Lei orgânica da seguridade social

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  • 1. LEI N 8.212, DE 24 DE JULHO DE 1991. Dispe sobre a organizao da SeguridadeSocial, institui Plano de Custeio, e d outrasprovidncias. PUBLICAO CONSOLIDADA DA LEI N 8.212, DE 24 DE JULHO DE 1991, DETERMINADA PELO ART. 12 DA LEI N 9.528, DE 10 DE DEZEMBRO DE 1997 Textoatualizado em15.7.01 ltimaLei 10.256,9.7.2001 ltimasMP's2.170-36,23.8.01 - 2.187-13,24.8.01- 2.216-37, 31.8.01 e 2.176-79, 23.8.01 O PRESIDENTE DA REPBLICA Fao saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: LEI ORGNICA DA SEGURIDADE SOCIAL TTULO I CONCEITUAO E PRINCPIOS CONSTITUCIONAIS Art. 1 A Seguridade Social compreende um conjunto integrado de aes de iniciativa dos poderes pblicos e da sociedade, destinado a assegurar o direito relativo sade, previdncia e assistncia social. Pargrafo nico. A Seguridade Social obedecer aos seguintes princpios e diretrizes: a) universalidade da cobertura e do atendimento; b) uniformidade e equivalncia dos benefcios e servios s populaes urbanas e rurais; c) seletividade e distributividade na prestao dos benefcios e servios; d) irredutibilidade do valor dos benefcios; e) eqidade na forma de participao no custeio; f) diversidade da base de financiamento; g) carter democrtico e descentralizado da gesto administrativa com a participao da comunidade, em especial de trabalhadores, empresrios e aposentados. TTULO II DA SADE Art. 2 A Sade direito de todos e dever do Estado, garantido mediante polticas sociais e econmicas que visem reduo do risco de doena e de outros agravos e ao acesso universal e igualitrio s aes e servios para sua promoo, proteo e recuperao. Pargrafo nico. As atividades de sade so de relevncia pblica e sua organizao obedecer aos seguintes princpios e diretrizes: a) acesso universal e igualitrio;

2. b) provimento das aes e servios atravs de rede regionalizada e hierarquizada, integrados em sistema nico; c) descentralizao, com direo nica em cada esfera de governo; d) atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas; e) participao da comunidade na gesto, fiscalizao e acompanhamento das aes e servios de sade; f) participao da iniciativa privada na assistncia sade, obedecidos os preceitos constitucionais. TTULO III DA PREVIDNCIA SOCIAL Art. 3 A Previdncia Social tem por fim assegurar aos seus beneficirios meios indispensveis de manuteno, por motivo de incapacidade, idade avanada, tempo de servio, desemprego involuntrio, encargos de famlia e recluso ou morte daqueles de quem dependiam economicamente. Pargrafo nico. A organizao da Previdncia Social obedecer aos seguintes princpios e diretrizes: a) universalidade de participao nos planos previdencirios, mediante contribuio; b) valor da renda mensal dos benefcios, substitutos do salrio-de-contribuio ou do rendimento do trabalho do segurado, no inferior ao do salrio mnimo; c) clculo dos benefcios considerando-se os salrios-de-contribuio, corrigidos monetariamente; d) preservao do valor real dos benefcios; e) previdncia complementar facultativa, custeada por contribuio adicional. TTULO IV DA ASSISTNCIA SOCIAL Art. 4 A Assistncia Social a poltica social que prov o atendimento das necessidades bsicas, traduzidas em proteo famlia, maternidade, infncia, adolescncia, velhice e pessoa portadora de deficincia, independentemente de contribuio Seguridade Social. Pargrafo nico. A organizao da Assistncia Social obedecer s seguintes diretrizes: a) descentralizao poltico-administrativa; b) participao da populao na formulao e controle das aes em todos os nveis. TTULO V DA ORGANIZAO DA SEGURIDADE SOCIAL Art. 5 As aes nas reas de Sade, Previdncia Social e Assistncia Social, conforme o disposto no Captulo II do Ttulo VIII da Constituio Federal, sero organizadas em Sistema Nacional de Seguridade Social, na forma desta Lei. 3. Art. 6 Fica institudo o Conselho Nacional da Seguridade Social, rgo superior de deliberao colegiada, com a participao da Unio, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municpios e de representantes da sociedade civil. (Revogado pela Medida Provisria n 2.216-37, de31.8.01) 1 O Conselho Nacional da Seguridade Social ter 15 (quinze) membros e respectivos suplentes,sendo: 1 O Conselho Nacional da Seguridade Social ter dezessete membros e respectivos suplentes, sendo: (Redao dada pela Lei n 8.619, de 5.1.93) e (Revogado pela Medida Provisrian 2.216-37, de 31.8.01) a) 4 (quatro) representantes do Governo Federal, dentre os quais, 1(um) da rea de sade, 1(um) da rea de previdncia social e 1(um) da rea de assistncia social; (Revogado pela Medida Provisrian2.216-37,de31.8.01) b) 1 (um) representante dos governos estaduais e 1 (um) das prefeituras municipais; (Revogado pela Medida Provisrian 2.216-37,de31.8.01) c) 6 (seis) representantes da sociedade civil, sendo 3 (trs) trabalhadores, dos quais pelo menos 1 (um) aposentado,e 3 (trs)empresrios; c) oito representantes da sociedade civil, sendo quatro trabalhadores, dos quais pelo menos dois aposentados, e quatro