rend. aplicao = (Rendimento IOF) x 22,5%

    Com a identificao destes valores, ser possvel analisar qual alternativa de

    aplicao estar gerando maior valor para o caixa da empresa no momento do

    resgate.

    Na realizao da simulao adotaremos um montante aplicado de

    R$5.000.000,00, com um CDI anual de 10,14% e aplicaremos a metodologia de

    clculo de rentabilizao de uma aplicao em CDB e outra em LCA.

    Tabela 7: Simulao de clculo de rentabilidade CDB remunerao 100%CDI

    Fonte: o autor

  • 36

    melhor

    Tabela 8: Simulao de clculo de rentabilidade LCA remunerao 40% CDI

    Fonte: o autor

    Uma nova anlise feita reduzindo o CDI anual de 10,14% para 9,38% ao

    ano, mantendo o montante aplicado de R$5.000.000,00, reduzindo a rentabilidade

    da aplicao em LCA para 20% do CDI, e comparando com a rentabilidade das

    demais aplicaes entre 100% e 101% do CDI, conforme demonstrado no grfico

    abaixo comparando a rentabilidade das aplicaes.

    No Grfico 01 demonstrado um comparativo de rendimento da LCA 20% e

    demais formas de aplicao em renda fixa.

    Grfico 01: Comparativo da LCA com 20% de remunerao e outras formais de aplicao em Renda Fixa vinculadas ao CDI

    Fonte: o autor

    Comparativo de Rendimento Lquido da LCA x Demais Aplicaes

    -

    200,00

    400,00

    600,00

    800,00

    1.000,00

    1.200,00

    1.400,00

    1.600,00

    1.800,00

    1 2 3 4 5

    Dias teis

    Val

    ores

    em

    Rea

    is

    BANCO: B.BRASIL - CDB: 100% do CDI BANCO: VOTORANTIM - LCA: 20% do CDI BANCO: BRADESCO - DEBENTURES: 100,5% do CDI - BANCO: SAFRA - FUNDOS RENDA FIXA: 101% do CDI

  • 37

    melhor

    Ao realizar uma nova simulao alterando a rentabilidade da LCA para 40%

    do CDI mantendo o CDI anual de 9,38%. Conforme demonstrado no grfico

    comparativo.

    Grfico 02: Comparativo da LCA com 40% de remunerao e outras formais de aplicao em Renda Fixa vinculadas ao CDI

    Comparativo de Rendimento Lquido da LCA x Demais Aplicaes

    4.404,19 5.030,00

    5.516,77

    3.788,62

    -

    1.000,00

    2.000,00

    3.000,00

    4.000,00

    5.000,00

    6.000,00

    7.000,00

    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10Dias teis

    Val

    ores

    em

    Rea

    is

    BANCO: B.BRASIL - CDB: 100% do CDI BANCO: VOTORANTIM - LCA: 40% do CDI BANCO: BRADESCO - DEBENTURES: 100,5% do CDI - BANCO: SAFRA - FUNDOS RENDA FIXA: 101% do CDI

    Fonte: o autor

    A tabela abaixo demonstra o rendimento da aplicao, descontados os

    valores de IOF e IR sobre rendimento de aplicaes financeiras.

    Tabela 9: Comparao de rentabilidade de aplicaes financeiras

    DIASTEIS

    BANCO:B.BRASIL -

    CDB: 100% doCDI

    BANCO:VOTORANTIM- LCA: 40% do

    CDI

    BANCO:BRADESCO -

    DEBENTURES:100,5% do CDI -

    BANCO:SAFRA -FUNDOS

    RENDA FIXA:101% do CDI

    1 55,18 550,25 55,49 55,652 193,16 1.100,58 194,25 194,793 414,00 1.650,98 416,32 417,494 1.104,19 2.201,47 1.110,40 1.113,505 1.656,58 2.752,03 1.665,89 1.670,556 2.236,78 3.302,67 2.249,36 2.255,657 2.900,05 3.853,39 2.916,36 2.924,518 3.756,92 4.404,19 3.778,05 3.788,629 5.470,61 5.030,00 5.501,38 5.516,77

