LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE SOROCABA/ Municipal-Sorocaba/Lei Orgânica/Texto... · LEI ORGÂNICA

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  • LEI ORGNICA DO MUNICPIO DE SOROCABA/SP

    TTULO I DISPOSIES PRELIMINARES

    Art. 1 O Municpio de Sorocaba, pessoa jurdica de direito pblico interno, uma unidade territorial que

    integra a organizao poltico-administrativa da Repblica Federativa do Brasil, dotada de autonomia poltica, administrativa, financeira e legislativa nos termos assegurados pela Constituio da Repblica, pela Constituio do Estado e por esta Lei Orgnica.

    Art. 2 A sede do Municpio d-lhe o nome e tem a categoria de cidade. Art. 3 So smbolos do Municpio o Braso, a Bandeira e o Hino, representativos de sua cultura e

    histria, cujo uso ser regulamentado por Lei.

    TTULO II DA COMPETNCIA MUNICIPAL

    Art. 4 Compete ao Municpio: I - legislar sobre assuntos de interesse local; II - suplementar a legislao federal e a estadual no que couber; III - instituir e arrecadar os tributos de sua competncia, bem como aplicar as suas rendas, sem prejuzo

    da obrigatoriedade de prestar contas e publicar balancetes nos prazos fixados em lei; IV - instituir a guarda municipal destinada proteo de seus bens, servios e instalaes, conforme

    dispuser a lei; V - organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concesso ou permisso, ou convnio, entre

    outros, os seguintes servios: a) transporte coletivo urbano e suburbano, que ter carter essencial; b) abastecimento de gua e esgotos sanitrios; c) mercados, feiras e matadouros locais; d) cemitrios e servios funerrios; e) iluminao pblica; f) limpeza pblica, coleta domiciliar e destinao final do lixo; VI - manter, com a cooperao tcnica e financeira da Unio e do Estado, programas de educao pr-

    escolar e ensino fundamental; VII - prestar, com a cooperao tcnica e financeira da Unio e do Estado, servios de atendimento

    sade da populao; VIII - promover a proteo do patrimnio histrico, cultural, artstico, turstico e paisagstico local,

    observada a legislao e a ao fiscalizadora federal e estadual; IX - promover a cultura e a recreao; X - fomentar a produo agropecuria e demais atividades econmicas, inclusive a artesanal; XI - preservar as florestas, a fauna e a flora; XII - realizar servios de assistncia social, diretamente ou por meio de instituies privadas, conforme

    critrios e condies fixadas em lei municipal; XIII - realizar programas de apoio s prticas desportivas; XIV - realizar programas de alfabetizao;

  • XV - realizar atividades de defesa civil, inclusive a de combate a incndios e preveno de acidentes naturais em coordenao com a Unio e o Estado;

    XVI - promover, no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle do

    uso, do parcelamento e da ocupao do solo urbano; XVII - elaborar e executar o Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado; XVIII - executar obras de: a) abertura, pavimentao e conservao de vias; b) drenagem pluvial; c) construo e conservao de estradas, parques, jardins e hortos florestais; d) construo e conservao de estradas vicinais; e) edificao e conservao de prdios pblicos municipais; XIX - fixar: a) tarifas dos servios pblicos, inclusive dos servios de txis; b) horrio de funcionamento dos estabelecimentos industriais, comerciais e de servios; XX - sinalizar as vias pblicas urbanas e rurais; XXI - regulamentar a utilizao de vias e logradouros pblicos; XXII - conceder licena para: a) localizao, instalao e funcionamento de estabelecimentos industriais, comerciais e de servios; b) afixao de cartazes, letreiros, anncios, faixas, emblemas e utilizao de alto-falantes para fins de

    publicidade e propaganda; c) exerccio de comrcio eventual ou ambulante; d) realizao de jogos, espetculos e divertimentos pblicos, observadas as prescries legais; e) prestao dos servios de txi; XXIII - criar e organizar Regionais Administrativas, cuja composio e atribuies sero estabelecidas

    por lei; XXIV - so gratuitos para os reconhecidamente pobres, na forma da lei: a) planta popular; b) a ligao de gua e esgoto, e c) taxa de covagem. Art. 5 Alm das competncias previstas no artigo anterior, o Municpio atuar em cooperao com a

    Unio e o Estado para o exerccio do artigo 23 da Constituio Federal.

    TTULO III DO GOVERNO MUNICIPAL

    Captulo I

    DOS PODERES MUNICIPAIS Art. 6 O Governo Municipal constitudo pelos Poderes Legislativo e Executivo, independentes e

    harmnicos entre si. Pargrafo nico - vedada aos Poderes Municipais a delegao recproca de atribuies, salvo nos

    casos previstos nesta Lei Orgnica.

  • Captulo II DO PODER LEGISLATIVO

    SEO I

    DA CMARA MUNICIPAL Art. 7 O Poder Legislativo exercido pela Cmara Municipal, composta de Vereadores, eleitos para

    cada legislatura entre cidados maiores de dezoito anos, no exerccio dos direitos polticos, pelo voto direto e secreto.

