legislação quanto aos extintores de incendio

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    23-Jul-2015

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<p>Servio Pblico Federal</p> <p>MINISTRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDSTRIA E COMRCIO EXTERIORINSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, NORMALIZAO E QUALIDADE INDUSTRIAL-INMETRO</p> <p>Portaria n. 005, de 05 de janeiro de 2011. O PRESIDENTE DO INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, NORMALIZAO E QUALIDADE INDUSTRIAL - INMETRO, no uso de suas atribuies, conferidas no 3 do artigo 4 da Lei n. 5.966, de 11 de dezembro de 1973, no inciso I do artigo 3 da Lei n. 9.933, de 20 de dezembro de 1999, e no inciso V do artigo 18 da Estrutura Regimental da Autarquia, aprovada pelo Decreto n 6.275, de 28 de novembro de 2007; Considerando a alnea f do subitem 4.2 do Termo de Referncia do Sistema Brasileiro de Avaliao da Conformidade, aprovado pela Resoluo Conmetro n. 04, de 02 de dezembro de 2002, que atribui ao Inmetro a competncia para estabelecer as diretrizes e critrios para a atividade de avaliao da conformidade; Considerando a necessidade de atualizao dos requisitos tcnicos para avaliar a conformidade das empresas que realizam os servios de inspeo tcnica e manuteno de primeiro, segundo e terceiro nveis em extintores de incndio, de fabricao nacional ou importados, para comercializao no mercado brasileiro, resolve baixar as seguintes disposies: Art. 1 Aprovar a reviso do Regulamento Tcnico da Qualidade para os Servios de Inspeo Tcnica e Manuteno de Extintores de Incndio, disponibilizado no sitio www.inmetro.gov.br ou no endereo abaixo: Instituto Nacional de Metrologia, Normalizao e Qualidade Industrial Inmetro Diviso de Programas de Avaliao da Conformidade Dipac Rua da Estrela, n. 67 - 2 andar Rio Comprido 20251-900 - Rio de Janeiro/RJ Art. 2 Cientificar que a Consulta Pblica, que colheu contribuies da sociedade em geral para a elaborao do Regulamento Tcnico da Qualidade ora aprovado, foi divulgada pela Portaria Inmetro n. 221, de 28 de julho de 2009, publicada no Dirio Oficial da Unio DOU de 30 de julho de 2009, seo 01, pgina 95. Art. 3 Esta Portaria entrar em vigor na data de sua publicao no Dirio Oficial da Unio.</p> <p>JOO ALZIRO HERZ DA JORNADA</p> <p>ANEXO A PORTARIA INMETRO N. 005 / 2011</p> <p>REGULAMENTO TCNICO DA QUALIDADE PARA OS SERVIOS DE INSPEO TCNICA E MANUTENO DE EXTINTORES DE INCNDIO 1 OBJETIVO Estabelecer os requisitos tcnicos para os servios de inspeo tcnica e manuteno de primeiro, segundo e terceiro nveis de extintores de incndio, fabricados ou importados, visando propiciar maior segurana ao usurio, bem como o desempenho adequado do produto no momento de sua utilizao. Nota 1: Os tipos de extintores de incndio a que se aplica este Regulamento Tcnico da Qualidade so aqueles definidos nas normas ABNT NBR 15808 e ABNT NBR 15809. Nota 2: Para extintores de incndio fabricados ou importados a partir do ano de 2012, devem ser seguidos os requisitos especificados no manual tcnico fornecido pelo fabricante do extintor de incndio, em complementao ou substituio aos requisitos ora especificados neste RTQ.</p> <p>2 DOCUMENTOS COMPLEMENTARES ABNT NBR 12962 ABNT NBR 13485 ABNT NBR 5770 ABNT NBR 9695 ABNT NBR 15808 ABNT NBR 15809 ABNT NBR 12274 ABNT NBR 12639 Inspeo, manuteno e recarga em extintores de incndio. Manuteno de Terceiro Nvel (Vistoria) em extintores de incndio Procedimento Determinao do grau de enferrujamento de superfcies pintadas P para extino de incndio Especificao Extintores de incndio portteis Extintores de incndio sobre rodas Inspeo em cilindros de ao sem costura para gases Procedimento Cilindros de ao-carbono sem costura, para armazenamento de gases alta presso destinados a instalaes contra incndio Especificao Cilindro de