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.. li T~~-.~ EXCELENTSSIMO SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA,

EMINENTE RELATOR DA AO PENAL N.o 470

AP470

Supremo Tribunal Federal 08/09/2011 15:15 0073504

111m 11111 1111111111 11111 11111 11111 111/111111111111111111111111

ATIPICIDADE DA CONDUTA. AUSNCIA DE

-. ' DOLO. DESCONHECIMENTO DA DEMANDADA ,

ACERCA DO CRIME ANTECEDENTE. ORDEM

DE SUPERIOR HIERRQUICO. ERRO DE

PROIBiO. AUSNCIA DE NEXO CAUSAL -

INTELIGNCIA NA TESE DA ELIMINAO

HIPOTTICA OU TEORIA DA EQUIVALNCIA

DOS ANTECEDENTES. ERRO DE TIPO. 5

CONDUTAS AO INVS DAS SETE. EXEGESE

DA CONVENO DE PALERMO AMPARA A

TESE DA R.

t "''''.

ANITA LEOCDIA PEREIRA DA COSTA, j qualificada nos autos

do presente feito, vem honrosa presena de Vossa Excelncia, por

intermdio de seus procuradores ao final firmhdos, apresentar

ALEGAES FINAIS, pelos tu jurdicos a seguir expostos:''

amentos de fato e relevantes motivos

SRTVN QD. 701 Conj. C Lote 124 sa~ 701/703 B Centro Empresarial Norte -CEP: 70710200 Brasilia DF Telefone / Fax - +55 (61) 3328.6210 / 3326-0874

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I - CONSIDERAES INICIAIS: dos fatos, da sntese processual e da

ausncia completa de qualquer elemento probatrio nos autos que

demonstre ser a R uma agente profissional de esquema criminoso,

como imputa o pa~quet

1. Trata-se de processo penal da competncia originria do Supremo

Tribunal Federal a partir de denncia formulada pela Procuradoria-Geral

da Repblica, envolvendo, de incio, o simblico registro de 40 pessoas

denunciadas, dentre as quais a peticionria, que de pronto traz lume . .;~ .. c. ... , .. "j l t'-' ".' . ....... n ~ ..... ' ..

..- !"I'"'.~ . '!"! -_0_ .~ ....... \ t ..... 'fOt","J ""e :~j1t~4;:-'''-: IJI'~.th..:;"'>.,,!t,,' "''I.'' emblemtica lio do Mestre italiano Calamandrei , quando escreve:

" ..;

Entre todos os. cargos judicirios, o mais dificil, segundo me parece, o do

Ministrio Pblico. Este, como sustentculo da acusao, devia ser to parcial

como um advogado; como guarda inflexvel da lei, deveria ser to imparcial

como um juiz,

Advogdo sem paixo, juiz sem imparcialidade, tal o absurdo psicolgico no

qual o Ministrio Pblico, se no adquirir o sentido do equilbrio, se arrisca,

momento a momento, "a perder,. por amor da sinceridade, a generosa

combatividade do-defensor, ou, por amor da polmica, a objetividade sem

paixo do magistrado",

2. A pertinncia da reflexo ": manifesta ante a imperiosa

necessidade cdas' instituies nacionais darem' as respostas que toda a sociedade anseia em face das graves denncias que ultrapassaram a

seara da tica ou da moral e adentr m o campo institucional. No entanto, .:,.. ... . ~ . . .\

a louvvel e correta investida . isterial contra o edifcio da corrupo ,-

~ 1 Piero Calamandrei, citado pelo Pr curador de Justia do Estado de Minas Gerais para aquilatar seu trabalh'''O Ministrio P i6"e PoUei Judlr"~-E',"Del Rey: ,c ... ,.,,~... ,

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, , , ... :: " ,.,..' .

no pode aambarcar por si e por fora de seu natural movimento

abrupto aqueles que em nada contriburam para sua a construo.

3. Est provado com a documentao que acompanhou a resposta

apresentada, na c/ara prestao de contas j ofertada a este Egrgio

Tribunal, nos seus-depoimentos, tanto em esfera policial, quanto em

Juzo, bem assim em funo dos depoimentos das testemunhas pela R

arroladas ou mesmo aquelas que o foram pela Procuradoria-Geral da

Repblica e, por fim, pelo fato de que nos 219 volumes de autos e seus " , _ f!.

mais de 500 apensos,' no h uma nica meno R, afora sua , :, I

situao funcional de servidora do gabinete do Deputado Paulo Rocha,

que a coloque de forma tipicamente adequada e amoldada s figuras

tpicas imputadas pelo MPF.