    Fonte: o autor

  • 38

    3.3 ANLISE DO IMPACTO TRIBUTRIO NO RENDIMENTO DAAPLICAO EM LCA COMPARADO AO IMPACTO NO RENDIMENTODAS DEMAIS APLICAES DE RENDA FIXA NAS EMPRESAS DELUCRO REAL

    Para avaliar o impacto fiscal do rendimento de aplicao financeira na DRE,

    adotamos o conceito de aplicao de alquota de 25% para calcular o imposto de

    renda (15% de IR e 10% de Adic. de IR). Sobre o rendimento de aplicaes

    financeiras no incide a cobrana de PIS e COFINS.

    Nas empresas de lucro real o IOF pode ser utilizado como redutor na base de

    clculo do imposto de renda e o IR s/ rendimento aplicao financeira pode ser

    reduzido do valor a pagar no momento da efetivao do pagamento. Para clculo do

    CSLL, utilizamos mesma base de clculo do IR, com aplicao da alquota de 9%

    sobre a base de clculo.

    Rendimento Bruto (+)

    IOF ( - )

    Base de clculo =

    IR a pagar = ( base de clculo x 25 % ) IR s/ rend. aplicao financeira

    CSLL = base de clculo x 9 %

    Aps a deduo de todos os impostos podemos definir que o rendimento

    lquido igual ao rendimento bruto menos o somatrio de todos os encargos.

    Rend. Liq = Rend. Bruto (IOF + IR s/ rend. aplic. + IR a pagar + CSLL)

    Como objeto de estudo, foi realizado a simulao da rentabilidade de

    aplicao em CDB com remunerao de 100% do CDI e de aplicao em LCA com

    remunerao de 40% do CDI conforme tabelas abaixo, considerando na

  • 39

    estruturao da DRE, o resultado de um resgate no oitavo dia corrido da data da

    aplicao e o resultado do recurso no aplicado conforme tabela n XXX . Mantendo

    o montante aplicado de R$5.000.000,00 e um CDI anual de 10,14%.

    Tabela 10: Clculo de rentabilidade CDB 100% do CDI

    Fonte: o autor

    Tabela 11: Clculo de rentabilidade LCA 40% do CDI

    Fonte: o autor

    Tabela 12: Estruturao de dados na DREPlano de Contas Saldo de Caixa

    no AplicadoSaldo de Caixa

    Aplicado em Ttulode Renda Fixa

    Saldo de CaixaAplicado em LCA

    ReceitaCusto OperacionalLucro OperacionalReceitas No Operacionais 0,00 11.511,11 4.601,78Despesas (IOF 73%) 0,00 (8.403,11) 0,00Lucro Bruto 0,00 3.108,00 4.601,78IRPJ a recolher (25%) 0,00 (777,00) (1.150,45)CSL (9%) 0,00 (279,72) (414,16)Lucro ou Prejuzo Lquido 0,00 2.051,28 3.037,18

    Fonte: o autor

    No momento de recolher o IRPJ a empresa poder ajustar o valor a pagar,

    deduzindo do o valor do IR sobre os rendimentos de aplicao financeira do valor a

    recolher.

    Tabela 13: Tabela de compensao de IRPlano de Contas Saldo de Caixa no

    AplicadoSaldo de Caixa Aplicado em

    Ttulo de Renda FixaSaldo de Caixa

    Aplicado em LCAIRPJ a recolher 0,00 (777,00) (1.150,45)IR s/ Rend. Aplicaoa compensar/deduzir 0,00 + 699,30 + 1.035,40IR a Pagar 0,00 (77,70) (115,05)

  • 40

    Abaixo, o grfico demonstra o comparativo da rentabilidade das aplicaes

    em LCA, com as principais formas de aplicao financeira praticadas pelo Grupo

    guia Branca, considerando o impacto tributrio.

