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In tegenstelling tot het christendom, de islam en het jodendom staat bij het boeddhisme God niet centraal. Boeddhisten geloven niet echt in een God zoals wij die kennen. Ze ervaren God eerder als een kracht, het ‘absolute’. De Encyclopedie van het Boeddhisme omschrijft dit absolute als volgt: “De ultieme bron van realiteit als een geheel beschouwd en toch de bron van verscheidenheid: zo compleet, zo perfect, en toch niet gescheiden van de eindige, onvolmaakte wereld.” Eerst en vooral geloven boeddhisten dat het absolute niet iets is waarin je gelooft, dat je aanbidt, maar iets dat je ervaart. Deze ervaring met het absolute noemt men de Verlichting. Men kan dit niet echt begrijpen, en een beschrijving ervan is niet mogelijk. Wel kan het boeddhisme ons zeggen wat het absolute niet is, valse ideeën over het absolute kunnen verworpen worden, wat argumenten van tegenstanders in mootjes hakt. Daarom is de filosofie van het boeddhisme een rationele filosofie. Verder kunnen in dit absolute ook geen tegenstrijdigheden zijn. Daarin zit dan het verschil tussen boeddhisme en mystiek. Het boeddhisme gelooft dat we de wereld op een verkeerde manier waarnemen. D.w.z. dat transcendentie niet mogelijk is. Ook al mediteren we en gaan we op in een andere realiteit, de mens beschikt niet over een zogezegd ‘zesde zintuig’. Een boeddhist moet de realiteit ontkleden om zo tot een rationeel beeld van de realiteit te komen. Een verlichte geest is dus niet een onwerelds iemand, maar wel iemand die beter kan omgaan met de aardse details van het leven.

Lei Compl. 408-2010 - Lei de Ensino Da PMMT

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POLCIA MILITAR DO ESTADO DE MATO GROSSO DIRETORIA DE ENSINO, INSTRUO E PESQUISA CENTRO DE FORMAO E APERFEIOAMENTO DE PRAAS

LEI COMPLEMENTAR N. 408 DE 01 DE JULHO DE 2010 LEI DE ENSINO DA PMMT

Cuiab MT 2010

Institui o Sistema de Ensino da Polcia e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso e d outras providncias. A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MATO GROSSO, tendo em vista o que dispe o Art. 45 da Constituio Estadual, aprova e o Governador do Estado sanciona a seguinte lei complementar: CAPTULO I DO SISTEMA DE ENSINO Art. 1 A Polcia e Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso, tendo em vista o disposto no Art. 83 da Lei de Diretrizes e Bases da Educao Nacional n 9.394, de 20 de dezembro de l996, manter sistema prprio de ensino, com a finalidade de qualificar recursos humanos necessrios ocupao de cargos e para o desempenho de funes previstas na Lei de Organizao Bsica (LOB) da Polcia e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso. Art. 2 O Sistema de Ensino compreende as atividades de educao, instruo, pesquisa, extenso, educao a distncia e programas de ps-graduao realizadas nos estabelecimentos de ensino e outras organizaes militares do Estado com tais incumbncias e participao do desenvolvimento de atividades culturais. 1 Os cursos, os estgios, a capacitao continuada e outras atividades de interesse da Instituio Militar Estadual, realizados pelo seu efetivo em outras Instituies militares ou civis, nacionais ou estrangeiras, integram o Sistema de Ensino. 2 A PMMT e CBMMT podero, em casos excepcionais, reconhecer e convalidar, se for o caso, cursos, estgios, pesquisas, extenses, graduaes e programas de ps-graduaes, realizados fora do seu sistema de ensino, desde que seja de interesse da Instituio, mediante fundamentada proposta de uma comisso especial constituda para anlise dos requerimentos dos interessados. 3 A educao profissional na Polcia Militar e no Corpo de Bombeiros Militar ser ministrada pelas Unidades de Ensino das Corporaes, pelas Unidades Operacionais Policiais e Bombeiros Militares e por rgos de ensino de outras corporaes. 4 Mediante proposta fundamentada dos Comandantes-Gerais da PMMT e CBMMT, podero ser celebrados convnios ou termos de cooperao tcnica com

estabelecimentos da rede de ensino pblicos ou privados para a realizao de cursos especficos de interesse das corporaes. Art. 3 A Educao das Instituies Militares Estaduais um processo formativo desenvolvido por meio de ensino, treinamento, pesquisa, extenso, e instruo integrados entre si, que permitem aos servidores militares estaduais adquirirem competncias que os habilitem ao exerccio da profisso. Art. 4 O ensino na Polcia Militar e Corpo de Bombeiros Militar tem como finalidade: I - formao de oficiais, de sargentos, de cabos e de soldados, objetivando darlhes condies de exercer as funes e atividades inerentes aos respectivos postos e graduaes atravs do Curso de Formao de Oficiais (CFO), do Curso de Formao de Sargentos (CFS), do Curso de Formao de Cabos (CFC) e do Curso de Formao de Soldados (CFSd); II - atualizao e ampliao de conhecimentos tcnicos e profissionais dos capites, habilitando-os ao exerccio de funes de oficial de Estado-Maior, que compreende o nvel estratgico, atravs de Curso de Aperfeioamento de Oficiais (CAO); III - atualizao e ampliao de conhecimentos tcnicos e profissionais dos oficiais superiores, habilitando-os ao exerccio de altos comandos, para o exerccio de funes de nvel poltico-estratgico, atravs dos Cursos Superiores de Polcia (CSP) e de Bombeiro Militar (CSBM); IV - atualizao e ampliao de conhecimentos tcnicos e profissionais dos subtenentes e sargentos, atravs do Curso de Aperfeioamento de Sargentos (CAS); V - adaptao de oficiais, visando o preparo funcional ao posto inicial do Quadro de Oficiais de Sade, atravs de Curso de Adaptao de Oficiais de Sade (CAOS); VI - habilitao de Oficiais, visando o preparo funcional ao posto inicial do Quadro de Oficiais Administrativos, atravs de Curso de Habilitao de Oficiais (CHOA); VII - adaptao de Praas do Quadro Especial, visando atualizao e ampliao do conhecimento dos promovidos, habilitando-os ao exerccio das funes de cabo e sargento, atravs do Estgio de Adaptao de Praas do Quadro Especial (EAPQE); VIII - especializao de oficiais e praas para ocupao de cargos e exerccios de funes e atividades que exigem conhecimentos e tcnicas especiais. Art. 5 O ensino nas Instituies Militares Estaduais, inspirado nos preceitos constitucionais e ideais de solidariedade humana, tem por objetivo o desenvolvimento e o preparo dos servidores militares estaduais para o exerccio da profisso, tendo como parmetros os fundamentos da polcia comunitria, direitos humanos, disciplina e hierarquia. CAPTULO II