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. .. 4. Sendo certo, entretanto, que o debate ora se cinge mais

qualificada apreciao jurdica que deve nortear qualquer processo

judicial, notadamente em sede de jurisdio constitucional, com o que

consta dos autos, no pode o Excelso Supremo Tribunal Federal partir .~ . I .,

para a condenao da r, e com confiana na serenidade e ~.t . t..:, \ :~ .. ,lJJI ,'.

jurisprudncia da mais valiosa instituio republicana que se faz essa . "-' ,. , , - '. ~

exortao, sob pena de reforar a nefasta sensao de impunidade que

corri a cidadania, isto em face de vcios que indevidamente esto a

igualar diferentes e a menos que se busque exemplar a R em conjunto

com outros 37, deixando de fora inmeras outras pessoas que . ' j . . > o .

procederam da mesma forma que ela no constaram da denncia, ou . .1' ... ' '." .', ,- ' .. ' i.1\ ...... '''1 ,. .

mesmo aqueles inmeros destinatrios indiretos dos recursos sacados,

uma vez que se sabe e est comprovado nos autos que a destinao

, " .. ) SRTVN QD. 701 Conj. C; Lote 124 Salas 701/703 B Centro Empresarial Norte -CEP: 70710 3

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valores sacados por Anita eram para a cobertura de custos de

campanhas polfticas passadas.

5. No mais, trat-se de Ao Penal da autoria do Ministrio Pblico

Federal, por seu Procurador-Geral, contra a R e outros, sob a acusao

de serem todos integrantes de organizao criminosa investigada .no

Inqurito 2245, convolado na Ao Penal n.o 470, sob acusao de ter

ela, em concurso. material (nas alegaes finais o MPF substitui o

concurso material pela continuidade delitiva), cometido 7 (sete) vezes os

delitos tipificados no artigo 1, V; VI e V1I2, da Lei n.o 9.613, de 3 de

maro de 1998. Aps resposta da R e de sesso memorvel do

Plenrio do Supremo Tribunal Federal no dia 23.08.2007, a denncia foi

recebida. .~

6. Sobre a Ao, importa de imediato realar que a R j foi e ,-j' I

continua sendo reiterada e exaustivamente condenada, posto que sua

exposio em toda a mdia, em processo cunhado com o nome de . . . ~ \ h:.d

Lei 11. -I . . , , ..... '- , -,

2 Art. 10 Ocultar ou dissimular a natureza, origem, localizao, disposio, movimentao ou propriedad~"de.bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de crime: . . .

( ... )

v - contra a Administrao Pblica, inclusive a exigl)cia, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, de qualquer vantag m, como condio ou preo para a prtica ou omisso de atos administrativ

VI - contra o sistema financeiro nacional;

VII - praticado por organizao criminosa.

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, o', .:-..

"Mensalo", sem que tenha concorrido a qualquer ttulo para a prtica de

conduta criminosa, jamais ter a recomposio de sua honra e

dignidade, vista' dos abalos que se perenizaro, ainda quando

absolvida por este Egrgio Supremo Tribunal Federal, como espera e

confia.

7. Nas fls. 75/85 da denncia, h a explicao do MPF sobre sua

interpretao acerca do que convencionou chamar de "lavagem de

dinheiro", crime que, em seu entender, teria sido praticado pela

denunciada no momento' em que sacou e recebeu em espcie ,. . quantias que se d.estinavam ao pagamento de dvidas pretritas de

. , , campanha. De igual modo, diferenciou a conduta da R de outras

pessoas que fizeram saques junto ao Banco Rural do Braslia Shopping,

pois, segundo o parquet, houve habitualidade e sistemtica nas retiradas

e, por assim agir, Anita teria cincia de que estava viabilizando

criminosamente o recebimento de dinheiro em espcie, in verbis: < , .. ~.

........ I,. O". 03\ .

No mnimo, o recebimento de R$ 600.000,00, ocorreu por intermdio de Anita

Leocdia, na agncia do Banco Rural em Braslia, na agncia do Banco Rural

em So Paulo e em quarto de hotel, local onde recebeu a importncia de R$

200.000,00 diretamente de Marcos Valria,

~. ~,

8. Esse, portanto, o entendimento do parquet acerca do

enquadramento da conduta da denunciada, com o qual ela discorda

veementemente, pelas razes que foram demonstradas na resposta

apresentada denncia, as quais passam pelo equvoco ministerial em

apontar para a cincia da denunciada da suposta origem criminosa dos

recursos sacados e recebidos (alis, o MPF no aponta qual , de fato, o

crime . antecedente), do equvoco material no nmero de condutas da

denunciada (4 saques e 1 recebimento em espcie e no 7), falhas que,

naturalmente, desaguaro na concluso pela atipicidade da conduta da

denunciada, na ausncia de dolo e/ou mesmo na desclassificao do .J _-I~l\J

suposto evento delituoso.

9. Nas fls. 75/85 da denncia, h a explicao do MPF sobre sua

interpretao acerca do que convencionou chamar de "lavagem de . _ . _.,.' ~:..:: - _'~ " -' _,., J~ ; .: ... :": :....t..;r.t~~ L!l..~ > ......... ,

dinheiro", crime que, em seu entender, teria sido praticado pela

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