Legislacao Tributaria

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MATRIA - SO PAULO

INDUSTRIALIZAO - TRATAMENTO FISCALSUMRIO Introduo 1. Conceitos 2. Industrializao 2.1. Estabelecimento industrial 2.2. Equiparados a industrial 2.3. Insumos 2.4. Aspectos relativos Tributao do ICMS e do IPI 3. Suspenso do ICMS e do IPI 3.1. Diferimento do ICMS 3.2. Condies para aplicao da suspenso e do diferimento do ICMS 3.3. Renncia suspenso e ao diferimento do ICMS e do IPI - Possibilidade 3.4. Insumos empregados no processo industrial - Alquota aplicvel do ICMS 3.5. Industrializao de Mercadoria Destinada Subsequente Sada - Procedimentos Fiscais 4. Remessa para industrializao 4.1. Retorno de industrializao 4.2. Mercadoria Destinada a Uso, Consumo ou Ativo Imobilizado do Encomendante 5. Destinada a uso ou consumo do encomendante 5.1. Destinada ao ativo do encomendante 5.2. Industrializador - Profissional Autnomo ou Avulso 6. Remessa para industrializao para profissional autnomo ou avulso 6.1. Retorno de industrializao executada por profissional autnomo ou avulso 6.2. Cdigos Fiscais de Operaes e Prestaes (CFOPs) - Quadro Prtico 7. Aspectos relativos Tributao do ISS e do IPI 8. Incidncia concomitante do ISS e do ICMS - Impossibilidade 8.1. Incidncia concomitante de ISS e de IPI - Possibilidade 8.2. Consideraes quanto s Operaes Interestaduais 9. Diferimento do ICMS - Inaplicabilidade 9.1. Sucata de metais e com produtos primrios de origem animal, vegetal ou mineral 9.2. Operaes Triangulares 10. 10.1. Industrializao por mais de um estabelecimento - Art. 405 do RICMS/00 10.2. Remessa de insumos do fornecedor para o industrializador por conta e ordem do autor da encomenda - Art. 406 do RICMS/00 10.3. Remessa do produto industrializado a estabelecimento de terceiro - Art. 408 do RICMS/00 Procedimentos fiscais

1. Introduo Por necessidades prprias ou at mesmo para alcanar preos melhores em um mercado extremamente competitivo, a empresa busca novas alternativas a fim de baratear seus custos e por consequncia elevar seus

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Resenha Fiscal lucros. Atualmente, uma das alternativas mais praticadas pelos contribuintes a industrializao de mercadorias por conta de terceiros, tambm denominada industrializao por encomenda. Assim, quando um contribuinte remeter matrias-primas, materiais intermedirios ou materiais de embalagem (insumos) para um estabelecimento industrial, a fim de que este os submeta a processo de industrializao por sua encomenda, devendo o produto acabado, resultante do referido processo industrial, ser enviado em retorno ao encomendante, caracteriza-se operao de industrializao por encomenda. O presente trabalho visa, especificamente, dispor sobre o tratamento fiscal aplicvel na operao de industrializao por encomenda, com fundamento nos arts. 402 a 408 do RICMS-SP, aprovado pelo Decreto n 45.490/00, nos arts. 42, VI e VII, 415 a 419 do Regulamento do IPI (RIPI), aprovado pelo Decreto n 4.544/02, e na Portaria CAT n 22/07. 2. Conceitos 2.1. Industrializao Para efeito de aplicao da legislao do imposto, considera-se industrializao qualquer operao que modifique a natureza, o funcionamento, o acabamento, a apresentao ou a finalidade do produto ou o aperfeioe para consumo, tal como (inciso I do art. 4 do RICMS/00 e art. 4 do RIPI/02): a) a que, executada sobre matria-prima ou produto intermedirio, resulte na obteno de espcie nova, ou seja, transformao; b) a que importe em modificao, aperfeioamento ou, de qualquer forma, alterao do funcionamento, da utilizao, do acabamento ou da aparncia do produto, ou seja, beneficiamento; c) a que consista na reunio de produtos, peas ou partes e de que resulte um novo produto ou unidade autnoma, ou seja, montagem; d) a que importe em alterao da apresentao do produto pela colocao de embalagem, ainda que em substituio original, salvo quando a embalagem aplicada destinar-se apenas ao transporte da mercadoria, ou seja, acondicionamento ou reacondicionamento; e) a que, executada sobre o produto usado ou partes remanescentes de produto deteriorado ou inutilizado, o renove ou restaure para utilizao, ou seja, renovao ou recondicionamento. 2.2. Estabelecimento industrial Estabelecimento industrial para fins de incidncia do IPI aquele que realiza quaisquer das operaes de industrializao nas modalidades descritas no subitem anterior de que resulte produto tributado, ainda que de alquota zero ou isento, conforme disposto no art. 8 do RIPI/02. 2.3. Equiparados a industrial So considerados estabelecimentos equiparados a industrial aqueles que apesar de no realizarem quaisquer das operaes de industrializao indicadas no subitem 2.1 a quem a legislao impe os mesmos direitos e obrigaes atribudos aos estabelecimentos industriais, assim se submetem ao cumprimento de todas as obrigaes pertinentes legislao do IPI. As hipteses em que o estabelecimento se equipara a industrial esto relacionadas no art. 9 do RIPI/02, e podem ser detalhadamente examinadas na matria publicada no Manual de Procedimentos Cenofisco n 31/09, sob o ttulo IPI - Estabelecimento Industrial e os Equiparados a Industrial - Tratamento Fiscal. 2.4. Insumos Na lio do ilustre doutrinador Aliomar Baleeiro, in Direito Tributrio Brasileiro, Forense: Rio de janeiro, 1980, 9 edio, pg. 214, a expresso insumo uma algaravia de origem espanhola, inexistente em portugus, empregada por alguns economistas para traduzir a expresso inglesa input, isto , o conjunto dos fatores produtivos, como matrias-primas, energia, trabalho, amortizao do capital, etc., empregados pelo empresrio para produzir o output ou o produto final. (...). Insumos so os ingredientes da produo, mas h