DOS PRINCIPOS E FINALIDADES DA EDUCAO NAS INSTITUIES MILITARES ESTADUAIS Art. 6 So princpios da educao nas Instituies Militares Estaduais: I - integrao a educao nacional; II - seleo pelo mrito; III - profissionalizao continuada e progressiva; IV - avaliao integral, contnua e cumulativa; V - pluralismo pedaggico; VI - aperfeioamento constante dos padres ticos, morais, culturais e de eficincia; VII - titulaes e certificaes prprias ou equivalentes as do sistema de ensino civil. Art. 7 A Educao Militar Estadual valoriza as seguintes atitudes e comportamentos nos concludentes de suas modalidades de ensino: I - integrao permanente com a sociedade; II - preservao das tradies e cultura policiais e bombeiros militares; III - educao integral; IV - assimilao e prtica dos deveres, dos valores e das virtudes policiais e bombeiros militares; V - comportamento diferenciado dos reflexos e atitudes funcionais; VI - atualizao cientifica e tecnolgica. CAPTULO III DOS RGOS DE ENSINO Art. 8 Compete a Diretoria de Ensino, Instruo e Pesquisa (DEIP) nas Instituies Militares Estaduais, a superviso, orientao e controle do ensino da Polcia e Corpo de Bombeiros Militar, competindo-lhe expedir normas, diretrizes e demais instrues para o cumprimento da legislao vigente, de modo a assegurar aos estabelecimentos de ensino a realizao dos seus objetivos. 1 Para assessorar a Diretoria de Ensino, Instruo e Pesquisa em assuntos tcnico-pedaggicos, ser constitudo um rgo consultivo denominado Conselho de Ensino. 2 O Conselho de Ensino ser composto pelo Diretor da DEIP, que o presidir, pelo Diretor Adjunto da DEIP, pelos respectivos Comandantes dos Estabelecimentos de Ensino da PMMT e CBMMT, e pelos coordenadores dos cursos oferecidos pelas Instituies.

3 O Presidente do Conselho de Ensino indicar o Secretrio dentre os seus membros. 4 O Conselho de Ensino ser regido por Regimento Interno. Art. 9 Compete aos Estabelecimentos de Ensino Militares Estaduais: I - planejar, executar, administrar e avaliar o ensino e a aprendizagem; II - fornecer informaes DEIP sobre a execuo do processo de ensino aprendizagem, com o objetivo de aprimor-lo constantemente; III - elaborar os seus respectivos Projetos Polticos Pedaggicos (PPP) nas instituies de ensino e Organizaes Militares Estaduais e encaminh-los a DEIP para fins de homologao; IV - manter o arquivo e fornecer, quando solicitado, documentao de ensino; V - elaborar e executar os planos e programas de ensino e instruo, em seu campo de atuao; VI - elaborar pesquisas de aprimoramento do ensino e instruo; VII - elaborar a proposta dos planos de matrias, currculos e programas de cursos; VIII - propor publicaes de obras didticas e tcnicas; IX - encaminhar os resultados de cursos e estgios DEIP, para homologao e divulgao; X - elaborar relatrio mensal e relatrio anual de ensino da Organizao Militar Estadual; XI - propor DEIP: a) calendrios; b) atualizao da legislao do ensino. XII - constituir seu corpo docente. XIII - elaborar os seus respectivos Regimentos Internos bem como a regulamentao de seus cursos.

CAPTULO IV DA NATUREZA, OBJETIVO E DURAO DOS CURSOS E ESTGIOS Art. 10 As Instituies Militares Estaduais mantero os seguintes cursos, com equivalncia queles definidos no Art. 44 da Lei Federal n 9.394, de 20 de dezembro de 1996 - LDB: I - Curso Superior de Polcia (CSP) e Curso Superior de Bombeiros Militar (CSBM), em nvel de ps-graduao, visando a atualizao e ampliao de