    Grfico 03: Comparativo da LCA com 40% de remunerao e outras formas de aplicao em Renda Fixa considerando o impacto tributrio no Lucro Presumido

    Fonte: o autor

    3.4 ANLISE DO IMPACTO TRIBUTRIO DO RENDIMENTO DASAPLICAES EM LCA, COMPARADO AS OUTRAS FORMAS DEAPLICAES NAS EMPRESAS DE LUCRO PRESUMIDO

    Para que seja avaliado o impacto tributrio nas empresas de lucro presumido

    importante relembrar um fato muito importante, a presuno. Nas empresas de

    lucro presumido, o rendimento da aplicao financeira na DRE aplicado sem a

    reduo do IOF base de clculo do imposto de renda e da CSLL e sem o benefcio

    da presuno. Sendo assim, o prprio rendimento da aplicao a base de clculo

    dos impostos.

    Rendimento Bruto = Base de clculo

    IR a pagar = ( base de clculo x 25 % ) IR s/ rend. aplicao financeira

    CSLL = base de clculo x 9 %

  • 41

    Para a anlise dos impactos na DRE, foram utilizados os resultados da

    simulao de aplicao das tabelas IX e X, considerando tambm o resgate do

    recurso no oitavo dia corrido.

    Tabela 14: Estruturao de dados na DREPlano de Contas Saldo de Caixa

    no AplicadoSaldo de Caixa

    Aplicado em Ttulode Renda Fixa

    Saldo de CaixaAplicado em LCA

    ReceitaCusto OperacionalLucro OperacionalReceitas No Operacionais 0,00 11.511,11 4.601,78Despesas (IOF 80%) 0,00 (8.403,11) 0,00Lucro Bruto 0,00 3.108,00 4.601,78IRPJ a recolher 0,00 (2.877,78) (1.150,45)CSL 0,00 (1.036,00) (414,16)Lucro ou Prejuzo Lquido 0,00 ( 805,78) 3.037,18

    Fonte: o autor

    No momento de recolher o IRPJ a empresa poder ajustar o valor a pagar,

    deduzindo do o valor do IR sobre os rendimentos de aplicao financeira do valor a

    recolher.

    Tabela 15: Compensao de IR s/ aplicaoPlano de Contas Saldo de Caixa

    no AplicadoSaldo de Caixa

    Aplicado em Ttulode Renda Fixa

    Saldo de CaixaAplicado em LCA

    IRPJ a recolher 0,00 (2.877,78) (1.150,45)IR s/ Rend. Aplicao acompensar 0,00 + 699,30 + 1.035,40IR a Pagar 0,00 (2.178,48) (115,05)

    Fonte: o autor

    Grfico 04: Comparativo da LCA com 40% de remunerao e outras formas

    de aplicao em Renda Fixa considerando o impacto tributrio no Lucro Presumido

    Fonte: o autor

  • 42

    CAPTULO 4

    4 ANLISE DOS RESULTADOS

    4.1 ANLISE DOS RESULTADOS DE GERAO DE CAIXA

    Ao comparar o resultado de rentabilidade de um CDB com remunerao de

    100% do CDI a rentabilidade de uma LCA, com remunerao de 40% do CDI, para

    um CDI anual de 10,14%, apresentados nas tabelas 07 e 08 respectivamente,

    podemos concluir que a aplicao em LCA proporciona uma rentabilidade at o

    nono dia til, ou seja, uma maior gerao de caixa no momento do resgate.

    Ao testar uma reduo de rentabilidade da LCA, para 20% do CDI, e ao

    reduzir o CDI anual de 10,14% para 9,38%, a LCA demonstrou-se novamente mais

    rentvel que outras aplicaes com remunerao de at 101% do CDI at o terceiro

    dia til, conforme grfico 01.

    Mantendo o CDI anual em 9,38%, e aumentando novamente a rentabilidade

    da LCA para 40% do CDI, conforme grfico n 02 e tabela 09, a aplicao em LCA

    apresentou ser mais rentvel at o stimo dia til. A partir do oitavo dia til uma

    aplicao em CDB demonstrou maior rentabilidade.