ao especificado, sem costura, para armazenagem e transporte de gases a alta presso - Especificao Cilindro de ao, sem costura, para armazenagem e transporte de gases a alta presso - Especificao Manmetros com sensor de elemento elstico Recomendaes de fabricao de uso Cilindro de ao para gases comprimido Ensaio hidrosttico pelo mtodo camisa dgua Mtodo de ensaio Planos de amostragem e procedimentos na inspeo por atributos</p> <p>ABNT NBR 12790 ABNT NBR 12639 ABNT NBR 14105 ABNT NBR 13243 ABNT NBR 5426</p> <p>3 DEFINIES Para fins deste RTQ sero adotadas as definies a seguir, complementadas pelas contidas nas normas descritas no captulo 2 deste RTQ.</p> <p>________________________________________________________________________________________________ 1</p> <p>ANEXO A PORTARIA INMETRO N. 005 / 2011</p> <p>Nota: No caso de conflito entre alguma definio deste RTQ e das normas descritas no captulo 2 acima, prevalece a definio deste RTQ. 3.1 Agente extintor Substncia utilizada para extino de fogo. 3.2 Carga nominal de agente extintor Quantidade ideal de agente extintor para o qual o extintor de incndio foi projetado, expresso em volume ou massa. 3.3 Carga real de agente extintor Quantidade de agente extintor efetivamente contida em um extintor de incndio, expressa em volume ou massa. 3.4 Carga nominal de gs expelente Quantidade ideal de gs expelente para o qual o cilindro foi projetado, expressa em presso ou volume, para o caso do emprego de nitrognio ou ar comprimido, ou expressa em massa, para o caso de dixido de carbono. 3.5 Carga real de gs expelente Quantidade de gs expelente efetivamente contido em um cilindro de extintor de incndio, expressa em presso ou volume, para o caso do emprego de nitrognio, ou expresso em massa, para o caso do emprego de dixido de carbono. 3.6 Cilindro Reservatrio de presso, sem costura, utilizado para armazenamento de gases a presso superior a 3 MPa (30kgf/cm) a 20 C. 3.7 Componente Original Peas que compem os extintores de incndio como fabricado originalmente, de acordo com suas especificaes tcnicas no projeto validado, quando houver. A indicao de marcas dever ter carter meramente exemplificativo dos requisitos tcnicos que devam ser atendidos. No entanto, deve ser atendido o item c e d do captulo 4 deste RTQ. 3.8 Condies adversas ou severas Denominao dada ao ambiente ou condio a qual um extintor de incndio foi submetido, caracterizado quando aspectos agressivos atuam no mesmo, de forma isolada ou combinada, como mudanas bruscas de temperatura, choques trmicos, exposio prolongada a temperaturas prximas do limite da faixa de operao, umidade do ar elevada, exposio a vapores de agentes qumicos e vibraes, exposio a ambiente salino ou industrial, ou situaes em que os extintores de incndio esto em reas externas sem um meio que os proteja ou isole adequadamente das adversidades referidas. 3.9 Deformao visvel Alterao das caractersticas geomtricas verificadas a olho nu. 3.10 Ensaio Hidrosttico Ensaio executado nos componentes do extintor de incndio, que so submetidos uma presso momentnea superior presso de servio ou presso normal de carregamento, utilizando-se normalmente gua como fluido, e que tem como principal objetivo avaliar a resistncia do componente a presses superiores s utilizadas no extintor carregado. 3.11 Ensaio pneumtico________________________________________________________________________________________________ 2</p> <p>ANEXO A PORTARIA INMETRO N. 005 / 2011</p> <p>Aquele executado em alguns componentes do extintor de incndio sujeitos presso permanente ou momentnea, utilizando-se fluido gasoso inerte no inflamvel ou ar comprimido, que tem como objetivo avaliar a estanqueidade dos mesmos. 3.12 Expanso permanente percentual Valor percentual da relao entre a expanso permanente e a expanso total. 