conhecimentos de oficiais superiores, com carga horria de, no mnimo, 360 (trezentos e sessenta) horas-aula; II - Curso de Aperfeioamento de Oficiais (CAO), em nvel de extenso ou psgraduao, visando o preparo para o exerccio de funes de oficial superior, com carga horria de, no mnimo, 360 (trezentos e sessenta) horas-aula; III - Curso de Formao de Oficiais (CFO), em nvel de graduao, visando o preparo tcnico-profissional para o exerccio de cargos e funes inerentes a oficiais subalternos e intermedirios, com carga-horria de, no mnimo, 3.800 (trs mil e oitocentas) horas-aula; IV - Curso de Adaptao de Oficiais de Sade (CAOS), visando o preparo funcional de candidatos selecionados para o ingresso no posto inicial do Quadro de Oficiais de Sade da PMMT, com carga horria de, no mnimo, 360 (trezentos e sessenta) horas-aula; V - Curso de Habilitao de Oficiais Administrativos (CHOA), em nvel superior, visando o preparo funcional de candidatos selecionados para ingresso no posto inicial do Quadro de Oficiais Administrativo, Msico e Condutor Operacional, com carga horria de, no mnimo, 1.600 (mil e seiscentas) horas-aula; VI - Curso de Aperfeioamento de Sargentos (CAS), visando a ampliao e atualizao de conhecimentos tcnico-profissionais de sargentos, com carga-horria de, no mnimo, 360 (trezentos e sessenta) horas-aula; VII - Cursos de Formao de Sargentos (CFS), visando a formao bsica tcnico-profissional, necessria ao exerccio das diversas funes e atividades inerentes s graduaes de sargentos, com carga horria mnima de 400 (quatrocentas) horas-aula; VIII - Cursos Formao de Cabos (CFC), visando a formao tcnicoprofissional, necessria ao exerccio das diversas funes e atividades inerentes graduao de cabo, com carga horria de, no mnimo, 300 (trezentas) horas-aula; IX - Curso de Formao de Soldados (CFSD), visando a formao bsica tcnico-profissional, necessria ao exerccio das diversas funes e atividades inerentes graduao de soldado, com uma carga horria mnima de 800 (oitocentas) horas-aula; X - Estgio de Adaptao de Praas do Quadro Especial (EAPQE), visando a ampliao de conhecimentos tcnico-profissionais necessrios ao exerccio das diversas funes e atividades inerentes s graduaes de cabo e sargento, com carga horria mnima 60 (sessenta) horas-aula; XI - Cursos e Estgios de Especializao e Extenso de Oficiais e de Praas, visando o preparo para o exerccio de funes e atividades que exijam conhecimentos especializados ou complementao de conhecimentos e tcnicas j adquiridos, os quais sero tratados conforme diretrizes expedidas pela Diretoria de Ensino, e Pesquisa da PMMT e CBMMT. 1 O Curso Superior de Polcia e de Bombeiros Militar, Curso de Aperfeioamento de Oficiais, Curso de Habilitao de Oficiais Administrativos e o Curso de Aperfeioamento de Sargentos so cursos destinados aos militares estaduais como requisito obrigatrio para a ascenso nos postos e graduaes que compem a carreira militar. 2 O candidato ao Curso de Formao de Soldados PM/BM, ao ser aprovado nas fases do concurso e matriculado no curso, ser includo nas fileiras da Polcia ou

Corpo de Bombeiros Militar, temporariamente, na condio de Aluno--soldado PM/BM, at ser declarado soldado. 3 O candidato ao Quadro de Praas do Corpo Musical (QPCM) far o mesmo curso de formao de soldados do Quadro de Praas PM/BM, bem como estgio operacional, e somente aps a concluso deste passar a exercer as funes de soldadomsico. 4 O candidato ao Curso de Formao de Oficiais PM/BM, ao ser aprovado nas fases do concurso e matriculado no curso, ser includo nas fileiras da Polcia ou Corpo de Bombeiros Militar, temporariamente, na condio de Aluno--oficial PM/BM, at ser declarado Aspirante. Art. 11 Os Cursos de Formao de Oficiais e de Formao de Soldados ocorrero anualmente, sendo a quantidade de vagas fixada pelos Comandantes Gerais das respectivas Instituies, conforme as necessidades da Corporao e previso oramentria. Art. 12 Os diplomas e os certificados dos cursos e dos estgios sero expedidos pelos Estabelecimentos de Ensino Militares Estaduais. Art. 13 O registro dos diplomas e dos certificados de concluso dos cursos e dos estgios do Sistema de Ensino da PMMT e CBMMT ser realizado pela Diretoria de Ensino, Instruo e Pesquisa. Pargrafo nico. Nos casos dos cursos de ps-graduao o registro ser realizado pela Instituio de Ensino Superior competente. Art. 14 Os cursos e estgios ministrados pela PMMT e CBMMT, dependendo de sua natureza, podero ser freqentados por militares das naes amigas, das Foras Armadas, das co-irms e por civis de outros rgos que compem o Sistema Nacional de Segurana Pblica. Pargrafo nico. O militar estadual indicado para freqentar cursos em outras co-irms dever atender as condies especficas exigidas por aquela Instituio. CAPTULO V DA SELEO E MATRCULA Seo I

Da Seleo para Cursos e Estgios na Corporao Art. 15 A seleo dos candidatos aos cursos e estgios realizados na Corporao, obedecidas s condies previstas na legislao em vigor, que regula o ingresso na PMMT/CBMMT, visa escolher os mais capacitados, dentre os pretendentes e engloba o aspecto intelectual, tcnico, fsico, mdico, psicolgico e moral. Pargrafo nico. Considerar-se-o aptas ao Estgio de Adaptao de Praas do Quadro Especial (EAPQE) todas as praas promovidas neste Quadro s graduaes de Cabo e 3 Sargento, no havendo exigncia de qualquer outro critrio de seleo, salvo os requisitos para matrcula previstos no Art. 21, desta lei complementar. Art. 16 Com antecedncia adequada sero publicadas, por meio de edital, de forma pormenorizada as condies de realizao do concurso ou do exame de seleo e os requisitos para inscrio e matrcula nos cursos. Art. 17 Os exames e testes obrigatrios para ingresso nos cursos de formao constaro de: I - exame intelectual; II - exame mdico-odontolgico; III - teste de aptido fsica (TAF); IV - avaliao psicolgica; 1 As avaliaes que constam dos incisos deste artigo podero ser tambm aplicadas aos demais cursos e estgios previstos na PMMT e CBMMT, de acordo com a peculiaridade de cada curso. 2 Todos os exames e testes de que trata este artigo sero de carter eliminatrio, e tambm classificatrio, conforme o caso. Art. 18 Para a classificao dos alunos durante o CFSd e o primeiro ano do CFO, ser utilizada a mdia geral das provas intelectuais do concurso ou exame seletivo. Art. 19 A mdia geral obtida pelo aluno ao trmino dos cursos CFO, CHOA, CAOS, CFS, CFC e CFSd definir a sua antiguidade na Corporao. Seo II Da Matrcula