empresrios; (Redao dada pela Lei n 8.619, de 5.1.93) e (Revogadopela MedidaProvisria n 2.216-37,de 31.8.01) d) 3 (trs) representantes dos conselhos setoriais, sendo um de cada rea da Seguridade Social, conforme disposto no Regimento do Conselho Nacional da Seguridade Social. d) 3 (trs) representantes membros dos conselhos setoriais, sendo um de cada rea da seguridade social, conforme disposto no Regimento do Conselho Nacional da Seguridade Social. (Redao dada pela Lei n 9.711, de 20.11.98) e (Revogado pela Medida Provisrian 2.216-37, de 31.8.01) 2 Os membros do Conselho Nacional da Seguridade Social sero nomeados pelo Presidente da Repblica. (Revogado pela Medida Provisria n 2.216-37, de 31.8.01) 3 O Conselho Nacional da Seguridade Social ser presidido por um dos seus integrantes, eleito entre seus membros, que ter mandato de 1 (um) ano, vedada a reeleio, e dispor de uma Secretaria-Executiva, que se articular com os conselhos setoriais de cada rea. (Revogado pela Medida Provisria n 2.216-37, de 31.8.01) 4 Os representantes dos trabalhadores, dos empresrios e respectivos suplentes sero indicados pelas centrais sindicais e confederaes nacionais e tero mandato de 2 (dois) anos, podendo ser reconduzidos uma nica vez. (Revogado pela Medida Provisria n 2.216-37, de31.8.01) 5 As reas de Sade, Previdncia Social e Assistncia Social organizar-se-o em conselhos setoriais, com representantes da Unio, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municpios e da sociedade civil. (Revogado pela Medida Provisria n 2.216-37, de 31.8.01) 6 O Conselho Nacional da Seguridade Social reunir-se- ordinariamente a cada bimestre, por convocao de seu presidente, ou, extraordinariamente, mediante convocao de seu presidente ou de um tero de seus membros, observado, em ambos os casos, o prazo de at 7 (sete) dias para realizao da reunio. (Revogado pela Medida Provisrian 2.216-37, de 31.8.01) 7 As reunies do Conselho Nacional da Seguridade Social sero iniciadas com a presena da maioria absoluta de seus membros, sendo exigida para deliberao a maioria simples dos votos. (Revogado pela Medida Provisria n 2.216-37, de 31.8.01) 4. 8 Perder o lugar no Conselho Nacional da Seguridade Social o membro que no comparecer a 3 (trs) reunies consecutivas ou a 5 (cinco) intercaladas, no ano, salvo se a ausncia ocorrer por motivo de fora maior, justificado por escrito ao Conselho, na forma estabelecida pelo seu regimento. (Revogado pela Medida Provisria n 2.216-37, de 31.8.01) 9 A vaga resultante da situao prevista no pargrafo anterior ser preenchida atravs de indicao da entidade representada, no prazo de 30 (trinta) dias. (Revogado pela Medida Provisria n 2.216-37,de 31.8.01) 10. As despesas porventura exigidas para o comparecimento s reunies do conselho constituiro nus das respectivas entidades representadas. (Revogado pela Lei n 9.032, de 28.4.95) e (Revogado pela Medida Provisria n 2.216-37, de 31.8.01) 11. As ausncias ao trabalho dos representantes dos trabalhadores em atividade, decorrentes de sua participao no Conselho, sero abonadas, computando-se como jornada efetivamente trabalhada para todos os fins e efeitos legais. (Revogado pela Medida Provisria n 2.216-37, de 31.8.01) Art. 7 Compete ao Conselho Nacional da Seguridade Social: (Revogado pela Medida Provisria n 2.216-37, de 31.8.01) I - estabelecer as diretrizes gerais e as polticas de integrao entre as reas, observado o disposto no inciso VII do art. 194 da Constituio Federal; (Revogado pela Medida Provisria n 2.216-37, de 31.8.01) II - acompanhar e avaliar a gesto econmica, financeira e social dos recursos e o desempenho dos programas realizados, exigindo prestao de contas; (Revogado pela Medida Provisrian2.216-37, de31.8.01) III - apreciar e aprovar os termos dos convnios firmados entre a seguridade social e a rede bancria para a prestao dos servios; (Revogado pela Medida Provisria n 2.216-37, de 31.8.01) IV - aprovar e submeter ao Presidente da Repblica os programas anuais e plurianuais da Seguridade Social; (Revogado pela Medida Provisria n 2.216-37, de 31.8.01) V - aprovar e submeter ao rgo Central do Sistema de Planejamento Federal e de Oramentos a proposta oramentria anual da Seguridade Social; (Revogado pela Medida Provisria n 2.216-37, de 31.8.01) VI - estudar, debater e aprovar proposta de recomposio peridica dos valores dos benefcios e dos salrios-de-contribuio, a fim de garantir, de forma permanente, a preservao de seus valores reais; (Revogado pela Medida Provisria n 2.216-37, de 31.8.01) VII - zelar pelo fiel cumprimento do disposto nesta Lei e na legislao que rege a Seguridade Social, assim como pelo cumprimento de suas deliberaes; (Revogado pela Medida Provisrian2.216-37, de31.8.01) VIII - divulgar atravs do Dirio Oficial da Unio, todas as suas deliberaes; (Revogado pela Medida Provisrian2.216-37, de 31.8.01) IX - elaborar o seu regimento interno. (Revogado pela Medida Provisria n 2.216-37, de 31.8.01) Art. 8 As propostas oramentrias anuais ou plurianuais da Seguridade Social sero elaboradas por Co