3.13 Expanso permanente (EP) Acrscimo de volume do cilindro do extintor de incndio, medido aps a variao da presso interna, da presso de ensaio at a presso atmosfrica, no ensaio hidrosttico. 3.14 Expanso total (ET) Acrscimo do volume do cilindro, quando submetido variao da presso interna, desde a presso atmosfrica ambiente at a presso de ensaio. 3.15 Extintor de alta presso Aquele cuja presso de servio ultrapassa 3 MPa (30kgf/cm) a 20 C. 3.16 Extintor de baixa presso Aquele cuja a presso normal de carregamento no supera 3MPa (30kgf/cm) a 20 C 3.17 Extintor de dixido de carbono com carga comum Extintor de incndio carregado com carga efetuada com fator de enchimento mximo de 680 g/l, aplicvel faixa de temperatura de operao do extintor compreendida entre 0 C e 45 C. 3.18 Extintor de dixido de carbono com carga para alta temperatura Extintor de incndio carregado com carga efetuada com fator de enchimento de 90% da carga comum, aplicvel faixa de operao do extintor compreendida entre 0 C e 55 C. 3.19 Extintor de dixido de carbono com carga para baixa temperatura Extintor de incndio carregado com carga comum pressurizada com nitrognio, aplicada s temperaturas de operao inferiores a 0 C. 3.20 Extintor de incndio Equipamento mvel, de acionamento manual, normalizado, porttil ou sobre rodas, constitudo de recipiente ou cilindro, componentes, contendo agente extintor e podendo conter gs expelente, destinado a combater princpios de incndio. 3.21 Extintor de incndio porttil Extintor de incndio que pode ser transportado manualmente, sendo que sua massa total no deve ultrapassar 20kg. Nota: Para extintores de CO2 fabricados at 1997, a massa total do extintor de incndio porttil no deve ultrapassar 25 kg. 3.22 Extintor de incndio de pressurizao direta Extintor de incndio que est sob pressurizao permanente e que se caracteriza pelo emprego de somente um recipiente ou cilindro para armazenar o agente extintor e o gs expelente. 3.23 Extintor de incndio de pressurizao indireta Extintor de incndio que deve ser pressurizado por ocasio do uso e que se caracteriza pelo emprego de um recipiente para o agente extintor e de um cilindro, parte, para o gs expelente.________________________________________________________________________________________________ 3</p> <p>ANEXO A PORTARIA INMETRO N. 005 / 2011</p> <p>3.24 Extintor de incndio sobre rodas Extintor de incndio no porttil, ou seja, cuja massa total ultrapasse 20kg, montado sobre dispositivo dotado de rodas, observado a Nota do item 3.21. 3.25 Fator de enchimento Relao existente entre a massa de dixido de carbono (CO2) e o volume hidrulico total do cilindro, expressa em gramas por litro. 3.26 Gs expelente Gs no inflamvel, comprimido, utilizado para pressurizar o extintor de incndio com a finalidade de expelir o agente extintor. 3.27 Inspeo tcnica Exame peridico ou que antecede manuteno do extintor, cuja execuo requer profissional capacitado, que se realiza no extintor de incndio por empresa registrada no mbito do SBAC, sem a desmontagem do equipamento, com a finalidade de verificar se este permanece em condies de operao no tocante aos seus aspectos externos e que serve para definir o nvel de manuteno a ser executado nesse extintor, caso necessrio. Nota: A Inspeo Tcnica poder ser realizada no local, sem a remoo do extintor para empresa registrada. 3.28 Lacre Dispositivo ou meio que permita a identificao imediata da violao do extintor de incndio ou alguns dos seus componentes. 