Art. 20 A matrcula em curso ou estgio realizado nas Corporaes sero efetivadas pelos Comandantes dos Estabelecimentos de Ensino existentes nas Corporaes ou das Unidades Operacionais onde funcionarem cursos ou estgios, mediante publicao em Boletim do Comando Geral - BCG. Art. 21 Alm das condies especficas para os cursos de formao, de adaptao, de habilitao e de especializao e/ou estgio, so necessrias, ainda, as seguintes condies gerais para a efetivao da matrcula dos candidatos militares: I - no estar condenado pena de suspenso do cargo ou funo, prevista na legislao brasileira; II - no se encontrar em licena para tratamento de interesse particular; III - no ter sofrido pena restritiva de liberdade, por sentena transitada em julgado, durante o perodo correspondente a pena, mesmo quando beneficiado por livramento condicional; IV - no ter sido apenado, com sentena transitada em julgado, mesmo que obtenha sursis; V - se praa, encontrar-se classificada, no mnimo, no comportamento BOM; VI - no estar submetido a Conselho de Justificao ou Conselho de Disciplina; VII - ter conceito profissional favorvel do Comandante, Diretor ou Chefe imediato; VIII - no ter sido punido mais de uma vez por transgresso disciplinar de natureza grave, nos ltimos 12 (doze) meses, contados at a data de inscrio; IX - no estar na condio de desertor, desaparecido ou extraviado; X - no ter atingindo ou venha a atingir, at a data da promoo, a idade limite para permanncia no servio ativo. Art. 22 Alm das condies especficas para os cursos de formao, de habilitao e de especializao e/ou estgio so necessrias, ainda, as seguintes condies gerais para a matrcula de candidatos civis: I - ter sido regularmente inscrito, aprovado e classificado nas fases anteriores do concurso ou exame seletivo, incluindo o exame de suficincia tcnica, quando for o caso, dentro do limite de vagas para o cargo estabelecido no edital do certame; II - no ter sofrido condenao criminal, transitada em julgado, com pena privativa da liberdade ou qualquer condenao que contrarie a tica, os valores militares e os deveres do militar estadual; III - ser considerado aprovado em sindicncia pelo rgo de informaes da PMMT/CBMMT sobre sua vida pregressa, onde lhe ser exigida a apresentao de toda documentao necessria, a fim de que comprove o no impedimento para o ingresso na corporao; IV - estar em dia com as suas obrigaes eleitorais e militares; V - apresentar, no prazo estabelecido, toda documentao exigida no edital do certame; VI - ser brasileiro (a); VII - ter o sexo exigido pelo edital do concurso;

VIII - ter altura mnima de 1,67m para o sexo masculino e 1,57m para o sexo feminino e, em ambos os casos, peso proporcional a altura; IX - no ter sido dispensado do servio militar ou desligado de cursos e escolas militares por incapacidade mental, moral ou disciplinar; X - ser apto em avaliao psicolgica, de acordo com perfil psicolgico exigido para o exerccio do cargo e funo policial e bombeiro militar. XI - ser apto nos exames mdico-odontolgico procedidos pela Junta de Inspeo de Sade e aprovado nos testes de aptido fsica, conforme critrios estipulados em edital do concurso; XII - possuir Carteira Nacional de Habilitao (CNH); XIII - satisfazer outras exigncias da legislao e normas em vigor na Corporao, relativos ao curso, estabelecidas atravs do edital. Pargrafo nico. Todas as condies e requisitos exigidos para inscrio, concurso e matrcula, constaro no respectivo edital, publicado no Dirio Oficial do Estado. CAPTULO VI

DAS CONDIES ESPECFICAS PARA MATRCULA NOS DIVERSOS CURSOS E ESTGIOS DA PMMT/CBMMT Seo I Das Condies Especficas para Matrcula no CSP, CSBM, CSPQOS, CAO, CAOQOS e CAS Subseo I Do Curso Superior de Polcia e de Bombeiro Militar (CSP e CSBM) Art. 23 So condies especficas para ingresso no CSP/CSBM: I - ser oficial superior dos Quadros de Oficiais (QOPM/QOBM) da PMMT/CBMMT; II - ser relacionado por antiguidade; III - ser considerado apto no TAF; IV - ser apto nos exames mdico-odontolgico procedido pela Junta de Inspeo de Sade; V - outras condies relacionadas ao curso, estabelecidas em edital pelo Comandante-Geral das respectivas Corporaes.

1 As vagas para o CSP sero distribudas de acordo com critrios estabelecidos em edital. 2 Em casos excepcionais podero ser oferecidas vagas a outras Instituies que compem o Sistema Nacional de Segurana Pblica ou com ele relacionados. Subseo II Do Curso Superior de Polcia do Quadro de Oficiais de Sade (CSPQOS) Art. 24 So condies especficas para ingresso no CSPQOS: I - ser oficial superior dos Quadros de Oficiais de Sade da PMMT; II - ser relacionado por antiguidade; III - ser considerado apto no TAF; IV - ser apto nos exames mdico-odontolgico procedido pela Junta de Inspeo de Sade; V - outras condies relacionadas ao curso, estabelecidas em edital pelo Comandante-Geral das respectivas Corporaes. 1 As vagas para o CSPQOS sero distribudas de acordo com critrios estabelecidos em edital. 2 Em casos excepcionais podero ser oferecidas vagas a outras Instituies que compem o Sistema Nacional de Segurana Pblica ou com ele relacionados. Subseo III Do Curso de Aperfeioamento de Oficiais (CAO) Art. 25 So condies especficas para ingresso no CAO: I - ser Capito dos Quadros de Oficiais (QOPM/QOBM) da PMMT/CBMMT; II - ser relacionado de acordo com a ordem de antiguidade; III - ser apto nos exames mdico-odontolgico procedido pela Junta de Inspeo de Sade; IV - ser considerado apto no TAF; V - outras condies relacionadas ao curso, estabelecidas em edital pelo Comandante-Geral das respectivas Corporaes.

