Lei Orgânica de Sete Lagoas-MG LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO

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  • Lei Orgnica de Sete Lagoas-MG

    LEI ORGNICA DO MUNICPIO DE SETE LAGOAS - ESTADO DE MINAS GERAIS

    (Promulgada em 20 de maro de 1990)

    PREMBULO

    O Povo do Municpio de Sete Lagoas, animado pelos postulados de suas tradies, fundados no direito vida,

    justia social, na dignidade humana e luta pelos ideais de l iberdade, valores supremos de uma sociedade fraterna que

    busca a paz, a f, o progresso, a felicidade e a efetiva realizao do Estado Democrtico de Direito, aspiraes perenes

    desta terra norteada pelo ditame "ad altiora nata", sob a proteo de Deus e por seus representantes, reunidos na

    Cmara Municipal, promulga a seguinte LEI ORGNICA DO MUNICPIO DE SETE LAGOAS, Estado de Minas Gerais:

    TTULO I

    DOS PRINCPIOS FUNDAMENTAIS

    Art. 1 O Municpio de Sete Lagoas, Estado de Minas Gerais integra, com autonomia poltico-administrativa, a

    Repblica Federativa do Brasil, como participante do Estado Democrtico de Direito, comprometendo-se a respeitar,

    valorizar e promover os seus fundamentos bsicos:

    I - a l iberdade;

    II - a soberania;

    III - a cidadania;

    IV - a dignidade da pessoa humana;

    V - os valores sociais do trabalho e da l ivre iniciativa;

    VI - o pluralismo poltico.

    Pargrafo nico - O poder emana do povo, que o exerce por meio de seus representantes eleitos, nos termos da

    Constituio da Repblica, da Constituio do Estado de Minas Gerais e desta Lei Orgnica.

    Art. 2 So os poderes do Municpio, independentes e harmnicos entre si, o Legislativo e o Executivo.

    Pargrafo nico - Ressalvados os casos previstos nesta Lei, vedado a qualquer dos poderes delegar atribuies e,

    quem for investido nas funes de um deles, no poder exercer a do outro.

  • Art. 3 Constituem, em cooperao com a Unio e o Estado, objetivos fundamentais do Municpio:

    I - construir uma sociedade livre, justa e solidria;

    II - a construo de uma sociedade ambientalmente sustentvel; (Redao dada pela Emenda Lei Orgnica n 32)

    III - erradicar a pobreza e a marginalizao e reduzir as desigualdades sociais;

    IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raa, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de

    discriminao;

    V - promover o desenvolvimento municipal;

    VI - garantir a efetivao dos direitos humanos, individuais e sociais.

    Pargrafo nico - O Municpio buscar a integrao e a cooperao com a Unio, os Estados e os demais Municpios

    para a construo de uma sociedade ambientalmente sustentvel; consecuo dos seus objetivos fundamentais.

    TTULO II

    DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS

    Art. 4 O Municpio assegura, no seu territrio e nos l imites de sua competncia, os direitos e garantias

    fundamentais que a Constituio da Repblica confere aos cidados residentes no Pas.

    Art. 5 Nenhuma pessoa ser discriminada, ou de qualquer forma prejudicada, pelo fato de l itigar com rgo ou

    entidade municipal, no mbito administrativo ou judicial.

    Art. 6 direito de qualquer cidado e entidade legalmente constituda denunciar s autoridades competentes a

    prtica, por rgo ou entidade pblica ou por empresas concessionrias ou permissionrias de servios pblicos, de

    atos lesivos aos direitos dos usurios, cabendo ao Poder Pblico apurar sua veracidade ou no e aplicar as sanes

    cabveis, sob pena de responsabilidade.

    Art. 7 Ser punido, nos termos da lei, o agente pblico que, no exerccio das suas atribuies e independentemente

    da funo que exera, violar direito constitucional do cidado.

    Art. 8 O Municpio obriga-se a implantar e a manter rgo especfico para tratar das questes relativas mulher,

    que ter sua composio, organizao e competncia fixadas em lei, garantida a participao de mulheres

    representantes da comunidade com atuao comprovada na defesa de seus direitos.

    Art. 9 So Direitos Sociais o direito educao, ao trabalho, cultura, moradia, assistncia, proteo

    maternidade, gestante, infncia, ao idoso e ao deficiente, ao lazer, ao meio-ambiente, sade e segurana, que

    significam uma existncia digna.

    TTULO III

    DA ORGANIZAO DO MUNICPIO

    CAPTULO I

    DA ORGANIZAO POLTICO-ADMINISTRATIVA

    Art. 10. O Municpio de Sete Lagoas, unidade territorial do Estado de Minas Gerais, pessoa jurdica de direito

    pblico interno, com autonomia poltica, administrativa e financeira, organizado e regido pela presente Lei Orgnica,

    na forma da Constituio Federal e da Constituio Estadual.

    1 O Municpio tem sua sede na cidade de Sete Lagoas.

  • 2 A organizao poltico-administrativa do Municpio compreende a cidade, os distritos e subdistritos.