  • 43

    4.2 ANLISE DO RESULTADO DOS IMPACTOS TRIBUTRIOSNAS EMPRESAS DE LUCRO REAL

    Na anlise anterior foi identificado que a LCA uma modalidade de aplicao

    financeira que permite uma maior gerao de recursos para o caixa da empresa.

    Porm, tambm estaremos avaliando tambm o impacto econmico desta aplicao.

    Considerando o resgate da aplicao no oitavo dia corrido a aplicao em

    LCA tambm apresentou um menor impacto tributrio, demonstrando um resultado

    lquido superior em 48,07% das demais formas de aplicao em renda fixa,

    conforme tabela 12.

    Sem o IOF ocorrer um aumento no valor de IR s/ rendimento de aplicao

    financeira retido na fonte que poder ser deduzido do valor de imposto de renda a

    pagar da empresa no momento de apurao do resultado.

    Ao comparar com as formas de aplicao financeira praticadas pelo Grupo

    guia Branca, a aplicao em LCA demonstrou um menor impacto at o oitavo dia

    til, conforme grfico 03. Demonstrando que diferena de rentabilidade entre as

    formas de aplicao de renda fixa e a LCA o impacto do IOF sobre os

    rendimentos.

    4.3 ANLISE DO RESULTADO DOS IMPACTOS TRIBUTRIOSNAS EMPRESAS DE LUCRO PRESUMIDO

    Ao estruturarmos os resultados na DRE, com o resgate no 8 dia corrido,

    podemos concluir que a aplicao em LCA novamente apresentou ser mais rentvel

    e sofrer menor impacto tributrio. Na tabela 14, possvel observar que o resultado

  • 44

    lquido da LCA nas empresas de lucro presumido 476,92% superior ao resultado

    das demais formas de aplicao em renda fixa. O fato do IOF no ser utilizado com

    redutor da base de clculo prejudica o resultado obtido.

    O resultado lquido da LCA obtido na empresa de lucro presumido foi o

    mesmo do encontrado empresa de lucro real.

    Atravs do grfico 04 possvel identificar que as aplicaes em LCA so

    mais rentveis que as aplicaes convencionais praticadas pelo Grupo guia

    Branca, para um perodo de at treze dias teis, considerando o percentual de

    rentabilidade das aplicaes financeiras de 40% do CDI para LCA e rentabilidade

    entre 99,50% e 101% do CDI para as demais aplicaes. As aplicaes

    convencionais at o stimo dia til trazem prejuzos caso seja efetivado uma

    aplicao e resgatada em um prazo igual ou inferior a este perodo.

  • 45

    CAPTULO 5

    5 CONCLUSES

    O dinheiro mantido em caixa no traz nenhum retorno empresa.Com a

    realizao de um acompanhamento do planejamento financeiro possvel buscar

    uma maior rentabilidade dos recursos excedentes de caixa. Porm, alm de aplicar

    os recursos importante que seja avaliado os impactos tributrios das formas de

    aplicao financeira realizadas devido a elevada carga tributria brasileira.

    Ao final deste estudo podemos concluir que as aplicaes financeiras em

    LCA, no curto prazo, permitem uma maior rentabilidade que as aplicaes

    financeiras de renda fixa e com baixo risco praticadas pelo Grupo guia Branca

    (CDBs e Fundos de Renda Fixa), gerando desta forma maior riqueza para a

    empresa e minimizando a perda de valor gerado pelos recursos excedentes de caixa

    temporariamente ociosos.

    As aplicaes financeiras em LCA tm o prazo de rentabilidade maior nas

    empresas de lucro presumido do que nas empresas de lucro real. O fato do IOF ser

    considerado como despesa e no participar da deduo da base de clculo do

    imposto torna as aplicaes convencionais ainda menos rentvel nas empresas de

    lucro presumido.