1 As vagas para o CAO sero distribudas de acordo com critrios estabelecidos em edital. 2 Em casos excepcionais podero ser oferecidas vagas a outras Instituies que compem o Sistema Nacional de Segurana Pblica ou com ele relacionados. Subseo IV Do Curso de Aperfeioamento de Oficiais do Quadro de Oficiais de Sade (CAOQOS) Art. 26 So condies especficas para ingresso no CAOQOS: I - ser Capito do Quadro de Oficiais de Sade (QOS) da PMMT; II - ser relacionado de acordo com a ordem de antiguidade; III - ser apto nos exames mdico-odontolgico procedido pela Junta de Inspeo de Sade; IV - ser considerado apto no TAF; V - outras condies relacionadas ao curso, estabelecidas em edital pelo Comandante-Geral das respectivas Corporaes. 1 As vagas para o CAOQOS sero distribudas de acordo com critrios estabelecidos em edital. 2 Em casos excepcionais podero ser oferecidas vagas a outras Instituies que compem o Sistema Nacional de Segurana Pblica ou com ele relacionados. Subseo V Do Curso de Aperfeioamento de Sargentos (CAS) Art. 27 So condies especficas para ingresso no CAS: I - ser 2 sargento da PMMT/CBMMT, possuidor do Curso de Formao de Sargentos; II - ser relacionado de acordo com a ordem de antiguidade; III - ser apto nos exames mdicos-odontolgicos procedidos pela Junta de Inspeo de Sade; IV - ser considerado apto no TAF; V- outras condies relacionadas ao curso, estabelecidas em Edital pelo Comandante-Geral das respectivas Corporaes.

Subseo VI Do Adiamento de matrcula no CSP, CSBM, CSPQOS, CAO, CAOQOS e CAS Art. 28 O militar estadual relacionado pelo critrio de antiguidade para os cursos previstos neste captulo poder solicitar e obter adiamento de sua matrcula no curso a que tem direito naquele ano, mediante requerimento devidamente fundamentado ao seu respectivo Comandante-Geral, no qual declare expressa e formalmente que se sujeita aos prejuzos decorrentes da aplicao da legislao pertinente Corporao, em particular o Estatuto, a lei de promoo e a respectiva regulamentao. Pargrafo nico. A partir do segundo adiamento s ser deferido o requerimento que for motivado por situao de sade prpria ou de dependentes do interessado, comprovada por Junta de Inspeo de Sade. Seo II Das Condies Especficas para Matrcula no CFO, CAOS CHOA, CFS, CFC, CFSd Subseo I Do Curso de Formao de Oficiais (CFO) Art. 29 So condies especficas para matrcula no CFO: I - ter sido aprovado nas fases anteriores do concurso; II - outras condies relacionadas ao curso, estabelecidas em Edital pelo Comandante-Geral das respectivas corporaes. Subseo II Do Curso de Adaptao dos Oficiais de Sade (CAOS) Art. 30 So condies especficas para matrcula no CAOS: I - ter, no mximo, 35 (trinta e cinco) anos de idade; II - possuir o curso superior e a especialidade exigida pelo edital do concurso; III - outras condies relacionadas ao curso, estabelecidas em edital pelo Comandante-Geral das respectivas corporaes. Subseo III Do Curso de Habilitao de Oficiais Administrativos (CHOA)

Art. 31 So condies especficas para a matrcula no CHOA: I - ser subtenente PM/BM; II - ser 1 sargento PM/BM; III - ter entre 15 (quinze) e 28 (vinte e oito) anos de efetivo servio, se masculino, at a data de incio do curso; IV - ter entre 15 (quinze) e 23 (vinte e trs) anos de efetivo servio, se feminino, at a data de incio do curso; V - possuir o Curso de Aperfeioamento de Sargentos - CAS; VI - ser apto nos exames mdico-odontolgico procedido pela Junta de Inspeo de Sade; VII - ser considerado apto no TAF; VIII - ser apto em avaliao psicolgica exigida para o exerccio do cargo e funo de Oficial da PMMT e CBMMT; IX - outras condies relacionadas ao curso, estabelecidas em Edital pelo Comandante-Geral das respectivas corporaes. Pargrafo nico. Enquadram-se nas mesmas condies as praas do Quadro do Corpo Musical, do Condutor Operacional ou equivalentes, nas respectivas corporaes, cujas vagas sero disponibilizadas em edital. Subseo IV Dos Cursos de Formao de Sargentos (CFS) Art. 32 So condies especficas para matrcula no CFS do QPPM/BM: I - ser Cabo ou Soldado do QPPM/BM ou QEPPM/BM com, no mnimo, 05 (cinco) anos de efetivo servio; II - ser apto nos exames mdico-odontolgico procedido pela Junta de Inspeo de Sade; III - ser considerado apto no TAF; IV - ser apto em avaliao psicolgica, exigido para o exerccio do cargo e funo policial e bombeiro militar; V - ter sido regularmente inscrito, aprovado e classificado no exame intelectual, conforme critrios estabelecidos no edital do certame; VI - outras condies relacionadas ao curso, estabelecidas em Edital pelo Comandante-Geral das Corporaes. Pargrafo nico. Ser dispensado do Exame Intelectual do CFS o policial ou bombeiro militar que, em Curso de Formao de Cabos, tiver obtido mdia igual ou superior a 09 (nove), em primeiro lugar da turma, com conceito MB (MUITO BOM) de

