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Leda Scheibe Ticiane Bombassaro

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  • UFPE Universidade Federal de Pernambuco | CEAD Coordenao de Educao a Distncia da UFPE

    SALA AMBIENTE CURRCULO, CULTURA E CONHECIMENTO ESCOLAR

    Leda Scheibe

    Ticiane Bombassaro

    Cristina Teixeira Vieira de Melo - Coord. Eq. Rev. Lingustica

    Jos Srgio Antunes Sette - Coord. Eq. Tecnolgica

    Apresentao

    Prezado cursista,

    Esta Sala Ambiente tem como objetivo aprofundar a compreenso e as possibilidades de atuao dos

    coordenadores pedaggicos relativas rea curricular, de fundamental importncia para a organizao do trabalho

    pedaggico da escola. Pretende possibilitar a voc, que atua na coordenao pedaggica, avaliar o impacto das

    propostas curriculares na prtica escolar, bem como orientar propositivamente os professores para o

    desenvolvimento do seu trabalho. Entende-se que cabe ao coordenador pedaggico promover o debate sobre as

    definies curriculares e o que isso implica para a potencializao do papel da escola.

    A compreenso de que a natureza humana no dada ao homem, mas por ele produzida, leva ao entendimento

    do trabalho educativo como o ato de produzir, direta e intencionalmente, em cada indivduo singular, a

    humanidade que produzida histrica e coletivamente pelo conjunto dos homens (SAVIANI, 2008, p.7). Assim,

    se o homem no se faz homem naturalmente, o saber pensar e sentir, o saber querer, agir ou avaliar precisa ser

    aprendido, e a isso responde o ato educativo intencional. Para tanto, a educao precisa de referncias como

    matria-prima de sua atividade: encontra-se a o papel central das definies curriculares.

    Essas definies vinculam-se existncia de diretrizes que orientam uma base nacional comum para o que se

    ensina na escola. O Artigo 210 da Constituio Federal de 1988 determina como dever do Estado fixar contedos

    mnimos para o Ensino Fundamental, de maneira a assegurar a formao bsica comum e respeito aos valores

    culturais e artsticos, nacionais e regionais. Mas no basta ter uma referncia nacional comum: Os currculos do

    ensino fundamental e mdio devem ter uma base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de

    ensino e estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas caractersticas regionais e locais da

    sociedade, da cultura, da economia e da clientela (Lei de Diretrizes e Bases da Educao Nacional LDB n

    9.394, de 20 de dezembro de 1996, no seu Artigo 26). preciso, pois, o envolvimento de todos os que participam

    do ato educativo intencional na sua construo.

    A base curricular nacional est hoje expressa em diversos documentos normativos elaborados luz da LDB/1996.

    Desde ento, foram produzidos pareceres e aprovadas resolues referidas s diferentes etapas e modalidades da

    educao bsica, complementadas com orientaes relativas formao dos professores e aos planos de carreira

    e de remunerao do magistrio.

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    Padres fixados nacionalmente, no entanto, no significam a ausncia de responsabilidade dos sistemas, das

    escolas e dos docentes na tomada de decises acerca do planejamento e da prtica do ensino. Projetos Polticos-

    Pedaggicos (PPPs) das escolas e particularmente docentes tm um papel fundamental ao traduzir para a prtica

    concreta as diretrizes formuladas em mbito nacional, estadual ou municipal. E cabe aos gestores o importante

    papel de mediar as discusses curriculares destinadas ao esclarecimento da funo que os docentes

    desempenham na produo do currculo que as escolas colocam efetivamente em ao. Quais as possibilidades e

    limites das aes dos docentes e da escola nas definies, decises e inovaes curriculares? Como entrecruzar as

    determinaes estruturais, as definies dos sistemas com as aes concretas dos sujeitos na escola?

    Com a perspectiva de atender, no s aos desafios postos pelas orientaes e normas vigentes, mas

    principalmente ao compromisso com o direito de todos educao, preciso olhar de perto a escola, seus

    sujeitos, suas inmeras variveis e rotinas e fazer indagaes sobre suas condies concretas, sua histria, seu

    retorno e suas possibilidades. Cabe perguntar, ento, como as definies curriculares condicionam o trabalho

    pedaggico em cada escola?