    Nem sempre aplicar os excedentes de caixa no mercado financeiro uma

    boa alternativa para a empresa. Dependendo do prazo no qual o recurso excedente

    de caixa ficar aplicado, nas empresas de lucro presumido foi possvel identificar que,

    para um prazo de at oito dias teis no vivel realizar aplicao financeira de

  • 46

    renda fixa convencional em funo do impacto do IOF na DRE. Neste caso, somente

    as aplicaes em LCA trazem rentabilidade para este perodo.

    Nas empresas de lucro real sempre rentvel aplicar em renda fixa, o que

    no acontece nas empresas de lucro presumido devido ao IOF no ser um fator

    redutor da base de clculo. Uma aplicao financeira em renda fixa, nas empresas

    de lucro real, sempre proporciona rentabilidade para os scios, embora a

    rentabilidade seja menor que nas aplicaes em LCA. O fato do IOF deduzir a base

    de clculo do IRPJ e CSL permite empresa que tenha, ainda que pequena, alguma

    rentabilidade. Outro fator relevante e que reduz o impacto tributrio nas empresas de

    lucro real reduo da base de clculo do Imposto de Renda e CSLL pelas

    despesas operacionais da empresas. Isto significa que existe a possibilidade de se

    obter o rendimento de aplicaes e ao mesmo tempo obter prejuzo fiscal, o que

    permite desta forma, que a empresa recupere IR sobre o rendimento de aplicao

    retido na fonte pelo banco.

    Os recursos excedentes de caixa do Grupo guia Branca podem ser

    aplicados sem comprometer a liquidez dos recursos da empresa. Porm,

    observando que a melhor forma de aplicao financeira depender de um

    acompanhamento do fluxo de caixa da empresa e uma anlise considerando o prazo

    no qual o excedente ficar disponvel, a proposta de rentabilidade dos recursos e o

    regime de tributao da empresa.

    As aplicaes em LCA uma opo para rentabilizar os recursos excedentes

    de caixa que estaro ociosos e disponveis em um curto espao de tempo. No

    existindo a previso de utilizao do recurso financeiro pela empresa, principalmente

    nas empresas de lucro real, a melhor alternativa aplicar os recursos. Uma empresa

  • 47

    que possui disponvel na conta corrente e no realiza investimentos contribui para a

    perda de rentabilidade da empresa.

    Por fim, possvel concluir que: i) a aplicao em LCA a melhor alternativa

    de rentabilidade para os recursos excedentes de caixa e temporariamente ociosos

    tanto nas empresas de lucro real quanto nas empresas de lucro presumido enquanto

    as demais formas de aplicao financeira tenha incidncia de IOF; ii) Nas aplicaes

    com resgate em que haja incidncia de IOF, as empresas de lucro presumido tm

    um impacto tributrio maior que nas empresas de lucro real; iii) Nem sempre

    vantajoso aplicar nas empresas de lucro presumido, devendo nas aplicaes de

    renda fixa (exemplo: CDB) uma permanncia de no mnimo 8 dias teis; iv)

    independente do prazo e da forma de tributao (lucro real ou presumido) a LCA

    sempre rentabiliza os recursos excedentes de caixa; e v) a melhor forma de

    aplicao o resultado de uma conjugao dos fatores: valor, taxa de rentabilidade,

    tempo e tributos.

  • 48

    6 BIBLIOGRAFIA

    BRASIL. Lei n 9.249, de 26 de dezembro de 1995. Altera a legislao do impostode renda das pessoas jurdicas, bem como da contribuio social sobre o lucrolquido, e d outras providncias. Disponvel em. Acesso em: 21 de junho de 2010.