    3 Os distritos e subdistritos tm os nomes das respectivas sedes.

    4 A criao, organizao e supresso de distritos obedecero legislao estadual.

    Art. 11. A autonomia do Municpio configura-se, especialmente pela:

    I - elaborao e promulgao da Lei Orgnica;

    II - eleio do Prefeito, Vice-Prefeito e Vereadores;

    III - organizao de seu governo e administrao.

    Art. 12. A incorporao, a fuso e o desmembramento do Municpio s sero possveis se for preservada a

    continuidade e unidade histrico-cultural do ambiente urbano, fazendo-se por Lei estadual, respeitados os demais

    requisitos previstos em Lei complementar estadual, e dependero de consulta prvia, mediante plebiscito, a toda

    populao do Municpio.

    Art. 13. vedado ao Municpio:

    I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencion-los, embaraar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou

    seus representantes relaes de dependncia ou aliana, ressalvada, na forma da lei, a colaborao de interesse

    pblico;

    II - recusar f aos documentos pblicos;

    III - criar distines entre brasileiros ou preferncias entre si;

    IV - subvencionar ou auxil iar, de qualquer modo com recursos pertencentes aos cofres pblicos, quer pela imprensa,

    rdio, televiso, servio de auto-falante ou qualquer outro meio de comunicao, propaganda poltico-partidria ou

    fins estranhos administrao.

    Art. 14. A Lei municipal poder instituir a administrao distrital e regional, de acordo com os princpios da

    descentralizao administrativa.

    Art. 15. Os smbolos municipais so estabelecidos em lei.

    Pargrafo nico - considerada data cvica o Dia do Municpio, comemorado anualmente em 24 (vinte e quatro) de

    novembro.

    CAPTULO II

    DOS BENS DO MUNICPIO

    Art. 16. So bens do Municpio:

    I - os que atualmente lhe pertencem e os que lhe vierem a ser atribudos;

    II - os rendimentos provenientes dos seus bens, execuo de obras e prestao de servios.

    Art. 17. Cabe ao Prefeito a administrao dos bens municipais, respeitada a competncia da Cmara Municipal

    quanto queles util izados em seus servios.

    Art. 18. Todos os bens municipais devero ser cadastrados com a identificao respectiva, numerando-se os

    mveis, segundo o que for estabelecido em regulamento, os quais ficaro sob a responsabilidade do Chefe da

    Secretaria, Diretoria ou setor a que forem distribudos.

  • Art. 19. Nenhum servidor ser dispensado, transferido, exonerado ou ter aceito o seu pedido de exonerao ou

    resciso sem que o rgo responsvel pelo controle dos bens patrimoniais da Prefeitura ou da Cmara ateste que o

    mesmo devolveu os bens mveis do Municpio que estavam sob sua guarda.

    Art. 20. O rgo competente do Municpio ser obrigado, independentemente de despacho de qualquer autoridade, a

    abrir inqurito administrativo e a propor, se for o caso, a competente ao civil e penal contra qualquer servidor,

    sempre que forem apresentadas denncias contra o extravio ou danos de bens municipais.

    Art. 21. Os bens patrimoniais do Municpio devero ser classificados:

    a) pela sua natureza;

    b) em relao a cada servio.

    Pargrafo nico - Dever ser feita, anualmente, a conferncia da escriturao patrimonial com os bens existentes, e,

    na prestao de contas de cada exerccio, ser includo o inventrio de todos os bens municipais.

    Art. 22. A aquisio de bem imvel, a ttulo oneroso, depende de avaliao prvia e de autorizao legislativa.

    Art. 23. A alienao de bens municipais, subordinada existncia de interesse pblico devidamente justificado,

    ser sempre precedida de avaliao e obedecer s seguintes normas:

    I - quando imveis, depender de autorizao legislativa e concorrncia pblica, dispensada esta somente nos

    seguintes casos:

    a) doao, constando da Lei e da escritura pblica, os encargos, o prazo de seu cumprimento pelo donatrio e a

    clusula de retrocesso, tudo sob pena de nulidade do ato;

    b) permuta;

    II - quando mveis, depender de autorizao legislativa e l icitao, dispensada esta nos seguintes casos:

    a) doao, permitida exclusivamente para fins de interesse social, justificado pelo Executivo;

    b) permuta.

    Art. 24. O Municpio, preferentemente venda ou doao de seus bens imveis, outorgar concesso de direito real

    de uso, mediante prvia autorizao legislativa e concorrncia pblica.

    Pargrafo nico - A concorrncia poder ser dispensada, por meio de lei, quando o uso se destinar a concessionria

    de servio pblico, a entidade assistencial, ou quando houver relevante interesse pblico, devidamente justificado.

    Art. 25. A venda aos proprietrios de imveis l indeiros de reas urbanas remanescentes e inaproveitveis para

    edificao e outra destinao de interesse coletivo, resultantes de obras pblicas, depender apenas de prvia

    avaliao e autorizao legislativa. As reas resultantes de modificao de alinhamento sero alienadas, obedecidas

    as mesmas condies.

    Art. 26. A doao com encargo depender de autorizao legislativa e poder ser l icitada, e do seu instrumento

    constaro, obrigatoriamente, os