Lei Orgânica do Município

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Lei Orgânica de Campina Grande

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  • ESTADO DA PARABA PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPINA GRANDE

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    Ns, representantes do povo de Campina Grande, reunidos em Assemblia Municipal Constituinte, nos termos e princpios das Constituies da Repblica e do Estado, tendo por fim a consolidao e o fortalecimento democrtico do Municpio que, inspirado na liberdade, na justia, na fraternidade, no pluralismo, na organizao e participao popular, e na defesa das instituies democrticas, assegure sua populao o pleno exerccio dos direitos e garantias fundamentais, promulgamos, amparados na proteo de Deus, a LEI ORGNICA DO MUNICPIO DE CAMPINA GRANDE.

    TTULO I DA ORGANIZAO DO MUNICPIO

    CAPTULO I DOS PRINCPIOS FUNDAMENTAIS E GERAIS

    Art. 1 - O Municpio de Campina Grande integra, com autonomia poltica, administrativa, financeira e legislativa, a Repblica Federativa do Brasil e o Estado da Paraba, tendo por fundamento:

    I - a ordem jurdica democrtica; II - a cidadania; III - a dignidade da pessoa humana; IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; V - o pluralismo poltico; VI - a organizao e participao popular.

    Pargrafo nico - O Municpio se organiza e se rege por esta Lei Orgnica e demais que adotar, observados os princpios constitucionais da Repblica e do Estado.

    Art. 2 - Constituem objetivos fundamentais do Municpio:

    I - contribuir para a construo de uma sociedade livre, justa e solidria; II - garantir o desenvolvimento local e auxiliar no desenvolvimento regional e nacional; III - erradicar a pobreza e a marginalizao e reduzir as desigualdades sociais e regionais; IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raa, sexo, cor, credo, idade e quaisquer outras formas de discriminao ou segregao.

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    Art. 3 - Todo o poder do Municpio emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos da Constituio Federal, da Constituio do Estado e desta Lei Orgnica, com a participao das entidades associativas.

    1 - O exerccio da soberania popular se d, na forma desta Lei Orgnica, atravs de:

    I - plebiscito; II - referendo; III - iniciativa popular.

    2 - O exerccio indireto do poder pelo povo se d por representantes eleitos atravs de sufrgio universal, por voto direto e secreto com igual valor para todos e na forma que dispe a legislao federal.

    3 - A participao das entidades associativas dar-se- na forma que dispe esta Lei Orgnica, assegurando-se as seguintes instncias:

    I - Assemblia Geral do Municpio; II - Conferncias Municipais de Polticas Administrativas Setoriais; III - Conselhos Populares e de Polticas Administrativas Setoriais.

    Art. 4 - O Municpio concorrer, no limite de sua competncia, para consecuo dos objetivos prioritrios do Estado da Paraba.

    Pargrafo nico - Sero prioridades do Municpio, alm do previsto no caput deste artigo, as seguintes:

    I - estruturao, organizao e preservao dos espaos e servios municipais, orientando-os para o livre e efetivo exerccio da cidadania, para o desenvolvimento dos valores democrticos e afirmao das vocaes histricas, tendo em vista propiciar populao condies de vida em padres compatveis com a dignidade humana, a justia social e a promoo do bem comum; II - preservao de sua identidade, adequando as exigncias do desenvolvimento econmico e social, memria histrica, sua tradio cultural e peculiaridades locais; III - atendimento das demandas sociais de educao, sade, transporte, moradia, abastecimento, lazer e assistncia social; IV - atendimento integral das necessidades nutricionais, de educao, de capacitao profissional, de sade, de habitao e de lazer das crianas de famlias carentes e, em especial, das abandonadas.

    CAPTULO II DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS

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    Art. 5 - O Municpio assegura no seu Territrio e nos limites de sua competncia os direitos e garantias fundamentais que as Constituies da Repblica e do Estado conferem aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Pas.

    1 - Nenhuma pessoa ser discriminada ou de qualquer forma prejudicada, pelo fato de litigar com rgo ou entidade da administrao municipal, no mbito administrativo ou judicial.

    2 - Incide na penalidade de destituio de mandato administrativo, de cargo de direo ou funo, em rgo ou entidade da administrao municipal, o agente pblico que deixar injustificadamente de sanar, dentro de sessenta dias da data do requerimento do interessado, omisso que inviabilize o exerccio do direito constitucional.

    3 - Nos processos administrativos, qualquer que seja o objeto e o procedimento, observar-se-o, entre outros requisitos de validade, a publicidade, o contraditrio, a ampla defesa e o despacho ou a deciso motivados.