    Pargrafo nico - Cada legislatura ter a durao de 4 (quatro) anos. Art. 8 A Cmara Municipal de Sorocaba ser composta de 20 Vereadores, de acordo com os

    parmetros estabelecidos no art. 29., inciso IV, da Constituio Federal. (Redao dada pela Emenda Lei Orgnica n 16/2004)

    Pargrafo nico - A Mesa da Cmara comunicar ao Tribunal Regional Eleitoral a composio prevista

    neste artigo. Art. 9 Os Vereadores gozam de inviolabilidade por suas opinies, palavras e votos no exerccio do

    mandato e na circunscrio do Municpio. Art. 10 Os Vereadores no sero obrigados a testemunhar, perante a Cmara, sobre informaes

    recebidas ou prestadas em razo do exerccio do mandato, nem sobre as pessoas que lhes confiaram ou deles receberam informaes.

    Art. 11 incompatvel com o decoro parlamentar, alm dos casos definidos no Regimento Interno, o

    abuso das prerrogativas asseguradas aos Vereadores ou a percepo, por estes, de vantagens indevidas. Art. 12 Os Vereadores no podero: I - desde a expedio do diploma: a) firmar ou manter contrato com o Municpio, suas autarquias, empresas pblicas, sociedades de

    economia mista, fundaes ou empresas concessionrias de servios pblicos municipais, salvo quando o contrato obedecer a clusulas uniformes;

    b) aceitar ou exercer cargo, funo ou emprego remunerado, inclusive os de que sejam demissveis ad

    nutum, nas entidades constantes da alnea anterior. II - desde a posse: a) ser proprietrios, controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato

    celebrado com o Municpio ou nela exercer funo remunerada; b) ocupar cargo ou funo de que sejam demissveis ad nutum nas entidades referidas na alnea "a" do

    inciso I, salvo o cargo de Secretrio Municipal; c) patrocinar causas em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere a alnea "a" do

    inciso I; d) ser titulares de mais de um cargo ou mandato pblico eletivo. Art. 13 Perder o mandato o Vereador: I - que infringir qualquer das proibies estabelecidas no artigo anterior; II - cujo procedimento for declarado incompatvel com o decoro parlamentar; III - que deixar de comparecer, em cada sesso legislativa, tera parte das sesses ordinrias da

    Cmara, salvo em caso de licena ou de misso oficial autorizada; IV - que perder ou tiver suspensos os direitos polticos; V - quando o decretar a Justia Eleitoral, nos casos previstos na Constituio Federal; VI - que deixar de residir no Municpio; VII - que deixar de tomar posse, sem motivo justificado, dentro do prazo estabelecido nesta Lei

    Orgnica.

  • 1 Extingue-se o mandato, e assim ser declarado pelo Presidente da Cmara, quando ocorrer

    falecimento ou renncia por escrito do Vereador. 2 Nos casos previstos nos incisos I, II e VI, a perda do mandato ser decidida pela Cmara por voto

    de 2/3 (dois teros) dos seus membros, mediante provocao da Mesa ou de partido poltico representado na Cmara, assegurada ampla defesa. (Redao dada pela Emenda Lei Orgnica n 24/2007)

    3 Nos casos dos incisos III, IV, V e VII, a perda de mandato ser declarada pela Mesa da Cmara, de

    oficio ou mediante provocao de qualquer Vereador ou partido poltico representado na Cmara Municipal, assegurada ampla defesa.

    Art. 14 O exerccio de vereana por servidor pblico se dar de acordo com as determinaes da

    Constituio Federal. Pargrafo nico - O Vereador ocupante de cargo, emprego ou funo pblica municipal inamovvel de

    ofcio pelo tempo de durao de seu mandato. Art. 15 O Vereador poder licenciar-se: I - por motivo de sade, devidamente comprovado; II - para tratar de interesse particular, desde que o perodo de licena no seja superior a 120 (cento e

    vinte) dias por sesso legislativa. III - no caso de Gestante, pelo prazo de 120 (cento e vinte) dias consecutivos, contados do primeiro dia

    do nono ms de gestao, salvo antecipao por prescrio mdica; (Redao acrescida pela Emenda Lei Orgnica n 11/2002)

    IV - no caso de Adotante de criana de at 01 (um) ano de idade, pelo prazo de 120 (cento e vinte) dias,

    para o ajustamento do adotado ao novo lar. (Redao acrescida pela Emenda Lei Orgnica n 11/2002) V - para assumir na condio de suplente, pelo tempo em que durar o afastamento ou licena do titular,

    mandato pblico eletivo, estadual ou federal. (Redao acrescida pela Emenda Lei Orgnica n 26/2009) 1 No caso do inciso I, o Vereador poder reassumir o exerccio da Vereana antes que se tenha

    escoado o prazo de sua licena, desde que seja comprovado com atestado mdico que est apto. (Redao dada pela Emenda Lei Orgnica n 47/2016)

    2 Para fins de remunerao, considerar-se- como em exerccio o Vereador licenciado nos termos do

    inciso I, e a Vereadora licenciada nos termos dos incisos I, III e IV. (Redao dada pela Emenda Lei Orgnica n 11/2002)

    3 O Vereador investido no cargo de Secretrio Municipal ser considerado automaticamente

    licenciado, podendo optar pela remunerao da vereana. 4 O