adaptabilidade, desde que possua o tempo de efetivo servio previsto no inciso I deste artigo. Art. 33 So condies especficas para matrcula no CFS do QPCMPM/BM: I - ser Cabo ou Soldado do Quadro de Praas do Corpo Musical PM/BM com, no mnimo, 05 (cinco) anos de efetivo servio; II - ser apto nos exames mdico-odontolgico procedido pela Junta de Inspeo de Sade; III - ser considerado apto no TAF; IV - ser apto em avaliao psicolgica, exigido para o exerccio do cargo e funo policial e bombeiro militar; V - ter sido regularmente inscrito, aprovado e classificado no exame intelectual e de suficincia artstico-musical, conforme critrios estabelecidos no edital do certame; VI - outras condies relacionadas ao curso, estabelecidas em Edital pelo Comandante-Geral das Corporaes. Pargrafo nico. Ser dispensado do Exame Intelectual do CFS o policial ou bombeiro militar que, em Curso de Formao de Cabos, tiver obtido mdia igual ou superior a 09 (nove), em primeiro lugar da turma, com conceito MB (MUITO BOM) de adaptabilidade, desde que possua o tempo de efetivo servio previsto no inciso I deste artigo. Art. 34 So condies especficas para matrcula no CFS do QPCOBM: I - ser Cabo do Quadro de Praas Condutor Operacional BM, com no mnimo 05 (cinco) anos de efetivo servio e possuir Carteira Nacional de Habilitao com a categoria exigida em Edital de Seleo. II - ser apto nos exames mdico-odontolgico procedido pela Junta de Inspeo de Sade; III - ser considerado apto no TAF; IV - ser apto em avaliao psicolgica, exigido para o exerccio do cargo e funo policial e bombeiro militar; V - ter sido regularmente inscrito, aprovado e classificado no exame intelectual e de suficincia tcnica, conforme critrios estabelecidos no edital do certame; VI - outras condies relacionadas ao curso, estabelecidas em Edital pelo Comandante-Geral das Corporaes. Pargrafo nico. Ser dispensado do Exame Intelectual do CFS o bombeiro militar que, em Curso de Formao de Cabos, tiver obtido mdia igual ou superior a 9 (nove), em primeiro lugar da turma, com conceito MB (MUITO BOM) de adaptabilidade, desde que possua o tempo de efetivo servio previsto no inciso I deste artigo. Subseo V

Dos Cursos Formao de Cabos (CFC) Art. 35 So condies especficas para matrcula no CFC do QPPM/BM: I - ser Soldado do QPPM/BM com, no mnimo, 05 (cinco) anos de efetivo servio; II - ser apto nos exames mdico-odontolgico procedido pela Junta de Inspeo de Sade; III - ser considerado apto no TAF; IV - ser apto em avaliao psicolgica, exigido para o exerccio do cargo e funo policial e bombeiro militar; V - ter sido regularmente inscrito, aprovado e classificado no exame intelectual, conforme critrios estabelecidos no edital do certame; VI - outras condies relacionadas ao curso, estabelecidas em Edital pelo Comandante-Geral das Corporaes. Pargrafo nico. Ser dispensado do Exame Intelectual do CFC o policial ou bombeiro militar que, em Curso de Formao de Soldados, tiver obtido mdia igual ou superior a 09 (nove), em primeiro lugar da turma, com conceito MB (MUITO BOM) de adaptabilidade, desde que possua o tempo de efetivo servio previsto no inciso I deste artigo. Art. 36 So condies especficas para matrcula no CFC do QPCMPM/BM: I - ser Soldado do Quadro de Praas do Corpo Musical PM/BM com, no mnimo, 05 (cinco) anos de efetivo servio; II - ser apto nos exames mdico-odontolgico procedido pela Junta de Inspeo de Sade; III - ser considerado apto no TAF; IV - ser apto em avaliao psicolgica, exigido para o exerccio do cargo e funo policial e bombeiro militar; V - ter sido regularmente inscrito, aprovado e classificado no exame intelectual e de suficincia artstico-musical, conforme critrios estabelecidos no edital do certame; VI - outras condies relacionadas ao curso, estabelecidas em Edital pelo Comandante-Geral das Corporaes. Pargrafo nico. Ser dispensado do Exame Intelectual do CFC o policial ou bombeiro militar que, em Curso de Formao de Soldados, tiver obtido mdia igual ou superior a 09 (nove), em primeiro lugar da turma, com conceito MB (MUITO BOM) de adaptabilidade, desde que possua o tempo de efetivo servio previsto no inciso I deste artigo. Art. 37 So condies especficas para matrcula no CFC do QPCOBM:

I - ser Soldado do QPBM, com no mnimo 05 (cinco) anos de efetivo servio e possuir Carteira Nacional de Habilitao com a categoria exigida em edital do certame. II - ser apto nos exames mdico-odontolgico procedido pela Junta de Inspeo de Sade; III - ser considerado apto no TAF; IV - ser apto em avaliao psicolgica, exigido para o exerccio do cargo e funo policial e bombeiro militar; V - ter sido regularmente inscrito, aprovado e classificado no exame intelectual e de suficincia tcnica, conforme critrios estabelecidos em edital do certame; VI - outras condies relacionadas ao curso, estabelecidas em Edital pelo Comandante-Geral das Corporaes. Pargrafo nico. Ser dispensado do Exame Intelectual do CFC o bombeiro militar que, em Curso de Formao de Soldados, tiver obtido mdia igual ou superior a 9 (nove), em primeiro lugar da turma, com conceito MB (MUITO BOM) de adaptabilidade, desde que possua o tempo de efetivo servio previsto no inciso I deste artigo. Subseo VI Do Curso de Formao de Soldados (CFSd) Art. 38 So condies especficas para matrcula no CFSd: I - ter sido aprovado em todas as fases do concurso; II - outras condies relacionadas ao curso, estabelecidas em Edital pelo Comandante-Geral das respectivas corporaes. CAPTULO VII DA EXCLUSO E REMATRCULA Seo I Da Excluso Art. 39 Ser excludo do curso ou estgio o aluno que: I - tiver seu requerimento de excluso do curso ou estgio deferido; II - faltar a mais de 25% (vinte e cinco por cento) da carga horria de qualquer disciplina; III - revelar conduta incompatvel com a profisso de militar estadual, de acordo com os preceitos estabelecidos no Estatuto dos Militares do Estado de Mato Grosso;