    4 - Todos tm o direito de requerer e obter informao sobre projeto do Poder Pblico, ressalvado aquele cujo sigilo seja, temporariamente, imprescindvel segurana da sociedade e do Municpio, nos termos da lei, que fixar tambm o prazo em que deva ser prestada a informao.

    5 - independente de pagamento de taxa ou de emolumentos ou de garantia de instncia o exerccio do direito de petio ou representao e a obteno de certido, no prazo mximo de trinta dias, para a defesa de direitos ou esclarecimentos de interesse pessoal ou coletivo.

    6 - direito de qualquer cidado ou entidade legalmente constituda denunciar s autoridades competentes a prtica, por rgo, entidade pblica ou empresas concessionrias ou permissionrias de servios pblicos, de atos lesivos aos direitos dos usurios, cabendo ao Poder Pblico apurar sua veracidade ou no e aplicar as sanes cabveis, sob pena de responsabilidade.

    7 - Ser punido, nos termos da lei, o agente pblico que, no exerccio de suas atribuies e independentemente da funo que exera, violar direito constitucional do cidado.

    8 - Todos podem reunir-se pacificamente, sem armas em locais abertos ao pblico, independentemente de autorizao, desde que no frustem outra reunio anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prvio aviso autoridade competente que, no Municpio, o Prefeito ou aquele a quem delegar a atribuio.

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    9 - O Poder Pblico Municipal coibir todo e qualquer ato discriminatrio em seus rgos e entidades e naqueles cuja licena de funcionamento dependa de sua autorizao, estabelecendo em lei as penalidades aplicveis a cada caso.

    10 - Ao Municpio vedado:

    I - estabelecer culto religioso ou igreja, subvencion-los, embaraar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou com seus representantes relaes de dependncia ou de aliana, ressalvada, na forma da lei, a colaborao de interesse pblico; II - recusar f a documento pblico; III - criar distino entre brasileiros ou preferncias em relao s demais unidades da Federao; VI - renunciar receita e conceder isenes e anistias fiscais sem interesse pblico justificado em lei; V - realizar operaes externas de natureza financeira, sem prvia autorizao do Senado Federal.

    CAPTULO III DO MUNICPIO

    SEO I DISPOSIES GERAIS

    Art. 6- So Poderes do Municpio, independentes e harmnicos entre si, o Legislativo e o Executivo.

    Pargrafo nico - vedado a qualquer dos poderes delegar atribuies e, ao que for investido na funo de um deles, exercer as do outro.

    Art. 7- A autonomia do Municpio configura-se, especialmente pela:

    I - elaborao e promulgao de sua Lei Orgnica; II - eleio do Prefeito, Vice-Prefeito e Vereadores; III - organizao de seu Governo, Administrao e Servios Pblicos locais de sua competncia.

    Art. 8- A cidade de Campina Grande a sede do Governo e do Municpio.

    1 - So smbolos do Municpio a bandeira, o hino, o braso e a cano, representativos da sua cultura e histria.

    2 - A cano Tropeiros da Borborema, letra de Raymundo Asfora e msica de Rosil Cavalcanti, Smbolo Oficial na conformidade do 1, ter sua

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    execuo obrigatria em solenidades culturais, folclricas, educacionais e outras, no Territrio do Municpio.

    Art. 9 - Cumpre ao Municpio, no mbito de sua competncia, garantir a efetividade dos direitos fundamentais da pessoa humana, coibir discriminaes e promover a melhoria da condio social da sua populao.

    SEO II DAS COMPETNCIAS MUNICIPAIS

    Art. 10 - Compete ao Municpio:

    I - legislar sobre assuntos de interesse local; II - elaborar e executar seus oramentos anuais, plurianuais e de investimentos; III - estabelecer relaes com a Unio, os Estados Federados, o Distrito Federal e os demais Municpios; IV - organizar, regulamentar e executar seus servios administrativos e patrimoniais; V - firmar acordo, convnio, ajuste e instrumento congnere; VI - difundir a seguridade social, a educao, a cultura, o desporto, a cincia e a tecnologia; VII - proteger o meio ambiente; VIII - instituir, decretar e arrecadar os tributos de sua competncia e aplicar as suas receitas, sem prejuzo da obrigatoriedade de prestar contas e publicar balancetes; IX - organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concesso ou permisso, os servios pblicos de interesse local, includo o de transporte coletivo, que tm carter essencial; X - promover o adequado ordenamento territorial, mediante planejamento da ocupao e do uso do solo; XI - administrar seus bens, adquiri-los e alien-los, aceitar doaes, legados e dispor de sua aplicao; XII - desapropriar, por necessidade ou utilidade pblica ou por interesse social, nos casos previstos em lei; XIII - estabelecer servides administrativas e, em caso de iminent