3.29 Manuteno Servio de carter preventivo e/ou corretivo cuja execuo requer profissional capacitado da empresa registrada no mbito do SBAC, ferramental, equipamentos e local apropriados, realizado, obrigatoriamente, por empresa registrada no mbito do SBAC, compreendendo o exame completo do extintor de incndio, com a finalidade de manter suas condies de operao, de forma a proporcionar confiana de que o extintor de incndio estar apto a funcionar com segurana e desempenho adequados ao combate de princpios de incndio. A manuteno requerida sempre aps a utilizao do extintor de incndio, quando indicado por uma inspeo tcnica ou de acordo com a freqncia prevista neste documento, incluindo qualquer reparo ou substituio que seja necessrio, podendo, ainda, envolver a necessidade de recarga e/ou ensaio hidrosttico. 3.29.1 Manuteno de primeiro nvel Manuteno de carter corretivo, geralmente efetuada no ato da inspeo tcnica, que pode ser realizada no local onde o extintor de incndio est instalado, no havendo necessidade de remoo para a empresa registrada. 3.29.2 Manuteno de segundo nvel Manuteno de carter preventivo e corretivo que requer execuo de servios com equipamento e local apropriados, isto , na empresa registrada. 3.29.3 Manuteno de terceiro nvel ou vistoria Manuteno onde se aplica um processo de reviso total do extintor de incndio, incluindo a execuo de ensaios hidrostticos, na empresa registrada. 3.30 Modelo de extintor de incndio________________________________________________________________________________________________ 4</p> <p>ANEXO A PORTARIA INMETRO N. 005 / 2011</p> <p>Denominao da unio das caractersticas nicas de um extintor de incndio quanto ao desempenho, dimenses funcionais, capacidade nominal de agente extintor, materiais, processos e demais requisitos normativos. 3.31 Presso normal de carregamento (PNC) Definida em funo do enquadramento em um dos subitens abaixo: 3.31.1 PNC para Extintores de pressurizao direta Presso com a qual o extintor de incndio carregado com sua carga nominal de agente extintor deve ser pressurizado de maneira a permitir seu funcionamento adequado, dentro da faixa de temperatura de operao a que se destina. 3.31.2 PNC para Extintores de pressurizao indireta Mxima presso desenvolvida pelo extintor de incndio operado, com sada fechada, estando este carregado com sua carga nominal de agente extintor e gs expelente. 3.32 Ponto gs Momento de descarga do extintor de incndio, onde o fluxo de descarga transforma-se de neve carbnica (gelo seco) para a forma unicamente gasosa, com alterao visual e do rudo da descarga. 3.33 Presso de servio Presso de referncia marcada no cilindro do extintor de incndio. 3.34 Princpio de incndio Perodo inicial da queima de materiais, compostos qumicos ou equipamentos, enquanto o incndio incipiente. 3.35 Recarga Reposio ou substituio da carga nominal de agente extintor e/ou gs expelente. Envasamento do extintor de incndio com base na carga nominal de agente extintor especificada, respeitando as tolerncias de carga e, quando aplicvel, incluindo a reposio de gs expelente, sendo esta uma das etapas da manuteno de segundo e terceiro nveis. 3.36 Recipiente Reservatrio utilizado para o armazenamento dos agentes extintores dos extintores de incndio de baixa presso, isto , cuja presso normal de carregamento menor que 3 MPa (30 kgf/cm) a 20 C. 3.37 Requisitos de Avaliao da Conformidade RAC Documento que contm regras especficas e estabelece tratamento sistmico avaliao da conformidade de produtos, processos, servios, pessoas ou sistemas de gesto da qualidade, de forma a propiciar adequado grau de confiana em relao aos requisitos estabelecidos em Normas ou RTQ. 3.38 Regulamento Tcnico da Qualidade RTQ Documento que define os requisitos tcnicos que o produto, processo, servio, pessoa ou sistema de gesto da qualidade deve atender. Para fins deste RTQ, o documento que define os requisitos tcnicos do servio de inspeo tcnica e manuteno de extintores de incndio, que as empresas que realizam esse servio devem atender. 3.39 Responsvel Operacional Profissional formalmente vinculado empresa solicitante de registro ou j registrada, devidamente qualificado e capacitado para responder operacionalmente pe...</p>