IV - cometer falta disciplinar incompatvel com sua permanncia no curso ou estgio; V - for reprovado por nota; VI - ingressar no comportamento MAU; VII - incidir em qualquer condio de incapacidade fsica para o servio ou para o prosseguimento do curso ou estgio, devidamente comprovada pela Percia Oficial; VIII - falecer; IX - for encontrado utilizando-se de meio fraudulento na realizao de qualquer verificao, devidamente apurado em sindicncia. 1 Nas hipteses de excluso previstas nos incisos II, III, IV, V, VI e IX ser assegurado ao aluno o direito de defesa e ao contraditrio, por meio do devido processo legal. 2 O aluno do CSP, CSBM, CSPQOS, CAO, CAOQOS, CHOA, CAS, CFS, CFC e dos demais cursos ou estgios oferecidos pelas respectivas Corporaes, ao ser excludo do respectivo curso retornar a sua situao funcional anterior, sem prejuzo de eventuais sanes penais, cveis e ou administrativas. 3 O Aluno excludo do CFO ou CFSd, ser excludo tambm das respectivas Corporaes, salvo nos casos previstos no inciso VII, para acidentes ocorridos em ato de servio ou instruo, onde permanecer sob acompanhamento da Diretoria de Gesto de Pessoas, sem prejuzos financeiros. 4 O Aluno-a-Oficial PM/BM que ao ser matriculado no CFO possua a condio de policial militar ou bombeiro militar, ao ser excludo do curso retornar a sua situao funcional anterior, sem prejuzo de eventuais sanes penais, cveis ou administrativas. Seo II Da Rematrcula Art. 40 A rematrcula para os cursos CSP, CSBM, CSPQOS, CAO, CAOQOS, CAS, CAOS, CHOA, CFS e CFC, na hiptese prevista no inciso VII do artigo anterior dar-se- somente na edio seguinte ao curso do qual o aluno foi desligado, desde que cessados os motivos que determinaram a excluso e que seja julgado apto pela Percia Oficial. Art. 41 A rematrcula para os cursos CFO e CFSd garantida nos casos de incapacidade fsica para o servio ou para o prosseguimento do curso ou estgio, quando adquirida em ato de servio ou decorrente deste, e dar-se- na edio seguinte ao curso do qual o aluno foi desligado, cessados os motivos que determinaram a excluso e que seja julgado apto pela Percia Oficial.

Art. 42 A rematrcula poder ser concedida somente uma vez para os cursos ou estgios da Corporao, ouvido o Comandante-Geral, atravs da DEIP e obedecidas s condies especficas para a matrcula, considerando-se, no entanto, o disposto nos Arts. 40 e 41 desta lei complementar. Art. 43 O aluno rematriculado dever repetir todas as matrias previstas no currculo do curso do qual foi desligado, independente das mdias alcanadas anteriormente, sendo considerado repetente, conforme regulamentos especficos. CAPTULO VIII DAS BOLSAS Art. 44 O militar estadual matriculado no Curso de Formao de Oficiais ou Curso de Formao de Soldados receber uma bolsa formao, cujo valor corresponder a 50% (cinqenta por cento) do subsdio do 2 Tenente ou do Soldado Classe D, respectivamente. Pargrafo nico. O militar estadual que for aprovado para o Curso de Formao de Oficiais poder fazer opo salarial, caso seu subsdio seja superior bolsa do Aluno-a-Oficial. Art. 45 O militar estadual matriculado em cursos para progresso na carreira receber uma bolsa pesquisa, de natureza indenizatria, acrescida aos seus proventos, nos seguintes percentuais: I - 30% (trinta por cento) do subsdio do militar estadual, quando o curso for realizado dentro do estado; II - 50% (cinquenta por cento) do subsdio do militar estadual, quando o curso for realizado em outro estado da federao; III - 100% (cem por cento) do subsdio do militar estadual, quando o curso for realizado em outro pas. Art. 46 O militar estadual indicado pela Instituio para frequentar cursos de ps-graduao, receber uma bolsa pesquisa, de natureza indenizatria, acrescida aos seus proventos, nos seguintes percentuais: I - 30% (trinta por cento) do subsdio do militar estadual, quando o curso for realizado dentro do Estado; II - 50% (cinquenta por cento) do subsdio do militar estadual, quando o curso for realizado em outro estado da federao;

III - 100% (cem por cento) do subsdio do militar estadual, quando o curso for realizado em outro pas. Art. 47 Para custear as despesas com outros cursos de interesse da Instituio no enquadrados nos Art. 45 e 46 desta lei complementar, o militar estadual indicado receber uma bolsa escolar, de natureza indenizatria, acrescida aos seus proventos, nos seguintes percentuais: I - 30 % (trinta por cento) do subsdio do militar Estadual, quando o curso for realizado dentro do Estado e, haver a necessidade de deslocar-se de sua sede; II - 50% (cinqenta por cento) do subsdio do militar estadual, quando o curso for realizado em outro Estado da Federao; III - 100% (cem por cento) do subsdio do militar estadual, quando o curso for realizado em outro pas. Pargrafo nico. O militar estadual deslocado da sede de seu municpio para freqentar cursos indicados pela Instituio, com durao inferior a 30 (trinta) dias, ter direito apenas ao recebimento de dirias. Art. 48 Nos casos de solicitao de frequncia em cursos motivada pelo prprio militar estadual, no sendo este de interesse da Instituio, o Comandante Geral poder indeferir a solicitao. Pargrafo nico. Sendo a solicitao de frequncia em cursos motivada pelo prprio militar estadual, considerada de interesse da Instituio, dever ser observado o que disciplina o Art. 108, 1 do Estatuto dos Militares do Estado de Mato Grosso, caso em que o militar no far jus a qualquer das bolsas tratadas neste captulo. Art. 49 Nos casos de reprovao de militar estadual nos cursos enquadrados nos Arts. 45, 46 e 47 desta lei complementar, sero restitudos integralmente aos cofres pblicos os valores recebidos a ttulo de bolsa, aps devida apurao das circunstncias em processo administrativo, assegurado o contraditrio e a ampla defesa. Art. 50 Nos casos de desistncia no justificada do militar estadual nos cursos enquadrados nos Arts. 45, 46 e 47 desta lei complementar, sero restitudos integralmente aos cofres pblicos os valores recebidos a ttulo de bolsa, aps devida apurao das circunstncias em processo administrativo, assegurado o contraditrio e a ampla defesa. Pargrafo nico. Sendo acolhida a justificativa do militar, devero ser devolvidos apenas os valores que forem recebidos aps publicao da desistncia do curso.

