LEI ORGÂNICA

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LEI ORGNICA MUNICIPAL DE PORTEIRINHA/MG 2 LEI ORGNICA DO MUNICPIO DE PORTEIRINHA MG. PREMBULO NS, REPRESENTANTES DO POVO DO MUNICPIO DE PORTEIRINHA MG., IMBUDOS DO PROPSITO DE REALIZAR O ESTADO DEMOCRTICO DE DIREITO, E INVESTIDOS PELA CONSTITUIO DA REPBLICA NA NOBRE ATRIBUIO DE ELABORAR A LEI ORGNICA, FORMA DE ASSEGURAR A TODOS A CIDADANIA PLENA E A CONVIVNCIA EM UMA SOCIEDADE FRATERNA, PLURALISTA E SEM PRECONCEITOS, ALICERADA NA JUSTIA SOCIAL, PROMULGAMOS A SEGUINTE ELI ORGNICA DO MUNICPIO DE PORTEIRINHA MG. 3 TTULO I DISPOSIES PRELIMINARES Art. 1 - O Municpio de Porteirinha MG., pessoa jurdica de direito pblico interno, emancipado pelo Decreto Estadual n 148 de 17 de dezembro de 1938, dotado de autonomia poltica, administrativa e financeira, integra a Repblica Federativa do Brasil. Art. 2 - Todo o poder do Municpio emanado do povo que o exerce diretamente ou por meio de representantes eleitos, nos termos das constituies da Repblica, do Estado e desta Lei Orgnica. 1 - O exerccio direto do poder pelo povo no Municpio, d-se na forma desta Lei Orgnica, mediante: I Plebiscito; II Referendo; III Iniciativa popular no processo legislativo; IV Ao fiscalizadora sobre a administrao pblica; V Participao em deciso da administrao pblica. 2 - O municpio organiza-se e rege-se por esta Lei Orgnica e Leis que adotar, observados os princpios Constitucionais Federais e Estaduais. Art. 3 - So objetivos fundamentais do Municpio em integrao e cooperao com a Unio, o Estado e demais Municpios: I Construir uma sociedade livre, justa e solidria;

II Garantir o desenvolvimento municipal, estadual e nacional; III Erradicar a pobreza, a marginalizao e reduzir as desigualdades sociais; IV Promover o bem de todos sem preconceitos de origem, raa, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminao; V garantir a efetivao dos direitos humanos individuais e sociais. Art. 4 - Para atingir os objetivos de que trata o Artigo anterior, dever o municpio: I Gerir interesses locais como fator essencial de desenvolvimento da comunidade, atravs do seguinte: a) Assegurando a permanncia da cidade enquanto espao vivel e de vocao histrica, que possibilite o efetivo exerccio da cidadania; b) Preservando a sua identidade, adequando as exigncias do desenvolvimento preservao de sua memria, tradio e peculiaridades; c) Proporcionando aos seus habitantes condies de vida compatveis com dignidade humana, a justia social e do bem comum; d) Priorizando o atendimento das demandas sociais de educao, sade, transporte, moradia, abastecimento, lazer e assistncia social. II Cooperar com a Unio e o Estado, e associar-se a outros Municpios na realizao de interesses comuns; 4 III Promover de forma integrada, o desenvolvimento social e econmico da populao de sua sede e dos Distritos; IV Promover planos, programas e projetos de interesse dos segmentos mais carentes da sociedade; V Estimular e difundir o ensino e a cultura, proteger o patrimnio cultural e histrico e o meio ambiente, e combater a poluio; VI Preservar a moralidade administrativa. TTULO II DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS Art. 5 - O Municpio assegura no seu territrio e nos limites de sua competncia, os direitos e garantias fundamentais que a Constituio Federal no seu Art. 5, e a Constituio Estadual no seu Art. 4, conferem aos brasileiros e aos estrangeiros residentes nos seus territrios, nos seguintes aspectos, em especial: I A dignidade do homem intangvel. Respeit-la, proteg-la obrigao de todo o Poder Pblico; II Um direito fundamental em caso algum pode ser violada;

III Os direitos fundamentais constituem direito de aplicao imediata e direta. IV Todos so iguais perante a Lei, sem distino de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Municpio a inviolabilidade do direito vida, liberdade, segurana, propriedade. V So direitos sociais o direito educao, ao trabalho, cultura, moradia, assistncia, proteo, maternidade, gestante, infncia, ao idoso e ao deficiente, ao lazer, ao meio ambiente, sade e segurana. Que dignificam uma existncia. Art. 6 - Ao Municpio vedado: I Estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencion-las, embaraar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes, relaes de dependncia ou aliana, ressalvada, na forma da Lei, a colaborao de interesse pblico; II Recusar f aos documentos pblicos; III Criar distino entre brasileiros ou preferncias em relao s demais unidades e entidades da Federao; IV Subvencionar ou auxiliar, com recursos pblicos, propaganda polticopartidria ou fins estranhos administrao pblica, por qualquer meio de comunicao. TTULO III DA ORGANIZAO DO MUNICPIO CAPTULO I DA ORGANIZAO POLTICO-ADMINISTRATIVA Art. 7 - A organizao poltico-administrativa do Municpio compreende a Cidade, os Distritos e Subdistritos. 5 1 - A sede do Municpio a cidade de Porteirinha. 2 - Os Distritos e Subdistritos tm os nomes das respectivas sedes, cuja categoria a vila. 3 - So smbolos do Municpio, a Bandeira, o Hino e o Braso, estabelecidos em Lei representativos de sua cultura e histria. 4 - considerada data cvica o dia do Municpio, comemorado, anualmente, no dia 17 (dezessete) do ms de dezembro. SESSO NICA DOS DISTRITOS Art. 8 - A incorporao, a fuso e o desmembramento do Municpio s sero possveis se for preservada a continuidade e a unidade histrico-cultural do ambiente urbano, fazendo-se por lei Estadual, respeitados os demais requisitos previstos em lei complementar estadual; e dependero de consulta prvia, mediante plebiscito, a toda populao do municpio.