    Esta Sala tem por objetivo debater questes que auxiliem voc, coordenador pedaggico, a pensar o planejamento

    curricular da sua instituio a partir da legislao nacional, mas considerando sempre os sujeitos da sua

    instituio, o contexto no qual ela se insere e as questes que so pertinentes sua realidade. Com essas

    preocupaes e indicaes elaboramos a Sala Ambiente Currculo, Cultura e Conhecimento que voc passa a

    conhecer agora e que d continuidade aos estudos que voc fez at aqui nas Salas Ambiente Realidade Escolar e

    Trabalho Pedaggico e Projeto Poltico-Pedaggico e Organizao do Ensino. Agora voc estar estudando,

    concomitantemente, por um perodo de 12 (doze) semanas, os contedos desta sala e da sala de Avaliao

    Escolar. Tais contedos relacionam-se diretamente estrutura do ato educativo no espao escolar e possuem

    inter-relaes importantes que permitem otimizar o seu aproveitamento!

    Vejamos, ento, como est estruturado o contedo da Sala Ambiente Currculo, Cultura e Conhecimento. So

    quatro unidades perpassadas por um eixo central ou uma inteno que se pretende estar sempre presente seja na

    leitura dos textos, seja na execuo das atividades propostas: a compreenso do currculo como fator importante

    para a viabilizao do direito de todos educao. Como tal, ele precisa ser compreendido na dinmica de

    relaes em que est inserido.

    Os objetivos desta Sala Ambiente podem ser assim explicitados:

    a. compreender o currculo como um importante instrumento de viabilizao do direito de todos educao;

    b. conhecer as modificaes geradas pelas reformas dos anos de 1990 na organizao curricular da educao

    bsica;

    c. identificar as atuais tendncias da organizao curricular;

    d. compreender os conceitos de trabalho, cincia e cultura como mediao fundamental no processo de

    orientao da organizao curricular, particularmente no que diz respeito ao Ensino Mdio;

    e. perceber a necessidade de estabelecer um dilogo curricular frente s orientaes nacionais, estaduais e

    municipais;

    f. atualizar o conhecimento dos coordenadores a respeito das alteraes curriculares em andamento e do seu

    significado para a organizao do trabalho pedaggico escolar.

    A sala est estruturada em quatro unidades:

    Unidade I

    O currculo escolar como instrumento de viabilizao

    do direito educao

    Esta primeira unidade proporciona uma reflexo sobre o currculo como um campo de estudo da rea educacional e sua importncia para a viabilizao do direito educao. Focaliza especialmente o papel do currculo na tarefa de garantir a todos o direito ao conhecimento, tendo em vista a especificidade da escola como instituio social voltada a esta funo. Cabe, no entanto, evidenciar as mediaes que esto presentes na transposio do conhecimento

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    desenvolvido socialmente para os contedos escolares. H um percurso terico neste campo do conhecimento que permite hoje uma compreenso mais ampla das inmeras relaes que se colocam para o desenvolvimento curricular.

    Unidade II

    A reforma educacional dos anos 1990 e sua proposta curricular para a Educao

    Bsica

    Esta unidade apresenta as mudanas curriculares implementadas na educao

    bsica como parte da reforma do sistema educacional brasileiro que vem

    ocorrendo desde a dcada de 1990. Voc encontrar tambm nesta unidade

    uma reflexo sobre os processos de inovao curricular e seus reflexos na

    prtica docente; elementos para diferenciar o carter dos Parmetros

    Curriculares Nacionais (PCNs) daquele das Diretrizes Curriculares Nacionais

    (DCNs); e ainda um estudo sobre as novas orientaes presentes nas DCNs.

    Unidade III

    Tendncias atuais na organizao curricular: o currculo em movimento

    So apresentados nesta unidade alguns dos principais programas e aes que o Governo Federal formulou para os diversos nveis da educao bsica, buscando a sua melhoria. So discutidas algumas dessas aes as mais recentes - cuja influncia pesa significativamente na organizao do trabalho escolar.

    Unidade IV

    Indagaes sobre currculo

    Por ltimo, so apresentadas de forma sucinta reflexes que constam do material publicado pelo Ministrio da Educao/Secretaria de Educao Bsica, no conjunto de cadernos intitulado Indagaes sobre Currculo, do ano de 2008. As Indagaes compem um conjunto de reflexes apresentadas por diversos autores nacionais sobre concepes educacionais implcitas no currculo, visando sempre a busca de respostas s questes postas pelos coletivos das escolas e das redes de ensino, a reflexo sobre elas, assim como a busca de seus significados, seja na reorientao do currculo e/ou nas prticas educativas.

    Ao final de cada unidade, voc encontrar as atividades que compem a avaliao da sala, assim como indicaes

    de filmes e referncias quando pertinentes. Esperamos que voc aproveite este momento para discutir

    articuladamente com seus colegas a organizao curricular da sua instituio! Boa leitura!

    Organizao do Contedo Programtico da Sala Ambiente

    Nesta sala, o contedo programtico est disposto em duas Unidades, com duas Sees em cada uma:

    Seo 1: Elementos e contributos do

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    Unidade I Bases conceituais,

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