    BRASIL. Lei no 11.941, de 27 de maio de 2009. Altera a legislao tributria federalrelativa ao parcelamento ordinrio de dbitos tributrios; concede remisso noscasos em que especifica; institui regime tributrio de transio, alterando o Decreton 70.235, de 6 de maro de 1972, as Leis ns 8.212, de 24 de julho de 1991, 8.213,de 24 de julho de 1991, 8.218, de 29 de agosto de 1991, 9.249, de 26 de dezembrode 1995, 9.430, de 27 de dezembro de 1996, 9.469, de 10 de julho de 1997, 9.532,de 10 de dezembro de 1997, 10.426, de 24 de abril de 2002, 10.480, de 2 de julhode 2002, 10.522, de 19 de julho de 2002, 10.887, de 18 de junho de 2004, e 6.404,de 15 de dezembro de 1976, o Decreto-Lei n 1.598, de 26 de dezembro de 1977, eas Leis ns 8.981, de 20 de janeiro de 1995, 10.925, de 23 de julho de 2004, 10.637,de 30 de dezembro de 2002, 10.833, de 29 de dezembro de 2003, 11.116, de 18 demaio de 2005, 11.732, de 30 de junho de 2008, 10.260, de 12 de julho de 2001,9.873, de 23 de novembro de 1999, 11.171, de 2 de setembro de 2005, 11.345, de14 de setembro de 2006; prorroga a vigncia da Lei n 8.989, de 24 de fevereiro de1995; revoga dispositivos das Leis ns 8.383, de 30 de dezembro de 1991, e 8.620,de 5 de janeiro de 1993, do Decreto-Lei n 73, de 21 de novembro de 1966, das Leisns 10.190, de 14 de fevereiro de 2001, 9.718, de 27 de novembro de 1998, e 6.938,de 31 de agosto de 1981, 9.964, de 10 de abril de 2000, e, a partir da instalao doConselho Administrativo de Recursos Fiscais, os Decretos ns 83.304, de 28 demaro de 1979, e 89.892, de 2 de julho de 1984, e o art. 112 da Lei n 11.196, de 21de novembro de 2005; e d outras providncias.Alterada pela Lei n 12.024, de 27 de agosto de 2009. Disponvel emhttp://www.receita.fazenda.gov.br. Acesso em: 21 de junho de 2010.

    BRASIL. Regulamento do Imposto de Renda - RIR/99 (Decreto n 3.000, de 26de maro de 1999). Regulamenta a tributao, fiscalizao, arrecadao eadministrao do Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza.Disponvel em: . Acesso em: 21 de junho de2010.

    BRASIL. Decreto n 6.306, de 14 de dezembro de 2007. Regulamenta o Impostosobre Operaes de Crdito, Cmbio e Seguro, ou relativas a Ttulos ou ValoresMobilirios - IOF. Alterado pelo Decreto n 6.339, de 3 de janeiro de 2008. Alteradopelo Decreto n 6.345, de 4 de janeiro de 2008. Alterado pelo Decreto n 6.391, de12 de maro de 2008. Alterado pelo Decreto n 6.453, de 12 de maio de 2008.Alterado pelo Decreto n 6.566, de 15 de setembro de 2008. Alterado pelo Decreton 6.613, de 22 de outubro de 2008. Alterado pelo Decreto n 6.655, de 20 denovembro de 2008. Alterado pelo Decreto n 6.691, de 11 de dezembro de 2008.Alterado pelo Decreto n 6.983, de 19 de outubro de 2009. Alterado pelo Decreto n7.011, de 18 de novembro de 2009. Disponvel em. Acesso em: 25 de maio de 2010.

  • 49

    BRASIL. Instruo Normativa RFB n 900, de 30 de dezembro de 2008. Disciplinaa restituio e a compensao de quantias recolhidas a ttulo de tributo administradopela Secretaria da Receita Federal do Brasil, a restituio e a compensao deoutras receitas da Unio arrecadadas mediante Documento de Arrecadao deReceitas Federais (Darf) ou Guia da Previdncia Social (GPS), o ressarcimento e acompensao de crditos do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), daContribuio para o PIS/Pasep e da Contribuio para o Financiamento daSeguridade Social (Cofins), o reembolso de salrio-famlia e salrio-maternidade ed outras providncias. Disponvel em: . Acessoem: 21 de junho de 2010.

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    BRASIL. LEI N 9.430, DE 27 DE DEZEMBRO DE 1996. Dispe sobre a legislaotributria federal, as contribuies para a seguridade social, o processoadministrativo de consulta e d outras providncias. Disponvel em:. Acesso em: 23 de junho de 2010.

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