Art. 9 - A criao, organizao e supresso de Distritos de competncia Municipal, obedecida a Legislao Estadual. Pargrafo nico At que a Lei Complementar disponha a respeito, ficam estabelecidos os requisitos previstos no Art. 74 do Ato das Disposies Transitrias da Constituio Estadual. Art. 10 - Nos termos do artigo 171, 2 da Constituio Estadual, as diretrizes, metas e prioridades da administrao municipal, constantes do Plano Plurianual da Lai de Diretrizes Oramentrias e do Oramento Anual, sero definidas tambm por Distritos. Art. 11 - O Topnimo poder ser alterado em Lei Estadual, verificado o seguinte: I Resoluo da Cmara Municipal, aprovada por, no mnimo, dois teros de seus membros; II Aprovao da populao interessada, em plebiscito, com manifestao favorvel de, no mnimo, metade dos respectivos eleitores. CAPTULO II DO MUNICPIO SEO I DA COMPETNCIA DO MUNICPIO Art. 12 - A competncia privativa do Municpio representada, especialmente, pela: I Elaborao, promulgao e emenda Lei Orgnica; II Eleio do Prefeito, Vice-Prefeito e Vereadores; III Organizao do seu Governo e Administrao. 6 Art. 13 - Compete ainda ao Municpio prover a tudo quanto respeite o seu interesse local, tendo como objetivos o pleno desenvolvimento de suas funes sociais e garantia do bem-estar dos seus habitantes: I Suplementar Legislao Federal e Estadual no que couber; II Instituir e arrecadar os tributos de sua competncia; III Aplicar sua receita, sem prejuzo da obrigao de prestar contas e publicar balancetes nos prazos fixados em Lei; IV Criar, organizar e suprimir Distritos e Subdistritos, observada a Legislao Estadual, nos termos do artigo 11; V Organizar a estrutura administrativa local; VI Organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concesso ou permisso, os servios pblicos de interesse local, includo o de transporte coletivo, que tem carter essencial; VII Promover adequado ordenamento territorial mediante planejamento e

controle do parcelamento, uso e ocupao do solo, a par de outras limitaes urbanistas, observadas as Diretrizes do Plano Diretor; VIII Organizar a poltica administrativa de interesse local, especialmente em matria de sade e higiene pblicas, construo, trnsito e trfego, plantas e animais nocivos e logradouros pblicos. Pargrafo nico No exerccio da competncia de que trata este Artigo, o Municpio observar a norma geral respectiva, Federal ou Estadual. SUBSEO I DA COMPETNCIA MUNICIPAL COMUM AO ESTADO E UNIO Art. 14 - Observada a Lei Complementar Federal diz respeito aos seguintes tpicos: I Zelar pela guarda da Constituio da Unio, do Estado e do Municpio, das Leis e das Instituies Democrticas e conservar o patrimnio pblico; II Cuidar da sade e da assistncia pblica, da proteo e da garantia das pessoas portadoras de deficincia; III - Proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histrico, artstico, cultural e espiritual, os monumentos, as paisagens notveis e os stios arqueolgicos; IV Impedir a evaso, a destruio e descaracterizao de obras de arte e de outros bens de valor histrico, artstico, cultural e espiritual; V Proporcionar os meios de acesso cultura, educao e crena; VI Proteger o meio ambiente e combater a poluio em todas as suas formas; VII Controlar a caa e a pesca, garantir a conservao da natureza e a defesa do solo, dos recursos minerais e preservar as florestas, a fauna e a flora; VIII Fomentar a produo agropecuria e organizar o abastecimento alimentar; IX Promover programas de construo de moradias e melhoria das condies habitacionais e de saneamento bsico; X Combater as causas da pobreza e os fatores de marginalizao, promovendo a integrao social dos setores desfavorecidos; XI Registrar, acompanhar e fiscalizar as concesses de direito de pesquisa e explorao de recursos hdricos e minerais no territrio municipal; XII Estabelecer e implantar poltica de educao para a segurana de trnsito. 7 SUBSEO II DA COMPETNCIA SUPLETIVA DO MUNICPIO Art. 15 - Compete ao Municpio dispor, em carter regulamentar, sobre os

seguintes assuntos objeto de normas gerais e suplementares da Unio e do Estado, entre outros: I O plano plurianual, as diretrizes oramentrias e os oramentos anuais; II Caa, pesca, preservao da natureza, defesa do solo e dos recursos naturais; III Proteo infncia, juventude, gestante e ao idoso; IV Educao, cultura, ensino e desporto. SUBSEO III DA COMPETNCIA EM HARMONIA COM