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Resenha Fiscal

quem limite a palavra aos produtos intermedirios que, no sendo matrias-primas, so empregados ou se consomem no processo de produo. Nessa linha, encontra-se a matria-prima, o material secundrio ou intermedirio, o material de embalagem, o combustvel e a energia eltrica, consumidos no processo industrial ou empregados para integrar o produto submetido ao processo de industrializao, prpria do contribuinte ou para terceiros. Entre outros, temos, a ttulo de exemplo, os insumos que se desintegram totalmente no processo produtivo de uma mercadoria ou so utilizados nesse mesmo processo produtivo para limpeza, identificao, desbaste, solda, etc.: lixas; discos de corte; discos de lixa; eletrodos; oxignio e acetileno; escovas de ao; estopa; materiais para uso em embalagens em geral - tais como etiquetas, fitas adesivas, fitas crepe, papis de embrulho, sacolas, materiais de amarrar ou colar (barbantes, fitas, fitilhos, cordes e congneres), lacres, isopor utilizado no isolamento e proteo dos produtos no interior das embalagens, e tinta, giz, pincel atmico e lpis para marcao de embalagens -; leos de corte; rebolos; modelos/matrizes de isopor utilizados pela indstria; produtos qumicos utilizados no tratamento de gua afluente e efluente e no controle de qualidade e de teste de insumos e de produtos (item 3.1 da Deciso Normativa CAT n 1/01). 3. Aspectos relativos Tributao do ICMS e do IPI 3.1. Suspenso do ICMS e do IPI Suspender o imposto significa postergar o momento da sua cobrana, sem que se altere o sujeito passivo da obrigao tributria, ou seja, a expresso suspenso nomeia postergao do lanamento do imposto para etapa ulterior do processo de circulao de mercadoria pelo mesmo contribuinte. Observe, entretanto, que se trata de operaes regularmente tributadas pelo imposto. No tocante s operaes de industrializao, especificamente, temos o lanamento do imposto incidente na sada de mercadoria com destino a outro estabelecimento ou a trabalhador autnomo ou avulso que prestar servio pessoal, num e noutro caso, para industrializao, suspenso, devendo ser efetivado no momento em que, aps o retorno dos produtos industrializados ao estabelecimento de origem, autor da encomenda, por este seja promovida a subsequente sada dos mesmos produtos (art. 402 do RICMS/00). No que tange legislao do IPI, as Matrias-Primas (MP), os Produtos Intermedirios (PI) e os Materiais de Embalagem (ME) destinados industrializao, podero sair com suspenso do imposto, desde que os produtos industrializados retornem ao estabelecimento remetente daqueles insumos (art. 42, VI, do RIPI/02). Tambm sero alcanados pela suspenso do IPI os produtos que, industrializados na forma do disposto no pargrafo anterior e em cuja operao o executor da industrializao no tenha empregado produtos de sua prpria fabricao ou importao, forem remetidos ao estabelecimento de origem e por este destinados (art. 42, VII, do RIPI/02): a) a comrcio; ou b) a emprego, como MP, PI e ME, em nova industrializao que d origem sada de produto tributado. 3.2. Diferimento do ICMS Diferir o imposto o mesmo que postergar o momento de sua cobrana, no entanto, atribui-se a terceiro a responsabilidade pelo seu recolhimento, ou seja, o diferimento o no recolhimento do ICMS em determinada operao ficando adiado para etapa posterior de circulao da mercadoria a ser definida no dispositivo legal que o estabelece. Diante disso, observa-se que a operao amparada pelo diferimento do imposto tributada normalmente. Para as operaes de industrializao, na sada de mercadoria com destino a outro estabelecimento ou a trabalhador autnomo ou avulso que prestar servio pessoal, num e noutro caso, para industrializao, conforme previsto no art. 402 do RICMS/00, quando o estabelecimento autor da encomenda e o industrializador se localizarem neste Estado, o lanamento do ICMS incidente sobre a parcela relativa aos servios prestados fica diferido para o momento em que, aps o retorno dos produtos industrializados ao estabelecimento de origem, por este for promovida sua subsequente sada (art. 1 da Portaria CAT n 22/07).

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Resenha Fiscal O diferimento do imposto referido no pargrafo anterior no se aplica s hipteses a seguir indicadas, caso em que o estabelecimento que tiver procedido industrializao dever calcular e recolher o imposto sobre o valor acrescido, que consiste no somatrio do valor do