Art. 51 O militar estadual que esteja percebendo as bolsas previstas neste captulo no far jus a ajuda de custo e dirias. CAPTULO IX DAS DISPOSIES FINAIS E TRANSITRIAS Art. 52 A partir da publicao desta lei complementar sero editados no prazo de 120 (cento e vinte) dias, por meio de decreto estadual, por sugesto dos Comandantes Gerais, os regimentos internos das Unidades de Ensino das respectivas Corporaes. Art. 53 Os regimentos internos a que se refere ao artigo anterior regulamentaro as normas sobre: I - a estrutura funcional do estabelecimento de ensino; II - o planejamento, o controle, a execuo e a avaliao de ensino aplicado em cada estabelecimento de ensino; III - os procedimentos a serem seguidos pelos docentes e discentes matriculados nos diferentes cursos e estgios das corporaes PMMT e CBMMT; IV - outros assuntos pertinentes ao ensino e ao funcionamento da Unidade Escola. Art. 54 A DEIP dever estabelecer, no prazo de 120 (cento e vinte dias), a partir da publicao desta lei complementar, critrios para seleo e contratao de professores para os estabelecimentos de ensino. Art. 55 Cada curso previsto nesta lei complementar dever ser devidamente regulamentado atravs de portaria expedida pelo Comandante da respectiva Unidade de Ensino. Pargrafo nico. Aos cursos em andamento aplicam-se imediatamente os dispositivos constantes da presente lei complementar. Art. 56 Aplica-se ao regime disciplinar do corpo discente, nos cursos previstos nesta lei complementar, o que dispe a legislao na PMMT e CBMMT, especificamente o Regulamento Disciplinar, Estatuto dos Militares Estaduais, alm do que dispuser o Regimento Interno de cada Unidade Escola.

Art. 57 Todos os exames de seleo para qualquer curso ou estgio oferecido pela PMMT e CBMMT s sero vlidos para o curso estabelecido no respectivo edital, no cabendo ao policial e bombeiro militar alegar direitos adquiridos em cursos ou estgios posteriores. Art. 58 Ter direito a 07 (sete) dias de dispensa o concluinte de curso ou estgio superior a 03 (trs) meses de durao dentro ou fora da Instituio. Art. 59 Os policiais militares reincludos ou reintegrados sero submetidos a um estgio de adaptao de 60 (sessenta) dias nos estabelecimentos de ensino, conforme normatizao da DEIP. Art. 60 As atividades de pesquisa e extenso podero receber apoio financeiro do poder pblico atravs das fundaes e outros rgos que apiem tais iniciativas. Art. 61 Os recursos financeiros para as atividades de ensino na PMMT/CBMMT so oramentrios e extra-oramentrios. Art. 62 Excepcionalmente, o Governador do Estado poder autorizar o funcionamento de cursos ou estgios no previstos para o ano em curso, mediante proposta fundamentada dos Comandantes Gerais das respectivas Instituies. Art. 63 Fica mantido o Colgio Tiradentes da Polcia Militar, e o Colgio Dom Pedro II do Corpo de Bombeiros Militar, cujo funcionamento ser regulamentado por legislao especfica. Art. 64 O Art. 2, inciso IV, da Lei Complementar n 271, de 11 de junho de 2007 - Lei de Fixao de Efetivo da PMMT - passa a vigorar com a seguinte redao: Art. 2 (...) (...) IV - Quadro de Oficiais do Corpo Musical QOCMPM composto por Oficiais oriundos das graduaes de Subtenente e Primeiro Sargento do Quadro de Praas do Corpo Musical da PMMT, possuidores de Curso de Habilitao de Oficiais Administrativos (CHOA), conforme disposto nesta Lei Complementar. Art. 65 O Art. 3, inciso III, da Lei Complementar n 271, de 11 de junho de 2007 - Lei de Fixao de Efetivo da PMMT passa a vigorar com a seguinte redao:

Art. 3 (...) (...) III - Quadro de Praas do Corpo Musical QPCM composto pelas praas oriundas dos Cursos de Formao de Soldados, conforme disposto nesta Lei Complementar: Art. 66 Ficam revogadas as disposies constantes da Lei Complementar n 326, de 06 de agosto de 2008, relativas aos subsdios dos Alunos-a-soldados e das Praas Especiais. Art. 67 Revogam-se as disposies em contrrio, em especial a Lei n 6.388, de 03 de janeiro de 1994; Lei n 8.023, de 16 de dezembro de 2003; os Arts. 10, 11, 12, 13, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23, 24, 25, 27, 29, 34, e 35 da Lei Complementar n. 271, de 11 de junho de 2007, alterada pela Lei Complementar n 351, de 16 de abril de 2009 e os 1 e 2 do Art. 10 da Lei Complementar n 231, de 15 de dezembro de 2005. Art. 68 Esta lei complementar entra em vigor na data de sua publicao. Palcio Paiagus, em Cuiab, 01 de julho de 2010, 189 da Independncia e 122 da Repblica.